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Parque dos Beraderos

Por Rud Prado
Com a construção da ponte na região da Balsa, o acesso à margem esquerda do rio Madeira ficará fácil. Fácil demais. Por conta disso já se anuncia e já se inicia uma grande especulação imobiliária. A cidade, devido ao impedimento natural, que sempre representou a travessia pelas águas barrentas e velozes do Madeira, durante todo esse tempo resistiu à tentação de ocupar a outra margem de forma mais concreta. Agora a travessia pelas balsas está com os dias contados. E a floresta, que teima em existir, deve sucumbir. Os alicerces do que chamam “progresso” deve ficar suas raízes de ferro e cimento nos capões de floresta que ainda podemos visualizar dos mirantes de Porto Velho. A ocupação daquela mata ciliar já existe. Mas esse processo tende a ser muito mais acelerado agora. O que se vislumbra é um prejuízo para esse patrimônio natural e um prejuízo para auto estima de um povo. A identidade cultural beradeira ou beradera, como queiram está ameaçada. Essa paisagem é um patrimônio da capital do Estado de Rondônia. Um dia viramos as costas para rio. Agora não podemos virar as costas o iminente desaparecimento da mata do lado esquerdo do Madeira. Se nada fizermos, a nossa paisagem, a mata ciliar – ou o que dela resta -, vai desaparecer. De um dia para o outro o sol pode não mais encontrar o naco de mata onde repousa. Sim, o por do sol mais belo do mundo pode estar com os dias contados. Se ficarmos calados, inertes, o nosso cartão postal, registrado todas as tardes pelos ávidos cliques das máquinas digitais, poderá ser deletado para sempre. A ganância não tem limite. Sua sede de lucro draga o rio, envenena a água, assassina os peixes, mata a mata. A ganância não dá margem à razão, tratora a emoção. A história de várias gerações é substituída por outra que caiba no balanço anual. É hora da caboclada se unir. Não podemos deixar que arranquem aquelas árvores, e com elas nossa identidade. Não podemos deixar que tirem nosso orgulho, nossa história. Precisamos tirar o grito de nossas gargantas. Porque é certo que virão as máquinas barulhentas com suas bocas escancaradas cheirando a óleo diesel, famintas. Comendo casas de pássaros, moradas de caboclos, mastigando a vida. Mas nós podemos evitar isso. Nós podemos pensar. Nós podemos sentir. Nós podemos gritar. Nós podemos nos juntar. Juntos, vamos impedir que nossa paisagem desapareça. Exigir que se crie um parque, uma reserva florestal urbana. Vamos fazer com que se respeite a mata ciliar da margem esquerda do Rio Madeira. Porque isso está na lei. Lei da qual nem se falava quando se destruíu tudo do lado direito, quando sobre palafitas foi-se edificando a miséria, se equilibrando a indignidade. Mas podemos escrever um outro lado da história e que ele seja diferente. A margem esquerda do Madeira pode se tornar um imenso parque. Além de evitar a destruição da mata, podemos recuperar o que foi devastado, A idéia é propor um parque. O tamanho que terá esse parque? Não sei, convido todos para o debate, para sugestões. Mas é preciso que nele, além da paisagem onde pousa nossos olhares e repousa o sol, tenha espaço para a arte, para a música, para o teatro. Para o abrir das flores, de um livro, para a contemplação. Com o Parque dos Beraderos, com o nosso parque, podemos dar um passo rumo à sustentabilidade. Fazer de Rondônia um bom exemplo para o mundo. Que a cidade vai se estabelecer do outro lado, não há dúvida.Isso já é uma realidade. Mas que venha depois da floresta. Que se respeite a mata ciliar.Que não se construa na margem do rio. E que, para essa cidade de lá e de cá, seja pensado um sistema de tratamento de esgoto, para não transformarmos o Rio Madeira num imenso canal de dejetos . Para não dar margem à destruição, para salvar a mata do Beradão, vamos criar juntos o Parque dos Beraderos. Convido a galera a refletir sobre isso. É um manifesto de um pantaneiro que virou beradero, o grito de quem aprendeu a amar as coisas dessa terra. Quero ver o que é bonito preservado. Sonho que se sonha só, vocês sabem: é só um sonho. Juntos, tudo é possível. Meu email está aberto para receber sugestões: rudprado@gmail.com

Festcineamazônia seleciona produções entre 400 inscritos

Letícia Sabatella participou do Festival em 2010

Mais de 400 produções estão inscritas para a seleção da 9ª edição do Festcineamazônia – Festival Latino Americano de Cinema e Vídeo Ambiental, que acontecerá em Porto Velho, durante os dias 15 a 19 de novembro, no Teatro Banzeiros, com entrada grátis. As inscrições encerraram no dia 31 de agosto e os filmes e vídeos inscritos passam pelo processo de seleção por um júri técnico.

 A comissão julgadora é autônoma em suas decisões para escolher as produções que concorrerão na mostra competitiva do festival. A premiação será nas categorias: animação, experimental, ficção, documentário e vídeorreportagem ambiental. Os filmes e vídeos concorrem ao cobiçado troféu Mapinguari.

 Filmes do Brasil, Moçambique, Uruguai, Bolívia, Chile e México estão inscritos na fase seletiva. Entre esses estão o argentino Noche Sin Fortuna, o chileno Mitomana, e o boliviano El Ascensor.

 Cerca de 30 produções rondonienses também buscam a classificação para a mostra competitiva. Geovani Berno concorre com o documentário Nos Palcos da Vida: Raízes do Porto 18 Anos, e Rudney Prado com o experimental Candiru.

Bola de supermercado, jogador de que ?

Por Rud Prado

Posso estar redondamente enganado. Mas acho que o hexa não vem. Não me xingue. Vou torcer como você. Como muitos, vou comprar cerveja para me embebedar.E, se sobrar algum – pretendo comprar muita cerveja! -,   vou comprar uma camisa amarela e umas bugigangas afins no camelô. Depois de sofrer com duas vitórias sofríveis do Brasil, vou me animar com um desempenho melhorzinho na terceira partida. E, ao passar para a próxima fase, começarei a achar que o bicho Dunga não era tão feio quanto parecia e que não estava tão errado assim. Acreditarei enfim que a gente vai.

Mas quer saber? Agora acho que vamos é pro vinagre. Melhor a pátria de chuteiras colocar a barbinha de molho. A coisa já está azedando. A nossa rapaziada tem tradição de afinar quando sai daqui achando que está com a bola toda. Mas aí alguém diz: contra números não há argumentos. O controverso Dunga é um vencedor. Seu time é vencedor. Verdade. Acho até mesmo que esse Dunga já foi “o cara”. Fundamental para dar um pouco de raça a seleção em outros tempos. Ele tem o seu valor. Joga para vencer e, muitas vezes, vence. Isso é bom. Portanto está claro: não sou anti-seleção, não sou anti-Dunga. Sou até mesmo incapaz de trocar a vitória da final de 94 pelo vexame de 82. Por isso sou isento para falar que agora o destemido Dunguinha tem contra si, contra a sua “filosofia” de impor garra ao time, um time que dá demonstração de estrelismo total.

Um time que está dando carrinho sim, mas não como expressão de raça. É apenas pirraça. Os amarelinhos estão dando carrinho na bola. E sem adversário. Ela é o adversário! Isso é um perigo. Do goleiro ao atacante todos estão a desdenhar a bolinha, ridicularizando a coitada. Mas a origem disso tudo está em outra esfera: a esfera dos interesses comerciais. A prova disso é que Kaká, que é patrocinada pela marca da bola da discórdia, beija a Jabulani em público. Puts, depois é a bola é que é de supermercado!  Essa rapaziada (e até o Dunga entrou na onda) tem que dar um tempo. Parar de ser porta-voz de marcas e pensar em marcar gols.

Não vi, por exemplo, nossos hermanos argentinos reclamarem da pelota deles. Imagine neguinho, e não estou falando dos sul-africanos, tentando explicar para imprensa mundial que foi por culpa da bola! Ora bolas. Ainda bem que eu vou comprar muita cerveja. Esse papo de bola ruim está com jeito é de água no chope.

Letra premiada de Rud Prado fatura 3º lugar na final do Palpita Brasil/ESPN

O publicitário, compositor e cantor Rud Prado, que em 2008 já havia faturado para Rondônia o Prêmio de Melhor Vídeo Clipe Nacional no Festival Guarnicê, de novo mandou bem. Colocou Rondônia na final do concurso nacional promovido pelo Canal de Esportes ESPN, e ainda garantiu o terceiro lugar. Trata-se de um  concurso aberto aos compositores para escolha da letra que vai virar hit da copa na voz da cantora Claudia Leite. Compositores de todo Brasil enviaram sua versão para a Copa  tendo como base a melodia e harmonia da música Máscaras, um grande sucesso da cantora baiana.  Rud Prado fez um clipe para apresentação de sua versão.  O vídeo postado no Canal Palpita Brasil no Youtube acabou chamando a atenção dos jurados pela criatividade, qualidade da letra, e pela excelente performance da contora rondoniense Suelen Celestino. Rud disse que o trabalho foi um grande curtição. ” Filhos, amigos e conhecidos participaram, e todo mundo se divertiu muito. Foi show de bola. Depois de postar o trabalho comecei a achar que a gente tinha chance de chegar entre os primeiros. Deu certo.”  Parabéns à Rondônia e ao Rud que vai assistir a copa numa tv full hd de 40 polegas, um dos prêmios que ganhou.

E já que o assunto é cinema…

A partir da esquerda Vicente Rios, Adrian Cowel, Rudney Prado e Beto Bertagna. Rios e Cowel são os realizadores de filmes como A Década da Destruição, Nas Cinzas da Floresta e outros da maior importância para entender Rondônia.

A partir da esquerda Vicente Rios, Adrian Cowel, Rudney Prado e Beto Bertagna. Rios e Cowel são os realizadores de filmes como A Década da Destruição, Nas Cinzas da Floresta e outros da maior importância para entender Rondônia.

E já que o assunto da semana é cinema publiquemos pois esta foto em que os realizadores Vicente Rios, Adrian Cowel , Rudney Prado e este blogueiro que vos escreve discutem projeto passados , presentes e  futuros numa mesa de reunião improvisada, longe de claquetes, roteiros pedantes,  notebooks de última geração e outras traquitanas afins. Temas da importante conversa que deve ter chegado nos ouvidos do Obama : A vida, o futuro da humanidade,  a Amazônia…

Veja também : http://wp.me/pKJQL-Is

http://wp.me/pKJQL-H6

http://wp.me/pKJQL-Ds