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Arqueologia brasileira e rondoniense perde Maria Lúcia Pardi

Maria Lúcia Pardi, sentada de lado, junto à arqueologa Francilene Rocha, no sítio Rainha da Paz, em Riachuelo/Ro. 2008

Faleceu neste domingo (24), às 7:50 hs, em Brasília / DF a arqueóloga Maria Lucia Pardi, três dias após ter comemorado o seu aniversário.  Pardi em seus momentos finais estava cercada pelo carinho de seus filhos, Yuri e Mayara,  familiares e entes queridos.

Mestre em Gestão de Patrimônio Cultural com concentração em arqueologia pela UCG/GO, Bacharel em Arqueologia pela Universidade Estácio de Sá (1984).trabalhou 23 anos no Iphan – Instituto do Patrimonio Histórico e Artístico Nacional. Atualmente trabalhava do Ministério da Cultura. Membro da SAB – Sociedade de Arqueologia Brasileira na gestão 2009-2011 e do grupo de estudosrqueologia Brasilia. Atuava principalmente na area de politicas publicas, gestão de bens arqueológico, projetos de pesquisa cientifica para preservação do patrimônio, sistemas de informação informatizados e turismo cultural em areas com arte rupestre.

Segundo o ex-Superintendente do IPHAN em Rondônia, Beto Bertagna é uma enorme perda para a arqueologia e a ciência e pesquisa brasileira.

Em Rondônia, Pardi implantou a gestão do patrimônio arqueológico no Estado , rico em sítios milenares.  ” A região central de Rondônia possui uma alta densidade de sítios arqueológicos de grafismos rupestres diversificados. Acreditamos que a área foi densamente ocupada e utilizada como refúgio e trânsito entre diferentes ambientes, como indicam as teorias que apontam a região como o centro de dispersão dos povos tupi que circulavam por todo o território nacional. ” Pardi colaborou na identificação deste rico patrimônio na elaboração de parceiras com associações de moradores, comunidades e trouxe uma nova luz para a arqueologia no Estado

A arqueóloga Maria Lúcia Pardi, do IPHAN dizia que ” este é um pedacinho do Brasil que foi descoberto e que precisa ser preservado, pois representa um tesouro cultural de valor inestimável. ”

Pardi esteve à frente do projeto desde sua implantação e viu com alegria a organização da comunidade, se articulando  para receber recursos federais, estaduais e municipais para a preservação do patrimônio , explorando-o de forma controlada e responsável.

Segundo familiares, o velório está sendo feito no MEMORIAL CAMPOS ELÍSEOS, Rua Fernão Sales,1287 Ribeirão Preto, com término às 20h00  e retorno amanhã no Crematório Ecológico Prever às 10h00, Rodovia Cândido Portinari, Km 321, onde o corpo será cremado.

Maria Lúcia Franco Pardi deixa dois filhos, Yuri e Mayara.

Adeus, Pardi. E obrigado por tudo o que fez pelo patrimônio cultural brasileiro, em especial o arqueológico de Rondônia.

IPHAN : Ministério do Planejamento autoriza concurso com 163 vagas para atender PAC Cidades Históricas

Saiu a autorização do MPOG pra realização do Processo Seletivo Simplificado para o IPHAN. A publicação foi feita no Diário Oficial da União e contempla profissionais de arqueologia, arquitetura, engenharia e outros cursos para cumprir Atividades Técnicas de Complexidade Intelectual e Atividades Técnicas de Complexidade Gerencial. Os contratos valem por um ano e podem ser prorrogados até cinco anos. Confira o DOU aqui.

Deu no site Defender.org : IPHAN tomba os postos telegráficos da Comissão Rondon em Ji-Paraná e Vilhena, em Rondônia

Clique na foto para ir ao site Defender.org

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Leia também em PDF, “Trazias na mão o fio que fala… Rondon:O desbravador dos sertões, por Adler Homero Fonseca de Castro, na Revista Cultura”

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2012 : Festa do Divino Espírito Santo no Vale do Guaporé, Rondônia , Brasil

A Festa do Divino Espírito Santo no Vale do Guaporé , na fronteira de Rondônia com a Bolívia, é uma das maiores, senão a maior, manifestação do Patrimônio Imaterial da região. A Irmandade fez o pedido de Registro como Patrimônio Cultural Brasileiro  junto ao IPHAN.  O Batelão conduzindo os símbolos sagrados do Divino chegará a Piso Firme, Bolívia no dia 23 de maio, após percorrer todos os povoados do Guaporé.  Enquanto durar a festa, que vai até o domingo, dia 27  de maio de 2012 deixaremos este vídeo na primeira página.

Etnodoc divulga projetos vencedores

O Edital de apoio a documentários etnográficos sobre patrimônio cultural imaterial – Etnodoc divulgou a lista dos 15 projetos vencedores da edição 2011. Idealizado pelo Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, em parceria com a Associação Cultural de Amigos do Museu de Folclore Edson Carneiro – Acamufec, e patrocinado pela Petrobras, o Etnodoc tem como objetivo somar esforços e ampliar as ações voltadas para a valorização e promoção dessa dimensão do patrimônio cultural, assim como estimular iniciativas voltadas para a melhoria das condições de transmissão, produção e reprodução dos bens culturais que compõem esse universo. A terceira edição do Etnodoc apoia 15 projetos inéditos de documentários etnográficos, de média duração, voltados para exibição em redes públicas de TV. Os recursos somam R$ 1,2 milhão e cada projeto selecionado receberá a quantia de no máximo, R$ 80 mil.

Projetos vencedores do Etnodoc 2011
971 – Cuaracyaangaba – o céu guarani – Lara de Campos Velho
1137 – Vaqueiros encantados – Marcia Paraiso
1206 – O boto parceiro o homem – Natália Reis
1226 – Plantas que ajudam o homem na Amazônia – Ana Luiza Meneses de Gouvea
1300 – D’ouro – Joana Oliveira
1302 – Ópera cabocla – Adriano Barroso dos Santos
1336 – No próximo frio, eu ferro – Andre Costa
1469 – O lenço do samba – Shaynna Jacques Pidori
1530 – Do “bugre” ao Terena: a Dança da Ema na urbe – Michelly Aline Jorge Espíndola
1591 – Na rota dos sertões – Silvio Tendler
1622 – Pegadas de couro – Paula Oliveira Dib
1625 – O canto da lona – Thiago Mendonça
1664 – A Santa de Casa e o povo de santo – Conceição Aparecida dos Santos
1788 – De “fronte” – Aluízio de Azevedo Silva Júnior
1869 – Batuque gaúcho – Sergio Luiz Valentim Júnior

Suplentes
1º – 1503 – Cuícas – Rafael Bacelar Nogueira
2º – 1536 – O ouro, a draba e a montagem: o universo das ciganas calín em S. Paulo – Flora Lahuerta
3º – 1409 – Tooro Nagashi – luzes ao vento – Ester Marçal Fér
4º – 1692 – “Minha Santa Margarida…” – Clive Gavin Andrews
5º – 1010 – Pescadores artesanais de Arraial do Cabo – Rosemary Cintra Mártires
6º – 1742 – Divina Toada – Rafael Machado Nobre de Souza
7º – 997 – Canto das lavadeiras – Antonio Garcia Couto

No ano do centenário da EFMM , Marinha do Brasil analisa devolver à população de Porto Velho o Galpão nº 3

Hoje, dia 1º de fevereiro, às 10h, na Câmara de Conciliação da Administração Federal, órgão da AGU (Advocacia Geral da União), o destino do Galpão 3 do pátio ferroviário da EFMM, em Porto Velho, capital de Rondônia começou a ser traçado. Governo do Estado de Rondônia, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Prefeitura de Porto Velho, Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual, SPU, ONGs, historiadores e sociedade civil desejam a volta do  Galpão 3  à EFMM, para restauração  e reincorporação ao complexo ferroviário. Foi disponibilizado à Marinha do Brasil um outro local para a construção da Capitania dos Portos, bem mais adequado e que permitirá a expansão da Capitania diante do contexto de grandeza que ela representará para a região. No galpão 3 ela ficaria “engessada” diante das diversas normas de proteção patrimonial. No ano do centenário da EFMM, é uma grande conquista para a população de Porto Velho e turistas , que poderão circular livremente por toda a área do Complexo Ferroviário.

Notícia foi dada "ao vivo" na TV Rondônia

Notícia foi dada "ao vivo" na TV Rondônia, afiliada da Rede Globo de Televisão.

Ritual Yaokwa do povo indígena Enawene Nawe é reconhecido pela Unesco

O Comitê Intergovernamental para Salvaguarda do Patrimônio Imaterial, reunido em Bali, na Indonésia, aprovou nesta quarta-feira, 23 de novembro, a indicação de inclusão do Ritual Yaokwa , do Povo Indígena Enawene Nawe, do noroeste do Mato Grosso, na Lista de Patrimônio Cultural Imaterial em Necessidade de Salvaguarda Urgente. O pedido para que a manifestação cultural, já protegida no Brasil desde novembro de 2010, passasse a ter também a atenção da Unesco partiu do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan. A indicação contou com a anuência da comunidade Enawene Nawe e com o apoio da OPAN – Operação Amazônia Nativa e do projeto Vídeo nas Aldeias.

A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, comemorou a votação positiva e ressaltou que a inclusão de mais um bem brasileiro na lista da Unesco “reforça a política do Ministério da Cultura, por meio do Iphan, de permanente renovação da gestão do patrimônio, ampliando a proteção sobre a diversidade cultural, perpetuando bens e costumes de todos os cantos do país”. Para o presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, essa é mais uma conquista que “valoriza a diversidade do patrimônio cultural brasileiro, mas, acima de tudo, garante a proteção de um ritual sagrado que expressa e dramatiza todo o percurso histórico feito pelos Enawene Nawe”. Ele explica ainda que o Ritual Yaokwa é uma “manifestação da memória coletiva e histórica, e a expressão de uma estética da existência, que se produz a partir do uso e manejo dos recursos presentes em seu território de ocupação histórica”.

Esta sessão do Comitê Intergovernamental para Salvaguarda do Patrimônio Imaterial ainda avaliará as candidaturas brasileiras à Lista de Boas Práticas de Salvaguarda, como a Série Cultural Popular Viola Corrêa, a Sala do Artista Popular, a Chamada Pública do Edital do Programa Nacional do Patrimônio Imaterial, o Museu Vivo do Fandango e a Documentação da Língua Poruborá: contribuição para a salvaguarda do patrimônio linguístico.

Este ano, também serão avaliadas pela Unesco 84 candidaturas de todo o mundo para a inscrição na Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. Atualmente, a lista possui 213 bens inscritos, de 68 países, dentre eles, os bens brasileiros Expressões Orais e Gráficas dos Wajãpi e o Samba de Roda do Recôncavo Baiano. O Iphan, em parceria com as comunidades e instituições envolvidas, enviou três candidaturas à Lista Representativa: o Frevo de Pernambuco, o Círio de Nossa Senhora de Nazaré, de Belém do Pará, e a Cachoeira de IauaretêLugar Sagrado dos povos indígenas dos Rios Uapés e Papuri, no Amazonas, que já fazem parte dos 23 Bens Registrados como Patrimônio Cultural Brasileiro. No entanto, em função do grande volume de candidaturas recebidas pela Unesco, essas só serão avaliadas em 2012.

O Ritual Yaokwa é a mais longa e importante celebração realizada por esse povo indígena, atualmente uma população em torno de 540 indivíduos que vive em uma única aldeia, na terra Enawene Nawe, uma área de 742 mil hectares, homologada e registrada, localizada numa região de transição entre o cerrado e a floresta Amazônica, no estado do Mato Grosso. Com duração de sete meses, este ritual define o início do calendário ecológico-ritual Enawene que abrange as estações seca e chuvosa de um ciclo anual marcado pela realização de mais três rituais: Lerohi, Salomã e Kateokõ. Parte fundamental do Yaokwa ocorre quando os homens saem para a pesca de barragem, construídas com sofisticadas armações que se configuram em elaboradas obras de engenharia, dispostas de uma margem à outra do rio. Este é o ponto alto do ritual que começa em janeiro, com a coleta das matérias-primas para a construção das barragens e com a colheita da mandioca. Desde o primeiro contato com a “civilização branca”, em 28 de julho de 1974, os Enawene Nawe têm se tornado cada vez mais desconfiados diante das ameaças que os cercam, como madeireiros e garimpeiros, mas principalmente os impactos ambientais causados pela construção de pequenas centrais hidroelétricas que, embora se localizem fora da terra indígena, vêm sendo construídas em locais próximos às cabeceiras dos rios, que são utilizados durante o ritual.

Ferroviários da EFMM: estão com “tudo” e não estão “prosa”

Há exatos 4 anos atrás, os antigos ferroviários da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré cuidavam praticamente sózinhos do acervo da ferrovia, passando muitas dificuldades.  Até um simples marmitex lhes foi negado , na época, pelo Governo do Estado. Naquele ano, 2006, o tombamento da Madeira-Mamoré foi homologado pelo Patrimônio Histórico Nacional.

Hoje, eles recuperaram a auto-estima , se organizaram em forma de Cooperativa (Cootrafer) com o apoio da Senadora Fátima Cleide e do Deputado Eduardo Valverde  e  estão ajudando a revitalização da ferrovia através de um convênio,  costurado pelo IPHAN , que lhes garante o trabalho digno e remunerado.  É uma das muitas  medidas mitigadoras e compensatórias que estão a cargo da UHE Sto Antônio .

Na foto, os antigos ferroviários com alguns trabalhadores mais novos posam com o Presidente Lula na Madeira-Mamoré, para a história.

Gente que eu encontrei por aí… Rogério Dias, do IPHAN

Rogério Dias foi durante muito tempo um dos Coordenadores do CNA – Centro Nacional de Arqueologia do IPHAN e tem um enorme amor pelas terras do Norte. Com seu trabalho, ele ajudou a trazer coisas boas para Rondônia, que só o tempo irá , talvez, reconhecer. Sempre em frente, Comandante Pepe… !

Icumam abre inscrições para a 10ª Goiânia Mostra Curta

O Instituto de Cultura e Meio Ambiente (Icumam) abriu as inscrições para a 10ª Goiânia Mostra Curtas em solenidade ocorrida na sede do IPHAN, em Goiânia-GO. O festival será realizado entre 05 e 10 de outubro, no Teatro Madre Esperança Garrido, do Colégio Santo Agostinho, com patrocínio da Petrobras, por meio da Lei Rouanet,  apoio do Fundo Nacional de Cultura, Secretaria do Audiovisual e Sebrae Goiás.
Os interessados em participar do festival podem se inscrever até 20 de agosto, pelo site www.goianiamostracurtas.com.br . Conforme regulamento disponível na Internet, a 10ª Goiânia Mostra Curtas recebe inscrições de filmes (35mm) e vídeos, mediante envio de cópia em DVD e preenchimento da ficha de inscrição on line. Os títulos, além de inéditos no festival, devem ter até 25 minutos e terem sido realizados a partir de 2009.

Este ano, o tema da Goiânia Mostra Curtas é o aniversário de dez anos do festival. Como em todos os anos, o tema eleito pela direção do festival vai pautar debates, oficinas, seminário e mostra especiais não-competitivas – Curta Mostra Especial 10 Anos (principal), Curta Mostra Goiás Especial 10 Anos e Curta Mostra Cinema nos Bairros Especial 10 Anos – que trarão um retrospecto das produções de destaque na década exibidas na tela grande do festival, de 2001 a 2009. A Curta Mostra Cinema nos Bairros Especial 10 Anos elegerá, por júri popular, melhor filme já exibido nas praças de Goiânia nesse período.

E não é que o site “porcalhão” rondoniaovivo se manifestou ?

É incrível a cara de pau dos sujeitos !

Levam uma canelada à la Costa do Marfim e chamam de “picuinha” ! Vocês levaram foi uma porrada mesmo, rapá . Mas este pessoal , além de porcalhão, é mentiroso (já foi provado com um Direito de Resposta goela abaixo) e incompetente porque nem  lê nem o que publica. Tentaram uma enquete fajuta e o resultado, segundo o jornalista Nelson Townes, foi que “o rabo roeu o cachorro” ! Quá .

Depois, vem querer meter o pau no IPHAN e em mim pessoalmente (raivinha…) e lá no meio do próprio saite de fo-foca tem um manifesto sobre o Museu da EFMM em Guajará-Mirim que desmente tudo que o sujeito escreve !

Deuzulivre , mermão.

Companheiro, lê o teu saite e depois se mete a escrever, fica menos ridículo. Vai lá, prá te ajudar a página é http://www.rondoniaovivo.com/news.php?news=63579 .

Lá você lerá coisas como “Desde 2004 existem recursos (originalmente R$ 800 mil) de um Contrato de repasse, via Caixa Econômica Federal, entre o Governo Federal (MinTur) e o Governo do Estado de Rondônia (SETUR),destinado à reforma do complexo da EFMM, em Guajará-Mirim” .  Ou “O então, Gov. Ivo Cassol foi cobrado publicamente pelos Amigos do Museu durante o 9º Encontro dos Filhos e Amigos de Guajará, em novembro de 2009. Ele prometeu agilidade no processo. Este não caminhou muito, em que pese a demonstração de apoio de Sua Excelência. O Governo do Estado não consegue publicar o edital desde então. A explicação dos técnicos da SETUR gira em torno de falta de documentação, renovação de licença ambiental e até adequação orçamentária da Planilha correspondente.”

Como o recurso alocado é para o  Estado, lá vai uma nova matéria do próprio site. Ajudo de novo. http://www.rondoniaovivo.com/news.php?news=63952

“Segundo o superintendente da Setur, Heitor Costa, que assumiu a pasta há menos de um mês, disse que tem trabalhado no projeto, que se encontra na Superintendência Estadual de Licitações de Rondônia (Supel), e deve ser licitado no próximo dia 25 deste mês. “Estamos correndo contra o tempo, pois em virtude da legislação eleitoral nenhuma obra poderá ser iniciada depois do dia 2 de julho”, informou.
O superintendente da Setur disse ainda que o projeto foi aprovado pela Caixa Econômica Federal, e o recurso na ordem de R$ 1 milhão está na conta, sendo que R$ 595 mil é de repasse do Ministério do Turismo e R$ 219 mil contrapartida do Governo do Estado. Heitor Costa explicou também que o recurso está aplicado e só de juros rendeu mais de R$ 180 mil.”

Só que isto vai atacar o padrinho Cassol , e como diria o “Dunga” , o saite é “cagão” para essas coisas e não vai querer dizer que o Estado e seu ex-governador endeusado pelo saite não honrou seu compromisso em plena campanha pré-eleitoral e não licitou a obra de recuperação do museu, apesar de ter o dinheiro depositado na Caixa Econômica Federal.

Prefere atacar gratuitamente o IPHAN achando que com isto vai atingir o Pref. Roberto Sobrinho, que em certa ocasião bateu o brim do “jornalista” .

Poderiam ao menos entrevistar o Sec de Cultura de Guajará-Mirim, Dayan Saldanha , ou o Prefeito Atalíbio Pegorini para perguntar sobre a ação do IPHAN na questão. Só que , certamente o que eles diriam não iria agradar à vontade nefasta de denegrir a minha pessoa e o IPHAN.  Mas que tal criar um pouquinho de coragem e ligar para eles ? Eles estão mais disponíveis e fáceis de achar que o tal “caminhão-baú” incendiado.

Mas tenho que reconhecer um elogio, feito ao final da matéria. Este blog “Beto Bertagna a 24 quadros” é atualizado e muito bem informado. Reconheço e agradeço, também em nome de todos os colaboradores que contribuem para este sucesso, que a cada dia mais conquista leitores qualificados e formadores de opinião deste Estado, do Acre e do restante Norte do Brasil.

Não é fácil receber elogio público de um inimigo descarado e falso.

E quanto à sugestão de o IPHAN nacional monitorar o blog não é preciso.

Já existe um link no portal oficial  do órgão para que os mais de 100.000 internautas que se preocupam verdadeiramente com patrimônio cultural também acessem  este humilde, porém muito honesto , blog.

Não escondam o rabinho torto entre as pernas. Venham com a tréplica para apanhar mais ou  vão se roçar em 3 milhões de ostras.

Festa do Divino Espírito Santo no Vale do Guaporé, Rondônia , Brasil

A Festa do Divino Espírito Santo no Vale do Guaporé , na fronteira de Rondônia com a Bolívia, é uma das maiores, senão a maior, manifestação do Patrimônio Imaterial da região. A Irmandade fez o pedido de Registro como Patrimônio Cultural Brasileiro  junto ao IPHAN.  O Batelão conduzindo os símbolos sagrados do Divino chegou a Remanso, Bolívia nesta terça-feira, dia 18 de maio, às 4 da tarde. Enquanto durar a festa, que vai até o domingo, dia 23 de maio deixaremos este vídeo na primeira página.

Um forte para ser respeitado II

O trabalho minucioso dos arqueólogos, para identificar o local em que cada objeto é encontrado. Por exigência do IPHAN os arqueólogos dividem o sítio em quadrantes de 2 m por 2 metros.

O material recolhido,que ficará sob a guarda do Exército Brasileiro mostra evidência da integração dos militares com a população da região. Foram encontradas “louças europeias misturadas com cerâmicas nativas”, segundo relata Fernando Marques, um dos arqueólogos contratados pelo IPHAN para desenvolver o estudo na secular fortaleza situada em Costa Marques, a cerca de 800 km de Porto Velho, na fronteira de Rondônia com a Bolívia.

“Dentro do espaço do forte havia capela, hospital, boticário, costureiros. E, ao lado dele, foram surgindo comunidades”, descreve o arqueólogo. Segundo ele, suas instalações permitiam dar abrigo a cem soldados.

Já foram encontradas mais de 40.000 peças como botões, insígnias militares, restos de faiança portuguesa, garrafas de cerveja e outros objetos.

O estudo continua em 2010, quando será pesquisada a casa do capitão-general e a capela.

É a primeira vez que a admirável fortaleza que empresta seu símbolo para o brazão de Rondônia é pesquisada e tem uma intervenção protecionista desta forma.

Sou o Superintendente do IPHAN em Rondônia e acredito firmemente que é o Patrimônio Cultural Brasileiro que está em jogo.

Rondônia ganha um salto gigantesco no conhecimento da sua memória , do seu passado e da sua história.

Tenho certeza de que a sociedade científica e sua massa crítica, que não se interessa  por “diz que me disse, fofocas políticas e fuxicos” agradece.

Mais notícias e informações nos próximos posts. Tem muita coisa legal prá conhecer…

40.000 objetos já foram encontrados, num , modéstia à parte, brilhante trabalho de pesquisa científica da Superintendência do IPHAN em Rondônia.