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Amazon Sat exibe Jornada Cineamazônia Itinerante

Peru – Cineamazônia 

O encontro do cinema com as diversidades de populações da Amazônia no Brasil, Peru, Bolívia e Colômbia é uma forma de definir a série documental ‘Itinerâncias: uma jornada pelo Cineamazônia Itinerante’ que o canal Amazon Sat começa a exibir a partir desta quinta-feira, (12/04/18), às 8h30, com reprises durante a semana. Obra da rondoniense Espaço Vídeo e Cinema, a série mostra as diversas nuances de um festival de cinema itinerante realizado desde 2008 pela produtora entre comunidades ribeirinhas e quilombolas nas fronteiras Brasil-Peru-Bolívia-Colômbia.

Dirigida por Jurandir Costa e Fernanda Kopanakis, com roteiro de Ismael Machado, Itinerâncias é uma série de cinco episódios que, mais do que apresentar um registro puramente documental, envereda por uma linguagem poética e reflexiva a respeito do ponto de encontro que une culturas de países diferentes, mas unidos por um mesmo nome: Amazônia.

Uma das características da série é que toda a equipe técnica é regional. A fotografia é de André Cran, com montagem de Rai de Jesus, trilha sonora de José Alkbal Sodré e finalização de Gilmar Monteiro dos Santos. Fernanda Kopanakis e Jurandir Costa assumem também a produção executiva da série.

Peru – Cineamazônia

O primeiro episódio, Em ‘Uma só América’, a ideia é mostrar que a Amazônia é formada por vários povos, com um mesmo sentimento. Um pouco da Amazônia e América Latina na visão de um boliviano que acompanha a expedição do Cineamazônia Itinerante por Rondônia, Bolívia, Peru e Colômbia. Nessa jornada de aventuras e descobrimentos, uma mesma sensação: os rios que separam são os mesmos rios que unem as populações numa só Amazônia.

No segundo episódio, ‘O Circo do Cinema’, são mostrados os bastidores de um festival de cinema itinerante contados por um palhaço. Animador do Cineamazônia, o palhaço Bob descobre o mundo ribeirinho de Rondônia. Com humor e sensibilidade, Bob narra as diversas histórias de comunidades que pela primeira vez tem acesso ao mundo mágico do cinema.

Uma abordagem antropológica, histórica e cultural ambienta o terceiro episódio ‘Nada é Longe’, a partir do olhar vibrante e curioso do historiador Marco Teixeira, que busca encontrar os traços de convergência entre as culturas amazônica, africana e portuguesa. Seus laços e raízes. Suas similitudes e diferenças. Dos ribeirinhos de Manicoré no Amazonas aos ribeirinhos de Porto Velho. Da negritude cabo-verdiana aos negros, mulatos e brancos manauaras e paraenses. Dos hábitos lusitanos a cultura indígena. Lugares distintos, mas integrados pela língua, pela arte e cinema.

Quarto episódio ‘Horizontes e Fronteiras’, envereda pela música a partir do olhar poético e apaixonado do compositor e músico rondoniense Bado, que através de sua música conecta Brasil, Bolívia e Peru. Percorrendo ruas, feiras, estradas e escolas, encontrando outros músicos e conhecendo a musicalidade dos países vizinhos, o personagem mostra como a música une culturas diferentes.

A série encerra com o episódio ‘Cinema no Meio do Mundo’, uma jornada poética pela itinerância do festival. Cinema que expõe a beleza e a desolação da natureza. Que interpreta a fraqueza e a grandeza do ser humano. Visita a realidade para lembrar que é possível e necessário sonhar. Que cada um, no seu canto, pode ser uma luz. Numa comunidade a margem do Rio Madeira, ou lá do outro lado do oceano, há algo que pode ser feito para cuidar do meio ambiente. A mostra itinerante é, antes de tudo, um festival de encontros. É a sétima arte se encontrando com o público. O público, encontrando na arte uma janela para reflexão.

“Há uma busca nossa por registrar as transformações amazônicas nesses últimos anos. A ideia é usar a cultura, no caso o cinema, o circo, a literatura e a música como mecanismos para isso”, explica Jurandir Costa.

“A proposta inicial era exibir filmes em comunidades que não tinham e não tem acesso a cinema, por exemplo. Mas o contato com essas realidades tão distintas fez com que ampliássemos o leque. Acabou sendo, de 2008 para cá uma intensa troca de experiências”, complementa Fernanda Kopanakis.

“É um cenário rico e as histórias vão sendo construídas quase naturalmente. Cada episódio une o cinema a outra forma de arte, como a música e a literatura, por exemplo”, explica o roteirista Ismael Machado.

Peru – Cineamazônia

Além de produzir um festival de cinema que pega a estrada e já com 21 anos de experiência, a Espaço Vídeo e Cinema será a primeira produtora rondoniense a realizar um longa de ficção no estado. ‘Perdidos’ une novamente o trio Fernanda, Jurandir e Ismael em uma história que envolve questões amazônicas num thriller político-policial. O filme está em fase de pré-produção. “A gente entende que isso só se tornou possível graças à política pública da Ancine, a partir da descentralização e regionalização do Fundo Setorial do Audiovisual”, enfatiza Kopanakis. “Tem muita gente com produção nova na região por conta disso”, completa Jurandir.

Os dois entendem que a outra ponta desse elo é fundamental, ou seja, ter canais dispostos a abrir espaço para as produções locais. É o que ocorre com o Amazon Sat, considerado pela dupla um grande difusor da Amazônia e parceiro do Cineamazônia.

O Amazon Sat é um canal de televisão digital distribuído por satélite, internet (Amazon Sat Play e aplicativos), com temática regional que aborda economia, política, cultura e esporte. O canal é transmitido para os estados do Amazonas, Acre, Rondônia, Roraima e Amapá por meio de televisão aberta alcançando 5 capitais e mais de 50 municípios para demais estados brasileiros, ao vivo pelas redes sociais e Tv por assinatura para os municípios de Belém, Ananindeua, Porto Velho e Acre.

Peru – Cineamazônia

Mais informações:

http://portalamazonia.com/cultura/saiba-como-assistir-ao-amazon-sat

Horários das exibições / Quintas (inédito) / 08h30

Alternativos /Quintas 16h30 / Sextas: 00h30 / Sábados: 15h30, 23h30 / Domingos 7h30, 15h30, 23h30 / Segundas 7h30

Rondônia terá primeiro longa de ficção

Uma trama que mistura corrupção política, suspense sobrenatural e ‘road-movie’, tendo a Amazônia como cenário principal. Esses são os ingredientes que formam aquele que pode vir a ser o primeiro longa-metragem de ficção realizado por uma produtora rondoniense. A Espaço Vídeo, coordenada pelos documentaristas Jurandir Costa e Fernanda Kopanakis, foi a única vencedora nortista do edital de produção de cinema Prodecine 1. O resultado, divulgado no dia 31 de agosto, contemplou 34 novas produções cinematográficas de todas as regiões do Brasil.

O filme rondoniense se chama ‘Perdidos’, um roteiro original escrito pelo jornalista e roteirista Ismael Machado. Ex-editor do jornal ‘O Alto Madeira’ nos anos 1990, o roteirista criou uma história onde uma caçadora de recompensas com poderes sobrenaturais sai em perseguição a um casal para recuperar uma alta quantia de dinheiro roubado de um deputado. Mas como na história ninguém é totalmente inocente, o dinheiro roubado é fruto de uma falcatrua do político. O confronto final se dá numa comunidade de remanescentes quilombolas cercada por uma floresta conhecida por sinistros acontecimentos sobrenaturais.

‘Perdidos’ é o primeiro roteiro de ficção de Ismael Machado a ir para uma produção efetiva de cinema. Morando há um ano e meio no Rio de Janeiro, o jornalista, vencedor de 11 prêmios jornalísticos na carreira, está envolvido no roteiro e co-direção de mais quatro produções, todas no terreno dos documentários. ‘Soldados do Araguaia’ um longa-documentário que aborda a guerrilha do Araguaia sob o ponto de vista dos soldados que combateram nas matas paraenses nos anos 1970, tem filmagens previstas para o primeiro semestre de 2017, assim como ‘Marcadas para Morrer’, série documental que conta a história de mulheres que lutam pelos direitos à posse da terra na região e que vivem sob ameaça de morte.

Além dessas produções, o roteirista também assina como roteirista a produção amapaense ‘Mad Scientists-Cientistas que ninguém quis ouvir’, do diretor Gavin Andrews, recentemente vencedora do Prodav 8, com produções direcionadas às TVs públicas.

“Perdidos” também será a primeira produção longa-metragem de ficção de Jurandir Costa. Um dos mais conhecidos documentaristas de Rondônia, Jurandir Costa produz curtas e médias metragens desde o início dos anos 90, em Porto Velho, com diversas premiações ao longo da carreira. Ao lado de Fernanda Kopanakis, Jurandir também é o coordenador do Cineamazônia, o festival de cinema ambiental que há mais de uma década já faz parte do calendário cultural da capital rondoniense.

“Não podemos errar”. Essa tem sido a frase mais comum repetida por Jurandir em relação à produção do filme em questão. ‘Perdidos’ terá a direção de Leopoldo Nunes, que tem no currículo seis curtas-metragens e um longa documentário.

Festcineamazônia abre inscrições para a 11ª edição

Um dos mais importantes festivais de cinema da Região Norte, o Festcineamazonia está com as inscrições abertas para a 11ª edição. Até o dia 2 de agosto, podem concorrer produções com duração máxima de 26 minutos.

O Festcineamazônia aceita todos os gêneros de produção, para concorrer aos 18 troféus Mapinguari em disputa nas categorias documentário, animação, ficção, experimental e reportagem ambiental, essa categoria voltada especificamente para as TVs. O festival será realizado na capital rondoniense de Porto Velho, entre os dias 5 a 9 de novembro de 2013. 

Além da mostra competitiva, o Festcineamazônia homenageia produtores, diretores e atores que contribuem com a cultura nacional e possuem relevância nas questões ambientais e de direitos humanos. “É importante destacar que podemos fazer o debate ambiental em toda produção audiovisual, não necessariamente em produções acadêmicas ou etnográficas. O ambiente é um todo e o que queremos é diversidade na abordagem”, diz Jurandir Costa, um dos coordenadores do festival.

Plural e democrático, o Festcineamazônia aceita produções de qualquer parte do planeta, finalizadas a partir de 2010 com legendas em português. Este ano o Festcineamazônia Itinerante incorporou-se ao Festival de Artes Integradas. Com isso, o projeto percorrerá cinco países e contemplará mais de 20 cidades com cinema, circo e música, mantendo o foco inicial de sempre estar em comunidades que não tem acessos a bens culturais.

> Acesse aqui o regulamento e a ficha de inscrição

Cabo Verde, na África, recebe o Festcineamazônia Itinerante

FOTO SHOW PRINCEZITO artista africanoNa última edição do Festcineamazônia em Porto Velho, a surpresa do encerramento foi o show de um cantor até então desconhecido na capital rondoniense- e no Brasil-. Princezito. Aos poucos, o jovem cantor conquistou o público que lotava o Teatro Banzeiros. A surpresa da plateia mostrava o quanto a cultura caboverdiana ainda é desconhecida dos brasileiros. Essa distância cultural começa a ser minimizada com mais uma edição do projeto Festcineamazônia Itinerante a Cabo Verde.

É a terceira vez que Cabo Verde recebe o Festival de Artes Integradas – Festcineamazonia Itinerante. A integração cultural com os países de língua portuguesa é o principal objetivo do projeto. “Intercâmbio permanente é uma necessidade para que especialmente os países africanos que falam a mesma língua possam interagir mais, já que ao total mais de 240 milhões de pessoas falam português no mundo”, diz Jurandir Costa, um dos organizadores do Festcineamazônia.

Serão exibidas sete produções brasileiras, abordando a questão ambiental do planeta. A iniciativa é uma parceria com a Câmara Municipal de Tarrafal (a mítica cidade situada no extremo norte da ilha de Santiago , conhecida como um dos bastiões do Batuco e Finason) através do vereador da cultura (cargo equivalente a secretário de Cultura) Inácio Borges, e o presidente da Câmara ( o mesmo que prefeito)José Pedro Nunes Soares. 

Do lado caboverdiano serão apresentadas atrações como o Palhaço Xclumbumba e a participação especial do cantor Princezito e o Grupo Batuku Delta Cultura. O Batuco é uma manifestação cultural, com raízes africana que teria chegado á Cabo Verde na época da escravatura. É sobretudo praticada por mulheres. Uma cantora descreve acontecimentos quotidianos, mas também se refere à política e à cultura em geral de uma forma divertida ou crítica.O coro imita os versos, e a canção vai-se tornando progressivamente mais intensa, culminando com o Tornu, uma dança muito espetacular que se resume praticamente aos movimentos do quadril, realizada normalmente por uma ou duas dançarinas.

Já o cantor Princezito, participou da ultima edição do Festival, num show com Eliakin Rufino, numa conexão Amazônia – África. Um DVD está em processo de finalização sobre esse encontro musical.

A programação será toda com entrada livre, iniciando na próxima quinta-feira, 20 de junho, no Mercado de Artesanato e Cultura do Tarrafal, em Cabo Verde.

Experiência do Festcineamazônia ganha destaque em Festival Português

foto-3Cinco anos atrás, ao ser criada, a etapa itinerante do Festcineamazônia- Festival Latino Americano de Cinema e Vídeo Ambiental – tinha a intenção de ser apenas mais um canal de divulgação das ideias de compartilhamento de experiências e sensações cinematográficas e cidadãs dos organizadores do festival. Depois de passar por quase todos os municípios rondonienses e se aventurar por outros países da América do Sul, da África e chegar a Portugal, o festival tem recebido o reconhecimento de experiências similares.

É o caso do Festin, o Festival Itinerante de Língua Portuguesa, realizado em Lisboa. Dedicado a cinematografia dos países de Língua Portuguesa, o festival já está na quarta edição e o Festcine Amazônia foi um dos destaques. Além da exibição de filmes, o Festin foi palco de importantes debates, recebeu organizadores de Festivais de Cinema como o Festival de Gramado, Cine Eco e Festival Internacional de Angola, além da presença de realizadores de Cabo Verde e de membros da CPLP Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

Jurandir Costa e Fernanda Kopanakis, coordenadores do Festicineamazônia relataram a experiência exitosa do festival, como o único de cinema ambiental da Amazônia, com itinerância em todo o município de Porto Velho, todo o Vale do Guaporé, Bolívia, Peru, Portugal e Africa Caboverdiana. Uma das características da itinerância é, além da exibição de filmes, sempre ser acompanhado por uma equipe de documentaristas e fotógrafos que mapeiam as comunidades, transformando as ações em documentários e livros.

Entre as discussões feitas no evento a possibilidade de uma agenda para compartilhamento de conteúdo e plataformas de manutenção e preservação de acervos foi pauta do encontro, já que os festivais absorvem produções que fazem parte da memória de cada país.

“A sensação que temos é que o Brasil é um país isolado tanto dos países de língua portuguesa, como dos países vizinhos latinos e é importante uma política cultural mais agressiva”, disse um dos participantes do encontro.

O Festcineamazônia  faz parte da Rede de Cines Itinerantes da América Latina e Caribe, que tem como missão contribuir para a diversidade cultural e o fortalecimento da identidade nacional a partir da difusão de audiovisual em locais que não contam com salas de cinema. Tem como objetivo criar e fomentar uma cultura voltada para o cinema auxiliando na formação de plateia.

Taba, Querida Taba no tempo que se bebia uma cerveja gelada com dignidade e os beócios rareavam nas ruas modorrentas…

Num intervalo das gravações do documentário de Luiz Brito, aparecem Euro Tourinho, Carmênio Barroso e Beto Bertagna levando na mão a primeira câmera Sony Digital que apareceu por estas bandas. Corria o ano de 1997. Naquele ano, a Funcetur presidida pelo Ruy Motta lançou um edital para apoio a curta-metragens, num projeto coordenado pelo folclorista Flávio Carneiro. Foi a primeira e única vez que algum Governo de Rondônia se preocupou com a questão audiovisual. Daquela geração despontaram realizadores como Lidio Sohn, Alejandro Bedotti, Carlos Levy, Jurandir Costa, Beto Bertagna e Luiz Brito. No Festival de Curitiba, ainda naquele ano, 4 produções rondonienses concorreram ao prêmio Pinhão. E a estréia do trabalhos teve um lançamento digno de Holywood (quááá !) com direito a tapete vermelho e canhão de luz na entrada da velha, saudosa. decana e completamente lotada Taba do Cacique, recanto dos boêmios, sonhadores, jornalistas, poetas, artistas e outros mentirosos. (Republicado a pedido)

Da esquerda para a direita, Bertagna, Carmênio e Euro Tourinho

Viagem de cores e sonhos

O livro “Viagem de cores e sonhos”, editado por Jurandir Costa e Fernanda Kopanakis, será lançado hoje durante a abertura do Festcineamazônia, no Teatro Banzeiros, em Porto Velho. Trata-se de um documentário fotográfico, histórico e literário da mostra itinerante do festival, que percorre capitais brasileiras, cidades e povoados da Amazônia, além de países Latino-americanos, África e Portugal.

O livro faz parte de um convênio do Instituto Madeira Vivo (IMV) com o Ministério da Cultura através de emenda parlamentar do então deputado Eduardo Valverde. Para a edição os diretores buscaram talentos como o ilustrador Manuel Gibajas (Peru), o designer Renato Monteiro de Carvalho, e a inspiração poética de Carlos Moreira, que consegue dar palavras para a expressão da vida sem redundância com as imagens.

No acervo estão fotografias de treze autores que integraram as equipes ao longo das viagens. As imagens registram os mais de 60 mil quilômetros percorridos, levando cinema e vídeo ambiental aos distintos lugares. A mostra itinerante do Festcineamazônia integra o cinema com música, artes circenses, poesia e estimula a criação e o debate sobre a temática ambiental tendo sempre o homem como o centro do meio em que vive.

Festcineamazônia seleciona produções entre 400 inscritos

Letícia Sabatella participou do Festival em 2010

Mais de 400 produções estão inscritas para a seleção da 9ª edição do Festcineamazônia – Festival Latino Americano de Cinema e Vídeo Ambiental, que acontecerá em Porto Velho, durante os dias 15 a 19 de novembro, no Teatro Banzeiros, com entrada grátis. As inscrições encerraram no dia 31 de agosto e os filmes e vídeos inscritos passam pelo processo de seleção por um júri técnico.

 A comissão julgadora é autônoma em suas decisões para escolher as produções que concorrerão na mostra competitiva do festival. A premiação será nas categorias: animação, experimental, ficção, documentário e vídeorreportagem ambiental. Os filmes e vídeos concorrem ao cobiçado troféu Mapinguari.

 Filmes do Brasil, Moçambique, Uruguai, Bolívia, Chile e México estão inscritos na fase seletiva. Entre esses estão o argentino Noche Sin Fortuna, o chileno Mitomana, e o boliviano El Ascensor.

 Cerca de 30 produções rondonienses também buscam a classificação para a mostra competitiva. Geovani Berno concorre com o documentário Nos Palcos da Vida: Raízes do Porto 18 Anos, e Rudney Prado com o experimental Candiru.

Chapinha (atualizado)

Aldenir Campos Paes, o "Chapinha", velho companheiro de jornadas na extinta TV Educativa Canal 2, de Porto Velho

Chapinha sai de trás das câmeras e é entrevistado no Programa Papo News, da TV Record News , canal 58, hoje às 11:30, também na ViaCabo e com reprises durante a semana.
Chapinha, e seu irmão Alcivam, foram alguns dos pioneiros que trabalharam no CEPAV, Centro de Produção Audio-Visuais Pe. Landell de Moura, idealizado pelo então Secretário de Esporte e Cultura, Vitor Hugo e por seu adjunto, Isaias Vieira dos Santos.
O CEPAV foi o embrião do que seria depois a TVE Madeira-Mamoré, projeto que tive o orgulho de capitanear juntamente com o Célio Hugo, e que depois , em outras etapas, teve a adesão de diversos jornalistas e produtores que hoje labutam na imprensa rondoniense. Por lá passaram, Nelson Townes de Castro, José Carlos Sá, Sérgio Melo ( que apresentava o telejornal diário Jornal 2, com 30 minutos de duração), o Luiz Brito, Sinara Guatimozin,  Carlos Levy, Jurandir Costa,  Ruben Torrico, Luiz Alves de Medeiros, João Kerdy e tantos outros, inclusive os que conseguiram sucatear e liquidar de vez com o canal de comunicação que poderia até hoje estar prestando serviços para a comunidade. A primeira antena ficava em cima do prédio do Tribunal de Contas. E a derradeira, uma moderna superturnstile está até hoje apodrecendo em cima da caixa dágua da Caerd, ao lado do hotel Aquarius, para quem quiser ver e comprovar a veracidade destas informações. ( Inclusive está circulando um livro que pretende traçar a trajetória  da imprensa caripuna. Ainda não tive a oportunidade de ler, mas vamos conferir se o autor foi mesmo a fundo na pesquisa e ouviu as fontes que estão aí , disponíveis e abundantes, ou ficou só no confortável, mas medíocre,  “ouvi dizer” .)

A TVE teve a primeira unidade externa portátil U-Matic da região, uma Sony DXC 1800 de um tubo e um gravador VO 4800, de 3/4 de polegada. A própria TV Rondônia fazia suas externas com uma máquina chamada BVU 200 , transportada num carrinho de supermercado e uma extensão de fio num rolo.

O "portátil" VO 4800 pesava uns 5 quilos e era acoplado à câmera por um cabo


Das diversas figuras que passaram pelo saudoso Canal 2,  teve uma que com seu enorme arcabouço intelectual e visão de futuro alojados no cabeção chato,  insistiu em apagar fitas com conteúdo histórico para gravar um importantíssimo Misto X Ferroviário. Você se lembra ?  Nem eu.
Lembranças, lembranças. Acho até que Chapinha estava junto quando capotou o nosso único carro que servia tanto para serviços burocráticos como para as externas.  Algum tempo depois, um caminhão de tora passou por cima do velho Fiat 147 da TVE , em Ariquemes, destruindo-o. Eu estava dentro mas não sofri qualquer lesão. O motorista escapou por pouco e mesmo assim ficou internado uns dias com suspeita de traumatismo craniano.
Mas esta e outras histórias serão contadas mais à frente. Vamos ver a entrevista do Chapinha que deve ter muita coisa prá contar.

Atualizado com o comentário de Nelson Townes :
Tomara que o Chapinha não esqueça que ele era o par permanente, com trocas apenas para dar tempo para a mudança de pauta, do sempre lúcido e inteligente Edson Lustosa e da não menos inteligente, sempre ultra-produzida – incluindo um aroma discreito de Fleurs de Rocaille – e charmosa Cristina Arcanjo, nossos repórteres de externas. Eles encaravam qualquer pauta, e cada qual a mais desafiadora. E nunca furavam as pautas. Uma vez o vice-governador Orestes Muniz (notem que a TV era do Estado), vendo-se em apuros diante de uma pergunta sobre um escândalo no governo Jerônimo Santana, perguntou pra Cristina: “Afinal, vocês são de uma TV do governo ou da oposição?” A brava Cristina respondeu: “Somos da TV Madeira-Mamoré, e o senhor ainda não respondeu a minha pergunta”. Ele não respondeu e a matéiria foi “Orestes se recusa a falar sobre… (e aí vinha a história). Éramos respeitados e nosso telejornal obrigou a TV Rondônia a reformatar o dela porque estávamos começando a roubar audiência. A primeira que fizeram foi mudar o prefixo musical. Eles usavam uma musiquinha que lembrava o tema de Tom & Jerry. O jornal da TVE entrava de sola com a música “Orient Express”, de Jean Michel Jarre. Espero que o Chapinha lembre do editorial que inventamos no meio do telejornal, anos antes de o Arnaldo Jabor surgir com isso na TV Globo. Que ele lembre da denúncia que eu fiz do mercúrio nos peixes do rio Madeira. qiando comprei no mercado e levei um tambaqui de verdade pro estúdio, coloquei numa mesa diante da câmera e despejei mercúrio sobre o peixe, enquanto falava algo bem humorado sobre nosso novo prato regional, o peixe contaminado. Como era mercúrio cromo (afinal, não precisávamos ser tão realistas, era só uma caricatura de um fato), o peixe foi lavado e degustado mais tarde pela equipe da TV. Lembre do dia, Chapinha, eu que eu pedi que você filmasse as Três Caixas d’Água e girasse a câmera de forma a parecer que tombavam sobre o bairro do Caiari. Era uma crítica ao meu primo, secretário da Cultura, Abelardo Castro, por se descuidar de providências para o tombamento do monumento de sua conservação. Fomos, aliás. os primeiros a denunciar ferrugem nas bases das Caixas d’Água. O Abelardo, chefe supremo da TVE, como secretário de Estado, assistiu ao lado do governador Jerônimo Santana, essa crítica contra ele num televisor do arraial da Flor do Maracujá. Ele olhou pro relógio e disse: “Governador, quero que senhor veja como está a TV Educativa que o Beto e o Nelson estão tocando. O Nelson montou um telejornal muito bom.” Aí apareceu o editorial mostrando as Caixas d’Água com as bases enferrujadas tombando (desabando) sobre o bairro do Caiari, tendo como fundo sonoro a “Abertura 1812″, de Tchaikovsck, no ponto em que a orquestra num crescendo funde a música com sons de canhões disparando em Moscou na guerra contra Napoleão, (no nosso caso, eram tiros que faziam tremer as Caixas d’Água, pois instruí Chapinha a dar uns tapas na câmera antes de virar a imagem de ponta cabeça) antes de seu desabamento. A TVE criticava o próprio secretário da Cultura, o próprio governo. Mas, Jeônimo adorou a crítica, riu muito. O Abelardo Castro até que estava engolindo bem a história. Ficou uma fera comigo só quando o Jerônimo, ainda rindo, pegou no braço dele e disse: “Pô, Abelardo, até o teu primo te goza!” E eu morava com o Abelardo, na Vila Cujubim (hoje Sedam). De qualquer forma, nem o Abelardo, nem o Jerônimo, nem o Oestes Muniz, ninguém se metia na nossa linha editorial. Havia liberdade total .Fazíamos uma TV quase artesanal (tive que caçar em São Paulo um gerador de caracteres que ela não tinha e ninguém encontrava). A TV tinha crescente audiência até ser sucateada por gente que hoje é até motivo de orgulho profissional em gente que não conhece nossa história e não sabe, por exemplo, que o Chapinha é um desses caras veteramos da nossa imprensa cujo trabalho e realizações deixa no chinelo o currículo de muito rei da cocada preta por aí.

Taba, Querida Taba no tempo que se bebia uma cerveja gelada com dignidade e os beócios rareavam nas ruas modorrentas…

Num intervalo das gravações do documentário de Luiz Brito, aparecem Euro Tourinho, Carmênio Barroso e Beto Bertagna levando na mão a primeira câmera Sony Digital que apareceu por estas bandas. Corria o ano de 1997. Naquele ano, a Funcetur presidida pelo Ruy Motta lançou um edital para apoio a curta-metragens, num projeto coordenado pelo folclorista Flávio Carneiro. Foi a primeira e única vez que algum Governo de Rondônia se preocupou com a questão audiovisual. Daquela geração despontaram realizadores como Lidio Sohn, Alejandro Bedotti, Carlos Levy, Jurandir Costa, Beto Bertagna e Luiz Brito. No Festival de Curitiba, ainda naquele ano, 4 produções rondonienses concorreram ao prêmio Pinhão. E a estréia do trabalhos teve um lançamento digno de Holywood (quááá !) com direito a tapete vermelho e canhão de luz na entrada da velha, saudosa. decana e completamente lotada Taba do Cacique, recanto dos boêmios, sonhadores, jornalistas, poetas, artistas e outros mentirosos. (Republicado a pedido)

Da esquerda para a direita, Bertagna, Carmênio e Euro Tourinho