“Café Pendiente” na Argentina traz um resto de esperança no ser humano, em meio à crise

Por Beto Bertagna

A prática filantrópica nascida em Nápoles, na Itália tem se alastrado pela Argentina em tempos de inverno rigoroso . É o “café pendiente“, em que o consumidor paga o seu café e deixa outro já quitado para uma pessoa que não pode pagar.  É um ato de solidariedade completamente anônimo, o que por si só aumenta a carga de afetividade ao próximo.

Rio Cuarto (se lembra do Siga la Vaca, Z ?) foi a primeira cidade a aderir através de um decreto municipal que modificou um pouco a forma de operação, ficou com cara de estatal mas funcionou.

Mas a prática comum se alastrou mesmo por Buenos Aires. Um pequeno gesto , uma grande solidariedade baseada na confiança. Ingredientes que , mais que o pó de café, estão cada vez mais raros ao alcance do ser humano, o real, o autêntico, não o “cerumano” banalizado das redes sociais.

Os bares, restaurantes e cafés portenhos que fazem parte da rede não aceitam a participação de grupos políticos, empresas e nem doações em dinheiro. Os estabelecimentos participantes ostentam um adesivo que os identifica.

Vai prá Argentina agora no inverno ? Taí a chance…

2 pensou em ““Café Pendiente” na Argentina traz um resto de esperança no ser humano, em meio à crise

  1. leticia navarro

    Olá! sou brasileira e jornalista. Trabalho como correspondente de um jornal da Inglaterra aqui na Argentina onde vivo há alguns anos. Realmente isso acontece por aqui e é bastante interessante e positivo. Recordo que havia postado, em espanhol, ainda no ano passado na página do meu face sobre o tema, porque me identifiquei muito. Ver que esse hábito está sendo difundido no Brasil causa enorme satisfaçao. Obrigado e parabéns!

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  2. norma7 – Rio de Janeiro - Brasil
    norma7

    Oi Beto,

    Já tinha lido uma notinha mínima s/a iniciativa.Achei interessante e ficou por aí. Hoje, com o teu Post, bateu! É uma atitude linda. Agregadora. De: “se aproxime. chegue-se ao fogo”. Da pausa, da quebra da rotina, da interrupção do automatismo (“eu sou o outro você”). “Vamos tomar um cafezinho no(a) na copa/no bar/na lanchonete/na padaria/lá em casa ?” Não é o café em si. É o conforto do gesto.
    Fui buscar no Dicionário de Direitos Humanos, uma palavra que uso pouco, mas penso eventualmente (há pesquisas feitas na área da psiquiatria que demonstram que o maior medo das pessoas – maior mesmo que a própria morte -, é a REJEIÇÃO):
    Pertencimento
    Ana Lúcia Amaral

    Os dicionários apresentam vários significados para o verbo pertencer dentre os quais interessa o significado ser parte do qual deriva a palavra pertencimento.

    Pertencimento, ou o sentimento de pertencimento é a crença subjetiva numa origem comum que une distintos indivíduos1. Os indivíduos pensam em si mesmos como membros de uma coletividade na qual símbolos expressam valores, medos e aspirações. Esse sentimento pode fazer destacar características culturais e raciais.
    (…)
    Mais aqui: http://www.esmpu.gov.br/dicionario/tiki-index.php?page=Pertencimento

    Seria tão bom, agora que estamos no inverno, se o ‘povo’ , principalmente, dos Estados do Sul (brrrr!) do nosso Brasil adotassem essa prática. Fizesse esse ‘carinho’ no seu irmão anônimo Nos outros Estados, poderiam deixar uma ‘água pendente’, Afinal, como insiste a ‘louca do meu sótão’ em atribuir à IBM (?), um anúncio lido, há priscas eras, numa revista americana: “Calor humano não faz pipoca. Faz coisa muito melhor!”

    Boa sorte, Norma
    __/\__ (Gasshô) aos pais da ideia, a quem a mantém respirando e ao

    “a 24 quadros” Nac♥

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