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Ziriguidópolis (via Cotidiano e Outras Drogas)

Este texto é uma obra de ficção baseada em fatos surreais. Qualquer semelhança é mera coincidência.

O Atlético Ziriguidópolis terminou o ano passado como quinto colocado no campeonato de Roraima. Quando todos os atletas já estavam de férias, chegou a notícia que o campeão e os outros times mais bem colocados tinham desistido de participar da Taça São Paulo, e o“Ziriga” foi convidado. O presidente aceitou o convite, e o time teria de se apresentar imediatamente.

Agripino Augusto da Silva Santos, o Fuinha, era o presidente do Clube Atlético Ziriguidópolis. Um dos fundadores do time, que nasceu num bairro da periferia da Boa Vista, através de imigrantes de Minas Gerais apaixonados por samba, em 1971.

O nome Atlético veio por causa do Galo campeão brasileiro; as cores azul e verde, por causa de Cruzeiro e América; o nome Ziriguidópolis é em homenagem a Sargentelli, e o mascote, uma mulata passista, também remete ao samba.

Depois do convite inesperado, Fuinha chamou seu treinador e braço-direito, Melão, para traçarem os planos para o torneio. Cláudio da Silva foi apelidado assim porque tem a boca torta, lembrando a personagem de Don Lázaro Venturini em uma novela global dos anos 80 – “Eu prefiro Melão”, dizia Lima Duarte, vestindo o papel.

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De tecnologia, internet, violões e outras ligações sinápticas (via bhumanas)

Violão na mão, pronto para deleitar seus comparsas com poderosas melodias extraídas das maceradas cordas de seu instrumento predileto e, que droga! a viola desafina. Sem problema: corra para o telefone fixo de mesa, coloque-o no ouvido e aperte as teclas 1, 4 ou 7, cujos sons correspondem aproximadamente à nota MI. O Sr. Google me falou que dá certo. Se tiver smarthphone, é mais viável baixar aplicativos de afinação, além de outros de bateria, efeitos, metrônomo e o escambau. É para isso que nos serve a tecnologia: explorar as possibilidades de agilizar a vida.

É mentira dizer que a tecnologia nos economiza tempo, caso contrário não seríamos tão absorvidos por ela, ou trabalharíamos menos horas por dia, deixando-a fazer todo o resto. Computadores, processadores, smarthphones e afins tornam o cotidiano mais dinâmico, otimizando seu tempo ou preenchendo-o simplesmente. E olha que não há demonização nenhuma aqui: se quiser responder o mail de trabalho às duas da madrugada, azar seu. Comentar as postagens dos amigos antes de dormir ou ao acordar, ao invés de estudar, é uma opção, não necessidade. Então é “necessário” eu ter um smarthphone? –  perguntam alguns que se proclamam analfabetos de pai e mãe no mundo tecnológico. É necessário se quiser que seja.

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