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Curta Amazônia : poesia, música e filmes na Madeira-Mamoré, em Porto Velho

O 3º Festival de Cinema Curta Amazônia fará hoje (29) uma homenagem aos familiares do jornalista Nelson Townes de Castro, falecido no ano passado.  A partir dessa edição a melhor produção rondoniense do Festival  receberá o nome de Troféu Nelson Townes. Hoje também tem  documentários ( “Cinematógrafo brasileiro em Dresden” e “Oswaldo Cruz na Amazônia – a saga das vacinas”) dos cineastas Eduardo Thielen e Stella Oswaldo Cruz Penido . Os filmes foram  produzidos nos estados de Rondônia, Amazonas e Pará e tem imagens e fragmentos do acervo de Oswaldo Cruz, bisavô de Stlella, quando esteve realizando levantamentos e implantando ações de prevenções às doenças tropicais na época da construção da Estrada de Ferro Madeira Mamoré .

Após a exibição dos filmes haverá a cerimônia de premiação do Festival informando os vencedores dessa edição. E, encerrando essa primeira noite do Curta Amazônia na Praça Madeira Mamoré teremos a apresentação das bandas regionais “As Testemunhas” , banda composta por Giovani, Raoni, Nino, Gabi, Elias, Kátia, Eliseu e Edivaldo Viecili. A outra banda regional que se apresentará será a banda “Malcriados” , formada por Dinho Reis,  Tino Lôco Alves, Cláudio Jonhson, Saulo e Bode.

Banda Malcriados se apresenta hoje à noite, no Curta Amazônia (foto:Divulgação)

Banda Malcriados se apresenta hoje à noite, no Curta Amazônia (foto:Divulgação)

No sábado (30) haverá apresentação do Duo Pirarublue da Amazônia, o lançamento do documentário “Madeira Mamoré 100 anos depois – o sonho não acabou!” do diretor rondoniense Carlos Levy e a entrega dos vencedores do concurso de pintura ambiental , encerrando a programação com a projeção dos filmes vencedores de 2012.

Filmes para entender Rondônia – 4 – Oswaldo Cruz na Amazônia

No início do século 20, após a implantação das campanhas sanitárias no Rio de Janeiro, Oswaldo Cruz partiu para a Amazônia, em viagem de inspeção sanitária aos portos do Brasil.

Em 1910, realizou campanha contra a febre amarela em Belém do Pará e, em visita às obras de construção daa Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, estabeleceu umo de combate à malária na região. Quase um século depois, utilizando filmes, fotografias, caricaturas, cartas e relatórios do cientista, uma equipe de pesquisadores da Casa de Oswaldo Cruz refez seu percurso e gerou este documentário que resgata a memória e atualiza as principais questões de saúde por ele levantadas.

O documentário tem 55 minutos de duração com produção , pesquisa, roteiro e direção de Eduardo Vilela Thielen e Stella Oswaldo Cruz Penido, câmera de Luiz Carlos Bonella, edição de Joana Collier, consultoria de Eduardo Coutinho e narração de Paulo José. O ano de produção é 2002, e os contatos da Casa de Oswaldo Cruz são : fone (21) 3882 9039 e e:mail editora@fiocruz.br ou através do site www.fiocruz.br/editora

De quebra, você leva o filme “A revolta da vacina” , com esquetes teatrais e depoimentos de médicos, pesquisadores e historiadores sobre a história da varíola, da vacina e da revolta popular de 1904, ocorrida no Rio de Janeiro, abordando as questões sociais, políticas e culturais que envolveram a campanha de vacinação do governo de Rodrigues Alves , em plena República Velha.

Trio Parada Dura

Da esquerda para a direita, Stella Penido, B.Bertagna e Eduardo Thiellen, que prepara um filme sobre o Ten. Fernando durante as filmagens do vídeo "Oswaldo Cruz na Amazônia" Foto original p&b : Luiz Brito

Encharcados pela chuva torrencial, Stella Oswaldo Cruz Penido, bisneta do célebre cientista que esteve por estas bandas na época da construção da Madeira-Mamoré, Beto Bertagna e Eduardo Thiellen, da Casa de Oswaldo Cruz posam na parte destruída da Madeira Mamoré, no Bate Estacas.

Era a produção do documentário “Oswaldo Cruz na Amazônia”, com narração de Paulo José e fotografia de José Bonella.

Eduardo Thiellen é primo do Tenente Fernando, que desapareceu num rumoroso caso em Porto Velho.

Ele aproveitou sua passagem para pesquisar detalhes para o documentário que está produzindo sobre o assunto , e que vai dar o que falar nas rodas políticas, culturais e de ti-ti-tis da nossa capital. É a história sendo recontada, ou talvez, finalmente contada com outros olhares. Thiellen achou um velho Alto Madeira em que a capa destacava na manchete : Mãe não se engana – O ten. Fernando está vivo !

O jornal se referia às buscas promovidas pela Força Aérea e Exército para encontrar o oficial desaparecido. As versões envolvem até personagens muito conhecidos da nossa história local. É esperar prá ver !