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Túnel do Tempo : EFMM, 2010

foto: B. Bertagna

foto: B. Bertagna

Em 2010 estava em curso a maior e mais abrangente revitalização que a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, situada em Porto Velho, capital de Rondônia, jamais havia recebido. Com os 2 galpões recuperados, e com o início das obras da Grande Oficina, para dotar a EFMM de condições para a manutenção das locomotivas previstas para trafegarem de Porto Velho a Santo Antônio, num passeio turístico de 8 quilômetros. Os urubólogos de plantão se contorciam de raiva. E as andorinhas vinham festejar nas árvores do pátio agora revitalizado.

Túnel do Tempo : EFMM , 2011

Turistas observam a movimentação dos ferroviários operando a velha locomotiva 18. Ao lado, se vê a litorina, em pleno processo de restauração pela Cootrafer, Cooperativa dos Ferroviários da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré e Iphan . Corria o ano de 2011, e mesmo com vários urubólogos de plantão a ferrovia renascia…

foto: B.Bertagna

foto: B.Bertagna

Livros para entender Rondônia – “O alferes e o coronel”, de Paulo Cordeiro Saldanha

o alferesO livro “O alferes e o coronel” é um romance, baseado em fatos. Na realidade, o ‘herói’ tem para a história das regiões nomeadas como Roraima e Rondônia a mesma importância política que um Galvez e um Plácido de Castro tiveram para a história acreana. Na narrativa, produto do conhecimento real do terreno por onde trilharam o alferes e o coronel, buscou-se transportar para a imaginação do leitor, a visão dos cenários que a natureza de Roraima oferece.

Livros para entender Rondônia – “Esperança, 50 anos depois”, de Paulo Cordeiro Saldanha

esperança 50 anos depois“Esperança : 50 anos depois” é uma ficção, inspirada nas pesquisas do Professor Abnael Machado de Lima sobre um seringal que é implantado e dá inicio a um feudo liderado por uma família visionária. Nesse ínterim parte da história da EFMM é contada, nos passos em que a humanidade vai concretizando diversas conquistas, assim como perdas, como as guerras mundiais. É narrada uma história de amor.

Festcineamazônia: Inscrições de produções audiovisuais vão até esta segunda, 2 de setembro

O festival será realizado na capital rondoniense de Porto Velho, entre os dias 3 a 9 de novembro de 2013.

As inscrições de produções audiovisuais para a 11ª edição do Festcineamazônia podem ser feitas até esta segunda-feira (2/9). Os interessados em participar de um dos maiores festivais de cinema da região Norte podem enviar as produções cinematográficas pelo endereço www.cineamazonia.com/Festival/Inscricao.
A temática dos filmes participantes é livre e não há taxa de inscrição. São aceitas produções com duração máxima de 26 minutos e de todos os gêneros – ficção, documentário, animação e experimental -, realizados em qualquer formato. Produções de todas as partes do mundo estão aptas a participar e cada realizador pode inscrever até três filmes/vídeos, finalizados a partir de 2008 com legendas em português.
No site www.cineamazonia.com o participante tem acesso ao regulamento do festival e preenche a ficha de inscrição. Para o processo de pré-seleção, deverá ser enviada uma cópia do filme (no formato DVD, de área livre) à organização do evento, e pelo menos, uma imagem do filme (no formato JPEG, resolução mínima de 300 dpi e dimensões aproximadas de 15×10 cm)
São 18 troféus Mapinguari em disputa. Além da mostra competitiva, o Festcineamazônia homenageia produtores, diretores e atores que contribuem com a cultura nacional e possuem relevância nas questões ambientais e de direitos humanos.
A escolha das obras vencedoras está a cargo da Comissão de Julgamento, composta por profissionais do setor audiovisual ou ambiental. Os participantes concorrem aos prêmios: Prêmio para Melhor Filme ou Vídeo; Prêmio Danna Merril para Melhor Documentário; Prêmio Major Reis para Melhor Animação; Prêmio Vitor Hugo para Melhor Ficção; Prêmio Manoel Rodrigues Ferreira para Melhor Experimental; Prêmio Chico Mendes para Melhor Roteiro; Prêmio Marina Silva para Melhor Montagem; Prêmio Povos Indígenas de Rondônia para Melhor Trilha Sonora; Prêmio Silvino Santos para Melhor Fotografia; Prêmio Capô (Maurice Capovilla) para Linguagem; Prêmio Melhor Direção; Prêmio Melhor Ator; Prêmio Melhor Atriz; Melhor Reportagem Ambiental Rondoniense; e Melhor Reportagem Ambiental Nacional.
O Júri Popular também concede prêmios aos seus escolhidos: Prêmio Thiago de Mello – Troféu Esperança; e Prêmio Lídio Sohn para Melhor Produção Rondoniense. Todos os selecionados para a mostra competitiva do festival recebem certificado de participação.

Acordo entre Eletrosul e Telebrás pode melhorar internet em Porto Velho

Nesta quinta-feira (15), a Eletrosul e a Telebras assinaram no Ministério das Comunicações, em Brasília, acordo técnico-operacional e comercial para expansão de infraestrutura de telecomunicações e acelerar a implantação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) nos estados do Sul e no Mato Grosso do Sul, cujas redes também atenderão a Copa do Mundo de 2014. 

Pelo acordo, a Eletrosul entrará com sua infraestrutura de telecomunicações e sua experiência em manutenção e operação de sistemas de telecomunicações, enquanto a Telebras exercerá seu conhecimento na comercialização dos serviços e no relacionamento com os diversos agentes do mercado. A parceria vai aumentar para 400 gigabits por segundo (Gbps) a capacidade do sistema de comunicação óptica de alta velocidade (DWDM) da Eletrosul, que atualmente possui 80 Gbps.

A rede própria da Eletrosul – backbone – a ser contemplada pelo acordo vai utilizar o sistema DWDM implantado em fibra óptica nos cabos OPGW (para-raios nas linhas de transmissão), ADSS (cabo óptico auto-sustentado) e dielétricos ao longo de 4,5 mil quilômetros, distribuídos por Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso do Sul, no município de Porto Velho, em Rondônia, e em algumas regiões de São Paulo.
A capilaridade de fibra óptica da Eletrosul, que atende a telecomunicação de suas unidades operacionais, atinge 10,2 mil quilômetros. Desse total, 3,5 mil quilômetros integram seu backbone, e outros 6,7 mil quilômetros correspondem a contratos de compartilhamento de fibras (swap) com outras empresas.

Deu no G1 : Jacaré é flagrado cruzando avenida movimentada de Porto Velho, capital de Rondônia

O bichinho , em foto exclusiva do meu amigo Danilo Curado, o paparazzo do reino animal selvagem

Ao G1, o arqueólogo Danilo Curado, que fotografou o animal, contou que diariamente pratica caminhada no local com a esposa e, na noite de sábado, notou um movimento de pessoas na lateral da pista, próximo ao aeroporto. No local havia um jacaré, aparentemente filhote, de cerca de um metro de comprimento, que tentava subir pela proteção de uma área verde, pertencente a Base Aérea de Porto Velho. “Ele [o jacaré] estava bastante assustado. Quem estava na hora disse que ele atravessou a pista, saindo do igarapé”, relata Curado.

O arqueólogo relata que não é a primeira vez que animais silvestres são vistos no local. “Já vimos um jiboia adulta e um tamanduá bandeira ainda filhote”, conta Danilo.

NR : Este cara tem imã para animais silvestres. Mora em Porto Velho há menos de 3 anos e já flagrou tudo isto? Para quem só frequentava o Shopping Flamboyant tá bom demais, sô .

Quer ver a matéria completa?> G1 Rondônia

Moto-aventura : Do Atlântico ao Oceano Pacífico, as lições do Atacama e Machu Picchu

Ninguém vai roubar minha cabeça agora que eu estou na estrada novamente
Oh, eu estou no céu de novo, eu tenho de tudo
(Deep Purple, em Highway Star)
Galleta Pabellón de Pica/Ruta 1/Chile

Galleta Pabellón de Pica/Ruta 1/Chile

Aqui...

Aqui…

Talvez os momentos mais difíceis de uma grande viagem de moto são os dias e as horas que antecedem a largada. Não tem jeito ! Bate aquela ansiedade, um pouco de aflição, os pensamentos vão e vem atordoando a nossa mente. Dará tudo certo desta vez ? Depois dos primeiros quilômetros, o vento batendo no corpo tudo parece ficar mais fácil. Como diria Chico Science : Um passo à frente e você não está mais no mesmo lugar… Esta moto-aventura começa novamente em Porto Alegre/RS mas tem o destino final em outro Porto, o Velho, em Rondônia. Começa exatamente na Toca da Coruja, na Cidade Baixa , em Porto Alegre, onde nos empolgamos tanto com a cerveja extra-viva que acabamos perdendo a máquina Sony que iria documentar a viagem no outro dia. Paciência, mas viagem assim não dá prá tirar foto toda hora mesmo e o jeito é ir de celular. Lá vamos nós !

Dia 1 – Porto Alegre / São Miguel das Missões via BR 386/BR 285 – 500 km

POA-MISSOES

Clique nos mapas para ampliar ou clique com o botão direito do mouse e use a opção “Abrir link em nova janela”

A idéia é entrar na Argentina por Porto Xavier, passando assim por São Miguel das Missões,  Patrimônio Cultural da Humanidade,  no RS.  São 500 quilômetros da capital, e cruzamos com vários grupos de motos fazendo o mesmo trajeto, indo ou voltando. Tivemos pouquissimo tempo em POA  para preparação da moto, na verdade poucas horas para ajeitar as coisas nos alforges e no bauleto. Foi ligar e pegar a estrada, numa manhã ensolarada de primavera. Neste primeiro trecho a fonte de alimentação do GPS Nuwi 255w, que tava ligada numa Gambitech improvisada de 12 volts, já apresentou problema. Na verdade é a primeira vez que viajo de moto com GPS (nunca mais sem a partir de agora, o ganho de tempo no cruzamento das cidades já compensa tudo !). Carreguei à noite e no outro dia só ligava quando tinha necessidade para poupar a bateria. Mas o primeiro dia foi bom, uma tocada boa, depois ainda pegamos a inauguração de um restaurante em São Miguel das Missões, com bom atendimento e música gaúcha de primera, tchê ! Caiu um temporal tão forte que acabou com nossa pretensão de assistir ao famoso espetáculo de Luz e Som das Missões. Mas o lugar é fascinante, visita obrigatória para conhecer a nossa história.

Rota das missões

Dia 2 – São Miguel das Missões/Porto Xavier/RS BR 285 e RS 168 125 km /balsa sobre rio Uruguai/San Javier / Ituzaingó (Corrientes/Argentina) RP 2/RP 10/RN 14/RN 120  210 km Total : 335 kmsan-javier---corrientes Em Porto Xavier, por um erro de planejamento meu, perdemos a balsa que faz a travessia do rio Uruguai. Era um sábado. E tivemos que esperar até às 16:30 parados. Aproveitamos para trocar o mapa do GPS pelo ProyectoMapear com mapas da Argentina e Chile. Como o banco Erê que eu havia comprado não encaixou direito , por questão de segurança o deixei de lado. Assim, compramos um pelego para amenizar a dureza do banco da XT 660, um acessório que pode parecer estranho mas que é show de bola , em praticidade e conforto. Feito os câmbios, trâmites normais de entrada na Argentina, agora é pegar estrada ! Conseguimos neste dia chegar em Ituzaingó.

Primeira dica : O veículo tem que estar no seu nome, ou se estiver alienado, com uma carta da financeira liberando a saída do Brasil com firma reconhecida em cartório. 

Em nenhum dos países do Mercosul é necessário a PID (Permissão Internacional para Dirigir) mas vale a pena fazer e levar, é baratinho, cerca de 50 reais no Detran mais próximo de você.

Um detalhe que muita gente desconhece, é que a PID tem que ser emitida no DETRAN de origem da CNH. Ou seja , se sua CNH é do Rio Grande do Sul, por exemplo, a PID tem que ser emitida no RS.

Um pelego prá amenizar os mais de 7.000 km

Um pelego prá amenizar os mais de 7.000 km

Dia 3 – Ituzaingó a Salta RN 16 1.060 km

Este é um trecho brabeira. Cruza o Chaco, você possívelmente será explorado pela Polícia em Corrientes e em Resistência (lembra aquela cidade do jogo que não teve Brasil X Argentina ?). Pois é lá.

Ituizangó-a-Salta

Nas duas tem uma avenida marginal, e prá evitar o tal achaque, se vc está de moto trafegue por elas. Há uma placa minúscula no acesso à ponte avisando que motos tem que ir pela avenida paralela (colectora) e somente entrar na ponte no final da avenida, bem onde tem um posto da polícia que vai tentar te explorar. É incrível ! Como você não conhece bem o lugar , vai tentando achar a entrada da tal via Colectora e …pimba, cai na mão do guarda.  Ele tentou aplicar o tal “Pago Voluntário” que daria um desconto de 50 % na multa, e coisa e tal… mas fiquei com cara de paisagem e pedi que ele multasse. Ele olhou os documentos, olhou a placa, disse que então teria que pagar no Banco de La Nacion, eu insisti que multasse, conversou com o outro guarda e disse que então eu pagaria a multa na saída da Argentina , na Aduana. Pura conversa ! É um teatrinho prá lá de ridículo. Acho até que meu manjado adesivo “Prensa Latina” ajudou em alguma coisa, afinal nestas horas você combate com o que tem na mão. Pedi um recibo da tal multa e ele só confirmou que eu pagaria na saída, na aduana entre Argentina e Chile. Quá ! Agora, não vá fazer isto à noite ou em local isolado porque o bicho pode pegar.  Era meio-dia, sol a pino, e só cai nesta porque segui outras motos menores que estavam circulando.Imaginei, se eles podem, eu também posso. Seletivamente, o guarda só encrencou comigo.

Na saída de Resistência, pelo mapa do Projecto Mapear você vai parar num beco cheio de cães modorrentos, cansados de ver grandes motos passarem perdidas. Não se acanhe ! É por ali mesmo, acaba dando certo . Só não tente fazer isto à noite. Não sei se foi um erro de quem colaborou com o Projecto ou foi sacanagem mesmo.

Passando Corrientes e Resistência, siga até Pampa del Infierno, que justifica muito bem o seu nome. Faz um calor danado e é muito úmido, mas nada que assuste quem mora na Amazônia como nós. Nas imensas retas , bandos de aves no asfalto que revoavam a cada buzinada.

Salta é uma cidade deslumbrante, não é a toa que seu apelido é “La Linda”. Cheia de monumentos, igrejas, pontos históricos. Meio clichê, mas imperdível o passeio no Complejo Teleférico Salta, que sobe o cerro San Bernardo.  Dá prá tomar uma Quilmes bem gelada lá em cima, observando a beleza da cidade encravada no vale.

Dia 4 – Salta

Segunda Dica : Compre adaptadores de tomada para carregar celular, Gps, iPad. Na Argentina é de um jeito ( tipo Australiano) , no Chile de outro (tipo Europeu) e no Peru, diferentemente se encontra o tipo Europeu e o tipo Americano. Prá completar, agora no Brasil também temos esta encrenca !

foto : mochileiros.com

foto : mochileiros.com

Dia 5- Salta a Purmamarca via San Salvador de Jujuy (El Carmen)  RN 9 160 km Estrada estreita linda

salta---purmamarca

Reparem na proporção como a estrada é estreita !

A estrada só aceita um carro por vez, tem que diminuir a velocidade cada vez que há um cruzamento. Caminhão aqui nem pensar !

A chegada em Purmamarca é fantástica. Vale uma foto com o Cerro de Las 7 Colores ao fundo.

Cardápio do dia !

patagonia

 Terceira Dica : Leve um iPad ou um Netbook . O Netbook (ou um tablet Samsung) tem a vantagem da entrada USB e de ler páginas em Flash(coisa irritante no iPad..) Isto lhe dá uma boa independência na hora de precisar de Internet.

Dia 6- Purmamarca/AR a San Pedro de Atacama/Ch

O único posto de gasolina até o posto YPF em Paso de Jama(4.320 m.s.n.m), na fronteira Argentina/Chile é em Susques. Você precisa abastecer antes em Pastos Chicos (Susques) . O posto fronteiriço argentino Paso de Jama é novo (2012) e confortável. Lá há um  YPF com internet , café quente e até uma pousada se precisar pernoitar lá , devido à uma ventania com areia forte demais por exemplo. (Encha o tanque, você fará a entrada no Chile cerca de 170 km depois, em SPA)

O frio do deserto

No final de uma grande reta você começa a ter a incrível visão do Salar Grande. A princípio não dá prá entender bem o que é, aquela mancha branca no final do asfalto, parecendo neve. Quando você se aproxima é que tem a exata noção da imensidão que é o salar.

O sal do deserto

Logo após o Paso de Jama tem a fronteira com o Chile. Daí a SPA são mais 160 km. A Aduana chilena fica na entrada de San Pedro. Você rodará estes 160 km de deserto após dar saída da Argentina e antes de dar entrada no Chile, ou seja , no vazio , se é que me entendem ! Mas tudo é muito bonito, a subida ao altiplano, as multicoloridas paisagens de Purmamarca, o Licancabur soberano sobre a paisagem nevada, a fronteira com a Bolívia.

A reta final de descida até San Pedro de Atacama é incrível, são muitos quilômetros numa pista íngreme, que vai dos 4.750 metros aos 2.300 de Atacama em menos de meia hora. Ao lado da pista se vê várias saídas de emergência para caminhões que perdem os freios.

E se tem um conselho que é útil no Chile é o seguinte : respeite a velocidade máxima porque os Carabineros do Chile não perdoam, estão em toda parte, até no deserto tinha uma viatura com radar !

San Pedro de Atacama era um local de parada dos colonizadores espanhóis em sua saga de conquista. O pequeno povoado se formou a partir da Igreja de San Pedro, construída em meados do século 18. O pequeno povoado tem cerca de 2.500 habitantes e muitos, mas muitos “perros” que vão “adorar” ver você montado numa moto em baixa velocidade ! Além de simplesmente bater perna pela Calle Caracoles, a rua principal do povoado, vale fazer todos os passeios anunciados por diversas agências : Laguna Cejar , onde a salinidade é tão grande que você entra na água e não afunda, Valle de la Muerte, Cordillera de la Sal, Laguna Chaxa, Lagunas Miscanti e Miñiques, Geisers del Tatio, Camino del Inca, Toconao ,Tulor e Pucará de Quitor .

Quarta Dica : Se pensa em armazenar gasolina para levar compre um galão adequado. Na Argentina e no Chile eles não vão te vender em garrafa pet.

Dia 7- SPA Era muito cedo e fazia muito frio quando levantamos para que a van nos pegasse na pousada para o passeio até os Gëiseres El Tátio, a  4320 m de altitude, 90 quilômetros ao norte de San Pedro de Atacama, As grandes colunas de vapor saem para a superfície através de fissuras na crosta terrestre, alcançando a temperatura de 85°C e 10 metros de altura. Os gêiseres de Tatio são formados quando rios gelados subterrâneos entram em contato com rochas quentes.

“O pensamento parece uma coisa à toa, mas cumé que a gente voa, quando começa a pensar…”

Pausa para um pastel de queijo de cabra em ....

Pausa para uma empanada de queijo de cabra em Machuca, caminho entre os Geisers e SPA.  Se preferir, tem espetinho de lhama…

Um passeio de moto ao final da tarde pelo Vale de La Luna é tudo de bom !

Um passeio de moto ao final da tarde pelo Vale de La Luna é tudo de bom !

O melhor e mais barato buteco de SPA : não me pergunte o nome !

O melhor e mais barato buteco de SPA : não me pergunte o nome !

Pousada em SPA : preparando para mais uma jornada

Pousada em SPA : preparando para mais uma jornada

Dia 8 – San Pedro de Atacama / Tocopilla (Ruta 23 e 24 – 270 km) / Iquique (Ruta 1 – 230 km) Total : 500

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O verdadeiro oásis no meio do deserto. Ao fundo, o Licancabur

O verdadeiro oásis no meio do deserto. Ao fundo, o Licancabur

Na saída de SPA para Calama, em direção a Tocopilla (Oceano Pacífico) mais deserto, pequenas serras, retões intermináveis e pouco movimento. Calama é uma cidade média, tem aeroporto que opera jatos e postos de gasolina à vontade.

Quinta Dica : Leve mais de um cartão de crédito, porque se um der pau…Não esqueça de avisar o gerente que você vai viajar e diga os países para ele liberar o uso.  Uma boa também é levar um cartão pré-carregado tipo Visa Travel Money em dólares. Só que agora vc paga os mesmos 6,38 % dos demais cartões internacionais . Isto acaba “furando” esta minha 5ª dica. Daí no caso é melhor dinheiro em espécie mesmo. Só cuidado com notas muito estragadas, principalmente no Peru.

E agora, para onde ir?

E agora, para onde ir?

No Chile a parte mais cara da viagem

No Chile a parte mais cara da viagem

Pacíficooo !!!
Iquique, vista de um morro onde é praticado vôo livre.

Iquique, vista de um morro onde é praticado vôo livre.

Companheiro Pasin e Rubia Luz ! Desculpe, acabei não te avisando e furei o encontro. Lembrei de vocês quando “iniciei os trabalhos”. Tenham toda a sorte do mundo nos novos projetos !

O navio-museu Esmeralda, parte importante da história de Iquique e do Chile

O navio-museu Esmeralda,  parte importante da história de Iquique e do Chile

Iquique tem uma vida noturna agitada e a Zofri Mall, um grande shopping center zona franca, com preços atrativos e uma infinidade de bons produtos e bugigangas.

Praça de Iquique : “furei” com o amigo Pasin aquela cerveja gelada..

Dia 9- Iquique a Arica (Ruta 5 -311 km)

iquique-a-arica

Na saída para a ruta 5, no sentido contrário à Arica (ou seja, Antofagasta) há postos de gasolina em Pozo Almonte, que fica a aproximadamente a 5 km da entrada para Alto Hosício/Iquique. Para quem roda de XT 660 é a única alternativa saindo de Iquique, porque depois só Arica (300 km).Você roda  52 km desde Iquique, abastece e então , tirando os 5 km até o trevo de entrada, dá prá rodar até Arica.

Selfie à 120 km por hora no deserto

Dia 10 – Arica(Ch) a Tacna(PE) cerca de 50 km.

Tacna é uma cidade muito simpática e limpa. Tem cerca de 260 mil habitantes e é bastante arborizada. O clima é muito seco.

Depois de muito chão começam a surgir os vales verdejantes

Depois de muito chão começam a surgir os vales verdejantes

Sexta Dica : Se for o caso, consiga a Carteira Mundial de Estudante no site http://www.carteiradoestudante.com.br . Ela custa R$ 40,00 , vale até o final do mês de  março do ano seguinte e em muitos locais legais de visitar você terá 50 % de desconto, o que por si só já paga a carteira.

A ferrovia Tacna-Arica é uma ferrovia histórica e foi construída em 1856 pela empresa The Arica & Tacna Railway Co. Na estação de Tacna, acima, existe o Museu da Ferrovia, onde se encontram fotografias e relatos de época.

Como é sempre legal misturar literatura, vale a pena ler A Senhorita de Tacna, de Mario Vargas Llosa

Dia 11 – Tacna a Puno ( Ruta 36) 320 km

tacna-a-puno

Lá vamos nós cruzar a Cordilheira dos Andes novamente, coisa difícil de explicar, de descrever, é uma sensação que se tem que viver pessoalmente. Dia de susto, porque acabou a bateria do GPS e , num movimento brusco, arranquei o plugue do carregador USB. Pronto ! Perdido no meio dos Andes. E prá piorar, tinha uma estrada antiga para Puno, e uma saída para Desaguadero. Mas o que eu queria era a estrada nova para Puno ! Sem placas, sem GPS, vi uma indicação para Puno e entrei. Dei de cara com rípio e parei na primeira casa que vi, cercada de cachorros. Lá um bondoso camponês me explicou que era a antiga estrada para Puno, que era só seguir o asfalto que eu veria alguns quilômetros na frente a ubicación para Puno e Desaguadero. Deu certo, cheguei em Puno já a noitinha. Puno tem um trânsito caótico e foi complicado achar a pousada que eu tinha reservado pela Internet. Mas tudo acaba sempre dando certo !

Frio também dá sede !

Dia 12 – Puno

Passeio obrigatório a Ilha de Urcos. Sem mais delongas.

Puno vista da Ilhas de Urcos

Mercado Popular

Igreja Matriz

Tuk-tuk protegido do sol e da chuva

O melhor e mais honesto “classificados” do mundo

Rua central de Puno (Calçadão)

A foto não diz quase nada, mas pior que Puno só Juliaca

A foto não diz quase nada, mas trânsito pior que Puno só em Juliaca

Dia 13 – Puno a Ollantaytambo – Ruta 3S (via Juliaca/Pucará/Sicuani/Calca) 475 km

puno-a-urubamba

Manutenção básica

Em busca de novos caminhos

Em busca de novos caminhos …

Integração com a natureza

 

Motocando em Ollantaytambo

Motocando em Ollantaytambo

Dia 14 – Águas Calientes

Sétima Dica : Se você vai subir  o Huayna Picchu tem que reservar o ingresso com bastante antecedência. Os grupos são limitados em dois, um que sai às 7 hs da manhã com 200 pessoas e outro sobe às 10, com mais 200. O ticket para Machu Picchu e Huyana Picchu é específico.Faça a reserva no site oficial aqui http://www.machupicchu.gob.pe/  . Não esqueça de liberar as janelas pop-up do seu navegador. O site foi melhorado no dia 31 de janeiro de 2012, segundo um comunicado do Ministério da Cultura do Peru. Outra coisa: cara, subir o Huayna Picchu requer um mínimo de condição física e sistema cardio-respiratório em dia. Se você tem algum problema ou está muito fora de forma, não encare. É melhor consultar um médico antes. O preço do ingresso para Huayna Picchu/Machu Picchu é de 152 soles para cada adulto.Quem for estudante (com a carteira da ISIC) só pode comprar ingresso no  Escritório da Dirección Regional de Cultura – Cusco , Av. de la Cultura 238 (em frente ao estadio Universitario), Librería del Ministerio de Cultura (Casa Garcilaso) Condominio Huáscar Cusco – Perú, de segunda a sexta-feira das  8:00 as 16:00 horas ( é a avenida que dá prosseguimento à estrada logo que se chega a Cusco vindo de Puerto Maldonado) e no  Escritório do Centro Cultural de Machupicchu , em Aguas Calientes, já no povoado aos pés de Machu Picchu, de segunda a domingo, das 5:20 às 21 horas. (é pertinho da estação de trem ) Somente para Machu Picchu, o ingresso custa 128 soles e só podem entrar 2.500 pessoas por dia.  Depois de fazer a reserva, você tem duas horas para confirmar o pagamento senão a reserva cai. ( Se estiver já dentro do Peru e não conseguir via On Line, vale a pena enfrentar uma “cola” (fila) enorme no Banco de La Nación del Peru para pagar a confirmação da reserva. O horário de funcionamento dos bancos é das 8:00 às 17:30 hs. Em Iñapari, há uma agência na Plaza de Armas. Em Puerto Maldonado, o banco fica na Calle Daniel Alcides Carrión N° 241-243 – Distrito: Tambopata, telefone 082 571 210. Aos sábados , o banco abre das 9 da manhã às 13 hs. O cartão de crédito aceito no pagamento on-line tem que ter a facilidade “Certified by Visa”. Confira se o seu cartão tem essa facilidade, senão ele NÃO será aceito e vc terá que pagar numa agência do Banco de la Nación . Se estiver na época de alta temporada nem sonhe em deixar para fazer a reserva na última hora, Você não vai conseguir !

Não é preciso dizer nada…

Ai meu Machu Picchu, ninguém segura este meu delírio...

O duo : Ai meu Machu Picchu, ninguém segura este meu delírio…

Valeu, Mestre Ismael !

O uno: Valeu, Mestre Ismael !

Oitava Dica : Faça vacina uns 20 dias antes contra Febre Amarela e leve à Anvisa para receber o Certificado Internacional de Vacinação ( um amarelinho, com data e lote da vacina). Vai que no meio da viagem você resolve entrar na Bolívia, por exemplo.Veja este post com diversas dicas interessantes sobre Machu Picchu.

Dia 15 – Ollantaytambo / Mazuko ( Distrito de Inambari) Ruta Interoceânica Sur 450 km

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O trecho entre Cusco e Iñapari da Carretera Interoceânica Sur : repare as distâncias da placa. Estrada !

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Pausa para colocar uma luva cirúrgica por baixo da outra que o frio pegou !

Pausa para colocar uma luva cirúrgica por baixo da outra que o frio pegou !

Dia 16 – Mazuko / Puerto Maldonado (170 km) / Iñapari (230) Assis Brasil / Brasiléia (Acre) 115 km Total: 515 km

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Deu dó sair da aduana brasileira e depois de 50 metros cair numa cratera… Nosso país precisa investir muito ainda em infra-estrutura. Tem que estancar o gargalo da corrupção de alguma forma. O dinheiro que já foi destinado para as BR´s daria para deixá-las numa condição muito melhor do que a gente vê. Quando entrei no Brasil fiquei sem coragem de fazer sequer um trechinho à noite, coisa que fiz nos Andes no meio de chuva ainda, mas com sinalização e segurança.

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Garantizada, la mejor !

Uma pequena visita em Cobija (Bolívia) só prá tomar umas Paceñas. Depois de um monte a confusão na conversão entre pesos argentinos, reales, soles, pesos chilenos. Mas eu tava com a camisa do Grêmio e o garçon era camarada e compreensivo. Deu tudo certo…

Serra de Santa Rosa, no Peru amazônico : lá vem curva !

Serra de Santa Rosa, no Peru amazônico : lá vem curva !

Nona Dica : Nas cidades peruanas não se arrisque a transitar com seu carro ou moto. Pegue um táxi que é baratinho, e é preço fixo, coisa de 2,3 soles por passageiro em qualquer percurso. Cidades como Puno, Juliaca, Cusco tem um trânsito bem maluco.

O Brasil a menos de 150 km

O Brasil a menos de 150 km

Dia 17 – Brasiléia / Rio Branco / Vista Alegre do Abunã (RO) BR 317/BR 364 – 440 km

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Saimos de Brasiléia cedinho para pegar um churrasco no almoço com a Vivica e a Dona Mariá. Dona Mariá não comeu mas conversou prá caramba ! Constatação : uma das melhores churrascarias gaúchas do Brasil fica no Acre !

Décima Dica : Pé na estrada, irmão !

Depois de milhares de quilômetros em boas estradas, o choque do retorno à realidade brasileira, a poucos metros da fronteira com o Peru

Depois de milhares de quilômetros em boas estradas, o choque do retorno à realidade brasileira, a poucos metros da fronteira com o Peru

Abunã, Rondônia, Brasil

Dia 18 – Vista Alegre do Abunã/ Porto Velho (RO) BR 364 – 215 km

Atravessamos a balsa mais segura ( em termos de policiamento) do mundo ! Dois carros da PRF, dois da PM, um da PF … era uma escolta, pelo jeito. O que dói é o bolso : R$    4,00 para atravessar uma moto ! Carro pequeno : R$ 14,00

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Tabela de preços da Balsa do Abunã/Rio Madeira/Rondônia

O pelego se integra à paisagem rondoniense

 

E quem quiser que conte outra…

Não me pediram em nenhum momento a Carta Verde, nem o SOAT no Peru (este eu confesso que não tinha, fui deixando prá frente, fui deixando e…ôpa, já sai do Peru ! Mas não deixe de ler sobre o SOAT no post Viagem pela Interoceânica).

Viagem nunca mais sem um bom GPS. Ele encurta DEMAIS o tempo de passagem entre as cidades, facilitando encontrar as entradas e saídas. Outra grande vantagem desta viagem foi o fato de só ter uma perna de ida, porque o retorno sempre é mais complicado e entediante.

Outro mito que precisa ser derrubado , é que dá prá ir com QUALQUER moto ou carro para o Atacama ou Machu Picchu. Neste trecho não tem rípio, na verdade eu detesto rípio. Até de bicicleta dá prá ir, respeitando sempre os limites da estrada , da lei e da natureza, além do próprio corpo é claro. A vantagem de ir numa big trail é poder se aventurar um pouco para fora da estrada, aliás, para isto é que ela foi feita !

Outra coisa : nesta perna, subindo a América, não paguei nenhum pedágio, pois cruzava sempre com o movimento contrário e em alguns países como o Peru e Argentina, moto não paga. As estradas são boas (o susto é quando vc volta para o Brasil !). E fazendo um bom planejamento não tem mais pane seca no deserto ( não é mesmo, Z ?). Tudo o que precisa é você estar bem consigo mesmo, de preferência com quem você ama, ter responsabilidade e respeitar os seus limites físicos e psicológicos, gostar do novo e ser aventureiro, porque sem isto vc não vai mesmo !

Todo o começo e final de viagem é parecido. A ansiedade, a vontade de ir para a estrada no início…. Depois os perrengues, o frio, a chuva…. A hora em que você pensa, ” o que eu tô fazendo aqui ?” . O que nos leva a ficar horas sob uma chuva forte, passando frio, carregando e descarregando alforges com roupa fedorenta, procurando o muquifo mais próximo e barato prá passar a noite ? Mas vai chegando perto de casa, o asfalto zunindo sob seus pés, e não tem jeito. O pensamento voa …. Qual será a próxima ?

Veja também :

Moto-aventura : Quase 10.000 km pela Patagônia

Viagem pela Interoceânica, até Machu Picchu. De moto, até de carro eu vou ! Incrível !

Sabe aquela expressão do “Oiapoque ao Chuí” ? esqueça 

Blog mostra a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Rondônia, antes e depois de revitalização

MMantes

Você pode não acreditar , mas a Estrada de Ferro Madeira Mamoré em 2006 era assim

O blog efmm100anos.wordpress.com  publicou um post com um anexo mostrando como era a lendária Estrada de Ferro Madeira-Mamoré em 2008 e como está agora, no meio do processo de revitalização. O blog Cadernos do Patrimônio que trata do patrimônio cultural brasileiro na web republicou o post, a seguir :

Veja neste arquivo Power Point produzido pelo Arquiteto Giovani Barcelos , um comparativo entre o que era a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré no ano de 2008 e , depois, no ano de 2012. Muito útil para professores de história regional e para quem realmente se interessa pela realidade da ferrovia tombada. Clique no link para fazer download     >      ESTRADA DE FERRO MADEIRA-MAMORÉ

Inscrições para o 4º Curta Amazônia podem ser feitas até 20 de abril

Estão abertas as inscrições para o 4º Festival de Cinema Curta Amazônia em Porto Velho, com tema ‘Extinção da arara azul no Brasil’. As inscrições podem ser feitas até 20 de abril e os filmes devem ser encaminhados em mídia digital para a Associação Curta Amazônia. O festival acontece de 3 a 8 de junho. Para concorrer a Mostra Competitiva, os filmes devem ser produzidos a partir de 1º de janeiro 2008, sendo do tipo curta, média e longa-metragem. Os gêneros podem ser de animação, experimental, documentário, ficção e videoclipe com produção de até cinco minutos.
Os filmes de curta-metragem devem ter a duração até 15 minutos incluindo os créditos, média-metragem com duração até 69 minutos e os de longa-metragem acima de 70 minutos até 90, padrão adotado pela Agência Nacional de Cinema (Ancine). Os filmes podem ser nacionais e estrangeiros.
Segundo a organização do evento, o objetivo do festival deste ano é contribuir para a preservação do meio ambiente e alertar sobre a importância da extinção da arara azul. Os vencedores da Mostra Competitiva de receberão o troféu “Arara Azul”.

Preencha a ficha de inscrição aqui .

E agora PT ?

Por Ernande Segismundo

Estou há exatos 30 anos no PT. Entrei no partido em abril ou maio de 1982 e lembro que nas festas juninas daquele ano exibia com orgulho a estrela vermelha no peito nos arraiais da cidade na plenitude dos meus 20 anos.

Nós petistas sempre acreditamos que nosso partido era diferente dos outros e mais: sempre acreditamos que o PT era melhor que os outros partidos.

Hoje amargo uma profunda desilusão a ponto de me calar quando um amigo jornalista que me ligou no dia da operação policial que acabou com o governo de Sobrinho e disse que agora o PT de Porto Velho terá que lutar muito para se igualar aos piores partidos políticos da República.

Os partidos no Brasil, como se sabe, são instituições nacionais, embora a vida partidária se concretize nas instâncias locais.

No caso de Porto Velho, a eclosão da operação policial do dia 06 de dezembro passado pôs fim ao Governo do partido á frente da Prefeitura de Porto Velho 24 dias antes do previsto de forma vexatória, deprimente e vergonhosa.

O personagem Roberto Sobrinho nasceu do nada e ganhou as eleições de 2004, ao contrário do que muita gente acredita, com muito cálculo e engenharia política formulada pela coordenação daquela campanha, dentre os quais figura a minha pessoa, especialmente quando trabalhei a renúncia da pré-candidatura de Valverde e a unificação do partido em torno da candidatura de Sobrinho, junto com alguns outros dirigentes.

Sucede que o poder que o PT proporcionou a Sobrinho se estabeleceu na contramão dos interesses e ideais do partido. A conduta de Sobrinho em relação ao PT, como já é público e notório, sempre foi revestida de personalismo, exclusivismo, traição, covardia e mediocridade.

Sobrinho traiu o PT na campanha de 2006, quando ignorou a candidatura de Fátima Cleide ao Governo do Estado que ficou em 2º lugar. Traiu o PT em 2010 quando sabotou de todas as formas a campanha do digníssimo companheiro Valverde ao Governo do Estado e de Fátima ao Senado e, finalmente a campanha de 2013, quando Roberto mais uma vez ignorou e sabotou o quanto pôde a candidatura da Fátima à exaustão.

E o pior é que quando a casa caiu para Roberto e sua camarilha com a operação policial de dezembro passado, o PT não teve a dignidade, após oito anos de governo no município, de dialogar com a população de Porto Velho, e é precisamente isto que me impôs escrever este artigo que alguns podem encarar como ‘fogo amigo’ ou ‘cuspir no prato que comeu’, mas para mim é um grito travado na garganta da imensa maioria da militância que precisava ser verbalizado publicamente.

A única manifestação do partido sobre o trágico fim do governo petista na Capital foi uma nota pública divulgada naquele mesmo dia que foi por mim apresentada à Executiva Municipal e que depois de aprovada, sob pressão que empreendi pessoalmente, alguns membros daquela instância se arrependeram de tê-la aprovado.

O presidente municipal do partido, Tácito Pereira que estava viajando na ocasião manifestou a vários dirigentes sua resoluta oposição à divulgação daquela nota pública, preferindo o silencio, conduta inaceitável naquela ocasião. Um partido tem obrigação de dar satisfações á sociedade, sob pena de ser condenado ao descrédito e ao ostracismo.

Depois daquela nota o PT de Porto Velho emudeceu sobre este assunto com exceção de algumas entrevistas inconvenientes que só evidenciaram o injustificável silencio diante de uma crise dessa magnitude. Uma resposta coerente era tudo o que a militância e a sociedade precisavam após ver seu governo despejado do poder municipal pela polícia e seguir quase em carreata para o Presídio Urso Panda.

As entrevistas encomendadas concedidas por Sobrinho soaram como uma afronta, tamanha a desfaçatez.

Na verdade, depois da operação policial, o PT de Porto Velho está acéfalo e sem qualquer rumo ou direção e a militância está atônita, indignada, revoltada e deprimida com tal estado de coisas.

No dia 10 de janeiro passado a militância forçou a realização de uma plenária que reuniu mais de 150 pessoas, onde mais de 40 filiados fizeram uso da palavra. Em defesa de Roberto, mais uma vez Tácito foi condescendente. Os demais presentes, com maior ou menor insistência pediram a renúncia de Tácito e alguns pediram a renúncia da Executiva inteira.

Eu mesmo propus na plenária que Tácito Pereira renunciasse à presidência do Diretório Municipal para que o partido pudesse se recompor, pela molecular ligação com os envolvidos no maior escândalo do Palácio Tancredo Neves e absoluta falta de isenção e habilidade para conduzir os destinos do PT da capital.

Em função destes episódios o PT perdeu filiados de imensurável valor ético e moral que não suportaram a omissão do partido diante de gravíssimas acusações de improbidade administrativa e crimes contra o patrimônio público.

Apesar deste gravíssimo quadro partidário, Tácito Pereira segue sua sina atrevida, prepotente, arrogante e insolente na defesa de um cadáver político, de um zumbi em que se transformou Roberto Sobrinho, riscado para sempre do mapa político de Rondônia e eliminado sumariamente da vida partidária ante a quase absoluta reprovação de suas condutas pela militância, expressada na plenária do dia 10 passado.

Soma-se a este vergonhoso e deprimente quadro o desprezo que Tácito e seus companheiros de infortúnio desenvolveram pelos filiados, pela militância, pela verdade, pelo bom senso e pela sociedade rondoniense como um todo.

Depois daquela plenária houve uma inacreditável manifestação de militantes no dia 16 deste janeiro na sede do partido contra a Direção Municipal, com direito a faixas e cartazes contra a contumácia de Tácito Pereira e seus raros apoiadores.

Segundo notícias da imprensa Roberto Sobrinho reassumirá seu cargo público na Assembleia Legislativa e será lotado no Gabinete da Deputada petista Epifânia Barbosa que é outro cadáver político que circula por aí feito um zumbi em razão de suas relações suspeitíssimas com atos criminosos do defenestrado Valter Araújo.

Epifânia é ré confessa no âmbito ético, pois admitiu publicamente o recebimento de valores do esquema criminoso de Valter Araújo em uma caixa de papelão e mesmo assim se livrou de punição no âmbito partidário justamente pela proteção que lhe deu Roberto Sobrinho que controlava então a maioria da Executava Estadual e a quase totalidade da Executiva Municipal de Porto Velho.

Mas como todo poder um dia perece hoje quem detém de fato o poder na esfera partidária é a militância que está se articulando e se mobilizando cada vez mais para depor o presidente municipal, numa sucessão de episódios de protestos que redundará certamente numa insurreição contra a insólita liderança do decadente Tácito Pereira.

Resta induvidoso, portanto, que o PT não é um conciliábulo, muito pelo contrário, é um partido de massa, cuja militância pauta sua vida civil pela defesa intransigente da ética na política, pelo combate à corrupção e pela defesa do patrimônio público.

Por isto o PT é um partido muito difícil de se vergar e sua força reside precisamente na granítica solidez de seus documentos essenciais, no heroísmo e bravura de sua militância que luta desesperadamente para preservar o programa partidário, para reconduzir o partido ao seio do magnífico Manifesto de sua fundação e reavivar as bandeiras e o programa partidário.

Mas assim como um país se faz com homens e livros como bem disse Monteiro Lobato, política se faz com plataformas e líderes. Não adianta bons programas e projetos políticos sem firmes e sólidas lideranças para tocá-los.

Refundar-se como espaço político-partidário de envergadura é precisamente o desafio do PT da capital para os próximos anos, para reconquistar o respeito e admiração que um dia já teve da população portovelhense, mas isto esta condicionado inevitavelmente a extirpação do seio partidário dos que promoveram seu escabroso flagelo.

Ernande Segismundo é advogado portovelhense.

Ze Pereira desbotado

Por Altair Santos (Tata)

Quando os clarins da quadra de momo soarem anunciando o carnaval aqui nos rincões karipuna, Zé Pereira, o afamado e lendário Rei da Folia com seu simbolismo, será, na avenida, um protótipo do herói desbotado, um anjo de meia asa, um manco em descompassada dança e desafinado canto. Surgirá na cabeceira da imaginária passarela um folião quase invisível na névoa da deseducação e do descompromisso cultural. A discussão em torno do carnaval das escolas de samba, sempre ocupa espaço de debate. Fomos, somos e seremos partidários da discussão do cada vez melhor e mais organizado, entretanto os certames dialógicos em torno de se apoiar ou não, financeiramente, o carnaval das escolas de samba, já estava noutra pauta, as agremiações já haviam se aproximado mais e começado a entender os novos rumos e a vida noutra atmosfera, em futuro próximo, em forma derealidade nova. Alguns pequenos, porém marcantes passos, já haviam sido dados. Obviamente muito ainda há de ser feito no campo da ressignificação da atividade e o seu valor para o contexto cultural. Urge que se reveja o próprio posicionamento da FESEC esuas entes-federadas, as escolas de samba, como braços vivos e atuantes na ordem da transformação. A herança pra lá de cinquentenária de um carnaval que vivia – e ainda vive – na sombra do paternalismo não deve ser debatida como vício, coisa nociva ou desagregadora e sim, como herança viva e riqueza histórica a ser preservada. Entretanto não se muda hábitos e costumes assim da noite pro dia e nem tampouco, se constrói as coisas a golpe de machado ou marretadas desferidas aleatoriamente como se fosse o carnaval e seus agentes habitantes de um poço de desalmados e desocupados, voadores moribundos e implacáveis mal feitores. Há de se entender e respeitar os últimos comentários postados na rede social sobre a nota oficial da prefeitura e o tão propagado apoiooficial. Não gostar de carnaval, não deve nunca representar que a atividade venha a ser ceifada do calendário em detrimento doutros interesses, Recurso público destinado para a cultura, é sim pra promover o fomento e o incentivo aos programas e projetos daárea. Muito se fala e se diz que este recurso deveria ir para a educação, para a saúde, para obras, isso e aquilo, etc, Ora vejamos, devem os desavisados e desinformados saber que estas áreas já têm os seus orçamentos garantidos em percentuais inimaginavelmente acima do que é destinado para a cultura. Não seria o menor dos orçamentos públicos (o da cultura) que iria salvar redes hospitalares e fazer expressiva diferença no campo da educação. Um certo comentário (posição individual), na internet,torpedeou o carnaval e as escolas de samba, dizendo que esse dinheiro deveria ir pra Jesus, para que o segmento evangélico pudesse fazer seus eventos pois, quando é pra Jesus nunca se temnada. Perguntamos: Jesus e sua obra divina estão mesmo carentes de recursos assim? Outro comentário até chamava de vagabundos os trabalhadores do carnaval. Queremos educação em bom plano, queremos saúde eficiente e queremos cultura pra alimentar nossas mentes, ideias e corações, somos cidadãos e cidadãs e isso nos é constitucionalmente garantido. Somos do entendimento que dinheiro destinado para a cultura não é despesa e sim investimento. Basta uma rápida reflexão, ao pé da realidade que circunda a produção do carnaval, pra se ver o número de empregos gerados, a movimentação no comércio de tecidos, fantasias e artigos carnavalescos, hotéis, bares, lanchonetes e similares, serviços de transporte (táxi, ônibus, mototáxi), dentre outros. Ainda nos falta sim, abrir a clareira da nova estrada pela qual passará uma produção cultural mais organizada e melhor planejada. Isso, porém, não se dá com o quase extermínio de tão rica manifestação cultural, assentado no querer de uns tantos apátridas da cultura. Podem até não admitir, mas cultura educa, forma, informa e até cura certos males como, por exemplo, as agudas crises das mentes pueris por onde orbitam o desprovimento cultural daqueles que “são ruins da cabeça ou doentes dos pés”, segundo Dorival Caymmi. Noutras, palavras, pra exterminar o carrapato, tão querendo matar o boi.

Diz a lenda – Sonho do menino

Por  Beto Ramos

– Acorda menino, vai lavar este rosto, teu olho tá cheio de remela!
– Desata este mosquiteiro e guarda esta lamparina!
– Mas, mãe…
– Cuida, levanta e vai comprar quatro pães massa grossa.
E aquele cheiro da casa da gente impregnando a saudade.
O menino levanta, olha aquela rua cheia de barro, com casas sem pintura.
Caminha lentamente.
Abre a porta, desce o batente.
Cachorros latem atrás de uma carroça.
Atracado na beira do rio Madeira, o Augusto Montenegro.
Vai o menino com os pés no chão.
No pensamento, a vontade de dar uma azulada lá pra beira do Igarapé Grande.
Com os cabelos sem pentear, o menino vai coçando a cabeça, talvez tenha recebido a visita dos bois do Carrasquinho.
Sentados em bancos na beira da calçada, dois homens comentam que o Gervásio jogou bem demais pelo Madureira.
– Este Gervásio vai longe!
Assim, o menino segue seu caminho para comprar os pães massa grossa.
A Maria Bico de Brasa passa toda faceira.
Logo em seguida também passa, a senhora que abria o guarda chuva no Lacerda na hora do filme Spartacus, achando que os trovões e raios eram do vera.
Ele consegue soletrar Magistral em algo caído no chão, na beira da rua.
Passam dois garotos e gritam que no fim de semana irão furar no circo.
Distante, ele ouve o trem passar.
Café com pão, café com pão, café com pão massa grossa.
E sorrindo ele responde: – Se eu me apressar peia não, peia não!
Ele não sabia que logo o trem calaria o seu apito para sempre.
Mal ele sabia, que na ladeira Comendador Centeno, o prédio da antiga Prefeitura ficaria abandonado, sendo jogados a devaneios fantasiosos de promessas não cumpridas.
Vem o menino.
Caminhando ao encontro do futuro.
Ao fechar os olhos, ele acordou de sua realidade, e não viu o pão em suas mãos.
Noé, Raposo, Parra, Garcia.
Tudo era apenas um sonho.
O passado há muito tempo havia ficado para trás.
Mas, o menino sentia o cheiro do café, do pão quentinho.
O menino transformou-se em sonho.
Basinho, cadê você?
Onde posso encontrar um Marau?
Meu velho poeta, vamos caminhar por nossas ruas, vamos rever os velhos álbuns, mexer nos guardados da nossa história e gritar que ainda somos meninos.
Vem o menino dentro de todos nós.
Com olhos cheios de remela.
Pés no chão.
Ainda com cheiro da fumaça da lamparina.
O menino da esperança nos traz este brilho nos olhos.
O menino escreve deste jeito, pois apenas é um menino.
Pedro Struthos,
Amém, amém!
Vamos reclamar para quem?

Diz a lenda

MPF de Rondônia obtém a condenação do Senador Ivo Cassol. Direitos políticos estão suspensos por 5 anos

foto: Pedro França/Ag. Senado

foto: Pedro França/Ag. Senado

O Ministério Público Federal em Rondônia (MPF/RO) obteve a condenação do senador Ivo Cassol, dos delegados de Polícia Civil Renato Eduardo de Souza e Hélio Teixeira Lopes Filho, dos agentes de Polícia Civil Gliwelkinson Pedrisch de Castro e Nilton Vieira Cavalcante, além de Agenor Vitorino de Carvalho, por improbidade administrativa.
A Justiça Federal, acolhendo a acusação formulada pelo MPF/RO, suspendeu os direitos políticos de Ivo Cassol por cinco anos, dos delegados por quatro anos e dos demais por três anos. Além disso, decretou a perda dos cargos dos policiais e ainda impôs o pagamento de multa a todos os agentes públicos, sendo que a maior delas, imposta ao senador Ivo Cassol, totaliza 300 mil reais. Ainda cabe recurso da sentença.
Em 2006, o MPF/RO desvendou um grave caso de compra de votos, que beneficiaria Ivo Cassol, Expedito Júnior e outras pessoas. A investigação gerou várias ações eleitorais, mas as testemunhas que prestaram depoimento acabaram sendo vítimas de constrangimentos diversos e ameaças, sendo cinco delas até incluídas em programa de proteção à testemunha. Esse assédio ilegal foi ordenado por Ivo Cassol, que à época governava o Estado, e executado pelos policiais e também por Agenor Vitorino de Carvalho. Para cometer os abusos foi até instaurado um inquérito policial manifestamente ilegal.
Ivo Cassol e os policiais, dentre outras pessoas, acabaram processados criminalmente pela Procuradoria-Geral da República pela prática de diversos crimes. Na ocasião, Antônio Fernando Souza, procurador-geral da República em 2007, afirmou na denúncia que “a investigação estadual foi mesmo instaurada com o claro intuito de criar fatos novos relacionados aos delitos eleitorais, mediante a manipulação de provas e intimidação de testemunhas, a fim de beneficiar os candidatos envolvidos na compra de votos. Toda a farsa foi executada a mando do governador Ivo Cassol, que se utilizou do aparato de segurança do Estado de Rondônia para tentar desqualificar a investigação dos crimes eleitorais imputados a ele e a seu grupo político.”
Além das ações eleitorais e da ação penal, o Ministério Público Federal também ingressou com ação de improbidade administrativa, desta feita através de quatro procuradores da República em Rondônia. A ação, acolhida agora pela Justiça Federal, acusava Ivo Cassol de ter utilizado ilegalmente a estrutura da segurança pública para tentar alterar as provas a respeito da compra de votos, atrapalhando o trabalho do Ministério Público Federal e da própria Justiça.
Para se ter uma ideia da gravidade dos fatos, tiros foram disparados contra a residência da mãe de uma testemunha; sem falar que um dos agentes da Polícia Civil ameaçou outra testemunha, dizendo: “vocês são apenas cinco formiguinhas, o homem vai passar por cima de vocês como se fosse um trator e não vai acontecer nada com ele; que ele falou que o homem era o governador Cassol”. O policial civil somente errou quanto à previsão de que nada aconteceria ao governador, já que todos foram condenados pela Justiça Federal por conta dos abusos que cometeram.

Fonte: MPF/RO