Arquivo da tag: puc

Veja agora o ranking das melhores universidades do Brasil ! ( via Economistinha)

De 100 pontos possíveis, a USP fez 98,78. A segunda colocada, a UFMG (Univ. Federal de Minas Gerais), conseguiu 91,76. Em um “empate técnico”, a UFRJ (Univ. Federal do Rio de Janeiro) ficou com 91 pontos – essas foram as únicas a ultrapassar os 90 pontos (de 100 possíveis).

No ranking geral, as doze primeiras colocadas são universidades públicas, ainda que a avaliação de mercado das universidades privadas seja boa. Das 15 mais citadas por empresários, seis são pagas. Porém a qualidade da pesquisa é baixa: apenas a PUC-Rio foi citada (que não à toa é a melhor privada no ranking, na 13ª colocação).

Outro fato importante: das 20 melhores instituições do país, 16 estão no Sul e no Sudeste, e nenhuma no Norte. A melhor colocada do Nordeste é a UFPE (Univ. Fed. de Pernambuco), na 10ª colocação.

Veja Mais via Economistinha

 

Nota triste : documentarista Adrian Cowell morre em Londres , de insuficiência respiratória

Adrian Cowell ( de camisa listrada) ao lado de Vicente Rios, seu companheiro eterno, Rudney Prado (camisa amarela) e Beto Bertagna, trocando idéias num buteco ao lado do cine Veneza.

Adrian Cowell ( de camisa listrada) ao lado de Vicente Rios, seu companheiro eterno, Rudney Prado (camisa amarela) e Beto Bertagna, trocando idéias num buteco ao lado do cine Veneza, em Porto Velho, Rondônia

Em matéria assinada por Felipe Milanez, a revista Carta Capital traz uma notícia muito triste para os rondonienses e amazônidas em geral.

Diz a matéria : “Morreu nesta segunda-feira 10, de insuficiência respiratória, em Londres, o documentarista Adrian Cowell. Com um trabalho histórico de registro da destruição da Amazônia, ele estava vindo ao Brasil, onde chegaria dia 12, para finalizar a versão brasileira do filme Killing For Land(Matando pela terra, em tradução livre), inédito aqui, que aborda a violência no sul do Pará.   Aos 77 anos, Cowell seguia filmando.
Cowell foi companheiro dos irmãos Villas Boas em expedições antes mesmo da criação do Parque Indígena do Xingu, registando tanto o cotidiano dos índios, quanto o trabalho dos sertanistas e as ameaças, por garimpeiros e fazendeiros. Trabalhou também com Apoena Meirelles, outro grande sertanista, no contato dos índios uru-eu-wau-wau, em Rondônia. Filmou, quase ininterruptamente, por 50 anos no Brasil. Seu trabalho começou em 1958, quando ainda era estudante. Foi mais intenso, sobretudo, nos anos 1980, quando fez a premiada série para TV “A Década da Destruição. E todo o seu trabalho, que são mais de sete toneladas de filmes, foi doado para a PUC de Goiás, para o Brasil, onde a consulta está disponível. O Acervo Adrian Cowell é um material fabuloso constituído de filmes 16 mm, fitas de vídeo, áudios, cassetes, slides e diários de campo sobre a Amazônia. (Informações no site http://imagensamazonia.pucgoias.edu.br)

Cowell produziu o maior registro documental da memória da Amazônia nesse período. “Tem coisas que não existem em lugar nenhum,  que não está escrito, mas está registrado apenas pelo trabalho do Adrian.  E ele doou de volta para o Brasil”, diz Stella Penido, da Fiocruz, que auxiliava a restauração dos filmes. “Era incansável. E ele estava vindo ao Brasil, morreu trabalhando.” Amiga pessoal, diz Stella: “A vida dos seres humanos é como um trabalho de tecedura. Termina o trabalho com delicados fios, tecidos do inicio ao fim (Buda). Acho que não é nenhum exagero pensar que a vida do Adrian foi um bonito trabalho tecido com delicados e atentos fios do inicio ao fim. (obrigada, querido Adrian)”.

Vicente Rios, seu câmera, co-diretor no Brasil e que se tornou seu grande parceiro de trabalho a partir da “Década da Destruição”, está concluindo um documentário sobre Cowell, que vai se chamar “Visões da Amazônia”. “Faltava duas ou três frases, que ele iria completar agora”, disse Rios, chocado pela notícia. O filme, que contém cenas de bastidores das filmagens e também a visão de Cowell sobre a natureza, inclui sequencias inéditas como Cowell conversando com Orlando Villas Bôas sobre a memória de ambos dos tempos do Xingu, na casa do sertanista, em São Paulo.

Adrian Cowell nasceu em Tongshan na China, em 2 de fevereiro de 1934, e concluiu seus estudos na Universidade de Cambridge. Em um encontro que tivemos, no Rio de Janeiro, ele me explicou com um característico sotaque britânico, que aprendeu a falar português com o cacique Raoni. Em suas lembranças, sempre falava bem humorado, e extremamente dedicado e fiel tanto a seus princípios humanitários, quanto a seus parceiros, como os sertanistas, amigos índios, seringueiros.

Por um longo período, ele alternou viagens entre áreas de conflito na Amazônia e Myanmar, filmando a guerra civil no país, que viria a ser o objeto da série Opium, filmada ao longo de oito anos.

Quando Adrian Cowell decidiu filmar a destruição da Amazônia, em um trabalho documental de fôlego inigualável,  tudo podia acabar. Os índios, os seringueiros, a floresta. A Amazônia em sua totalidade. O trator do desenvolvimento, em curso e a todo vapor durante a ditadura militar, queria trazer o progresso, ou a idéia de “um progresso”, sobre um território visto como hostil e inabitado. Mas haviam os índios, os seringueiros e a biodiversidade no caminho. Na década de 1980, “nunca tanta matéria viva foi queimada como em Rondônia em toda a história”, apresenta o narrador de “A Floresta que virou Cinza”, da premiada série de cinco filmes chamada “A Década da Destruição”, em que ele filmou, ao longo de dez anos, a maior destruição já vista de um ambiente. Ganhou reconhecimento público em premiações como da British Academy (BAFTA), o Emmy Founders e o Golden Gate.

“A Década da Destruição” é o maior projeto de documentação da devastação da Amazônia jamais realizado. A seriedade, o comprometimento demonstrado pelo documentarista ao longo dos dez anos, surpreendem pelo acompanhamento incansável das histórias dos personagens, que são acompanhados por esse período. Também a coragem, como nas filmagens de tiroteios entre posseiros de terra e pistoleiros, em festas e tiroteios em garimpos, como o registro de um garimpeiro morto por um tiro de fuzil, a escravidão na produção de carvão, ameaças de fazendeiros.

Enquanto ainda era pouco conhecido pela imprensa brasileira, Chico Mendes já era filmado por Cowell, tanto os empates que fazia nos seringais, quanto em reuniões internacionais. Amigo pessoal do seringueiro, o filme, “Chico Mendes, eu quero viver”, foi concluído em 1991. O mesmo com o Padre Josimo, assassinado no Tocantins.

Em um email, escrito há três semanas, ele me disse, comentando a recente onda de assassinatos no sul do Pará: “Sem dúvida estes assassinatos possuem alguma influencia um sobre o outro. Antes de nossa proposta de filmar Chico, fiz uma decisão para a serie A Década da Destruição. Decidi que foi essencial mostrar o motivo porque tantos colonos estavam invadindo as florestas amazônicas. Resolvi fazer um filme sobre as brigas para terra em Para. Fui com Vicente Rios ao Sul de Para para encontrar com Padre Josimo – um padre negro de CPT.  Combinamos de filmar o trabalho e vida dele, mas antes que desse tempo para iniciar a filmagem,, ele foi assassinado.  Logo depois, encontramos Chico e combinamos filmar ele  (Chico viria a ser morto ao longo das filmagens)  Padre Josimo foi um caso famoso naquele tempo e tenho ainda um foto do Chico fazendo um comício num seringal embaixo de um foto do Josimo”

Uma outra série de extremo fôlego é “Os últimos isolados”, sobre os povos indígenas que vivam, ainda isolados, na floresta, enquanto se produzia a ocupação engendrada pelo regime militar. O documentarista acompanhou de perto o trabalho dos sertanistas da Funai, descrevendo o entorno dos territórios onde viviam os índios ameaçados – e que deveriam travar o primeiro contato com a sociedade ocidental. A “Destruição do Índio”, outra série memorável, reporta a difícil relação entre os povos indígenas e a colonização.

Rever o trabalho de Adrian Cowell hoje é explorar as mazelas que marcaram a exploração e a devastação da Amazônia desde o início da sua ocupação recente, engendrada durante a Ditadura. A obra que deixou vai ensinar muitas gerações de brasileiros a compreender melhor o país em que vivem – e que está sendo destruído.”

via Carta Capital

FILMOGRAFIA

THE DESTRUCTION OF THE INDIAN (A DESTRUIÇÃO DO ÍNDIO)
THE HEART OF THE FOREST (O CORAÇÃO DA FLORESTA) 16mm/ p&b/ 30 min/ BBC/ 1961
PATH TO EXTINCTION (CAMINHO PARA EXTINÇÃO16mm/ p&b/ 30 min/ BBC/ 1961
CARNIVAL OF VIOLENCE (CARNAVAL DA VIOLÊNCIA) 16mm/ p&b/ 30 min/ BBC/ 1960
Prêmios: Award from the Scriptwriters Guild of Great Britain


THE LOST CITIES OF ATLANTIS [AS CIDADES PERDIDAS DA ATLÂNTIDA] 16mm/ p&b/ 26min/ BBC/ 1961
THE FATE OF COLONEL FAWCETT (O DESTINO DO CORONEL FAWCETT 16mm/ p&b/ 26min/ BBC/ 1961
THE DEVIL IN THE BACKLANDS(CULTOS DO SERTÃO)
THE FANATICS (ROMEIROS)16mm/ p&b/ 26min/ BBC/ 1963
THE JANGADEIROS (JANGADEIROS) 16mm/ p&b/ 26min/ BBC/ 1963
SATAN IN THE SUBURBS (OS FILHOS DE SANTO) 16mm/ p&b/ 26min/ BBC/ 1963
REBEL (REBELDE)RAID INTO TIBET [EMBOSCADA NO TIBET] 16mm/ p&b/ 25min/ ATV/ 1966
THE UNKNOWN WAR [A GUERRA DESCONHECIDA] 16mm/ p&b/ 25min/ ATV/ 1966
THE LIGHT OF ASIA (A LUZ DA ÁSIA)
BUDDHISM IN TIBET [BUDISMO NO TIBET] 16mm/ p&b/ 26min/ ATV/ 1966
BUDDHISM IN THAILAND [BUDISMO NA TAILÂNDIA] 16mm/ p&b/ 26min/ ATV/ 1966
THE SOKA GAKKAI [SOKA GAKKAI] 16mm/ p&b/ 26min/ ATV/ 1966
THE OPIUM TRAIL [O RASTRO DO ÓPIO] 16mm/ p&b/ 50min/ ATV/ 1966
THE TRIBE THAT HIDES FROM MAN (A TRIBO QUE SE ESCONDE DO HOMEM) 16mm/ cor/ versões 60min, 66min e 72min/ ATV/ 1970
Prêmios: British Academy of Film & Television Arts’ (BAFTA) – Television Factual ProductionSan Francisco International Film Festival – Golden Gate Award
Award from the Scriptwriters Guild of Great Britain
Venice Film Festival Medal

THE KINGDOM IN THE JUNGLE [O REINADO NA FLORESTA] 16mm / cor/ 26min/ ATV/ 1970
THE OPIUM WARLORDS [OS GUERREIROS DO ÓPIO] 16mm / cor/ 74min/ ATV/ 1974
THE MASKED DANCE [A DANÇA DE MÁSCARAS] 16mm / cor/ 52min/ ATV/ 1976
>OPIUM (ÓPIO)THE WHITE POWDER OPERA [A ÓPERA DO PÓ BRANCO] 16mm / cor/ 52min/ ATV/ 1978
THE WARLORDS [OS GUERREIROS] 16mm / cor/ 52min/ ATV/ 1978
THE POLITICIANS [OS POLÍTICOS] 16mm / cor/ 52min/ ATV/ 1978
Prêmios:=British Academy of Film & Television Arts’ (BAFTA) – Television Documentary Programme /American Film Festival – Red Ribbon / Chicago Film Festival  – Golden Hugo

THE DECADE OF DESTRUCTION / A DÉCADA DA DESTRUIÇÃO

THE SEARCH FOR THE KIDNAPPERS (NA TRILHA DOS URU EU WAU WAU)16mm/ cor/ 52 min/ ATV/ versões 1984 e 1990
THE BLAZING OF THE TRAIL (CAMINHO DO FOGO)16mm/ cor/ 52 min/ ATV/ 1984
IN THE ASHES OF THE FOREST (NAS CINZAS DA FLORESTA) 16mm/ cor/ 52 min/ ATV/ versões 1984 e 1990
THE STORMS OF THE AMAZON (TEMPESTADES NA AMAZÔNIA)16mm/ cor/ 26 min/ ATV/ 1984
THE MECHANICS OF THEFOREST (A MECÂNICA DA FLORESTA) 16mm/ cor/ 26 min/ ATV/ 1984
BANKING ON DISASTER (FINANCIANDO O DESASTRE) 16mm/ cor/ 75 min/ ATV/ 1987
MOUNTAINS OF GOLD MONTANHAS DE OURO) 16mm/ cor/ 52 min/ ATV/ versões 1988 e 1990
CHICO MENDES – I WANT TO LIVE (CHICO MENDES – EU QUERO VIVER) 16mm/ cor/ 40 min/ ATV/ 1989
MURDER IN THE AMAZON (ASSASSINATO NA AMAZÔNIA) 16mm/ cor/ 57 min/ WGBH/ 1989
KILLING FOR LAND [MATANDO POR TERRAS] 16mm/ cor/ 52 min/ ATV/ 1990
THE CRUSADE FOR THEFOREST(A LUTA  PELA FLORESTA)>16mm / cor/ 51 min/ ATV/ 1990
Prêmios International Emmy – Founder’s Award / British Academy of Film & Television Arts’ (BAFTA) – Award for Originality / Le Prix International de Television de Geneve / San Francisco International Film Festival – Golden Gate Award / One World Broadcasting Trust – Premier Award / Medikinale International Parma – Grand Prix / National Educational Film & Video Festival – Crystal Apple /Wildscreen Festival – Bristol & West Conservation Award / American Film Festival – Red Ribbon /Television Movie Awards – Best Educational Production / North American Association for Environmental Education – Best of Show Award / Vermont World Peace Festival – 1st Prize International Concerns

THE DECADE OF DESTRUCTION FOR SCHOOLS – A DÉCADA DA DESTRUIÇÃO PARA ESCOLAS

THE RAIN FOREST (A FLORESTA TROPICAL) 16mm/ cor/ 9 min/ Nomad Films /WWF/ 1991
THE COLONISTS (OS COLONOS) 16 mm/ cor/ 16min/ Nomad Films/WWF/ 1991
THE DEVELOPMENT ROAD (A ESTRADA PARA O DESENVOLVIMENTO) 16 mm/ cor/ 12 min/ Nomad Films/WWF/ 1991
THE INDIANS (OS ÍNDIOS) 16 mm/ cor/ 16 min/ Nomad Films/WWF/ 1991
THE RUBBER TAPPERS (OS SERINGUEIROS) 16 mm / cor / 10 min/ Nomad Films/WWF/ 1991
THE POLITICIANS (OS POLÍTICOS) 16 mm / cor/ 19 min / Nomad Films / WWF/ 1991
Prêmios: North American Association for Environmental Education – Best Instructional FilmTHE HEROIN WARS(AS GUERRAS DA HEROÍNA)

THE OPIUM CONVOYS (OS COMBOIOS DE ÓPIO) 16 mm / cor/ 51 min/ Channel 4/ 1996
SMACK CITY (CIDADE DA HEROÍNA) 16mm / cor / 52 min/ Channel 4/ 1996
THE KINGS OF OPIUM (OS REIS DO ÓPIO) 16mm/ cor/ 52 min/ Channel 4/ 1996
Prêmios : Worldfest – Gold Special Jury Award /International Association of Audio Visual Communications – Gold Cindy Award /National Educational Media Network – Bronze Apple Award/U.S International Films Video Festival – Certificate for Creative Excellence

THE LAST OF THE HIDING TRIBES / OS ÚLTIMOS ISOLADOS
RETURN FROM EXTINCTION (FUGINDO DA EXTINÇÃO) – Super 16 mm e DV/ cor/ 52 min/ Nomad Films/Channel 4/ 1999
FATE OF THE KIDNAPPER (O DESTINO DOS URU EU WAU WAU) – Super 16mm e DV/ cor/ 52 min/ Nomad Films/Channel 4/ 1999
FRAGMENTS OF A PEOPLE (FRAGMENTOS DE UM POVO) – Super 16 mm e DV/ cor/ 52 min/ Nomad Films/Channel 4/ 1999Prêmios:Latin American Studies Association Award of Merit in Film

LEGADO DO CHICO
THE FATE OF THE DAMMED(BARRADOS E CONDENADOS) DV/ cor/ 25min/ TVE/BBC World/ 2001
A RAMSOM FOR THE FOREST(UMA DÁDIVA PARA A FLORESTA) DV/ cor/ 25min/ TVE/BBC World/ 2001
THE FIRES OF THE AMAZON(QUEIMADAS NA AMAZÔNIA) DV/ cor/ 45min/ BBC2 2002
CHICO ’S DREAM(O SONHO DO CHICO) – DV/ cor/ 25min/ TVE/BBC World/ 2003
THE JUNGLE BEAT(BATIDA NA FLORESTA) – DV/ cor/ 59 min/ BBC2/ 2005