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Minha relação com os bancos escolares e universitários

foto:Paulo Fonteles Filho

Por Ismael Machado

Minha relação com universidades é intensa. Tenho duas graduações, além de um mestrado e três especializações. Mas também deixei por concluir pelo menos dois cursos. Mas sempre considero meus anos mais importantes os que envolvem minha primeira passagem universitária, como estudante de Psicologia (esse é um dos cursos inconclusos). Foi o mais marcante. Entrei na Universidade Federal do Pará (UFPA) em 1986. O ano, por si só, já é emblemático. Foi um dos anos mais interessantes daquele efervescente rock nacional da década, com discos fundamentais no período (só para lembrar: Legião Urbana 2, Cabeça Dinossauro, Vivendo e Não Aprendendo, Pânico em SP, Mercenárias, O Concreto já Rachou e muitos etc).

É difícil explicar o que foram os anos 80 para quem não os viveu, mas não é à toa que ele se tornou tão mítico na memória nacional. Entrei na universidade e ali o nome universidade fez sentido. Conheci pessoas que marcaram minha vida, entre professores e colegas. Não demorou e entrei numa chapa de Centro Acadêmico, como diretor cultural. A chapa era a Ensaio Geral e tinha uma moçada da Convergência Socialista na cabeça, gente como o Serginho Darwich e a Miriam, por exemplo. Tinha o Marquinho, o Fernando, a Celina etc. E nós éramos o sanguinho novo, mesmo sem coloração partidária. Éramos eu, Mylena, Adelaide, Fran, Bia, a turma da psicologia.

Mas tinha tanta gente cheia de energia. Roger Paes, Valéria Nascimento, Vânia Torres, Luciana Medeiros, Lula, Tatá Ribeiro, Valter Sampaio, Tereza Lobato, Walcir Cardoso, Bel, Assis Lúcio,  Cris, Ilma, Fran, Valzete Sampaio…de cursos diversos, de origens variadas.

Esse foi o período em que, por exemplo, houve a luta pela meia passagem. Com passeatas e enfrentamentos com a polícia. O ano de 1987 foi marcante nisso. Era o período dos últimos momentos do Projeto Pixinguinha. Vimos shows de Cida Moreira, Vitor Ramil, Zizi Possi, entre tantos outros, ali na UFPA, preço super bacana. Organizamos festas, shows, exposições ao longo desses anos. Nos divertimos, namoramos, crescemos em meio a crises pessoais, geracionais etc. E tendo alguns professores que amávamos e outros que detestávamos (na psicologia quem não foi perseguido por Maiolino Miranda? hahaha- eu fui). Mas havia professores como Alice Moreira que nos levava para fins de semana em sítios onde fazíamos coisas ligadas a biodança, ioga etc. Ou professoras como Marilice, ídola de quase todos nós. Zé Carlos, Cacá, Olavo Galvão. Professores que estavam ali, acessíveis, trocando ideias, discutindo etc.

Em sala de aula lembro de discussões bacanas em aulas de Filosofia, Antropologia Cultural (com a Carmen…que morava em São Braz e abria o apartamento para aqueles meninos e meninas irem ouvir música, conversar, discutir, namorar). Tenho sempre a imagem antiga de Mylena dançando ao som de Bolero, de Ravel, como uma das mais emblemáticas da década para mim.

O pôr do sol na beira do rio se misturava a bater cabeça para tentar compreender os textos em original de Descartes, por exemplo. Ou de Malinovski, ou de Vigotsky.

Quando vejo nos dias atuais esse ataque claro ao que representa a universidade, ao que representa o saber vivido e vívido, tenho nojo e pena. Nojo de quem está produzindo esse desserviço ao futuro do país e pena do país que está sendo comandado por alguém tão perverso, mas que representa milhões de pessoas tão perversas quanto.

Li hoje cedo que, por conta de fanatismos religiosos que são contra a ciência, algumas doenças extintas no país estão voltando com força total. Sangramos por dentro com tanta loucura sendo produzida em tão pouco tempo.

Volto minha lembrança para os anos de 1982 a 1984. Nesses três anos fiz o meu ensino médio em um colégio chamado Avertano Rocha. Foi ali que graças a um professor chamado Everaldo (homossexual, diga-se de passagem), ouvi falar a primeira vez de um dramaturgo e escritor chamado Antônio  Bivar. E foi graças a uma indicação dele que pela primeira vez pus os pés no teatro Waldemar Henrique, para assistir a peça Alzira Power, com Salustiano Vilhena e Henrique da Paz. E olha só, a peça era de Bivar. E minha vida mudou. Fiquei próximo de Salustiano, conhecido como Saluzinho, filho de um representante militar na Vila Sorriso, o Salu, chefe dos escoteiros. E Saluzinho afrotando a tudo isso, com sua verve e postura gay, a nos encher de referências como André Gide e Jean Genet, falando com brilho nos olhos de uma montagem da peça o Balcão, vista por ele lá no auge da ditadura.

Professores e Professoras que trouxeram referências literárias, artísticas, culturais etc que nunca esqueci. Que me indicaram livros para ler, filmes para ver (muito obrigado Everaldo por me falar do filme Blade Runner que estava em cartaz), músicas para ouvir. Que me fizeram perceber que sentar em um banco escolar (seja no ensino médio ou na universidade) é muito mais do que aprender a fazer conta, ler e escrever, como prega esse desvairado que chamam de mito.

Perdi a conta de quantos livros li na vida, de quantos discos ouvi, filmes que assisti, exposições e peças que vi. Volto minhas lembranças para o grupo cultural que criamos na universidade, o Vevecos, Panelas e Canelas, para a banda de rock que montei, para a peça teatral que ajudei a montar (o cego ouvido mudo), para as festas que eu e Roger Paes planejamos juntos, para as viagens feitas (coisas como ir de bicicleta até o Marajó, com Adelaide e Mylena como companheiras de aventura), para as reuniões na casa de Walcyr, com aquela coleção maravilhosa de discos de vinil.

Quando os nossos primeiros filhos começaram a nascer, tentamos, cada um de nós, dar a eles e elas uma possibilidade de mundo diferente. Mais solidário, mais comunitário e mais humano.

Muitos deles estão aí e nos dão orgulho pelas pessoas que se tornaram. Estão espalhados no mundo e atendem por nomes como Lui, Manuela, Ian, Dhavid, Tiê, Aruan, Gabriel, Sofia, Luana, Rafael, tantos…

Há um futuro sendo destruído hoje. Lembro do passado para tentar evitar que isso não ocorra.

Educação não é para aprisionar. É para libertar.

No Japão limpeza se aprende nas escolas

Foto : Marcelo Hide / Fotos Públicas

Durante a Copa do Mundo do Brasil em 2014 foi nas arquibancadas e não nos gramados que os japoneses mais chamaram a atenção do mundo. Mesmo depois da sua seleção ter perdido a partida, torcedores japoneses segurando um saco plástico azul realizavam a coleta do lixo da arquibancada. A torcida japonesa recolhia todo o lixo deixando limpa a arquibancada para ser ocupada pela próxima torcida. Esse costume de limpar o próprio lixo na verdade é uma lição que faz parte dos ensinamentos da escola primária de todo o Japão.

No Japão crianças da escola primária realizam a limpeza da escola diariamente. Aprendem com 6 anos de idade apartir do primário que tudo que os alunos sujam tem que ser limpo por eles mesmo. E esse costume vem sendo assimilado como se fosse uma brincadeira com os colegas de classe. Todos os dias após o horário da merenda escolar os alunos tem quinze minutos para realizar a limpeza, os serviços ja são pre determinados de acordo com calendário passado pelo professor que orienta onde cada grupo tem que realizar a limpeza nesse dia.

Fotos dos alunos da escola primária Dyonan da cidade de Okazaki limpando a sala de aula.

 

Preservação cresce, mas contrabando ameaça tartarugas na fronteira de Rondônia com a Bolívia

Com cuidados e técnicas de manejo, o projeto “Quelônios do Guaporé” começa a alcançar metas. Ambientalistas da Ecovale estimam que a taxa de sobrevivência subiu de menos de 1% para 12 e 15% em média. Esse resultado é animador, observa o ambientalista José Soares Neto, Zeca Lula.

Em 15 anos, apoiada por brasileiros e bolivianos. a Ecovale devolveu à natureza aproximadamente dez milhões de filhotes de tartarugas e tracajás. “Dependemos de maior estrutura para fiscalizar”, ele se queixa. Contrabandistas conhecem cada entrada e saída no Vale do Guaporé e capturam espécies adultas para vender a R$ 300,00 cada.

A estudante do quinto período de Biologia da Faculdade São Lucas em Porto Velho, Queitiane Johns Santiago não conhecia o projeto, mas participou de todas as etapas da soltura, a partir da remoção dos filhotes dos tanques de incubação para a voadeira, reidratação e soltura na rampa de areia. “Uma experiência única e que vale pelo aprendizado de todo o curso”, disse.

Segundo Zeca Lula  o aumento do percentual conservacionista é o maior indicativo do êxito do, embora ainda não seja possível afirmar que os rios da região estejam repovoados.

Ao primeiro barulho de motor da voadeira fogem pelas trilhas dos alagados. O ambientalista lamenta a ausência do poder público nas ações de controle ao desmatamento ilegal e abate de espécies, entre as quais, a tartaruga.

Empreendimentos fixados na região vendem a R$ 40, para turistas, a refeição preparada com carne de tartaruga.  O único órgão público que atua na região com estrutura de fiscalização, mas sem poder de polícia, é a Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron).

De acordo com Zeca Lula, isso resulta no avanço de pontos de desmatamento dentro da reserva extrativista e a instalação de empreendimentos irregulares, inclusive a construção de casas.

Quelônio chora na desova

O acordo de cooperação com a Bolívia, por meio do Parque Departamental do Departamento (Estado) do Beni, foi assinado em 2003, prevendo a cessão de guardas-parque, agentes comunitários e guarnições militares nas ações de controle e fiscalização dos rios e praias que servem de berçário para postura e eclosão dos ovos de tartarugas e tracajás.

Uma espécie de espetáculo que começa em outubro com o fenômeno da desova, seguido da eclosão dos ovos e nascimento dos filhotes, e devolução à natureza no mês de dezembro.

Até 2 mil tartarugas chegam a desovam numa só praia do Rio Guaporé e seus afluentes. A falta de espaço é por causa da ameaça dos contrabandistas. As espécies escolhem as praias com maior segurança para desovar. Chegam a “botar” entre 160 e 180 ovos, cada.

Grandes bancos de areia atraem visitantes e turistas. “As tartarugas permitem até ser tocadas; chegam a escorrer lágrimas do olhos de tanta dor durante o ato da desova”, explica Zeca Lula.

Em 15 anos foram soltos nos rios da região cerca de dez milhões de filhotes de tartarugas e tracajás. O projeto nasceu da necessidade de conscientizar a população local para não consumir carne e ovos de espécies ameaçadas de extinção, nem praticar caça predatória.

Ribeirinhos, maiores parceiros

O projeto “Quelônios do Guaporé” conquistou a confiança da população ribeirinha, integrada atualmente às coordenações locais de fiscalização e preservação das espécies. “Tudo indica que estamos apenas no caminho certo, pois outra meta é a geração de emprego e renda para os nativos”, diz o ambientalista.

Jorge Félix Calazans, 57 anos, é um dos 12 ribeirinhos contratados pela Ecovale para atuar como piloto de voadeira na fiscalização das praias. Por falta de recursos, a entidade foi obrigada a reduzir a folha de pagamento de 36 para os 12 atuais empregados.

Calazans garante que acompanha o trabalho da Ecovale desde 2003, quando a entidade assumiu a coordenação do projeto “Quelônios do Guaporé”, e diz gostar  muito do trabalho que realiza. Quando a reportagem perguntou o que é um dia triste para ele, a resposta foi objetiva: “quando se perde covas de ovos com a cheia do rio”.

Crocodilos atendem pelo nome

O jacaré-açu chamado Negão mora há 14 anos próximo ao tapete de algas aquáticas que circundam a pequena ilha onde foi construída a sede da Ecovale. Em poucos minutos, ele atende aos chamados de Zeca Lula.

Outros dois crocodilos, Chicão e Felipão desfilam nas imediações do porto, num espetáculo diferente dos protagonistas ferozes de filmes que se tornaram recordes de bilheteria no mundo.

Chamam tanto a atenção dos visitantes que raramente alguém sai da Ecovale sem uma foto ou um vídeo dos três. Felipão, o menos dócil, fica agressivo com Negão e Chicão, quando algum visitante joga n’água iscas de carne.

Entregues por órgãos ambientais à Ecovale, as antas (tapir) Bernadão e Liza vêm se readaptando  à região e também se tornaram atrações. Saem pela manhã para a mata próxima e retornam no final do dia para dormir.

Bernardão, com três anos de idade chega a passear pela varanda da sede da entidade, e há pouco tempo ganhou a companhia de Liza, de um ano e seis meses de idade.

A Distribuidora Coimbra anunciou no dia 28 de dezembro de 2014 o aumento de 100% da quota de apoio. Segundo Zeca Lula, normalmente quando o empresário ou qualquer outro visitante visita a entidade e conhece mais o projeto, também adere à causa.

A Ecovale recebe ainda apoio da Noma do Brasil, fabricante de carrocerias para veículos; da Noma Motors, ambas de Maringá (noroeste do Estado do Paraná); do Centro Universitário Unicesumar e da Concessionária Mitsubishi de Veículos LF, em 2013. O Governo de Rondônia doou uma lancha voadeira para às atividades de fiscalização.

Por Abdoral Cardoso com fotos de Rosinaldo Machado e José Soares Neto / Decom-RO

Leia também > Soltura de filhotes de tartarugas, um “aulão” ecológico no Rio Guaporé, em Rondônia

Soltura de filhotes de tartarugas, um “aulão” ecológico no Rio Guaporé, em Rondônia

Transformou-se num “aulão” de educação ambiental e consciência ecológica para crianças e adultos a devolução à natureza de mais um lote de 100 mil filhotes de tartarugas da Amazônia, domingo (28), no vilarejo boliviano Versalles, margem esquerda do Rio Guaporé na fronteira brasileira com a Bolívia.

Eram 9 h, quando os últimos dos 2,2 milhões de filhotes salvos da cheia do Rio Guaporé, ainda nos ninhos da praia da Tartaruguinha, dia 9 de dezembro de 2014, começaram a ser transportados das voadeiras para uma rampa de areia de onde mais tarde foram soltos e correrem em direção à água.

No barranco próximo à rampa já os aguardavam mais de dez crianças bem penteadas e vestidas ansiosas por manusearem e posarem para fotografias com exemplares das tartaruguinhas, ora para os aparelhos celulares dos pais, ora para as câmeras fotográficas semiprofissionais dos familiares.

Pareciam aprender ali a dura lição de que se nada mais for feito para ajudar entidades como a Associação Comunitária Quilombola e Ecológica Vale do Guaporé (Ecovale) elas poderão chegar à idade adulta com o registro de um quelônio apenas na memória. Filhos das 35 famílias que moram no vilarejo, as crianças permaneceram três  horas na rampa de soltura dos filhotes numa brincadeira de adultos para ajudar a proteger as tartaruguinhas do sol e reidratar.

A professora Lola Salvatierra coordena o projeto na localidade e se emocionou ao discursar antes da soltura. Disse da necessidade de os dois países darem maior atenção aos projetos e programas de preservação dos ecossistemas da Amazônia.

Apontou como uma das prioridades o projeto de manejo de quelônios, pois são espécies que não têm nacionalidade. “É dever de brasileiros e bolivianos protegê-los, pois são indispensáveis ao equilíbrio da cadeia alimentar e sobrevivência também das aves, répteis e peixes que habitam o chamado Santuário Ecológico Vale do Guaporé”, disse.

Segundo o presidente Ecovale, José Soares Neto, “Zeca Lula”, a praia da Tartaruguinha foi a única das oito onde eram monitoradas 38 mil covas de ovos de tartaruga na qual se alcançou algum êxito em 2014. A cheia atípica dos rios nessa época do ano inundou as praias e destruiu filhotes que haviam nascido, mas ainda estavam dentro dos ninhos.

O ambientalista conta que equipes da entidade formadas por brasileiros e bolivianos, e voluntários, inclusive empregados de fazendas liberados pelos proprietários para ajudar, promoveram um mutirão e conseguiram salvar 5 mil recém-nascidos numa das praias onde a expectativa de resgate era de 12 mil tartaruguinhas.

Fazendeiro “empresta” empregados

Paulo Carvalho foi o primeiro fazendeiro da região de São Francisco do Guaporé a dispensar os empregados da Estância Benagouro para participar do mutirão. Ele apoia o projeto desde o início. “Liberei os empregados pelos simples prazer de ajudar a salvar as ‘bichinhas’ que pertencem tanto aos brasileiros quanto aos bolivianos”, afirmou.

Após o resgate, as tartaruguinhas passam entre 30 e 40 dias em incubação nos tanques da (Ecovale). Na incubadora, os filhotes se fortalecem para fugir de predadores que dependem da mesma cadeia alimentar para sobrevivência, entre eles o jacaré, garça, gaivota, mergulhão, tuiuiú, piranha, tambaqui, pirapitinga, pirarara, surubim, traíra e outras espécies que se alimentam dos filhotes de tartarugas e tracajás.

Transformou num “aulão” de educação ambiental e consciência ecológica para crianças e também adultos a devolução à natureza de mais um lote de 100 mil filhotes de tartarugas da Amazônia, domingo (28), no vilarejo boliviano Versalles, margem esquerda do Rio Guaporé na fronteira brasileira com a Bolívia.

Eram 9 h, quando os últimos dos 2,2 milhões de filhotes salvos da cheia do Rio Guaporé, ainda nos ninhos da praia da Tartaruguinha, dia 9 de dezembro de 2014, começaram a ser transportados das voadeiras para uma rampa de areia de onde mais tarde foram soltos e correrem em direção à água.

No barranco próximo à rampa já os aguardavam mais de dez crianças bem penteadas e vestidas ansiosas por manusearem e posarem para fotografias com exemplares das tartaruguinhas, ora para os aparelhos celulares dos pais, ora para as câmeras fotográficas semiprofissionais dos familiares.

Pareciam aprender ali a dura lição de que se nada mais for feito para ajudar entidades como a Associação Comunitária Quilombola e Ecológica Vale do Guaporé (Ecovale) elas poderão chegar à idade adulta com o registro de um quelônio apenas na memória. Filhos das 35 famílias que moram no vilarejo, as crianças permaneceram três  horas na rampa de soltura dos filhotes numa brincadeira de adultos para ajudar a proteger as tartaruguinhas do sol e reidratar.

A professora Lola Salvatierra coordena o projeto na localidade e se emocionou ao discursar antes da soltura. Disse da necessidade de os dois países darem maior atenção aos projetos e programas de preservação dos ecossistemas da Amazônia.

Apontou como uma das prioridades o projeto de manejo de quelônios, pois são espécies que não têm nacionalidade. “É dever de brasileiros e bolivianos protegê-los, pois são indispensáveis ao equilíbrio da cadeia alimentar e sobrevivência também das aves, répteis e peixes que habitam o chamado Santuário Ecológico Vale do Guaporé”, disse.

Segundo o presidente Ecovale, José Soares Neto, “Zeca Lula”, a praia da Tartaruguinha foi a única das oito onde eram monitoradas 38 mil covas de ovos de tartaruga na qual se alcançou algum êxito em 2014. A cheia atípica dos rios nessa época do ano inundou as praias e destruiu filhotes que haviam nascido, mas ainda estavam dentro dos ninhos.

O ambientalista conta que equipes da entidade formadas por brasileiros e bolivianos, e voluntários, inclusive empregados de fazendas liberados pelos proprietários para ajudar, promoveram um mutirão e conseguiram salvar 5 mil recém-nascidos numa das praias onde a expectativa de resgate era de 12 mil tartaruguinhas.

Por Abdoral Cardoso com fotos de Rosinaldo Machado e José Soares Neto / Decom /RO

Leia Também > Preservação cresce, mas contrabando ameaça tartarugas na fronteira de Rondônia com a Bolívia

A educação digital demanda novos formatos de escolas e de material didático

Por Fernando Almeida

Há algumas semanas, em um jantar com amigos, chamou minha atenção a desenvoltura da pequena Heloísa em manusear o smartphone de seu pai. Com apenas um ano e meio de idade, mal começando a articular as primeiras frases, ela transitava entre os programas e facilmente explorava os aplicativos que abria. Eu já havia visto alguns vídeos com crianças brincando em tablets e similares, mas a experiência de acompanhar o evento de perto foi marcante e despertou em mim algumas reflexões. Que tipo de escola poderá atender com eficiência essa geração de nativos digitais que está chegando? Como geradores de conteúdo, de que forma conseguiremos estruturar um material didático adequado a essa nova realidade? Como nativo analógico, devo dizer que me sinto confortável em lidar com papel quando leio livros ou imprimo os arquivos com dados que levarei às reuniões. No entanto, também sou migrante digital e confesso ficar fascinado com os novos recursos e tecnologias à nossa disposição, tanto aqueles que facilitam o cotidiano, como os já citados tablets e smartphones, quanto os que são voltados para o mundo educacional.   O tempo do professor em sala de aula hoje é otimizado com o auxílio dos recursos existentes nos programas de criação de apresentações e nas lousas digitais; o estudo do aluno em casa é incrementado pela facilidade de pesquisa em sites de busca e pela permanente comunicação com a escola, a qual, por meio de portais cada vez mais sofisticados, coloca à sua disposição aulas de reforço, listas de questões, atividades de fixação, revisão e aprofundamento.No entanto, a rapidez com que avança a tecnologia e a forma como se sucedem as gerações de estudantes (e, no que se refere à população discente, o intervalo entre gerações é cada vez mais curto) trazem a certeza de que a transformação será mais profunda do que a que temos hoje. O aproveitamento dos recursos tecnológicos que já existem e dos que virão passará necessariamente por uma modificação na linguagem educacional, na qual o aluno deixa de ser um componente passivo e se torna um elemento ativo do processo de ensino e aprendizagem. Condições para isso já existem: recursos audiovisuais que permitem contextualizar os conceitos apresentados, atividades especialmente desenvolvidas para possibilitar a aprendizagem contínua e significativa, uso de devices em sala de aula que acessam as redes colaborativas.  Ao professor está reservado o importante papel de coordenador do processo, mediando o caminho do aluno rumo à aprendizagem e à aplicação dos fundamentos. Por isso, é necessário e urgente capacitar os mestres desde sua formação; assim, poderão chegar à atividade docente com a consciência de que os conteúdos não são simplesmente alvo para a memória, mas ferramentas que possibilitam o desenvolvimento das habilidades e competências fundamentais para o pleno exercício das capacidades de nossos jovens.

Leve o “Dia da Mulher” para a sala de aula

Por Erika de Souza Bueno

O que você, professor, acha de levar para sua aula materiais que tratem do Dia da Mulher? Diferentemente do que pode parecer, a temática não se destina apenas ao público feminino. Quando as pessoas olham para a história da mulher, elas olham para dentro de si mesmas, passando a enxergar algo muito importante na vida de qualquer um: a conquista da liberdade.

A liberdade é fundamental e indispensável a uma vida feliz. Ser humano nenhum foi feito para viver aprisionado. É bem verdade que, desconhecendo isso, muitos acabem andando por caminhos tortuosos, que podem levar a uma vida sem luz, sem alegria, sem autonomia. Podem passar anos, mas, hora menos hora, alguém que sofre algum tipo de opressão tentará libertar-se dela. E quando se conforma com uma vida subjugada injustamente, não vive bem, pois deixa morrer dentro de si habilidades inatas, como a capacidade de vencer e de decidir por si mesmo.

Foi basicamente isso que aconteceu na história das mulheres em 8 de março de 1857. Elas não queriam mais viver oprimidas. Ninguém quer. Nosso interior clama por liberdade. Foram à luta, sofreram terríveis castigos e acabaram sendo prejudicadas no seu bem maior: a própria vida. Mas este não foi o fim, não pode ser o fim para ninguém que se dispõe a lutar.

Do mesmo modo que os escravos durante toda a história sangrenta e cruel, homens, mulheres e até mesmo crianças saíram vencedores. É muita história para ficar esquecida em nossas salas de aula. A data tem muito a ensinar. Ela ensina que, assim como aquelas bravas mulheres são lembradas até hoje, nós também seremos lembrados pelo que fazemos. Mas lembrados por quem? Pela vida, é ela que nos lembrará das sementes que semeamos e nos dará os respectivos frutos.

Falar sobre as conquistas da mulher em sala de aula é isso, é apontar para todos os alunos possibilidades de uma vida mais prudente, mais centrada e com mais responsabilidade. Vencer uma vez basta? Claro que não, a vitória tem que ser reconquistada de tempos em tempos. Hoje, por exemplo, as mulheres precisam de novas conquistas, pois estão sendo atacadas por músicas que contrariam aquilo de que todo ser humano precisa: respeito.

Os jovens também precisam continuar lutando por suas conquistas. O Brasil democrático daquele momento histórico do final da ditadura já é não mais o mesmo. E não somente os jovens, mas também as crianças, os idosos, as pessoas em geral precisam lutar. Cada um tem suas crises, suas necessidades, suas angústias. Cada um precisa aprender com as conquistas dos outros para, então, planejar e executar o caminho para as suas próprias conquistas.

Liberdade, autonomia, responsabilidade… Bom, não tem como passar por esse tema sem tratar desses aspectos tão importantes, mas que, infelizmente, acabam em contraste algumas vezes. Assim, mova-se mais uma vez em favor de seus alunos, aborde o tema sobre a mulher, mas dê asas à sua imaginação para ampliá-lo em benefício de todos os alunos.

Malafaia X Eli Vieira

foto: Divulgação/SBT

Veja algumas frases de Malafaia no programa “De Frente com Gabi”

“Safado, bandido e caluniador têm em todo lugar”
“As ofertas que eu recebo, não são só de pessoas da minha igreja. (Sobre o dízimo)”
“Eu não devo nada e não tenho o que temer”
“Meu patrimônio é de R$ 4 milhões, R$ 2 milhões são da minha editora”
“Há 25 anos eu não tenho salário de pastor”
“Nos últimos cinco anos eu vendi mais de um milhão de livros por ano”
“Não tem dados que declarem que eu tenho R$ 300 milhões de reais”
“Deus trabalha com uma lei de recompensa”
“Pastor é apenas um condutor”
“O homossexualismo é um comportamento”
“Eles (homossexuais) querem uma lei para atacar e atingir àqueles que querem”
“A autoridade da bíblia é condenar o pecado”
“A bíblia define o que é pecado”
“Eu estou aqui para condenar o pecado”
“O que muda é a tecnologia, o homem é a mesma coisa”
“Eu não estou aqui para impedir ninguém de ser homossexual”
“Eu abdiquei do salário da minha igreja”
“Tudo que sai da legalidade do casamento, sou contra”

Manual de etiqueta para diferenciados (via Prof. Hariovaldo)

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Devido à crescente onda de domesticas, porteiros, jardineiros e outros eiros visitando Nil iork, torna-se necessário a elaboração de um manual de boas maneiras (etiqueta) para que nossos diferenciados trogloditas se comportem bem na terra do Tio Sam. [Tio Sam? Acho que ele está mais para tataravó sam, decrépito, senil e se achando o dono da verdade!] .Hackers com um profundo complexo de viralatisse senso do dever cumprido e interessados em achincalhar a nação fazer o bem ao próximo colocaram no site duma importante instituição bancaria o referido manual.

Pessoalmente acho que isto foi apenas um lapso e o banco não pode ser responsabilizado por isto porque rapidamente os homens bons do banco retiraram a matéria do site! Bem, chega de bla bla bla e vamos ao que interessa: O MANUAL

Continue Lendo via Prof. Hariovaldo

2013: coragem para se renovar (via leonardoBOFF.com)

Por Leonardo Boff

Há mais de quinze anos atrás publiquei no Jornal do Brasil um artigo sob o título “Rejuvenescer como águias”. Relendo aquelas reflexões me dei conta como de elas são ainda atuais nos tempos maus sob os quais vivemos e sofremos. Retomo-as para alimentar nossa esperança enfraquecida e ameaçada pelas ameaças que pesam sobre a Terra e a Humanidade. Se não nos agarrarmos a alguma esperança, perdemos o  horizonte de futuro e corremos o risco de nos entregarmos ao desamparo imobilizador ou à resignação estéril.

Neste contexto lembrei-me de um mito da antiga cultura mediterrânea sobre o rejuvenescimento das águias.

De tempos em tempos, reza o mito, a águia, como a fênix egípcia, se renova totalmente. Ela voa cada vez mais alto até chegar perto do sol. Então as penas se incendeiam e ela toda começa a arder. Quando chega a este ponto, ela se precipita do céu e se lança qual flecha nas águas frias do lago. E o fogo se apaga. Mas através desta experiência de fogo e de água, a velha águia rejuvenesce totalmente: volta a ter penas novas, garras afiadas, olhos penetrantes e o vigor da juventude. Seguramente este mito constitui o substrato cultural do salmo 103 quando diz:”O Senhor faz com que minha juventude se renove como uma águia”.

E aqui precisamos ser um pouco psicólogos da linha de C.G. Jung que tanto se ocupou do sentido dos mitos. Segunda esta interpretação, fogo e água são opostos. Mas quando unidos, se fazem poderosos símbolos de transformação.

O fogo simboliza o céu, a consciência e as dimensões masculinas no homem e na mulher. A água, ao contrário, a terra, o inconsciente e as dimensões femininas no homem e na mulher.

Passar pelo fogo e pela água significa, portanto, integrar em si os opostos e crescer na identidade pessoal. Ninguém ao passar pelo fogo ou pela água permanece intocado. Ou sucumbe ou se transfigura, porque a água lava e o fogo purifica.

A água nos faz pensar também nas grandes enchentes como conhecemos em 2010 nas cidades serranas do Estado do Rio. Com sua força tudo carregam, especialmente o que não tem consistência e solidez. São os infortúnios da vida.

E o  fogo nos faz imaginar o cadinho ou as fornalhas que queimam e acrisolam tudo o que não é ganga e não é essencial. São as notórias crises existenciais. Ao fazermos esta travessia  pela “noite escura e medonha”, como dizem os mestres espirituais, deixamos aflorar nosso eu profundo sem a ilusões do ego. Então amadurecemos para aquilo que é autenticamente humano e verdadeiro. Quem recebe o batismo de fogo e de água rejuvenesce como a águia do mito antigo.

Mas abstraindo das metáforas, que significa concretamente rejuvenescer como águia? Significa entregar à morte todo o  velho que existe em nós para que o novo possa irromper e fazer o seu curso. O velho em nós são os hábitos e as atitudes que não nos engrandecem: a vontade de ter razão e vantagem em tudo, o descuido para com o lixo, o desperdício da água e o desrespeito para com a natureza, bem como a falta de solidariedade para com os necessitados, próximos e distantes. Tudo isso deve ser entregue à morte para podermos inaugurar uma forma de convivência com os outros que se mostre generosa e cuidadosa com a nossa Casa Comum e com o destino das pessoas. Numa palavra, significa morrer e ressuscitar.

Rejuvenescer como águia significa também desprender-se de coisas que um dia foram boas e de ideias que foram luminosas mas que lentamente, com o passar dos anos, se tornaram ultrapassadas e incapazes de inspirar o caminho da vida. Temos que nos renovar na mente e no coração.

Rejunecer como águia significa ter coragem para recomeçar e estar sempre aberto a escutar, a aprender e a revisar. Não é isso que nos propomos a cada  novo ano?

Que o ano de 2013 que se inaugura, seja oportunidade de perguntar o quanto de galinha existe em nós que não quer outra coisa senão ciscar o chão  e o quanto de águia há ainda em nós, disposta a rejuvenescer ao confrontar-se valentemente com os tropeços e as crises da vida. Só então cresceremos e a vida valerá a pena.

E não podemos esquecer aquela Energia poderosa e amorosa que sempre nos acompanha e que move o inteiro universo. Ela nos habita, nos anima e confere permanente sentido de lutar e de viver.

Que o Spiritus Creator nunca nos falte!

Feliz Ano novo de 2013.

Final de ano na escola, a importância da família

 Por Márcia Rodrigues dos Santos

Estamos chegando novamente ao final do ano escolar. Durante os primeiros momentos, o ritmo das atividades era desacelerado, calmo e sem grandes correrias. De repente, contudo, nos damos conta de que o segundo semestre está prestes a terminar, e mais uma vez nos vemos com pouco tempo para administrar as ações comuns ao final do ano.

Este período é de alívio para aqueles que passarão de ano sem problemas, mas não podemos desconsiderar a grande carga de estresse e fadiga que sofrem os alunos que não obtiveram as médias necessárias para passar ao próximo ano letivo. É neste momento que o apoio da família pode ser fundamental e indispensável ao aluno.

Se a família já participa da vida escolar dele, é certo que não haverá muitas dificuldades para passar por essa fase. Quando o aluno e a escola podem contar com os pais para auxiliar e acompanhar este e tantos outros períodos, o sucesso em vários setores da vida do aluno mostra significativo aumento. Porém, se ele estiver com problemas em alguma matéria, não se preocupe, há vários meios para você, como família parceira da escola, ajudá-lo.

Abaixo, veja 10 dicas fundamentais para que o contato com a escola de seu filho, pensando na melhoria dos rendimentos escolares dele, seja ainda mais eficaz:

1. Estabeleça uma rotina de estudo que dure, no mínimo, de 1 a 2 horas todos os dias.
2. Tenha livros e revistas à mão e em todos os lugares da casa, pois isso estimula a leitura. É importante também que seja realizada uma leitura com ele diariamente.
3. Organize o lugar para que o estudo esteja tranquilo e sem estímulos externos, como televisão, aparelhos ligados ou janelas abertas. 
4. Estabeleça juntamente com seu filho alguns métodos para conseguir um ambiente propício para que o cérebro se organize para o estudo.
5. Acompanhe o que ele está estudando, mesmo que não saiba a matéria ou como ela é ensinada. 
6. Sente-se junto a seu filho e leia juntamente com ele, pois isso o ajudará a perceber que você quer ajudá-lo.
7. Converse com o professor, ele saberá dizer em quais as matérias o aluno tem mais dificuldade, além de explicar como você pode auxiliar.
8. Faça uma lista com seu filho de tudo que pode ser revisado e estudado.
9. Diminua horários de televisão e videogames, não se esquecendo de explicar a importância dessas ações ao aluno.
10. Converse muito com ele e esclareça que uma maior dedicação faz-se necessária neste período.

Apesar de essa rotina de estudos auxiliar agora no final de ano, sabemos que o sucesso na aprendizagem e a parceria da família com a escola estão diretamente ligados. Vários estudos e a prática mostram que o envolvimento das famílias e da comunidade com a escola contribui para o sucesso acadêmico e social dos alunos. A evidência é consistente, positiva e convincente.

As famílias têm maior influência nas conquistas de seus filhos. Quando escolas e famílias trabalham juntas, apoiando o aprendizado, os alunos tendem a ter melhores resultados. Além disso, aumentam as chances de eles permanecerem na escola por mais tempo e, ainda, de gostarem mais do ambiente escolar.

Podemos afirmar, por meio da prática no envolvimento da família com a escola, que:
– Alunos que têm famílias envolvidas em seu aprendizado têm melhores notas, são mais propensos a completar o ensino médio e, consequentemente, ingressam no ensino de nível superior.
– Quando as famílias têm interesse ativo no que seus filhos estão aprendendo, os alunos demonstram atitudes positivas em relação à escola e se comportam melhor dentro e fora dela.
– As crianças convivem melhor se os pais podem desempenhar uma variedade de papéis em sua aprendizagem. Elas tendem a ajudar em casa, enquanto seus pais participam na escola, planejam seu futuro e participam das decisões do programa escolar.
– Alunos de Ensino Fundamental e Médio, cujas famílias permanecem envolvidas, têm mais facilidades em transições, mantêm a qualidade do seu trabalho, desenvolvem planos realistas para o futuro e, ainda, têm menos probabilidade de desistência ou fracasso.

Desde o ensino infantil até o ensino médio, as famílias devem oferecer contribuições à aprendizagem do aluno. Programas de melhoria da escola são muito mais eficazes quando as escolas inscrevem as famílias no processo. Independentemente do nível de renda ou do nível educacional, todas as famílias podem e devem contribuir para o sucesso de seus filhos.

Quando os pais se envolvem com as atividades escolares, eles tendem a se tornar mais ativos na comunidade. Um aprendizado bem-planejado e o apoio da família às atividades tendem a aumentar a autoconfiança do aluno. Conhecimento é poder. Pais bem-informados podem ser parceiros mais efetivos e produtivos.

Quanto mais verdadeiro for o relacionamento entre as famílias e a escola, mais o desempenho dos alunos aumenta. Quando as escolas envolvem as famílias na melhoria da aprendizagem, os alunos têm maiores ganhos. Quando as famílias estão envolvidas de maneira positiva, as escolas podem deixar de ser um local onde só alguns alunos se desenvolvem para ser um local em que todas as crianças podem, de fato, se beneficiar.

Brasil perde uma grande chance de dar uma virada na sua história

Nesta terça (6) o Brasil perdeu uma grande chance de dar uma virada no seu futuro. A proposta do governo, que previa que o dinheiro dos divisão dos royalties do petróleo do pré-sal fosse destinado exclusivamente à educação, foi derrotada. Foram 286 votos contra 124. O Governo defendia 100% dos royalties para a educação, mas graças a uma emenda do DEM, oposição e parte da base aliada impuseram uma derrota à proposta do Planalto.

Saiba quem votou contra os lucros do petróleo para a educação

A espetacularização e a ideologização do Judiciário (via Leonardo Boff)

É com  muita tristeza que escrevo este artigo no final da tarde desta quarta-feira, após acompanhar as falas dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Para não me aborrecer com e-mails rancorosos vou logo dizendo que não estou defendendo a corrupção de políticos do PT e da base aliada, objeto da Ação Penal  470 sob julgamento no STF.  Se malfeitos foram comprovados, eles merecem as penas cominadas pelo Código Penal. O rigor da lei se aplica a todos.

Outra coisa, entretanto, é a espetacularização do julgamento transmitido pela TV. Ai é ineludível a feira das vaidades e o vezo ideológico que perpassa a maioria dos discursos.

Desde A ideologia Alemã, de Marx/Engels (1846), até o Conhecimento e interesse, de J. Habermas (1968 e 1973), sabemos que por detrás de todo conhecimento e de toda prática humana age uma ideologia latente. Resumidamente, podemos dizer que a ideologia é o discurso do interesse. E todo conhecimento, mesmo o que pretende ser o mais objetivo possível, vem impregnado de interesses.

Pois, assim é a condição humana. A cabeça pensa a partir de onde os pés pisam. E todo o ponto de vista é a vista de um ponto. Isso é inescapável. Cabe analisar política e eticamente o tipo de interesse, a quem beneficia e a que grupos serve e que projeto de Brasil tem em mente. Como entra o povo nisso tudo? Ele continua invisível e até desprezível?

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Farinha pouca, meu pirão primeiro:à mesa com os ribeirinhos

Nesta quinta-feira, 22, às 19h30, em Porto Velho,capital de Rondônia será realizado o lançamento do livro “Farinha Pouca, meu pirão primeiro: à mesa com os Ribeirinhos”, organizado pelas professoras Nair Ferreira Gurgel do Amaral, Neusa dos Santos Tezzari, Iracema Gabler e pela bibliotecária Glória Valladares Granjeiro.

O livro é resultado de pesquisa realizada por alunos e professores pesquisadores do grupo GEAL e ALFAM/UNIR nas comunidades de São Sebastião (margem esquerda do Rio Madeira), do Teotônio e do Bairro Triângulo e consiste em uma coletânea de receitas culinárias regionais escritas por crianças e adultos das comunidades.

Além das receitas, o livro contém fotos dos ingredientes e pratos preparados e notas explicativas de termos característicos da nossa gastronomia. “Este livro é resultado do nosso trabalho nas comunidades ribeirinhas e uma forma de resgatar e valorizar a memória e identidade cultural dessas comunidades”, afirma Nair Gurgel.

O Grupo de Estudos Integrados de Aquisição da Linguagem – GEAL/UNIR e Projeto Alfabetização de Ribeirinhos na Amazônia-ALFAM/UNIR são formados por alunos, ex-alunos e professores da Universidade Federal de Rondônia-UNIR e desenvolvem pesquisas e atividades sobre linguagem, educação, formação de leitores e multiculturalismo, dentre outros, em comunidades ribeirinhas da cidade de Porto Velho.

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Essa coisa que se faz em sala de aula: notas sobre o mal-estar na prática docente (via blog da Revista Espaço Acadêmico)

Recentemente, em um painel acerca do mal-estar docente realizado na Segunda Semana Acadêmica de Pedagogia da Universidade de Passo Fundo, campi Palmeira das Missões, no interior do Rio Grande do Sul, referi-me à prática pedagógica, sinceramente sem dar-me conta, como “essa coisa que vocês fazem em sala de aula”. Tal lapso foi a mim indicado posteriormente, aos risos, por um colega de mesa, professor, que achou um tanto inconveniente, ou ao menos estranha, a minha expressão, já que se tratava de uma platéia de graduandos em pedagogia, licenciaturas, e professores em atuação. Numa fala ou escrita meticulosa, certamente não usaria estes termos, mas como se sabe, o discurso muitas vezes “ganha vida própria”, e diz muito mais do que queríamos no momento dizer, talvez, diga “a verdade”. … Read More via blog da Revista Espaço Acadêmico

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