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Juan Carlos Crespo, um intelectual boliviano

Historiador Juan Carlos Crespo discute relações fronteiriças entre Guajará-Mirim e sua cidade irmã boliviana

O historiador Juan Carlos Crespo Avaroma é um dos maiores conhecedores da realidade boliviana, em especial, a que cerca a fronteira Brasil (Rondônia) com o Beni( Bolívia). É famosa sua conferência ” Herência del tupi-guarani en el linguage amazônico” . É também autor de
” Decálogo de la geohistoria guayaramirense : una propuesta de identidad geológica, histórica y cultural mojo-amazónica para nuestro municipio” em que aborda questões referentes à região de Guayara-Merin, Beni, Bolivia.
Crespo é um grande batalhador da cultura amazônica e da fraternidade entre os povos ameríndios. Tempos atrás, tive a oportunidade de conhecê-lo e de certa forma, ajudá-lo num episódio dos transmissores , na formação da TV Católica, uma experiência inovadora e revolucionária nas terras do Gal. Pando (ou do seringalista Nicolas Suarez ).

Estivemos juntos quando conhecemos o acervo do pesquisador Antonio Simoni,  que preserva uma parte do conhecimento arqueológico da fronteira.

O fato é que Juan Carlos é um intelectual respeitado pela sua comunidade e sua visão sobre as relações entre Brasil (Rondônia) e Bolívia ( Beni) devem soar como reveladoras pois representam em grande parte o pensamento boliviano.

Chega de saudade

Texto e foto (acervo) de Valéria del Cueto

Querida amiga.

Cartinhas sinceras andam em alta por aí. Então, é por meio desta que dou notícias para lhe dar algum conforto e, se possível, deixá-la um pouquinho feliz.

Consegui essa autorização porque é véspera do seu aniversário e, depois de muito argumentar aqui nas camadas celestiais, venceu meu argumento de que se Mato Grosso não deveria perder Luiz Soares, você, menos ainda, merece carregar essa tristeza. Justamente agora. Foram dois anos de pandemia. O que impediu, inclusive, uma comemoração digna da virada dos seus sessenta anos…

Resumindo: aqui é Fátima Sonoda trazendo com exclusividade (como você gosta) notícias da chegada do Cabeção nas bandas do Além. Pensa que foi suave na nave?

A demanda começou quando avisaram que ele era a bola da vez. A mai-or disputa para definir que iria recebe-lo. Fila, Valéria. Foi no voto que escolheram o portador da novidade para um espantado Luizinho, com trilha musical e tudo! Imagina quando ele deu de cara com Tancredo Neves dando as boas-vindas.

Foi o eleito ao jogar na mesa o fato de que Luizinho era o secretário geral do diretório do MDB de Mato Grosso. O que fez a indicação do seu nome para concorrer nas eleições indiretas de 1984 depois da derrota da emenda das Diretas Já. Dante de Oliveira tentou entrar na disputa, mas Ulisses Guimarães e Dona Mora pesaram da escolha.

Na discussão aproveitei para lembrar da ida a Brasília para acompanhar a votação da Emenda das Diretas quando foi detido nas barreiras rodoviárias! Luizinho apresentava sua carteira de deputado estadual e todos olhavam para aquele garoto de 24 anos, sem acreditar que era um parlamentar! Na época, o mais novo do país.

Sabe quem coordenava a comissão do “senadinho” para recepção aqui do outro lado? A escolha ficou entre referências políticas de Luiz Soares como Mário Covas, Franco Montoro e Sérgio Motta… Guaraci Almeida e Paulo Ronan nas articulações.

Não sobrou pra ninguém. Deu Jorge Bastos Moreno na cabeça. Também, ele apelou para Durval, do dormitório de Santo Antônio de Leverger. Aquele pacú recheado com farofa de couve… a cocada de sobremesa. Feitos na lenha, que aqui não falta no andar de baixo. O primeiro a votar foi Ulisses Guimarães, que adora as iguarias.

Moreno, amigo de infância de Luizinho, nem precisou apelar a todos os seus infinitos argumentos, checados e confirmados com as fontes mais quentes do céu, purgatório e, por que não, do inferno…

Olha, Valéria, claro que houve o susto que todos sentem na passagem. Mas é só até chegar à conclusão de que, tirando as exceções previstas, o ditado “partir dessa para melhor” é mais que uma simples expressão.  Trata-se uma constatação científica que alguma alma rebelde, porém bem intencionada, enviou numa mensagem para ser disseminada no plano terrestre.

Luizinho, por exemplo, já chegou com sua estrutura montada. D. Sueli cuidando do gabinete, Nélson Ribeiro na assessoria de imprensa, Guaraci articulando vibrações para parques nacionais, mananciais e povos indígenas. Não precisa dizer que aí tem minha sabedoria oriental para conduzir esse processo fazendo a ponte com o gordo…

Amiga, pensa em Dindinha e Vó Mita tecendo um manto de amor. Sem mencionar a família. Começando com Dona Filhinha e seo Oscar Soares. Ele, enviando fachos energéticos de orgulhosa aprovação pelo filho que Luiz sempre foi. Trocava recuerdos celestiais com Lindberg Nunes Rocha sobre Poxoréo e Alto Garças.

Lembraram da primeira lei de acessibilidade de Mato Grosso, da primeira CPI proposta contra um governador no Brasil, da relatoria da Constituinte que, com um substitutivo integral, seria uma das mais modernas Constituições Estaduais do país.

Todos o receberam muito bem se dividindo para criar vibrações positivas para sua passagem. Dei alguns palpites. Você me conhece, né? Um em especial. A trilha sonora de sua chegada. Ninguém entendeu nada. João Gilberto, seu ídolo, sem ninguém pedir já sentado no banquinho aqui em cima afinava o violão esperando o silêncio absoluto pós Nina Hagen que abriu o percurso. A gente sabe a diversidade do gosto musical que ilumina aquela alma eclética…

Na literatura, aqui tem de tudo. Um mundo para ele. Mas tive que procurar no fundo da biblioteca a coleção de Tex Willer, verificando se não eram os exemplares que Lorenzo Falcão, pra implicar quando ele estava acidentado na adolescência, arrancava as últimas páginas e deixava sem final.

O ritual de passagem não poderia estar completo sem nossos abraços apertados. Os de João Canrobert, Chico Amorim e o meu! Ciceroneamos Luizinho até a parte esportiva do complexo. O deixamos nas mãos de João Batista Jaudy prometendo voltar assim que sua forma estivesse adaptada a essas novas paragens. O que esperamos, seja em breve. Temos muitas descobertas para apresentar a ele.

Vou terminar por aqui que o papel de carta é limitado. Deixo lembranças, meu apelo e incentivo para que você, e tantos outros que têm em Luizinho um exemplo, não desistam das lutas que travam por aí. Especialmente pela saúde e o SUS, meio ambiente (ela é bióloga!) e a democracia.

Vocês perderam um guerreiro. Ainda têm um exemplo a ser seguido, admirado e sempre lembrado. Uma inspiração nesses momentos tão difíceis.

Um sopro de beijo e um cheiro de terra molhada do cerrado no ar pra você e Lorenzo.

PS: Esqueci do recado. Avisar à Lídia que Charles está bem…

*Valéria del Cueto é jornalista e fotógrafa. Crônica da série “Fábulas Fabulosas” do SEM FIM… delcueto.wordpress.com

FLI – Festival Literário completa 10 anos repleto de atrações: Mia Couto, Francisco, el Hombre, Marina Lima, Coletivo Vertigem e mais

Desenvolvido a partir da diversidade cultural da região do Vale do Ribeira e ao abrir espaço para movimentos artísticos dessas e das demais regiões do Brasil, o FLI – Festival Literário chega a 10ª edição, entre os dias 14 e 17 de junho em Iguape, 18 de junho em Iporanga, e 18 e 19 de junho na cidade de Registro. Toda a programação é gratuita e para participar de algumas atividades é preciso passar pelas respectivas inscrições.

FLI é uma realização das Oficinas Culturais, Programa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo e gerenciado pela Poiesis. Em 2022 conta com a correalização do programa Fábricas de Cultura, das Prefeituras de Iporanga e de Registro, com a parceria do museu Casa das Rosas, SP Leituras e SisEB, além do apoio do Sesc. Neste ano, a gestão do Ponto do Livro do Festival será feita por Mulheres Negras na Biblioteca (MNB), projeto idealizado por profissionais de Biblioteconomia e Letras que incentivam a leitura de autoras negras em diversas bibliotecas públicas, escolas e instituições culturais.

“O abraço” é o tema desta edição e marca a celebração do retorno presencial. A programação é aberta para espectadores que poderão interagir de diferentes formas, desde indicar os livros que os abraçaram durante o período de isolamento devido à pandemia de Covid-19, até trocar palavras com diversos nomes da literatura e da música no chamado palco-roda.

Além da realização do Programa Oficinas Culturais, neste ano o FLI conta com a curadoria convidada de Bel Santos Mayer e Marcelino Freire, profissionais com ampla atuação na literatura e a difundindo na área educativa. A dupla de curadores tem a função disparadora da programação, com um olhar técnico da Literatura e focada em eixos como Biblioteca dos abraços, as rodas de conversas e a Itinerância Escolar, esta que é um conjunto de oficinas para professores de educação infantil da rede pública junto às intervenções literárias para alunos de escolas municipais e estaduais da região.

Outra proposta do FLI é conectar músicos de alcance nacional e internacional com músicos influentes do Vale do Ribeira, em apresentações que prometem movimentar o público. Diferentes estilos serão apresentados em shows como o da banda Francisco, el Hombre com uma participação de Bruna Rosa, cantora, produtora e atriz de Registro (SP), e da compositora Marina Lima com Pedrinho Costa, trompetista de Apiaí (SP).

Fábrica de Cultura 4.0 Iguape – nova unidade de Fábricas de Cultura, Programa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo e gerenciado pela Poiesis – tem como parte da agenda algumas atividades correalizadas com o FLI de Oficinas Culturais, Festival que ocupará o prédio entre os dias 14 e 17 de junho. Veja a programação completa – clique aqui (download).

A Fábrica de Cultura recomenda o uso de máscara cobrindo nariz e boca nos espaços fechados do equipamento.

Além de apresentarem espetáculos, atores do Vale do Ribeira serão os “olhos” do Festival por Iguape, direcionando o público pelos andares da nova Fábrica de Cultura por meio de diferentes intervenções artísticas. Já a seção FLI entrevista convida seis alunos de escolas estaduais da cidade para o papel de entrevistadores, junto com Maria VilaniSalloma Salomão, entre outros grandes nomes, com perguntas direcionadas aos escritores da região, entre eles, Giovana Neves. Os espectadores encontrarão, ainda, o Ponto do Livro, as rodas de conversas e o FLISARAU.

Na cidade de Iporanga, no dia 18 de junho, as pessoas poderão aproveitar diversas atrações, como a sessão de autógrafos de obras de escritoras do Vale do Ribeira, entre elas, Nathália Gonçalves e Isabel Campos; um show do músico Caio Simonian e a Roda de Jongo apresentada pela Comunidade Jongo Tiduca.

Em Registro, 18 e 19/06, o FLI promove diferentes atividades, dentre elas, um grafitti que será feito ao vivo por Pérola Santos, grafiteira e artista visual de Eldorado (SP); a estreia de Cypher do Vale: Abraços, encontro entre MCs mulheres e B-gilrs do Vale do Ribeira com a participação da DJ Damanobeat; um bate-papo com Jup do Bairro, cantora e compositora que, em 2020, lançou o EP “Corpo sem juízo”; e o encerramento com o show da banda Francisco, el Hombre.

Alternativas para a participação das pessoas com mobilidade reduzida: a Fábrica de Cultura 4.0 Iguape oferece rampa de acesso, elevadores e banheiros adaptados para pessoas com deficiências. Nas cidades de Iporanga e Registro, respectivamente na Praça da Matriz e Praça Beira Rio, o evento contará com espaços para cadeirantes e banheiros químicos para PcDs.

A marola e a borboleta

Texto e foto de Valéria del Cueto

Ah, cronista enclausurada. Aqui fala aquele extraterreste, Pluct Plact, cada vez mais possuído pelos (maus) hábitos humanos, nessa corrida louca para ver que chega primeiro (e ultrapassa) a perfeição tão imperfeita da humanidade.

Um desses maus hábitos, mas não o pior, é deixar sem notícias a amiga que tanto me preveniu sobre o, digamos, desapego suicida dos ocupantes desse planeta.

Registro aqui que estou perdendo para a tal I.A., a Inteligência Artificial. Ela, agora, fala pelos mortos! Assimila as características e responde aos vivos como se fosse do além! E eu que duvidei de sua análise, a mesma que a levou ao isolamento voluntário nessa cela. Fiz questão de ganhar o mundo em busca de argumentos e informações sobre o desenvolvimento planetário. Hoje, trago notícias. Não as que gostaria de dar, mas as que dispomos.

Para começar de forma amena, finalmente deixamos de ser lendas e passamos a existir! Tudo registrado numa audiência no Congresso dos EUA sobre… OVNIS. Já se fala, inclusive, na existência de alienígenas em Júpiter. Acharam algo parecido com um umbral na paisagem de Marte. Isso é bom? Seria se o assunto não fosse tratado como um caso de defesa. O que os demais ocupantes do universo como… atacantes!

O que esperar de líderes que, do nosso último contato para cá, não satisfeitos em atravessarmos a epidemia da Covid-19, ainda começaram o que pode ser a terceira guerra mundial?

Só esse fato, o ataque da Rússia a Ucrânia, já dá uma ideia de quanto tempo faz que não chego a sua cela levado pelo raio de luar que entra pela fresta da janela. A guerra já dura três meses. Por causa dela o deslocamento de civis da Ucrânia já ultrapassou a casa os 6 de milhões de pessoas. A Rússia foi cancelada pelos países da OTAN e a maioria da União Europeia. O bagulho anda tão doido que a Finlândia e a Suécia deixaram de lado a neutralidade e pediram para entrar na OTAN. A Turquia está vetando o acesso. Putin retalia cortando o fornecimento de gás e energia para, entre outros países, a Alemanha. O Mac Donald vendeu suas 800 lojas na Rússia!

O castelo de cartas da economia mundial está desabando. A inflação galopa, o abastecimento rateia. De combustível, alimentos e outros produtos. Instabilidade é a sensação geral, cronista.

Estou querendo parar por aqui essa missiva porque as novidades só vão piorar. É em meio a pandemia, ilusoriamente quase controlada, que ressurge uma nova ameaça, a varíola dos macacos (que dos símios só leva o nome) e se espalha por vários continentes para disputar com as cepas da Covid-19. Essas que conseguiram romper as barreiras e atingir a população da Coreia do Norte, onde hão há cobertura vacinal contra o vírus. A China? Até lockdown em Xangai!

Se lá está assim, no Brasil as coisas não andam muito melhores. As eleições se aproximam e quem chega antes é o terror. Depois do Jacarezinho, a nova chacina do Rio de Janeiro para chamar de sua é a da Vila Cruzeiro, com 23 mortos. Dias antes de policiais rodoviários federais de Sergipe transformarem a caçamba de seu veículo em câmara de gás e matarem um motociclista “detido” por falta de capacete. Não há limite para a barbárie, amiguinha.

Estou citando casos pontuais registrados no banco de dados da minha nave. Todos enviados para as bases interplanetárias quem monitoram o planeta!

Eu, Pluct Plact, pergunto: como argumentar contra as possíveis medidas de “defesa” que os humanos pretendem tomar em relação aos demais habitantes do Universo? Dialogar com quem, em que termos?

Nem a natureza aguenta mais tantas agressões. Iakecan, o ciclone, as chuvas torrenciais no Nordeste, o frio fora de hora…

Por isso, é bom manter seu o isolamento, depois daquela fuga quase secreta carnavalesca. É melhor não fazer marola nesse momento. Sabe lá o efeito borboleta que ela pode causar?

*Valéria del Cueto é jornalista e fotógrafa. Crônica da série “Fábulas Fabulosas” do SEM FIM… delcueto.wordpress.com

Acadêmica da UFPB recebe prêmio por dissertação sobre a EFMM

Ana Carolina Monteiro Paiva, integrante do GEPEHTO – Grupo de Estudos e Pesquisas em História do Trabalho da UFPB, recebeu o 1º lugar na categoria Trabalho Acadêmico ou Científico do Prêmio CNJ Memória do Poder Judiciário por sua dissertação de mestrado defendida em dezembro de 2020 no Programa de Pós-Graduação em História da UFPB.
“Trabalho e cotidiano na Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (1907-1919)” baseou-se em um amplo conjunto de fontes, incluindo processos-crime que constituem parte do acervo do Centro de Documentação Histórica do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia.
A cerimônia de entrega dos prêmios pelo Conselho Nacional de Justiça ocorreu na Escola Superior da Magistratura de Pernambuco, ligada ao Tribunal de Justiça daquele estado.

Uma versão de sua dissertação, já premiada anteriormente no âmbito do próprio PPGH-UFPB, deverá ser publicada em breve em livro pela Editora da UFPB. A íntegra da dissertação, que foi elaborada com apoio da CAPES, sob a forma de bolsa de demanda social, pode ser acessada livremente no Repositório Institucional – Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFPB diretamente no link https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/20305 .

Finalmente ! Em SP , restaurantes poderão doar as sobras de comida

Restaurantes doarão excedentes de alimentos a pessoas que enfrentam a fome e a pobreza em SP

Para vereador paulistano, nova lei é modelo para cidades de todo o país

Foi sancionada pelo prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), a Lei 17.755/22, que prevê a doação de excedentes de alimentos de restaurantes, lanchonetes e outros estabelecimentos para os cidadãos que mais precisam, em parceria com a administração municipal.

Apresentado pelo vereador paulistano Gilson Barreto (PSDB), em coautoria com outros parlamentares, o texto autoriza também que empresas em geral, hospitais e outros estabelecimentos doem a pessoas, famílias ou grupos em situação de vulnerabilidade alimentos preparados prontos para o consumo de trabalhadores, empregados, colaboradores, parceiros, pacientes e clientes.

De acordo com um estudo da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan), cerca de 20 milhões de brasileiros passam 24 horas ou mais sem ter o que comer por alguns dias; 24,5 milhões não sabem como vão se alimentar; e 74 milhões de pessoas vivem em meio à incerteza sobre se terão ou não que passar por isso algum dia.

Pela nova lei, as doações deverão estar dentro do prazo de validade, conforme as condições de conservação especificadas pelo fabricante e de acordo com as regras de segurança sanitária, conservando-se as suas propriedades nutricionais.

Modelo para outras cidades

” A proposta apresentada tem como objetivo autorizar a doação de alimentos, inclusive alimentos in natura, produtos industrializados e refeições prontas para o consumo, que acabam sobrando nos estabelecimentos dedicados à produção e ao fornecimento de alimentos na Cidade de São Paulo”, diz a justificativa do projeto. “O desperdício das sobras de alimentos precisa ser combatido na cidade em que milhares de pessoas ainda passam fome todos os dias. Muitos são os estabelecimentos que simplesmente descartam a chamada sobra limpa de alimentos com medo de eventual punição por causa das duras regras da Anvisa, que disciplina a doação de alimentos”.

Enfim, o título da Grande Rio ! Fala, Majeté ! !

 

Texto e fotos de Valéria del Cueto

“Fala Majeté! Sete Chaves de Exú” mostrou que o caminho para o título tão almejado nunca foi o do luxo e dos famosos que faziam a fama da Grande Rio.

O pote de ouro no final do arco-íris estava bem ali, nas ruas, nas feiras, no carnaval, nas encruzilhadas, na história de Estamira, a catadora de lixo com problemas mentais, retratada no documentário de Marcos Prado, no Aterro Sanitário de Jardim Gramacho, que conversava com o orixá pelo telefone.

A façanha inédita era o objeto de desejo da comunidade de Duque de Caxias, município da região metropolitana do Rio de Janeiro, desde que a Grande Rio ancorou definitivamente no Grupo Especial, em 1993.

Seu desfile seduziu o público presente no Sambódromo da Marquês de Sapucaí. Ficará na memória como um dos mais empolgantes do… século!

A nova iluminação da pista cantada em verso e prosa é, para dizer o mínimo, um desconforto para o público nos intervalos entre as apresentações. Ninguém via ninguém entre as idas e vindas erráticas dos fachos de luzes e a troca das cores performáticas do equipamento composto por 144 moving lights, 144 projetores de led, duas mesas de controle DMX, rede de controle, 24 quilômetros de fibra, etc, ao custo aproximado 16 milhões de reais.

Nos desfiles a luz fixa, mas irregular, dificultou os registros de vídeos e fotos e, com desenho luminoso antes e depois das escolas, se perdia a profundidade das imagens. Prejuízo geral. Especialmente para quem pagará a extravagância desnecessária gerada por meio de uma Parceria Público Privada: o povo carioca.

No quesito sonorização, em vez de excesso, houve ausência de qualquer melhoria no sistema. Esse, sim, um gargalo que a organização do carnaval não consegue solucionar, apesar de ser elemento essencial ao desempenho das agremiações e solicitação recorrente.

As deficiências foram minimizadas pelas saudades sentidas por milhares de componentes e o público, ávidos por sentirem, novamente, brotar a energia do amor incondicional que o Desfile das Escolas de Samba desperta em cada folião.

DESFILE DAS CAMPEÃS

Foi por um décimo que o Salgueiro ficou entre as 6 escolas do desfile das campeãs. Desbancou a Mangueira, com o mesmo número de pontos da Mocidade, mas uma posição acima pelo critério de desempate. “Resistência”, o enredo de Alex de Souza, é um libelo à força da raça, à luta do povo negro e suas conquistas.

Resistência segue na fita da segunda escola a se apresentar, agora em sua forma orgânica, o Baobá. “Igi Osè Baobá”, enredo da Portela, fala do pilar que une o céu a terra, a árvore da vida, da… resistência. A porta-bandeira Lucinha Nobre, vencedora do Prêmio Estandarte de Ouro, desfalcará a escola de Madureira. Indo dar um beijo em seu irmão durante a passagem da escola que fechou a disputa do Grupo Especial, no sábado, Lucinha quebrou o pé.

Esse irmão é Dudu Nobre um dos autores do samba sobre Martinho da Vila que deu o quarto lugar à Vila Isabel num desfile pra lá de animado. Saudar a vida e a carreira do compositor só poderia ser dessa maneira. Uma festa familiar e popular na avenida.

Essa animação vai continuar com a Viradouro, a terceira colocada. Talvez, sem estar numa disputa, o delicioso samba da “carta sincera” possa ser levado em um andamento um pouco menos acelerado, o que tornará a passagem da escola de Niterói mais leve e solta.

O quilombo nilopolitano ocupará a Sapucaí ao som inconfundível da voz de Neguinho da Beija-Flor impondo, mais uma vez, a força da comunidade que quase levou mais um título com o enredo de Alexandre Louzada “Empretecer o pensamento é ouvir a voz da Beija-Flor”.

Conhecida como a escola dos globais e do glamour, foi com a chegada de dois carnavalescos que estreavam no grupo Especial, Leonardo Bora e Gabriel Haddad, que a Grande Rio deu uma guinada na temática de seus enredos. Se voltou para o próprio universo, foi vice no último carnaval. Bateu, mais uma vez, na trave com o enredo sobre o famoso babalorixá Joãozinho da Goméia. O samba dizia: “Eu respeito seu amém, você respeita minha fé”.

Não por acaso o tema deste carnaval foi lançado no dia 13 de junho, dia do orixá Exu. A divindade é o senhor dos caminhos, a energia do movimento que a igreja sincretizou em demônio, em ser do mal. Desmistificar essa visão era um dos objetivos do enredo caxiense que levantou a Sapucaí. Levou o campeonato, o primeiro da Grande Rio.

O desfile das Campeãs do RJ será transmitido no sábado, pelo Multishow, a partir das 21:15h, horário de Brasília.

Ordem dos desfiles:

Salgueiro, Portela, Vila Isabel, Viradouro, Beija-Flor e Grande Rio.

*Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Da série “É carnaval”, do SEM   FIM…  delcueto.wordpress.com

A volta do Orkut

A volta do Orkut!
“redes sociais devem dar esperança, e não medo”

“Oi!
Sou o Orkut. 17 anos atrás eu criei uma pequena rede social enquanto eu trabalhava no Google como engenheiro de software. Em apenas alguns anos, essa rede social se tornou o orkut.com com mais de 300 milhões de usuários.

Acredito que o orkut.com encontrou sua comunidade porque reuniu tantas vozes diversas de todo o mundo em um só lugar. Trabalhamos muito para tornar o orkut.com uma comunidade onde o ódio e a desinformação não fossem tolerados. Nos dedicamos muito para tornar o orkut.com uma comunidade onde você pudesse conhecer pessoas reais que compartilhavam seus mesmos interesses, não apenas pessoas que curtiram e comentaram em suas fotos.

O mundo precisa de gentileza agora mais do que nunca. Há tanto ódio online nos dias de hoje, e nossas opções para encontrar e construir conexões reais são poucas e bem escassas. Sempre acreditei que uma amizade é mais do que um pedido de amizade, e dediquei minha vida para ajudar milhões de vocês a construir conexões autênticas com seus vizinhos, familiares, funcionários e os belos estranhos que entram em suas vidas.

Nossas ferramentas online devem nos servir, não nos dividir. Elas devem proteger nossos dados, não vendê-los. Elas devem nos dar esperança, não medo e ansiedade. A melhor rede social é aquela que enriquece sua vida, mas não a manipula. Eu quero que você seja capaz de ser o seu verdadeiro eu, online e offline. Eu quero que você seja capaz de fazer conexões duradouras. Eu quero ajudá-lo a fazer isso com todo o meu coração.

Eu sou uma pessoa otimista. Acredito no poder da conexão para mudar o mundo. Acredito que o mundo é um lugar melhor quando nos conhecemos um pouco mais. É por isso que criei a primeira rede social do mundo quando era estudante de pós-graduação em Stanford. É por isso que eu trouxe o orkut.com para tantos de vocês ao redor do mundo. E é por isso que estou construindo algo novo. Vejo você em breve!”

O criador do Orkut reativa o site e promete ‘novidades’

http://www.orkut.com/index_pt.html

Holística e Universo : tudo é energia !

Tudo é uma energia. Cada menor partícula e entidade viva é uma parte do todo. O todo não existe sem suas partes. Estamos dentro do corpo do universo e o universo está dentro de nós. Em tempos difíceis, saiba que você tem o poder do universo dentro de você. Holística e Universo é o tema central do blog da terapeuta sueca Anne Sofie Hult, que pode ser acessado através do link www.holisticheart.se

10 coisas que não se deve dizer ao TDAH

1)BASTA ANOTAR – essa afirmação é uma das maiores provas de desconhecimento do que é o TDAH. Não anotamos. Se anotarmos, esquecemos de consultar. Se consultarmos, não enxergaremos todos os itens ou tópicos, ou nossa mente só se importará com aquilo que é importante para ela e o restante cairá no limbo.
2)TENHA UMA AGENDA, PROGRAME SEU DIA – Essa é uma variação da anterior e demonstra a ignorância completa em relação ao TDAH. Tive um sem número de agendas (físicas e virtuais), todas foram abandonadas. Nos primeiros dias é perfeito, tudo anotado com riqueza de detalhes, à medida que o tempo passa, as anotações vão ficando mais vagas e espaçadas. Até que um dia acabam. Em geral, dura, no máximo, um ou dois meses.
3) FAÇA UMA LISTA DE PRIORIDADES – Não sabemos elencar prioridades. Simples assim. Nosso cérebro prioriza o que lhe é interessante, o que ele quer. Entenda, é um transtorno, uma doença, nosso cérebro funciona diferentemente do seu, ele tem uma lógica própria que, para nós portadores, é a correta pois não conhecemos outra. Se conseguimos fazer uma lista de prioridades razoável, as intercorrências do dia a dia subverterão essa ordem e ela será abandonada.
4) SE TEM QUE SER FEITO, FAÇA NA HORA – Uma das características do TDAH é a PROCRASTINAÇÃO, ou o adiar indefinidamente aquilo que deve ser feito. Na visão dos trouxas (os não portadores) isso é apenas irresponsabilidade ou preguiça. Nada mais enganoso. Sabemos o que deve ser feito, sabemos quando deve ser feito, sabemos porque deve ser feito. Mas não CONSEGUIMOS fazer. E o pior, sofremos por não conseguir fazer. A paralisia é sofrida, é incômoda, mas, na maioria das vezes, é insuperável. Só conseguimos reagir quando o desastre é iminente ou inevitável. Em geral tarde demais.
5) PENSE NO AMANHÃ, NO SEU FUTURO –
O cérebro humano funciona através de recompensas, o cérebro sem TDAH consegue projetar recompensas futuras, mais ou menos assim: vou fazer esse sacrifício hoje para no mês que vem ou ano que vem eu colha os frutos. O cérebro do TDAH não, ele só reconhece recompensas imediatas. Semana que vem já um futuro distante. Imagine ano que vem. Precisamos da recompensa AGORA.
6) PRESTE ATENÇÃO – Somos desatentos porque queremos? Pelo amor de Deus, ninguém é desatento por opção, principalmente ao ponto da desatenção tornar-se um problema, um dano. A DESATENÇÃO É PARTE DO TRANSTORNO. Eu posso estar olhando pra você, reagindo ao seu diálogo e não estar mentalmente presente. Meu cérebro ‘reserva’ uma pequena parcela de atenção ao seu diálogo desinteressante ou desagradável, o restante, a grande maioria na verdade, pode estar em Nárnia, na Terra Média ou em Hogwarts. Ou simplesmente num diálogo mais interessante na mesa ao lado, ou numa música que toca ao longe, ou na TV ligada…
No dia seguinte aquele diálogo foi deletado de nossas mentes e se você se referir a ele, para nós será uma absoluta surpresa.
7) DEIXE DE SER PREGUIÇOSO/PREGUIÇOSA – Obviamente que o que vou dizer vai parecer uma mera defesa da preguiça, mas não é preguiça, é inércia. Podemos ter preguiça de dar uma resposta e ter que continuar uma conversa. Mesmo que isso possa prejudicar nossa situação naquele diálogo. Podemos fingir que não lemos aquela mensagem por preguiça de ter que se explicar porque não quer sair, encontrar os amigos, beber… Podemos ficar quietinhos em casa e não atender à campainha insistente por preguiça de ver gente. Mesmo pessoas que gostamos. Podemos escolher não entrar na piscina de casa em um dia de forte calor, simplesmente por preguiça de trocar de roupa, andar alguns metros até a piscina e entrar na água fria. Podemos, e temos, ter preguiça para coisas e situações que nos beneficiem, que dê prazer, que nos dê lucro, simplesmente porque o que queremos é manter a inércia, manter aquele momento de… sei lá, tenho preguiça de pensar nisso.
8) SAIA MAIS CEDO, COLOQUE O DESPERTADOR… A noção de tempo é uma das maiores aberrações do cérebro TDAH. Trinta dias pra mim, é quase uma eternidade. E sempre sou surpreendido pela rapidez com que um mês chega diante de mim. Uma semana? Ixiiii, é muito tempo. Seis meses? Nem sei o que é isso…
Quantas vezes saí em direção a um compromisso com meia hora de antecedência sem considerar que o trânsito intenso daquele horário tornava a meia hora impossível de ser cumprida. Aí eu dirigia como um louco, fazendo ultrapassagens Irresponsáveis, xingando e brigando com todos as ‘lesmas’ que se arrastavam na minha frente.
Quantas vezes na infância ouvi minha mãe perguntar: Você não viu que estava escuro, que já tinha lua no céu? Não, não tinha percebido. Na verdade tinha, mas na minha cabeça haviam passado poucos minutos desde que ela surgiu. Talvez fossem seis e meia e não nove da noite.
9) VOCÊ SÓ SE LEMBRA DO QUE TE INTERESSA – Sim e não. Em geral essa frase é dita num tom de crítica a uma pessoa desonesta, que diz se lembrar apenas do que lhe interessa. Não é bem assim, o cérebro TDAH ‘não ouve’ o que não lhe interessa, o que não desperta sua atenção ou desejo. Não é proposital, é uma doença, um transtorno que nos impede de ‘arquivar’ parte do que ouvimos, falamos ou vivenciamos. Não é escolha.
10) VOCÊ É FRIO/FRIA, INDIFERENTE, SÓ SE IMPORTA COM VOCÊ. Sinceramente, não nos importamos nem com a gente mesmo. Se só nós importássemos com a gente não nos sabotaríamos tanto, não passaríamos por tantos empregos, por tantos relacionamentos, por tantos constrangimentos, por tantas perdas. Muitas vezes não respondemos porque não estamos presentes, embora nosso corpo esteja ali. Parecemos indiferentes porque passamos por cima dos detalhes, esquecemos as datas, perdemos a hora, erramos o caminho, repetimos os mesmos erros…
Claro, temos consciência de que não é fácil conviver com pessoas como nós. Claro que nada do que disse acima cura feridas abertas ou apaga falhas graves. As feridas continuarão doendo, as consequências das falhas ainda estarão presentes. Mas se você souber de antemão com quem está lidando poderá julgar de maneira mais isenta a personalidade do TDAH com quem convive.
TDAH não é falta de inteligência, não confunda, TDAH é um transtorno de execução. Sei o que fazer, como fazer, quando fazer, mas não consigo fazer a tempo, de maneira perfeita ou simplesmente me esqueço de fazer.
Pode parecer um monte de coisas: irresponsabilidade, inconsequência, preguiça, desrespeito, indiferença…
Mas é TDAH.

Túnel do Tempo – Euro Tourinho, Carmenio Barroso e Beto Bertagna

Num intervalo das gravações do documentário de Luiz Brito, aparecem Euro Tourinho, Carmênio Barroso e Beto Bertagna levando na mão a primeira câmera Sony Digital que apareceu em Rondônia. Corria o ano de 1997. Naquele ano, a Funcetur presidida pelo Ruy Motta lançou um edital para apoio a curta-metragens, num projeto coordenado pelo folclorista Flávio Carneiro. Daquela geração despontaram realizadores como Lidio Sohn, Alejandro Bedotti, Carlos Levy, Jurandir Costa, Beto Bertagna e Luiz Brito. No Festival de Curitiba, ainda naquele ano, 4 produções rondonienses concorreram ao prêmio Pinhão. E a estréia do trabalhos teve um lançamento digno de Holywood (quááá !) com direito a tapete vermelho e canhão de luz na entrada da velha, saudosa. decana e completamente lotada Taba do Cacique, recanto dos boêmios, sonhadores, jornalistas, poetas, artistas e outros mentirosos. (Republicado a pedido)

Quem é Pavel Durov, o fundador do Telegram

Pavel Valerievitch Durov nasceu em Leningrado, atual São Petersburgo, em 10 de outubro de 1984, mas passou parte da infância em Turim na Itália, onde seu pai lecionou por vários anos. No regresso ao seu país de origem, Pavel entrou para o Ginásio Acadêmico, no qual os alunos estudam de maneira aprofundada ciências e línguas estrangeiras.Durov aprendeu a codificar na infância, e usou o seu conhecimento em programação para invadir o sistema da escola e inserir na tela de boas-vindas um insulto dirigido a um professor de ciência da computação por ele detestado, este professor o privou várias vezes de ter acessos aos computadores, porém Pavel quebrou as senhas todas as vezes.

É referido como o “Mark Zuckerberg da Rússia”por ter criado o VK ou VKontakte (significado “em contato”), a maior plataforma interativa da internet russa, também conhecida como Runet, além de ser o site mais popular na Bielorrússia, o terceiro na Ucrânia, o quinto no Cazaquistão, e o 26º em nível global, com valor de mercado estimado em 1,5 bilhão de dólares.

Morre o carrasco de Chê Guevara aos 80 anos

O militar boliviano Mario Terán Salazar, que asassinou em 1967 o guerrilheiro argentino-cubano Ernesto “Che” Guevara, morreu de câncer de próstata nesta quinta-feira (10), aos 80 anos, em Santa Cruz de la Sierra, no leste da Bolívia.

Che havia sido capturado em La Higuera, pequeno povoado boliviano, e preso numa escola.  Salazar teria recebido ordens superiores para a execução sumária.

Sacode a poeira !

Texto e foto de Valéria del Cueto

Então… Sabe o minidesfile das escolas de samba, a Abertura Rio Carnaval 2022, na Cidade do Samba, durante o carnaval? Falei nele no último texto publicado. Não fui. Não me pergunte o porquê. Ficaria no vácuo essa resposta. Só posso dizer como. Apesar de ter pedido o credenciamento antes mesmo dele ser aberto, ter renovado a solicitação no prazo determinado e reenviado novamente após apelar a quem de direito, fiquei a ver navios.

E assim estamos até hoje, caro leitor, olhando o mar e tentando decifrar o motivo da recusa.

Vou confessar, a pancada pegou em cheio depois de dois anos de pandemia onde, por convicção e respeito, abri mão de todas as atividades carnavalescas. A Abertura Rio Carnaval seria a volta ao mundo do samba. Os motivos justificavam a largada. Para começar, comemorar o fim do bloqueio que durante a reclusão me impediam de mexer, como gostaria, no acervo carnevalerio.com.

A quebra da barreira do amor (in)contido havia acontecido no ensaio fotográfico com Jhéssyka Santtos, passista da Mangueira. Dias depois, já às portas do carnaval, ela traria ao mundo Jady. Mais uma flor, uma cria verde e rosa. Voltar à quadra vazia rompeu um dique de emoções represadas e, finalmente, estabeleci a meta de cair dentro da Abertura Rio Carnaval que aconteceria em seguida.

Sempre disse que essa história de fazer planos não combina comigo…

A outra razão para definir o evento como meta, pauta e capa do Diário de Cuiabá pós carnaval era, claro, ver como funcionaria o formato de minidesfile proposto pela Liesa.

Bailei na curva e, por isso, estou aqui justificando para você, leitor de tantos carnavais, não trazer imagens nem impressões da festa da Liesa, a largada do novo período do carnaval carioca que acontecerá em abril.

Tentei acompanhar pelas redes sociais, mas não consigo, com as informações fragmentadas, formar ou repassar qualquer opinião.

Também não acho justo quebrar, depois de tantos anos, o compromisso de colocar em suas mãos material exclusivo em texto e imagens, sempre acompanhado daquele alerta de que as impressões narradas eram as minhas e que, portanto, não falaria do que não vi, apenas do que passou diante dos meus olhos. A máxima continua valendo. O que não vi não posso analisar ou avaliar.

Nessa hora, não penso apenas nos leitores de Mato Grosso que acessam os textos e crônicas por meio do jornal e sites parceiros baseados lá e em outros estados.

Vou confessar: queria mesmo era contar o que (não) vi para Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, pelo Tribuna. Afinal, um novo formato mais compacto de desfile poderá ser adaptado à cidade na fronteira gaúcha que já tem uma robusta tradição de carnaval e, no momento, se prepara para um upgrade em suas estruturas turísticas com a vinda de muitos visitantes alavancada pela abertura de freeshops e um novo fluxo de turistas da tríplice fronteira.

Fica para o próximo evento que inclua os minidesfiles. Eles virão, tenho certeza.

Até lá, nada de promessas ou planos. Em abril haverá o desfile das escolas de samba no Sambódromo fechando um mega feriadão que começa na Semana Santa e termina no fim de semana de Tiradentes e São Jorge.

Como nos últimos 14 anos, pedirei credenciamento. Esse, o da Sapucaí, incluindo o colete para fotografar na pista, nunca me foi negado. Mas, pós pandemia, sei lá. Fiquei com trauma, depois do bloqueio.

O que prometo a você, querido leitor, é não deixar de pedir passagem e o acesso dos cronistas carnavalescos ao palco da festa para que haja um registro autoral da folia. Para que se preserve o espaço dos responsáveis pela criação dos desfiles que, por coincidência, aconteceu há 90 anos.

Até lá, firmo o compromisso que está ao meu alcance de voltar à Sapucaí nos ensaios técnicos. Aqueles que definharam, foram suspensos e voltarão, nos próximos finais de semana, com força total!

Tudo se renova… Por que não a fé em um inesquecível, mesmo que tardio, carnaval?

Evoé!

*Valéria del Cueto é jornalista e fotógrafa. Da série “É carnaval”  do SEM FIM… delcueto.wordpress.com

Macacheróvski

É hora de se acostumar com uma novidade no cardápio. Sai o popular Roskov e entra o Macacheróvski. Fruto da possível redução de grãos por falta de fertilizantes, cuja indústria foi praticamente dizimada no governo Bozo Ponha a macaxeira a ferver e quando já estiver macia frite numa frigideira e ponha um pouquinho de manteiga em cima. Bom  apetite ! 

Carnaval 2022, igual não vai ser!

Texto e fotos de Valéria del Cueto

Seguimos sem blocos nas ruas e desfiles das escolas de samba na Sapucaí. Em compensação…

2022, O ANO DA INDEFINIÇÃO

Novela é pouco para descrever o conjunto da obra que se desenhou nesse início de 2022 na história do carnaval no Brasil e, especialmente, no Rio de Janeiro. Depois de sobreviver heroicamente aos 4 anos do ex-prefeito Marcelo Crivella, veio a pandemia. Tudo cancelado. E ela ainda persiste! Com vacina, na base do seja o que Deus quiser.

Nos capítulos anteriores o Réveillon, festa tradicional no calendário turístico carioca, chegou a ser cancelado. Isso, antes do prefeito Eduardo Paes voltar atrás e a cidade receber de braços abertos turistas do Brasil e do mundo.

A variante Ômicron batia na porta. Chegou, se instalou e provocou aglomerações extras nos postos de testagens e vacinação, além de aumentar a procura nos hospitais públicos e particulares no primeiro mês do ano.

No início de janeiro o cancelamento do carnaval de rua já era um sinal de que podia pegar para o desfile das Escolas de Samba do Rio.

Não deu outra. Um dia depois do feriado de 20 de janeiro em homenagem ao padroeiro da cidade, São Sebastião, o prefeito Eduardo Paes, após uma reunião relâmpago e inesperada (o martelo seria batido no dia 24) com seu colega de São Paulo, anunciou o cancelamento do maior espetáculo popular do planeta para evitar o “risco reputacional”, como explicou no programa Roda Viva, da TV Cultura.

Mas só. O resto? Não sendo blocos e desfiles está liberado. Festas, eventos… Então, esse ano não vai ser igual a nenhum outro que passou.

E vamos às novas.

RIO CARNAVAL – nova marca, novo formato

A novidade da temporada é a Abertura Rio Carnaval, na Cidade do Samba, nos dias 26 e 27 de fevereiro. A nova marca/conceito Rio Carnaval será implementada   festivamente na prévia, organizada pela Liesa, do que acontecerá nos aguardados desfiles carnavalescos anuais da Marquês de Sapucaí transferidos para o feriado de Tiradentes, em abril.

NOVO FORMATO

O roteiro do espetáculo começa no palco central. Milton Cunha receberá as escolas de samba do Grupo Especial (ordem dos desfiles nos destaques) apresentando um “combo” com direito a, no máximo, 20 minutos de sambas antigos e esquenta no palco. O samba desse ano será puxado pelos componentes do carro de som conduzido pelo mestre e sua bateria, claro, com sua rainha. A comissão de frente, casal de mestre-sala e porta-bandeira, representantes de segmentos como passistas, musas e baianas comporão o pocket desfile de carnaval. As agremiações terão 50 minutos para a performance no palco e percorrer a pista do complexo dos barracões.

Cá entre nós, será um piloto para a Rede Globo do tamanho que ela gostaria que fosse a transmissão carnavalesca de cada agremiação. Foi fácil resolver a equação. Bastou reduzir de 4 mil para 160 o número de componentes por escola e tirar as alegorias.

Para esquentar as noites têm convidados especiais na abertura. Num dia, o Cacique de Ramos, no outro, o Cordão do Bola Preta. Também tem DJ “para agitar os convidados no intervalo”.

COMO ACOMPANHAR

A FM O Dia é a rádio oficial do evento. Segundo os organizadores não haverá transmissão ao vivo para a TV.

As redes sociais poderão ser, mais uma vez, um fenômeno na distribuição de imagens para o público, ávido do imaginário do carnaval carioca.

A Rádio Arquibancada também estará no ar!

À LIGA RJ, O CRÉDITO DA INICIATIVA

Quem colocou o ovo do mini desfile na pista da Cidade do Samba em pé foi a Liga RJ, que congrega as escolas do chamado Grupo Ouro, o acesso. Ela utilizou o formato inédito na festa de lançamento do CD dos seus sambas em dezembro. A brincadeira deu certo. Era uma festa para um público restrito. E não o carnaval.

OUTRAS OPÇÕES

As festas se espalham pela cidade em diferentes formatos. As próprias agremiações farão eventos em suas quadras procurando se capitalizar e atender suas comunidades dentro das novas normas.

Até segunda ordem, nas ruas não pode nada. Já em ambientes restritos e “controlados”, não há limitações. O que não impediu a saída no último domingo do Bloco “Não Adianta Ficar Putin”, no centro da cidade, logo dispersado pela Guarda Municipal

A cidade está cheia, repleta de visitantes que, em sua maioria quase absoluta, dispensa o uso de máscaras e não respeita as orientações de não aglomerar.

Fazer o que? É carnaval no Rio de Janeiro…

SERVIÇO – Rio Carnaval

Abertura dos portões às 19 horas. Ingressos nas agência de viagem, pelo site já estão esgotados individuais e camarotes para os dois dias, 26 e 27/02.

Como nos demais (e são muitos) eventos que acontecerão no Rio de janeiro no período do carnaval, a Liesa avisa que será seguido o protocolo sanitário, sendo necessária a apresentação do comprovante de vacinação para acesso e permanência na Cidade do Samba.

Programação 26 e 27/02:

SABADO 26/02 – IMPERATRIZ / SÃO CLEMENTE / VILA ISABEL / PORTELA / SALGUEIRO / BEIJA-FLOR

DOMINGO 27/02 – TUIUTI / TIJUCA / MANGUEIRA / MOCIDADE / GRANDE RIO / VIERADOURO

*Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Da série “É carnaval”, do SEM   FIM…  delcueto.wordpress.com