Livros que ajudam a entender Rondônia – A malária e o malaeiro

“Os que nos precederam deixaram para nós um mundo bem melhor. Devemos fazer o mesmo para os que nos sucederão.”

A condição de país tropical com características de continente, dá ao Brasil a possibilidade de possuir regiões caracterizadas por significativas diferenças e até bem pouco tempo atrás, em função da insalubridade, de ser um campo fértil para o desenvolvimento de muitas doenças endêmicas. Dentre estas, selecionei que representou durante muitos anos um verdadeiro flagelo no mundo, no Brasil e em Rondônia. A malária, adoecia milhões e levava milhares de pessoas à morte todos os anos, prejudicando radicalmente a economia da família e o desenvolvimento do país. No Brasil as duas fases de combate a essa doença, se caracterizaram pelo desconhecimento da sua epidemiologia até o início da década de quarenta e do seu conhecimento com base científica a partir daí, inclusive com a criação da CEM em 1958. A instalação da CEM em Rondônia, ocorreu em 1962. Em princípio, a instituição iniciou suas atividades com um quadro formado por vinte quatro servidores. Em 1995, quando me afastei em razão da aposentadoria, esse mesmo quadro ultrapassava aos dois mil e cem funcionários.

Crescendo e se modificando junto com o seu órgão empregador, o ‘malaeiro” que sempre deteve a condição de trabalhador anônimo, ao longo desses anos todos, sofreu bastante, foi injustiçado, humilhado, mal remunerado e principaimente desvalorizado. Todavia, analisando profundamente a nossa vida profissional e os obstáculos que encontramos pelo caminho, ainda assim achamos que valeu a pena.
Portanto, mesmo depois de comer o pão que o diabo amassou, o malaeiro conseguiu pela força de vontade e de dois fatores primordiais, alcançar grande parte de seus objetivos e dessa forma melhorar a sua vida e de muitas outras pessoas.

Foi graças à participação e ao esforço desse humilde brasileiro (o malaeiro), e aqui eu me reporto não apenas a Rondônia, mas a todo o Brasil, que o país conseguiu atingir o estágio atual de controle absoluto das chamadas grandes endemias ou endemias de massa. Acrescente-se aqui, a importante e efetiva participação de grandes sanitaristas e malariologistas que nortearam este trabalho no campo, dando à população brasileira a oportunidade de produzir mais e viver melhor.

Na realidade, sabe-se que algumas endemias, embora de forma controlada, ainda persistem no país. Entretanto, com o uso de novos meios e técnicas que estão surgindo constantemente, e a adição de investimentos no setor, espera-se que em breve, a presença dessas doenças deixe de ser um problema.

Daí, o que você acha disso ?

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