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Superação absoluta

Durante muito tempo acreditei que uma propaganda rondoniense que dizia que “o sol é para toldos” era a campeã no quesito criatividade e non sense. Pois a rede Walmart conseguiu superá-la hoje com o merchandising eletrônico que alegrou minha caixa de e-mails nesta manhã : “O amor está no ar…. condicionado“.

Palmas para ela !!!

(No gênero publicidade em TV o grande campeão ainda é um comercial feito pelo meu amigo Celso Carelli Mendes, em Ji-Paraná/RO nos idos anos 70/80. Não tinha VT e Celso bravamente improvisava com uma câmera super 8 para implantar o Depto Comercial da TV Ji-Paraná, da Rede Amazônica. O filme ía até o Panamá para ser revelado e uns 6 meses depois estava de volta. Dai , depois de montado artesanalmente, Carelli ainda tinha que teleciná-lo, ou seja passar de película super 8 para vídeo em fita magnética, em São Paulo, à época nos velhos U-Matic BVU-200 de guerra. Pois bem, o comercial em pauta , da qual, recém chegado na antiga Vila de Rondônia,  orgulhosamente fiz uma ponta, mostrava uma linda modelo dando um mergulho numa piscina azulada e convidativa. Ao final, ela saia do fundo da água, balançava lânguidamente os cabelos e ía até a borda da piscina beber ….. um cafézinho ! Campeão absoluto ! Celso Carelli, um grande e fraternal abraço , onde quer que você esteja !)

Livro sobre a 2ª tentativa de construção da EFMM em 1878 está disponível para leitura on-line

Deu no blog da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré EFMM100anos.wordpress.com :

Clique na imagem para ir ao livro on-line

Escrito pelo americano Neville B. Craig, a “Estrada de Ferro Madeira-Mamoré: história trágica de uma expedição”, publicada originalmente em Filadélfia em 1907,  encerra detalhado relato da tentativa de uma empresa dos Estados Unidos de construir, em 1878, uma ferrovia na fronteira Brasil-Bolívia. O projeto envolveu quase mil operários e técnicos norte-americanos, mais de 200 dos quais morreram em consequência da malária e de naufrágios, enfrentou toda ordem de dificuldades na floresta amazônica e foi paralisado por conflitos com o governo boliviano e entre os próprios acionistas. A iniciativa pode ser considerada a pré-história da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, afinal construída entre 1907 e 1912.

LIVRO NA ÍNTEGRA >

http://www.brasiliana.com.br/brasiliana/colecao/obras/137/estrada-de-ferro-madeira-mamore-historia-tragica-de-uma-expedicao

Preservação cresce, mas contrabando ameaça tartarugas na fronteira de Rondônia com a Bolívia

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Com cuidados e técnicas de manejo, o projeto “Quelônios do Guaporé” começa a alcançar metas. Ambientalistas da Ecovale estimam que a taxa de sobrevivência subiu de menos de 1% para 12 e 15% em média. Esse resultado é animador, observa o ambientalista José Soares Neto, Zeca Lula.

Em 15 anos, apoiada por brasileiros e bolivianos. a Ecovale devolveu à natureza aproximadamente dez milhões de filhotes de tartarugas e tracajás. “Dependemos de maior estrutura para fiscalizar”, ele se queixa. Contrabandistas conhecem cada entrada e saída no Vale do Guaporé e capturam espécies adultas para vender a R$ 300,00 cada.

A estudante do quinto período de Biologia da Faculdade São Lucas em Porto Velho, Queitiane Johns Santiago não conhecia o projeto, mas participou de todas as etapas da soltura, a partir da remoção dos filhotes dos tanques de incubação para a voadeira, reidratação e soltura na rampa de areia. “Uma experiência única e que vale pelo aprendizado de todo o curso”, disse.

Segundo Zeca Lula  o aumento do percentual conservacionista é o maior indicativo do êxito do, embora ainda não seja possível afirmar que os rios da região estejam repovoados.

Ao primeiro barulho de motor da voadeira fogem pelas trilhas dos alagados. O ambientalista lamenta a ausência do poder público nas ações de controle ao desmatamento ilegal e abate de espécies, entre as quais, a tartaruga.

Empreendimentos fixados na região vendem a R$ 40, para turistas, a refeição preparada com carne de tartaruga.  O único órgão público que atua na região com estrutura de fiscalização, mas sem poder de polícia, é a Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron).

De acordo com Zeca Lula, isso resulta no avanço de pontos de desmatamento dentro da reserva extrativista e a instalação de empreendimentos irregulares, inclusive a construção de casas.

Quelônio chora na desova

O acordo de cooperação com a Bolívia, por meio do Parque Departamental do Departamento (Estado) do Beni, foi assinado em 2003, prevendo a cessão de guardas-parque, agentes comunitários e guarnições militares nas ações de controle e fiscalização dos rios e praias que servem de berçário para postura e eclosão dos ovos de tartarugas e tracajás.

Uma espécie de espetáculo que começa em outubro com o fenômeno da desova, seguido da eclosão dos ovos e nascimento dos filhotes, e devolução à natureza no mês de dezembro.

Até 2 mil tartarugas chegam a desovam numa só praia do Rio Guaporé e seus afluentes. A falta de espaço é por causa da ameaça dos contrabandistas. As espécies escolhem as praias com maior segurança para desovar. Chegam a “botar” entre 160 e 180 ovos, cada.

Grandes bancos de areia atraem visitantes e turistas. “As tartarugas permitem até ser tocadas; chegam a escorrer lágrimas do olhos de tanta dor durante o ato da desova”, explica Zeca Lula.

Em 15 anos foram soltos nos rios da região cerca de dez milhões de filhotes de tartarugas e tracajás. O projeto nasceu da necessidade de conscientizar a população local para não consumir carne e ovos de espécies ameaçadas de extinção, nem praticar caça predatória.

Ribeirinhos, maiores parceiros

O projeto “Quelônios do Guaporé” conquistou a confiança da população ribeirinha, integrada atualmente às coordenações locais de fiscalização e preservação das espécies. “Tudo indica que estamos apenas no caminho certo, pois outra meta é a geração de emprego e renda para os nativos”, diz o ambientalista.

Jorge Félix Calazans, 57 anos, é um dos 12 ribeirinhos contratados pela Ecovale para atuar como piloto de voadeira na fiscalização das praias. Por falta de recursos, a entidade foi obrigada a reduzir a folha de pagamento de 36 para os 12 atuais empregados.

Calazans garante que acompanha o trabalho da Ecovale desde 2003, quando a entidade assumiu a coordenação do projeto “Quelônios do Guaporé”, e diz gostar  muito do trabalho que realiza. Quando a reportagem perguntou o que é um dia triste para ele, a resposta foi objetiva: “quando se perde covas de ovos com a cheia do rio”.

Crocodilos atendem pelo nome

O jacaré-açu chamado Negão mora há 14 anos próximo ao tapete de algas aquáticas que circundam a pequena ilha onde foi construída a sede da Ecovale. Em poucos minutos, ele atende aos chamados de Zeca Lula.

Outros dois crocodilos, Chicão e Felipão desfilam nas imediações do porto, num espetáculo diferente dos protagonistas ferozes de filmes que se tornaram recordes de bilheteria no mundo.

Chamam tanto a atenção dos visitantes que raramente alguém sai da Ecovale sem uma foto ou um vídeo dos três. Felipão, o menos dócil, fica agressivo com Negão e Chicão, quando algum visitante joga n’água iscas de carne.

Entregues por órgãos ambientais à Ecovale, as antas (tapir) Bernadão e Liza vêm se readaptando  à região e também se tornaram atrações. Saem pela manhã para a mata próxima e retornam no final do dia para dormir.

Bernardão, com três anos de idade chega a passear pela varanda da sede da entidade, e há pouco tempo ganhou a companhia de Liza, de um ano e seis meses de idade.

A Distribuidora Coimbra anunciou no dia 28 de dezembro de 2014 o aumento de 100% da quota de apoio. Segundo Zeca Lula, normalmente quando o empresário ou qualquer outro visitante visita a entidade e conhece mais o projeto, também adere à causa.

A Ecovale recebe ainda apoio da Noma do Brasil, fabricante de carrocerias para veículos; da Noma Motors, ambas de Maringá (noroeste do Estado do Paraná); do Centro Universitário Unicesumar e da Concessionária Mitsubishi de Veículos LF, em 2013. O Governo de Rondônia doou uma lancha voadeira para às atividades de fiscalização.

Por Abdoral Cardoso com fotos de Rosinaldo Machado e José Soares Neto / Decom-RO

Leia também > Soltura de filhotes de tartarugas, um “aulão” ecológico no Rio Guaporé, em Rondônia

Soltura de filhotes de tartarugas, um “aulão” ecológico no Rio Guaporé, em Rondônia

Transformou-se num “aulão” de educação ambiental e consciência ecológica para crianças e adultos a devolução à natureza de mais um lote de 100 mil filhotes de tartarugas da Amazônia, domingo (28), no vilarejo boliviano Versalles, margem esquerda do Rio Guaporé na fronteira brasileira com a Bolívia.

Eram 9 h, quando os últimos dos 2,2 milhões de filhotes salvos da cheia do Rio Guaporé, ainda nos ninhos da praia da Tartaruguinha, dia 9 de dezembro de 2014, começaram a ser transportados das voadeiras para uma rampa de areia de onde mais tarde foram soltos e correrem em direção à água.

No barranco próximo à rampa já os aguardavam mais de dez crianças bem penteadas e vestidas ansiosas por manusearem e posarem para fotografias com exemplares das tartaruguinhas, ora para os aparelhos celulares dos pais, ora para as câmeras fotográficas semiprofissionais dos familiares.

Pareciam aprender ali a dura lição de que se nada mais for feito para ajudar entidades como a Associação Comunitária Quilombola e Ecológica Vale do Guaporé (Ecovale) elas poderão chegar à idade adulta com o registro de um quelônio apenas na memória. Filhos das 35 famílias que moram no vilarejo, as crianças permaneceram três  horas na rampa de soltura dos filhotes numa brincadeira de adultos para ajudar a proteger as tartaruguinhas do sol e reidratar.

A professora Lola Salvatierra coordena o projeto na localidade e se emocionou ao discursar antes da soltura. Disse da necessidade de os dois países darem maior atenção aos projetos e programas de preservação dos ecossistemas da Amazônia.

Apontou como uma das prioridades o projeto de manejo de quelônios, pois são espécies que não têm nacionalidade. “É dever de brasileiros e bolivianos protegê-los, pois são indispensáveis ao equilíbrio da cadeia alimentar e sobrevivência também das aves, répteis e peixes que habitam o chamado Santuário Ecológico Vale do Guaporé”, disse.

Segundo o presidente Ecovale, José Soares Neto, “Zeca Lula”, a praia da Tartaruguinha foi a única das oito onde eram monitoradas 38 mil covas de ovos de tartaruga na qual se alcançou algum êxito em 2014. A cheia atípica dos rios nessa época do ano inundou as praias e destruiu filhotes que haviam nascido, mas ainda estavam dentro dos ninhos.

O ambientalista conta que equipes da entidade formadas por brasileiros e bolivianos, e voluntários, inclusive empregados de fazendas liberados pelos proprietários para ajudar, promoveram um mutirão e conseguiram salvar 5 mil recém-nascidos numa das praias onde a expectativa de resgate era de 12 mil tartaruguinhas.

Fazendeiro “empresta” empregados

Paulo Carvalho foi o primeiro fazendeiro da região de São Francisco do Guaporé a dispensar os empregados da Estância Benagouro para participar do mutirão. Ele apoia o projeto desde o início. “Liberei os empregados pelos simples prazer de ajudar a salvar as ‘bichinhas’ que pertencem tanto aos brasileiros quanto aos bolivianos”, afirmou.

Após o resgate, as tartaruguinhas passam entre 30 e 40 dias em incubação nos tanques da (Ecovale). Na incubadora, os filhotes se fortalecem para fugir de predadores que dependem da mesma cadeia alimentar para sobrevivência, entre eles o jacaré, garça, gaivota, mergulhão, tuiuiú, piranha, tambaqui, pirapitinga, pirarara, surubim, traíra e outras espécies que se alimentam dos filhotes de tartarugas e tracajás.

Transformou num “aulão” de educação ambiental e consciência ecológica para crianças e também adultos a devolução à natureza de mais um lote de 100 mil filhotes de tartarugas da Amazônia, domingo (28), no vilarejo boliviano Versalles, margem esquerda do Rio Guaporé na fronteira brasileira com a Bolívia.

Eram 9 h, quando os últimos dos 2,2 milhões de filhotes salvos da cheia do Rio Guaporé, ainda nos ninhos da praia da Tartaruguinha, dia 9 de dezembro de 2014, começaram a ser transportados das voadeiras para uma rampa de areia de onde mais tarde foram soltos e correrem em direção à água.

No barranco próximo à rampa já os aguardavam mais de dez crianças bem penteadas e vestidas ansiosas por manusearem e posarem para fotografias com exemplares das tartaruguinhas, ora para os aparelhos celulares dos pais, ora para as câmeras fotográficas semiprofissionais dos familiares.

Pareciam aprender ali a dura lição de que se nada mais for feito para ajudar entidades como a Associação Comunitária Quilombola e Ecológica Vale do Guaporé (Ecovale) elas poderão chegar à idade adulta com o registro de um quelônio apenas na memória. Filhos das 35 famílias que moram no vilarejo, as crianças permaneceram três  horas na rampa de soltura dos filhotes numa brincadeira de adultos para ajudar a proteger as tartaruguinhas do sol e reidratar.

A professora Lola Salvatierra coordena o projeto na localidade e se emocionou ao discursar antes da soltura. Disse da necessidade de os dois países darem maior atenção aos projetos e programas de preservação dos ecossistemas da Amazônia.

Apontou como uma das prioridades o projeto de manejo de quelônios, pois são espécies que não têm nacionalidade. “É dever de brasileiros e bolivianos protegê-los, pois são indispensáveis ao equilíbrio da cadeia alimentar e sobrevivência também das aves, répteis e peixes que habitam o chamado Santuário Ecológico Vale do Guaporé”, disse.

Segundo o presidente Ecovale, José Soares Neto, “Zeca Lula”, a praia da Tartaruguinha foi a única das oito onde eram monitoradas 38 mil covas de ovos de tartaruga na qual se alcançou algum êxito em 2014. A cheia atípica dos rios nessa época do ano inundou as praias e destruiu filhotes que haviam nascido, mas ainda estavam dentro dos ninhos.

O ambientalista conta que equipes da entidade formadas por brasileiros e bolivianos, e voluntários, inclusive empregados de fazendas liberados pelos proprietários para ajudar, promoveram um mutirão e conseguiram salvar 5 mil recém-nascidos numa das praias onde a expectativa de resgate era de 12 mil tartaruguinhas.

Por Abdoral Cardoso com fotos de Rosinaldo Machado e José Soares Neto / Decom /RO

Leia Também > Preservação cresce, mas contrabando ameaça tartarugas na fronteira de Rondônia com a Bolívia

Parabéns, Porto Velho !

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Bolívar Marcelino, poeta já falecido, gentilmente cedeu à época, nos anos 90, sua poesia “Porto Velho Antiga” , com a qual inicio um vídeodocumentário chamado “Porto Velho, Cidade do Sol” . Considero um dos maiores hinos de amor à essa terra, a qual homenageio nesta data, reproduzindo a sua bela poesia…

Porto Velho da minha infância e da minha adolescência, das barrancas do rio, do velho trapiche do Aripuanã… do ponto inicial da Madeira-Mamoré.

– Debruço-me no teu passado e vejo na retina dos meus olhos: A favela, A Rua-da-Palha, A Ladeira do João-barril, o velho coqueiro solitário da Baixa da União E me perco em memórias e recordações…

Porto Velho das reuniões do Bar-Central, da velha ponte Guapindaia, do Parque Municipal, do “buraco” do Aníbal e do Chico do “buraco”; das velhas casas de madeira dos ingleses, Casa Seis, Três, Hotel-Brasil, do Paraíso e do Clube Internacional.

Porto Velho do Igarapé-Grande, de águas brancas, cristalinas, murmurejantes… do Beco do Mijo, da Ponte do Suspiro, da Vila Confusão.

Porto Velho cosmopolita, de espanhóis, portugueses, ingleses, barbadianos, nordestinos, colonizadores.

Porto Velho do Pedro do Rádio, do Macedo telegrafista, do professor Carlos Costa, do Buttioni, do Aluízio, como dizia o Getúlio,

Porto Velho das figuras populares: Zé Quirino e Tainha da política apaixonada: cutuba e pele-curta,

Porto Velho dos diminutivos: Ferreirinha, Oliveirinha, Teixeirinha, Freitinhas…

Porto Velho do “gabarito” da Fifi Lorotoff, do Nuno IV, do João do Vale,

Porto Velho do “footing” da Praça Rondon, de mil lembranças que trago dentro do peito, na minha saudade; berço de minhas filhas, dos meus filhos, de minhas ilusões.

Porto Velho que dia a dia cresce a retorcer-se num canto do meu coração…

História de Rondônia

Essa teleaula produzida por Beto Bertagna é resultado de um projeto pioneiro, o de levar à rede pública de ensino um pouco da história de Rondônia, de forma didática e interativa. A ocupação do Vale do Guaporé e a construção do Forte Príncipe da Beira, são marcos da nossa história. Uma obra da engenharia militar portuguesa no Brasil Colonial que nos remete às nossas origens, à nossa identidade. Esse trabalho foi feito com muita ousadia, pois à época os recursos para produzi-lo eram bem precários, perto do que dispomos hoje. Foram quase oito horas ininterruptas de gravação, sem TP, vários dias de edição, mas sobretudo meses de intensa pesquisa. O vídeo que foi apresentado nas escolas está disponível no youtube e já tem mais de 36 mil visualizações. Uma rica fonte de consulta, única e por isso mesmo, pioneira.

Luciana Oliveira

Foi um prazer gravar com a Luciana, jornalista e apresentadora de primeira, possuidora de uma capacidade incrível de guardar textos na memória. A idéia era continuar a série, apresentando mais detalhadamente o Real Forte Príncipe da Beira e a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em outros módulos. Infelizmente o projeto não seguiu avante por falta de patrocinadores. Mas segue firme o nosso orgulho de fazer coisas boas para Rondônia. Os arquivos digitais, pesquisas, filmes e originais estão guardados. E quem sabe um dia não role a segunda tele-aula.

Beto Bertagna

betobertagna@yahoo.com.br
https://www.facebook.com/beto.bertagna
https://twitter.com/betobertagna

Túnel do Tempo : EFMM, 2010

foto: B. Bertagna

Em 2010 estava em curso a maior e mais abrangente revitalização que a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, situada em Porto Velho, capital de Rondônia, jamais havia recebido. Com os 2 galpões recuperados, e com o início das obras da Grande Oficina, para dotar a EFMM de condições para a manutenção das locomotivas previstas para trafegarem de Porto Velho a Santo Antônio, num passeio turístico de 8 quilômetros. Os urubólogos de plantão se contorciam de raiva. E as andorinhas vinham festejar nas árvores do pátio agora revitalizado.

¿Que pasa por la calle?

Por Beto Bertagna

Depois da proposta de Jandira Feghalli (PC do B) de revisão da Lei da Anistia e anulação dos mandatos de presidentes militares da Ditadura bem como de agentes públicos – civis e militares – que tenham praticado crimes de tortura, sequestro, cárcere privado, execução sumária, ocultação de cadáver ou de atentado , a moda é trocar o nome de avenidas, pontes e viadutos.

Assim está sendo a homenagem à Herbert de Souza, o Betinho, que daria o nome, no lugar do ditador Costa e Silva, à Ponte Rio-Niterói. A troca de nomes está na Comissão de Cultura da Câmara. Jandira entrou na briga e defende a nomeação do sociólogo na via que liga as duas cidades fluminenses.

O DEM, que tem origens na ARENA , e portanto defende a “redentora” é contra.

Mas se a moda de tirar a alcunha de ditadores, torturadores e assemelhados pegar, o município rondoniense de Presidente Médici, a cerca de 400 km da capital Porto Velho, já pode ir pensando em nomes para um plebiscito.

O perigo , no caso , é a emenda sair pior que o soneto. Afinal, nestes casos são sempre muito bem cotados os nomes de artistas sertanejos, outros políticos corruptos, praticantes de dancinhas exóticas, e por aí vai.

Também a simpática cidade da BR 364 corre o risco de oficializar o seu apelido informal : Pela Jegue.

Vem barulho por aí.

Festcineamazônia: Inscrições de produções audiovisuais vão até esta segunda, 2 de setembro

O festival será realizado na capital rondoniense de Porto Velho, entre os dias 3 a 9 de novembro de 2013.

As inscrições de produções audiovisuais para a 11ª edição do Festcineamazônia podem ser feitas até esta segunda-feira (2/9). Os interessados em participar de um dos maiores festivais de cinema da região Norte podem enviar as produções cinematográficas pelo endereço www.cineamazonia.com/Festival/Inscricao.
A temática dos filmes participantes é livre e não há taxa de inscrição. São aceitas produções com duração máxima de 26 minutos e de todos os gêneros – ficção, documentário, animação e experimental -, realizados em qualquer formato. Produções de todas as partes do mundo estão aptas a participar e cada realizador pode inscrever até três filmes/vídeos, finalizados a partir de 2008 com legendas em português.
No site www.cineamazonia.com o participante tem acesso ao regulamento do festival e preenche a ficha de inscrição. Para o processo de pré-seleção, deverá ser enviada uma cópia do filme (no formato DVD, de área livre) à organização do evento, e pelo menos, uma imagem do filme (no formato JPEG, resolução mínima de 300 dpi e dimensões aproximadas de 15×10 cm)
São 18 troféus Mapinguari em disputa. Além da mostra competitiva, o Festcineamazônia homenageia produtores, diretores e atores que contribuem com a cultura nacional e possuem relevância nas questões ambientais e de direitos humanos.
A escolha das obras vencedoras está a cargo da Comissão de Julgamento, composta por profissionais do setor audiovisual ou ambiental. Os participantes concorrem aos prêmios: Prêmio para Melhor Filme ou Vídeo; Prêmio Danna Merril para Melhor Documentário; Prêmio Major Reis para Melhor Animação; Prêmio Vitor Hugo para Melhor Ficção; Prêmio Manoel Rodrigues Ferreira para Melhor Experimental; Prêmio Chico Mendes para Melhor Roteiro; Prêmio Marina Silva para Melhor Montagem; Prêmio Povos Indígenas de Rondônia para Melhor Trilha Sonora; Prêmio Silvino Santos para Melhor Fotografia; Prêmio Capô (Maurice Capovilla) para Linguagem; Prêmio Melhor Direção; Prêmio Melhor Ator; Prêmio Melhor Atriz; Melhor Reportagem Ambiental Rondoniense; e Melhor Reportagem Ambiental Nacional.
O Júri Popular também concede prêmios aos seus escolhidos: Prêmio Thiago de Mello – Troféu Esperança; e Prêmio Lídio Sohn para Melhor Produção Rondoniense. Todos os selecionados para a mostra competitiva do festival recebem certificado de participação.

Filmes para entender Rondônia – Porto Velho, cidade do sol

Um vídeo com ares turísticos sobre a capital de Rondônia, mostrando muitos aspectos de sua cultura, seu folclore e as cores da sua gente. Produzido no começo dos anos 90, este vídeo fez o maior sucesso na época que era comercializado em Vhs no aeroporto do Belmont. Foi para todos os continentes divulgando a cidade. Tem no seu conteúdo poemas de Bolívar Marcelino, a narração de Celso Ferreira, a trilha sonora do CD Amazônia em Canto, e mostra uma cidade que não existe mais. A foto da capa é de Carlos Ruiz. Foi o primeiro de uma série de documentários produzidos naquela época. Depois viriam outros, já no fim dos anos 90,com o apoio do Ruy Motta e do Flávio Carneiro. Roteiro de Nelson Townes e realização e direção de Beto Bertagna.