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Depressão, talvez você tenha e nem saiba (CID 10 – F33)

Depressão é uma doença psiquiátrica crônica e recorrente que produz alteração do humor caracterizada por tristeza profunda e forte sentimento de desesperança.

É essencial identificar sintomas e procurar ajuda médica. Há estatísticas mostrando que quase 20% das pessoas vão apresentar o problema em algum período da vida, e a condição precisa de tratamento.

A depressão (CID 10 – F33) tem um enorme potencial de morbidade e mortalidade, como o suicídio, a interrupção das relações interpessoais, o abuso de substâncias (narcóticos, remédios sem controle e álcool) e o tempo de trabalho perdido, dentre outras.

Segundo o dr. Dráuzio Varela, “a depressão está  associada a sentimentos de dor, amargura, desencanto, desesperança, baixa autoestima e culpa, assim como a distúrbios do sono e do apetite e é importante distinguir a tristeza patológica daquela transitória provocada por acontecimentos difíceis e desagradáveis, mas que são inerentes à vida de todas as pessoas, como a morte de um ente querido, a perda de emprego, os desencontros amorosos, os desentendimentos familiares, as dificuldades econômicas etc.” .

Vivemos numa pandemia, causada pelo COVID 19… É um mundo que alguns terapeutas chamam de Mundo VUCA, (Volatile, Uncertain, Chaotic , Ambiguous)  ….Ninguém sabe quando isso tudo vai acabar, se é que vai acabar. O sociólogo Zygmunt Bauman fala de um mundo líquido, de relações e amores líquidos …

E eu luto contra a depressão.

E uma coisa que me ajudou muito foi dormir com sons da natureza, bem baixinho na TV. Pensando nisso fiz um vídeo numa cachoeira do rio Tapajes, em Porto Velho, capital de Rondônia, para meditação, combate à depressão, ansiedade e insônia.

O objetivo é relaxar e dormir profundamente por 8 horas. Depois de belas imagens da cachoeira, fica uma tela preta prá escurecer o ambiente. Se alguém quiser ou precisar para cura, taí.

Serve para acalmar a mente, enfim relaxamento.  Depois de 10 minutos de belas imagens, uma tela preta com o som ( vc vai linkar com o que viu na mente) que dura 8 horas ininterruptas.

Se gostar, compartilha com os amigos ! Talvez algum possa estar precisando e vc não sabe, porque a vergonha de confessar o seu estado psíquico com receio da opinião alheia é uma das características da doença. #depressão #ansiedade #panico #insonia #desesperança #suicidio. Durma com o som gostoso da cachoeira e depois me conta !

Cineamazônia 2020 apresenta a programação de filmes e mostras

Cineamazônia- Festival de Cinema Ambiental, que acontece em sua 17ª Edição de 1 a 5 de dezembro de 2020, de forma totalmente online e com acesso ao público 100% gratuito, apresenta a programação das mostras, onde, além da exibição de filmes de curtas, médias e longas metragens, contará com mostras especiais e atividades paralelas em Mesas Redondas, Debates e conversas nos Papos de Cinema, sempre recebendo convidados com temas vinculados à produção cinematográfica brasileira. A homenagem do Cineamazônia, nesta 17ª Edição, será para a Cinemateca Brasileira, guardiã do maior acervo em filmes no Brasil e uma das cinco maiores do mundo, e que passa por uma grave crise.

Na Mostra Competitiva de curtas e médias metragens, 41 filmes disputam o Troféu Mapinguari nas categorias de documentário, animação, ficção e experimental, além do Troféu Mapinguari para roteiro, trilha sonora, fotografia, montagem e direção, além do Troféu Mapinguari para a melhor Produção da Amazônia.

A lista completa dos curtas e médias que concorrem nesta 17ª Edição pode ser conferida aqui no site do Cineamazônia.

Também buscam o Troféu Mapinguari – Prêmio Silvino Santos, seis longas metragens documentários, nesta 17ª Edição disputado por grandes produções do cinema brasileiro, com os filmes:

  • Kabadio – O tempo não tem pressa, anda descalço, de Daniel Leite

  • Idade da Água, de Orlando Senna

  • Ex Pajé, de Luiz Bolognesi

  • Empate, de Sérgio de Carvalho

  • Nheengatu, de José Barahona

  • Soldados da Borracha, de Wolney Oliveira.

  • Os trailers dos seis longas documentários estão disponíveis no canal do Youtube do Cineamazônia.

Todos os filmes, tanto na mostra de curtas e médias quanto na de longa documentários são analisados por profissionais de destacada atuação na produção audiovisual, ambiental e cultural, composto por cinco membros para curtas e médias e outros cinco para os longas documentários.

A exibição de filmes não se restringe somente às mostras competitivas que buscam o Troféu Mapinguari. Quatro outras mostras vão brindar o público que irá acessar, online e gratuito, durante o Cineamazônia, filmes diversificados, assim definidos:

Mostra de Longas Convidados

Longas metragens que discutem a condição humana, o meio ambiente, a música brasileira, dentre outros temas, serão exibidos para o público, confira:

  • Obá Obá Obá, de Benjamin Rassat

  • Tudo por Amor ao Cinema, de Aurélio Michiles

  • A Terra Negra dos Kawa, de Sérgio Andrade

  • Osvaldo Cruz na Amazônia, de Stella Oswaldo Cruz Penido e Eduardo Vilela Thielen

  • Amazônia, o Despertar da Florestania, de Christiane Torloni e Miguel Przewodowski

  • Rondônia: Viagem à Terra Prometida, de Silvio Tendler

  • Para ter onde ir, de Jorane CastroO

      Os trailers de todos os longas convidados já podem ser vistos no canal do Youtube do Cineamazônia.

Mostra Animando Amazônia

  • Exibição de 39 filmes de animação, realizados através de um projeto pioneiro de animação na Amazônia Brasileira e Boliviana, desenvolvido pelo festival durante as oficinas de animação com alunos de escolas públicas nas 16 edições anteriores e durante o Cineamazônia Itinerante;

Mostra Imagens da Memória

  • Obra cinematográfica produzida pelo Cineamazônia ao longo dos últimos anos com depoimentos de pessoas que resgatam, preservam e contam as suas histórias de vida nos diferentes territórios da Amazônia, em uma linguagem própria em 21 filmes de curta metragem;

Mostra Itinerâncias

  • São 5 filmes com diferentes pessoas e culturas e a rica diversidade contadas do ponto de vista de convidados e de personagens locais durante as expedições do Cineamazônia Itinerante pela Amazônia, Peru, Bolívia, Colômbia, Portugal e África.

Se agende: Cineamazônia – Festival de Cinema Ambiental – 17ª Edição – A Natureza não pode não pode sair de cena.

1 a 5 de dezembro – Online e Gratuita.

Realização: Acapulco Filmes

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Cineamazônia – Festival de Cinema Ambiental – 17 Edição

Veja também : Seis longas documentários concorrem o Troféu Mapinguari

TDAH , o exterminador de futuros

No jurássico ano de 1979, fui contratado para o meu primeiro emprego regular; carteira assinada e tudo.  Por tratar-se de um primeiro emprego minha empregadora inscreveu-me no PIS (acho que todos sabem o que é o PIS).
Sei lá por que, uns anos depois fui tentar receber os juros a que tinha direito, ou outro motivo qualquer que já não me lembro,  e tive o dissabor de saber que meu PIS tinha um erro de cadastro. Segundo o funcionário do extinto Banco Nacional o tal PIS estava cadastrado em meu nome mas os outros dados eram de outra pessoa.
Como eu ganhava mais de dois salários mínimos por mês, e não tinha direito ao abono anual – apenas uns juros que julguei ser uma mixaria – e me deu uma enorme preguiça de ir atrás desse assunto, abandonei a questão. Nunca preocupei-me com a correção desses dados.
Nunca tive direito a esse abono do PIS, mas sempre quando esse assunto surgia eu me recordava de que meu cadastro estava errado. Uma hora eu vou resolver isso, disse inúmeras vezes…
Um misto de procrastinação, desleixo e preguiça me impediram de solucionar essa questão; e o pior, sequer me informei para o que serve o tal do PIS.
Trinta e cinco anos se passaram e em agosto último decidi entrar com a papelada pra contagem de tempo de serviço pra aposentadoria.
– Engraçado, ela disse.
– Estranho… Não estou entendendo, falou pra si mesma a funcionária do INSS que me atendia.
Ao vê-la com aquele semblante de perplexidade misturado com estranheza, veio-me à mente todas as dificuldades que passei ao longo da vida quando se tratava de exercer um direito, um benefício…
Tudo meu é mais difícil; tudo. Mas tudo mesmo! Absolutamente tudo!
Pra encurtar a conversa: o tal do PIS é fundamental pra aposentadoria. Metade dos meus vínculos empregatícios estão em nome de outra pessoa. Claro, aquela pessoa que partilhava o mesmo número de PIS que eu, foi no INSS em 2004 e passou tudo pro nome dele.
Fui encaminhado à CAIXA para resolver esse erro. Ali fiquei sabendo que tudo que está ruim pode piorar. Primeiro, a CAIXA me devolveu ao INSS – isso é lá com eles, e de difícil solução disse a moça – segundo, quando me cadastrei no PIS ele tinha uma outra função que era um pecúlio a ser sacado pelo beneficiário quando aposentasse. Ou seja, perdi também esse benefício. Lá se vão mais de trinta anos, meu direito de requerer já prescreveu, blá, blá, blá, blá…
E eu sabia do erro  a pelo menos uns trinta anos. E não fiz nada para reparar. Preguiça, desleixo, desinteresse, soberba, burrice!
Ahhhhhhh, detalhe; a moça da CAIXA ainda me perguntou:
– O senhor deve ter aquela carteirinha do PIS? Se tiver em seu nome mesmo fica muito mais fácil de resolver; de provar que esse número de PIS foi seu um dia.
Claro que joguei a carteirinha fora. Não tenho a menor ideia de onde ela possa estar.
A funcionária da CAIXA ficou me olhando com aquela cara de:
– O senhor é louco, idiota, irresponsável ou o quê?
Se eu tivesse de menos mau humor, menos acabrunhado, menos deprimido, eu teria respondido:
– Nada disso, moça. Sou apenas uma vítima de mim mesmo; de uma doença que me faz ser assim e de quebra faz com que em  momentos como esse EU ME ODEIE.

Via ­TDAH – Reconstruindo a Vida

Cineamazônia 2020 exibe seis longas documentários na disputa do Troféu Mapinguari

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O Prêmio Silvino Santos de melhor longa metragem documentário, que acontece durante o CIneamazônia 17ª Edição, de 1 a 5 de dezembro, contará com seis filmes que concorrem ao Troféu Mapinguari.

A mostra competitiva de documentários de longa metragem acontece todos os anos durante o Cineamazônia, e reúne, nesta 17ª Edição, para exibição pública online e totalmente gratuita,  produções que retratam questões relacionadas à Amazônia, seus problemas e impactos, e resgata parte da história brasileira pouco conhecida do público, além de produções que documentam as condições dos povos tradicionais da região e de outros locais do planeta.

Entre os filmes selecionados, está Nheengatu, com direção e produção de José Barahona, uma produção Brasil-Portugal onde se busca uma língua imposta aos índios pelos colonizadores, e, através da língua misturada, o Nheengatu, o filme se constrói no encontro de dois mundos, já que a filmagem foi realizada com a população local do Alto Rio Negro. O trailer pode ser assistido no canal do Cineamazônia.

O diretor Luiz Bolognesi apresenta o filme Ex Pajé, onde Perpera, um poderoso pajé dos Paiter Suruí, se divide no conflito imposto por um pastor evangélico que entra em contato com seu povo e afirma que pajelança é coisa do diabo, até que a morte ronda a aldeia. Uma prévia está disponível no canal do Cineamazônia.

Kabadio – O tempo não tem pressa, anda descalço, de Daniel Leite apresenta a perspectiva dos conflitos de personagens reais que lutam pela sobrevivência no à uma guerra civil e ao contrabando, em um pequeno vilarejo mulçumano do Senegal. Confira o trailer do filme no canal do Cineamazônia.

Conflitos humanos e ambientais também podem ser conferidos em dois longas de sucesso. Soldados da Borracha, de Wolney Oliveira resgata a saga de mais de 60 mil brasileiros enviados à Amazônia durante a 2ª Guerra Mundial para a extração do látex, estratégico para a vitória dos aliados e a promessa nunca cumprida: voltarem para a casa como heróis da pátria e aposentados como militares. O trailer está disponível no canal do Cineamazônia.

Sérgio de Carvalho traz uma visão mais contemporânea sobre os conflitos relativos a borracha na região amazônia no filme Empate, onde o diretor dá voz aos protagonistas do movimento seringueiro entre 1970 e 1980, no Acre, refletindo sobre como este momento histórico ecoa ainda hoje na Amazônia e seus impactos mundiais. O trailer pode ser assistido no canal do Cineamazônia.

Em um momento onde o desmatamento e as queimadas na Amazônia aumentam e assustam o mundo, o diretor Orlando Senna discute em Idade da Água, a questão da falta de água no planeta e a cobiça pela Amazônia, que concentra 20% da água potável do planeta, um filme que leva o espectador a refletir sobre as atitudes do homem sobre o meio ambiente. O trailer pode ser conferido no canal do Cineamazônia.

Na programação do Cineamazônia 17ª Edição, além da exibição dos seis longas que disputam o Troféu Mapinguari – Prêmio Silvino Santos de melhor longa documentário, acontece a exibição de filmes na Mostra de Longas Convidados, onde cineastas e diretores serão recebidos para conversar ao vivo no Papo de Cinema, de quarta, 2, a sexta-feira, 04, às 10:00 horas de Brasília, 9:00 horas do Amazonas

A programação inclui também as Mesas Redondas, de terça, 01, a sexta, 04, sempre às 15:00 horas de Brasília, 14:00 horas do Amazonas, com a participação de diretores convidados. Os Debates encerram a programação diária, às 19 horas (Brasília), 18:00 horas (Amazonas), onde diretores dos longas que disputam o Prêmio Silvino Santos vão abordar temas relativos às suas produções e ao cinema na Amazônia.

Toda a programação acontece online, gratuita e aberta ao público, em paralelo as atividades abaixo, disponíveis de 1 a 5 de dezembro:

  • Troféu Mapinguari: mostra competitiva com 41 filmes curtas e médias;

  • Mostra Animando Amazônia – exibição de filmes de animação de um projeto pioneiro de animação na Amazônia Brasileira e Boliviana, desenvolvido pelo Cineamazônia durante as oficinas de Pixilation;

  • Mostra Imagens da Memória – obra cinematográfica produzida pelo Cineamazônia ao longo dos últimos anos com depoimentos de pessoas que resgatam, preservam e contam as suas histórias de vida nos diferentes territórios da Amazônia;

  • Mostra Itinerâncias – diferentes pessoas e culturas e a rica diversidade contadas do ponto de vista dos personagens locais durante as expedições do Cineamazônia Itinerante pela Amazônia, Peru, Bolívia, Colômbia e África.

  • Veja também : Cineamazônia 2020 apresenta a programação de filmes e mostras

A história do piso de caquinhos das casas paulistas (via Biblioteca da FAU-USP)

Pode algo quebrado valer mais que a peça inteira? Aparentemente não. Mas no Brasil já aconteceu isto, talvez pela primeira vez na história da humanidade. Vamos contar esse mistério.
Foi na década de 40 / 50 do século passado. Voltemos a esse tempo. A cidade de São Paulo era servida por duas indústrias cerâmicas principais. Um dos produtos dessas cerâmicas era um tipo de lajota cerâmica quadrada (algo como 20x20cm) composta por quatro quadrados iguais. Essas lajotas eram produzidas nas cores vermelha (a mais comum e mais barata), amarela e preta. Era usada para piso de residências de classe média ou comércio.

Foto: Mika Lins

No processo industrial da época, sem maiores preocupações com qualidade, aconteciam muitas quebras e esse material quebrado sem interesse econômico era juntado e enterrado em grandes buracos.

Nessa época os chamados lotes operários na Grande São Paulo eram de 10x30m ou no mínimo 8 x 25m, ou seja, eram lotes com área para jardim e quintal, jardins e quintais revestidos até então com cimentado, com sua monótona cor cinza. Mas os operários não tinham dinheiro para comprar lajotas cerâmicas que eles mesmo produziam e com isso cimentar era a regra.

Certo dia, um dos empregados de uma das cerâmicas e que estava terminando sua casa não tinha dinheiro para comprar o cimento para cimentar todo o seu terreno e lembrou do refugo da fábrica, caminhões e caminhões por dia que levavam esse refugo para ser enterrado num terreno abandonado perto da fábrica. O empregado pediu que ele pudesse recolher parte do refugo e usar na pavimentação do terreno de sua nova casa. Claro que a cerâmica topou na hora e ainda deu o transporte de graça pois com o uso do refugo deixava de gastar dinheiro com a disposição.

Agora a história começa a mudar por uma coisa linda que se chama arte. A maior parte do refugo recebida pelo empregado era de cacos cerâmicos vermelhos mas havia cacos amarelos e pretos também. O operário ao assentar os cacos cerâmicos fez inserir aqui e ali cacos pretos e amarelos quebrando a monotonia do vermelho contínuo. É, a entrada da casa do simples operário ficou bonitinha e gerou comentários dos vizinhos também trabalhadores da fábrica. Ai o assunto pegou fogo e todos começaram a pedir caquinhos o que a cerâmica adorou pois parte, pequena é verdade, do seu refugo começou a ter uso e sua disposição ser menos onerosa.

Mas o belo é contagiante e a solução começou a virar moda em geral e até jornais noticiavam a nova mania paulistana. A classe média adotou a solução do caquinho cerâmico vermelho com inclusões pretas e amarelas. Como a procura começou a crescer a diretoria comercial de uma das cerâmicas descobriu ali uma fonte de renda e passou a vender, a preços módicos é claro pois refugo é refugo, os cacos cerâmicos. O preço do metro quadrado do caquinho cerâmico era da ordem de 30% do caco integro (caco de boa família).

Até aqui esta historieta é racional e lógica pois refugo é refugo e material principal é material principal. Mas não contaram isso para os paulistanos e a onda do caquinho cerâmico cresceu e cresceu e cresceu e , acreditem quem quiser, começou a faltar caquinho cerâmico que começou a ser tão valioso como a peça integra e impoluta. Ah o mercado com suas leis ilógicas mas implacáveis.

Aconteceu o inacreditável. Na falta de caco as peças inteiras começaram a ser quebradas pela própria cerâmica. E é claro que os caquinhos subiram de preço ou seja o metro quadrado do refugo era mais caro que o metro quadrado da peça inteira… A desculpa para o irracional (!) era o custo industrial da operação de quebra, embora ninguém tenha descontado desse custo a perda industrial que gerara o problema ou melhor que gerara a febre do caquinho cerâmico.

De um produto economicamente negativo passou a um produto sem valor comercial a um produto com algum valor comercial até ao refugo valer mais que o produto original de boa família…

A história termina nos anos sessenta com o surgimento dos prédios em condomínio e a classe média que usava esse caquinho foi para esses prédios e a classe mais simples ou passou a ter lotes menores (4 x15m) ou foram morar em favelas.

São histórias da vida que precisam ser contadas para no mínimo se dizer:
– A arte cria o belo, e o marketing tenta explicar o mistério da peça quebrada valer mais que a peça inteira

Continue Lendo via Biblioteca da Fau/USP

BR 319 : Balsa grátis no rio Madeira em 1973

A placa do DNER indicava : Essa travessia é gratuita ! Velhos tempos…Vemos um baita Opalão, um fusca, uma Rural e uma F-75 ao fundo.

EFMM : Livro sobre ícone ferroviário é lançado nas redes sociais

O jornalista e advogado Ricardo Leite apresentou nas redes sociais o seu novo livro “1912 Vitória na Selva, umas das mais fantásticas páginas da história do Brasil e do mundo moderno”, obra com 400 páginas e uma linha do tempo ricamente ilustrada de mais de 200 anos, editado pela Temática Editora, sobre a instigante história da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM) inaugurada em 1912, e seus 366 quilômetros no coração da isolada selva amazônica, atualmente cidade de Porto Velho, estado de Rondônia. 

“É realmente uma incrível aventura de coragem, cooperação entre nações e vitória sobre o impossível”, exalta o escritor, que é membro da Academia Rondoniense de Letras e trabalhou como procurador federal junto ao IPHAN e à Agencia Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), sempre com um especial olhar voltado à preservação do patrimônio ferroviário nacional. “É também uma história sobre o valor das ferrovias de ontem, de hoje e do amanhã”.

No Facebook, Instagram, Twitter e WordPress o autor publicou uma amostra grátis das primeiras 40 páginas do livro e vários vídeos e fotos, que buscam ligar lugares, personagens e fatos históricos à sua narrativa. Começou em São José dos Campos-SP ao lado de uma histórica locomotiva restaurada, produzida há mais de cem anos pela mesma fábrica americana da maioria das máquinas da EFMM, e em Aparecida-SP, mostrando o especial valor simbólico dos trens turísticos para o desenvolvimento ferroviário nacional.

No livro, ele busca também desfazer mitos sobre a estrada de ferro, resgatar fatos esquecidos ou truncados, revelar outros surpreendentes, e reabilitar figuras históricas, como o investidor e empresário americano Percival Farquhar, que construiu a improvável Madeira-Mamoré e muitas outras obras essenciais para o desenvolvimento do país na primeira metade do século XX. “Era um sincero brasilianista”, assegura.

“O antiamericanismo não contribui com o debate sobre as relações do Brasil com o mundo, nem com a história de união centenária dos EUA com o nosso país.”, analisa. Nessa sua procura por justiça histórica, o autor rechaça a teoria que o presidente Juscelino Kubitschek aviltou as ferrovias em favor das estradas de rodagem. “Ele criou a Rede Ferroviária Federal e assentou 1000 KM de trilhos no seu governo. Queria o Brasil forte e próspero, com muitas rodovias e ferrovias também”.

Mais detalhes sobre a obra nas páginas:

https://www.facebook.com/estradadeferromadeiramamorero/

https://www.instagram.com/ferromadeiramamore/?hl=pt-br

https://efmm100anos.wordpress.com/

https://twitter.com/EFMM100

Ocaso e o caso

Texto e foto de Valéria del Cueto

Origem da mensagem: digitalização direta, sem direito a rabiscação no caderninho.

Localização: em trânsito para conseguir alcançar a fresta do luar pela janela, mesmo que na minguante.

Dear cronista, peço desculpas pela demora. Tenha certeza foi melhor assim. Pensei no bem estar da amiga e na possibilidade de poupar momentos de tensão, os que não são nada bons para quem está voluntariamente encarcerada do outro lado do túnel.

Andei muito ocupado tentando capturar, registrar e indexar os últimos acontecimentos. Para efeito de registro intergaláctico, uma das missões que vim fazer nesse planeta, como sabe. Como também é do seu conhecimento que meu retorno para o espaço sideral depende diretamente da situação das camadas estratosféricas. As que andam tão alteradas a ponto de não me deixarem seguir meu rumo pela Via Láctea.

Pois saiba que hoje conheci um sentimento humano, sobre o qual já havia lido, sem ter a dimensão de sua expressão. Foi como estar perdido no deserto, ver um oásis e descobrir que não, não era uma miragem (mal comparando com cenas que já vi – acho que no clássico filme Laurence da Arábia). Aquela luz que inunda o que vocês chamam de peito e se projeto por todo o corpo? Eu, seu amigo Pluct Plact, o extraterrestre, senti esperança!

Te poupei, amiga, de momentos de análise das opções (uma não tão má e outra péssima) e o desenrolar de uma batalha eleitoral que não é nossa (olha eu) mas que trouxe futuros reflexos diretos sobre o digamos, way of life do governo do seu país.

De acordo com parte do mundo que já o cumprimentou, Joe Biden é o novo presidente eleito democraticamente pelo povo americano. Sua votação é a maior da história e a vitória no colégio eleitoral está consolidada.

A eleição mobilizou não apenas o país em questão, mas o planeta. Das duas uma: ou os EUA seguiam a ondulação perigosa do topete ensandecido de Donald Trump ou, numa guinada, priorizavam questões como a pandemia (que explode por lá) e o grave quadro das mudanças climáticas.

Foi tenso o processo e dele preferi poupa-la. Tipo FLAxFLU em final de campeonato. Não vou enrolar. Os republicanos saíram na frente, porque votaram mais de forma presencial, nas primeiras urnas abertas. Mas depois… O primeiro sinal de quem seria o vencedor veio de Donald Trump que já no início da contagem se adiantou e declarou ser o vitorioso. Cedo demais.

Com votos presenciais e vindos pelos correios, cada estado procedendo de acordo com sua legislação própria, a consolidação do nome do escolhido demorou. Enquanto isso, Trump já avisava que iria judicializar os resultados. Era contra a inclusão dos votos que, enviados pelo correio, chegaram depois do dia da eleição. Os democratas, por causa da Covid-19, pediram para seus eleitores que votassem antes para evitar aglomerações. Entendeu?

Na noite de sábado – a votação foi na terça, Joe Biden comemorou em Delawere a vitória nas eleições americanas. Em tempos normais, caberia ao perdedor parabenizar o vencedor, para avisar aos americanos que a vitória do adversário era reconhecida. Normalmente… mas Trump não segue o padrão e continua afirmando que não reconhece Joe Biden como futuro presidente americano.

Como a fila andou, o democrata já anuncia medidas contra a Covid-19, pede que a população use máscara até a chegada da vacina e trabalha na transição. Trump, encastelado na White House, diz que vai até as últimas consequências enquanto pede revisão nas contagens em estados chave vencidos por JB, o deles. (O Bolsonaro, JB de cá, continua no limbo sem reconhecer os eleitos e vendo como termina o discurso de fraude que ele próprio rascunha por aqui, lembra?)

Querida cronista, deixei por último a esperança que mencionei no início. É a vice-presidente eleita, Kamala Harris. Mulher, preta, filha de uma indiana e um jamaicano. Seu sorriso ilumina e estimula a diversidade no jogo democrático. Sua postura confiante   representa a chance de uma guinada de rumo menos radical na maior nação do imundo.

Black lives matter and care about climate changes is coming. Go Joe Biden, welcome Kamala!

*Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Da série “Fábulas Fabulosas” do SEM FIM… delcueto.wordpress


Cineamazônia 2020 divulga lista de filmes selecionados

A produção do Cineamazônia – Festival de CInema Ambiental, divulga a lista dos filmes selecionados para a 17ª Edição, que acontece de 1 a 5 de dezembro de 2020, de forma online e gratuita. Todas as produções concorrem ao Troféu Mapinguari, nas categorias documentário, animação, ficção e experimental. São ao todo 41 produções de todas as regiões do país, além de filmes do Peru e Estados Unidos.

Os selecionados estão divididos assim: animação, com 7 filmes, documentário com 13, ficção com 16 e experimental com 5 produções.

Seis filmes disputam o Prêmio Silvino Santos de melhor longa metragem na categoria Documentário.

A  lista dos filmes selecionados está disponível AQUI

#cineamazonia #festivalambiental #cinema

Kombeiros do Norte se reúnem no fim de semana em Porto Velho

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Aconteceu neste fim de semana, mais precisamente no último sábado (7), com encerramento neste domingo, o 1º Encontro dos Kombeiros do Norte, porém da Regional Rondônia, aqui em Porto Velho.

O local do evento foi lá na Chácara do Benê, na BR 364, sentido Ariquemes. Muito bom o encontro, mostra que o pessoal do Motor Casa está unido e vem crescendo em nosso Estado.

Vários Kombeiros/Vans de outras cidades participaram do encontro. Valeu, parabéns aos organizadores e, com certeza virão outros encontros.

Veja as fotos registradas por este quem vos escreve, que também fez uma visita ao Evento e de outros amigos Kombeiros que lá estavam.

O Orlando Souza também fez o seu registro fotográfico.

Uma cortesia do Blog do Chaddad

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Pausas

Por Patricia Ravena, artesã e professora

Estamos atravessando um período tenso da História mundial. Assim como a peste negra, gripe espanhola, as duas Grandes Guerrras. Momentos ímpares que nos trazem reflexões sobre o planeta em que vivemos.
É um momento de pausas. E parar no atual contexto mundial é desesperador, visto que as esconomias, as cidades, as pessoas não podem parar.
As informações nos chegam rápido, e a atualização das mesmas nos chegam como um turbilhão de emoções. É difícil parar quando somos estimulados a não ter mais parada certa. Passada a infância, pausar é quase um crime, pois correr é a fonte de toda a economia e onde, estar parado é sinônimo de fracasso. A vida é um constante correr: acorda, trabalha, cuida-se dos seus, ama-se ás pressas, perde-se o brio. Esta correria nos paralisa quando não superamos as nossas e as vossas expectativas, visto o surgimento de tantas síndromes e depressão.
Agora, nos pedem calma. É um grande filme rodado no grande cinema que é o Planeta Terra , agora, simplesmente parado! Ruas, shoppings, escolas, turismo, grandes estradas, aeroportos, tudo, tudo em pausa.
A vida pede calma. A fauna, a flora, a atmosfera. Adoecemos a Humanidade, onde o importante não é ser; é ter. Se olharmos ao nosso redor com carinho, podemos perceber como precisamos cuidar de nosso interior, de como tratamos as pessoas e como nos relacionamos com elas. Ou não. É o momento de sentir saudade, de se perguntar porque parou-se de amar, de observar.
Reaprender a olhar o outro, e não apenas ignorar. Esta pausa, é sim, momento de reflexão.
Tenho visto em tantas redes, tantos anônimos, gestos de solidariedade com que passa por momentos difíceis frente a esta pandemia de Covid19. Notícias sobre músicos e artistas entretendo quem estáem isolamento social e têm vivido momentos de ansiedade, presos em seu próprio lar. O mundo vê, agora, a importância de parar, de se importar, de amar e se importar com quem se quer por perto, ou simplesmente se preocupar com tantas mortes planeta afora. É hora de internalizar a melhora de atitudes, de zelo, de carinho e de paciência, pois somos acometidos pela falta da mesma.
Que possamos, ao fim de tudo isto, comemorar uma vitória pessoal interna, e não somente para que outros vejam. Abrace seu filho, ligue para aquele amigo que você ama e não tem tido tempo, faça uma chamada de vídeo com os avós ou idosos que conheça, ore independente da religião, dance e vibre coisas positivas, porque o universo percebe. Utilize esta pausa para ser positivo. Doe algo, pois há tantos em nada na sociedade que não para nunca. Desentulhe sua casa, pois uma casa sem entulho é um lar sempre aconchegante para você e sua alma. Corra da maldade das notícias falsas, pois elas envenenam gente boa e aumenta o caos. Seja consciente, pois sua saúde e dos seus é importante para que possamos voltar á nossa rotina tão desejada. Use sua ansiedade para o bem, pois ao fim desta pausa, estaremos todos lutando para o retorno á normalidade. E que esta, seja agora, positiva e vibre amor. Pois, acredite. Ainda precisamos de amor.

Hoje é dia só de sentir… …de sentir… só…


Por Rúbia Luz

Se a vida acaba, amor? Não sei…
Eu sei que acaba o corpo

Mas,  vida… este sopro
esta anima, este mover…
Não… não sei se é ela quem acaba
ou minha capacidade de compreender
Se eu entendo, amor?
Não entendo! Mas, ainda sinto
E isto eu não posso negar!
Saber e sentir são de reinos desiguais
e que, as vezes, se põem em beligerância
Mas, é por ignorância, amor… ignorância!
Só que hoje não é dia de entender…
Hoje é dia só de sentir…
…de sentir… só…
E eu… Eu sinto muito, amor
Eu sinto muito!

Artista Ângela Schilling representa o Brasil na 4a Bienal Internacional de MINIPRINT 2020


Feliz por minha gravura ser aceita pelo júri da 4a Bienal Internacional de MINIPRINT 2020!

Representando o Brasil….na ARGENTINA

Tenho trabalhado com xilogravura e quando vi a oportunidade de enviar meus trabalhos para a 4ª Bienal Internacional de Miniprint, na Argentina, resolvi mandar e ver o que aconteceria. Para minha alegria meu trabalho foi aceito e selecionado para esta Bienal.

Desta forma, além de apenas outros dois gravadores, represento o Brasil na Argentina, neste evento cultural de âmbito internacional.

Trata-se de uma Bienal de formatos pequenos onde cada gravura não pode ultrapassar a medida de 10cm X 10cm, conforme o regulamento, o que geralmente se traduz em maior dificuldade na execução da gravação como na impressão da mesma!

Enviei mini gravuras que executei em 2019, no ateliê de gravura da Escola de Artes Teos, da São Tiago Maior, ao lado da Casa de Cultura, onde ministro aulas de xilogravura.

  • O projeto destas pequenas gravuras consiste em duas matrizes cada, resultando num trabalho colorido, no qual retrato elementos da nossa preciosa natureza que sempre norteou minhas pesquisas e trabalhos de arte.

O buraco

osPor Patricia Ravena, artesã e professora

Sabe quando tua vida chega num ponto em que você inventando coisas pra fazer pra não enlouquecer?
Se você não passou por isso ainda, parabéns!
É péssimo. O dia não passa. Tic tac. Tic Tac.
Acorda.
Abre os olhos. Vai ao banheiro. Escova os dentes. Xixi. Banho.

E depois?

Vazio. Nada. Nadinha pra fazer. No máximo encher a cara. E engordar. Isso eu tô fazendo bem. Até fumar perdeu a graça. Acredita?????

Minha vida agora é um enorme vazio. Sou o próprio vácuo. Um buraco sem graça e sem formas definidas.

Já sei, vou pintar uma camiseta!!!!!!
Lá vou eu, toda feliz. Mas dá tudo errado. Rasgo o stencil, borra a tinta. perdí a camiseta. caralho!

Já sei, vou ler. Isso!. Nem isso. Primeira página eu paro. Não consigo. Não entendo nada do que está escrito. Juro! Desespero. Tá na cara. Coisa tá feia feito puta de beira de estrada.

Escrever, vou escrever!!!!
Tenho a seguinte mania: quando penso algo legal pra escrever, anoto em algum lugar e vou guardando. Depois, pimba! Sai alguma coisa legal. Lembro do tempo em que eu fazia poesia, uns poeminhas legais. Agora nem isso. As frases estão soltas aqui por dentro. Juntá-las é dificil como um estudante iniciante.

Minha vida parou.

Não trabalho. Adoeci trabalhando. Não Demais. Os dias passam lentos, lentos, lentos.
Agora deixa eu voltar pra minha caminha.
Dormir.
O sono artificial dos trouxas. Babar no travesseiro e repetir o dia. Um drama que dura meses, dias e horas e eu não sei mais como reagir a isto.
Espero poder acordar melhor. Durmo pensando assim.
Quem sabe???????
Quem sabe não levanto, quem sabe não reajo, quem sabe eu aceite aquilo que eu não consigo aceitar e encontrar em coisas simples a felicidade de ser quem eu sou! E buscar serenidade e paz frente as adversidades enfrentadas por mim e por todos nesta longa travessia que se chama vida e entender que viver é entrega. Se entregue…ame, viva, corra, sofra, mas sofra com dignidade, com olhos no futuro, pois não se deve cultivar o sofrimento.
Sejamos todos resilientes!

Em tempos nebulosos, Esquadrões Poti e Pacau protegem os céus da Amazônia

O primeiro Grippen NG da FAB faz pose em Brasília, mas ainda não está operacional.

O AH2 Sabre , batismo da FAB para o russo MI 35

Por Beto Bertagna

Depois da transferência do Esquadrão Poti de Recife para Porto Velho/RO há 10 anos atrás,  constituindo o 1º Esquadrão de Helicópteros de Ataque , com a compra da Rússia de 12 AH-2 Sabre (MI 35) e  do  1°/4° Gav. Esquadrão Pacau, de Natal/RN para Manaus a geopolítica da região esquentou, com as claras tentativas dos EUA de pressionar a queda de Nicolas Maduro do poder, na Venezuela. . A operação do esquadrão é com os jatos mais modernos e letais da FAB, o Tigre F-5M, caça  supersônico com recursos aviônicos, armamentos e performance adequada ao desempenho da missão de controle do espaço aéreo. Conta também com o apoio da aeronave E-99 (radar)  e do COPM4 (4º Centro de Operações Aéreas Militares) . Com a  conseqüente extensão da cobertura radar na aérea na Região Norte. A FAB concluiu em 2013 a modernização de suas 46 aeronaves F-5E/F, que passaram para o padrão F-5E/FM. O motor e célula dos aviões permaneceram os mesmos, mas a sua aviônica (HUD, radar e painel de controle) foram extremamente modificados. Ainda em 2013, outros F-5E/F, adquiridos da Real Força Aérea da Jordânia, sendo 8 F-5E e 3 F-5F bipostos foram modernizados pela Embraer Defesa e Segurança.  São 49 caças F-5E/F que foram atualizados entre 2002 e 2013. O último foi entregue agora, em 14 de outubro de 2020. Os caças estão espalhados pelas Bases de Anápolis/GO, Santa Cruz/RJ, Canoas/RS e Manaus/AM;

F5-M modernizado, da FAB

No entanto, especialistas ouvidos pela redação deste blog  www.betobertagna.com apontam que o F5-M, um projeto inicial da década de 50,  apesar do seu poder não é páreo para os  aviões Sukhoy SU-30, que integram a Força Aérea da Venezuela, que ainda assim manteriam superioridade estratégica sobre a nova base em Manaus. Como os 36 Grippen vão demorar a ser construídos e se tornarem operacionais, hoje a Aviación Militar Bolivariana (AMB) que possui uma frota de 23 caças Sukhoi Su-30 e 20 caças F-16 é uma real ameaça. Estes mesmos especialistas garantem que o poderio de um Grippen equivale a 4 unidades de F5-M.

Su 30 Flanker, da Força Aérea Venezuelana

Outros problemas também terão que ser solucionados, pois a operação deste jato em Ponta Pelada ainda é complicada pelo comprimento da pista. Os jatos de Manaus são os mesmos comprados da Jordânia em 2006 no Governo Lula e modernizados na Embraer e em Israel.

Com a chegada do primeiro Grippen NG, equipado com um novo grupo motopropulsor, o General Electric F414G, um radar ativo de varredura eletrônica, além de um aumento significativo da capacidade interna de combustível a situação de supremacia aérea na Amazõnia muda radicalmente. O Grippen pode decolar até de uma estrada !

Os Grippen NG na fábrica da Suécia. Espera-se que pelo menos 20 unidades sejam construídas na fábrica da Embraer em Gavião Peixoto, no interior de São Paulo que possui uma pista de quase 5.000 metros para testes.

São oito vetores modelo Grippen JAS 39F, versão de dois lugares semelhante ao modelo E mais  28 aviões monopostos do modelo JAS 39E, somando 36 unidades que foram compradas em contrato assinado no Governo Dilma, em 2014 depois de muitos anos de idas e vindas numa novela que começou em 1990 no Governo Collor, com lobbies e pressão do governo dos EUA e França que desejavam emplacar os modelos F/A-18 Super Hornet, da Boeing e o caça Rafale, da francesa Dassault respectivamente. O problema dos dois é que não seria feita transferência de tecnologia, o que levou a Grippen para a escolha, já que ela se dispunha a fazer uma parceria com a Embraer e até montar os caças em Gavião Peixoto/SP, planta da empresa, que tem a maior pista do mundo . Para se ter uma idéia da importância do martelo batido por Dilma e o Ministério da Defesa, o Comando da Aeronáutica elaborou um relatório com nada menos que 33 mil páginas de análises.

A questão da transferência de tecnologia é crucial para a soberania do Brasil e já está dando alguns frutos.  A subsidiária gaúcha AEL Sistemas, de Porto Alegre, está produzindo o (WAD) Wide Area Display , uma tela de 19×8 polegadas que reúne todos os dados cruciais de voo – que, nas versões anteriores do Gripen, ficavam espalhados por três monitores e passará a equipar todos os Gripen (não só os brasileiros).

Veja também : O Esquadrão Poti agora é aqui