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Franciney em Grandes Mestres e a Amazônia na Casa de Cultura Ivan Marrocos, em Porto Velho

imDesabrocha, entre nós, um artista. FRANCINEY, senhor de uma técnica riquíssima.
Sua excelente pintura resulta de sua sensibilidade. FRANCINEY começou sua trajetória nos anos 80, quando foi convidado a pintar a Catedral de Santa Clara, em Santarém. A partir desse trabalho não parou mais, sempre se aperfeiçoando, aprendendo, estudando.
A princípio, autodidata. Um predestinado, em sua essência. Nessa exposição, FRANCINEY faz uma homenagem a grandes mestres da pintura como: Salvador Dalí, Leonardo da Vinci, Van Gogh, Frida Khalo, Tarsila do Amaral e Anita Malfati em uma viagem imaginária pela Amazônia. Na releitura de importantes obras, Franciney coloca sua visão e sua alma transborda amor pela Amazônia, pelo Brasil e pelos já citados Mestres. Usando acrílica sobre tela, FRANCINEY prepara, há meses, com muita dedicação, essas telas de grandes dimensões, com refinamento, talento e técnica. Você não pode perder a oportunidade de ver traços do consagrado nesse fértil espaço amazônico.
Esse florescer está acontecendo aqui nessa terra pujante, farta de beleza natural e de Arte.
Um imenso prazer será viajar e sonhar com FRANCINEY em: Grandes Mestres & A Amazônia.

Angella Schilling
curadora

Michael Lewin e a exposição “American Icons” na Casa de Cultura Ivan Marrocos, em Porto Velho

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De 10 de junho a 11 de julho a Casa de Cultura Ivan Marrocos, em Porto Velho , apresenta a exposição do projeto fotográfico  “American Icons”  , de Michael Lewin. A partir da singular observação de Lewin, durante estadia em solo americano, da luz do hemisfério norte, denominada de “North Light” pelos amantes da fotografia, foi composto um mosaico de hábitos e tendências particulares, criando arquétipos iconicamente universais. Segundo Lewin . ” essa luz tem a particularidade de exacerbar as cores tanto do céu como dos objetos inanimados, com nitidez cristalina, fazendo com que o resultado final da imagem apresente a cor além de meramente como matiz, mas como “forma”, tamanha sua tridimensionalidade”. O ensaio, que registra subjetivamente aspectos de sinalização e arquitetura ianque, se compôs finalmente de 60 fotos 30 X 40 impressas em formato digital no processo Xerox Pro Laser. Poucos sabem, mas é de Lewin o calendário mundial que a a Sony distribuiu para seus clientes em 1984, com fotos da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. Michael Lewin era um dos gerentes de equipamento broadcast da empresa.  É desta época também a criação do CEPAV, Centro de Produções Audio-visuais Pe. Landell de Moura, pelos então secretários da SECET, Vitor Ugo e Izaías Vieira dos Santos e a consequente instalação da TVE Madeira-Mamoré, canal 2, que hoje não existe mais.
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Arte Interior

“Arte Interior” é  o nome da exposição que acontece na Casa de Cultura Ivan Marrocos, de 23 de julho (abertura às 20:30 h) até 16 de agosto na Galeria de Artes Visuais Afonso Ligório. A Mostra é dos artistas plásticos Deny Hardaya -Guajará Mirim , Denis Coransil – Ji-Paraná, Regina Vilas Boas – Ji-Paraná  e Osmar Sanches – Ji-Paraná. Mais informações no gzarte@gmail.com, que é do Geraldo Cruz, o homem com 30 anos de arte ! Para quem ainda não sabe, a Casa de Cultura Ivan Marrocos fica na Av. Carlos Gomes, 563, Bairro Caiari em Porto Velho,RO.

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Ebós,de Ariana Boaventura : nesta sexta, na Ivan Marrocos

Na visão de mundo da tradição religiosa afrobrasileira, estar em equilíbrio é estabelecer uma relação de preservação e troca entre os deuses/deusas, as pessoas e tudo que existe no universo. No entanto, para que esse equilíbrio aconteça é necessário que mulheres, homens, pedras, rios, animais, florestas, mares e terra sejam bem cuidados.

Para os(as) adeptos(as) das religiões afro-brasileiras o corpo é a morada dos(as) deuses(as), e por isso merece atenção especial no que diz respeito à saúde, possibilitando que voduns, inkices, orixás, mestres e mestras, caboclos, pretos-velhos e encantados possam manter a sintonia conosco.
O saber do terreiro propõe uma forma de lidar com a saúde que tem como finalidade o equilíbrio do corpo, através do fortalecimento da energia vital, proporcionando também a integração subjetiva e a inclusão social.
Dentro dessa perspectiva, os Ebós são rituais que visam corrigir várias deficiências na vida de um ser humano (saúde, amor, prosperidade, trabalho profissional, equilíbrio, harmonia familiar, etc.), variando sua composição conforme a finalidade, e os seus componentes vão desde bebidas a frutas, folhas, velas, adornos, alimentos secos, mel, óleo de palma, louças, artefatos de barro ou ágata, etc.
A estética que compõe tais rituais e o significado a eles atribuído pelos adeptos das religiões de matriz africana encontra-se amplamente estigmatizada na sociedade brasileira através de conotações negativas, generalizadas ao nível do senso comum como macumba, despacho, etc, embora os Ebós sejam uma obrigação de limpeza material e espiritual, cujo simbolismo contribui positivamente para a vida espiritual dos adeptos e da comunidade.
Em sua primeira exposição individual, Ariana Boaventura, propõe um olhar que procura aproximar as imagens rituais ao cotidiano da sociedade, contribuindo dessa maneira para a eliminação das desigualdades historicamente acumuladas por este grupo.
Ao analizarmos mais detidamente a simbologia e o sentido dessas imagens, oriundas de tais ritos, seus usos, costumes e a plena aceitação por grande parte da população brasileira, que crê e respeita essa herança como parte da própria cultura e legado ancestral, pode-se vislumbrar um horizonte amplo e multidiverso, do qual todas as crenças podem compartilhar. Sucesso, Ariana !
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Xilogravura na Casa de Cultura Ivan Marrocos

Prossegue até o final de junho as aulas do Curso Livre de Xilogravura ministradas pela profª Angella Schilling às terças e sextas-feiras, das 14:00 ás 18:00 horas, na Casa de Cultura Ivan Marrocos.

Esta é uma das técnicas dos múltiplos utilizadas no setor das artes plásticas, cuja matriz é a madeira.

Teve seu início na pré história, quando imprimiam as mãos nas paredes.
Depois, no antigo Egito, já gravavam na madeira e imprimiam as pequenas gravuras nos sarcófagos, nas paredes, etc, formando frisos.
Na China e Índia imprimiam em tecidos…e no mundo ocidental teve seu início na Idade Média, em torno de 1350 e 1400. Não existe um registro exato de quando esta técnica iniciou no ocidente, mas sabe-se que a primeira gravura encontrada é uma xilogravura datada de 1370, de um autor anônimo chamada “ O centurião e os Dois Soldados”.

Grandes artistas descobriram que através da xilogravura havia a possibilidade de divulgar mais sua pintura, escultura ou outra técnica, pois tratava-se de múltiplos. Assim a tiragem de uma gravura alcançava um número muito maior de pessoas do que uma pintura.

Apesar desta técnica não ser conhecida nem utilizada na região norte do Brasil, ela é amplamente difundida em todos os cantos do mundo. Existem Salões, Mostras e Bienais em vários países e no Brasil também.

O nordeste tem nas capas da literatura de cordel xilogravuras de grande criatividade e expressão.
No sul e sudeste a gravura é amplamente divulgada e apreciada como obras de arte. Sendo que o custo de uma gravura sempre é mais acessível que uma pintura para o amante das artes plásticas.

O Brasil é reconhecido no exterior por ter grandes nomes nesta técnica, onde nossos artistas obtiveram prêmios significativos em Bienais Internacionais, divulgando assim a arte brasileira.

É uma técnica de grande importância na história das artes e deve ser levada ao conhecimento do público todo o processo da xilogravura ,até sua impressão para o papel para que esta não caia no esquecimento.

Esta é uma oportunidade para que os artistas plásticos, professores de arte e pessoas interessadas tenham contato com esta arte, aprendam a técnica e possam usá-la como meio de expressão e divulgação. Todos estão convidados a visitarem a oficina e assistirem ao andamento do processo de uma xilogravura.