21 de janeiro, aniversário de nascimento do Pe. Landell de Moura, herói da pátria

21 de janeiro é um data histórica para as telecomunicações e, particularmente, para o rádio, o veículo mais popular e de maior penetração em todo o planeta.

Há 116 anos, na capital paulista, foi realizada a primeira transmissão mundial da voz humana e de sons musicais entre dois pontos através de ondas de rádio.

O autor da façanha foi o gaúcho Roberto Landell de Moura (1861-1928), o padre Landell, nascido em 21 de janeiro. A experiência foi realizada ligando o Colégio Santana, no alto da colina da rua Voluntários da Pátria, na zona norte de São Paulo, à Ponte das Bandeiras, sobre o rio Tietê. Um público selecionado e qualificado presenciou a exitosa transmissão: cientistas, empresários e a imprensa. Tempos depois, o padre-cientista repetiria o experimento, desta vez entre o alto de Santana e a avenida Paulista.

Era o ano de 1889. No Colégio das Irmãs de São José, hoje Colégio Santana, no bairro de Santana, em São Paulo, o padre Roberto Landell de Moura instalou um estranho aparelho de madeira com um microfone. Em outro ponto, outro aparelho recolhia as ondas transmitidas pelo primeiro e reproduzia o som. Foi a primeira transmissão de rádio ocorrida em São Paulo, conforme registrou à época o jornal O Estado de S.Paulo. Outras demonstrações do tipo foram feitas por Landell de Moura no Rio Grande do Sul e em outros lugares. Em 1901, ele obteve a patente brasileira do aparelho transmissor de ondas sonoras, do telefone sem fio e do telégrafo sem fio, e em 1904, obteve também as patentes nos Estados Unidos. O italiano Guglielmo Marconi, mais reconhecido como inventor do rádio, só conseguiu fazer uma transmissão de voz em 1914, quinze anos depois de Landell de Moura.

Na época em que viveu, Landell de Moura foi vítima da incompreensão e da ignorância de seus contemporâneos brasileiros. Empresários e governantes do país não deram à época a menor atenção às invenções do padre. Diante de criações que pareciam contrariar as leis da natureza, Landell era tratado como “herege”, “farsante”, “bruxo”. Em 1905, por exemplo, ao voltar dos Estados Unidos, Landell escreveu uma carta ao então presidente Rodrigues Alves pedindo a cessão de dois navios para fazer uma demonstração da transmissão de rádio de um para outro. O pedido foi negado, “coisa de maluco”. Quando Marconi fez pedido semelhante na Itália, toda a esquadra italiana foi colocada à sua disposição.

O o projeto foi apresentado em 17/6/2010 pelo então senador Sérgio Zambiasi (PTB/RS), por sugestão de seu chefe de Gabinete Dirceu Braz Goulart Neto (hoje exercendo a mesma função junto à senadora Ana Amélia Lemos), e de Marcello Antunes, assessor de imprensa da Liderança do PT e do Bloco de Apoio ao Governo no Senado, todos simpatizantes do Movimento Landell de Moura, o patrono dos radioamadores do Brasil.

Ironia do destino, embora seja um dos maiores gênios dos séculos XIX e XX, por suas invenções e atuação científica, Landell de Moura, gaúcho de Porto Alegre nascido no dia 21 de janeiro de 1861, é ignorado em seu próprio País, onde as crianças continuam aprendendo que o inventor do rádio foi o italiano Guglielmo Marconi.

Com o conhecimento teórico e a inquietude dos que estão à frente de seu tempo, Roberto Landell de Moura transmitiu a voz humana à distância, sem fio, pela primeira vez no mundo. Foi também pioneiro ao projetar aparelhos para a transmissão de imagens (a TV) e textos (o teletipo). Previu que as ondas curtas poderiam aumentar a distância das comunicações e também utilizou-se da luz para enviar mensagens, princípio das fibras ópticas. Tudo está documentado por patentes, manuscritos, noticiário da imprensa no Brasil e no exterior e testemunhos.

As pioneiras transmissões de rádio aconteceram no final do século XIX, ligando o alto de Santana – o Colégio Santana – à emblemática Avenida Paulista, que hoje abriga diversas antenas de emissoras de rádio e de TV.

Ao transmitir a voz, Landell se diferenciou de Marconi. O cientista italiano inventou o telégrafo sem fios, ou seja, a transmissão de sinais em código Morse (conjunto de pontos e traços) e não o rádio tal como o conhecemos.

As experiências do padre Landell não sensibilizaram autoridades e nem patrocinadores. Pior: um grupo de fiéis achou que o padre “falava com o demônio” e destruiu seus aparelhos.

Mesmo tendo patenteado o rádio no Brasil (1901), Landell não obteve reconhecimento. Decidiu, então, viajar para os Estados Unidos, onde conseguiu, em 1904, três cartas patentes. De volta ao Brasil, quis fazer uma demonstração das suas invenções no Rio de Janeiro, mas, por um erro de avaliação, o Governo não lhe deu a oportunidade. Depois, ele seria “forçado” a abandonar as experimentações científicas. Morreu no ostracismo e o Brasil importou tecnologia para entrar na era das radiocomunicações!

Landell de Moura está, agora, já em pleno século XXI, prestes a ver seu nome inscrito no Livro dos Heróis da Pátria, depositado no Panteão Tancredo Neves, graças ao Projeto de Lei do senador Sérgio Zambiasi, que está atualmente em análise na Câmara dos Deputados. Estará, desse modo, ao lado de outros heróis como Tiradentes, Zumbi dos Palmares, Santos Dumont e Oswaldo Cruz.

Também receberá, em fevereiro, o título post-mortem de Cidadão Paulistano (que Marconi recebeu em vida), por iniciativa do vereador Eliseu Gabriel.

Há anos, ele é o patrono dos rádio amadores brasileiros e seu nome está em ruas e praças de várias cidades, em instituições públicas e em livros publicados no Brasil e no Exterior.

O Brasil tem agora a oportunidade de reconhecer a obra científica de Landell e incluir os seus feitos no currículo escolar obrigatório do ensino básico. É por isso que luta o MLM – Movimento Landell de Moura, integrado por voluntários de diferentes áreas, que construiu um site –www.mlm.landelldemoura.qsl.br – para angariar assinaturas em prol desse reconhecimento. Vale registrar que o MLM não tem fins político-partidário, religiosos, financeiros ou de promoção pessoal.

Patentes

Landell de Moura, em 9 de março de 1901 obteve para seus inventos, a patente brasileira número 3.279 Poucos meses depois seguiu para os Estados Unidos, e em 4 de outubro de 1901 deu entrada no The Patent Office of Washington, DC pedindo privilégio para as suas invenções, tendo obtido, em 11 de outubro de 1904 a patente 771.917 , para um transmissor de ondas; a 22 de novembro de 1904, a patente 775.337 para um telefone sem fio e a 775.846 para um telégrafo sem fio.

Os seus trabalhos foram noticiados em 12 de outubro de 1902, no jornal americano “The New York Herald“, em reportagem sobre as experiências desenvolvidas na época, inclusive por cientistas americanos, alemães, ingleses dentre outros, na transmissão de sons sem uso de aparelhos com fio. Ressalta o jornal:

Por entre os cientistas, o brasileiro Padre Landell de Moura é muito pouco conhecido. Poucos deles tem dado atenção aos seus títulos para ser o pioneiro nesse ramo de investigações elétricas. Mas antes de Brigton e Ruhmer, o Padre Landell, após anos de experimentação, conseguiu obter uma patente brasileira para sua invenção, que ele chamou de Gouradphone“.

O jornal publica uma ampla reportagem sobre Landell de Moura, sua vida e obra, completada por uma fotografia do Padre, intitulada

Padre Landell de Moura – inventor do telefone sem fio” (denominação de época para a radiotelefonia ou a transmissão da voz humana à distância sem fio condutor).

Nas cartas-patentes, fica claro que o padre Roberto Landell de Moura recomendou o emprego das ondas curtas para facilitar as transmissões quando essas ondas não eram sequer cogitadas por outros cientistas.

Além disso, Landell deixou manuscritos que provam que, em 1904, quando ainda estava nos EUA, projetou a transmissão de imagens (Televisão) e textos (Teletipo) à distância sem fios. Ele batizou a primitiva TV de “The Telephotorama ou A visão à distância”. Também há documentação de que foi um dos pioneiros no desenvolvimento do controle remoto pelo rádio. Esses projetos não foram adiante porque, como ele próprio disse em uma entrevista à imprensa brasileira, foi “forçado” a abandonar a carreira científica.

Roberto Landell de Moura faleceu de tuberculose, aos 67 anos, no anonimato científico, no Hospital da Beneficência Portuguesa, em Porto Alegre. Nos últimos momentos de sua vida, quando alguém indagou sobre os progressos da radiodifusão, ele simplesmente respondeu: “São águas passadas.”

Quem foi

O padre Landell de Moura nasceu no centro da cidade de Porto Alegre (RS), em 1861. Realizou os seus primeiros estudos em Porto Alegre e São Leopoldo, antes de seguir para a Escola Politécnica do Rio de Janeiro. Em companhia do irmão Guilherme, seguiu para Roma, matriculando-se a 22 de março de 1878 no Colégio Pio Americano e na Universidade Gregoriana, onde estudou física e química. Completou sua formação eclesiástica em Roma, formando-se em Teologia, e foi ordenado sacerdote em 1886.[1]

Quando voltou ao Brasil, substituiu algumas vezes o coadjutor do capelão do Paço Imperial, no Rio de Janeiro, e manteve longos diálogos científicos com D. Pedro II. Depois disso, serviu em uma série de cidades dos Estados do Rio Grande do Sul e de São Paulo: Porto Alegre, Uruguaiana, Santos, Campinas, São Paulo.

Em Roma, iniciou os estudos de física e eletricidade. No Brasil, como autodidata continuou seus estudos, e realizou as suas primeiras experiências públicas na cidade de São Paulo, no final do século XIX.

O Exército Brasileiro em homenagem ao insigne cientista gaúcho, concedeu em 2005 a denominação histórica de “Centro de Telemática Landell de Moura” ao 1° Centro de Telemática de Área, organização militar de telecomunicações situada na cidade de Porto Alegre.

Transmissão da voz

Foi pioneiro na transmissão da voz, utilizando equipamentos de rádio de sua construção patenteados no Brasil em 1901, e, posteriormente, nos Estados Unidos em 1904. Landell transmitiu a voz humana por meio de dois veículos; o primeiro, um transmissor de ondas que utilizava um microfone eletromecânico de sua invenção que recolhia as ondas sonoras através de uma câmara deressonância onde um diafragma metálico abria e fechava o circuito do primário de uma bobina de Ruhmkorff, e induzia no secundário dessa bobina uma alta tensão que era irradiada ou através de uma antena ou de duas esferas centelhadoras. A detecção era feita por dispositivos que foram sendo melhorados ao longo do tempo.

O segundo meio utilizado pelo cientista era através do aparelho de telefone sem fio, que utilizava a luz como uma onda portadora da informação de áudio. Neste aparelho, as variações das pressões acústicas da voz do locutor eram transformadas em variações de intensidade de luz, de acordo com a onda de voz, que eram captadas em seu destino por uma superfície parabólica espelhada em cujo foco havia um dispositivo cuja resistência ohmica variava segundo as variações da intensidade de luz. No circuito de detecção havia apenas o dispositivo fotossensível, uma chave, um par de fones de ouvido e uma bateria. Por utilizar a luz como meio de transporte de informação, Landell é considerado um dos precursores das fibras ópticas.

O Padre Landell realizou experiências a partir de 1892 e 1893, em Campinas e em São Paulo. O jornal O Estado de S.Paulo noticiou que, em 1899, ele transmitiu a voz humana a partir do Colégio das Irmãs de São José, hoje Colégio Santana, no alto do bairro de Santana, zona norte da capital paulista. Também efetuou demonstrações públicas de seu invento no dia 3 de junho de 1900 sendo noticiada pelo Jornal do Commercio de 10 de junho de 1900:

No domingo passado, no alto de Santana, na cidade de São Paulo, o padre Landell de Moura fez uma experiência particular com vários aparelhos de sua invenção. No intuito de demonstrar algumas leis por ele descobertas no estudo da propagação do som, da luz e da eletricidade através do espaço, as quais foram coroadas de brilhante êxito. Assistiram a esta prova, entre outras pessoas, Percy Charles Parmenter Lupton, representante do governo britânico, e sua família“.

Em 1903, Arthur Dias, em seu livro “Brasil Actual”, faz referência a Landell de Moura, descrevendo, entre outras coisas, o seguinte:

logo que chegou a S. Paulo, em 1893, começou a fazer experiências preliminares, no intuito de conseguir o seu intento de transmitir a voz humana a uma distância de 8, 10 ou 12 km, sem necessidade de fios metálicos.

Após alguns meses de penosos trabalhos, obteve excelentes resultados com um dos aparelhos construídos. O telefone sem fios é reputado a mais importante das descobertas do Padre Landell, e as diversas experiências por ele realizadas na presença do vice-cônsul inglês de S. Paulo, Sr. Percy Charles Parmenter Lupton, e de outras pessoas de elevada posição social, foram tão brilhantes que o Dr. Rodrigues Botet, ao dar notícias desses ensaios, disse não estar longe o momento da sagração do Padre Landell como autor de descobertas maravilhosas“.

Incompreensão e descaso do Brasil

O êxito das experiências do Padre Landell não teve a devida acolhida das autoridades brasileiras da época, conforme se verifica em reportagem publicada no jornal La Voz de España, (editado em S. Paulo), no dia 16 de dezembro de 1900, que diz:

quantas e que amargas decepções experimentou Padre Landell ao ver que o governo e a imprensa de seu país, em lugar de o alentarem com aplauso, incentivando-o a prosseguir na carreira triunfal, fez pouco ou nenhum caso de seus notáveis inventos.

Estava em Campinas quando, numa tarde, ao retornar da visita a um doente, encontrou a porta da casa paroquial arrebentada e seu laboratório e instrumentos completamente destruídos.

Visto por uma população ignorante como “herege”, “impostor”, “feiticeiro perigoso”, “louco”, “bruxo” e “padre renegado” por seus experimentos envolvendo transmissões de rádio dois dias antes em São Paulo, pagou com sofrimento, isolamento e indiferença sua posição de absoluto vanguardismo científico.

Em junho de 1900, por carta, Landell de Moura pretendeu doar seus inventos ao governo britânico, como registrou em pesquisa para doutorado na USP, em 1999, o historiador da ciência Francisco Assis de Queiroz.

Em 1905, ao retornar ao Brasil após uma estada de três anos nos Estados Unidos, ainda teve energia para enviar uma carta ao presidente da República, Rodrigues Alves. Solicitava dois navios da esquadra de guerra para demonstrar os seus inventos que revolucionariam a comunicação (chegou a dizer que, no futuro, haveria comunicação interplanetária).

O assistente do presidente, no entanto, preferiu interpretá-lo como um “maluco” e o pedido foi negado. Na Itália, quando fez um pedido semelhante, Marconi teve toda a esquadra à disposição.

Landell não conseguiu financiamento privado ou governamental para continuar as suas pesquisas nem para construir equipamentos de rádio em escala industrial.

Foi necessário que se passassem 123 anos para que Landell de Moura obtivesse o reconhecimento pela sua invenção, pelo menos no Brasil. Em caráter terminativo, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ) aprovou o projeto de lei 7504/2010, que inclui o padre gaúcho no Livro dos Heróis da Pátria.

A presidente Dilma Rousseff finalmente sancionou o Projeto de Lei 7.504, transformado em Lei 12.614, que inscreve o nome de Landell no Livro dos Heróis da Pátria, depositado no Panteão Tancredo Neves, onde repousam outros dez brasileiros.

NR : Em Rondônia, o Pe. Vitor Ugo, então Secretario de Cultura Esportes e Turismo, SECET , juntamente com seu adjunto Prof. Isaías Vieira da Costa, implantou na década de 80 o CEPAV – Centro Audiovisual Pe. Landell de Moura, que seria o embrião da TVE Madeira-Mamoré, Canal 2, emissora educativa do Sinred – Sistema Nacional de Rádio e TV Educativa que funcionou por aproximadamente 5 anos. Tive a satisfação de ser convidado por Vitor Ugo e Isaías para participar deste projeto pioneiro. Como muitas outras coisas , em Porto Velho JÁ TEVE um canal de tv educativa. E o Pe. Landell de Moura foi justamente homenageado, àquela época.

Dobra do Tempo

Texto, fotos de Valéria del Cueto

Cronista do raio de luar. Fui! Porém por motivos alheios a nossa vontade eis-me, mais uma vez, usando a lua para alcança-la na janela. Depois do último contato achava que nos encontraríamos em circunstâncias muito diferentes…

A vida, nem a da terra, nem em lugar nenhum da Via Láctea, ou adjacências, quis assim. Como aprendi com você, fazer o que? Ter paciência, malemolência e tocar o barco é o que nos resta.

Como disse, fui! E você era a próxima. Nos dias que os planetas quase se beijaram de tão próximos ao por do sol, pouco antes do Natal, finalmente minha espaçonave teve impulso e rompeu a atração que me agarrava aqui. Era um momento único, uma chance imperdível e, claro, aproveitei para picar a mula em direção ao infinito.

Querida amiga, estava tudo pronto para sua partida. Sei que você entendeu a ausência das mensagens por quase 2 meses como um sinal do que viria a seguir.

A abdução estava selada, carimbada e avaliada. Era só questão de pegar carona na cauda do cometa para busca-la. Só que os acontecimentos no planeta se precipitaram. Diante do que foi registrado no comando central interplanetário fui requisitado para, com o conhecimento adquirido com sua ajuda nas longas conversas pela fresta de luar no seu exílio voluntário do outro lado do túnel, ser observador da chacoalhada generalizada que sacode o equilíbrio terráqueo.

Tentei deixa-la fora desse enredo apressando sua vinda para o lado de lá. Fui voto vencido. Chegaram à conclusão que, mesmo isolada na cela, seus delírios têm mais sentido e servem como força auxiliar na compreensão dos acontecimentos recentes e vindouros.

Os primeiros, passo a relatar para coloca-la (um pouco) a par do que nos espera.

Já voltei há alguns dias, a tempo de ver um homem de chapéu de touro sentado na presidência da Câmara dos Deputados da maior nação democrática do mundo após o Capitólio ser invadido, qual o Império Romano, por uma horda de bárbaros, sem que houvesse uma reação capaz de conter a turba. Com o quase ex-presidente Trump, depois de achar que era o dono da bola, incentivando o distúrbio. No momento está “impeachmado” na Casa e em via de ser julgado pelo Senado, para começar. Ele ajudou a colocar em risco a segurança das três autoridades máximas da sua cadeia sucessória.

O que temos com isso e por que foi suspenso o projeto de abdução, você se pergunta? Ocorre que, justo nesse momento e por causa dele, finalmente os sinais de nossas passagens pelo planeta se tornam públicos e notórios ao serem oficialmente reconhecidos pelas autoridades locais.

Resumindo: estou na comissão de frente da delegação de observadores interplanetários e você aí, isolada, é fonte, intérprete e analista dos fatos, numa parceria que garante sua retirada imediata, caso a situação continue se agravando.

Palavra de Pluct, Plact com aval da cúpula da missão. Você será nossa Mônica Calazans, a “cobaia” e primeira a ser vacinada contra a Covid-19 no Patropi. Sim, avoada cronista. Entre negação, brigas, impropérios e quase convencendo parte da população que a terra é plana, depois de 51 (o número lembra algo?) países entramos na corrida da vacinação. Tem maluco dizendo que quem se vacinar pode “virar jacaré”, acredita?

É justamente esse povo doido (louco por uma morte horrorosa e inglória) que desafia a sensatez e se aglomera como se não houvesse amanhã por praias, bares e festas por aí. O vírus? Não quer brincar de esconde-esconde e ataca pra valer. Estamos, mais uma vez, não na beira, mas enterrados numa gigantesca, cruel e agressiva onda de mortes, agora, inevitáveis. Um genocídio programado para dizimar populações inteiras. Manaus está aí, sem oxigênio para doentes, cavando covas e servindo de (mau) exemplo para o mundo. O general da logística envia “kit preventivo” para lá.

Me ajuda a explicar atitudes como essa para os seres superiores, cronista. Como?

Precisamos de você! Felizmente aí, onde está. Isolada, lúcida e iluminada para ajudar, não a decifrar (é impossível, sabemos), mas traduzir o que move a alma humana além do desprezo pelo seu próximo e a crueldade com que o destrói. Mandarei todas as informações que obtivermos. Vamos precisar de argumentos sólidos e consistentes para evitar uma punição severa e exemplar no julgamento final nas cortes intergalácticas. Final, eu disse!

Sua passagem está garantida sem barulho ou publicidade, como combinamos. Aguardemos os acontecimentos. O dia de São Sebastião, 20 de janeiro, ficará na história. Como uma dobra no tempo.

O que virá depois? Os deuses dirão…Do seu, Pluct, Plact.

Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Da série “Fábulas Fabulosas” do SEM FIM… delcueto.wordpress.com

Taba, Querida Taba no tempo que se bebia uma cerveja gelada com dignidade e os beócios rareavam nas ruas modorrentas…

Num intervalo das gravações do documentário de Luiz Brito, aparecem Euro Tourinho, Carmênio Barroso e Beto Bertagna levando na mão a primeira câmera Sony Digital que apareceu por estas bandas. Corria o ano de 1997. Naquele ano, a Funcetur presidida pelo Ruy Motta lançou um edital para apoio a curta-metragens, num projeto coordenado pelo folclorista Flávio Carneiro. Daquela geração despontaram realizadores como Lidio Sohn, Alejandro Bedotti, Carlos Levy, Jurandir Costa, Beto Bertagna e Luiz Brito. No Festival de Curitiba, ainda naquele ano, 4 produções rondonienses concorreram ao prêmio Pinhão. E a estréia do trabalhos teve um lançamento digno de Holywood (quááá !) com direito a tapete vermelho e canhão de luz na entrada da velha, saudosa. decana e completamente lotada Taba do Cacique, recanto dos boêmios, sonhadores, jornalistas, poetas, artistas e outros mentirosos. (Republicado a pedido)

Da esquerda para a direita, Bertagna, Carmênio e Euro Tourinho

Túnel do Tempo : Locomotiva Cel. Church da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré

A velha locomotiva nº 12, a “Coronel Church” , nome dado em homenagem ao coronel norte-americano George Earl Church, que em 1872 idealizou a ferrovia, foi a primeira máquina a chegar na Amazônia, trazida pela firma “P & T Collins” em 1878. Após a desativação em 1972, a locomotiva permanecia nas dependências do 5º Batalhão de Engenharia e Construção – o 5º BEC. (em Porto Velho, capital de Rondônia) de onde foi removida para o museu, ganhando nova pintura nas cores originais. Ano de 1981

Cobogó

Combobó? Comongol? Comogó?

Vamos começar do começo. O nome original é co – bo – gó. E o cobogó é uma invenção pernambucana, que se chama assim porque é derivado dos nomes dos 3 engenheiros que idealizaram a invenção: Amadeu Oliveira Coimbra, Ernest August Boeckmann e Antônio de Góis.

Os cobogós são elementos vazados que completam paredes e muros para possibilitar maior circulação de ar e luminosidade ao interior de estabelecimentos, sejam eles residenciais, comerciais ou industriais.

Em muitos lugares do Nordeste do Brasil o nome sofreu várias deturpações, tais como combobó, combogó, comogó, comongol, comogol.

Inicialmente, os cobogós eram feitos apenas de cimento. Com sua popularização passaram a ser moldados com outros materiais, como argila, vidro, cerâmica etc.

Vivendo e aprendendo.

Kombeiros e Viajantes do Norte se reunem em Jaru

Aconteceu neste fim de semana,  com encerramento neste domingo, o 2º Encontro dos Kombeiros do Norte, cujo grupo agora se chama Viajantes do Norte para englobar outros estados da região.

O local do evento foi lá no Parque das Ilhas , na Linha 605 em Jaru. Muito bom o encontro, mostra que o pessoal do Motor Casa está unido e vem crescendo em nosso Estado.

Vários Kombeiros/Vans de outras cidades participaram do encontro. Valeu, parabéns aos organizadores e, com certeza virão outros encontros.

As fotos que ilustram o encontro são de autoria do Ezequiel, que participou do evento e gentilmente cedeu as fotos. Vários outros amigos Kombeiros também estavam lá.

Que venha o próximo encontro !

Nilson Chaves vence Covid 19 ! Live em sua homenagem será no próximo dia 11

Cineamazônia 2020 traz extensa programação e debates on line

            O assunto Cinema está aquecido em Rondônia e na Amazônia.
            Além do evento produzido pelo SESC e UNIR nesta semana com apresentação de documentários e lives com realizadores rondonienses , o Cineamazônia 17ª Edição , de 1º a 5 de dezembro vai trazer vários debates on LINE, com realizadores de peso do Cinema Brasileiro.
            A programação completa, com os links, está abaixo, lembrando que o horário é de Brasília / DF :

1º DE DEZEMBRO – 15 h – MESA REDONDA COMO É FILMAR NA AMAZÔNIA?

1º DE DEZEMBRO – 19 h – A CRISE DO CINEMA E DA CINEMATECA BRASILEIRA

2 DE DEZEMBRO – 10 h PAPO DE CINEMA

2 DE DEZEMBRO – 15 h MESA REDONDA

2 DE DEZEMBRO – 19 h DEBATE – REPRESENTATIVIDADE CINEMATOGRÁFICA NA AMAZÔNIA

Dia 237 – Mental Kombat

Veja também : Metazokráticas

Por Cátia Cernov – poesia e performance

 Sobre a mulher, a sexy linha de montagem , nosso cio afetivo… é preciso enfrentar o horror, essa cruel necessidade de ser sexualmente atrativa.

Bjs de Lady Serial killer

Trilha sonora : a chuva na janela e música Lunar Dunes  – Álbum: GalaxyseaVeja também : Metazokráticas

 

O voto e o veto

Texto e foto de Valéria del Cueto

Alô, base. Aqui Pluct Plact em mais um relatório.

Esse não é para você, cara cronista voluntariamente distante desse redemoinho invertido que rodopia afundando tudo que nele se enreda. Entendeu a imagem? Explico. Aqui não é o Kansas, nem esse desastre recorrente vai te levar, qual Dorothy Gale, pelos ares com seu cãozinho Totó para desabar na terra dos munchkins. Nem, como lá, a casa voadora cairá em cima da Bruxa Má do Leste, esmigalhando a malvada…

Por essas bandas quando se é pego pelo tornado a saída não está no alto, mas mais embaixo. Dele, o buraco, é quase impossível escapar. Não tem Glinda, a Bruxa do Norte, para dar sapatos mágicos, nem amigos para trilharem cantarolando o caminho dos Tijolos Amarelos. Muito menos Cidade das Esmeraldas… Apesar de, sim, termos um  Mágico de Oz e tudo que isso implica.

Estou tentando (eu disse tentando) destrinchar os últimos acontecimentos. Sem muito sucesso, confesso.

Só agora, por exemplo, o moço do topete laranja que comanda o maior país do mundo resolveu considerar levemeeente a hipótese de que pode ter perdido a disputa eleitoral para seu concorrente no início de novembro. Eu disse considerar a hipótese porque, como a esperança que é a última que corre, Trump está na base do “daqui não saio, daqui ninguém me tira”, dificultando a transição e acreditando que no dia da votação dos delegados algo inédito poderá acontecer. Como os democratas votarem nele!

Só agora… por mais incrível que pareça, dizem que a energia voltou ao Amapá, depois de 22 dias de escuridão, apagão, vaias, revolta e muita gente dizendo que o filho feio não era seu.

Só agora… descobriram milhões de doses de testes da malfadada Covid-19 perdendo a validade num galpão do Ministério da Saúde, em Guarulhos.

Como explicar o que dizem por aí aos colegas interestelares? Que o General alçado à chefia do Ministério chave por sua expertise em logística não corrigiu (dado aqui o benefício da dúvida, acho que ele não sabia o que havia no seu quintal) a falha na aquisição dos cotonetes de haste longa para a realização dos testes? Não acredito nessa possibilidade. E para explicar que tem mais testes perdendo a validade do que TODOS os que já foram aplicados no país?

É isso que você está lendo, cronista. Nunca foi tão pertinente sua disposição de se isolar nessa cela apenas frequentada por um raio de luar. Sabe por que? Porque a pandemia não dá trégua e o FICA EM CASA que todos os agentes de saúde bradam parece não fazer parte do reduzido (e agressivo) vocabulário do brasileiro em geral. Ele não sabe somar dois mais dois para chegar aos números assustadores da pandemia, nem tem tempo de aprimorar seu conhecimento literário. Afinal, quem aprende alguma coisa depois de partir dessa para melhor quase sem chance de repescagem?

Para finalizar, o tornado que enterra e passa por aqui se chama eleição. O segundo turno, especialmente. O momento em que o voto é essencial, mas perde sua beleza porque passa a ser veto. Quando o povo vai às urnas não para escolher o melhor, mas para impedir que o pior chegue lá. Não se discutem propostas nem programas! O que valem são as alianças, por mais espúrias que sejam, para garantir um “aqué” ou uma vantagem ali na frente. É um processo em que não se constroem sonhos ou discutem soluções. Parece que o único meio de chegar à vitória é destruindo a reputação do oponente…

Finalizo com uma reflexão baseada num de seus “amores”, o carnaval. Marginalizado, suspenso e a priori transferido pelas “ôtoridades” para julho de 2021.

Você vai gostar e, talvez, até botar seu narizinho pra fora disfarçada de Colombina. Cheguei a conclusão que Dona Coronga é uma foliã. Se considerarmos a festa uma manifestação que subverte a ordem (como a descrevem os teóricos e estudiosos), a Covid-19 está fazendo seu papel!  Em fevereiro acabará com as cordas cantadas no samba Plataforma de João Bosco e Aldir Blanc e o famigerado “caderno de encargos” do quase, quem sabe, prefeito Eduardo Paes, numa só tacada. E, é claro, não haverá como impedir o povo de ir às ruas, nem que seja no Bloco do Eu Sozinho, assim como é o momento de colocar o voto na urna. Mais carnavalesca impossível.

Uma pequena réstia de luz no fim do túnel? Só mesmo aí na sua cela, onde o raio de luar nunca falha…

*Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Da série “Fábulas Fabulosas” do SEM FIM… delcueto.wordpress.com

Depressão, talvez você tenha e nem saiba (CID 10 – F33)

Depressão é uma doença psiquiátrica crônica e recorrente que produz alteração do humor caracterizada por tristeza profunda e forte sentimento de desesperança.

É essencial identificar sintomas e procurar ajuda médica. Há estatísticas mostrando que quase 20% das pessoas vão apresentar o problema em algum período da vida, e a condição precisa de tratamento.

A depressão (CID 10 – F33) tem um enorme potencial de morbidade e mortalidade, como o suicídio, a interrupção das relações interpessoais, o abuso de substâncias (narcóticos, remédios sem controle e álcool) e o tempo de trabalho perdido, dentre outras.

Segundo o dr. Dráuzio Varela, “a depressão está  associada a sentimentos de dor, amargura, desencanto, desesperança, baixa autoestima e culpa, assim como a distúrbios do sono e do apetite e é importante distinguir a tristeza patológica daquela transitória provocada por acontecimentos difíceis e desagradáveis, mas que são inerentes à vida de todas as pessoas, como a morte de um ente querido, a perda de emprego, os desencontros amorosos, os desentendimentos familiares, as dificuldades econômicas etc.” .

Vivemos numa pandemia, causada pelo COVID 19… É um mundo que alguns terapeutas chamam de Mundo VUCA, (Volatile, Uncertain, Chaotic , Ambiguous)  ….Ninguém sabe quando isso tudo vai acabar, se é que vai acabar. O sociólogo Zygmunt Bauman fala de um mundo líquido, de relações e amores líquidos …

E eu luto contra a depressão.

E uma coisa que me ajudou muito foi dormir com sons da natureza, bem baixinho na TV. Pensando nisso fiz um vídeo numa cachoeira do rio Tapajes, em Porto Velho, capital de Rondônia, para meditação, combate à depressão, ansiedade e insônia.

O objetivo é relaxar e dormir profundamente por 8 horas. Depois de belas imagens da cachoeira, fica uma tela preta prá escurecer o ambiente. Se alguém quiser ou precisar para cura, taí.

Serve para acalmar a mente, enfim relaxamento.  Depois de 10 minutos de belas imagens, uma tela preta com o som ( vc vai linkar com o que viu na mente) que dura 8 horas ininterruptas.

Se gostar, compartilha com os amigos ! Talvez algum possa estar precisando e vc não sabe, porque a vergonha de confessar o seu estado psíquico com receio da opinião alheia é uma das características da doença. #depressão #ansiedade #panico #insonia #desesperança #suicidio. Durma com o som gostoso da cachoeira e depois me conta !