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Túnel do Tempo : Madeira-Mamoré em 2011

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Estação da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré em Porto Velho/RO

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(Re)conhecendo a Amazônia Negra : fotografias evidenciam participação dos negros na formação de Rondônia

A exposição “(Re)conhecendo a Amazônia Negra: povos, costumes e influências negras na floresta”, da fotógrafa Marcela Bonfim, já foi vista por milhares de pessoas na galeria Palácio, localizada no Palácio Rio Madeira, em Porto Velho, onde permanece até 31 de agosto, e no Espaço Cultural Cujuba, onde esteve de maio a julho. Para a fotógrafa: “a mostra vem cumprindo seu maior objetivo, que é dar visibilidade à participação dos negros na formação populacional, cultural e religiosa no hoje Estado de Rondônia”. “A exposição faz parte de um projeto sobre a influência dos negros na Amazônia e tem motivado uma reflexão a este respeito entre os visitantes e também nas redes sociais”, comemora a artista.

Confira o site marcelabonfim.com

Monitora da exposição no Cujuba, Vera Johnson relata que os visitantes se mostraram surpresos com o tema da mostra “A maioria das pessoas dizia não ter conhecimento sobre a influência dos negros na formação da população de Rondônia e muito menos que existem quilombos no Estado”.

Ativista da causa negra em Rondônia, Orlando Souza acredita que a exposição “é um dos eventos mais importantes, dentro deste recorte de gênero e de raça, que atualmente ocorre em Rondônia, até porque é uma iniciativa pessoal da artista e, contra todas as barreiras e dificuldades que a gente entende que existe, ela consegue dar visibilidade a um tema que por muitos anos ficou esquecido”. O superintendente estadual de Cultura do Estado, Ilmar Esteves, também elogia a mostra. “É a nossa gente. São as nossas raízes retratadas”, ressalta.

Um dos criadores do Projeto de Criação Cabeça de Negro (movimento de defesa da cidadania do negro iniciado na década de 1980 em Porto Velho), Jesuá Johnson – ou Bubu, como é mais conhecido, considera que a “exposição vem dar continuidade ao trabalho já realizado pelo movimento negro em Rondônia. Marcela faz da fotografia um instrumento de militância. A exposição veio chamar a atenção do poder público para a importância deste segmento populacional na nossa sociedade. É a luta da nova geração.”, afirma ele.
Descendente dos caribenhos, conhecidos por barbadianos, que trabalharam na construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, Robinson Holder ressalta que a exposição “Amazônia Negra” chamou a atenção para a participação do negro nas raízes da população de Rondônia, com as imagens das populações dos quilombos do Vale do Guaporé, nos primórdios da história do Estado. “Surpreendente, ela faz um apanhado com imagens e relata a origem negra do nosso Estado, retratando barbadianos, negros do quilombo do Guaporé, e também do norte, com imagens de quilombo do Maranhão”.

A exposição (Re)conhecendo a Amazônia Negra vai permanecer na Galeria Palácio até 31 de agosto e depois será montada nas regionais do Sesc no interior do Estado. O Sesc é patrocinador da mostra e o coordenador de Cultura do órgão, Fabiano Barros, informa que o trabalho também será levado pela curadoria da entidade, com a finalidade de participar do projeto “Sesc Amazônia das Artes”, com itinerância nos estados da região Norte. Para Fabiano, “[a exposição] tem que ser vista por toda a comunidade, porque trata de um assunto muito importante, que é esta questão da presença negra na Amazônia, para a qual a Marcela lançou o seu olhar e extraiu este trabalho tão significativo”.  

A mostra é composta de 33 imagens impressas em madeira, que retratam representantes de diversos segmentos negros que povoam o Estado. Na galeria Palácio, outras 33 imagens foram agregadas em intervenções nos corredores do palácio Rio Madeira. A exposição conta com o apoio do Sesc e deverá permanecer no local até 31 de agosto.
Serviço

Exposição fotográfica “(Re)conhecendo a Amazônia Negra: povos, costumes e influências negras na floresta”. Fotografias inéditas e outras já publicadas de Marcela Bonfim
Período de visitação: Até 31 de agosto de 2016, das 7h30 às 13h
Local: ‘Galeria Palácio’ – Prédio Pacaas Novo do Palácio Rio Madeira, avenida Farqhuar, bairro Pedrinhas, Porto Velho.

via  Amazônia da Gente

Com atraso, Rússia entrega em Porto Velho o simulador do helicóptero de ataque MI-35m

sabreNesta última quarta-feira (23) um avião cargueiro Ilyushen 76 pousou na Base Aérea de Porto Velho, capital de Rondônia, no noroeste do Brasil transportando o simulador de vôo dos helicópteros de ataque MI35-m (chamados pela FAB de AH2-Sabre) , uma das máquinas de guerra mais poderosas e eficientes do mundo na sua categoria e que equipam o Esquadrão Poti, ( 2º/8º GAV ) sediado em Porto Velho.sabre 2

O Esquadrão Poti opera 12 helicópteros MI-35, recebidos a partir de 2009.  Além de comandantes de esquadrilha, que envolve 4 helicópteros, os pilotos sediados em Porto Velho realizaram em 2015 treinamentos para elevar o nível operacional para comandantes de esquadrão, envolvendo de 8 a 16 helicópteros, em ações de ataque, defesa, escolta, supressão da defesa aérea inimiga, varredura e apoio aéreo.

Cada AH-2 conta com um canhão de 23 mm capaz de disparar até três mil tiros em um minuto. Para se ter uma ideia, cada tiro de 23mm causa o mesmo impacto de quase 100 tiros de uma arma calibre 7,62mm, como os fuzis utilizados por tropas no solo.

Os mísseis embarcados são capazes de perfurar até 80 cm de aço de um sítio radar ou uma estrutura de comando e controle, por exemplo.

Com peso de 12 toneladas, os helicópteros têm blindagens em partes essenciais, como no tanque de combustível. A cabine dos pilotos, além de blindada, também é vedada para o caso de contaminação química ou biológica.

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Leia também : Geopolítica – O Esquadrão Poti agora é aqui

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fotos : 

A compra, formalizada em outubro de 2008, envolve um pacote formado por 12 helicópteros, mais armamentos e suprimentos para manutenção por cinco anos, ao custo de US$ 363,9 milhões.

Como compensação comercial, os russos investirão metade do valor da compra na instalação de ferramentas, bancadas e treinamentos parta manutenção, que será feita majoritariamente no Brasil, e treinamento de pilotos e mecânicos, além de um simulador de vôo.

O valor da compensação, quando multiplicado por pesos aplicados de acordo com a relevância de cada tecnologia transferida, sobe para mais de 100% do valor da compra, devendo chegar a 160%, segundo parâmetros da FAB.

Seguindo as diretrizes da Estratégia Nacional de Defesa, de 2008, outro Esquadrão, o Zagal (5º/1º GCC), responsável por operar um radar de aproximação que atua na vigilância do espaço aéreo brasileiro, está em fase de conclusão da mudança de Fortaleza (CE) para a Base Aérea de Porto Velho (BAPV), em Rondônia. Definitivamente, a região amazônica é prioridade das Forças Armadas.sabre 6

Túnel do Tempo – EFMM em 1977

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Deu no G1: Sucuri de 5 metros é encontrada em RO

Uma cobra sucuri de aproximadamente cinco metros de comprimento foi encontrada em um igarapé no bairro Nova Esperança, na Zona Norte de Porto Velho, na última terça-feira (19). Trabalhadores faziam a limpeza do canal com retroescavadeiras, ao lado de um campo de futebol, quando encontraram o animal, pesando cerca de 80 quilos. O réptil foi capturado por moradores e depois devolvido à natureza pela Polícia Ambiental.

Veja a matéria completa aqui

Ao Norte : um show de imagens de Luciana Macêdo !

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Bainha, o homem que comeu cera

ataPor  Altair Santos (Tatá)
Para: Luciana Oliveira, agradecido pela deixa

Já vem de certo tempo a nossa amizade com o compositor, intérprete, carnavalesco e ritmista Waldemir Pinheiro da Silva, o popular e querido Bainha, por quem nutrimos alargada admiração, respeito e carinho. Sem exageros o temos como um dos maiorais, dentre os maiorais do samba local e do nosso carnaval.
Durante esse mal engendrado carnaval de 2015 pudemos privar da companhia honrosa do Bainha em alguns eventos: tocamos e cantamos no Samba Autoral junto ao povo alegre do Asfaltão, madrugamos no Mocambo com o Bloco Até Que Noite Vire Dia, fomos ao Bar do Pernambuco no Concentra Mas Não Sai, brincamos no Calixto & Cia com o amigo Toninho Tavernard e tantos outros e saímos na Banda do Vai Quem Quer. A nossa agenda findou por aí. Já o irrequieto Bainha, por seu turno fez a via sacra completa!
Um dia desses, ao calor da organização do Bloco Pirarucu do Madeira, momentos antes do desfile, houvemos de relatar pra amiga Luciana Oliveira, algumas proezas desse jovem com quase 76 anos nos costados, fazendo ressalte para o que mais chama a atenção nele, a cintilante alegria e a energia em altíssima voltagem que o rapaz carrega consigo, além, é claro, da sua inegável e espraiada competência poético-melódica.
Pois bem, dentre tantas sobre o Bainha, uma passagem sempre se aviva em nossa lembrança, como vejamos: certa vez, quando por aqui ainda rolavam os carnavais fora de época, com os trios e bandas da Bahia fazendo aquelas apresentações grandiosas, lá Avenida Jorge Teixeira, estávamos na beira da calçada, sentados bebericando algo e apreciando o movimento, até que a efervescente apresentação do grupo Chiclete com Banana se aproximasse.
Quando o grande e festivo cortejo chegou onde estávamos nos pusemos olhar tudo. Após passarem os brincantes vestidos com os abadás, eis que na divisa fronteiriça entre a corda e a pipoca, na primeira fila, nossas vistas bateram em cima de um certo baixinho, cambota e serelepe, trajando bermuda branca sandália de couro, camiseta no ombro e uma bandana a lhe cobrir a careca. Na mão como providencial adereço, uma inseparável lata de cerveja. Era o Bainha!
Naquele montueiro de gente ele vinha bem na frente, dando as cartas e ditando o ritmo, parecia Zé Pereira, o Rei da Folia, tirando uma de mestre sala ou comissão de frente daquela numerosa e frenética pipoca. Na segunda volta do trio no circuito, a cena se repete com o incansável Bainha liderando o fuzuê dos foliões pipoqueiros, pulando e sacudindo os braços em movimentos coreograficamente ordenados. Ao seu redor os jovens brincavam e parecia serem abastecidos pelos volts intermináveis da sua bateria.
Mais tarde, por volta de duas da madrugada, lá pros rumos do Bairro Nossa Senhora da Graças, paramos num certo botequim pros goles derradeiros antes de ir pra casa. Numa das mesas, rodeado de amigos bem mais jovens lá estava o energizado, o turbinado e eletrizado Bainha, fagueiramente a prosear.
Cremos que o moço é um ungido a esbanjar essa vitalidade toda, por haver herdado receitas miraculosas de ancestrais mui distantes como antigas e remotas tribos da cordilheira do Himalaia. Se não de tão distante, talvez a sua receita seja daqui mesmo da Amazônia, preparada com os óleos, folhas, raízes e desconhecidas seivas extraídas por velhos Pajés.
Após ouvir atentamente o que discorremos, a Luciana deu um trago no cigarro, soprou a fumaça, lançou um olhar pro espaço e disse, em tom moderado: Parece que ele comeu cera!
tatádeportovelho@gmail.com

Túnel do Tempo : EFMM em 2010

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Rondoniense pode ir prá Marte. Viagem é só de ida

As inscrições ao programa de colonização Mars One já foram encerradas. E dentre os 100 selecionados do total de 200 mil está uma brasileira: Sandra Maria Feliciano Silva, 51, é professora em Porto Velho, Rondônia, e pretende ir até o “Planeta Vermelho” apenas com a passagem de ida – sim, quem se sujeitar à missão não poderá voltar para casa (saiba mais aqui).

Participam do processo final de seleção pessoas de diversas idades e funções sociais (com 19 anos, por exemplo, estão uma inventora australiana e uma estudante indiana; com 60, está um militar paquistanês). Grande parte dos futuros colonizadores é composta por acadêmicos e cientistas, é verdade. Mas qualquer pessoa capaz de cumprir exigências mínimas impostas pela Mars One teve o direito de participar da primeira etapa do programa de seleção.

“Big Brother” com destino a Marte

Dos 100 candidatos, 24 deles serão selecionados para que equipes de quatro tripulantes possam ser enviadas a Marte. O objetivo é – mesmo! – formam uma colônia sobre o “Planeta Vermelho”. Antes de irem ao espaço, porém, os colonizadores terão de participar de um reality show para provarem suas capacidades de socialização perante o mundo todo; o show será transmitido em rede global, e qualidades como criatividade, curiosidade, resiliência e engenhosidade serão avaliadas pelos cientistas de Mars One.

De acordo com o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), os exploradores conseguiriam sobreviver por somente 68 dias caso pousassem sobre solo marciano. A pesquisa, naturalmente, leva em conta a tecnologia atual. O voo para Marte deverá ser realizado em 2022 ou 2023; a viagem até o planeta vai durar sete longos meses.

via Tecmundo

Pirarucu do Madeira: Bloco desfila de graça e sem cordas no domingo, em Porto Velho/RO

O novo estandarte confeccionado pela artista plástica Lu Silva já está pronto para o desfile do bloco mais democrático do carnaval de Porto Velho.

O Pirarucu do Madeira quer manter a tradição de arrastar seus foliões de graça, sem cordas separatistas e com marchinhas e frevos que integram o acervo cultural brasileiro.

Será dia 08, excepcionalmente, domingo, a partir das 16 hs, na Pinheiro Machado com Presidente Dutra.

O bloco fundado em 1993 pelo advogado Ernande Segismundo (na foto) é mantido sem fins lucrativos, prega o carnaval de paz e a exaltação à cultura popular.

Esse ano, elege como homenageado o compositor regional Zezinho Maranhão que emprestou sua voz pra primeira marchinha do bloco.

O artista plástico Pedro Furtado é o responsável pela confecção de adereços de mão que darão um colorido especial ao desfile em meio aos bonecos gigantes.

Os dirigentes convidam os parceiros da imprensa, os representantes dos demais blocos e agremiações carnavalescas e a comunidade em geral a prestigiarem esse movimento festivo que simboliza a resistência da cultura.

via Amazônia da Gente

Livro sobre a 2ª tentativa de construção da EFMM em 1878 está disponível para leitura on-line

Deu no blog da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré EFMM100anos.wordpress.com :

Clique na imagem para ir ao livro on-line

Escrito pelo americano Neville B. Craig, a “Estrada de Ferro Madeira-Mamoré: história trágica de uma expedição”, publicada originalmente em Filadélfia em 1907,  encerra detalhado relato da tentativa de uma empresa dos Estados Unidos de construir, em 1878, uma ferrovia na fronteira Brasil-Bolívia. O projeto envolveu quase mil operários e técnicos norte-americanos, mais de 200 dos quais morreram em consequência da malária e de naufrágios, enfrentou toda ordem de dificuldades na floresta amazônica e foi paralisado por conflitos com o governo boliviano e entre os próprios acionistas. A iniciativa pode ser considerada a pré-história da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, afinal construída entre 1907 e 1912.

LIVRO NA ÍNTEGRA >

http://www.brasiliana.com.br/brasiliana/colecao/obras/137/estrada-de-ferro-madeira-mamore-historia-tragica-de-uma-expedicao

Mais 3 helicópteros de ataque Mi-35 (AH 02 Sabre) vem reforçar o Esquadrão Poti

MI-35Neste fim de semana Porto Velho pode ter uma atração extra : é a chegada de mais 3 helicópteros russos de ataque Mi-35M / Sabre, do Esquadrão Poti, que virão transportados no Antonov An-225 Mriya ou no Antonov An-124 , possivelmente este último devido às características da pista do aeroporto e base aérea de Porto Velho. Qualquer que seja o avião escolhido, o seu pouso é um espetáculo . Se tratam do  1º e do 2º maiores aviões cargueiros do mundo, respectivamente. Vai render muitas selfies e coisas do gênero .  É só ficar esperando na Lauro Sodré.

Antonov An 124 / foto Wikipédia

As aquisições dos MI 35 e mais recentemente de 36 caças Gripen NG , da Suécia fazem parte de um plano de reestruturação da Defesa Brasileira, para assegurar sua soberania.

Na época da chegada dos primeiros “tanques voadores” (apelido do MI 35) um “repórte” sem noção de Porto Velho queria que uma destas máquinas de combate perseguisse um caminhãozinho baú roubado para a Bolívia.

PQP !

Leia também : Geopolítica : O Esquadrão Poti agora é aqui 

Túnel do Tempo : Cachoeira de Santo Antônio, 1999

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Túnel do Tempo : Aeroclube do Guaporé

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Parabéns, Porto Velho !

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Bolívar Marcelino, poeta já falecido, gentilmente cedeu à época, nos anos 90, sua poesia “Porto Velho Antiga” , com a qual inicio um vídeodocumentário chamado “Porto Velho, Cidade do Sol” . Considero um dos maiores hinos de amor à essa terra, a qual homenageio nesta data, reproduzindo a sua bela poesia…

Porto Velho da minha infância e da minha adolescência, das barrancas do rio, do velho trapiche do Aripuanã… do ponto inicial da Madeira-Mamoré.

– Debruço-me no teu passado e vejo na retina dos meus olhos: A favela, A Rua-da-Palha, A Ladeira do João-barril, o velho coqueiro solitário da Baixa da União E me perco em memórias e recordações…

Porto Velho das reuniões do Bar-Central, da velha ponte Guapindaia, do Parque Municipal, do “buraco” do Aníbal e do Chico do “buraco”; das velhas casas de madeira dos ingleses, Casa Seis, Três, Hotel-Brasil, do Paraíso e do Clube Internacional.

Porto Velho do Igarapé-Grande, de águas brancas, cristalinas, murmurejantes… do Beco do Mijo, da Ponte do Suspiro, da Vila Confusão.

Porto Velho cosmopolita, de espanhóis, portugueses, ingleses, barbadianos, nordestinos, colonizadores.

Porto Velho do Pedro do Rádio, do Macedo telegrafista, do professor Carlos Costa, do Buttioni, do Aluízio, como dizia o Getúlio,

Porto Velho das figuras populares: Zé Quirino e Tainha da política apaixonada: cutuba e pele-curta,

Porto Velho dos diminutivos: Ferreirinha, Oliveirinha, Teixeirinha, Freitinhas…

Porto Velho do “gabarito” da Fifi Lorotoff, do Nuno IV, do João do Vale,

Porto Velho do “footing” da Praça Rondon, de mil lembranças que trago dentro do peito, na minha saudade; berço de minhas filhas, dos meus filhos, de minhas ilusões.

Porto Velho que dia a dia cresce a retorcer-se num canto do meu coração…

Tunel do Tempo : o estúdio de Dana Merril em Porto Velho

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Nesta casa improvisada de estúdio fotográfico, Dana Merril manuseava as químicas reveladoras para nos deixar o legado das suas maravilhosas fotos da Madeira Mamoré.

Túnel do Tempo : EFMM, 2010

foto: B. Bertagna

foto: B. Bertagna

Em 2010 estava em curso a maior e mais abrangente revitalização que a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, situada em Porto Velho, capital de Rondônia, jamais havia recebido. Com os 2 galpões recuperados, e com o início das obras da Grande Oficina, para dotar a EFMM de condições para a manutenção das locomotivas previstas para trafegarem de Porto Velho a Santo Antônio, num passeio turístico de 8 quilômetros. Os urubólogos de plantão se contorciam de raiva. E as andorinhas vinham festejar nas árvores do pátio agora revitalizado.

Túnel do Tempo : EFMM , 2011

Turistas observam a movimentação dos ferroviários operando a velha locomotiva 18. Ao lado, se vê a litorina, em pleno processo de restauração. Estrada de Ferro Madeira-Mamoré . Corria o ano de 2011, e mesmo com vários urubólogos de plantão a ferrovia renascia…

foto: B.Bertagna

foto: B.Bertagna

Túnel do Tempo : Máquina 5 da Madeira-Mamoré

foto: Dana Merril, 1910 - Máquina 5 no giradouro

foto: Dana Merril, 1910 – Máquina 5 no giradouro

Túnel do Tempo : os aterros da Madeira-Mamoré, 1910

foto nº   , Dana Merril, 1910

foto nº 924 , Dana Merril, 1910

Livros para entender Rondônia : Amazônia Porto Velho, de Amizael Gomes da Silva

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Livros para entender Rondônia – “O alferes e o coronel”, de Paulo Cordeiro Saldanha

o alferesO livro “O alferes e o coronel” é um romance, baseado em fatos. Na realidade, o ‘herói’ tem para a história das regiões nomeadas como Roraima e Rondônia a mesma importância política que um Galvez e um Plácido de Castro tiveram para a história acreana. Na narrativa, produto do conhecimento real do terreno por onde trilharam o alferes e o coronel, buscou-se transportar para a imaginação do leitor, a visão dos cenários que a natureza de Roraima oferece.

Livros para entender Rondônia – “Esperança, 50 anos depois”, de Paulo Cordeiro Saldanha

esperança 50 anos depois“Esperança : 50 anos depois” é uma ficção, inspirada nas pesquisas do Professor Abnael Machado de Lima sobre um seringal que é implantado e dá inicio a um feudo liderado por uma família visionária. Nesse ínterim parte da história da EFMM é contada, nos passos em que a humanidade vai concretizando diversas conquistas, assim como perdas, como as guerras mundiais. É narrada uma história de amor.

Festcineamazônia: Inscrições de produções audiovisuais vão até esta segunda, 2 de setembro

O festival será realizado na capital rondoniense de Porto Velho, entre os dias 3 a 9 de novembro de 2013.

As inscrições de produções audiovisuais para a 11ª edição do Festcineamazônia podem ser feitas até esta segunda-feira (2/9). Os interessados em participar de um dos maiores festivais de cinema da região Norte podem enviar as produções cinematográficas pelo endereço www.cineamazonia.com/Festival/Inscricao.
A temática dos filmes participantes é livre e não há taxa de inscrição. São aceitas produções com duração máxima de 26 minutos e de todos os gêneros – ficção, documentário, animação e experimental -, realizados em qualquer formato. Produções de todas as partes do mundo estão aptas a participar e cada realizador pode inscrever até três filmes/vídeos, finalizados a partir de 2008 com legendas em português.
No site www.cineamazonia.com o participante tem acesso ao regulamento do festival e preenche a ficha de inscrição. Para o processo de pré-seleção, deverá ser enviada uma cópia do filme (no formato DVD, de área livre) à organização do evento, e pelo menos, uma imagem do filme (no formato JPEG, resolução mínima de 300 dpi e dimensões aproximadas de 15×10 cm)
São 18 troféus Mapinguari em disputa. Além da mostra competitiva, o Festcineamazônia homenageia produtores, diretores e atores que contribuem com a cultura nacional e possuem relevância nas questões ambientais e de direitos humanos.
A escolha das obras vencedoras está a cargo da Comissão de Julgamento, composta por profissionais do setor audiovisual ou ambiental. Os participantes concorrem aos prêmios: Prêmio para Melhor Filme ou Vídeo; Prêmio Danna Merril para Melhor Documentário; Prêmio Major Reis para Melhor Animação; Prêmio Vitor Hugo para Melhor Ficção; Prêmio Manoel Rodrigues Ferreira para Melhor Experimental; Prêmio Chico Mendes para Melhor Roteiro; Prêmio Marina Silva para Melhor Montagem; Prêmio Povos Indígenas de Rondônia para Melhor Trilha Sonora; Prêmio Silvino Santos para Melhor Fotografia; Prêmio Capô (Maurice Capovilla) para Linguagem; Prêmio Melhor Direção; Prêmio Melhor Ator; Prêmio Melhor Atriz; Melhor Reportagem Ambiental Rondoniense; e Melhor Reportagem Ambiental Nacional.
O Júri Popular também concede prêmios aos seus escolhidos: Prêmio Thiago de Mello – Troféu Esperança; e Prêmio Lídio Sohn para Melhor Produção Rondoniense. Todos os selecionados para a mostra competitiva do festival recebem certificado de participação.

Acordo entre Eletrosul e Telebrás pode melhorar internet em Porto Velho

Nesta quinta-feira (15), a Eletrosul e a Telebras assinaram no Ministério das Comunicações, em Brasília, acordo técnico-operacional e comercial para expansão de infraestrutura de telecomunicações e acelerar a implantação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) nos estados do Sul e no Mato Grosso do Sul, cujas redes também atenderão a Copa do Mundo de 2014. 

Pelo acordo, a Eletrosul entrará com sua infraestrutura de telecomunicações e sua experiência em manutenção e operação de sistemas de telecomunicações, enquanto a Telebras exercerá seu conhecimento na comercialização dos serviços e no relacionamento com os diversos agentes do mercado. A parceria vai aumentar para 400 gigabits por segundo (Gbps) a capacidade do sistema de comunicação óptica de alta velocidade (DWDM) da Eletrosul, que atualmente possui 80 Gbps.

A rede própria da Eletrosul – backbone – a ser contemplada pelo acordo vai utilizar o sistema DWDM implantado em fibra óptica nos cabos OPGW (para-raios nas linhas de transmissão), ADSS (cabo óptico auto-sustentado) e dielétricos ao longo de 4,5 mil quilômetros, distribuídos por Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso do Sul, no município de Porto Velho, em Rondônia, e em algumas regiões de São Paulo.
A capilaridade de fibra óptica da Eletrosul, que atende a telecomunicação de suas unidades operacionais, atinge 10,2 mil quilômetros. Desse total, 3,5 mil quilômetros integram seu backbone, e outros 6,7 mil quilômetros correspondem a contratos de compartilhamento de fibras (swap) com outras empresas.

Deu no G1 : Jacaré é flagrado cruzando avenida movimentada de Porto Velho, capital de Rondônia

O bichinho , em foto exclusiva do meu amigo Danilo Curado, o paparazzo do reino animal selvagem

Ao G1, o arqueólogo Danilo Curado, que fotografou o animal, contou que diariamente pratica caminhada no local com a esposa e, na noite de sábado, notou um movimento de pessoas na lateral da pista, próximo ao aeroporto. No local havia um jacaré, aparentemente filhote, de cerca de um metro de comprimento, que tentava subir pela proteção de uma área verde, pertencente a Base Aérea de Porto Velho. “Ele [o jacaré] estava bastante assustado. Quem estava na hora disse que ele atravessou a pista, saindo do igarapé”, relata Curado.

O arqueólogo relata que não é a primeira vez que animais silvestres são vistos no local. “Já vimos um jiboia adulta e um tamanduá bandeira ainda filhote”, conta Danilo.

NR : Este cara tem imã para animais silvestres. Mora em Porto Velho há menos de 3 anos e já flagrou tudo isto? Para quem só frequentava o Shopping Flamboyant tá bom demais, sô .

Quer ver a matéria completa?> G1 Rondônia

Túnel do Tempo – Cai n´água , Rio Madeira, década de 80

rio madeira decada 80Veja também :

Ainda virá a pior enchente

 

Moto-aventura : Do Atlântico ao Oceano Pacífico, as lições do Atacama e Machu Picchu

Ninguém vai roubar minha cabeça agora que eu estou na estrada novamente
Oh, eu estou no céu de novo, eu tenho de tudo
(Deep Purple, em Highway Star)
Galleta Pabellón de Pica/Ruta 1/Chile

Galleta Pabellón de Pica/Ruta 1/Chile

Aqui...

Aqui…

Talvez os momentos mais difíceis de uma grande viagem de moto são os dias e as horas que antecedem a largada. Não tem jeito ! Bate aquela ansiedade, um pouco de aflição, os pensamentos vão e vem atordoando a nossa mente. Dará tudo certo desta vez ? Depois dos primeiros quilômetros, o vento batendo no corpo tudo parece ficar mais fácil. Como diria Chico Science : Um passo à frente e você não está mais no mesmo lugar… Esta moto-aventura começa novamente em Porto Alegre/RS mas tem o destino final em outro Porto, o Velho, em Rondônia. Começa exatamente na Toca da Coruja, na Cidade Baixa , em Porto Alegre, onde nos empolgamos tanto com a cerveja extra-viva que acabamos perdendo a máquina Sony que iria documentar a viagem no outro dia. Paciência, mas viagem assim não dá prá tirar foto toda hora mesmo e o jeito é ir de celular. Lá vamos nós !

Dia 1 – Porto Alegre / São Miguel das Missões via BR 386/BR 285 – 500 km

POA-MISSOES

Clique nos mapas para ampliar ou clique com o botão direito do mouse e use a opção “Abrir link em nova janela”

A idéia é entrar na Argentina por Porto Xavier, passando assim por São Miguel das Missões,  Patrimônio Cultural da Humanidade,  no RS.  São 500 quilômetros da capital, e cruzamos com vários grupos de motos fazendo o mesmo trajeto, indo ou voltando. Tivemos pouquissimo tempo em POA  para preparação da moto, na verdade poucas horas para ajeitar as coisas nos alforges e no bauleto. Foi ligar e pegar a estrada, numa manhã ensolarada de primavera. Neste primeiro trecho a fonte de alimentação do GPS Nuwi 255w, que tava ligada numa Gambitech improvisada de 12 volts, já apresentou problema. Na verdade é a primeira vez que viajo de moto com GPS (nunca mais sem a partir de agora, o ganho de tempo no cruzamento das cidades já compensa tudo !). Carreguei à noite e no outro dia só ligava quando tinha necessidade para poupar a bateria. Mas o primeiro dia foi bom, uma tocada boa, depois ainda pegamos a inauguração de um restaurante em São Miguel das Missões, com bom atendimento e música gaúcha de primera, tchê ! Caiu um temporal tão forte que acabou com nossa pretensão de assistir ao famoso espetáculo de Luz e Som das Missões. Mas o lugar é fascinante, visita obrigatória para conhecer a nossa história.

Rota das missões

Dia 2 – São Miguel das Missões/Porto Xavier/RS BR 285 e RS 168 125 km /balsa sobre rio Uruguai/San Javier / Ituzaingó (Corrientes/Argentina) RP 2/RP 10/RN 14/RN 120  210 km Total : 335 kmsan-javier---corrientes Em Porto Xavier, por um erro de planejamento meu, perdemos a balsa que faz a travessia do rio Uruguai. Era um sábado. E tivemos que esperar até às 16:30 parados. Aproveitamos para trocar o mapa do GPS pelo ProyectoMapear com mapas da Argentina e Chile. Como o banco Erê que eu havia comprado não encaixou direito , por questão de segurança o deixei de lado. Assim, compramos um pelego para amenizar a dureza do banco da XT 660, um acessório que pode parecer estranho mas que é show de bola , em praticidade e conforto. Feito os câmbios, trâmites normais de entrada na Argentina, agora é pegar estrada ! Conseguimos neste dia chegar em Ituzaingó.

Primeira dica : O veículo tem que estar no seu nome, ou se estiver alienado, com uma carta da financeira liberando a saída do Brasil com firma reconhecida em cartório. 

Em nenhum dos países do Mercosul é necessário a PID (Permissão Internacional para Dirigir) mas vale a pena fazer e levar, é baratinho, cerca de 50 reais no Detran mais próximo de você.

Um detalhe que muita gente desconhece, é que a PID tem que ser emitida no DETRAN de origem da CNH. Ou seja , se sua CNH é do Rio Grande do Sul, por exemplo, a PID tem que ser emitida no RS.

Um pelego prá amenizar os mais de 7.000 km

Um pelego prá amenizar os mais de 7.000 km

Dia 3 – Ituzaingó a Salta RN 16 1.060 km

Este é um trecho brabeira. Cruza o Chaco, você possívelmente será explorado pela Polícia em Corrientes e em Resistência (lembra aquela cidade do jogo que não teve Brasil X Argentina ?). Pois é lá.

Ituizangó-a-Salta

Nas duas tem uma avenida marginal, e prá evitar o tal achaque, se vc está de moto trafegue por elas. Há uma placa minúscula no acesso à ponte avisando que motos tem que ir pela avenida paralela (colectora) e somente entrar na ponte no final da avenida, bem onde tem um posto da polícia que vai tentar te explorar. É incrível ! Como você não conhece bem o lugar , vai tentando achar a entrada da tal via Colectora e …pimba, cai na mão do guarda.  Ele tentou aplicar o tal “Pago Voluntário” que daria um desconto de 50 % na multa, e coisa e tal… mas fiquei com cara de paisagem e pedi que ele multasse. Ele olhou os documentos, olhou a placa, disse que então teria que pagar no Banco de La Nacion, eu insisti que multasse, conversou com o outro guarda e disse que então eu pagaria a multa na saída da Argentina , na Aduana. Pura conversa ! É um teatrinho prá lá de ridículo. Acho até que meu manjado adesivo “Prensa Latina” ajudou em alguma coisa, afinal nestas horas você combate com o que tem na mão. Pedi um recibo da tal multa e ele só confirmou que eu pagaria na saída, na aduana entre Argentina e Chile. Quá ! Agora, não vá fazer isto à noite ou em local isolado porque o bicho pode pegar.  Era meio-dia, sol a pino, e só cai nesta porque segui outras motos menores que estavam circulando.Imaginei, se eles podem, eu também posso. Seletivamente, o guarda só encrencou comigo.

Na saída de Resistência, pelo mapa do Projecto Mapear você vai parar num beco cheio de cães modorrentos, cansados de ver grandes motos passarem perdidas. Não se acanhe ! É por ali mesmo, acaba dando certo . Só não tente fazer isto à noite. Não sei se foi um erro de quem colaborou com o Projecto ou foi sacanagem mesmo.

Passando Corrientes e Resistência, siga até Pampa del Infierno, que justifica muito bem o seu nome. Faz um calor danado e é muito úmido, mas nada que assuste quem mora na Amazônia como nós. Nas imensas retas , bandos de aves no asfalto que revoavam a cada buzinada.

Salta é uma cidade deslumbrante, não é a toa que seu apelido é “La Linda”. Cheia de monumentos, igrejas, pontos históricos. Meio clichê, mas imperdível o passeio no Complejo Teleférico Salta, que sobe o cerro San Bernardo.  Dá prá tomar uma Quilmes bem gelada lá em cima, observando a beleza da cidade encravada no vale.

Dia 4 – Salta

Segunda Dica : Compre adaptadores de tomada para carregar celular, Gps, iPad. Na Argentina é de um jeito ( tipo Australiano) , no Chile de outro (tipo Europeu) e no Peru, diferentemente se encontra o tipo Europeu e o tipo Americano. Prá completar, agora no Brasil também temos esta encrenca !

foto : mochileiros.com

foto : mochileiros.com

Dia 5- Salta a Purmamarca via San Salvador de Jujuy (El Carmen)  RN 9 160 km Estrada estreita linda

salta---purmamarca

Reparem na proporção como a estrada é estreita !

A estrada só aceita um carro por vez, tem que diminuir a velocidade cada vez que há um cruzamento. Caminhão aqui nem pensar !

A chegada em Purmamarca é fantástica. Vale uma foto com o Cerro de Las 7 Colores ao fundo.

Cardápio do dia !

patagonia

 Terceira Dica : Leve um iPad ou um Netbook . O Netbook (ou um tablet Samsung) tem a vantagem da entrada USB e de ler páginas em Flash(coisa irritante no iPad..) Isto lhe dá uma boa independência na hora de precisar de Internet.

Dia 6- Purmamarca/AR a San Pedro de Atacama/Ch

O único posto de gasolina até o posto YPF em Paso de Jama(4.320 m.s.n.m), na fronteira Argentina/Chile é em Susques. Você precisa abastecer antes em Pastos Chicos (Susques) . O posto fronteiriço argentino Paso de Jama é novo (2012) e confortável. Lá há um  YPF com internet , café quente e até uma pousada se precisar pernoitar lá , devido à uma ventania com areia forte demais por exemplo. (Encha o tanque, você fará a entrada no Chile cerca de 170 km depois, em SPA)

O frio do deserto

No final de uma grande reta você começa a ter a incrível visão do Salar Grande. A princípio não dá prá entender bem o que é, aquela mancha branca no final do asfalto, parecendo neve. Quando você se aproxima é que tem a exata noção da imensidão que é o salar.

O sal do deserto

Logo após o Paso de Jama tem a fronteira com o Chile. Daí a SPA são mais 160 km. A Aduana chilena fica na entrada de San Pedro. Você rodará estes 160 km de deserto após dar saída da Argentina e antes de dar entrada no Chile, ou seja , no vazio , se é que me entendem ! Mas tudo é muito bonito, a subida ao altiplano, as multicoloridas paisagens de Purmamarca, o Licancabur soberano sobre a paisagem nevada, a fronteira com a Bolívia.

A reta final de descida até San Pedro de Atacama é incrível, são muitos quilômetros numa pista íngreme, que vai dos 4.750 metros aos 2.300 de Atacama em menos de meia hora. Ao lado da pista se vê várias saídas de emergência para caminhões que perdem os freios.

E se tem um conselho que é útil no Chile é o seguinte : respeite a velocidade máxima porque os Carabineros do Chile não perdoam, estão em toda parte, até no deserto tinha uma viatura com radar !

San Pedro de Atacama era um local de parada dos colonizadores espanhóis em sua saga de conquista. O pequeno povoado se formou a partir da Igreja de San Pedro, construída em meados do século 18. O pequeno povoado tem cerca de 2.500 habitantes e muitos, mas muitos “perros” que vão “adorar” ver você montado numa moto em baixa velocidade ! Além de simplesmente bater perna pela Calle Caracoles, a rua principal do povoado, vale fazer todos os passeios anunciados por diversas agências : Laguna Cejar , onde a salinidade é tão grande que você entra na água e não afunda, Valle de la Muerte, Cordillera de la Sal, Laguna Chaxa, Lagunas Miscanti e Miñiques, Geisers del Tatio, Camino del Inca, Toconao ,Tulor e Pucará de Quitor .

Quarta Dica : Se pensa em armazenar gasolina para levar compre um galão adequado. Na Argentina e no Chile eles não vão te vender em garrafa pet.

Dia 7- SPA Era muito cedo e fazia muito frio quando levantamos para que a van nos pegasse na pousada para o passeio até os Gëiseres El Tátio, a  4320 m de altitude, 90 quilômetros ao norte de San Pedro de Atacama, As grandes colunas de vapor saem para a superfície através de fissuras na crosta terrestre, alcançando a temperatura de 85°C e 10 metros de altura. Os gêiseres de Tatio são formados quando rios gelados subterrâneos entram em contato com rochas quentes.

“O pensamento parece uma coisa à toa, mas cumé que a gente voa, quando começa a pensar…”

Pausa para um pastel de queijo de cabra em ....

Pausa para uma empanada de queijo de cabra em Machuca, caminho entre os Geisers e SPA.  Se preferir, tem espetinho de lhama…

Um passeio de moto ao final da tarde pelo Vale de La Luna é tudo de bom !

Um passeio de moto ao final da tarde pelo Vale de La Luna é tudo de bom !

O melhor e mais barato buteco de SPA : não me pergunte o nome !

O melhor e mais barato buteco de SPA : não me pergunte o nome !

Pousada em SPA : preparando para mais uma jornada

Pousada em SPA : preparando para mais uma jornada

Dia 8 – San Pedro de Atacama / Tocopilla (Ruta 23 e 24 – 270 km) / Iquique (Ruta 1 – 230 km) Total : 500

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O verdadeiro oásis no meio do deserto. Ao fundo, o Licancabur

O verdadeiro oásis no meio do deserto. Ao fundo, o Licancabur

Na saída de SPA para Calama, em direção a Tocopilla (Oceano Pacífico) mais deserto, pequenas serras, retões intermináveis e pouco movimento. Calama é uma cidade média, tem aeroporto que opera jatos e postos de gasolina à vontade.

Quinta Dica : Leve mais de um cartão de crédito, porque se um der pau…Não esqueça de avisar o gerente que você vai viajar e diga os países para ele liberar o uso.  Uma boa também é levar um cartão pré-carregado tipo Visa Travel Money em dólares. Só que agora vc paga os mesmos 6,38 % dos demais cartões internacionais . Isto acaba “furando” esta minha 5ª dica. Daí no caso é melhor dinheiro em espécie mesmo. Só cuidado com notas muito estragadas, principalmente no Peru.

E agora, para onde ir?

E agora, para onde ir?

No Chile a parte mais cara da viagem

No Chile a parte mais cara da viagem

Pacíficooo !!!
Iquique, vista de um morro onde é praticado vôo livre.

Iquique, vista de um morro onde é praticado vôo livre.

Companheiro Pasin e Rubia Luz ! Desculpe, acabei não te avisando e furei o encontro. Lembrei de vocês quando “iniciei os trabalhos”. Tenham toda a sorte do mundo nos novos projetos !

O navio-museu Esmeralda, parte importante da história de Iquique e do Chile

O navio-museu Esmeralda,  parte importante da história de Iquique e do Chile

Iquique tem uma vida noturna agitada e a Zofri Mall, um grande shopping center zona franca, com preços atrativos e uma infinidade de bons produtos e bugigangas.

Praça de Iquique : “furei” com o amigo Pasin aquela cerveja gelada..

Dia 9- Iquique a Arica (Ruta 5 -311 km)

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Na saída para a ruta 5, no sentido contrário à Arica (ou seja, Antofagasta) há postos de gasolina em Pozo Almonte, que fica a aproximadamente a 5 km da entrada para Alto Hosício/Iquique. Para quem roda de XT 660 é a única alternativa saindo de Iquique, porque depois só Arica (300 km).Você roda  52 km desde Iquique, abastece e então , tirando os 5 km até o trevo de entrada, dá prá rodar até Arica.

Selfie à 120 km por hora no deserto

Dia 10 – Arica(Ch) a Tacna(PE) cerca de 50 km.

Tacna é uma cidade muito simpática e limpa. Tem cerca de 260 mil habitantes e é bastante arborizada. O clima é muito seco.

Depois de muito chão começam a surgir os vales verdejantes

Depois de muito chão começam a surgir os vales verdejantes

Sexta Dica : Se for o caso, consiga a Carteira Mundial de Estudante no site http://www.carteiradoestudante.com.br . Ela custa R$ 40,00 , vale até o final do mês de  março do ano seguinte e em muitos locais legais de visitar você terá 50 % de desconto, o que por si só já paga a carteira.

A ferrovia Tacna-Arica é uma ferrovia histórica e foi construída em 1856 pela empresa The Arica & Tacna Railway Co. Na estação de Tacna, acima, existe o Museu da Ferrovia, onde se encontram fotografias e relatos de época.

Como é sempre legal misturar literatura, vale a pena ler A Senhorita de Tacna, de Mario Vargas Llosa

Dia 11 – Tacna a Puno ( Ruta 36) 320 km

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Lá vamos nós cruzar a Cordilheira dos Andes novamente, coisa difícil de explicar, de descrever, é uma sensação que se tem que viver pessoalmente. Dia de susto, porque acabou a bateria do GPS e , num movimento brusco, arranquei o plugue do carregador USB. Pronto ! Perdido no meio dos Andes. E prá piorar, tinha uma estrada antiga para Puno, e uma saída para Desaguadero. Mas o que eu queria era a estrada nova para Puno ! Sem placas, sem GPS, vi uma indicação para Puno e entrei. Dei de cara com rípio e parei na primeira casa que vi, cercada de cachorros. Lá um bondoso camponês me explicou que era a antiga estrada para Puno, que era só seguir o asfalto que eu veria alguns quilômetros na frente a ubicación para Puno e Desaguadero. Deu certo, cheguei em Puno já a noitinha. Puno tem um trânsito caótico e foi complicado achar a pousada que eu tinha reservado pela Internet. Mas tudo acaba sempre dando certo !

Frio também dá sede !

Dia 12 – Puno

Passeio obrigatório a Ilha de Urcos. Sem mais delongas.

Puno vista da Ilhas de Urcos

Mercado Popular

Igreja Matriz

Tuk-tuk protegido do sol e da chuva

O melhor e mais honesto “classificados” do mundo

Rua central de Puno (Calçadão)

A foto não diz quase nada, mas pior que Puno só Juliaca

A foto não diz quase nada, mas trânsito pior que Puno só em Juliaca

Dia 13 – Puno a Ollantaytambo – Ruta 3S (via Juliaca/Pucará/Sicuani/Calca) 475 km

puno-a-urubamba

Manutenção básica

Em busca de novos caminhos

Em busca de novos caminhos …

Integração com a natureza

 

Motocando em Ollantaytambo

Motocando em Ollantaytambo

Dia 14 – Águas Calientes

Sétima Dica : Se você vai subir  o Huayna Picchu tem que reservar o ingresso com bastante antecedência. Os grupos são limitados em dois, um que sai às 7 hs da manhã com 200 pessoas e outro sobe às 10, com mais 200. O ticket para Machu Picchu e Huyana Picchu é específico.Faça a reserva no site oficial aqui http://www.machupicchu.gob.pe/  . Não esqueça de liberar as janelas pop-up do seu navegador. O site foi melhorado no dia 31 de janeiro de 2012, segundo um comunicado do Ministério da Cultura do Peru. Outra coisa: cara, subir o Huayna Picchu requer um mínimo de condição física e sistema cardio-respiratório em dia. Se você tem algum problema ou está muito fora de forma, não encare. É melhor consultar um médico antes. O preço do ingresso para Huayna Picchu/Machu Picchu é de 152 soles para cada adulto.Quem for estudante (com a carteira da ISIC) só pode comprar ingresso no  Escritório da Dirección Regional de Cultura – Cusco , Av. de la Cultura 238 (em frente ao estadio Universitario), Librería del Ministerio de Cultura (Casa Garcilaso) Condominio Huáscar Cusco – Perú, de segunda a sexta-feira das  8:00 as 16:00 horas ( é a avenida que dá prosseguimento à estrada logo que se chega a Cusco vindo de Puerto Maldonado) e no  Escritório do Centro Cultural de Machupicchu , em Aguas Calientes, já no povoado aos pés de Machu Picchu, de segunda a domingo, das 5:20 às 21 horas. (é pertinho da estação de trem ) Somente para Machu Picchu, o ingresso custa 128 soles e só podem entrar 2.500 pessoas por dia.  Depois de fazer a reserva, você tem duas horas para confirmar o pagamento senão a reserva cai. ( Se estiver já dentro do Peru e não conseguir via On Line, vale a pena enfrentar uma “cola” (fila) enorme no Banco de La Nación del Peru para pagar a confirmação da reserva. O horário de funcionamento dos bancos é das 8:00 às 17:30 hs. Em Iñapari, há uma agência na Plaza de Armas. Em Puerto Maldonado, o banco fica na Calle Daniel Alcides Carrión N° 241-243 – Distrito: Tambopata, telefone 082 571 210. Aos sábados , o banco abre das 9 da manhã às 13 hs. O cartão de crédito aceito no pagamento on-line tem que ter a facilidade “Certified by Visa”. Confira se o seu cartão tem essa facilidade, senão ele NÃO será aceito e vc terá que pagar numa agência do Banco de la Nación . Se estiver na época de alta temporada nem sonhe em deixar para fazer a reserva na última hora, Você não vai conseguir !

Não é preciso dizer nada…

Ai meu Machu Picchu, ninguém segura este meu delírio...

O duo : Ai meu Machu Picchu, ninguém segura este meu delírio…

Valeu, Mestre Ismael !

O uno: Valeu, Mestre Ismael !

Oitava Dica : Faça vacina uns 20 dias antes contra Febre Amarela e leve à Anvisa para receber o Certificado Internacional de Vacinação ( um amarelinho, com data e lote da vacina). Vai que no meio da viagem você resolve entrar na Bolívia, por exemplo.Veja este post com diversas dicas interessantes sobre Machu Picchu.

Dia 15 – Ollantaytambo / Mazuko ( Distrito de Inambari) Ruta Interoceânica Sur 450 km

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O trecho entre Cusco e Iñapari da Carretera Interoceânica Sur : repare as distâncias da placa. Estrada !

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Pausa para colocar uma luva cirúrgica por baixo da outra que o frio pegou !

Pausa para colocar uma luva cirúrgica por baixo da outra que o frio pegou !

Dia 16 – Mazuko / Puerto Maldonado (170 km) / Iñapari (230) Assis Brasil / Brasiléia (Acre) 115 km Total: 515 km

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Deu dó sair da aduana brasileira e depois de 50 metros cair numa cratera… Nosso país precisa investir muito ainda em infra-estrutura. Tem que estancar o gargalo da corrupção de alguma forma. O dinheiro que já foi destinado para as BR´s daria para deixá-las numa condição muito melhor do que a gente vê. Quando entrei no Brasil fiquei sem coragem de fazer sequer um trechinho à noite, coisa que fiz nos Andes no meio de chuva ainda, mas com sinalização e segurança.

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Garantizada, la mejor !

Uma pequena visita em Cobija (Bolívia) só prá tomar umas Paceñas. Depois de um monte a confusão na conversão entre pesos argentinos, reales, soles, pesos chilenos. Mas eu tava com a camisa do Grêmio e o garçon era camarada e compreensivo. Deu tudo certo…

Serra de Santa Rosa, no Peru amazônico : lá vem curva !

Serra de Santa Rosa, no Peru amazônico : lá vem curva !

Nona Dica : Nas cidades peruanas não se arrisque a transitar com seu carro ou moto. Pegue um táxi que é baratinho, e é preço fixo, coisa de 2,3 soles por passageiro em qualquer percurso. Cidades como Puno, Juliaca, Cusco tem um trânsito bem maluco.

O Brasil a menos de 150 km

O Brasil a menos de 150 km

Dia 17 – Brasiléia / Rio Branco / Vista Alegre do Abunã (RO) BR 317/BR 364 – 440 km

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Saimos de Brasiléia cedinho para pegar um churrasco no almoço com a Vivica e a Dona Mariá. Dona Mariá não comeu mas conversou prá caramba ! Constatação : uma das melhores churrascarias gaúchas do Brasil fica no Acre !

Décima Dica : Pé na estrada, irmão !

Depois de milhares de quilômetros em boas estradas, o choque do retorno à realidade brasileira, a poucos metros da fronteira com o Peru

Depois de milhares de quilômetros em boas estradas, o choque do retorno à realidade brasileira, a poucos metros da fronteira com o Peru

Abunã, Rondônia, Brasil

Dia 18 – Vista Alegre do Abunã/ Porto Velho (RO) BR 364 – 215 km

Atravessamos a balsa mais segura ( em termos de policiamento) do mundo ! Dois carros da PRF, dois da PM, um da PF … era uma escolta, pelo jeito. O que dói é o bolso : R$    4,00 para atravessar uma moto ! Carro pequeno : R$ 14,00

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Tabela de preços da Balsa do Abunã/Rio Madeira/Rondônia

O pelego se integra à paisagem rondoniense

 

E quem quiser que conte outra…

Não me pediram em nenhum momento a Carta Verde, nem o SOAT no Peru (este eu confesso que não tinha, fui deixando prá frente, fui deixando e…ôpa, já sai do Peru ! Mas não deixe de ler sobre o SOAT no post Viagem pela Interoceânica).

Viagem nunca mais sem um bom GPS. Ele encurta DEMAIS o tempo de passagem entre as cidades, facilitando encontrar as entradas e saídas. Outra grande vantagem desta viagem foi o fato de só ter uma perna de ida, porque o retorno sempre é mais complicado e entediante.

Outro mito que precisa ser derrubado , é que dá prá ir com QUALQUER moto ou carro para o Atacama ou Machu Picchu. Neste trecho não tem rípio, na verdade eu detesto rípio. Até de bicicleta dá prá ir, respeitando sempre os limites da estrada , da lei e da natureza, além do próprio corpo é claro. A vantagem de ir numa big trail é poder se aventurar um pouco para fora da estrada, aliás, para isto é que ela foi feita !

Outra coisa : nesta perna, subindo a América, não paguei nenhum pedágio, pois cruzava sempre com o movimento contrário e em alguns países como o Peru e Argentina, moto não paga. As estradas são boas (o susto é quando vc volta para o Brasil !). E fazendo um bom planejamento não tem mais pane seca no deserto ( não é mesmo, Z ?). Tudo o que precisa é você estar bem consigo mesmo, de preferência com quem você ama, ter responsabilidade e respeitar os seus limites físicos e psicológicos, gostar do novo e ser aventureiro, porque sem isto vc não vai mesmo !

Todo o começo e final de viagem é parecido. A ansiedade, a vontade de ir para a estrada no início…. Depois os perrengues, o frio, a chuva…. A hora em que você pensa, ” o que eu tô fazendo aqui ?” . O que nos leva a ficar horas sob uma chuva forte, passando frio, carregando e descarregando alforges com roupa fedorenta, procurando o muquifo mais próximo e barato prá passar a noite ? Mas vai chegando perto de casa, o asfalto zunindo sob seus pés, e não tem jeito. O pensamento voa …. Qual será a próxima ?

Veja também :

Moto-aventura : Quase 10.000 km pela Patagônia

Viagem pela Interoceânica, até Machu Picchu. De moto, até de carro eu vou ! Incrível !

Sabe aquela expressão do “Oiapoque ao Chuí” ? esqueça 

Ônibus escolar fica pendurado em ponte

Deu no G1 Rondônia Ônibus escolar permanece sobre a ponte do Rio Quatro Cachoeiras em Cacaulândia, RO (Foto: Erivelto Carlos/Rondônia Vip)

Blog mostra a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Rondônia, antes e depois de revitalização

MMantes

Você pode não acreditar , mas a Estrada de Ferro Madeira Mamoré em 2006 era assim

O blog efmm100anos.wordpress.com  publicou um post com um anexo mostrando como era a lendária Estrada de Ferro Madeira-Mamoré em 2008 e como está agora, no meio do processo de revitalização. O blog Cadernos do Patrimônio que trata do patrimônio cultural brasileiro na web republicou o post, a seguir :

Veja neste arquivo Power Point produzido pelo Arquiteto Giovani Barcelos , um comparativo entre o que era a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré no ano de 2008 e , depois, no ano de 2012. Muito útil para professores de história regional e para quem realmente se interessa pela realidade da ferrovia tombada. Clique no link para fazer download     >      ESTRADA DE FERRO MADEIRA-MAMORÉ

Inscrições para o 4º Curta Amazônia podem ser feitas até 20 de abril

Estão abertas as inscrições para o 4º Festival de Cinema Curta Amazônia em Porto Velho, com tema ‘Extinção da arara azul no Brasil’. As inscrições podem ser feitas até 20 de abril e os filmes devem ser encaminhados em mídia digital para a Associação Curta Amazônia. O festival acontece de 3 a 8 de junho. Para concorrer a Mostra Competitiva, os filmes devem ser produzidos a partir de 1º de janeiro 2008, sendo do tipo curta, média e longa-metragem. Os gêneros podem ser de animação, experimental, documentário, ficção e videoclipe com produção de até cinco minutos.
Os filmes de curta-metragem devem ter a duração até 15 minutos incluindo os créditos, média-metragem com duração até 69 minutos e os de longa-metragem acima de 70 minutos até 90, padrão adotado pela Agência Nacional de Cinema (Ancine). Os filmes podem ser nacionais e estrangeiros.
Segundo a organização do evento, o objetivo do festival deste ano é contribuir para a preservação do meio ambiente e alertar sobre a importância da extinção da arara azul. Os vencedores da Mostra Competitiva de receberão o troféu “Arara Azul”.

Preencha a ficha de inscrição aqui .

E agora PT ?

Por Ernande Segismundo

Estou há exatos 30 anos no PT. Entrei no partido em abril ou maio de 1982 e lembro que nas festas juninas daquele ano exibia com orgulho a estrela vermelha no peito nos arraiais da cidade na plenitude dos meus 20 anos.

Nós petistas sempre acreditamos que nosso partido era diferente dos outros e mais: sempre acreditamos que o PT era melhor que os outros partidos.

Hoje amargo uma profunda desilusão a ponto de me calar quando um amigo jornalista que me ligou no dia da operação policial que acabou com o governo de Sobrinho e disse que agora o PT de Porto Velho terá que lutar muito para se igualar aos piores partidos políticos da República.

Os partidos no Brasil, como se sabe, são instituições nacionais, embora a vida partidária se concretize nas instâncias locais.

No caso de Porto Velho, a eclosão da operação policial do dia 06 de dezembro passado pôs fim ao Governo do partido á frente da Prefeitura de Porto Velho 24 dias antes do previsto de forma vexatória, deprimente e vergonhosa.

O personagem Roberto Sobrinho nasceu do nada e ganhou as eleições de 2004, ao contrário do que muita gente acredita, com muito cálculo e engenharia política formulada pela coordenação daquela campanha, dentre os quais figura a minha pessoa, especialmente quando trabalhei a renúncia da pré-candidatura de Valverde e a unificação do partido em torno da candidatura de Sobrinho, junto com alguns outros dirigentes.

Sucede que o poder que o PT proporcionou a Sobrinho se estabeleceu na contramão dos interesses e ideais do partido. A conduta de Sobrinho em relação ao PT, como já é público e notório, sempre foi revestida de personalismo, exclusivismo, traição, covardia e mediocridade.

Sobrinho traiu o PT na campanha de 2006, quando ignorou a candidatura de Fátima Cleide ao Governo do Estado que ficou em 2º lugar. Traiu o PT em 2010 quando sabotou de todas as formas a campanha do digníssimo companheiro Valverde ao Governo do Estado e de Fátima ao Senado e, finalmente a campanha de 2013, quando Roberto mais uma vez ignorou e sabotou o quanto pôde a candidatura da Fátima à exaustão.

E o pior é que quando a casa caiu para Roberto e sua camarilha com a operação policial de dezembro passado, o PT não teve a dignidade, após oito anos de governo no município, de dialogar com a população de Porto Velho, e é precisamente isto que me impôs escrever este artigo que alguns podem encarar como ‘fogo amigo’ ou ‘cuspir no prato que comeu’, mas para mim é um grito travado na garganta da imensa maioria da militância que precisava ser verbalizado publicamente.

A única manifestação do partido sobre o trágico fim do governo petista na Capital foi uma nota pública divulgada naquele mesmo dia que foi por mim apresentada à Executiva Municipal e que depois de aprovada, sob pressão que empreendi pessoalmente, alguns membros daquela instância se arrependeram de tê-la aprovado.

O presidente municipal do partido, Tácito Pereira que estava viajando na ocasião manifestou a vários dirigentes sua resoluta oposição à divulgação daquela nota pública, preferindo o silencio, conduta inaceitável naquela ocasião. Um partido tem obrigação de dar satisfações á sociedade, sob pena de ser condenado ao descrédito e ao ostracismo.

Depois daquela nota o PT de Porto Velho emudeceu sobre este assunto com exceção de algumas entrevistas inconvenientes que só evidenciaram o injustificável silencio diante de uma crise dessa magnitude. Uma resposta coerente era tudo o que a militância e a sociedade precisavam após ver seu governo despejado do poder municipal pela polícia e seguir quase em carreata para o Presídio Urso Panda.

As entrevistas encomendadas concedidas por Sobrinho soaram como uma afronta, tamanha a desfaçatez.

Na verdade, depois da operação policial, o PT de Porto Velho está acéfalo e sem qualquer rumo ou direção e a militância está atônita, indignada, revoltada e deprimida com tal estado de coisas.

No dia 10 de janeiro passado a militância forçou a realização de uma plenária que reuniu mais de 150 pessoas, onde mais de 40 filiados fizeram uso da palavra. Em defesa de Roberto, mais uma vez Tácito foi condescendente. Os demais presentes, com maior ou menor insistência pediram a renúncia de Tácito e alguns pediram a renúncia da Executiva inteira.

Eu mesmo propus na plenária que Tácito Pereira renunciasse à presidência do Diretório Municipal para que o partido pudesse se recompor, pela molecular ligação com os envolvidos no maior escândalo do Palácio Tancredo Neves e absoluta falta de isenção e habilidade para conduzir os destinos do PT da capital.

Em função destes episódios o PT perdeu filiados de imensurável valor ético e moral que não suportaram a omissão do partido diante de gravíssimas acusações de improbidade administrativa e crimes contra o patrimônio público.

Apesar deste gravíssimo quadro partidário, Tácito Pereira segue sua sina atrevida, prepotente, arrogante e insolente na defesa de um cadáver político, de um zumbi em que se transformou Roberto Sobrinho, riscado para sempre do mapa político de Rondônia e eliminado sumariamente da vida partidária ante a quase absoluta reprovação de suas condutas pela militância, expressada na plenária do dia 10 passado.

Soma-se a este vergonhoso e deprimente quadro o desprezo que Tácito e seus companheiros de infortúnio desenvolveram pelos filiados, pela militância, pela verdade, pelo bom senso e pela sociedade rondoniense como um todo.

Depois daquela plenária houve uma inacreditável manifestação de militantes no dia 16 deste janeiro na sede do partido contra a Direção Municipal, com direito a faixas e cartazes contra a contumácia de Tácito Pereira e seus raros apoiadores.

Segundo notícias da imprensa Roberto Sobrinho reassumirá seu cargo público na Assembleia Legislativa e será lotado no Gabinete da Deputada petista Epifânia Barbosa que é outro cadáver político que circula por aí feito um zumbi em razão de suas relações suspeitíssimas com atos criminosos do defenestrado Valter Araújo.

Epifânia é ré confessa no âmbito ético, pois admitiu publicamente o recebimento de valores do esquema criminoso de Valter Araújo em uma caixa de papelão e mesmo assim se livrou de punição no âmbito partidário justamente pela proteção que lhe deu Roberto Sobrinho que controlava então a maioria da Executava Estadual e a quase totalidade da Executiva Municipal de Porto Velho.

Mas como todo poder um dia perece hoje quem detém de fato o poder na esfera partidária é a militância que está se articulando e se mobilizando cada vez mais para depor o presidente municipal, numa sucessão de episódios de protestos que redundará certamente numa insurreição contra a insólita liderança do decadente Tácito Pereira.

Resta induvidoso, portanto, que o PT não é um conciliábulo, muito pelo contrário, é um partido de massa, cuja militância pauta sua vida civil pela defesa intransigente da ética na política, pelo combate à corrupção e pela defesa do patrimônio público.

Por isto o PT é um partido muito difícil de se vergar e sua força reside precisamente na granítica solidez de seus documentos essenciais, no heroísmo e bravura de sua militância que luta desesperadamente para preservar o programa partidário, para reconduzir o partido ao seio do magnífico Manifesto de sua fundação e reavivar as bandeiras e o programa partidário.

Mas assim como um país se faz com homens e livros como bem disse Monteiro Lobato, política se faz com plataformas e líderes. Não adianta bons programas e projetos políticos sem firmes e sólidas lideranças para tocá-los.

Refundar-se como espaço político-partidário de envergadura é precisamente o desafio do PT da capital para os próximos anos, para reconquistar o respeito e admiração que um dia já teve da população portovelhense, mas isto esta condicionado inevitavelmente a extirpação do seio partidário dos que promoveram seu escabroso flagelo.

Ernande Segismundo é advogado portovelhense.

Ze Pereira desbotado

Por Altair Santos (Tata)

Quando os clarins da quadra de momo soarem anunciando o carnaval aqui nos rincões karipuna, Zé Pereira, o afamado e lendário Rei da Folia com seu simbolismo, será, na avenida, um protótipo do herói desbotado, um anjo de meia asa, um manco em descompassada dança e desafinado canto. Surgirá na cabeceira da imaginária passarela um folião quase invisível na névoa da deseducação e do descompromisso cultural. A discussão em torno do carnaval das escolas de samba, sempre ocupa espaço de debate. Fomos, somos e seremos partidários da discussão do cada vez melhor e mais organizado, entretanto os certames dialógicos em torno de se apoiar ou não, financeiramente, o carnaval das escolas de samba, já estava noutra pauta, as agremiações já haviam se aproximado mais e começado a entender os novos rumos e a vida noutra atmosfera, em futuro próximo, em forma derealidade nova. Alguns pequenos, porém marcantes passos, já haviam sido dados. Obviamente muito ainda há de ser feito no campo da ressignificação da atividade e o seu valor para o contexto cultural. Urge que se reveja o próprio posicionamento da FESEC esuas entes-federadas, as escolas de samba, como braços vivos e atuantes na ordem da transformação. A herança pra lá de cinquentenária de um carnaval que vivia – e ainda vive – na sombra do paternalismo não deve ser debatida como vício, coisa nociva ou desagregadora e sim, como herança viva e riqueza histórica a ser preservada. Entretanto não se muda hábitos e costumes assim da noite pro dia e nem tampouco, se constrói as coisas a golpe de machado ou marretadas desferidas aleatoriamente como se fosse o carnaval e seus agentes habitantes de um poço de desalmados e desocupados, voadores moribundos e implacáveis mal feitores. Há de se entender e respeitar os últimos comentários postados na rede social sobre a nota oficial da prefeitura e o tão propagado apoiooficial. Não gostar de carnaval, não deve nunca representar que a atividade venha a ser ceifada do calendário em detrimento doutros interesses, Recurso público destinado para a cultura, é sim pra promover o fomento e o incentivo aos programas e projetos daárea. Muito se fala e se diz que este recurso deveria ir para a educação, para a saúde, para obras, isso e aquilo, etc, Ora vejamos, devem os desavisados e desinformados saber que estas áreas já têm os seus orçamentos garantidos em percentuais inimaginavelmente acima do que é destinado para a cultura. Não seria o menor dos orçamentos públicos (o da cultura) que iria salvar redes hospitalares e fazer expressiva diferença no campo da educação. Um certo comentário (posição individual), na internet,torpedeou o carnaval e as escolas de samba, dizendo que esse dinheiro deveria ir pra Jesus, para que o segmento evangélico pudesse fazer seus eventos pois, quando é pra Jesus nunca se temnada. Perguntamos: Jesus e sua obra divina estão mesmo carentes de recursos assim? Outro comentário até chamava de vagabundos os trabalhadores do carnaval. Queremos educação em bom plano, queremos saúde eficiente e queremos cultura pra alimentar nossas mentes, ideias e corações, somos cidadãos e cidadãs e isso nos é constitucionalmente garantido. Somos do entendimento que dinheiro destinado para a cultura não é despesa e sim investimento. Basta uma rápida reflexão, ao pé da realidade que circunda a produção do carnaval, pra se ver o número de empregos gerados, a movimentação no comércio de tecidos, fantasias e artigos carnavalescos, hotéis, bares, lanchonetes e similares, serviços de transporte (táxi, ônibus, mototáxi), dentre outros. Ainda nos falta sim, abrir a clareira da nova estrada pela qual passará uma produção cultural mais organizada e melhor planejada. Isso, porém, não se dá com o quase extermínio de tão rica manifestação cultural, assentado no querer de uns tantos apátridas da cultura. Podem até não admitir, mas cultura educa, forma, informa e até cura certos males como, por exemplo, as agudas crises das mentes pueris por onde orbitam o desprovimento cultural daqueles que “são ruins da cabeça ou doentes dos pés”, segundo Dorival Caymmi. Noutras, palavras, pra exterminar o carrapato, tão querendo matar o boi.

Diz a lenda – Sonho do menino

Por  Beto Ramos

– Acorda menino, vai lavar este rosto, teu olho tá cheio de remela!
– Desata este mosquiteiro e guarda esta lamparina!
– Mas, mãe…
– Cuida, levanta e vai comprar quatro pães massa grossa.
E aquele cheiro da casa da gente impregnando a saudade.
O menino levanta, olha aquela rua cheia de barro, com casas sem pintura.
Caminha lentamente.
Abre a porta, desce o batente.
Cachorros latem atrás de uma carroça.
Atracado na beira do rio Madeira, o Augusto Montenegro.
Vai o menino com os pés no chão.
No pensamento, a vontade de dar uma azulada lá pra beira do Igarapé Grande.
Com os cabelos sem pentear, o menino vai coçando a cabeça, talvez tenha recebido a visita dos bois do Carrasquinho.
Sentados em bancos na beira da calçada, dois homens comentam que o Gervásio jogou bem demais pelo Madureira.
– Este Gervásio vai longe!
Assim, o menino segue seu caminho para comprar os pães massa grossa.
A Maria Bico de Brasa passa toda faceira.
Logo em seguida também passa, a senhora que abria o guarda chuva no Lacerda na hora do filme Spartacus, achando que os trovões e raios eram do vera.
Ele consegue soletrar Magistral em algo caído no chão, na beira da rua.
Passam dois garotos e gritam que no fim de semana irão furar no circo.
Distante, ele ouve o trem passar.
Café com pão, café com pão, café com pão massa grossa.
E sorrindo ele responde: – Se eu me apressar peia não, peia não!
Ele não sabia que logo o trem calaria o seu apito para sempre.
Mal ele sabia, que na ladeira Comendador Centeno, o prédio da antiga Prefeitura ficaria abandonado, sendo jogados a devaneios fantasiosos de promessas não cumpridas.
Vem o menino.
Caminhando ao encontro do futuro.
Ao fechar os olhos, ele acordou de sua realidade, e não viu o pão em suas mãos.
Noé, Raposo, Parra, Garcia.
Tudo era apenas um sonho.
O passado há muito tempo havia ficado para trás.
Mas, o menino sentia o cheiro do café, do pão quentinho.
O menino transformou-se em sonho.
Basinho, cadê você?
Onde posso encontrar um Marau?
Meu velho poeta, vamos caminhar por nossas ruas, vamos rever os velhos álbuns, mexer nos guardados da nossa história e gritar que ainda somos meninos.
Vem o menino dentro de todos nós.
Com olhos cheios de remela.
Pés no chão.
Ainda com cheiro da fumaça da lamparina.
O menino da esperança nos traz este brilho nos olhos.
O menino escreve deste jeito, pois apenas é um menino.
Pedro Struthos,
Amém, amém!
Vamos reclamar para quem?

Diz a lenda

MPF de Rondônia obtém a condenação do Senador Ivo Cassol. Direitos políticos estão suspensos por 5 anos

foto: Pedro França/Ag. Senado

foto: Pedro França/Ag. Senado

O Ministério Público Federal em Rondônia (MPF/RO) obteve a condenação do senador Ivo Cassol, dos delegados de Polícia Civil Renato Eduardo de Souza e Hélio Teixeira Lopes Filho, dos agentes de Polícia Civil Gliwelkinson Pedrisch de Castro e Nilton Vieira Cavalcante, além de Agenor Vitorino de Carvalho, por improbidade administrativa.
A Justiça Federal, acolhendo a acusação formulada pelo MPF/RO, suspendeu os direitos políticos de Ivo Cassol por cinco anos, dos delegados por quatro anos e dos demais por três anos. Além disso, decretou a perda dos cargos dos policiais e ainda impôs o pagamento de multa a todos os agentes públicos, sendo que a maior delas, imposta ao senador Ivo Cassol, totaliza 300 mil reais. Ainda cabe recurso da sentença.
Em 2006, o MPF/RO desvendou um grave caso de compra de votos, que beneficiaria Ivo Cassol, Expedito Júnior e outras pessoas. A investigação gerou várias ações eleitorais, mas as testemunhas que prestaram depoimento acabaram sendo vítimas de constrangimentos diversos e ameaças, sendo cinco delas até incluídas em programa de proteção à testemunha. Esse assédio ilegal foi ordenado por Ivo Cassol, que à época governava o Estado, e executado pelos policiais e também por Agenor Vitorino de Carvalho. Para cometer os abusos foi até instaurado um inquérito policial manifestamente ilegal.
Ivo Cassol e os policiais, dentre outras pessoas, acabaram processados criminalmente pela Procuradoria-Geral da República pela prática de diversos crimes. Na ocasião, Antônio Fernando Souza, procurador-geral da República em 2007, afirmou na denúncia que “a investigação estadual foi mesmo instaurada com o claro intuito de criar fatos novos relacionados aos delitos eleitorais, mediante a manipulação de provas e intimidação de testemunhas, a fim de beneficiar os candidatos envolvidos na compra de votos. Toda a farsa foi executada a mando do governador Ivo Cassol, que se utilizou do aparato de segurança do Estado de Rondônia para tentar desqualificar a investigação dos crimes eleitorais imputados a ele e a seu grupo político.”
Além das ações eleitorais e da ação penal, o Ministério Público Federal também ingressou com ação de improbidade administrativa, desta feita através de quatro procuradores da República em Rondônia. A ação, acolhida agora pela Justiça Federal, acusava Ivo Cassol de ter utilizado ilegalmente a estrutura da segurança pública para tentar alterar as provas a respeito da compra de votos, atrapalhando o trabalho do Ministério Público Federal e da própria Justiça.
Para se ter uma ideia da gravidade dos fatos, tiros foram disparados contra a residência da mãe de uma testemunha; sem falar que um dos agentes da Polícia Civil ameaçou outra testemunha, dizendo: “vocês são apenas cinco formiguinhas, o homem vai passar por cima de vocês como se fosse um trator e não vai acontecer nada com ele; que ele falou que o homem era o governador Cassol”. O policial civil somente errou quanto à previsão de que nada aconteceria ao governador, já que todos foram condenados pela Justiça Federal por conta dos abusos que cometeram.

Fonte: MPF/RO

Público lota Teatro Banzeiros, em Porto Velho, para conhecer os vencedores do 10º Festcineamazônia

Os músicos Eliakin Rufino e Princezito encerraram a 10ª edição do Festcineamazônia com um show que contagiou o público com músicas dançantes, regionais, africanas e um duelo de poesias.

Princezito, natural de Cabo Verde, é compositor, estudioso das várias vertentes do batuku (gênero musical cabo verdiano) em que aborda a canções tiradas das histórias, contos e provérbios populares. Já Rufino é poeta, cantor, escritor, professor de filosofia, produtor cultural e jornalista. Faz shows de música e poesia, com os quais já vem percorrendo o Brasil e diversos países há mais de 20 anos.

Os jurados da mostra competitiva foram a comunicóloga e produtora Samira Pereira, o cineasta Joel Zito Araújo, o ator e roteirista Thoamas Stravos, o produtor cultural Celso Brandão e produtor de cinema Wilsson Austurizag. Os jurados da categoria vídeo reportagem ambiental foram os jornalistas Solano Ferreira, Fred Perillo e o diretor de Cinema, Marcelo Cordeiro Quiroga.

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Poesia domina o último dia do Festcineamazônia, em Porto Velho

“Artista que tem de início a pretensão de ser artista já me causa desconfiança”. A provocação feita pela escritora e compositora Alice Ruiz abriu o debate ‘É de poesia que o mundo precisa’. Ao lado do escritor Marcos Quinan, do poeta Thiago de Melo e do músico africano Princezito, Alice Ruiz conversou durante cerca de duas horas com estudantes do ensino médio de escolas públicas de Porto Velho, nesta sexta pela manhã, no Teatro Banzeiros, centro da capital rondoniense.  O debate fez parte da programação paralela da décima edição do Festcineamazônia e foi mediado pelo poeta e professor Carlos Moreira. A discussão foi baseada ‘no fazer da poesia’ e a importância da arte e cultura para o mundo contemporâneo hoje. Vindo de Cabo Verde, o cantor Princezito explanou sobre as dificuldades em se produzir arte num país financeiramente pobre, além de contar a relação que teve a origem humilde dele próprio com a visão que possui hoje de cultura. “Isso está presente na minha música”, disse.   O cantor faz show de encerramento do festival ao lado do músico de Roraima Eliakin Rufino. No último dia da mostra competitiva foram exibidos 18 filmes. Entre eles, o paraense ‘Matinta’, de Fernando Segtowick, com Dira Paes no papel principal.  Este ano o Festicineamazônia trouxe como novidade a mostra Cinema e Samba, como filmes com temática sambista exibidos em uma escola de samba. o cineasta Aurélio Michilis, diretor de “O cineasta da selva” foi o homenageado da noite. O festival encerra no sábado, com a premiação dos vencedores do troféu Mapinguari e o show musical de Eliakin Rufino e Princezito.

Presídio federal de Porto Velho recebe novo inquilino

Na foto, o presído federal de Catanduvas/PR

Na foto, o presído federal de Catanduvas/PR

A Justiça Federal de Porto Velho (RO) autorizou na noite desta quarta-feira (7) a transferência de Francisco Antonio Cesário da Silva, o “Piauí”, que cumpre pena na penitenciária estadual de Avaré, interior de São Paulo,  para o Presídio Federal em Porto Velho. A medida já é uma consequência do acordo entre o governo federal e o Estado de São Paulo para coibir a violência naquele Estado. Segundo o site G1, “Piauí” seria o responsável por uma lista com o nome de 40 policiais militares e de dois policiais civis que deveriam ser executados em São Paulo. O  ministro da justiça, José Eduardo Cardozo disse  que por medida de segurança não serão informados os nomes e as datas dos outros presos transferidos, numa medida para afastar de São Paulo os criminosos e assim dificultar a comunicação e a articulação das quadrilhas. O governador Geraldo Alckmin anunciou que os detentos envolvidos na morte de policiais paulistas serão os primeiros a serem transferidos para Porto Velho e outros presídios de segurança máxima, como Campo Grande e Mossoró.

Veja aqui a matéria do site noticioso G1

Show de José Miguel Wisnik abre hoje a 10ª edição do Festcineamazônia, em Porto Velho

Com ‘Nas Palavras das Canções’ José Miguel Wisnik abre hoje a 10ª edição do Festival Latinoamericano de Cinema e Video – Festcineamazônia. A mistura de aula e show acontece às 19 horas, no Teatro Banzeiros, em Porto Velho, capital de Rondônia. Wisnik tem várias canções gravadas por artistas famosos, como Zizi Possi, Vânia Bastos, Edson Cordeiro, Ná Ozzetti e Eliete Negreiros.

Além de músico é compositor, ensaísta brasileiro e doutor em teoria literária. Realizou trabalhos com Tom Zé e Caetano Veloso. Para o cinema, escreveu a trilha sonora do filme “Terra Estrangeira”, de Walter Salles Júnior e Daniela Thomas, de 1996.  Em 1998 compôs “Assum Branco”, uma elogiada reconstrução de “Assum Preto”, clássico de Luiz Gonzaga, que acabou fazendo parte do repertório do disco “Aquele Frevo Axé”, lançado naquele mesmo ano por Gal Costa.

O festival que acontece de 6 a 10 de novembro vai exibir 51 produções cinematográficas de todas as regiões do Brasil e da América do Sul. Os filmes concorrem na mostra competitiva de curta-metragem e reportagem ambiental.

Veja aqui a Programação da Mostra Competitiva e Filmes Convidados

Porque considero Fátima Cleide & Miguel de Souza a melhor escolha para Porto Velho

Na reta final das campanhas os ânimos se exaltam, o sangue ferve mais rápido e as ilusões e fantasias voam com mais facilidade.

E justamente é nesta hora que se precisa uma análise fria e racional pra escolher com sabedoria aqueles que vão governar com propostas concretas esta cidade , que hoje faz aniversário, pelos próximos 4 anos.

Acho Fátima Cleide e Miguel de Souza a melhor escolha pra Porto Velho, para uma juventude cheia de expectativas e toda uma sociedade que vai enfrentar a ressaca do pós-usinas com uma conjuntura econômica mundial que não se sabe ao certo onde vai chegar.

Conheço Fátima, pessoa íntegra e honesta, há bastante tempo e nunca soube de nada que desabonasse sua conduta política. Aos contrário, sempre foi transparente nas suas ações, em defesa da cultura, da educação, combatendo as desigualdades sociais, uma autêntica ficha-limpa.

“É impossível resolver os problemas de 100 anos em 8 anos, mas Porto Velho teve um dos maiores crescimentos econômicos do Brasil, gerando milhares de empregos e atraindo indústrias”

Acredito que Fátima deve impulsionar a educação do jeito que a capital Porto Velho precisa . Tem competência e experiência para isso e uma de suas propostas divulgadas na mídia é  atingir 50% da demanda de crianças de 0 a 5 anos no ensino integral , ampliando o atendimento com a construção de mais creches e escolas. A idéia é aumentar os recursos investidos na educação de 25% para 27% , 2% de diferença que representam muito quando olhamos para o orçamento global da Prefeitura de Porto Velho.

Gosto da sua idéia de implantar o orçamento participativo, que deu certo em outras cidades como Porto Alegre, onde a população tem o direito de decidir as prioridades de aplicação dos recursos públicos municipais, elegendo também seus representantes pra acompanhar a execução dos projetos.

Ela é hoje uma liderança articulada e sua proximidade com a presidenta Dilma e com vários ministros e ministras  em Brasília devem a facilitar a vinda de mais programas sociais visando o crescimento da cidade e a melhoria da vida das pessoas. E olha que a briga por recursos em Brasília é grande, afinal são mais de 5.000 prefeitos atrás de verbas para seus municípios. Fátima também pretende ser uma atenta fiscal destes recursos,como por exemplo, a execução das redes de água e esgoto que hoje encontram-se em andamento, executadas pelo Governo Estadual, através da Caerd.

Outra proposta muito interessante é a construção de ciclovias como forma alternativa de transporte, permitindo uma forma saudável de locomoção e desafogando o trânsito, pois as cidades brasileiras estão entupidas de carros.

O engenheiro Miguel de Souza, o vice,  poderá trazer para Rondônia e Porto Velho, a redenção da nova fronteira econômica, por ele articulada há muito tempo atrás com seus contatos peruanos, e que finalmente hoje tem a grande via de escoamento de produtos, através da rodovia Interoceânica podendo transformar a nossa cidade num grande centro geopolítico amazônico brasileiro.

É isso aí e no dia do seu aniversário e sempre, Porto Velho , parabéns !

Comitê “Juntos pelo Direito à Paisagem” faz abaixo-assinado em prol do Parque dos Beradeiros, em Porto Velho

foto : B.Bertagna

foto : B.Bertagna

Na recente convenção Rio+20, os prefeitos das principais cidades do mundo apresentaram propostas, pactuaram investimentos e um cronograma de ações que vão contribuir com a melhoria da qualidade de vida em suas cidades e com a sustentabilidade do planeta. O fizeram por entenderem que o Homem mora nas cidades, nos municípios, e é ali que tem o dever de interferir em favor da construção de um ambiente melhor, para viver hoje e no futuro.
Confiantes de que este é o caminho, e aproveitando o ano do centenário da Estrada de Ferro Madeira Mamoré que, junto com o Forte Príncipe da Beira, constituem os símbolos mais importantes da Nação Rondoniense, convidamos você para vir e trazer quantos puder, para salvar e preservar um outro grande símbolo da nossa identidade: a mata ciliar da margem esquerda do Rio Madeira que, de agora em diante, chamaremos de Parque dos Beradeiros.
Nova Iorque se orgulha do Central Park, Paris dos Campos Elísios, Rio de Janeiro do Jardim Botânico, da Mata da Tijuca e da Cinelândia, Belo Horizonte do Parque Municipal encravado no coração da cidade e Boa Vista do Parque Anuá com lago e praia. E nós? Que ambiente natural estamos deixando para lembrar nossa origem e para orgulhar nossos descendentes? Por estes exemplos e razões, queremos você, que ama por nascimento ou adoção esta terra, fazendo parte deste abaixo assinado em favor da criação e preservação do Parque dos Beradeiros na margem esquerda do Rio Madeira. Essa iniciativa é fundamental para garantir que aquela área de proteção permanente, de fato, permaneça lá, visto que com a construção da ponte na região da balsa, o acesso à margem esquerda do Rio Madeira ficará fácil. Por conta disso, já se anuncia e já se inicia uma grande especulação imobiliária. E a floresta, que teima em existir, está ameaçada de sucumbir. A ocupação daquela mata ciliar já existe. Mas esse processo tende a ser muito mais acelerado agora. O que se vislumbra é um prejuízo para esse patrimônio natural e para a cultura e a história de um povo. O pôr-do-sol mais lindo do mundo deixará de existir com a supressão da mata. A identidade cultural beradeira está ameaçada.Corremos o risco de não deixarmos esse legado aos nossos filhos.
O que se busca é mostrar a necessidade de garantir que o patrimônio paisagístico, que pertence a todos, não desapareça. Cabe às autoridades municipais, estaduais e federais tomarem as iniciativas legais para que isso aconteça. E a nós provocar, manifestar nossa vontade. O Parque dos Beradeiros será, portanto, uma reserva horizontal, do trecho que faz frente com o complexo da Estrada de Ferro Madeira Mamoré até, pelo menos, 2 km abaixo do local da ponte. O parque é um instrumento para valer como Área de Preservação Permanente (APP). Essa área seria dotada de infraestrutura para fiscalização e visitação por parte da população, com pistas de caminhada, academias ao ar livre, etc. O mais importante é que o Parque dos Beradeiros garantiria a não supressão da mata, o não desaparecimento desse patrimônio paisagístico, que tanto nos orgulha e que a todos encanta. Por todo o exposto, o convidamos para assinar o presente abaixo assinado.

Deu no tablóide britânico The Sun: anfíbio raro apelidado de cobra-pênis é descoberto no Rio Madeira, em RO

Atretochoana eiselti foi descoberta no Rio Madeira (Foto: Juliano Tupan/Divulgação)

Atretochoana eiselti é um um anfíbio, que não tem olhos, que não tem pulmões e absorve oxigênio através da pele Foto: Juliano Tupan/Divulgação

O trabalho de um grupo de biólogos no canteiro de obras da Usina Hidrelétrica Santo Antônio, no Rio Madeira, em Porto Velho, resultou na descoberta de um anfíbio de formato parecido com uma cobra. Atretochoana eiselti é o nome científico do animal raro descoberto em Rondônia. Até então, só havia registro do anfíbio no Museu de História Natural de Viena e na Universidade de Brasília. Nenhum deles têm a descrição exata de localidade, apenas ‘América do Sul’.

O site R7 diz que ” Para você ter uma vaga ideia do quanto esse bicho é raro, havia um deles no Museu de História Natural de Viena, na Áustria, desde 1920 e só recentemente ele pode ser dissecado por cientistas de diversas partes do mundo.  Ele só pode ser dissecado porque deixou de ser o único exemplar desta espécie quando, em 1996, outro Atretochoana eiselti foi encontrado, em Brasília.

Dos seis exemplares encontrados pelo biólogo brasileiro, um morreu, três foram libertados novamente no meio ambiente e os outros dois foram levados para mais estudos porque o que se sabe a respeito deste tipo esquisito de animal é muito pouco.

Sabe-se que ele é um anfíbio, que não tem olhos, que não tem pulmões e absorve oxigênio através da pele. Medindo até 75 cm de comprimento, o Atretochoana eiselti é um mistério para os cientistas: como é que um animal deste tamanho consegue sobreviver sem ter pulmões? Rãs e sapos respiram através da pele também, mas possuem pulmões. Só animais muito pequenos, como insetos, conseguem levar a vida sem pulmões.”

Leia matéria completa no G1 e no tablóide britânico The Sun

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Ossos do Ofídio

Um gato na janela

Janela de um casarão remanescente da época áurea da borracha em Fortaleza do Abunã/RO e um gato. foto : B.Bertagna

Vejo a notícia, feliz, que finalmente será reeditado em português brasileiro o livro “O Mestre e Margarida”, de Mikhail Bulgakov.

Escrito às escondidas visto que tinha Stalin bafejando na sua nuca(e isto não é pouco comparado a nossos aprendizes de tiranos-tupiniquins-regionalistas e seus miquinhos amestrados ) o livro ficou censurado por muitas décadas. Diz a lenda, que a obra só se salvou porque a KGB tinha uma cópia, visto que Bulgakov, num acesso de loucura teria queimado os originais.

É o verdadeiro Fausto, travestido de Margarida, reeditando uma vida prá sempre, enquanto Moscou vira de pernas para o ar , ardendo em chamas com este diabo luxuriante, engraçado, gozador, fascinante  e poeta.

Teria tudo a ver com esta paranóica Porto Velho delirante dos dias de hoje, em que mais um ciclo econômico e social vem varrendo tudo feito um furacão?

” tudo prosegue normal até onde eu sei,
enquanto isso sera melhor cerveja que vem
leva essa traz mais uma põe na conta!
tô sem dinheiro tá valendo eu tô a pampa! ” Xis

Por que o gato ?  Leiam o livro e decifrarão…

Não fale mau di mim por que poço te encontrá na próssima iskina.

Curta Amazônia : poesia, música e filmes na Madeira-Mamoré, em Porto Velho

O 3º Festival de Cinema Curta Amazônia fará hoje (29) uma homenagem aos familiares do jornalista Nelson Townes de Castro, falecido no ano passado.  A partir dessa edição a melhor produção rondoniense do Festival  receberá o nome de Troféu Nelson Townes. Hoje também tem  documentários ( “Cinematógrafo brasileiro em Dresden” e “Oswaldo Cruz na Amazônia – a saga das vacinas”) dos cineastas Eduardo Thielen e Stella Oswaldo Cruz Penido . Os filmes foram  produzidos nos estados de Rondônia, Amazonas e Pará e tem imagens e fragmentos do acervo de Oswaldo Cruz, bisavô de Stlella, quando esteve realizando levantamentos e implantando ações de prevenções às doenças tropicais na época da construção da Estrada de Ferro Madeira Mamoré .

Após a exibição dos filmes haverá a cerimônia de premiação do Festival informando os vencedores dessa edição. E, encerrando essa primeira noite do Curta Amazônia na Praça Madeira Mamoré teremos a apresentação das bandas regionais “As Testemunhas” , banda composta por Giovani, Raoni, Nino, Gabi, Elias, Kátia, Eliseu e Edivaldo Viecili. A outra banda regional que se apresentará será a banda “Malcriados” , formada por Dinho Reis,  Tino Lôco Alves, Cláudio Jonhson, Saulo e Bode.

Banda Malcriados se apresenta hoje à noite, no Curta Amazônia (foto:Divulgação)

Banda Malcriados se apresenta hoje à noite, no Curta Amazônia (foto:Divulgação)

No sábado (30) haverá apresentação do Duo Pirarublue da Amazônia, o lançamento do documentário “Madeira Mamoré 100 anos depois – o sonho não acabou!” do diretor rondoniense Carlos Levy e a entrega dos vencedores do concurso de pintura ambiental , encerrando a programação com a projeção dos filmes vencedores de 2012.

Rondônia : Documentarista e fotógrafo Luiz Brito detona no Facebook “associação” local que o acusou de “pirataria”

Abaixo está a cópia da denúncia feita pela dita associação que envolveu o documentarista Luiz Brito e o economista e historiador Anisio Gorayeb Filho, duas pessoas respeitadas na sociedade rondoniense.

Tudo porque ambos realizaram no início do ano uma exposição fotográfica sem fins lucrativos na Estrada de Ferro Madeira-Mamoré para alunos das escolas públicas de Porto Velho-Rondônia,  comemorando o centenário da ferrovia, onde foram exibidas fotos do fotógrafo americano Dana Merril e O.F. Souza.

Outras autoridades da área cultural de Rondônia como o Secretário de Estado da Cultura e Esportes – SECEL, Francisco Leilson Celestino de Souza Filho e o Presidente da Fundação Cultural Iaripuna, Altair dos Santos também foram tratadas de forma grosseira e chula, como se pode ver no documento abaixo.

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E esta é a resposta da USP , negando que a dita associação possua qualquer direito autoral  sobre as fotos citadas da Exposição Trilhos e Sonhos, que em pleno ano do centenário da EFMM ninguém ainda viu . 

Luiz Brito publicou no seu perfil :

“Em anexo, apresentamos a solicitação via oficio do titular da Secel ao Museu Paulista da USP solicitando os esclarecimentos dos fatos, pois essa associação local que se intitula dona dos impressos cedidos para exposição pública em Rondônia, fez de uma certa forma precipitada uma ampla divulgação na imprensa rondoniense e apresentou denúncia formal no MP contra o fotógrafo Luiz Brito e autoridades da área cultural de Porto Velho, cobrando e denunciando como se ela fosse dona dos direitos autorais e patrimoniais.”

Veja mais em http://www.facebook.com/luiz.b.portovelho

Luiz Brito, um artista rondoniense respeitado no Brasil e no exterior

Luiz Brito, um artista rondoniense respeitado no Brasil e no exterior, já realizou diversas exposições fotográficas na Europa

Para entender a história

O fotógrafo e documentarista rondoniense Luiz Brito, autor de livros antológicos como “Revelando Porto Velho” e dos filmes “Taba , Querida Taba” e “Povo Amondawa” publicou nas redes sociais um desabafo com provas documentais contra um massacre moral a que foi submetido alguns meses atrás, juntamente com o economista e historiador Anisio Gorayeb Filho.

Brito, um ativista cultural conhecido e respeitado no Brasil e exterior foi denunciado no Ministério Público Estadual e na Polícia Federal por crime de pirataria por uma auto-intitulada associação de amigos , fato imediatamente divulgado por uns indigitados “trombadinhas” de um site sensacionalista local, pautados pela dita associação, e acostumados a chafurdar na lama.

Esta divulgação aumentou em proporção geométrica o dano do ataque à honra do fotógrafo, pela ampla expansão da notícia, causando um dano irreparável e de dificil dimensão à imagem de profissional correto que Luiz Brito goza no meio artístico e cultural de Rondônia e do Brasil . Idem em relação à Anisio Gorayeb, que já ocupou importantes cargos no Estado sempre com uma conduta ilibada.

Felizmente, a mentira tem perna curta. E agora Brito pretende devolver na mesma moeda os ataques e as denúncias feitas contra sua pessoa à Polícia Federal e ao MP. Uma ação por denunciação caluniosa, injúria, danos morais  e difamação vem pesada por aí contra quem assinou o famigerado documento da associação, contumaz autora de acusações vazias ,  e quem o divulgou de má-fé.

Mototaxistas : pelo amor de Deus, não ultrapassem pela direita !

Por Beto Bertagna

Com o “surto” econômico que Porto Velho vive aumentou demais o número de carros , motos e ônibus trafegando na cidade (sem considerar os caminhões que andam pela ex-Av Jorge Teixeira, hoje BR). Tudo isto entope as artérias e vias, causando uma espécie de ateroesclerose urbana. Pois bem, sem hipocrisias, sem discussão sobre a legalidade ou não dos mototaxistas. Sinceramente, ainda não cheguei a uma conclusão pessoal sobre o serviço, pois vejo diariamente pessoas que necessitam do mesmo pelo menor custo e pela agilidade. Mas uma coisa tem que ser feita urgentemente, antes que mais vidas sejam ceifadas pela violência e pelo desrespeito às regras de trânsito, principalmente dos mototaxistas.  Este pessoal tem que ser treinado e muito! Em respeito à vida. Sempre tive moto, já trafeguei por São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre mas hoje tenho medo de Porto Velho. A moto é um veículo que ocupa o mesmo espaço que um carro (teóricamente, na lei) e por isso tem que andar atrás dos carros. Mas esta não é a realidade que se vê nas ruas tresloucadas. E enquanto nenhum órgão se manifesta, nenhum sindicato age,  ninguém , nada acontece enquanto as vidas vão se esvaindo pelo ralo vai um apelo deste blogueiro e motociclista aposentado temporariamente. Usando a expressão do narrador Sílvio Luiz, “pelo amor dos meus filhinhos, mototaxistas, pelo menos NÃO ULTRAPASSEM PELA DIREITA !!! “

Motociclistas em risco: “Linha Chilena” 5 x mais cortante vira febre entre soltadores de pipa de Porto Velho

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Por Beto Bertagna

Uma mania dos jovens cariocas que gostam de soltar pipa acabou invadindo Porto Velho, a capital de Rondônia, no noroeste do Brasil. Na cidade com cerca de 500 mil habitantes, o uso do cerol na brincadeira de soltar pipas sempre vitaminou as estatísticas de acidentes com motociclistas, quase sempre causando lesões na altura do pescoço. Mas o que era ruim tende a piorar, pois  os portovelhenses começam a abandonar o uso do cerol tradicional, feito de cola e vidro moído, em detrimento da “linha chilena” , que corta pelo menos 5 vezes mais. Feita de quartzo moído e óxido de alumínio o produto pode ser adquirido com facilidade via internet. Uma rápida busca em sites como o Mercado Livre leva o consumidor a ofertas de linha chilena com carretel de 1000 jardas, por R$ 25,00 mais o frete. “Aproveite a oportunidade e seja o Rei das Pipas onde mora.” diz a propaganda das linhas. 1000 jardas equivale a 914 metros. O risco de um acidente é cada vez maior pois com o advento das usinas e a melhoria do poder aquisitivo da população, o número de emplacamento de motos na cidade vem batendo sucessivos recordes, segundo o Detran/RO. A “linha chilena”  é considerada perigosíssima pelos motociclistas. “Andar sem antenas de proteção está virando suicídio em Porto Velho” , diz um motociclista que não quer se identificar. ” As vias da cidade estão virando verdadeiras  armadilhas”.

foto: B.Bertagna

foto: B.Bertagna

30 de abril, Dia do Ferroviário

Oscar Ferreira Lima, mestre de linha e Raimundo Quaresma de Carvalho, motorista de automotriz

Oscar Ferreira Lima, mestre de linha e Raimundo Quaresma de Carvalho, motorista de automotriz, ferroviários da EFMM

Hoje se comemora em Rondônia e no Brasil o centenário da chegada dos trilhos da lendária Estrada de Ferro Madeira-Mamoré a Guajará-Mirim, seu ponto final ao longo dos 366 km de extensão. E também se comemora o Dia do Ferroviário. No dia 30 de abril de 1854 foi inaugurada a primeira linha ferroviária, em uma viagem que contou com a presença de Dom Pedro II : a Estrada de Ferro Petrópolis com cerca de 14 km de trilhos, ligando o Rio de Janeiro à raiz da Serra . Um empreendimento do Barão de Mauá, Irineu Evangelista de Sousa. A ferrovia é uma invenção inglesa que conquistou o mundo. No Brasil, os trens se difundiram de forma avassaladora e marcaram a chegada do progresso e a fundação de inúmeras cidades. Para se ter uma idéia, na década de 50 o país já contava com 40 mil quilômetros de trilhos. Nos fins dos anos 50, com a chegada da indústria automobilística, as estradas de ferro entraram em decadência. A EFMM, berço da criação de Porto Velho e Guajará-Mirim foi declarada extinta em 1966 mas funcionou até 10 de julho de 1972. E os bravos ferroviários, que hoje comemoram o seu dia, ajudaram nesta história de heroísmo e pioneirismo.

Mototaxistas : pelo amor de Deus, não ultrapassem pela direita !

Por Beto Bertagna

Com o “surto” econômico que Porto Velho vive aumentou demais o número de carros , motos e ônibus trafegando na cidade (sem considerar os caminhões que andam pela ex-Av Jorge Teixeira, hoje BR). Tudo isto entope as artérias e vias, causando uma espécie de ateroesclerose urbana. Pois bem, sem hipocrisias, sem discussão sobre a legalidade ou não dos mototaxistas. Sinceramente, ainda não cheguei a uma conclusão pessoal sobre o serviço, pois vejo diariamente pessoas que necessitam do mesmo pelo menor custo e pela agilidade. Mas uma coisa tem que ser feita urgentemente, antes que mais vidas sejam ceifadas pela violência e pelo desrespeito às regras de trânsito, principalmente dos mototaxistas.  Este pessoal tem que ser treinado e muito! Em respeito à vida. Sempre tive moto, já trafeguei por São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre mas hoje tenho medo de Porto Velho. A moto é um veículo que ocupa o mesmo espaço que um carro (teóricamente, na lei) e por isso tem que andar atrás dos carros. Mas esta não é a realidade que se vê nas ruas tresloucadas. E enquanto nenhum órgão se manifesta, nenhum sindicato age,  ninguém , nada acontece enquanto as vidas vão se esvaindo pelo ralo vai um apelo deste blogueiro e motociclista aposentado temporariamente. Usando a expressão do narrador Sílvio Luiz, “pelo amor dos meus filhinhos, mototaxistas, pelo menos NÃO ULTRAPASSEM PELA DIREITA !!! “

Fátima Cleide vence prévias e será indicada candidata do PT à Prefeitura de Porto Velho, em Rondônia

Foi uma disputa acirrada, disputada até os últimos momentos de votação. Mas Fátima Cleide, a candidata mais preparada para manter a união dos simpatizantes e afiliados do Partido dos Trabalhadores, venceu a chapa de Cláudio Carvalho, apoiada pelo atual prefeito, por 526 a 490 votos no 2º turno das prévias do PT. Para a maioria dos petistas, a hora é de agregar os militantes para a campanha e buscar alianças com outros partidos para o pleito.