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A espetacular Estrada de Ferro Madeira-Mamoré , Patrimônio Cultural da Humanidade

Por Ricardo Leite

Vivemos um momento histórico da civilização humana de valorização crescente daquilo que se convencionou ser patrimônio de todos habitantes do planeta Terra, como o meio ambiente sadio, a dignidade humana e seus direitos básicos, as conquistas da medicina e, também, a cultura, especialmente por suas manifestações materiais e imateriais autênticas e de valor excepcional universal. São bens e valores que não pertencem apenas a uma nação, a um país, mas a todos nós, habitantes do planeta, sejamos americanos, japoneses, mexicanos, russos, angolanos, chineses, ingleses, ou brasileiros de Rondônia. E por isso, esses bens universalmente valiosos devem ser socializados, valorizados e protegidos.

A espetacular Estrada de Ferro Madeira Mamoré (EFMM), desde sua épica construção multinacional, com representantes de quase metade das nacionalidades existentes no mundo da época, é, na prática, um patrimônio da humanidade, sob administração brasileira e, especialmente, rondoniense. Apenas por esse fato, é justo e necessário ser reconhecida e incluída na lista oficial da Unesco, Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, órgão da ONU, Organizações das Nações Unidas. Mas a EFMM atende também a outros requisitos exigidos.

A inclusão na honrosa listagem de pouco mais de 900 bens – e apenas 19 brasileiros, não é uma mera anotação ou inventário burocrático. É, a rigor, um título de valor inestimável, com consequências palpáveis, como vizibilidade planetária positiva automática, inclusão imediata em rotas turísticas internacionais, apoio financeiro multinacional e proteção internacional permanente. É um título que não há dinheiro que pague, capaz de gerar empregos e renda, num ciclo virtuoso do turismo cultural.

Leia aqui  o artigo completo em PDF >  A ESPETACULAR ESTRADA DE FERRO MADEIRA MAMORÉ

No ano do centenário da EFMM , Marinha do Brasil analisa devolver à população de Porto Velho o Galpão nº 3

Hoje, dia 1º de fevereiro, às 10h, na Câmara de Conciliação da Administração Federal, órgão da AGU (Advocacia Geral da União), o destino do Galpão 3 do pátio ferroviário da EFMM, em Porto Velho, capital de Rondônia começou a ser traçado. Governo do Estado de Rondônia, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Prefeitura de Porto Velho, Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual, SPU, ONGs, historiadores e sociedade civil desejam a volta do  Galpão 3  à EFMM, para restauração  e reincorporação ao complexo ferroviário. Foi disponibilizado à Marinha do Brasil um outro local para a construção da Capitania dos Portos, bem mais adequado e que permitirá a expansão da Capitania diante do contexto de grandeza que ela representará para a região. No galpão 3 ela ficaria “engessada” diante das diversas normas de proteção patrimonial. No ano do centenário da EFMM, é uma grande conquista para a população de Porto Velho e turistas , que poderão circular livremente por toda a área do Complexo Ferroviário.

Notícia foi dada "ao vivo" na TV Rondônia

Notícia foi dada "ao vivo" na TV Rondônia, afiliada da Rede Globo de Televisão.