O buraco

osPor Patricia Ravena, artesã e professora

Sabe quando tua vida chega num ponto em que você inventando coisas pra fazer pra não enlouquecer?
Se você não passou por isso ainda, parabéns!
É péssimo. O dia não passa. Tic tac. Tic Tac.
Acorda.
Abre os olhos. Vai ao banheiro. Escova os dentes. Xixi. Banho.

E depois?

Vazio. Nada. Nadinha pra fazer. No máximo encher a cara. E engordar. Isso eu tô fazendo bem. Até fumar perdeu a graça. Acredita?????

Minha vida agora é um enorme vazio. Sou o próprio vácuo. Um buraco sem graça e sem formas definidas.

Já sei, vou pintar uma camiseta!!!!!!
Lá vou eu, toda feliz. Mas dá tudo errado. Rasgo o stencil, borra a tinta. perdí a camiseta. caralho!

Já sei, vou ler. Isso!. Nem isso. Primeira página eu paro. Não consigo. Não entendo nada do que está escrito. Juro! Desespero. Tá na cara. Coisa tá feia feito puta de beira de estrada.

Escrever, vou escrever!!!!
Tenho a seguinte mania: quando penso algo legal pra escrever, anoto em algum lugar e vou guardando. Depois, pimba! Sai alguma coisa legal. Lembro do tempo em que eu fazia poesia, uns poeminhas legais. Agora nem isso. As frases estão soltas aqui por dentro. Juntá-las é dificil como um estudante iniciante.

Minha vida parou.

Não trabalho. Adoeci trabalhando. Não Demais. Os dias passam lentos, lentos, lentos.
Agora deixa eu voltar pra minha caminha.
Dormir.
O sono artificial dos trouxas. Babar no travesseiro e repetir o dia. Um drama que dura meses, dias e horas e eu não sei mais como reagir a isto.
Espero poder acordar melhor. Durmo pensando assim.
Quem sabe???????
Quem sabe não levanto, quem sabe não reajo, quem sabe eu aceite aquilo que eu não consigo aceitar e encontrar em coisas simples a felicidade de ser quem eu sou! E buscar serenidade e paz frente as adversidades enfrentadas por mim e por todos nesta longa travessia que se chama vida e entender que viver é entrega. Se entregue…ame, viva, corra, sofra, mas sofra com dignidade, com olhos no futuro, pois não se deve cultivar o sofrimento.
Sejamos todos resilientes!

Em tempos nebulosos, Esquadrões Poti e Pacau protegem os céus da Amazônia

O primeiro Grippen NG da FAB faz pose em Brasília, mas ainda não está operacional.

O AH2 Sabre , batismo da FAB para o russo MI 35

Por Beto Bertagna

Depois da transferência do Esquadrão Poti de Recife para Porto Velho/RO há 10 anos atrás,  constituindo o 1º Esquadrão de Helicópteros de Ataque , com a compra da Rússia de 12 AH-2 Sabre (MI 35) e  do  1°/4° Gav. Esquadrão Pacau, de Natal/RN para Manaus a geopolítica da região esquentou, com as claras tentativas dos EUA de pressionar a queda de Nicolas Maduro do poder, na Venezuela. . A operação do esquadrão é com os jatos mais modernos e letais da FAB, o Tigre F-5M, caça  supersônico com recursos aviônicos, armamentos e performance adequada ao desempenho da missão de controle do espaço aéreo. Conta também com o apoio da aeronave E-99 (radar)  e do COPM4 (4º Centro de Operações Aéreas Militares) . Com a  conseqüente extensão da cobertura radar na aérea na Região Norte. A FAB concluiu em 2013 a modernização de suas 46 aeronaves F-5E/F, que passaram para o padrão F-5E/FM. O motor e célula dos aviões permaneceram os mesmos, mas a sua aviônica (HUD, radar e painel de controle) foram extremamente modificados. Ainda em 2013, outros F-5E/F, adquiridos da Real Força Aérea da Jordânia, sendo 8 F-5E e 3 F-5F bipostos foram modernizados pela Embraer Defesa e Segurança.  São 49 caças F-5E/F que foram atualizados entre 2002 e 2013. O último foi entregue agora, em 14 de outubro de 2020. Os caças estão espalhados pelas Bases de Anápolis/GO, Santa Cruz/RJ, Canoas/RS e Manaus/AM;

F5-M modernizado, da FAB

No entanto, especialistas ouvidos pela redação deste blog  www.betobertagna.com apontam que o F5-M, um projeto inicial da década de 50,  apesar do seu poder não é páreo para os  aviões Sukhoy SU-30, que integram a Força Aérea da Venezuela, que ainda assim manteriam superioridade estratégica sobre a nova base em Manaus. Como os 36 Grippen vão demorar a ser construídos e se tornarem operacionais, hoje a Aviación Militar Bolivariana (AMB) que possui uma frota de 23 caças Sukhoi Su-30 e 20 caças F-16 é uma real ameaça. Estes mesmos especialistas garantem que o poderio de um Grippen equivale a 4 unidades de F5-M.

Su 30 Flanker, da Força Aérea Venezuelana

Outros problemas também terão que ser solucionados, pois a operação deste jato em Ponta Pelada ainda é complicada pelo comprimento da pista. Os jatos de Manaus são os mesmos comprados da Jordânia em 2006 no Governo Lula e modernizados na Embraer e em Israel.

Com a chegada do primeiro Grippen NG, equipado com um novo grupo motopropulsor, o General Electric F414G, um radar ativo de varredura eletrônica, além de um aumento significativo da capacidade interna de combustível a situação de supremacia aérea na Amazõnia muda radicalmente. O Grippen pode decolar até de uma estrada !

Os Grippen NG na fábrica da Suécia. Espera-se que pelo menos 20 unidades sejam construídas na fábrica da Embraer em Gavião Peixoto, no interior de São Paulo que possui uma pista de quase 5.000 metros para testes.

São oito vetores modelo Grippen JAS 39F, versão de dois lugares semelhante ao modelo E mais  28 aviões monopostos do modelo JAS 39E, somando 36 unidades que foram compradas em contrato assinado no Governo Dilma, em 2014 depois de muitos anos de idas e vindas numa novela que começou em 1990 no Governo Collor, com lobbies e pressão do governo dos EUA e França que desejavam emplacar os modelos F/A-18 Super Hornet, da Boeing e o caça Rafale, da francesa Dassault respectivamente. O problema dos dois é que não seria feita transferência de tecnologia, o que levou a Grippen para a escolha, já que ela se dispunha a fazer uma parceria com a Embraer e até montar os caças em Gavião Peixoto/SP, planta da empresa, que tem a maior pista do mundo . Para se ter uma idéia da importância do martelo batido por Dilma e o Ministério da Defesa, o Comando da Aeronáutica elaborou um relatório com nada menos que 33 mil páginas de análises.

A questão da transferência de tecnologia é crucial para a soberania do Brasil e já está dando alguns frutos.  A subsidiária gaúcha AEL Sistemas, de Porto Alegre, está produzindo o (WAD) Wide Area Display , uma tela de 19×8 polegadas que reúne todos os dados cruciais de voo – que, nas versões anteriores do Gripen, ficavam espalhados por três monitores e passará a equipar todos os Gripen (não só os brasileiros).

Veja também : O Esquadrão Poti agora é aqui

Cineamazônia 2020 será on line e gratuito

O Cineamazônia – Festival de Cinema Ambiental, um dos mais tradicionais eventos de cinema da região Amazônica, realiza, de 01 a 05 de dezembro de 2020, a sua 17ª Edição, que, este ano, em função das medidas impostas pela pandemia, será totalmente online e com acesso gratuito aos filmes selecionados para as mostras e demais atividades.

Os filmes concorrem ao Troféu Mapinguari nas categorias curta e média metragem nos gêneros de animação, experimental, ficção e documentário, além do Prêmio Thiago de Mello: Júri Popular – Troféu Esperança, escolhido pelo público através de votação pela internet durante o festival além documentários de longa metragem que concorrem ao Prêmio Silvino Santos.

Na competição de curtas e médias, várias premiações recebem o Troféu Mapinguari, que além dos melhores em cada gênero, concorrem a prêmios de direção, fotografia e montagem, entre outros, e ao prêmio para a Melhor Produção Amazônica, um incentivo à produção audiovisual da região. A escolha dos filmes que concorrem na mostra competitiva é feita por um júri de profissionais que atuam no setor audiovisual e do meio ambiente. Toda a programação está sendo preparada para atender ao novo formato do Cineamazônia, exibido em plataforma pela internet, a exemplo de diversos outros festivais e atividades culturais durante este ano.

Em um ano marcado pela pandemia e o isolamento social, além da grave crise no setor cultural e na indústria de conteúdo nacional, que se arrasta desde o início de 2019, que fragilizou a produção audiovisual, represando recursos e sem uma clara definição de políticas públicas, o que afetou a realização da 17ª Edição na data inicialmente prevista. Estes fatores afetaram também a realização da 16ª Edição, prevista para agosto de 2018, executada apenas através da Itinerância no Vale do Guaporé em dezembro de 2018 e meados de 2019.

Para o diretor da Acapulco Filmes, produtora do Cineamazônia, o cineasta José Jurandir da Costa, o “Cineamazônia teve a sua primeira exibição em 2003, e nestes 16 anos sempre procuramos oferecer ao público muito mais que a simples exibição de filmes, mas também fazer com que o cinema e a temática ambiental fossem levadas e discutidas nas escolas, nas comunidades e se tornassem ferramentas de educação e conscientização, a exemplo das diversas oficinas que oferecemos”. O cineasta destaca ainda a importância do Cineamazônia para a região amazônica, pois “sempre lutamos para o crescimento da produção audiovisual da Amazônia e a integração latino americana e de países de língua portuguesa através do cinema”.

A produtora executiva do Cineamazônia, a Fernanda Kopanakis, é enfática ao afirmar que “mesmo sem patrocínio, vamos realizar a 17ª Edição, já que o Cineamazonia não para”, e lembra que “mesmo diante de todas as dificuldades pelas quais passa o setor cultural no país, e em especial o cinema, não poderíamos deixar de contemplar os produtores que se inscreveram em 2018 com os seus filmes, nem mesmo o público que sempre nos acompanhou nestes anos”.

Toda a programação com os filmes selecionado e atividades que acontecem na 17ª Edição do Cineamazônia – Festival de Cinema Ambiental, entre 01 à 05 de dezembro, que este ano tem como tema “A Natureza não pode sair de cena”, será em breve divulgada à imprensa e espectadores e que, segundo os seus realizadores, será um marco para a Amazônia e uma nova fase da produção audiovisual.

A revolta da vacina 100 anos depois…

A vachina vermelha sino-comunista contém um microplasma amniótico que induz o hipótalamo a se expandir na caixa craniana.E com o tempo, no braço ou bunda, o local da picada dependendo da vontade do vacinando, vai se criando uma espécie de tatuagem irremovível com o lado direito da face do Mao Tsé Tung. Côsa de Loko ! Cuidado ! Obs: tem que se ficar atento com a implantação de nanochip 5G da Huawei. Procure no Google Earth explicações teóricas de Neuroanatomia, Braçologia e Bundologia de induzir inveja no Bu-tan-tan! Obs : na foto se percebe uma das experiências da implantação de uma microcâmera com Wi-Fi que transmitia imagens em 4 K em tempo real por um raio que ía de Santa Elena de Uairén, na Venezuela até o Xuí, na fronteira com o Uruguai. O chefe da revolução cultural teria vetado o projeto por parecer com uma verruga.

Padre Lambretinha quem chamou é a mãe (trecho da música “Esquina do Tempo”, do Binho : Encontro de Romi-Isettas em Santa Bárbara d´Oeste (SP).

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Rastreio de contato

Texto, foto de Valéria del Cueto

“Não vou, não quero…” E tem toda razão, cronista querida. Como sempre e mais que nunca eu, Pluct Plact, seu amigo extraterrestre de estimação, reafirmo e confirmo a sensatez de sua decisão de voluntariamente ocupar um espaço exclusivo no Pinel, do outro lado do túnel, se isolando desse mundão que se desconstrói a 360 graus de olhos vistos.

Não tem mais espaço para varrer para embaixo da ponta do tapete o desacerto geral. Foi ele, o desacerto, que criou a lei da razoabilidade. Ela se sobrepõe a lei literal quando a justiça morre pela boca da arrogância mal administrada. Ou lei é lei ou é mais ou menos.

Por essa porta escancarada André do Rap, o famoso traficante pouco elegante, saiu do presídio. Alguém esqueceu de pedir a renovação do pedido de prisão preventiva do traficante condenado em segunda instância.

Enquanto o ministro do Supremo o liberava, mediante um clássico perdido, avisando que iria para o Guarujá o agora procurado da Interpol rumava para destino incerto ou ignorado. Talvez Paraguay, quiçá Bolívia que não tem extradição, antes da contraordem do presidente do STF. Onde andará o traficante?

Isso, cara cronista, no feriado da Santa Padroeira do Brasil. Enquanto o povo, alheio a pandemia, procurava divertimento apesar das comemorações em Aparecida e em Belém, do Círio de Nazaré, estarem reduzidas e virtuais.

A inauguração da loja da Havan na capital do Pará, as cenas cariocas da balada no Leblon e o agito na Praia do Rosa, em Santa Catarina, comprovam que aglomerar é uma necessidade intrínseca e atávica do ser humano.

Justiça seja feita, o exemplo vem de cima. Bem de cima. O presidente americano, em plena campanha à reeleição praticando seu negacionismo prepotente em reuniões e comícios “covidou”. Precisou de oxigênio, quicou no hospital e voltou à corrida eleitoral contra Joe Biden.

Não adianta conjecturar sobre o resultado das urnas nos EUA. Lá, como aqui, Trump já avisa que vai dar defeito se perder.

O tiro saiu pela culatra. O argumento está dando um gás ainda maior nos eleitores democratas que, agora, trabalham para ganhar de muito. As votações já começaram e vão até 3 de novembro.

Se por lá as estratégias são altamente profissionais por aqui o momento eleitoral é de diversidade e de pluralidade entre os candidatos a prefeitos e vereadores dos municípios brasileiros. Tem de um tudo. Muito mais de uns do que de outros.

O bombardeio está apenas começando, mas já deu para avaliar que o jogo é duro, o combate bruto e os resultados imprevisíveis com tempero de covid-19.

Se o exemplo que vem de cima é deplorável, imagina o efeito cascata geométrico para quem está embaixo.

As máquinas da nave trabalham sem parar indexando os dados que chegam por todos os meios disponíveis. As redes estão poluídas por avatares, memes, clipes, denúncias e, claro muita fakenews.

Tudo, menos o que seria mais: propostas para melhorar a vida do cidadão e da sociedade.

Tinha acabado a mensagem que chegará até você pelo raio de luar que invade sua cela, mas duas últimas informações tiveram que ser acrescentadas.

Depois da afirmação de que “não existe corrupção no governo” a valorosa polícia federal deu uma incerta na casa de um senador vice-líder e descobriu dinheiro guardado na cueca do empregador do sobrinho do mandatário. Não darei maiores detalhes para não a constranger com detalhes escatológicos.

Parece que daqui a pouco haverá protocolo para o rastreamento de contato da corrução latente. Aquela, que, como a Covid-19, não escolhe a vítima, ataca indistintamente.

Para fechar, Lucho Arce venceu as eleições na Bolívia. Evo Morales comemora e prepara seu retorno à casa.

*Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Da série “Fábulas Fabulosas” do SEM FIM… delcueto.wordpress.com

Luis Arce é o novo presidente da Bolívia : aliado de Evo Morales vence eleições

A presidente interina da Bolívia, Jeanine Añez jogou a toalha.

O candidato do MAS, Luis Arce, o candidato de Evo Morales,  declarou-se vencedor das eleições nacionais uma vez que foram divulgados os resultados não oficiais da contagem rápida realizada pela empresa Ciesmori para a Unitel e Bolivisión.

Ele prometeu que governará para “corrigir erros” e disse que os bolivianos  entreno domingo deram “passos importantes, recuperamos a democracia e a esperança” nas urnas.

Ele descreveu a eleição como um “dia pacífico e tranquilo, em que grande parte dos bolivianos nos apoiou. Indica que o povo quer retomar a rota que partimos antes do golpe ”. Expressou o compromisso de trabalhar, “para levar a cabo o nosso programa, como vimos dizendo, vamos trabalhar para todos os bolivianos, vamos construir a unidade do país”, prometeu o candidato à presidência do MAS. Arce disse que com a sua vitória “a incerteza que viveram as famílias bolivianas nestes 11 meses” foi abandonada.

O mundo agora aguarda o posicionamento de Arce em relação às declarações do multibilionário dono da empresa Tesla, Elon Musk, que reconheceu participação no golpe contra Evo Morales, por conta do Lítio, mineral cujo país é o maior produtor.

Na ocasião,  Elon Musk, disse  sobre a Bolívia : “Vamos dar golpe em quem quisermos” E agora, os Estados Unidos vão querer invadir também?.

 

O tempo passa, o tempo voa, e a poupança do Chiquinho continua numa boa (via Prof.Hariovaldo)

 

Com o fim insofismável da corrupção no Brasil levada à cabo pelo grande líder varonil, a nação já se esqueceu daquele tempo sombrio onde a propina estava presente em abundância no meio dos homens de bem da nação. Agora, o momento é de sobriedade, de se ombrear com os bons para que a remissão nacional seja completa e não deixe espaços para a volta da corrupção, não permitindo que os cofrinhos dos corruptos fiquem cheios do dinheiro desviado, visto que aquele que queira levar alguma vantagem neste belo governo que aí está, que invista na poupança, como faz nosso bom e fiel vice líder, Chiquinho Rodrigues, ao invés de ficar buscando atos ilícitos para violar a impolutez da atual administração.

Veja mais com Professor Hariovaldo

Não era batom ! Era dinheiro mesmo , nas nádegas !

O delegado desconfiou ao ‘ver volume retangular na parte traseira”, também conhecida como bunda, do senador Chico Rodrigues.  Eram R$ 17.900,00 segundo o UOL. Já o G1/ Globo foi mais polpudo : 33 mil, cento e cinquenta reais.

Bolsonaro tinha afirmado ter ‘quase uma união estável’ com senador flagrado com dinheiro na cueca. Agora ele desmente e diz que não tem nada a ver com o caso.

Os detalhes são sórdidos. Memes na internet faziam alusão ao “cheirinho do dinheiro”. Outros satirizavam as pessoas que tem o hábito de contar dinheiro molhando os dedos com a língua. O juiz Barroso do STF ordenou que os vídeos sejam guardados em cofre da PF ‘em absoluto sigilo’ porque ‘exibem demais a intimidade do investigado’.

Segundo o G1/RR, o senador foi questionado por três vezes se ainda havia mais valores em espécie. Na última delas, com bastante raiva, Chico Rodrigues “enfiou a mão em sua cueca, e sacou outros maços de dinheiro” que totalizaram a quantia de R$ 17,9 mil. Os outros R$ 250 foram apreendidos na última busca pessoal. É a famosa corrupção em módicas prestações !

O Febeapá ( Festival de Besteiras que Assola o País) em constante revisão, versão 2020. Stanislaw Ponte Preta deve estar gargalhando sua ossada !

Lembrando Lennon

por Ismael Machado

É natural que o passar do tempo nos remova de coisas que muito nos foram importantes ou até mesmo fundamentais na construção do que somos e pensamos. Novos interesses, novas encruzilhadas na vida. Hoje fui levado de volta a um tempo definitivo, a um momento crucial de minha existência. E dada as dificuldades da vida atual, com pandemias, crises econômicas e morais, com a luta pela sobrevivência física, mental, monetária, social sendo uma encarniçada batalha para não sucumbir, vi a foto de Paul McCartney e John Lennon, sentados lado a lado, rindo e debruçando-se sobre a letra de uma canção. Que canção seria? E fui lembrado então que hoje, se vivo estivesse, John Lennon estaria completando 80 anos. E, desculpem a tolice piegas, chorei. Talvez não pela lembrança de Lennon em si, mas pela minha própria. Pelos 13, 14 anos que um dia já tive e que me fizeram entender em plenitude a importância beatle na minha vida.
John Lennon foi assassinado dois dias antes de eu completar 14 anos. Posso dizer, sem sombra de dúvida, que esse dia foi o ponto crucial para mudar minha experiência do viver. Percebi que aquelas canções estavam presentes em minha vida desde a mais tenra idade. Elas faziam parte do repertório de vida de minha única irmã e percorriam sulcos de vinis – compactos principalmente- de dois irmãos vizinhos, João e Jurandir. Ao me embrenhar nas histórias de John Lennon e dos Beatles, descobri um caminho a seguir. Fui abandonando aos poucos o interesse pelas festinhas de aparelhagem em quermesses de fim de semana e me debruçando com mais afinco ao rock. E isso me abriu portas para tanta coisa…mpb, teatro, cinema, amizades.
Minha irmã, que tanto amo, começa a enfrentar agruras de uma idade que começa a cobrar pedágio. Os amigos que conheci que também amavam Beatles e similares, muitos perdi de vista, na poeira do tempo e da distância. Não deixo de amá-los.
Decidi, enquanto as preocupações com a falta de dinheiro, com a ausência de trabalho, com a necessidade de terminar um projeto acadêmico que às vezes me soa sem sentido, ouvir John Lennon. E percebi o quanto há ali, naquelas canções, não tanto respostas, mas perguntas, as perguntas que sempre julguei necessárias. Há confissões e entrega. Uma sinceridade áspera. Do cara que se admite ciumento, possessivo e inseguro em Jealous Guy, ao que se diz cansado de políticos e suas mentiras, da hipocrisia das religiões e da insensibilidade da ganância do capital em Gimme Somme Truth. Há muitas canções que me tocam diretamente, como God, por exemplo, mas foi Working Classe Hero que me fez parar, suspender o momento, paralisar as ações e apenas ouvir a canção folk de protesto que poderia ter sido composta por Dylan, Joan Baez, Pete Seeger. E talvez nada seja mais completa para mim atualmente que essa canção. Nesse dia de hoje. E mais uma vez, agradeço a John Lennon. Feliz aniversário.
Herói da Classe Trabalhadora
Assim que você nasce eles te fazem se sentir pequeno/Não te dando tempo nenhum em vez disso tudo/Até que a dor é tão grande que você não sente mais nada/Um Herói da classe trabalhadora é algo para ser/Eles te machucam em casa e te batem na escola/Eles te odeiam se você é inteligente e desprezam um tolo/Até que você fica tão maluco que não consegue seguir as regras deles/Um Herói da classe trabalhadora é algo para ser/Depois que eles te torturam e te assustam por uns 20 anos estranhos/Então eles esperam que você escolha uma carreira/Quando você não consegue se encaixar você fica tão cheio de medo/Um Herói da classe trabalhadora é algo para ser/Eles te mantêm dopado com religião, sexo e TV/E você pensa que você é tão esperto, elitizado e livre/Mas você ainda é um camponês fodido pelo que eu vejo/Um Herói da classe trabalhadora é algo para ser/Há vaga no alto eles continuam te dizendo/Mas primeiro você precisa aprender a sorrir enquanto mata/Se você quer ser como os caras da montanha/Um Herói da classe trabalhadora é algo para ser/Se você quer ser um herói, bem, basta me seguir.

Comendo jaraqui em Manaus

Já dá prá fazer rolê de novo em Manaus nos fins de semana ! Isso acontecia muito nós final dos anos 70, as pessoas iam comer um jaraqui, tomar umas Cerpa , encher o porta mala de bagulhos importados que eram abundantes na Zona França e voltavam. Vc já fez isso ? Conte sua experiência !
https://www.youtube.com/c/VídeosdeRondônia

PIX : A nova febre no sistema de pagamentos instantâneos

Em pouco mais de nove horas, mais de 3,5 milhões de chaves foram cadastradas no Pix, o novo sistema de pagamentos instantâneos operado pelo Banco Central (BC). O volume foi registrado das 9h até pouco depois das 18h30.

O Pix entrou hoje (5) em fase de teste e começará a funcionar em 16 de novembro.

Apenas na primeira hora, informou o BC, foram cadastradas 50 mil chaves. O volume subiu para 200 mil por volta das 11h30 e superou a marca de 1 milhão uma hora depois. Nas seis horas seguintes, mais 2,5 milhões fizeram o cadastro.

As chaves do Pix são uma combinação para que o cliente – pessoa física ou jurídica – possa pagar e receber dinheiro em até 10 segundos. A chave é composta por uma das três informações, número de celular, e-mail ou CPF/CNPJ, que o correntista deverá digitar para fazer as transações.

Caso o cliente não queira cadastrar o celular, o e-mail, o CPF ou o CNPJ, pode pedir ao banco um EVP (sequência de 32 dígitos) como chave do Pix. Essa chave serve como apelido para identificar as contas do novo sistema de pagamentos.

Instabilidades

O tráfego de dados ao longo desta segunda-feira provocou instabilidade em aplicativos de diversas instituições financeiras. Relatos nas redes sociais mostraram lentidão em aplicativos, principalmente durante a manhã. Responsável pela administração do sistema do Pix, o BC informou que a situação se normalizou por volta das 14h30. Embora o cadastro das chaves seja feito no aplicativo ou no site de cada instituição, os dados dos clientes são armazenados em servidores do BC.

Até agora, 677 instituições financeiras, entre bancos, fintechs (startups do setor financeiro), financeiras e cooperativas de crédito estão habilitadas para usar o Pix. Para receber o aval do BC, a instituição precisa passar por testes, como a capacidade de processar determinado volume de transações por segundo.

Custos

Para pessoas físicas e microempreendedores, as transações serão gratuitas, exceto nos casos de recebimento de dinheiro pela venda de bens e de serviços. As pessoas jurídicas arcarão com os custos. As tarifas dependerão de cada instituição financeira, mas o BC estima que será R$ 0,01 a cada dez transações.

O Pix servirá não apenas para transferências instantâneas de dinheiro e poderá também ser usado para o pagamento de boletos, de contas de luz, de impostos e para compras no comércio. Com a ferramenta, será possível o cliente sacar dinheiro no comércio, ao transferir o valor desejado para o Pix de um estabelecimento e retirar as cédulas no caixa.

Edição: Nádia Franco

Reconstruindo a vida. Um TDAH de volta a Ritalina

Quando se soma a insatisfação com a desatenção o resultado é nitroglicerina pura.

Imagine a seguinte situação: Você, TDAH, chega no trabalho em determinado dia e se lembra de um comunicado que enviou por e-mail dias antes e um dos destinatários teve o e-mail devolvido por erro de endereço. Feliz com essa lembrança espontânea você começa a prospectar o endereço de e-mail correto. Até que decide contatar um cliente que lhe informa o número de whatsapp da pessoa. Você salva o número em seus contatos e clica em conversar. O aplicativo de contatos te joga para o whatsapp e você fica perplexo ao descobrir que já havia uma conversa sua com aquele contato. Estupefato, relê aquela troca de mensagens ocorrida dez dias antes em que, você não apenas enviou o tal comunicado à pessoa como corrigiu o endereço de e-mail e acertou o cadastro no sistema da empresa. A primeira reação é de incredulidade; não é possível que eu fiz isso. Mesmo diante da troca de mensagens você não se recorda. A segunda reação é vergonha. Vergonha de que alguém possa ter percebido e vergonha de si próprio, tal a magnitude do erro. Depois vem a revolta, a raiva de si mesmo, do transtorno, de si mesmo, da desatenção, de si mesmo, de si mesmo… Quando me lembro desse episódio a imagem do whatsapp volta nítida em minha mente. O sentimento de incredulidade. Aquele episódio desapareceu da minha cabeça como se jamais houvesse existido.
Um misto de irritação, frustração, vergonha, cansaço, desânimo, vontade de sumir…
Quem não é TDAH pode pensar: mas isso tudo por causa de um erro sem consequências. Que bom que já havia resolvido a questão antes…
Não é o tamanho do erro que incomoda; é sua infindável repetição. Quantos esquecimentos na mesma semana… No mês não dá pra contar…
Naquele dia cheguei em casa disposto a procurar um médico, um bom médico e retomar a Ritalina abandonada há muito tempo. Mais de um ano. Depois, mais calmo, concluí que, pela enésima vez, me auto sabotei ao abandonar o tratamento medicamentoso. E reconheci tardiamente todo o percurso que nós, TDAHs, repetimos à exaustão:
A primeira ‘constatação’ é a de que o remédio não funciona mais. Depois, a dificuldade de conseguir receita; o remédio é até muito barato, mas pagar uma consulta por mês pesa muito. Mais um passo é dado ao começar a economizar no consumo da Ritalina; em lugar de dois comprimidos por dia, concentrei-me em apenas um, na parte da tarde quando sou menos produtivo. Logo passei para dia sim, dia não, e parei…
Com tantos anos de estrada, escrevendo e vivenciando o TDAH, como pude cair nessa?
Simples, o TDAH é incurável e está dentro de nossas mentes. Ele é um componente indissociável de nossa vida e, confesso, é cansativo viver o tempo todo em estado de alerta. Em alguns momentos optamos conscientemente por deixar o TDAH agir. E esse conscientemente, já não sei se foi por nosso próprio livre arbítrio, ou se já era a influência nefasta do TDAH. Creio que foi no excelente livro do Dr. Barkley Russel sobre TDAH em adultos (que a Amazon espertamente está anunciando num blog de TDAH), que ele afirma textualmente que o portador de TDAH tem seu livre arbítrio prejudicado. Nem todas as nossas escolhas são nossas realmente, grande parte delas, ou a sua totalidade, são feitas sob a influência do TDAH.
Sinto-me hoje como Sísifo, a personagem do mito grego, que como punição aos seus erros era obrigado a rolar uma enorme pedra de mármore montanha acima e ao se aproximar do cume, via a pedra rolar montanha abaixo até seu ponto inicial. E Sísifo era obrigado a empurrá-la montanha acima diariamente. Sinto-me no ponto de partida novamente.
A grande vantagem que tenho sobre Sísifo é ter TDAH. Sim, ao esquecer-me da maioria das minhas experiências passadas, apago a maior parte do sofrimento que foi empurrar a pedra morro acima, e volto a empurrá-la alegremente na certeza de que atingirei o cume da montanha com facilidade.
A mesma falta de memória que nos prejudica e envergonha, nos dá o antídoto à depressão e ao desespero do eterno recomeço. Ciclicamente, como fênix, renascemos das cinzas, reerguemo-nos do mais profundo e escuro abismo e atingimos  o brilho do sol, onde passamos a acariciar com estranheza e curiosidade o enorme número de cicatrizes que trazemos na alma. Sim, somos incapazes de aprender com nossos próprios erros, e muito menos aprendemos com os erros alheios. Simplesmente esquecemos aquilo que vivenciamos, e voltamos a cometer os mesmos erros.
Se a mão que afaga é a mesma que apedreja, a mão que apedreja é a mesma que afaga.
Aqui vou eu; ao infinito e além!

Ouça em áudio :

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Espaço Alheio

Texto  foto de Valéria del Cueto

Era uma fresta do terreno do edifício. Uma nesga que sobrou do projeto arquitetônico, mais um quadrado ao lado do apartamento do porteiro no térreo. No princípio nem calçado o terreno era.

Ficava do outro lado do muro do espaço destinado à área de lazer do condomínio usada pela garotada que se esbaldava na “quadra polivalente” de vôlei, queimada, de pelada depois da praia…

Era ela, a bola, que fazia a gente explorar além dos muros quando ia quicar nas bandas do alojamento do porteiro ou pedir passagem para alcançar a casa ao lado, destino certo do objeto perdido.

O tempo passou, a vida seguiu e por muito anos não houve registro da evolução da ocupação ou adequação da área de recreação do prédio para a realidade que também se transformava. Humanizar, reinventar, verdejar? Só se for lá fora…

Numa das voltas que o mundo dá vem um retorno ao mesmo endereço. Um olhar aéreo da janela registra a aridez do ambiente que abrigou tantas brincadeiras, alegrias e gargalhadas. Um nada com fundo cinza escuro onde, no máximo, os carros dos moradores são manobrados. A feiura se completa pela moldura das paredes sujas que só quem mora no bloco de trás é obrigado a apreciar. A sindica, é claro, habita a ala que dá para a rua, cheia de árvores, movimento e vida.

O outro espaço, o da nesga anexa ao quadrado, virou bicicletário. E algo mais. É ali que os funcionários do prédio mantem um pequeno jardim. No espaço estreito, uma fileira de vasos com plantas bem cuidadas. No quadrado, agora pavimentado, fica a área das bicicletas penduradas embaixo de um meio telhado. E, rente a parede, um bucólico banco de madeira e ferro, desses de jardim. Com a permissão dos donos do pedaço uma ou duas vezes usufruí do banquinho quando queria estudar em paz e tinha, por exemplo, barulho de obras dos vizinhos invadindo o apartamento.

Depois de uma intimada, vinda após a declaração de que “importante é que o bloco da frente siga os padrões obrigatórios para não atrair a atenção dos fiscais da prefeitura”, as paredes da antiga área de lazer foram pintadas. Que avanço…

E veio a pandemia, e chegou o isolamento. Todos presos em casa. Incluindo as crianças da nova geração. Novamente as risadas, o barulho das rodas dos velocípedes, brinquedos coloridos. Não da parte triste e mal cuidada dos moradores (que exibe um piso sujo e desleixado), de quem vê a rua das janelas do bloco da frente. A animação infantil se localiza no jardim oculto dos empregados do prédio!

Um dia uma máquina de jato de água aparece limpando o pretume do piso do lado “oficial” abandonado. Ele muda de cor para tons de cinza claro e expõe as cicatrizes das obras feitas na garagem que está no subsolo.

Cheguei a ter esperanças na revitalização do espaço inútil. Dava para transformar num lugar bem aprazível. Caberia até uma horta, imaginava ingênua.

Dias mais tarde as vozes infantis subiram novamente. Elas vinham do jardim dos porteiros agora, em parte, coberto de grama sintética e adereçado com escorregadores, casinhas e outras alegorias infantis.

Em vez de cuidar da área que nos cabe foi mais simples e prático ocupar o recanto bem cuidado dos empregados…

Moral da história: Além de não cuidar do que lhes pertence tem os que sempre almejam e se apossam do que outros constroem com esforço e dedicação.

Agora, amplia a fábula (dessa vez pouco fabulosa) e “modula”, por exemplo, para a reforma administrativa…

*Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Da série “Fábulas Fabulosas” do SEM FIM… delcueto.wordpress.com

Empresário entra em guerra e pode tirar Datena, Bacci e Sikêra Jr. do ar ; entenda

“Os programas de José Luiz Datena, Luiz Bacci, Sikêra Jr. e dezenas de outros apresentadores regionais podem estar com os dias contados. Isso porque o empresário Jonas Rossatto criou um projeto para proibir a exibição de atrações policiais na TV aberta das 6h às 22h. Em três meses, a ideia conquistou o apoio de 22 mil pessoas e agora será debatida pelo Senado Federal.

As informações exibidas neste horário na televisão, das 6h às 22h, são conteúdos que não deveriam estar passando, no meu ver. É um programa policial que abusa do linguajar de baixo calão, não respeita o princípio da inocência, as informações não são apuradas. Inúmeras vezes, os programas policiais fizeram linchamentos virtuais que acabaram se tornando reais”, afirma Rossatto em entrevista ao portal Noticias da TV.

Segundo o empresário, a proposta encontra amparo jurídico no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e na Lei de Abuso de Autoridade, sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro no ano passado. Além disso, Rossatto não enxerga nenhum teor jornalístico nas atrações, devido à presença de inserções publicitárias entre as reportagens.

“Eles acusam as pessoas sem saber e as ofendem sem o menor pudor. Isso caracteriza que é um programa impróprio para crianças e adolescentes, para os nossos jovens que estão crescendo. O conteúdo é entregue pelo Estado, por causa da concessão. E existe o ECA, que proíbe este tipo de informação. Então, nada mais quero que se faça cumprir a lei”, opina.

No entanto, Jonas destaca que não deseja a “censura” deste tipo de programa, mas sim que eles entrem no horário indicativo adequado. “É como a questão do João de Deus, que estuprou as mulheres. Virou um documentário na Globo, mas este tipo de informação não pode ser exibido às 15h, 20h, 21h. Ele tem que ser exibido depois das 22h”, pontua.

“É um conteúdo muito pesado para ser exibido no horário aberto, da mesma forma como são os dos programas policiais”, complementa o empresário. Conforme a proposta, atualmente, o único apresentador de rede nacional salvo seria Dudu Camargo, no comando do Primeiro Impacto, do SBT, das 4h às 6h.

Sem citar nominalmente os apresentadores destas atrações, Rossatto acredita que eles cometem “um claro abuso” nos programas. “Usa [o crime] como um espetáculo para prender a atenção do telespectador e fazer com que o público consuma mais este tipo de conteúdo. Coloca uma violência e faz uma piadinha ou mostra meme para aquilo soar como mais leve. Mas, nada mais é do que uma forma de preconceito”, ressalta.

Na semana passada, o projeto entrou em pauta no Senado Federal e ganhou repercussão em algumas destas atrações. Sikêra Jr., apresentador do Alerta Nacional, da RedeTV!, foi um dos comunicadores que criticou a iniciativa no ar. Rossatto diz que foi atacado pelos telespectadores da atração e por seguidores do youtuber Gabriel Monteiro.

Em seus comentários, Sikêra Jr. questionou a legitimidade do projeto por causa do posicionamento pessoal e profissional de Jonas, que defende a legalização da maconha e possui empresas ligadas ao setor da cannabis.

Questionado sobre um possível “revanchismo” com os programas, que diariamente criticam pessoas que têm alguma relação com a droga, ele nega conflito de interesse.

“O que eu faço da minha vida pessoal não diz respeito a ninguém. Então, se eu trabalho com cannabis, não tem nada a ver uma coisa com a outra. A proposta que estou colocando é baseada na lei que foi sancionada pelo Bolsonaro. Se desenhos, filmes e programas violentos não podem ser exibidos, como que uma atração que não tem cunho jornalístico [vai ao ar]?”, questiona.

“A sociedade já entendeu que as crianças e os adolescentes não podem ver desenhos, filmes violentos das 6h às 22h. Como que um programa desse está sendo exibido? Quero que a lei seja válida também para esse quesito, pois parece que a sociedade não viu ou viu e fingiu que não podia fazer nada e colocou panos quentes neste tema”, alega o empresário.

Sem citar o nome do apresentador do Alerta Nacional, Rossatto questiona a veiculação de notícias falsas na atração quando Sikêra associa o consumo da droga a pessoas homossexuais. “É uma fake news que rolou na internet, não tem nome de cientista nenhum, e é utilizada dentro do programa. Isso só embasa ainda mais o meu argumento de que, além do conteúdo violento, [o programa] reproduz informações falsas”, conclui.

Funcionamento do projeto popular
Assim como o empresário, qualquer cidadão brasileiro pode apresentar uma ideia para ser debatida no Senado Federal. Os interessados devem acessar o portal e-Cidadania e cadastrar a sua proposta. Durante quatro meses, elas ficam abertas para apoio popular.

Caso a proposta consiga 20 mil assinaturas, ela é encaminhada para a CDH (Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa) do Senado. A ideia torna-se uma sugestão legislativa e é avaliada pelos senadores. Sendo aprovada, o assunto vira uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) ou um PL (Projeto de Lei) e segue o mesmo trâmite das iniciativas criadas em Brasília.

Entre as ideias populares, estão presentes a redução dos impostos para jogos eletrônicos (que originou a PEC 51/2017) e a criação do 14º salário para os aposentados por causa da pandemia do novo coronavírus, texto-base para o PL 3657/2020.

Atualmente, a proposta de Rossatto está na CDH como a sugestão legislativa 24/2020, e aguarda a definição de um relator para o início do debate parlamentar.

Fonte: FolhadaPB/NotíciasdaTV
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