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Taba, Querida Taba no tempo que se bebia uma cerveja gelada com dignidade e os beócios rareavam nas ruas modorrentas…

Num intervalo das gravações do documentário de Luiz Brito, aparecem Euro Tourinho, Carmênio Barroso e Beto Bertagna levando na mão a primeira câmera Sony Digital que apareceu por estas bandas. Corria o ano de 1997. Naquele ano, a Funcetur presidida pelo Ruy Motta lançou um edital para apoio a curta-metragens, num projeto coordenado pelo folclorista Flávio Carneiro. Daquela geração despontaram realizadores como Lidio Sohn, Alejandro Bedotti, Carlos Levy, Jurandir Costa, Beto Bertagna e Luiz Brito. No Festival de Curitiba, ainda naquele ano, 4 produções rondonienses concorreram ao prêmio Pinhão. E a estréia do trabalhos teve um lançamento digno de Holywood (quááá !) com direito a tapete vermelho e canhão de luz na entrada da velha, saudosa. decana e completamente lotada Taba do Cacique, recanto dos boêmios, sonhadores, jornalistas, poetas, artistas e outros mentirosos. (Republicado a pedido)

Da esquerda para a direita, Bertagna, Carmênio e Euro Tourinho

Túnel do Tempo : Locomotiva Cel. Church da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré

ft_01 ft_02 ft_03 ft_04A velha locomotiva nº 12, a “Coronel Church” , nome dado em homenagem ao coronel norte-americano George Earl Church, que em 1872 idealizou a ferrovia, foi a primeira máquina a chegar na Amazônia, trazida pela firma “P & T Collins” em 1878. Após a desativação em 1972, a locomotiva permanecia nas dependências do 5º Batalhão de Engenharia e Construção – o 5º BEC. (em Porto Velho, capital de Rondônia) de onde foi removida para o museu, ganhando nova pintura nas cores originais. Ano de 1981

Cobogó

Combobó? Comongol? Comogó?

Vamos começar do começo. O nome original é co – bo – gó. E o cobogó é uma invenção pernambucana, que se chama assim porque é derivado dos nomes dos 3 engenheiros que idealizaram a invenção: Amadeu Oliveira Coimbra, Ernest August Boeckmann e Antônio de Góis.

Os cobogós são elementos vazados que completam paredes e muros para possibilitar maior circulação de ar e luminosidade ao interior de estabelecimentos, sejam eles residenciais, comerciais ou industriais.

Em muitos lugares do Nordeste do Brasil o nome sofreu várias deturpações, tais como combobó, combogó, comogó, comongol, comogol.

Inicialmente, os cobogós eram feitos apenas de cimento. Com sua popularização passaram a ser moldados com outros materiais, como argila, vidro, cerâmica etc.

Vivendo e aprendendo.

Kombeiros e Viajantes do Norte se reunem em Jaru

Aconteceu neste fim de semana,  com encerramento neste domingo, o 2º Encontro dos Kombeiros do Norte, cujo grupo agora se chama Viajantes do Norte para englobar outros estados da região.

O local do evento foi lá no Parque das Ilhas , na Linha 605 em Jaru. Muito bom o encontro, mostra que o pessoal do Motor Casa está unido e vem crescendo em nosso Estado.

Vários Kombeiros/Vans de outras cidades participaram do encontro. Valeu, parabéns aos organizadores e, com certeza virão outros encontros.

As fotos que ilustram o encontro são de autoria do Ezequiel, que participou do evento e gentilmente cedeu as fotos. Vários outros amigos Kombeiros também estavam lá.

Que venha o próximo encontro !

Nilson Chaves vence Covid 19 ! Live em sua homenagem será no próximo dia 11

Cineamazônia 2020 traz extensa programação e debates on line

            O assunto Cinema está aquecido em Rondônia e na Amazônia.
            Além do evento produzido pelo SESC e UNIR nesta semana com apresentação de documentários e lives com realizadores rondonienses , o Cineamazônia 17ª Edição , de 1º a 5 de dezembro vai trazer vários debates on LINE, com realizadores de peso do Cinema Brasileiro.
            A programação completa, com os links, está abaixo, lembrando que o horário é de Brasília / DF :

1º DE DEZEMBRO – 15 h – MESA REDONDA COMO É FILMAR NA AMAZÔNIA?

1º DE DEZEMBRO – 19 h – A CRISE DO CINEMA E DA CINEMATECA BRASILEIRA

2 DE DEZEMBRO – 10 h PAPO DE CINEMA

2 DE DEZEMBRO – 15 h MESA REDONDA

2 DE DEZEMBRO – 19 h DEBATE – REPRESENTATIVIDADE CINEMATOGRÁFICA NA AMAZÔNIA

Dia 237 – Mental Kombat

Veja também : Metazokráticas

Por Cátia Cernov – poesia e performance

 Sobre a mulher, a sexy linha de montagem , nosso cio afetivo… é preciso enfrentar o horror, essa cruel necessidade de ser sexualmente atrativa.

Bjs de Lady Serial killer

Trilha sonora : a chuva na janela e música Lunar Dunes  – Álbum: GalaxyseaVeja também : Metazokráticas

 

O voto e o veto

Texto e foto de Valéria del Cueto

Alô, base. Aqui Pluct Plact em mais um relatório.

Esse não é para você, cara cronista voluntariamente distante desse redemoinho invertido que rodopia afundando tudo que nele se enreda. Entendeu a imagem? Explico. Aqui não é o Kansas, nem esse desastre recorrente vai te levar, qual Dorothy Gale, pelos ares com seu cãozinho Totó para desabar na terra dos munchkins. Nem, como lá, a casa voadora cairá em cima da Bruxa Má do Leste, esmigalhando a malvada…

Por essas bandas quando se é pego pelo tornado a saída não está no alto, mas mais embaixo. Dele, o buraco, é quase impossível escapar. Não tem Glinda, a Bruxa do Norte, para dar sapatos mágicos, nem amigos para trilharem cantarolando o caminho dos Tijolos Amarelos. Muito menos Cidade das Esmeraldas… Apesar de, sim, termos um  Mágico de Oz e tudo que isso implica.

Estou tentando (eu disse tentando) destrinchar os últimos acontecimentos. Sem muito sucesso, confesso.

Só agora, por exemplo, o moço do topete laranja que comanda o maior país do mundo resolveu considerar levemeeente a hipótese de que pode ter perdido a disputa eleitoral para seu concorrente no início de novembro. Eu disse considerar a hipótese porque, como a esperança que é a última que corre, Trump está na base do “daqui não saio, daqui ninguém me tira”, dificultando a transição e acreditando que no dia da votação dos delegados algo inédito poderá acontecer. Como os democratas votarem nele!

Só agora… por mais incrível que pareça, dizem que a energia voltou ao Amapá, depois de 22 dias de escuridão, apagão, vaias, revolta e muita gente dizendo que o filho feio não era seu.

Só agora… descobriram milhões de doses de testes da malfadada Covid-19 perdendo a validade num galpão do Ministério da Saúde, em Guarulhos.

Como explicar o que dizem por aí aos colegas interestelares? Que o General alçado à chefia do Ministério chave por sua expertise em logística não corrigiu (dado aqui o benefício da dúvida, acho que ele não sabia o que havia no seu quintal) a falha na aquisição dos cotonetes de haste longa para a realização dos testes? Não acredito nessa possibilidade. E para explicar que tem mais testes perdendo a validade do que TODOS os que já foram aplicados no país?

É isso que você está lendo, cronista. Nunca foi tão pertinente sua disposição de se isolar nessa cela apenas frequentada por um raio de luar. Sabe por que? Porque a pandemia não dá trégua e o FICA EM CASA que todos os agentes de saúde bradam parece não fazer parte do reduzido (e agressivo) vocabulário do brasileiro em geral. Ele não sabe somar dois mais dois para chegar aos números assustadores da pandemia, nem tem tempo de aprimorar seu conhecimento literário. Afinal, quem aprende alguma coisa depois de partir dessa para melhor quase sem chance de repescagem?

Para finalizar, o tornado que enterra e passa por aqui se chama eleição. O segundo turno, especialmente. O momento em que o voto é essencial, mas perde sua beleza porque passa a ser veto. Quando o povo vai às urnas não para escolher o melhor, mas para impedir que o pior chegue lá. Não se discutem propostas nem programas! O que valem são as alianças, por mais espúrias que sejam, para garantir um “aqué” ou uma vantagem ali na frente. É um processo em que não se constroem sonhos ou discutem soluções. Parece que o único meio de chegar à vitória é destruindo a reputação do oponente…

Finalizo com uma reflexão baseada num de seus “amores”, o carnaval. Marginalizado, suspenso e a priori transferido pelas “ôtoridades” para julho de 2021.

Você vai gostar e, talvez, até botar seu narizinho pra fora disfarçada de Colombina. Cheguei a conclusão que Dona Coronga é uma foliã. Se considerarmos a festa uma manifestação que subverte a ordem (como a descrevem os teóricos e estudiosos), a Covid-19 está fazendo seu papel!  Em fevereiro acabará com as cordas cantadas no samba Plataforma de João Bosco e Aldir Blanc e o famigerado “caderno de encargos” do quase, quem sabe, prefeito Eduardo Paes, numa só tacada. E, é claro, não haverá como impedir o povo de ir às ruas, nem que seja no Bloco do Eu Sozinho, assim como é o momento de colocar o voto na urna. Mais carnavalesca impossível.

Uma pequena réstia de luz no fim do túnel? Só mesmo aí na sua cela, onde o raio de luar nunca falha…

*Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Da série “Fábulas Fabulosas” do SEM FIM… delcueto.wordpress.com

Depressão, talvez você tenha e nem saiba (CID 10 – F33)

Depressão é uma doença psiquiátrica crônica e recorrente que produz alteração do humor caracterizada por tristeza profunda e forte sentimento de desesperança.

É essencial identificar sintomas e procurar ajuda médica. Há estatísticas mostrando que quase 20% das pessoas vão apresentar o problema em algum período da vida, e a condição precisa de tratamento.

A depressão (CID 10 – F33) tem um enorme potencial de morbidade e mortalidade, como o suicídio, a interrupção das relações interpessoais, o abuso de substâncias (narcóticos, remédios sem controle e álcool) e o tempo de trabalho perdido, dentre outras.

Segundo o dr. Dráuzio Varela, “a depressão está  associada a sentimentos de dor, amargura, desencanto, desesperança, baixa autoestima e culpa, assim como a distúrbios do sono e do apetite e é importante distinguir a tristeza patológica daquela transitória provocada por acontecimentos difíceis e desagradáveis, mas que são inerentes à vida de todas as pessoas, como a morte de um ente querido, a perda de emprego, os desencontros amorosos, os desentendimentos familiares, as dificuldades econômicas etc.” .

Vivemos numa pandemia, causada pelo COVID 19… É um mundo que alguns terapeutas chamam de Mundo VUCA, (Volatile, Uncertain, Chaotic , Ambiguous)  ….Ninguém sabe quando isso tudo vai acabar, se é que vai acabar. O sociólogo Zygmunt Bauman fala de um mundo líquido, de relações e amores líquidos …

E eu luto contra a depressão.

E uma coisa que me ajudou muito foi dormir com sons da natureza, bem baixinho na TV. Pensando nisso fiz um vídeo numa cachoeira do rio Tapajes, em Porto Velho, capital de Rondônia, para meditação, combate à depressão, ansiedade e insônia.

O objetivo é relaxar e dormir profundamente por 8 horas. Depois de belas imagens da cachoeira, fica uma tela preta prá escurecer o ambiente. Se alguém quiser ou precisar para cura, taí.

Serve para acalmar a mente, enfim relaxamento.  Depois de 10 minutos de belas imagens, uma tela preta com o som ( vc vai linkar com o que viu na mente) que dura 8 horas ininterruptas.

Se gostar, compartilha com os amigos ! Talvez algum possa estar precisando e vc não sabe, porque a vergonha de confessar o seu estado psíquico com receio da opinião alheia é uma das características da doença. #depressão #ansiedade #panico #insonia #desesperança #suicidio. Durma com o som gostoso da cachoeira e depois me conta !

Cineamazônia 2020 apresenta a programação de filmes e mostras

Cineamazônia- Festival de Cinema Ambiental, que acontece em sua 17ª Edição de 1 a 5 de dezembro de 2020, de forma totalmente online e com acesso ao público 100% gratuito, apresenta a programação das mostras, onde, além da exibição de filmes de curtas, médias e longas metragens, contará com mostras especiais e atividades paralelas em Mesas Redondas, Debates e conversas nos Papos de Cinema, sempre recebendo convidados com temas vinculados à produção cinematográfica brasileira. A homenagem do Cineamazônia, nesta 17ª Edição, será para a Cinemateca Brasileira, guardiã do maior acervo em filmes no Brasil e uma das cinco maiores do mundo, e que passa por uma grave crise.

Na Mostra Competitiva de curtas e médias metragens, 41 filmes disputam o Troféu Mapinguari nas categorias de documentário, animação, ficção e experimental, além do Troféu Mapinguari para roteiro, trilha sonora, fotografia, montagem e direção, além do Troféu Mapinguari para a melhor Produção da Amazônia.

A lista completa dos curtas e médias que concorrem nesta 17ª Edição pode ser conferida aqui no site do Cineamazônia.

Também buscam o Troféu Mapinguari – Prêmio Silvino Santos, seis longas metragens documentários, nesta 17ª Edição disputado por grandes produções do cinema brasileiro, com os filmes:

  • Kabadio – O tempo não tem pressa, anda descalço, de Daniel Leite

  • Idade da Água, de Orlando Senna

  • Ex Pajé, de Luiz Bolognesi

  • Empate, de Sérgio de Carvalho

  • Nheengatu, de José Barahona

  • Soldados da Borracha, de Wolney Oliveira.

  • Os trailers dos seis longas documentários estão disponíveis no canal do Youtube do Cineamazônia.

Todos os filmes, tanto na mostra de curtas e médias quanto na de longa documentários são analisados por profissionais de destacada atuação na produção audiovisual, ambiental e cultural, composto por cinco membros para curtas e médias e outros cinco para os longas documentários.

A exibição de filmes não se restringe somente às mostras competitivas que buscam o Troféu Mapinguari. Quatro outras mostras vão brindar o público que irá acessar, online e gratuito, durante o Cineamazônia, filmes diversificados, assim definidos:

Mostra de Longas Convidados

Longas metragens que discutem a condição humana, o meio ambiente, a música brasileira, dentre outros temas, serão exibidos para o público, confira:

  • Obá Obá Obá, de Benjamin Rassat

  • Tudo por Amor ao Cinema, de Aurélio Michiles

  • A Terra Negra dos Kawa, de Sérgio Andrade

  • Osvaldo Cruz na Amazônia, de Stella Oswaldo Cruz Penido e Eduardo Vilela Thielen

  • Amazônia, o Despertar da Florestania, de Christiane Torloni e Miguel Przewodowski

  • Rondônia: Viagem à Terra Prometida, de Silvio Tendler

  • Para ter onde ir, de Jorane CastroO

      Os trailers de todos os longas convidados já podem ser vistos no canal do Youtube do Cineamazônia.

Mostra Animando Amazônia

  • Exibição de 39 filmes de animação, realizados através de um projeto pioneiro de animação na Amazônia Brasileira e Boliviana, desenvolvido pelo festival durante as oficinas de animação com alunos de escolas públicas nas 16 edições anteriores e durante o Cineamazônia Itinerante;

Mostra Imagens da Memória

  • Obra cinematográfica produzida pelo Cineamazônia ao longo dos últimos anos com depoimentos de pessoas que resgatam, preservam e contam as suas histórias de vida nos diferentes territórios da Amazônia, em uma linguagem própria em 21 filmes de curta metragem;

Mostra Itinerâncias

  • São 5 filmes com diferentes pessoas e culturas e a rica diversidade contadas do ponto de vista de convidados e de personagens locais durante as expedições do Cineamazônia Itinerante pela Amazônia, Peru, Bolívia, Colômbia, Portugal e África.

Se agende: Cineamazônia – Festival de Cinema Ambiental – 17ª Edição – A Natureza não pode não pode sair de cena.

1 a 5 de dezembro – Online e Gratuita.

Realização: Acapulco Filmes

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Cineamazônia – Festival de Cinema Ambiental – 17 Edição

Veja também : Seis longas documentários concorrem o Troféu Mapinguari

TDAH , o exterminador de futuros

No jurássico ano de 1979, fui contratado para o meu primeiro emprego regular; carteira assinada e tudo.  Por tratar-se de um primeiro emprego minha empregadora inscreveu-me no PIS (acho que todos sabem o que é o PIS).
Sei lá por que, uns anos depois fui tentar receber os juros a que tinha direito, ou outro motivo qualquer que já não me lembro,  e tive o dissabor de saber que meu PIS tinha um erro de cadastro. Segundo o funcionário do extinto Banco Nacional o tal PIS estava cadastrado em meu nome mas os outros dados eram de outra pessoa.
Como eu ganhava mais de dois salários mínimos por mês, e não tinha direito ao abono anual – apenas uns juros que julguei ser uma mixaria – e me deu uma enorme preguiça de ir atrás desse assunto, abandonei a questão. Nunca preocupei-me com a correção desses dados.
Nunca tive direito a esse abono do PIS, mas sempre quando esse assunto surgia eu me recordava de que meu cadastro estava errado. Uma hora eu vou resolver isso, disse inúmeras vezes…
Um misto de procrastinação, desleixo e preguiça me impediram de solucionar essa questão; e o pior, sequer me informei para o que serve o tal do PIS.
Trinta e cinco anos se passaram e em agosto último decidi entrar com a papelada pra contagem de tempo de serviço pra aposentadoria.
– Engraçado, ela disse.
– Estranho… Não estou entendendo, falou pra si mesma a funcionária do INSS que me atendia.
Ao vê-la com aquele semblante de perplexidade misturado com estranheza, veio-me à mente todas as dificuldades que passei ao longo da vida quando se tratava de exercer um direito, um benefício…
Tudo meu é mais difícil; tudo. Mas tudo mesmo! Absolutamente tudo!
Pra encurtar a conversa: o tal do PIS é fundamental pra aposentadoria. Metade dos meus vínculos empregatícios estão em nome de outra pessoa. Claro, aquela pessoa que partilhava o mesmo número de PIS que eu, foi no INSS em 2004 e passou tudo pro nome dele.
Fui encaminhado à CAIXA para resolver esse erro. Ali fiquei sabendo que tudo que está ruim pode piorar. Primeiro, a CAIXA me devolveu ao INSS – isso é lá com eles, e de difícil solução disse a moça – segundo, quando me cadastrei no PIS ele tinha uma outra função que era um pecúlio a ser sacado pelo beneficiário quando aposentasse. Ou seja, perdi também esse benefício. Lá se vão mais de trinta anos, meu direito de requerer já prescreveu, blá, blá, blá, blá…
E eu sabia do erro  a pelo menos uns trinta anos. E não fiz nada para reparar. Preguiça, desleixo, desinteresse, soberba, burrice!
Ahhhhhhh, detalhe; a moça da CAIXA ainda me perguntou:
– O senhor deve ter aquela carteirinha do PIS? Se tiver em seu nome mesmo fica muito mais fácil de resolver; de provar que esse número de PIS foi seu um dia.
Claro que joguei a carteirinha fora. Não tenho a menor ideia de onde ela possa estar.
A funcionária da CAIXA ficou me olhando com aquela cara de:
– O senhor é louco, idiota, irresponsável ou o quê?
Se eu tivesse de menos mau humor, menos acabrunhado, menos deprimido, eu teria respondido:
– Nada disso, moça. Sou apenas uma vítima de mim mesmo; de uma doença que me faz ser assim e de quebra faz com que em  momentos como esse EU ME ODEIE.

Via ­TDAH – Reconstruindo a Vida