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1776 : a Lei que ninguém conhecia

Ana Aranda, jornalista respeitada e admirada pela defesa da cultura amazônica jogou luz no debate sobre o nosso patrimônio histórico. Aranda com a imparcialidade que sempre a caracterizou e sem a despreocupação de “desagradar” algum poderoso, estarreceu os seus leitores com informação responsável ao esclarecer sobre a famigerada lei que fragilizou ainda mais a defesa da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré e seu acervo. A lei 1776 , de 10 de agosto de 2007 é de uma precisão cirúrgica, e dificilmente foi criada pelos deputados que a apresentaram, pois a sua redação exige conhecimentos técnicos complexos e como se vê, é de um oportunismo e cinismo ímpar. Mais irônica só se fosse publicada no dia 1º de agosto.

Dia a matéria da Ana Aranda :

“Gloriosa Madeira-Mamoré – Na apresentação do projeto de lei aos demais deputados, os deputados Neodi Carlos e Alex Testoni alegaram a necessidade de alterar o tombamento “de uma pequena parte da gloriosa Estrada de Ferro Madeira-Mamoré [que] deverá ser atingida pela construção das usinas, fazendo-se necessário, portanto, com o apoio dos Pares, aprovarmos o incluso projeto de lei, que preserva o tombamento desse verdadeiro símbolo rondoniense e nacional, mas altera a área de tombamento. Isso garantirá a união de dois valores essenciais a Rondônia, a preservação de nossa história e o desenvolvimento econômico de nosso Estado”.

Seria interessante ouvir as versões dos próprios deputados signatários, dos secretários da SECEL na época e do ex-governador Ivo Cassol. Leia aqui (ou faça download) o Proj. Lei 091 / 07  e a  LEI 1776-2007 RO .  Vale ler a matéria completa no site Amazônia da Gente

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Livros que ajudam a entender RO – 19 – Arqueologia da Amazônia

A Amazônia costuma ser considerada uma área inóspita que sempre foi escassamente povoada. A ocupação humana da região, no entanto, tem milhares de anos. As populações que aqui viveram deixaram inúmeros testemunhos materiais de sua história, modificando inclusive o meio ambiente. Este livro defende que a investigação desse passado pode ajudar no planejamento de um futuro sustentável para a região. Eduardo Góes Neves é doutor em Arqueologia pela Universidade de Indiana (EUA) e professor do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP e do programa de pós-graduação em arqueologia da mesma faculdade. É também professor do programa de pós-graduação em arqueologia na Universidade do Centro da Província de Buenos Aires, na Argentina. O conheci durante sua passagem por Rondônia, por ocasião do início dos trabalhos arqueológicos da UHE Santo Antônio. Ele trabalha desde 1986 com arqueologia na Amazônia e desde 1990 no Estado do Amazonas, onde tem feito pesquisas nas bacias dos rios Negro e Solimões. Tem organizado exposições e publicado sobre este tema no Brasil e exterior e acredita que a Amazônia ainda tem futuro e que o entendimento do passado pode ajudar nesse processo. É isto aí, Eduardo !

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