Por Beto Bertagna
A prática filantrópica nascida em Nápoles, na Itália tem se alastrado pela Argentina em tempos de inverno rigoroso . É o “café pendiente“, em que o consumidor paga o seu café e deixa outro já quitado para uma pessoa que não pode pagar. É um ato de solidariedade completamente anônimo, o que por si só aumenta a carga de afetividade ao próximo.
Rio Cuarto (se lembra do Siga la Vaca, Z ?) foi a primeira cidade a aderir através de um decreto municipal que modificou um pouco a forma de operação, ficou com cara de estatal mas funcionou.
Mas a prática comum se alastrou mesmo por Buenos Aires. Um pequeno gesto , uma grande solidariedade baseada na confiança. Ingredientes que , mais que o pó de café, estão cada vez mais raros ao alcance do ser humano, o real, o autêntico, não o “cerumano” banalizado das redes sociais.
Os bares, restaurantes e cafés portenhos que fazem parte da rede não aceitam a participação de grupos políticos, empresas e nem doações em dinheiro. Os estabelecimentos participantes ostentam um adesivo que os identifica.
Vai prá Argentina agora no inverno ? Taí a chance…