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Doenças Tropicais : Rio Madeira recebe as cinzas do pesquisador Luiz Hildebrando

Por Alexandre Almeida

O Ipepatro (Instituto de Pesquisas em Patologias Tropicais de Rondônia) realizou na tarde do último domingo (16) a solenidade de entrega das cinzas do professor Luiz Hildebrando Pereira da Silva, que faleceu em setembro do ano passado. O evento ocorreu na sede da Fiocruz Rondônia, em Porto Velho.

A solenidade foi conduzida pelo diretor do Cepem (Centro de Pesquisa em Medicina Tropical), Mauro Tada, juntamente com os filhos do homenageado: Luiz Awazu e Sônia, os quais relembraram a trajetória do pesquisador Luiz Hildebrando no período em que desenvolveu seu trabalho no Estado de Rondônia. Ainda na oportunidade, Luiz Awazu doou à Fiocruz Rondônia a placa em homenagem ao pai, que foi entregue durante a realização da 67ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) em São Carlos (SP).

Para Mauro Tada, o professor Luiz Hildebrando sempre exerceu seu trabalho com metas. “Ele foi e hoje ele retorna, pois temos que seguir aquilo que ele plantou”, destacou. Já Luiz Awazu Pereira da Silva agradeceu a atenção de todos. “Vou sentir falta do amigo, não só da relação de pai para filho, mas também de amizade e isso é o que faz falta. Temos que olhar para frente e fazer com que a vida avance”, acrescentou.

O vice-diretor de Serviços de Saúde e Pesquisa Clínica da Fiocruz Rondônia, Juan Miguel Villalobos Salcedo, declarou se sentir honrado por ser um herdeiro do professor. “Vamos em frente, vamos fazer juntos e encamparmos isso com coragem, com vontade de continuarmos. Ele nos deixou aquela semente e aquela honestidade da forma como ele sempre se expressava”, frisou.

“Ele transmitiu a oportunidade de dar espaço a outras pessoas”, destacou a pesquisadora Najla Benevides Matos. “Foi um exemplo de seriedade, honestidade e caráter. Uma pessoa que dizia o que estava pensando”, relembrou a vice-diretora de Ensino, Informação e Comunicação da Fiocruz Rondônia, Carla Freira Celedonio Fernandes.

“Foi um dos maiores articuladores para esta fundação de pesquisa (FAPERO). Sabemos que ele vai estar nos apoiando espiritualmente. Deixou uma herança científica importantíssima”, finalizou o diretor científico da Fapero (Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia).

No final da tarde, parte das cinzas foram despejadas por seus filhos no Rio Madeira durante um passeio de lancha.