Cinema brasileiro perde Capô, o Maurice Cappovila

E o Capô se foi, aos 85 anos, em decorrência de uma doença pulmonar, nos deixando ainda mais tristes. Capô, (Maurice Capovilla) como todo mundo carinhosamente o chamava no meio cinematográfico, foi diretor de talento. Entre seus vários filmes, destacam-se documentários como Subterrâneos do Futebol (1965) e ficções como Bebel, Garota Propaganda (1967), O Profeta da Fome (1970) e O Jogo da Vida (1977).

Teve também extensa carreira como produtor, ator e docente de cinema. Trabalhou no projeto original do Instituto Dragão do Mar, núcleo cinematográfico criado pelo governo do Ceará, em Fortaleza, uma fugaz fonte de inspiração para o nosso cinema.

Bebel, Garota Propaganda é adaptado do romance de Ignácio de Loyola Brandão, e O Jogo da Vida, de Malagueta, Perus e Bacanaço, de João Antônio.

Capô teve forte atuação no norte, principalmente no Estado do Acre onde colaborou no projeto da Usina de Arte, uma usina de beneficiamento de castanha e que vinha servindo como depósitos de materiais inservíveis do Estado e que estava abandonada há mais de uma década, transformando-se em depósito de máquinas obsoletas. Em 2006 passou a funcionar regularmente com cursos de teatro, cinema e música.

Capovilla também esteve por Rondônia, onde ministrou uma oficina do projeto DocTV , uma parceria da TV Cultura de SP com o Governo do Estado . Foi homenageado no Festival de Cinema Ambiental – CINEAMAZÔNIA e virou nome de um prêmio, o prêmio Capô de Linguagem Cinematográfica.

Pô, Capô ! Estamos muito tristes…

Daí, o que você acha disso ?

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