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“Morte” de Santo Cristo ressuscita o lendário Notícias Populares

Uma campanha publicitária promovida para o lançamento do filme Faroeste Caboclo, de René Sampaio, publicou uma edição especial do extinto Notícias Populares, jornal do Grupo Folha que circulou entre 1963 e 2001. A ação, criada pela agência Click Isobar, contou com a participação de alguns profissionais que marcaram a história do jornal, como seu editor-chefe por 18 anos Ebrahim Ramadan (que tive o prazer de conhecer nos anos 90 apresentado pelo jornalista Nelson Townes) e o secretário de Redação e autor da célebre reportagem sobre o “bebê diabo” José Luis Proença, além de José Luís da Conceição e Antonio Marcos Soldera, respectivamente fotógrafo e repórter policial da publicação. Com tiragem de 300 mil exemplares, o encarte circulou com a edição da Folha de S.Paulo de 24/5. A propósito, o Santo Cristo do título é o personagem principal do filme e da música, que vive um perigoso triângulo amoroso com Maria Lúcia e Jeremias (traficante de renome que apareceu por lá…).

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Ainda virá a pior enchente…

Enchente do rio Madeira atingiu os galpões da Madeira-Mamoré num passado recente.

As altas temperaturas e a alta umidade deixam o tempo abafado em Porto Velho. Esse tempo abafado favorece a formação de nuvens carregadas sobre a capital de Rondônia.

Podem ocorrer chuvas esparsas, mas que podem se transformar em temporais, mesmo sendo de curta duração – e o que chamamos de curta duração em Porto Velho são aguaceiros de 30 a 40 minutos – podem causar grandes prejuízos e transtornos.

O chão da cidade, de pouca ou nenhuma drenagem, está saturado de água. Mesmo que as autoridades tentem, não conseguirão resolver esse problema na atual temporada.

Ainda bem que a  temperatura está se mantendo em média em 30 graus. Mais calor, mais evaporação no rio Madeira, e mais chuva.

As informações, que valem para os próximos dias, são dos meteorologistas colaboradores do site “Climatempo”, com o aviso que parece ser ignorado por grande parte da população e por setores do serviço públicos que correm atrás dos prejuízos, ao invés de preveni-los: o perigo de novas chuvas fortes ainda não acabou.

Como disse há muitos anos em São Paulo, o então prefeito Olavo Setúbal, aos jornalistas que o acompanhavam numa vistoria a ruas arrasadas por uma inundação causada por uma chuva: “Ainda virá a pior enchente.”

Eu era um dos jornalistas que acompanhavam o prefeito por ruas cobertas de lama (na época morava na Capital paulista e era repórter da “Folha de S. Paulo”). Não dava para acreditar no prefeito: as águas tinham baixado deixando marcas de alagação que iam até o teto em algumas casas.

Como imaginar pior drama? Casas haviam desabado. Os bombeiros procuravam pessoas desaparecidas. Havia feridos hospitalizados.

Os sobreviventes nada podiam fazer além de olhar para a destruição de coisas que haviam comprado até com dificuldade: televisores, aparelhos de som, geladeiras, sofás, colchões, as roupas da família em guarda-roupas antes bem arrumados, tudo estava coberto por lama, lixo e podridão.

Aqui e ali se via um rato morto entre o amontoado de detritos em que tudo que havia nas casas tinha se transformado da noite para o dia. A enxurrada mal havia dado tempo para que salvassem a própria vida e a dos familiares.

A voz pausada e grave de Setúbal não significava auto-crítica ou tinha qualquer intenção política de culpar quem quer que fosse pelo desastre. Aliás, sequer poderia culpar inteiramente os paulistanos que também costumam, ou costumavam, atirar lixo nas ruas, nos córregos, bueiros e bocas-de-lobo – um costume que se espalha pelo país e existe em Porto Velho.

O prefeito Olavo Setúbal tinha razão. As enchentes são como um filme que se repete ao longo dos anos sem mudar o roteiro de sofrimentos e angústia de suas vítimas. Mas, aumenta o horror das cenas.

Atualmente, os fatores causadores de tragédias climáticas estão cada vez mais distantes dos locais onde elas ocorrem. As alterações são globais, planetárias. A poluição na China pode afetar o tempo no Ocidente. O desmatamento na Amazônia pode causar nevascas na Europa. Parece absurdo, mas não é.

De repente, descobrimos que a aldeia global em que vivemos não é a criada pela rede mundial de computadores, a Internet. Como espécie animal, somos muito poucos se comparados, por exemplo, com a população de formigas, trilhões de formigas, contra os nossos 5 ou 6 bilhões de humanos.

Mas, as formigas não poluem o meio ambiente, não agridem a natureza. Nosso planeta ficou pequeno demais para o lixo que produzimos. Nós o transformamos numa lixeira global. E a natureza está se vingando.

…………………..

(*)  Texto que continua atual de Nelson Townes, falecido em 2011.

Nota triste : morre o jornalista Nelson Townes, em Porto Velho

Faleceu na manhã deste domingo, no Hospital Prontocor, o jornalista Nelson Townes de Castro, de 60 anos de idade e 41 de profissão. Townes lutava contra um câncer, descoberto há pouco tempo atrás. O jornalista, o maior vencedor de Prêmios SINJOR , premiação concedida anualmente pelo Sindicato dos Jornalistas de Rondônia, foi repórter da Folha de São Paulo e depois correspondente do jornal Estado de São Paulo em Rondônia.  Participou de diversos projetos jornalísticos, dentre eles o jornal A Palavra, em Vila de Rondônia, numa parceria com o também jornalista Diógenes Xavier, o Dió. Trabalhou na implantação da pioneira TV Cultura, canal 11 em 1974, a primeira emissora de TV de Rondônia ,então Território Federal, a histórica antecessora da TV Rondônia, canal 4 e também na TV Educativa, Canal 2, ambas extintas. Foi chefe de redação e repórter especial dos principais jornais rondonienses, extintos ou sobreviventes, como Última Hora, A Tribuna, Alto Madeira e o O Estadão.

Nelson Townes foi o repórter que realizou a primeira transmissão on line de notícias em tempo real neste Estado, em 1970, num tempo em que não havia Internet.  Foi através do telégrafo sem fio, em código Morse, que Townes transmitiu, em tempo real para o jornal “O Guaporé”, a mais de mil quilômetros de distância em Porto Velho, a notícia de que o navio que transportava pelo rio Guaporé o então governador do Território de Rondônia, Marques Henriques, estava desgovernado a deriva no rio, por ter perdido a hélice. Townes também estava a bordo, como enviado especial do jornal, e datilografou o texto numa pequena “Olivetti Lettera 22”, que incluíra em sua bagagem. Depois, Nelson Townes entregou o texto ao telegrafista do barco que o transmitiu em Código Morse para a estação telegráfica do governo em Porto Velho.. O texto foi copiado e entregue imediatamente ao redator de plantão no “O Guaporé”.

O jornalista  protagonizou, juntamente com o atual advogado Dílson Machado Fernandes e o servidor público Dimas Queirós de Oliveira, na época membros da assessoria de imprensa do então governador do território, o saudoso coronel João Carlos Marques Henriques (recentemente falecido), o primeiro programa de televisão da história rondoniense – um “talk show” que foi ao ar por acidente, escandalizou metade da cidade e deixou a outra metade rindo sem parar.  Era um teste de transmissão da TV, e os três – acreditando que era uma transmissão em circuito fechado, e ignorando que a transmissão estava vazando e sendo captada por milhares de pessoas – xingaram todas as figuras mais importantes de Rondônia, incluindo o próprio governador.
Em recente entrevista a Sérgio Mello do programa Papo News, Nelson Townes lembrou o início de sua carreira e sua primeira reportagem como jornalista profissional. Disse que a primeira pauta que recebeu ao ser contratado como repórter pelo jornal “O Liberal” de Belém (seu primeiro emprego como jornalista registrado na Carteira de Trabalho, em 1968) foi a de fazer uma reportagem dentro do hospício “Juliano Moreira”, da Capital paraense.
A missão era a de passar um dia inteiro convivendo com os loucos do hospital, submetidos a uma nova forma de tratamento, a terapia ocupacional.
Townes esqueceu-se de dizer que sua primeira reportagem resultou no primeiro elogio público de sua carreira, que ao longo dos anos vem sendo marcada por prêmios e homenagens (em Rondônia, é o jornalista com o maior número de troféus do Prêmio Sinjor de Jornalismo – 4, sendo 3 por matérias da categoria meio ambiente.)

O velório acontece na Funerária Ramos, situada na Av. Sete de Setembro,2021, no bairro Nossa Senhora das Graças e o enterro está previsto para a manhã desta segunda-feira (25).

Morre Tuma, o xerife da ditadura, o senador de milhões de votos e segredos, o homem que abafou o Caso Olavo Pires

Por Nelson Townes

O senador Romeu Tuma (PTB-SP), de 79 anos, faleceu às 13h desta terça-feira, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, em decorrência de uma hemorragia. O quadro foi agravado por insuficiência renal e respiratória. Tuma é protagonista da história contemporânea de Rondônia, imortalizado como o policial que não se interessou, por motivos que ele leva para o túmulo, pela solução do assassinato do senador Olavo Pires, o Misterioso Caso Olavo Pires, virtualmente prescrito no dia 16 passado – e sequer mencionado pela mídia em seu 20º aniversário de impunidade. O senador Pires foi morto com uma rajada de metralhadora ao chegar para um encontro político com professores em Porto Velho, na noite de 16 de outubro de 1990. Tuma,então chefe da Polícia Federal,estava em Nova York,e entrevistado pouco depois do crime disse a frase que desviou de uma vez a própria Polícia Federal do rumo certo das investigações: o falecido delegado Tuma disse na época que o assassinato estava ligado ao narcotráfico internacional. A Polícia Federal abandonou o inquérito sobre o Caso Olavo Pires, devolvendo-o à mais desinteressada ainda Polícia do Estado de Rondônia, explicando para o jornalista Nelson Townes, de Porto Velho, que o caso havia se tornado “inextrincável.” Com Tuma, morrem segredos de um tenebroso capítulo da história de Rondônia cujos protagonistas Tuma conhecia e estão vivos (a maioria dos jornalistas sabe quem é, mas não tem provas ou vendeu o silêncio) devem estar exclamando, ao ler esta notícia: “Que bom que Romeu Tuma morreu!”. Veja a matéria completa no NoticiaRo .

"Olavoeu contigo de novo...." (trecho do jingle de Olavo Pires na campanha de 90)

Filmes para entender Rondônia – 6 – Desafio no Inferno Verde : A Ferrovia do Diabo

Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. Imigrantes e aventureiros do mundo inteiro tombaram ao longo dos 366 kms de trilhos que levaram quatro décadas para serem assentados. Vitimados pelas doenças tropicais, os trabalhadores enfrentavam a natureza hostil e os índios que surgiam de repente do inferno verde. É uma história de coragem e heroísmo, de tragédia e de sangue dos pioneiros que fundaram Porto Velho. Não se apaga da memória de um povo um fato histórico que determinou suas origens. O vídeo traz um pouco do passado que ainda ecoa através dos apitos, quando alguma máquina passeia pelos trilhos e dormentes de “ouro” da Madeira-Mamoré, a ferrovia do diabo. Produção em Betacam SP de 1997, roteiro de Nelson Townes e direção de Beto Bertagna. Vencedor do Tatu de Prata, melhor vídeo da XXV Jornada Internacional de Cinema da Bahia em 1998.

E não é que o site “porcalhão” rondoniaovivo se manifestou ?

É incrível a cara de pau dos sujeitos !

Levam uma canelada à la Costa do Marfim e chamam de “picuinha” ! Vocês levaram foi uma porrada mesmo, rapá . Mas este pessoal , além de porcalhão, é mentiroso (já foi provado com um Direito de Resposta goela abaixo) e incompetente porque nem  lê nem o que publica. Tentaram uma enquete fajuta e o resultado, segundo o jornalista Nelson Townes, foi que “o rabo roeu o cachorro” ! Quá .

Depois, vem querer meter o pau no IPHAN e em mim pessoalmente (raivinha…) e lá no meio do próprio saite de fo-foca tem um manifesto sobre o Museu da EFMM em Guajará-Mirim que desmente tudo que o sujeito escreve !

Deuzulivre , mermão.

Companheiro, lê o teu saite e depois se mete a escrever, fica menos ridículo. Vai lá, prá te ajudar a página é http://www.rondoniaovivo.com/news.php?news=63579 .

Lá você lerá coisas como “Desde 2004 existem recursos (originalmente R$ 800 mil) de um Contrato de repasse, via Caixa Econômica Federal, entre o Governo Federal (MinTur) e o Governo do Estado de Rondônia (SETUR),destinado à reforma do complexo da EFMM, em Guajará-Mirim” .  Ou “O então, Gov. Ivo Cassol foi cobrado publicamente pelos Amigos do Museu durante o 9º Encontro dos Filhos e Amigos de Guajará, em novembro de 2009. Ele prometeu agilidade no processo. Este não caminhou muito, em que pese a demonstração de apoio de Sua Excelência. O Governo do Estado não consegue publicar o edital desde então. A explicação dos técnicos da SETUR gira em torno de falta de documentação, renovação de licença ambiental e até adequação orçamentária da Planilha correspondente.”

Como o recurso alocado é para o  Estado, lá vai uma nova matéria do próprio site. Ajudo de novo. http://www.rondoniaovivo.com/news.php?news=63952

“Segundo o superintendente da Setur, Heitor Costa, que assumiu a pasta há menos de um mês, disse que tem trabalhado no projeto, que se encontra na Superintendência Estadual de Licitações de Rondônia (Supel), e deve ser licitado no próximo dia 25 deste mês. “Estamos correndo contra o tempo, pois em virtude da legislação eleitoral nenhuma obra poderá ser iniciada depois do dia 2 de julho”, informou.
O superintendente da Setur disse ainda que o projeto foi aprovado pela Caixa Econômica Federal, e o recurso na ordem de R$ 1 milhão está na conta, sendo que R$ 595 mil é de repasse do Ministério do Turismo e R$ 219 mil contrapartida do Governo do Estado. Heitor Costa explicou também que o recurso está aplicado e só de juros rendeu mais de R$ 180 mil.”

Só que isto vai atacar o padrinho Cassol , e como diria o “Dunga” , o saite é “cagão” para essas coisas e não vai querer dizer que o Estado e seu ex-governador endeusado pelo saite não honrou seu compromisso em plena campanha pré-eleitoral e não licitou a obra de recuperação do museu, apesar de ter o dinheiro depositado na Caixa Econômica Federal.

Prefere atacar gratuitamente o IPHAN achando que com isto vai atingir o Pref. Roberto Sobrinho, que em certa ocasião bateu o brim do “jornalista” .

Poderiam ao menos entrevistar o Sec de Cultura de Guajará-Mirim, Dayan Saldanha , ou o Prefeito Atalíbio Pegorini para perguntar sobre a ação do IPHAN na questão. Só que , certamente o que eles diriam não iria agradar à vontade nefasta de denegrir a minha pessoa e o IPHAN.  Mas que tal criar um pouquinho de coragem e ligar para eles ? Eles estão mais disponíveis e fáceis de achar que o tal “caminhão-baú” incendiado.

Mas tenho que reconhecer um elogio, feito ao final da matéria. Este blog “Beto Bertagna a 24 quadros” é atualizado e muito bem informado. Reconheço e agradeço, também em nome de todos os colaboradores que contribuem para este sucesso, que a cada dia mais conquista leitores qualificados e formadores de opinião deste Estado, do Acre e do restante Norte do Brasil.

Não é fácil receber elogio público de um inimigo descarado e falso.

E quanto à sugestão de o IPHAN nacional monitorar o blog não é preciso.

Já existe um link no portal oficial  do órgão para que os mais de 100.000 internautas que se preocupam verdadeiramente com patrimônio cultural também acessem  este humilde, porém muito honesto , blog.

Não escondam o rabinho torto entre as pernas. Venham com a tréplica para apanhar mais ou  vão se roçar em 3 milhões de ostras.

Umbandaime, a nova religião brasileira na selva de concreto

Umbanda + Santo Daime : E agora, José ?

Uma leitora deste  site comentou : ” Cada um sabe onde aperta o seu calo, o encontro com o divino pode estar em qualquer lugar! Por que não o sincretismo de várias facetas espirituais para acalmar a alma de quem busca paz?!”

O jornalista Nelson Townes em matéria especial para a Revista Momento a considerou a mais brasileira das religiões.

O jornalista acriano Altino Machado denuncia que, em referência ao recente caso de assassinato do cartunista e mestre daimista Glauco,   a mídia deturpa e agride a história da única religião genuinamente brasileira. Veja o link : http://tinyurl.com/ydel5yk

Umbandaime é uma mistura de catolicismo com espiritismo, ritos africanos e misticismo dos povos da floresta Amazônica, uma fusão da Umbanda dos antigos escravos negros com o Santo Daime, dos seringueiros do Acre.  Nasceu na cidade de São Paulo, onde multidões de desesperançados parecem estar encontrando respostas do sobrenatural no sincretismo religioso afro-cristão-amazônico.  A nova religião está atraindo multidões de devotos para o seu templo na rua Brazópolis, 200, bairro Saúde, na Capital paulista – o Templo Sagrado Jesus de Nazaré São João Batista, próximo à estação São Judas do metrô.
A fundadora e líder espiritual da Umbandaime, é Dona Maria Natalina, que tem o título eclesiástico de Madrinha, e descende de uma estirpe de umbandistas, sendo ela própria Mãe de Santo há mais de 20 anos. Ela é filha de Pai de Santo, neta de Mãe de Santo.
Ela disse ter recebido no início de 2010 um recado da Protetora das Florestas e Rainha do Mar N.S. da Conceição,Yemanjá, quando fazia uma Miração do Santo Daime, avisando que o Dia do Juízo Final está chegando “mesmo.”
O Recado que a Madrinha da Umbandaime diz ter recebido de Iemanjá diz, em resumo que “Um Grande Estrondo se Ouvirá e será percebido por todos os seres vivos: humanos e animais irracionais”

A Umbanda é uma religião formada dentro da cultura religiosa brasileira que sincretiza elementos de outras religiões como o catolicismo, o espiritismo e as religiões afro-brasileiras.

O Santo Daime é uma cerimônia religiosa cristã que se caracteriza pela bebida de uma espécie de chá sacramental Ayahuasca, produzido a partir da decocção do cipó jagube ou mariri ( Banisteriopsis caapi )com as folhas do arbusto chacrona (Psychotria viridis).
A fundadora da Umbandaime é respeitada por uma congregação de pessoas de todas as classes sociais como dona de “grande sabedoria e conhecimento” e sensibilidade mediúnica.
Madrinha conheceu o Santo Daime há dez anos, no Acre, informa o site da Umbandaime (www.umbandaime.com), “quando reconheceu prontamente seu poder e sua origem divina, vindo a se fardar (ingressar ritualmente) no Céu de Maria (um templo do Santo Daime no Acre.)”
Seu principal mentor espiritual no Santo Daime foi o padrinho (título dado aos homens que se tornam líderes espirituais) Sebastião Mota de Melo, nascido no Seringal Monte Lígia em 1920, discípulo do Mestre Irineu (Raimundo Irineu Serra), fundador da confraria do Santo Daime.
O padrinho Sebastião,que faleceu em 1990, era um apóstolo do Santo Daime pois, que “recebeu do Mestre Irineu o dom de expandir o Culto do Santo Daime por todo o país e além de suas fronteiras” – diz o site da nova seita, até codifica a liturgia geral da nova seita e faz seus primeiros registros históricos.
Sebastião, o mentor da Madrinha da Umbandaime, é descrito como um místico que “desde cedo demonstrou propensão para fazer viagens astrais e ter visões dos seres encantados da floresta e foi no início de sua carreira religiosa, curador e rezador nos ermos do Vale do Juruá.”
Em 1974 mandou registrar sua entidade religiosa e filantrópica, denominada Cefluris –Centro Eclético da Fluente Luz Universal, do Acre, que existe até hoje.
Como a Umbandaime tem influência do Espiritismo, a “presença espiritual” de Sebastião Mota de Melo é citada  durante as cerimônias que a Madrinha preside. Sebastião é lembrado como um espírita “fervoroso” que introduzia no culto do Santo Daime a doutrina espírita de Allan Kardek.

A Madrinha da Umbandaime trabalha no que ela define como “linha espiritual da Umbanda com a consagração do Santo Daime, destinado a limpeza, desobsessão, cura física e espiritual.”
Todos os sábados a partir das 16 horas, a Madrinha atende “gratuitamente” no templo paulistano da rua Brazópolis pessoas interessadas “em limpeza e desobsessão” na linha da Umbanda.
No templo se informa que além do trabalho de desobsessão, (“muito necessário nos dias de hoje”), a Madrinha da Umbandaime joga búzios, cartas, “ministra passes”, e “realiza desenvovimento mediúnico” – além dos trabalhos do Santo Daime.
Sua doutrina se baseia no princípio cristão do amor ao próximo: “Para Deus nos atender, devemos rezar e pedir para todos os nossos irmãos, e não apenas para nós”
Ela diz que na Umbandaime “não há preconceitos e julgamento, pois, dentro da luz, esta tudo dentro do poder, pode ser branco, negro, índio”.
Acrescentando que “para Deus são todos seus filhos”, destaca que “o importante é sempre ter respeito, humildade e dedicação para estar sempre ao lado dos bons espíritos, recebendo suas orientações para seguirmos em nossa vida no caminho certo, cumprir nossa missão e aprender neste mundo a viver no próximo.”
A liturgia de uma missa católica, de uma sessão de Umbanda e de uma sessão do Santo Daime se misturam nas celebrações da Umbandaime. Assim como o sacerdote católico consagra o vinho erguendo a taça, assim a Madrinha ergue uma taça com o chá sacramental do Daime diante da congregação.
O sincretismo se completa com a adoção do hinário Ponto de Gira e o uso da farda do Daime, a roupa branca. Deus é constantemente invocado em meio a cantos, pregações e orações, mas – e aqui entra a influência das sessões espíritas que consideram o que caracterizam algumas seitas cristãs.
Uma das recomendações é exatamente a de que “durante o trabalho do Santo Daime se mantenha muita seriedade e concentração”, “é necessário que todos zelem pelo silêncio e pela harmonia do ambiente”.
A Umbandaime não pede dízimo mas, como a maioria, ou a totalidade das igrejas cristãs, pede também (mas, sem barulho) “uma contribuição mínima, para a manutençao e reforma do espaço e para o custeio da distribuição do Daime.”
As recomendações que a Umbandaime faz aos participantes são semelhantes as do Santo Daime, a começar pela exigência de pontualidade para o início do trabalho.
“Para aqueles que irão tomar o Daime pela primeira vez é imprescindível que cheguem com pelo menos uma hora de antecedência.
São três as recomendações básicas para quem quer participar de um trabalho do Santo Daime: 1 – Conduta ética coerente com o que a Doutrina prescreve em seus hinos. 2 – “Busca de uma reconciliação interna e com os irmãos, comos quais haja um desentendido”. 3 – Abstinência sexual 3 dias antes e depois de cada trabalho
Outras recomendações são: Não consumir bebidas alcólicas. Não ir para o trabalho com roupas vermelhas ou pretas; as mulheres devem usar saia longa, e os homens calça comprida.
É proibido fumar cigarros durante o trabalho. Lanches, bolachas, chocolates, etc, devem ser deixados para depois.

Em Porto Velho se sabe da existência da prática da umbanda desde 1917, quando Dona Chiquinha, Dona Esperança , Irineu dos Santos e Florêncio Paula Rosa teriam fundado a primeira tenda de Umbanda, no bairro que hoje se chama Mocambo.

Hoje existem vários templos de Umbanda e centros de consumo ritual da Ayahuasca,a bebida sacramental produzida a partir da decocção do cipó douradinho, jagube, mariri  ( Banisteriopsis caapi )com as folhas do arbusto chacrona (Psychotria viridis) , é utilizada em Porto Velho/RO por diversas entidades como a UDV – União do Vegetal , o CECLU – Centro Eclético de Correntes da Luz Universal – Santo Daime fundado nos anos 60, a Tribu´s Di Judha, o Elixir do Novo Milênio e outras linhas independentes.

No Acre seguem o ritual da ayahuasca o Alto Santo, criado pelo mestre Raimundo Irineu Serra , o Cefluris, a Rainha do Mar e a Barquinha e outras dissidências e convergências.

Em 2008 foi entregue ao então Ministro da Cultura Gilberto Gil o pedido de registro do uso da ayahuasca como patrimônio imaterial brasileiro. Se atribue ao seu uso ritualístico a inspiração para canções como “Se eu quiser falar com Deus”.

Veja o link : http://tinyurl.com/yl7f2b2

Não é de hoje que o uso do daime vem sendo radicalmente condenado por grupos que desejam sua inclusão como uma droga comum. No blog cienciaemdia.folha.blog.uol.com.br , do grupo editorial Folha de São Paulo publicado no dia 21 de março o assunto novamente vem à tona. Veja o blog : http://tinyurl.com/yjjfh6e

Em 29 de janeiro de 2010 foi divulgada a oficialização e a regulamentação  do Governo Brasileiro, após aprovação do CONAD para o uso ritualístico da ayahuasca.

A resolução, publicada no Diário Oficial da União  veta o comércio e propagandas do composto, que só poderá ser cultivado e transportado para fins religiosos e não lucrativos.

A norma coíbe o uso do chá com outras drogas e em eventos turísticos e  recomenda que as entidades façam uma entrevista com aqueles que forem ingerir o chá pela primeira vez e evitem seu uso por pessoas com transtornos mentais e por usuários de outras drogas.

Em 1985, a bebida chegou a ser proibida no País, mas liberada dois anos depois, quando estudos demonstraram a importância de seu uso religioso.

No início dos anos 90 houve nova tentativa de proibir o chá, também refutada. Em 2002, mais uma vez houve denúncias de mau uso do chá, o que gerou os estudos mais recentes.

Durante a primeira gestão do Governo Lula, as religiões ayahuasqueiras do Santo Daime, Barquinha e União do Vegetal (UDV) do Acre entregaram, através da Madrinha Peregrina Gomes Serra, dignitária do Centro de Iluminação Cristã Luz Universal – Alto Santo, centro daimista fundado por Irineu Raimundo Serra em Rio Branco /AC  um pedido ao então Ministro da Cultura, Gilberto Gil para que o Santo Daime fosse registrado como Patrimônio Imaterial da Cultura Brasileira, o  que está sendo analisado pelo IPHAN.

O governo peruano também recentemente publicou no Diário Oficial do País, o El Peruano , através do Presidente do Instituto Nacional de Cultura, Javier Ugaz Villacorta o reconhecimento do ritual da ayahuasca como patrimônio cultural do Peru.

Agora, é esperar prá ver o posicionamento das entidades ayahuasqueiras e umbandistas sobre o assunto e principalmente se prospera na proximidade da floresta o sincretismo que a selva de concreto permitiu em São Paulo.

Sincretismo religioso na floresta e na metrópole.

Atualizado com informações do blog betobertagna.com, Revista Momento, noticiaRo.com e site umbandaime.com.br

Sejam sempre heróis, bombeiros, não suicidas

Por Nelson Townes , do noticiaRo.com

De todas as instituições fardadas, a dos Bombeiros Militares sempre foi a mais amada pelo povo. Não apenas em Porto Velho. Em São Paulo, em NovaYork, em qualquer lugar onde esses militares não combatem outros seres humanos, sua batalha é para salvar vidas e riquezas, não para matar ou destruir – e aqui não estamos discutindo o valor dos militares em geral como guardiões da segurança nacional.

Por isso, é extremamente preocupante quando vemos o extraordinário sacrifício, o heroísmo com que os bombeiros de Porto Velho enfrentam os incêndios aqui. Eles trabalham tão mal equipados, e isso vai se eternizando de tal forma, que seu heroísmo e abnegação acaba se transformando em amadorismo no enfrentamento do perigo – ou tendência ao suicídio.

E sabemos que é injusto pensar assim de nossos bombeiros. Sabemos como eles insistem em cobrar de seus superiores – dentro dos limites e entre as viseiras que caracterizam o relacionamento entre comandantes e comandados nos quartéis – melhores condições de trabalho.

E por mais que a propaganda oficial insista em dizer que houve melhorias, nenhuma diferença (quanto às condições de trabalho) se notou no combate ao incêndio que irrompeu na Farmácia Popular e numa loja de colchões na rua Dom Pedro II, esquina com a Joaquim Nabuco, a cerca de 50 metros de um posto de gasolina.

Vimos rapazes entrando no prédio de onde emanava fumaça tóxica sem a proteção de máscaras contra gases. Roupas adequadas para enfrentar o calor das chamas não eram distribuídas a todos – porque não havia. O mais elementar num combate ao fogo, a água, faltou no momento crucial, que é o início do incêndio.

Deus, em Sua misericórdia, tem poupado o povo porto-velhenses de tragédias como as que ocorrem em outras cidades. E rezemos para que este povo, que já sofre tanto com enchentes, doenças e outros martírios, seja poupado de sinistros como a queda de um avião na área urbana, de um terremoto, de qualquer um desses horrores que podem ocorrer em qualquer lugar do mundo.

Pois se isso acontecer, não será suficiente o heroísmo-suicida de nossos bombeiros. Teremos que pedir ajuda da Bolívia, pois, felizmente, o rio Madeira não tem ondas de verdade. Tem, graças a Deus, apenas banzeiros, ondas pequenas, desprezíveis.

(NR: E com a explosão imobiliária, com prédios cada vez mais altos… )

Bloco da Intriga Política sai às ruas com a mentira de que a Justiça Eleitoral proíbe o governo de patrocinar Escolas de Samba e blocos

Vingança política Segundo o jornal eletrônico NoticiaRo.com, a notícia foi espalhada por devotos do governador Ivo Cassol (PP), numa tentativa de sabotar o Carnaval de Porto Velho

Por Nelson Townes, do NoticiaRo.com

A Justiça Eleitoral não proíbe o governo do Estado de Rondônia de repassar para as Escolas de Samba, blocos carnavalescos e outras entidades as verbas prometidas para o Carnaval de 2010. A Lei 9.504/97 que proíbe, no ano em que se realizar eleição, a distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios por parte da Administração Pública, não se refere as verbas para realização do Carnaval.

A notícia foi espalhada por devotos do governador Ivo Cassol, numa tentativa de sabotar o Carnaval de Rondônia – especialmente Porto Velho, por ter entidade ligada ao Partido dos Trabalhadores, o partido do prefeito Roberto Sobrinho, inimigo do governador, denunciado o showmício que o governador Cassol realizou na noite de Ano Novo e, em conseqüência, causado uma suposta reação da Justiça Eleitoral contra nova liberação de verbas pelo governo estadual para festas públicas – desta vez sobre o patrocínio do Carnaval.

No entanto, o texto do § 10 do art. 73 da Lei 9.504/97, segundo o qual no ano em que se realizar eleição, fica proibida a distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios por parte da Administração Pública, não abrange a liberação de verba para festas populares como Carnaval, Arraial Flor do Maracujá, Peça Teatral O Filho do Homem, Exposições Agropecuárias, Corrida de Jerico, etc., por tratarem-se tais eventos de programas sociais culturais anuais e habituais, constituindo, por isto mesmo, exceção prevista na parte final do citado § 10, do art. 73, da Lei 9.504/97.

A confusão foi causada após a notícia de que um Procurador Eleitoral “desaconselhou” o governador a patrocinar as festas momescas com base nas restrições da Lei 9.504/97.  As entidades carnavalescas e até parte da imprensa passaram a considerar verdadeiras as restrições – não obstante as primeiras ponderações de que seria um exagero confundir festa carnavalesca com campanha eleitoral antecipada.

O esclarecimento definitivo – de que a liberação de verbas é permitido  para o Carnaval e outras atividades culturais, turísticas etc. – veio numa nota oficial do Partido dos Trabalhadores.

O PT lembra que, através das ações da Prefeitura de Porto Velho, resgatou o Carnaval Popular de Rua da Capital a partir de 2005, quando assumiu o Governo Municipal, incentivando e apoiando efetivamente as Escolas de Samba e os Blocos Populares, que adquiriram gigantesco vigor, além de resgatar e reinventar o Baile Municipal. Isto se transformou em política pública.

“No entanto – prossegue a nota – em vista da propositura de ação eleitoral por parte do PT contra práticas ilegais do Governo do Estado, agora o Governador culpa o PT pela não liberação dos recursos para o Carnaval 2010 de Porto Velho.

“Mais uma vez, o Governo falta com a verdade. Se o Palácio Getúlio Vargas não quer apoiar o Carnaval Popular de Porto Velho, é uma opção política dele. Não olhar a cidade de Porto Velho com o respeito que merece, infelizmente, tem sido algo recorrente em quase todos os setores. Não obstante, é inaceitável culpar o PT por isso – diz a nota.

“O Partido dos Trabalhadores entende ser a cultura um bem popular a ser preservado. Assim sendo, ela merece, necessita e tem a esperança de vir a ser política prioritária de qualquer Governo, em todos os momentos do ano, envolvendo os mais amplos segmentos sociais.  Isso ajuda a construir de fato uma democracia participativa, inclusiva e solidária.”

(NR) Isto me lembra outro caso. O Ministério da Cultura(MinC) fez parceria com todos os Estados para desenvolver o projeto “DOCTV”,  que já está em sua 4ª edição. Adivinhem qual é o único Estado que deu calote , e não pagou a contra-partida, porque a douta procuradoria entendeu que era ilegal ? Pois bem, adivinharam. Todos os outros 26 Estados estavam , e estão, errados. Só o Estado de Rondônia está certo. Isto que há um contrato assinado entre as partes , com firma reconhecida e tudo. Já se passaram mais de 4 secretários de cultura. E o calote continua, óbviamente correndo juros e correção monetária. Isto ainda vai dar pano prá manga na campanha 2010, no momento adequado,  porque todos os esforços prá sanar a dívida já foram realizados. E o Estado insiste no calote…

Ainda virá a pior enchente…

Enchente do rio Madeira atingiu os galpões da Madeira-Mamoré num passado recente.

Por NELSON TOWNES, do NoticiaRo.com  (*)

As altas temperaturas e a alta umidade deixam o tempo abafado em Porto Velho. Esse tempo abafado favorece a formação de nuvens carregadas sobre a capital de Rondônia.

Podem ocorrer chuvas esparsas, mas que podem se transformar em temporais, mesmo sendo de curta duração – e o que chamamos de curta duração em Porto Velho são aguaceiros de 30 a 40 minutos – podem causar grandes prejuízos e transtornos.

O chão da cidade, de pouca ou nenhuma drenagem, está saturado de água. Mesmo que as autoridades tentem, não conseguirão resolver esse problema na atual temporada.

Ainda bem que a  temperatura está se mantendo em média em 30 graus. Mais calor, mais evaporação no rio Madeira, e mais chuva.

As informações, que valem para os próximos dias, são dos meteorologistas colaboradores do site “Climatempo”, com o aviso que parece ser ignorado por grande parte da população e por setores do serviço públicos que correm atrás dos prejuízos, ao invés de preveni-los: o perigo de novas chuvas fortes ainda não acabou.

Como disse há muitos anos em São Paulo, o então prefeito Olavo Setúbal, aos jornalistas que o acompanhavam numa vistoria a ruas arrasadas por uma inundação causada por uma chuva: “Ainda virá a pior enchente.”

Eu era um dos jornalistas que acompanhavam o prefeito por ruas cobertas de lama (na época morava na Capital paulista e era repórter da “Folha de S. Paulo”). Não dava para acreditar no prefeito: as águas tinham baixado deixando marcas de alagação que iam até o teto em algumas casas.

Como imaginar pior drama? Casas haviam desabado. Os bombeiros procuravam pessoas desaparecidas. Havia feridos hospitalizados.

Os sobreviventes nada podiam fazer além de olhar para a destruição de coisas que haviam comprado até com dificuldade: televisores, aparelhos de som, geladeiras, sofás, colchões, as roupas da família em guarda-roupas antes bem arrumados, tudo estava coberto por lama, lixo e podridão.

Aqui e ali se via um rato morto entre o amontoado de detritos em que tudo que havia nas casas tinha se transformado da noite para o dia. A enxurrada mal havia dado tempo para que salvassem a própria vida e a dos familiares.

A voz pausada e grave de Setúbal não significava auto-crítica ou tinha qualquer intenção política de culpar quem quer que fosse pelo desastre. Aliás, sequer poderia culpar inteiramente os paulistanos que também costumam, ou costumavam, atirar lixo nas ruas, nos córregos, bueiros e bocas-de-lobo – um costume que se espalha pelo país e existe em Porto Velho.

O prefeito Olavo Setúbal tinha razão. As enchentes são como um filme que se repete ao longo dos anos sem mudar o roteiro de sofrimentos e angústia de suas vítimas. Mas, aumenta o horror das cenas.

Atualmente, os fatores causadores de tragédias climáticas estão cada vez mais distantes dos locais onde elas ocorrem. As alterações são globais, planetárias. A poluição na China pode afetar o tempo no Ocidente. O desmatamento na Amazônia pode causar nevascas na Europa. Parece absurdo, mas não é.

De repente, descobrimos que a aldeia global em que vivemos não é a criada pela rede mundial de computadores, a Internet. Como espécie animal, somos muito poucos se comparados, por exemplo, com a população de formigas, trilhões de formigas, contra os nossos 5 ou 6 bilhões de humanos.

Mas, as formigas não poluem o meio ambiente, não agridem a natureza. Nosso planeta ficou pequeno demais para o lixo que produzimos. Nós o transformamos numa lixeira global. E a natureza está se vingando.

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(*) Nelson Townes foi agraciado com Prêmios Sinjor de Jornalismo na categoria Meio Ambiente, em 2004, 2005 e 2007. Townes faleceu em 2011 e deixou uma lacuna no jornalismo ético.