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O Clássico ( via Cotidiano e Outras Drogas)

Para os adolescentes de Ramos, nada era mais importante do que o campeonato de futebol entre as ruas. A Libertadores leopoldinense do asfalto, que atraía olheiros do Olaria, Bonsucesso, Madureira entre outros times pequenos e charmosos da cidade, mexia com o bairro e todos os seus habitantes.

Os jogos não aconteciam em campinhos, mas nas ruas, que eram fechadas para partidas entre os times, todos devidamente uniformizados. Quatorze ruas disputavam um torneio dos mais competitivos da região, com regras, rivalidades e premiações.

Só podiam jogar aqueles que tinham até 18 anos, embora de vez em quando aparecesse alguém que jurava ter nascido em 29 de fevereiro e fazia a contagem de idade de 4 em 4 anos. Mesmo assim, poucos casos de gato eram descobertos.

As traves, especialmente para esta ocasião, eram idênticas às traves da várzea, substituindo as tradicionais balizas de chinelo para evitar – ou melhor, diminuir – a polêmica.

Além disso, cada rua virava um alçapão particular. A “altitude” de uma delas, com sua ladeira que cansava o adversário no segundo tempo, quando ele invariavelmente atacava subindo – a “mística” do sorteio da moedinha, nunca descoberta.

O piso de paralelepípedos de outra, que se tornava um tormento para os adversários, tal a quantidade de desvios que a bola tomava antes de chegar ao gol; o asfalto abrasivo e chapiscado de outra, que deixava os pés com bolha de sangue, e por aí vai.

É importante ressaltar que, neste campeonato, poucos jogavam de tênis. O lance era o futebol moleque, pé descalço, toco y me voy. Tênis, assim como futebol-arte, escanteio curto, amor platônico e coração aberto, era coisa de menino criado com avó, que soltava pipa no ventilador e jogava bola de gude no carpete.

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Força, campeão ! Ricardo Gomes vai continuar em coma por 72 horas (via Blog do Mario Marcos )

Só dentro de 72 horas os médicos terão uma noção clara se o técnico Ricardo Gomes terá sequelas irreversíveis depois do Acidente Vascular Hemorrágico que sofreu na tarde de domingo, durante o jogo entre Vasco e Flamengo. Até lá, ele ficará em coma induzido para que o edema diminua. A situação do técnico melhorou um pouco, mas ainda é muito grande, segundo os especialistas.  … Blog do Mario Marcos


Os novos Joões (via Boteco do Arantes)

Na década de 1950, quando o futebol ainda era jogado por seres humanos levemente barrigudos, com defeitos, sem assessores de imprensa e com pernas tortas, Garrincha inventou o “João”. João era qualquer um que marcasse o camisa 7 do Botafogo e da seleção brasileira. João era todo mundo e era ninguém. Um dia era Zezinho, do São Cristóvão, pela terceira rodada do campeonato da Guanabara; noutro era Ladislav Novak, da Tchecoslováquia, na final da Copa do Mundo. João era o complemento perfeito de Garrincha, o coadjuvante que fazia brilhar o jogador brasileiro mais brasileiro que o futebol conheceu.… Read More via Boteco do Arantes

O bom, o mau e o feio (via Boteco do Arantes)

Pra começo de conversa: não sou adepto da modinha uruguaia do futebol. Não acho que Forlán tenha sido o melhor jogador da última Copa, não vejo Muslera muito melhor do que Wellerson, ex-Fluminense e defino Lugano com uma frase da qual muito me orgulho: o melhor jogador ruim do mundo.

Mas, com todas as limitações e preconceitos que impus ao time de Oscar Tabárez, não me cego para as qualidades. Qualidades, sim, no plural. A principal delas, mãe de todas as outras, é completamente subjetiva, totalmente pessoal e talvez até facilmente contestável: o Uruguai emociona.

E quem já passeou pelos textos antigos sabe que eu troco qualquer título de campeão pica das galáxias por três minutos em pé, com os olhos brilhando e os cabelos do braço arrepiados. … Read More via Boteco do Arantes