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Cardume

Por Alberto Lins Caldas

tenho lido e relido os poemas de
carlos moreira nesses quase últimos
vinte anos com alegria e profunda
curiosidade, com atenção e espanto.
cada poema e cada livro. cada ritmo
e cada mirada.
o pensamento devastando com gula o
mundo e impondo seu silêncio e
degustando seu silêncio próprio.
e agora “cardume”.
é preciso viver plenamente no futuro
pra avaliar a grandeza desse livro, de
cada inflexão dele, de cada passo
dado na construção de uma obra
poética realmente única e
maravilhosa. obra onde não apenas o
mundo do poema, mas todos os
mundos são devidamente
enfrentados.
sem maneirismos, sem regionalismos,
sem a pequena mania dos poetinhas,
dos cronistas travestidos de poetas
(praticamente todos os “poetas
brasileiros”) desse tempo deserto
demais pra os q vivem de criar vida.
e carlos moreira enfrenta todos os
desertos com a beleza e com a
essência do poema, q sempre foi e é
o pensamento e não a beleza.
e por um milagre ele também cria, a
cada inflexão, beleza sobre beleza,
beleza q desliza, q canta, q sussurra,
q se levanta, q se indigna, q luta, q
dorme e acorda e se assusta.
a grande marca, a grande diferença é
essa potência posta em andamento
tendo um corpo como suporte e como
perspectivas a guerra contra um
mundo “fascista”, triturador. daí porq
sua linhagem não é “desta terra”,
nem “dessas raízes”, mas é aqui seu
campo de batalha. entre os q lutam
com ele. esses poemas exigem
cúmplices, jamais “leitores”, exige
amantes e guerrilheiros, jamais
amadores.

O “Cardume” vem aí

Lançamento na terça que vem, 17 de setembro, às 19:30h, na Casa das Rosas, av. Paulista, 37. Na sexta, 20, o lançamento será na Casa de Farinha, em São Miguel Paulista, às 20h. E no sábado, no Cemitério de Automóveis, às 20h.

Viagem de cores e sonhos

O livro “Viagem de cores e sonhos”, editado por Jurandir Costa e Fernanda Kopanakis, será lançado hoje durante a abertura do Festcineamazônia, no Teatro Banzeiros, em Porto Velho. Trata-se de um documentário fotográfico, histórico e literário da mostra itinerante do festival, que percorre capitais brasileiras, cidades e povoados da Amazônia, além de países Latino-americanos, África e Portugal.

O livro faz parte de um convênio do Instituto Madeira Vivo (IMV) com o Ministério da Cultura através de emenda parlamentar do então deputado Eduardo Valverde. Para a edição os diretores buscaram talentos como o ilustrador Manuel Gibajas (Peru), o designer Renato Monteiro de Carvalho, e a inspiração poética de Carlos Moreira, que consegue dar palavras para a expressão da vida sem redundância com as imagens.

No acervo estão fotografias de treze autores que integraram as equipes ao longo das viagens. As imagens registram os mais de 60 mil quilômetros percorridos, levando cinema e vídeo ambiental aos distintos lugares. A mostra itinerante do Festcineamazônia integra o cinema com música, artes circenses, poesia e estimula a criação e o debate sobre a temática ambiental tendo sempre o homem como o centro do meio em que vive.