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Livros para entender Rondônia – Rondon, de Todd Diacon

Aos 35 anos de idade. Cândido Mariano da Silva Rondon recebeu do governo brasileiro a tarefa de construir as linhas telegráficas que ligariam o estado de Mato Grosso ao Amazonas, território então pouco explorado, cuja comunicação com o centro administrativo do país era precária. De 1900 a 1915, O marechal cuidou de efetivar seu projeto e deu a ele ares de uma verdadeira “missão”.
E dessa figura tida ora como herói desbravador, um autêntico defensor dos indígenas, ora como agente violento de expansão do autoritarismo do Estado — que trata este livro. Sem desprezar esses vários lados, Todd A. Diacon procura entender a atuação do marechal como um projeto político de integração nacional. Para tanto, enfatiza pontos até agora pouco examinados da trajetória desse personagem, como a presença decisiva das idéias positivistas. Ao discutir os feitos e os fracassos do militar e apresentar os aspectos simbólicos que constituíram sua carreira, o autor dá nova atualidade ao tema, e revela como “a invenção e reinvenção de Rondon continuará a acompanhar a invenção e reinvenção da nação brasileira”.

Livros imprescindíveis para entender Rondônia – 9 – Rondon

No começo do século XX, o governo central do Brasil, preocupado em estender sua presença e autoridade efetiva à Região Centro-Oeste, ligaria pelo telégrafo o que hoje são os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia ao resto do país. A partir de 1900, coube ao então capitão Cândido Ronclon comandar a comissão encarregada de prolongar os fios telegráficos até essa região em larga medida selvagem e pouco explorada. Nos quinze anos seguintes, à frente da que ficou conhecida como Comissão Rondon, este nativo de Mato Grosso e descendente de índios pelo lado materno abriu caminhos no Pantanal e na floresta virgem, conviveu com a onipresente malária e com tribos hostis, enfrentou incompreensão e má vontade, tudo para levar adiante seu projeto civilizatório e de construção da nação.

Este livro traz um relato detalhado dessa aventura essencialmente política na selva, em que Rondon fazia questão, em todas as ocasiões, de hastear a bandeira e tocar o hino nacional (levava consigo seu indefectível gramofone), símbolos da unidade da pátria. ‘Também reconstrói a aventura tragicômica que foi ciceronear o ex-presidente americano Theodore Roosevelt numa excursão desastrada por um rio adequadamente chamado “da Dúvida”, pois seu curso era desconhecido. Mas, além dos fatos, Todd A. Diacon investiga as idéias motrizes da ação de Rondon e as contradições de sua prática positivista, a batalha ideológica  em torno de sua Comissão.

Aos 35 anos de idade. Cândido Mariano da Silva Rondon recebeu do governo brasileiro a tarefa de construir as linhas telegráficas que ligariam o estado de Mato Grosso ao Amazonas, território então pouco explorado, cuja comunicação com o centro administrativo do país era precária. De 1900 a 1915, O marechal cuidou de efetivar seu projeto e deu a ele ares de uma verdadeira “missão”.
E dessa figura tida ora como herói desbravador, um autêntico defensor dos indígenas, ora como agente violento de expansão do autoritarismo do Estado — que trata este livro. Sem desprezar esses vários lados, Todd A. Diacon procura entender a atuação do marechal como um projeto político de integração nacional. Para tanto, enfatiza pontos até agora pouco examinados da trajetória desse personagem, como a presença decisiva das idéias positivistas. Ao discutir os feitos e os fracassos do militar e apresentar os aspectos simbólicos que constituíram sua carreira, o autor dá nova atualidade ao tema, e revela como “a invenção e reinvenção de Rondon continuará a acompanhar a invenção e reinvenção da nação brasileira”.