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Tribo Arco-íris

Por Rúbia Luz, texto e fotos

“Em algum lugar, pra relaxar
Eu vou pedir pros anjos cantarem por mim
Pra quem tem fé
A vida nunca tem fim
Não tem fim
É”

Meu amado vive agora uma vida eterna e, pensando em retomar nossos caminhos, eu decidi dar continuidade aos nossos sonhos. Não sei ao certo como o farei nem quando. Vou precisar fazer ajustes e tudo é ainda indefinido. O fato é que retomarei o blog e as caminhadas, como uma maneira de homenageá-lo e de manter sua alegria comigo e em mim! Enquanto espero com temperança, resolvi passear nos lugares onde gostávamos de ir e de concluir a mostra de lugares que, por alguma razão nós não conseguimos.

Falar sobre a Tribo Arco-íris aconteceu por meio de uma daquelas coincidências da vida que me fez despertar. Ocorre que meu primogênito, Calil, resolveu dar-se um  tempo sabático  e aportou pelas paragens do lago Cujubim, naquela comunidade alternativa. Nós já havíamos falado dela e mostrado um pouco em  “Furo do Candeias e Lago Cujubim”, mas com quase nada de informações. Com a ida de meu filho para lá, eu pude passar mais tempo com eles e pedir permissão para revelar um pouco mais do lugar e desse modo de vida.

O Lugar

Paisagem da janela lateral, do quarto de dormir…

Geograficamente,  a Tribo Arco-íris  fica na direção leste do Município de Porto Velho- RO, área rural, pela Estrada da Penal, próxima a localidade do baixo-madeira conhecida como Cujubim-grande, mais precisamente em frente ao lago Cujubim. O lago é  protegido pelos moradores  do entorno contra a pesca predatória e a favor da preservação da floresta.  Há poucas informações disponíveis sobre a Tribo Arco-íris nos veículos de pesquisa.  Apesar disso, trata-se de uma comunidade muito conhecida entre os viajantes e mochileiros de vários países.

Sua existência e informações são passadas no “boca-a-boca” e, via de regra, os viajantes descobrem a localização por meio de um outro que já esteve ou se encontra por lá. A distância é significativa  e não há placa indicativa. Ainda assim, pessoas do mundo inteiro passam por lá e por lá ficam o tempo que desejam, numa comunhão e conexão que transpõem as barreiras da língua, das culturas distintas e  da diversidade humana. É um lugar com poucos recursos materiais e abundante em recursos humanos e afetividade.

Quem são?

Os fundadores do lugar são uma família voltada para a espiritualidade,  que acredita e vivencia um modo de vida alternativo. Em relação a questão religiosa, são adeptos da doutrina do Santo Daime, com base cristã e crentes no reencarnacionismo, tendo como ritual o uso do chá de  mesmo nome. No que se refere ao modo de vida, defendem uma vida simples, com muita liberdade, respeito e partilha, sem preocupações com o consumo.

Pai Jackson

Valéria

Capitão América e… a liga da justiça?

Cláudia

Deste modo, aceitam a presença de pessoas  que ali desejam estar pelo tempo que pretendam ficar, bastando para isso que contribuam com a limpeza e organização do lugar, bem como com a compra de alimentos que são todos repartidos. Em geral, as pessoas se cotizam, compram os alimentos e lá preparam e partilham. Aliás, como ainda não são autossustentáveis (ainda – eles frisam), este é um quesito de suma importância  para o bem estar de todos; É de todo desejável a participação na compra de alimentos.

Calil com mantimentos. Colaboração e partilha!

Gael, a maior beleza do sitio, segundo sua mãe!

A cozinha é um  espaço comum, de uso livre, bem como os outros espaços como lavanderia e banheiros também. Tudo é muito simples e rústico… Sendo privativas as barracas e as casas que eles mesmos constroem. Há energia elétrica, porém, não há internet nem televisores. Há um telefone, que poucas vezes é usado e há um lago em que todos se banham. Por vezes, ocorre de estarem coabitando cerca de cinquenta pessoas no local. Por vezes, bem menos… No entanto, a “superpopulação” é um problema devido a capacidade de suporte do local.

Onde todo mundo come, todo mundo lava os pratos.

Hora do almoço; Convidados ilustres!

Reencontro especial: Pai e filha não se viam a mais de ano….

Sereia

Totens

Outra  preocupação com a população tem a ver com os equívocos que alguns cometem ao se dirigirem para lá. Há equívocos de toda natureza; Gente que pensa ser uma comunidade LGBT, por conta do nome Arco-íris. Gente que pensa ser uma comunidade onde o uso de drogas é liberado ou, ainda, que, por haver liberdade haja também permissividade. Por isso,  é importante ressaltar: É permanentemente proibido o consumo de álcool no local, o uso de drogas sintéticas e o consumo de carne vermelha. Em ocasiões que antecedem os rituais do chá, há também uma dieta sexual a ser seguida para os participantes da fé ali professada.

Barracão de preparação do Chá.

Estar ali, voltado para a espiritualidade não é obrigatório. Obrigatório, lá, é o respeito ao outro, a natureza e a vida! Ninguém precisa concordar com tudo mas o amor e a harmonia são cuidadosamente mantidos, como uma frequência em que todos  devem estar  sintonizados. Aqueles que, por alguma razão, não estão na mesma frequência, procuram por si outros caminhos. Assim me foi esclarecido.

“Se você não aceita o conselho, te respeito

Resolveu seguir, ir atrás, cara e coragem

Só que você sai em desvantagem se você não tem fé

Se você não tem fé”

O nome

Quando disseram a mim  sobre o equívoco causado pelo nome do lugar eu os questionei sobre a razão de se chamar “Arco-íris”. Me foi dito que resultou de um conjunto de fatores: O primeiro e  mais importante é religioso. Tem a ver com o “Arco da eterna aliança” de Deus para com os homens. O segundo e não menos importante motivo é que a representação das  cores revela uma aceitação e união de pessoas de todas as nações.

Por fim,  o nome se dá, também, devido a um fenômeno que ocorre com frequência no Lago que é o surgimento de arco-íris, por vezes a presença de três arcos até,  por conta da pluviosidade do lago e da refração da luz. Creio que este fenômeno deva  ocorrer  com mais frequência nos períodos chuvosos, onde a umidade relativa do ar chega a ultrapassar 88%. Enfim, lamentei não ter visto e fotografado essa lindeza!

O funcionamento

O modo como tudo acontece e vai se desenvolvendo, ali, tem relação direta e congruente com a forma de pensar a vida e a existência dos  fundadores do lugar. A primeira vista me pareceu confuso e um tanto inusitado, pois as pessoas vão chegando sem convite prévio, se apresentando e lá permanecessem o tempo que desejarem, com crianças, bichos de estimação como cachorros, gatos e até peixinhos. Alguns levam suas barracas, outros constroem suas casas  e  convivem de uma maneira curiosa.

Acolhida: Sejam bem-vindos!

Ela está erguendo seu lar; Amazona!

Panter, se sentindo selvagem!

Guaraná foi achado na rua, muito doente, e foi adotado.

Clara Luz estava só de visita

As normas, que citei à cima, são repassadas pelo idealizador do lugar Jackson, a quem as pessoas se referem carinhosamente como “pai”. Leva-se em consideração o nível de consciência e de evolução espiritual de cada um. Assim, ao mesmo passo que algumas pessoas chegam  e desenvolvem projetos de melhoria do lugar, constroem hortas e colaboram com ideias de permacultura, outras pessoas não possuem a mesma consciência e são menos colaborativas.

Espinafre, para dar força!

Apesar das dificuldades que existem, eles resistem! Adotaram esse modo de vida há mais de vinte anos e não se arrependem. O meu olhar, mais estranho que o olhar dos estrangeiros que ali se encontram, poderia encontrar pontos frágeis desse modo de viver. Mas, daí eu me questiono: “Para quê?”.  Olho ao meu redor e vejo pessoas sorridentes, crianças brincando livremente, vejo amizade, respeito e penso em como posso colaborar. Pensei  que fazer uma postagem esclarecedora poderia ser bom para os que ali se encontram e para os que desejam lá estar. Espero ser útil!“Te mostro um trecho, uma passagem de um livro antigo

Pra  te mostrar que a vida é linda

Dura, sofrida, carente em qualquer continente

Mas, boa de se viver em qualquer lugar, é”

Consumo x liberdade

Há tempos eu venho desacelerando a vida, adotando um modelo de vida menos consumista e, de certo modo, até minimalista. Há uns quinze anos eu adotei  a ideia de ter pra mim o necessário e o suficiente. Isto porque eu tenho a nítida impressão de que o consumo se mantém sobre o prisma de falsas premissas; Ver como necessário o que não é.  Achar tudo insuficiente, ou seja, é preciso sempre mais. Trabalhar incessantemente para consumir e se ver consumido…

Essa dona Aranha não sobre paredes… Nem a chuva derruba.

No entanto, aquelas pessoas que ali vivem e que por ali tem passado, me revelam um desapego ainda maior e uma liberdade admirável; Os idealizadores da Tribo abriram mão, com alegria, de uma vida considerada confortável na cidade, de empregos invejáveis e decidiram estar conectados à natureza e ao sagrado, longe do consumo e de padrões de comportamento pré-estabelecidos. Demonstram enorme prazer na harmonia e contentamento na partilha. Suas riquezas vem da experiência com outro e do sagrado em cada um.

As pessoas que por ali tem passado tem algo muito semelhante; Converso com vários deles e descubro que se tratam de ex-funcionários públicos concursados ou profissionais liberais; professores, contadores, psicólogos, sociólogos, jornalistas… Eles escolheram viver assim. Não se trata de falta de alternativa, mas de pura volição! Optaram por seus modos de vida não por preguiça de trabalhar, mas por pensarem o trabalho e o consumo de modo diferente do senso comum.

Acreditem: Eles trabalham muito! Aqueles que vivem de artesanato passam horas do seu dia a confeccionar seus produtos. Fazem-no com satisfação por longas horas e com a maior destreza possível, procurando realizar um produto com excelência. Mãos habilidosas na confecção de bonitezas. Os que decidiram oferecer entretenimento como mão de obra, treinam incansavelmente para executar sua arte para uma plateia, muitas vezes, angustiada e apressada, contida em carros, parada em seus semáforos. Malabaristas na vida,  treinam com afinco a arte de manter tudo em movimento e em suspensão, tornando o tempo de espera mais leve.

De um lado, vejo a coragem daqueles que enfrentam o julgamento e olhares curiosos por terem decidido viver em uma localidade distante, com poucos recursos, na contra-mão do que é pregado e exaltado em nosso modo de vida secular, e vivendo uma espiritualidade acolhedora. De outro lado, vejo aqueles que tem a coragem de se lançar ao mundo com suas mochilas nas costas, de  abrirem mão de seus confortos,  de suas pátrias maternas e se  tornaram consumidores de vivências, trocadores de experiências.

O aprendizado

Somos todos aprendizes na vida… Creio eu que estamos aqui, neste plano, para aprendermos a amar, posto que amar é o grande mandamento da minha fé. Por isso mesmo é que procuro olhar e ouvir sem julgamentos. Isto nem sempre é fácil. Não é tão simples despir-nos de conceitos pré concebidos quando as nossas crenças são confrontadas por  realidades diferentes.

Não raro, é comum o desejo de afastar aquilo que causa desconforto e evitar o que causa angústia por ser desconhecido. No entanto, agir de forma defensiva ou reativa nos atrofia a alma. Está  escrito: “Examinai tudo. Retende o que é bom.” ( 1 Talonissenses 5;21). Eu examino aquele modo de vida e fico com o que acho bom;  Jovens estrangeiros, em sua maioria, lançaram-se ao mundo e encontram acolhimento e espiritualidade. Pessoas, em busca de si, encontram aceitação e respeito. Ali, o foco da vida é lançado sobre as soluções e não sobre os problemas…

Talvez, este seja o mais interessante aprendizado que tiro do meu pouco convívio com aquelas pessoas e do seu modo de vida: Concentrar meu pensamento em busca de resoluções e não ficar gastando energia a remoer problemas. Essa bela maneira de ver as coisas me foi descrita por Calil, quando em uma conversa solta e tranquila, ele me relatou o que vem aprendendo com aquele jeito de viver. Gostei! Eu tenho pensado assim, mas ver isto em movimento é animador!

Outra coisa boa e curiosa que observei nas horas em que passamos juntos foi que essas horas são lentas… Engraçado como o dia lá parece longo e denso… Talvez porque não hajam distrações como televisões, computadores e celulares, a vida é tranquila como aquele grande lago.  Uma música instrumental fica tocando suavemente, as crianças brincando  pelo imenso quintal, gente namorando, gente conversando, gente rindo, gente por inteiro no aqui e agora, gente sendo gente

Conclusão

“Vossos filhos não são vossos filhos. são filhos e filhas da ânsia por si mesma” Gibran

Contei, no início da postagem, que meu amado filho decidiu aportar por aquelas paragens e isso oportunizou a minha estadia mais prolongada com a Tribo. Antes disso, porém, as pessoas que me conhecem e que tomaram conhecimento dessa escolha – Temporária?- de Calil me questionavam sobre o modo de vida dos meus filhos. Sim, Caio também vive uma vida alternativa, produz artesanatos e também já pegou a estrada…

Conviver com escolhas alternativas de vida é, antes de tudo, uma questão de respeito pelo livre-arbítrio: Foi Deus quem deu… Quem somos nós para desejar impedir, conter ou modificar? Aceitar o outro pelo que escolhe ser – ou estar- é a expressão mais profunda do amor que decidimos conscientemente viver, ao meu ver.  Eu os amo e os admiro por suas coragens e determinações. E, claro, não espero que todos concordem comigo! Amo pessoas que discordam, também. Discordância é cabível, aceitável e desejável, desde que seja respeitosa!

Na tentativa vã e pretensiosa de buscar uma definição para esse modo de vida eu perguntei ao meu filho: “São hippies?” e ele me disse: “Não…”. Insisti: “ São hipster?”. “Não tem rótulo, mãe…”- Ele me respondeu pacientemente. Depois de muito pensar, disse a ele que havia encontrado uma definição que os agradaria: “ São livres!”. Eles concordaram!  Isso me fez lembrar Cervantes: ” A liberdade é um dos dons mais preciosos que o céu deu aos homens. Nada a iguala, nem tesouros que a terra encerra no seu seio, nem os que o mar guarda nos seus abismos. Pela liberdade, tanto quanto pela honra, pode e deve aventurar-se a vida”

“Volte a brilhar, volte a brilhar

Um vinho, um pão e uma reza

Uma lua e um sol, sua vida, portas abertas”

Anjos (Para quem tem fé) – O Rappa

NR: Sempre tive vontade de escrever sobre a comunidade Arco Íris, mas apesar de conhecer a Tribo, achava que me faltava o embasamento necessário para exprimir tudoque vivi, vi  e senti por lá. Daí me chega às mãos (aos olhos) esse impressionante e avasssalador relato da Rúbia Luz, desmistificando as bobagens de gente que nunca chegou perto mas que adora opinar sem conhecimento, sem mostrar as verdadeiras faces de uma experiência que vai na contra-mão da loucura que se vê no mundo moderno… Pedi licença à Rúbia para reproduzir o texto e suas belas fotos. Resposta dela : “Suas palavras me dão força para continuar escrevendo sobre o que eu acredito.” Resolvi então seguir com a máxima fidelidade o teor do seu post, respeitando inclusive a edição pessoal que Rubia fez do texto, fotos e diagramação.  O seu querido Pasin, onde estiver, com certeza irá gostar…

B. Bertagna

Site americano lista ‘lições’ do Brasil para se viver bem

foto : Valéria del Cueto

Uma coluna do site The Huffington Post desta semana dedicou algumas honras ao Brasil. No artigo, o veículo lista as maiores lições que o Brasil pode ensinar ao mundo sobre qualidade de vida: para viver bem, feliz e de maneira saudável.

Alguns leitores criticaram o otimismo do artigo, enquanto outros disseram que “é reconfortante ter notícias positivas sobre o Brasil no Huffington Post”, já que foram publicadas diversas notícias negativas sobre o país no veículo.

Confira a seguir a lista elaborada pelo site:

Felicidade é uma prioridade

Em janeiro, a Fundação Getúlio Vargas anunciou a criação de um indicador do bem-estar brasileiro. Num estudo conduzido pela mesma instituição, as mulheres brasileiras foram eleitas as mais felizes do mundo. E o Brasil foi considerado o país mais feliz do mundo entre os BRICs (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) – ou seja, os mais felizes entre os países com grandes desigualdades.

Comemoração é um modo de vida

O artigo lembra que os brasileiros são famosos pelo Carnaval, que seria a maior festa do País. Porém, ressalta que transformam qualquer ocasião em festa e demonstração de alegria. E dá os exemplos da Festa de São João e das comemorações de Réveillon.

Brasileiros se exercitam

O País tem a segunda maior indústria fitness do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, segundo o site. Também os esportes ao ar livre, como futebol, vôlei, capoeira e polo colocam o brasileiro para “suar”. O resultado? Os brasileiros que têm em torno de 30 anos pesam, em média, menos que os americanos.

“Jeitinho” brasileiro

O site diz que o “jeitinho brasileiro” é um atalho para se conseguir o que precisa e que o pensamento é frequente em nossa rotina. Ainda, o jeitinho seria uma maneira de lidar com a burocracia ineficiente e muitas vezes corrupta do País, de acordo com a publicação.

Casas de sucos

Esses bares vendem lanches, frituras e alguns doces, mas os sucos nutritivos, smoothies e saladas de frutas são as principais atrações, diz o site. O número de nutrientes das frutas da cultura indígena não tem paralelo no mundo, segundo a publicação.

Beleza da arquitetura

As belezas naturais como o Corcovado e as Cataratas do Iguaçu não impediram o País de criar uma rica tradição arquitetônica. Tradição esta popularizada com seu maior expoente, o arquiteto Oscar Niemeyer, que desenhou inclusive a capital do País, Brasília.

Diversidade

O Brasil é a segunda nação negra do mundo, segundo o crítico americano Henry Louis Gates Jr. Só fica atrás da Nigéria, “mas ninguém sabe disso”, diz o estudioso.

Cafezinho todo dia

No Brasil, o tempo pode ser medido em uma pequena xícara de espresso, diz o artigo. Cada brasileiro consome, em média, 5,8 kg de café por ano, o que pode trazer benefícios ao coração, pressão, evitar diabetes e até alguns tipos de câncer, segundo pesquisas recentes.

Desigualdade está diminuindo

A desigualdade social tem caído 2,2 % ao ano, segundo estudo da Universidade de São Paulo. Também o índice de pobreza da população diminui 7,9% em cada ano, superando metas mundiais.

Música

Samba, pagode, axé, forró, rap, funk, choro e bossa nova: o site elogia a diversidade de estilos musicais do País.

Acesso à praia é um direito civil

As praias no Brasil são democráticas, um espaço público, diz The Huffinton Post. O País tem a maior costa da América do Sul e uma das 16 maiores do mundo. Pesquisas relacionam viver no litoral a níveis mais elevados de saúde.

Famílias brasileiras ficam unidas

Por fim, o artigo diz que a união familiar continua forte entre os brasileiros, mesmo com as famílias cada vez menores.

fonte: The Huffington Post

Rússia vai oferecer ao Brasil co-produção do caça de quinta geração T-50

A delegação russa, chefiada pelo ministro da Defesa, Serguei Shoigu, realizará entre 14 e 17 de outubro visitas ao Peru e Brasil. Nas conversações está prevista discussão das questões de cooperação militar e técnico-militar.

“Nas negociações no Brasil, estamos prontos para oferecer não só a compra de aeronaves modernas acabadas como o Su-35, mas também a produção conjunta de modelos promissores de aviões como o T-50,” disse um dos integrantes da delegação.

O Su-35 é um caça super-manobrável multimissão de geração 4++, que satisfaz todas as exigências dos caças de 5ª geração, à exceção das tecnologias stealth.

O PAK FA T-50 é um caça russo multimissão de 5ª geração. A aeronave deve entrar em serviço da Força Aérea da Rússia em 2016.

O projeto do T-50, do Programa PAK-FA, já conta com a participação da Índia, que disponibilizou cerca de US$ 25 bilhões e espera obter a versão de exportação do T-50 até 2018.

A Força Aérea Russa (FAR) receberá os primeiros T-50 de produção em série este ano, e comprará pelo menos 70 aeronaves.

O caça traz toda uma série de inovações para minimizar sua visibilidade aos radares. E também novos materiais estruturais e revestimentos, inteligência artificial, e componentes de hardware que elevam a indústria aeronáutica russa a um patamar completamente novo.

Um dos destaques do T-50 são os novos polímeros de fibra de carbono, com peso duas vezes menor do que o alumínio e quatro vezes menor que o aço. Como mais de 70% do revestimento da aeronave é composto por novos materiais, o resultado é um avião quatro vezes mais leve que os construídos com material comum.

Além disso, o T-50 se destaca por uma visibilidade reduzida aos radares, ópticos e infravermelhos. A área efetiva da superfície refletora da aeronave é de 0,5 m2, enquanto a do Su-30MKI é de 20 m2. Isso significa que, no radar, o Su-30MKI aparece como um objeto metálico de 5 por 4 metros, enquanto o T-50 tem uma imagem 40 vezes menor.

Dezenas de sensores colocados ao longo da fuselagem permitem controlar a situação em torno da aeronave, e trocar informações, em tempo real, com serviços terrestres e dentro de um esquadrão. Se não bastasse, um “piloto automático” oferece ao piloto da aeronave várias opções de ação. O T-50 é capaz de decolar e pousar em uma pista de 300 a 400 metros de extensão.

O caça possui elevada capacidade de manobra e alto nível de monitoramento. Um radar de matriz ativa faseada instalado na aeronave permite ao piloto ver tudo o que acontece a uma distância de várias centenas de quilômetros, e acompanhar vários alvos aéreos e terrestres ao mesmo tempo.

O armamento é transportado dentro de compartimentos internos, como exige a tecnologia Stealth. Esses compartimentos podem acomodar até oito mísseis ar-ar do tipo R-77 ou duas bombas inteligentes de 1.500 kg. A aeronave também pode levar em dois pontos duros sob as asas mísseis com capacidade para atingir alvos a uma distância de 400 km.

via Rádio A Voz da Rússia

Leia também > Geopolítica – O Esquadrão Poti agora é aqui

Funai pode perder monopólio da demarcação de terras indígenas no Brasil

Eduardo Rodrigues, 20, faz o 5º semestre de jornalismo da Faculdade do Povo de São Paulo (FAPSP) e é aluno do “7º curso Descobrir a Amazônia, Descobrir-se Repórter”, do Projeto Repórter do Futuro.

Por Eduardo Rodrigues

Como se não bastasse o cenário de redução das concessões de terra aos povos indígenas (observado desde o governo de Fernando Henrique Cardoso), uma declaração da ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, feita no início de maio, tem reforçado ainda mais a angústia e a incerteza desses povos, que veem seu direito à terra sendo negligenciado. Gleise afirmou que órgãos do Governo Federal, como os ministérios da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e Cidades, poderão influenciar nos processos de demarcação de terras indígenas – trabalho feito hoje exclusivamente pela Funai (Fundação Nacional do Índio). Com isso, a fundação indigenista poderá perder parte de suas atribuições, o que diminuiria ainda mais o ritmo no processo de reconhecimento das terras.

Gleisi critica a Funai por causa das falhas no processo de demarcação das terras. A ministra afirma que a fundação “não está preparada, e não possui critérios claros para administrar conflitos [entre povos indígenas e produtores rurais].”
Procurada para comentar as possíveis mudanças, a Funai, por meio de assessoria de imprensa, diz que prefere não se pronunciar sobre a questão.

Foto:Nivaldo Silva Prof.ª Ariovaldo Umbelino de Oliveira

Fotos:Nivaldo Silva
Prof.ª Ariovaldo Umbelino de Oliveira : “todos os descendentes de europeus que vivem no Brasil tem uma dívida com os índios. O território era deles e vem sendo tomado gradativamente”

Mas para a Coordenação Nacional da Comissão Pastoral da Terra (CPT), que trata da situação de trabalhadores rurais e conflitos no campo, atitudes como a da ministra deixam claro o compromisso do Governo com interesses políticos e do agronegócio, além de ignorar os direitos dos povos indígenas, garantidos pela Constituição. Em nota, a CPT diz que “as manifestações indígenas ocorridas nos ultimamente, revelam a total discordância destes povos com projetos que afetam sua vida e seus territórios”.
Para o geógrafo e professor titular de Geografia Agrária da USP (Universidade de São Paulo), Ariovaldo Umbelino de Oliveira, “todos os descendentes de europeus que vivem no Brasil tem uma dívida com os índios. O território era deles e vem sendo tomado gradativamente”, diz. O geógrafo afirma que mudanças como as que foram anunciadas por Gleisi não demonstram nenhum compromisso por parte do Governo com os nativos, e desrespeitam os indígenas. “A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) que é ligada ao Ministério da Agricultura, deve conhecer muito bem a parte de agronomia do País. Mas o que entendem os agrônomos, e que formação eles têm para decidir se uma área é ou não território indígena?”, questiona Ariovaldo.
NeliPara a geógrafa Neli Aparecida de Mello-Théry, que também é professora associada da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP (EACH-USP) e pesquisadora no Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília, o conflito de interesses pode tornar os processos de demarcação ainda mais lentos. “O interesse da Embrapa está no solo. O objetivo dela é melhorar as pesquisas para aumentar a produtividade da terra, achar onde produzir. Por meio de uma macrozoneamento, que é feito todos os anos, ela sabe qual é o melhor momento para plantar. É claro que se um território indígena estiver localizado em cima de uma terra roxa, que é a mais fértil, essa área não vai ser liberada para demarcação. Se a Embrapa passar a fazer laudos, eu tenho certeza que vão ter terras indígenas diminuindo por aí.”
Segundo Neli, a quantidade de procedimentos executados até que uma área seja homologada, isto é, registrada em nome de um grupo indígena, deixando de ser uma terra pública e tornando-se terra pública definida, é o principal fator para justificar a demora nos processos de demarcação. “A Funai é muito lenta. Os procedimentos adotados hoje pra fazer a demarcação são extremamente demorados, porque em cada fase de identificação, é deixado um prazo para que todos os envolvidos possam contestar. Você dá um passo à frente e volta dois. Na minha opinião os procedimento tinham que ser simplificados. Bastariam poucos laudos para definir uma terra como sendo território indígena.”

PEC 215

A proposta que muda o processo de delimitações das terras, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 215/2000, está em tramitação na Câmara dos Deputados, tendo sido discutida pela última vez em 05/06/2013 na Comissão de Legislação Participativa. A PEC transfere a competência das demarcações, que hoje é feita pela Funai, para o Congresso Nacional.
No novo modelo de delimitação proposto, serão levados em conta não só aspectos antropológicos, mas também, sociais e econômicos.

Conferência com Ariovaldo Umbelino de Oliveira

Conferência com Ariovaldo Umbelino de Oliveira

Na mira

Sobre o papel que irá desempenhar dentro do novo processo de delimitação das TIs, a Embrapa disse em nota, por meio de assessoria, que “não tem por atribuição opinar sobre aspectos antropológicos ou étnicos envolvendo a identificação, declaração ou demarcação de terras indígenas no Brasil”, e que essa é uma atribuição da Funai.
Esclarece também que irá contribuir apenas com “informações técnicas e científicas sobre a agricultura e a dinâmica do uso e ocupação das terras” e na elaboração de estudos.

Demarcação

Atualmente os estudos de identificação e delimitação das terras indígenas são fundamentados a partir dos critérios antropológicos e socioambientais definidos na Lei nº 6.001, de 19 de dezembro de 1973 (Estatuto do Índio), no Decreto nº 1.775, de 8 de janeiro de 1996 (onde consta o procedimento administrativo de demarcação das terras) e na Portaria 14/96/MJ (que estabelece regras sobre a elaboração do relatório circunstanciado de identificação e delimitação de Terras Indígenas), em conformidade com os termos do parágrafo 1º do artigo 231 da Constituição Federal.
O processo administrativo de regularização fundiária é composto pelas etapas de identificação e delimitação da área, demarcação física, homologação e registro das terras indígenas.
Entenda os procedimentos e termos:

• Em estudo: fase em que são realizados os estudos antropológicos, históricos, fundiários, cartográficos e ambientais para fundamentar a delimitação da terra indígena.
• Delimitadas: são terras que tiveram a conclusão dos estudos publicados no Diário Oficial da União pela Funai, e vão para análise do Ministério da Justiça, que faz a expedição de Portaria Declaratória da Posse Tradicional Indígena.
• Declaradas: o Ministro da Justiça declara o determinado território como sendo de uso exclusivo dos indígenas, que a partir dessa declaração, estão autorizadas para serem demarcadas. A declaração é feita após aprovação dos estudos pela Funai, que comprovam que as terras são tradicionalmente indígenas.
• Homologadas: são territórios que já foram demarcados e tiveram seus limites homologados pelo Presidente da República.
• Regularizadas – é quando a terra está totalmente regularizadas, com registro em cartório em nome da União e no Serviço de Patrimônio da União.

Segundo a Funai, as contestações são feitas até 90 dias depois da publicação do resumo do Relatório Circunstanciado dos Estudos de Identificação e Delimitação, no Diário Oficial da União e no Diário Oficial do Estado em que se encontra a área delimitada.
Somente depois das análises e das respostas fundamentadas para todas as contestações, é que os estudos são encaminhados ao Ministério da Justiça para homologação.

Constituição

O artigo 231 da Constituição Federal diz que “são reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens.” Já o segundo parágrafo do mesmo artigo impede que os índios detenham a posse permanente de terras, pois elas constituem patrimônio da União.
Ainda segundo a legislação brasileira, terra indígena é aquela ocupada tradicionalmente pelos índios, habitada por eles de modo permanente e utilizada para realizar suas atividades produtivas, “imprescindíveis à preservação dos recursos ambientais necessários a seu bem-estar e as necessárias a sua reprodução física e cultural, segundo seus usos, costumes e tradições” (parágrafo 1º do artigo 231).

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Pesquisas mostram que floresta amazônica está “engordando”

Obra de Stefan Zweig entra em domínio público (via NILNEWS)

.Apesar de ter vários livros publicados, o novelista, poeta, dramaturgo, ensaísta e biógrafo austríaco Stefan Zweig ainda é pouco conhecido pelos brasileiros. Muitos repetem o sobrenome que Zweig deu ao Brasil, sem saber que é dele a autoria: “um país do futuro”. Em 2013, após ter completado 70 anos da morte do escritor, sua obra entra em domínio público, ou seja, qualquer editora poderá traduzir e publicar seus livros sem pagar direitos autorais. Com isso, os brasileiros ganham uma nova chance de explorar seu trabalho.

Traduzido para diversas línguas e com mais de 40 filmes baseados em sua obra, Stefan Zweig foi o principal autor a escrever biografias e novelas pelo viés da psicanálise. Quando publicou “Brasil, um País do Futuro”, um retrato um tanto ingênuo e otimista do país, foi taxado de simpatizante de Getúlio Vargas e do Estado Novo. Além dessa, “Maria Antonieta” e “O Mundo que Eu Vi – Minhas Memórias” são suas obras mais conhecidas.

Via NILNEWS

Azenha: “Globo consegue o que a ditadura não conseguiu: calar imprensa alternativa” (via Blog do Renato)

Meu advogado, Cesar Kloury, me proíbe de discutir especificidades sobre a sentença da Justiça carioca que me condenou a pagar 30 mil reais ao diretor de Central Globo de Jornalismo, Ali Kamel, supostamente por mover contra ele uma “campanha difamatória” em 28 posts do Viomundo, todos ligados a críticas políticas que fiz a Kamel em circunstâncias diretamente relacionadas à campanha presidencial de 2006, quando eu era repórter da Globo.

Por Luiz Carlos Azenha*, no blog Viomundo

Lembro: eu não era um qualquer, na Globo, então. Era recém-chegado de ser correspondente da emissora em Nova York. Fui o repórter destacado para cobrir o candidato tucano Geraldo Alckmin durante a campanha de 2006. Ouvi, na redação de São Paulo, diretamente do então editor de economia do Jornal Nacional, Marco Aurélio Mello, que tinha sido determinado desde o Rio que as reportagens de economia deveriam ser “esquecidas”– tirar o pé, foi a frase — porque supostamente poderiam beneficiar a reeleição de Lula.

Vi colegas, como Mariana Kotscho e Cecília Negrão, reclamando que a cobertura da emissora nas eleiçà µes presidenciais não era imparcial.

Um importante repórter da emissora ligava para o então ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, dizendo que a Globo pretendia entregar a eleição para o tucano Geraldo Alckmin. Ouvi o telefonema. Mais tarde, instado pelo próprio ministro, confirmei o que era também minha impressão.

Pessoalmente, tive uma reportagem potencialmente danosa para o então candidato a governador de São Paulo, José Serra, censurada. A reportagem dava conta de que Serra, enquanto ministro, tinha autorizado a maior parte das doações irregulares de ambulâncias a prefeituras.

Quando uma produtora localizou no interior de Minas Gerais o ex-assessor do ministro da Saúde Serra, Platão Fischer-Puller, que poderia esclarecer aspectos obscuros sobre a gestão do ministro no governo FHC, ela foi desencorajada a perseguí-lo, enquanto todos os recursos da emissora foram destinados a denunciar o contador do PT Delúbio Soares e o ex-ministro da Saúde Humberto Costa, este posteriormente absolvido de todas as acusações.

Tive reportagem sobre Carlinhos Cachoeira — muito mais tarde revelado como fonte da revista Veja para escândalos do governo Lula — ‘deslocada’ de telejornal mais nobre da emissora para o Bom Dia Brasil, como pode atestar o então editor Marco Aurélio Mello.

Num episódio específico, fui perseguido na redação por um feitor munido de um rádio de comunicação com o qual falava diretamente com o Rio de Janeiro: tratava-se de obter minha assinatura para um abaixo-assinado em apoio a Ali Kamel sobre a co bertura das eleições de 2006.

Considero que isso caracteriza assédio moral, já que o beneficiado pelo abaixo-assinado era chefe e poderia promover ou prejudicar subordinados de acordo com a adesão.

Argumentei, então, que o comentarista de política da Globo, Arnaldo Jabor, havia dito em plena campanha eleitoral que Lula era comparável ao ditador da Coréia do Norte, Kim Il-Sung, e que não acreditava ser essa postura compatível com a suposta imparcialidade da emissora. Resposta do editor, que hoje ocupa importante cargo na hierarquia da Globo: Jabor era o “palhaço” da casa, não deveria ser levado a sério.

No dia do primeiro turno das eleições, alertado por colega, ouvi uma gravação entre o delegado da Polícia Federal Edmilson Bruno e um grupo de jornalistas, na qual eles combinavam como deveria ser feito o vazamento das fotos do dinheiro que teria sido usado pelo PT para comprar um dossiê contra o candidato Serra.

Achei o assunto relevante e reproduzi uma transcrição — confesso, defeituosa pela pressa – no Viomundo.

Fui advertido por telefone pelo atual chefão da Globo, Carlos Henrique Schroeder, de que não deveria ter revelado em meu blog pessoal, hospedado na Globo.com, informações levantadas durante meu trabalho como repórter da emissora.

Contestei: a gravação, em minha opinião, era jornalisticamente relevante para o entendimento de todo o contexto do vazamento, que se deu exatamente na véspera do primeiro turno.

Enojado com o que havia testemunhado ao longo de 2006, inclusive com a represália exercida contra colegas — dentre os quais Rodrigo Vianna, Marco Aurélio Mello e Carlos Dornelles — e interessado especialmente em conhecer o mundo da blogosfera — pedi antecipadamente a rescisão de meu contrato com a emissora, na qual ganhava salário de alto executivo, com mais de um ano de antecedência, assumindo o compromisso de não trabalhar para outra emissora antes do vencimento do contrato pelo qual já não recebia salário.

Ou seja, fiz isso apesar dos grandes danos para minha carreira profissional e meu sustento pessoal.

Apesar das mentiras, ilações e tentativas de assassinato de caráter, perpretradas pelo jornal O Globo* e colunistas associados de Veja, friso: sempre vivi de meu salário. Este site sempre foi mantido graças a meu próprio salário de jornalista-trabalhador.

O objetivo do Viomundo sempre foi o de defender o interesse público e os movimentos sociais, sub-representados na mídia corporativa. Declaramos oficialmente: não recebemos patrocínio de governos ou empresas públicas ou estatais, ao contrário da Folha, de O Globo ou do Estadão. Nem do governo federal, nem de governos estaduais ou municipais.

Porém, para tudo existe um limite. A ação que me foi movida pela TV Globo (nominalmente por Ali Kamel) me custou R$ 30 mil reais em honorários advocatícios.

Fora o que eventualmente terei de gastar para derrotá-la. Agora, pensem comigo: qual é o limite das O rganizações Globo para gastar com advogados?

O objetivo da emissora, ainda que por vias tortas, é claro: intimidar e calar aqueles que são capazes de desvendar o que se passa nos bastidores dela, justamente por terem fontes e conhecimento das engrenagens globais.

Sou arrimo de família: sustento mãe, irmão, ajudo irmã, filhas e mantenho este site graças a dinheiro de meu próprio bolso e da valiosa colaboração gratuita de milhares de leitores.

Cheguei ao extremo de meu limite financeiro, o que obviamente não é o caso das Organizações Globo, que concentram pelo menos 50% de todas as verbas publicitárias do Brasil, com o equivalente poder político, midiático e lobístico.

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A música do coração que vem do lixo (via Paraguay Teete)

O jornalPúblico de Lisboa, Portugal mostra uma  orquestra paraguaia que está causando sensação na América do Sul, a Orquestra de Instrumentos Reciclados, de Cateura, que reúne jovens músicos de uma favela que se valem das toneladas de detritos jogados em uma lixeira na região onde vivem.

Num aterro sanitário, graças ao ecologista Favio Chávez, nasceu uma orquestra onde latas se transformam em violinos e tubos de plástico em flautas.

Tocados por 25 meninos e meninas, serão expostos, em Abril, no maior museu de instrumentos musicais do mundo – ao lado do piano de John Lennon.

via Paraguay Teete

11 de setembro : Homenagem a Salvador Allende em um Chile diferente #AllendeVive

“Este 11 de setembro vai ser diferente porque o Chile já não é o mesmo”, afirmaram os organizadores da grande marcha  em homenagem ao ex-presidente Salvador Allende e às vítimas do pinochetismo. Na convocação ao tradicional tributo, a Associação de Familiares de Detentos e Desaparecidos (AFDD) e o Grupo de Familiares de Executados Políticos ressaltaram a singularidade desta comemoração neste ano, inscrita em um clima de mobilizações sociais com características anti-neoliberais. Esperamos que esta seja uma homenagem massiva, destacou Lorena Pizarro, presidenta da AFDD, que reflexionou a respeito do significado da mobilização deste dia, convocada para render tributo e também para demandar a construção de uma verdadeira democracia no Chile, sublinhou. Convidamos as famílias a unir-se a esta manifestação para que ganhemos o direito de manifestar nas ruas, destacou Pizarro. Para hoje está prevista a habitual peregrinação de cada 11 de setembro no Chile, que vai até o Cemitério Geral, partindo desta vez da central Praça dos Heróis de Santiago. O Museu da Memória programa além disso “uma homenagem audiovisual para os homens e mulheres mortos pela violência de Estado entre 11 de setembro de 1973 e 10 de março de 1990”. A iniciativa consiste em projetar em uma tela gigante umas duas mil fotografias de pessoas que foram assassinadas ou desaparecidas durante o regime de terror imposto pela ditadura militar de Augusto Pinochet (1973-1990). Que estranho paradoxo sobre Allende, apontou dias atrás o escritor chileno Antonio Skármeta: “Um homem que teve três funerais e se mantém muito vivo no coração de seu povo”.

Relembrando…

Dois atentados. Dois fatos históricos diferentes. O do Chile foi cometido há 32 anos e anda meio esquecido. Vale relembrá-lo.
Em 11 de setembro de 73, a mais sólida democracia da América do sul sofreu um atentado que deixou uns 30 mil mortos no seu rasto. O Chile foi vítima de um golpe militar, perpetrado pelas três Forças Armadas, com o objetivo de quebrar a esperança de se construir um país socialista pela via eleitoral.
Salvador Allende, após três derrotas, venceu as eleições presidenciais em 1970. O imperialismo americano não podia permitir que a “via chilena para o socialismo” vingasse e fosse um exemplo para a América Latina. Por isso, junto com a burguesia chilena conspirou e chamou os militares para acabar com aquela experiência. Allende foi derrubado. O Palácio de la Moneda, assim como várias fábricas onde estavam trabalhadores dispostos a resistir, foram bombardeados.
Com o golpe, dezenas de milhares de pessoas foram presas, torturadas e exiladas. Se calcula que de 10 a 30 mil foram assassinados ou se tornaram os famosos desaparecidos, vitimas da ditadura do general Pinochet. A esquerda foi quebrada. Com isso os Estados Unidos puderam dirigir tranqüilamente a economia chilena, sem freios. O Chile foi o primeiro país do mundo onde se implantou o projeto neoliberal. Os famosos Chicago Boys, os defensores da doutrina neoliberal, liderados pelo economista Milton Friedman ali testaram os resultados dos planos neoliberais.

Tudo isso exigiu um atentado terrorista contra a esquerda e o povo chileno que custou 30 mil mortos. Dez vezes mais do que o número de mortos no atentado em Nova Iorque em 2001, quando caíram as duas Torres Gêmeas e que, com razão, comoveu o mundo.

Victor Jara, o cantor de Venceremos

Há vários filmes dobre o Golpe do Chile de 1973. O mais recente é Machuca, mas há outros quase clássicos: ‘Chove sobre Santiago’, ‘Missing – O desaparecido’ e ‘A Casa dos Espírito’. Em ‘Chove sobre Santiago’, uma das cenas mais chocantes é a de milhares de presos, no dia 11 de setembro, amontoados no Estádio Nacional de Santiago. Muitos foram mortos sob tortura ou com um tiro na nuca ali mesmo. Outros seguiram para várias prisões ou acabaram sendo jogados vivos ao mar de aviões militares.
No estádio um dos presos era o cantor e poeta Victor Jara. Os torturadores lhe deram um violão e o forçaram a cantar o Hino da Unidade Popular que tantas vezes ele tinha cantado junto com o povo. Victor Jara teve suas mãos cortadas para nunca mais, com seu violão, cantar Venceremos.

Santa Maria de Iquique: um massacre em 1907

A matança da Escola Santa Maria, na cidade de Iquique, no norte do Chile é um dos fatos mais trágicos vividos pelos trabalhadores chilenos. Foi no dia 21 de dezembro de 1907. Foram assassinados mais de 3.000 trabalhadores do salitre, que estavam em greve por melhores salários e para que se mudasse o sistema de pagamento de vales para dinheiro.

Trecho da Cantata Santa María de Iquique, de Luis Advis

“Vamos mujer / Partamos a la ciudad.
Todo será distinto, no hay que dudar.
No hay que dudar, confía, ya vas a ver,
porque en Iquique todos van a entender.
Toma mujer mi manta, te abrigará.
Ponte al niñito en brazos, no llorará.
va a sonreir, disle cantarás un canto,
se va a dormir.
Qué es lo que pasa?, dime, no calles más.
Largo camino tienes que recorrer,
atravesando cerros, vamos mujer.
Vamos mujer, confía, que hay que llegar,
en la ciudad, podremos
ver todo el mar.
Dicen que Iquique es grande como un salar,
que hay muchas casas lindas te gustarán.
Te gustarán, confia como que hay Dios,
allá en el puerto todo va a ser mejor.
Qué es lo que pasa?, dime, no calles más.
Vamos mujer, partamos a la ciudad.
Todo será distinto, no hay que dudar.
No hay que dudar, confía, ya vas a ver,
porque en Iquique todos van a entender.”

via Prensa Latina & Núcleo Piratininga, com os meus sinceros agradecimentos a Heloisa Helena Rousselet de Alencar(Nininha), por ter me apresentado o Quilapayún, nos idos anos 70…

NR: Em 1998 estava participando do 6´ Festival Chileno de Curtas-Metragens de Santiago, junto com meu amigo também cineasta Robinson Roberto e assistimos à estréia de um documentário chamado “Fernando está de volta.”, de Silvio Caiozzi. Muitos anos depois, Ricardo Aronovich , (diretor de fotografia de “Missing – O Desaparecido”, de Costa-Gavras ) foi meu professor num Estágio Avançado da FEMIS na UnB e nas rodas de café contou muitas outras histórias sobre o filme e a ditadura chilena.

O documentário “Fernando ha vuelto” mostra como médicas legistas trabalhando no necrotério de Santiago (Oficina de Identificación del Instituto Médico Legal) conseguem identificar os corpos de  desaparecidos prisioneiros da ditadura militar de Augusto Pinochet (1973-1990).

Os médicos demonstram as técnicas utilizadas em um caso recentemente resolvido: os restos de um homem encontrado enterrado, junto com muitos outros, no Pátio 29 do Cemitério Geral de Santiago, em 1991.Os restos mortais são de Fernando Olivares Mori, um chileno de 27 anos de idade que trabalhava para as Nações Unidas . Ele desapareceu em  5 de outubro de 1973. Após quatro anos de trabalho, os médicos com sucesso conseguem estabelecer a identidade de Fernando e, uma vez que já voltaram seus restos mortais para sua viúva, comunicar oficialmente a causa da morte (quase sempre tortura e execução sumária). Imagens do documentário testemunham o impacto que o retorno de Fernando tem em sua família: seu filho, seus irmãos e sua mãe. Seu testemunho ilustra como quão irrelevantes as convicções políticas podem ser quando se trata de sofrimento humano.

Um momento muito tenso, porque no Cine Pedro de Valdivia estava a família de Allende e o filme trata justamente de uma ossada que é identificada e tem , finalmente, um enterro cristão. No Chile, as feridas ainda estão abertas. Quase 40 anos depois…

#AllendeVive 

Deu no G1:Começa novo ciclo de vida para os quelônios do Rio Guaporé, em RO

Foto: Jácomo Antönio Mediote/Divulgação Ibama

Foto: Jácomo Antönio Mediote/Divulgação Ibama

O Projeto Quelônios do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) de Rondônia tem a meta de recuperar o estoque natural de quelônios no estado, principalmente tartarugas e tracajás. Desde o início do projeto, em 1976, a mudança foi significativa, em uma praia do Rio Guaporé em que desovavam 100 tartarugas e 83 tracajás no ano de 1983, no ano de 2010, desovaram de quatro a cinco mil fêmeas destas espécies.

Veja matéria completa no G1

A Bolívia é aqui : Centro Cultural Boliviano será lançado dia 6 de maio em Porto Velho

Por Júlio Yriarte

A Bolívia se constitui num Estado Unitário e Social de Direito Plurinacional Comunitário, livre, independente, soberano, democrático,intercultural, descentralizado e com autonomias. Bolívia funda-se no pluralismo político, econômico, jurídico, cultural e lingüístico, dentro do processo integrador do país.

Em Porto Velho, Estado de Rondônia, desde remotas épocas,que residentes e descendentes bolivianos manifestam fragmentadamente a vontade de organizarem-se juridicamente para dar vazão e divulgação a aspectos ligadosàs tradições, história, cultura e costumes do seu país, bem como: incentivar intercâmbios bi-laterais em diferentes e possíveis áreas. Muitas e diversas foram as tentativas de antigos companheiros na busca da formalização, todas, infrutíferas. É chegada a hora e a boa oportunidade para finalmente alcançar e consagrar a tão esperada organização social, jurídica, fraternal e política da comunidade boliviana que reside e trabalha aqui  na Capital rondoniense.

Assim, após inúmeros formais e informais encontros, eis que surge com toda sua força e motivação o CCB– Centro Cultural Boliviano, Organização da sociedade civil sem fins lucrativos e que tem entre suas principais finalidades: salvaguardar e difusão da cultura boliviana, exercício e promoção de atividades esportivas, culturais, de saúde e de assistência social, assistência jurídica em diversas especialidades, proposição de convênios com outras entidades regionais, nacionais e estrangeiras, públicas e privadas, oferta de cursos diversos para comunidades carentes, interação permanente com pessoas e grupos sociais rondonienses, legalização de situações migratórias de cidadãos que se encontram em situação irregular no Brasil, entre outros serviços à comunidade.

No próximo dia 6 de maio de 2012 (domingo) no Clube Kabana´s, a partir das 11 hs da manhã o CCB – Centro Cultural Boliviano realiza sua primeira atividade em Porto Velho: festa de lançamento, festival de culinária boliviana, registro de novos membros e apresentações artísticas com participação voluntária de artistas do quilate de Juanito da harpa e seus filhos Álisson e Adson, Duo Pirarublue – Sandro e Gioconda, Carlos Guery e Julio Yriarte,Paulinho Rodrigues, Caté Casara e Uru Eu Wau Wau, Cristina Pontes, Chagas Peres, Carlos Campos, Juan Carlos Boado, Caio Marin e Pedro Wanderlei. O acesso é livre e o convite é para todos os cidadãos de Porto Velho, independentemente de raça, cor, credo, gênero ou nacionalidade. O CCB – Centro Cultural Boliviano receberá entre seus membros, residentes, ascendentes e descendentes bolivianos, e, cidadãos brasileiros que tenham afinidade com a cultura do país.

2012 : Festa do Divino Espírito Santo no Vale do Guaporé, Rondônia , Brasil

A Festa do Divino Espírito Santo no Vale do Guaporé , na fronteira de Rondônia com a Bolívia, é uma das maiores, senão a maior, manifestação do Patrimônio Imaterial da região. A Irmandade fez o pedido de Registro como Patrimônio Cultural Brasileiro  junto ao IPHAN.  O Batelão conduzindo os símbolos sagrados do Divino chegará a Piso Firme, Bolívia no dia 23 de maio, após percorrer todos os povoados do Guaporé.  Enquanto durar a festa, que vai até o domingo, dia 27  de maio de 2012 deixaremos este vídeo na primeira página.

Brasil e Bolívia estudam parcerias no campo do combate ao tráfico ilícito de bens culturais

Teve início  a realização de missão técnica do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) ao Ministério das Culturas do Estado Plurinacional da Bolívia, dando continuidade às atividades de cooperação no âmbito do Projeto de Cooperação Técnica PCT Brasil-Bolívia. De acordo com o Assessor de Relações Internacionais (ARIN- IPHAN), Marcelo Brito, a Coordenadora Geral de Bens Móveis e Integrados do Departamento de Patrimônio Material e Fiscalização do IPHAN, Vandi Falcão, estará em La Paz, no período de 18 a 20 abril de 2012.

Entre as ações que serão trabalhadas na missão técnica estão a discussão de propostas de estratégia conjunta para combater o tráfico ilícito de bens culturais, prevendo a organização de informações específicas e a definição de procedimentos e diretrizes comuns para a implementação de banco de dados relacionado com o assunto. O objetivo é favorecer uma atuação entre os dois países, facilitando o desenvolvimento de um plano conjunto de intervenções com vistas à prevenção e combate ao tráfico ilícito de bens culturais.

Outro ponto importante será a avaliação da oportunidade de aplicação do Selo MERCOSUL Cultural para o caso de bens culturais protegidos. Essa iniciativa foi tirada em acordo entre os dois países, com apoio da Comissão do Patrimônio Cultural do MERCOSUL (CPC), considerando as decisões do Conselho do Mercado Comum (CMC / MERCOSUL) para a instituição e implementação do Selo. Será também considerada nessa avaliação a legislação e os instrumentos aplicáveis pelos países da região sobre a autorização temporária da saída do país de obras de arte e a gestão do combate ao tráfico ilícito de bens culturais protegidos, tendo como base de referência os casos do Brasil e da Bolívia.

O desenvolvimento dessa missão técnica conta com o apoio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Primeiros Pés

O fotógrafo inglês Tom Robinson, junto com sua mulher, Verity criou um site muito interessante para quem gosta de fazer aquelas fotinhos prontas para o Facebook. As fotos com os pés dos dois aparece em todos os lugares que o casal visitou (e foram muitos !). Confira aqui ! E depois , com a chegada da filha Matilda, passaram a ser 6 pés. Genial ! São mais de 90 fotos maravilhosas dos pés  de Tom e Verity que cruzaram Portugal, Bélgica, Croácia, Áustria, Romênia, Bulgária, Suíça, França, Tailândia, Camboja, Vietnã, Singapura, Austrália, Nova Zelândia, Índia, Chile, Argentina, Brasil, Bolívia, Peru, Costa Rica, Nicarágua, Honduras, Guatemala, Belize e México.

A insolência da periferia: Brasil ultrapassa Reino Unido (via Prof. Hariovaldo Almeida Prado)

A insolência tupiniquim não tem mesmo limites sob o desgoverno da Búlgara Usurpadora e desde que o Exilado de Garanhuns em lamentável golpe de Estado, tomou o poder em 2002. Agora chegamos ao limite: segundo informações divulgadas pela imprensa neocomunista para estragar o Natal dos bons homens de Benz deste Paíz, esta gente amorenada acaba de passar o Reino Unido e se tornar a 6ª maior economia do mundo atual.

De acordo com dados do Centro de Economia e Pesquisa de Negócios (CEBR, em inglês), consultoria responsável pelos resultados, “a crise bancária de 2008 e a consequente recessão foram os pivôs da queda britânica, que pela primeira vez é ultrapassada por um país sul-americano no ranking das maiores economias do planeta” conforme informam no amanhecer desta segunda feira após o Natal, os jornais The Guardian e Daily Mail.

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Cineamazônia Itinerante 2011

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Nova Califórnia foi a última localidade da região de Ponta do Abunã a receber esta etapa do Festcineamazônia Itinerante. Após oito dias de estrada e sete apresentações, a população da última sessão recebeu com alegria as apresentações do festival. Além de filmes e vídeos, o festival levou artes circenses para agraciar o público.

Na quadra da escola municipal Maria Jacira Feitosa de Carvalho, em Nova Califórnia, havia pessoas de todas as idades, mas principalmente crianças e adolescentes. Bebês, como Breno, 1 ano, Lavaene, 2 meses, a Antonio Saturnino Silva, 64 anos, antigo soldado da borracha, ou Odacir Barros, 62, migrante sulista, e muitos jovens, como Eliane, 13, e João Marcos, 15. Para a vice-diretora da escola, Ana Cristina Azevedo da Silva, 34 anos, “os alunos amam mesmo o festival, e pensavam: será que vão vir esse ano?”. Segundo Ana Cristina, “quando estão em aula, os alunos fazem trabalhos sobre os filmes que viram, e o festival mobiliza a comunidade.”

A sessão ocorreu no dia 22 de dezembro, 23 anos depois do assassinato de Chico Mendes. Fernanda Kopanakis, organizadora do festival, afirmou: “Chico Mendes deixa uma mensagem: a gente só vai viver se manter a floresta e as árvores em pé, precisamos sobreviver com a floresta, com menos violência no campo e menos devastação.”

Nova Califórnia é a sede do projeto RECA (Reflorestamento Econômico Consorciado e Adensado), que auxilia os extrativistas a coletar frutos da floresta e industrializá-los. Vários integrantes estavam presentes, e se emocionaram com a projeção do filme Soldados da Borracha. Alguns extrativistas alegam que, com a violência no campo em razão do conflito fundiário muitos não estão podendo coletar castanhas durante a época da chuva. E outros, como Antonio Saturnino Silva, comentou emocionado: “era assim mesmo a nossa vida no seringal, era muito triste”, diz.

2ª Rota de Cinema acontece em Guajará-Mirim, mesmo sem apoio financeiro

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Foi gratificante realizar na quarta feira dia 20 de dezembro, a 2ª Rota do Cinema exibindo filmes em praça pública na cidade de Guajará Mirim, distante da capital 320 Km, na sua primeira e única exibição na fronteira, pois a chuva e tempestade assolaram  quinta e sexta a fronteira, não sendo possíveis as exibições previstas.

Mesmo assim, o público que compareceu na praça Mário Correa, na quarta dia 20 de dezembro pode assistir aos filmes propostos e ao trailer do filme “Madeira Mamoré 100 anos depois… o sonho não acabou”, do diretor Carlos Levy, que mostra trecho do depoimento do empresário Isaac Bennesby (falecido dia 25/12), que tem participação nessa obra audiovisual relatando como era o comércio na época que o trem funcionava e como chegou nessa região, vindo de Manaus com 6 anos de idade, como foi sua infância, morando no Abunã e depois se firmando em Guajará Mirim, onde residiu até hoje. Segundo o diretor do filme Carlos Levy, esse registro e outros servem como manter viva a nossa memória histórica de nossos pioneiros para futuras gerações e o filme será lançado oficialmente no Centenário da Estrada de Ferro Madeira Mamoré no ano de 2012 em Porto Velho e Guajará Mirim.

Nossos agradecimentos ao secretário Dayan Saldanha da secretaria de Cultura e Turismo de Guajará Mirim, ao Dinho e Adão pela contribuição voluntária na fronteira, ao apoio da Pousada Sítio do Chicão, a Distribuidora Top Nacional – Guaraná Antarctica, a rádio Educadora do programa do Roni, a rádio Guajará do programa Guajará em cima da notícia, do João Teixeira, a Rádio Rondônia e  a TV Guajará, no seu telejornal com apresentação da Leslie e Rilmo Dantas na cinegrafia. A 2ª Rota do Cinema tem como produtora executiva Golda Barros, com realização da Associação Curta Amazônia.

Da Assessoria

Pelé e Maradona : eterna rivalidade e ciúme explicado

fonte: Murcego Alvinegro

fonte: Murcego Alvinegro

Em tempos de Copa das Copas, esta publicação antiga do site Murcego Alvinegro resolve muitas dúvidas sobre os hinos cantados pelos hermanos nos acampamentos por onde passam … Em 2010, o blog http://acapa.virgula.uol.com.br/mobile/noticia.asp?codigo=11274 já tinha publicado. Uma imagem de Pelé datada dos anos 70, e outra de Maradona no final dos anos 80, foram resgatadas de jornais pré-históricos e caíram na rede.

Festcineamazônia seleciona produções entre 400 inscritos

Letícia Sabatella participou do Festival em 2010

Mais de 400 produções estão inscritas para a seleção da 9ª edição do Festcineamazônia – Festival Latino Americano de Cinema e Vídeo Ambiental, que acontecerá em Porto Velho, durante os dias 15 a 19 de novembro, no Teatro Banzeiros, com entrada grátis. As inscrições encerraram no dia 31 de agosto e os filmes e vídeos inscritos passam pelo processo de seleção por um júri técnico.

 A comissão julgadora é autônoma em suas decisões para escolher as produções que concorrerão na mostra competitiva do festival. A premiação será nas categorias: animação, experimental, ficção, documentário e vídeorreportagem ambiental. Os filmes e vídeos concorrem ao cobiçado troféu Mapinguari.

 Filmes do Brasil, Moçambique, Uruguai, Bolívia, Chile e México estão inscritos na fase seletiva. Entre esses estão o argentino Noche Sin Fortuna, o chileno Mitomana, e o boliviano El Ascensor.

 Cerca de 30 produções rondonienses também buscam a classificação para a mostra competitiva. Geovani Berno concorre com o documentário Nos Palcos da Vida: Raízes do Porto 18 Anos, e Rudney Prado com o experimental Candiru.

OTCA – Países amazônicos se reúnem para ter turismo integrado

A Festa do Divino Espírito Santo, no Vale do Guaporé, em Rondônia une Brasil e Bolívia.

Brasil, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Guiana e Suriname, países membros da Organização do Tratado da Cooperação Amazônica (OTCA), aprovaram em Manaus (AM), durante a Reunião Regional de Turismo dos Países Amazônicos ocorrida esta semana as principais linhas estratégicas para desenvolvimento do turismo na Região Amazônica. O documento propõe ações de curto, médio e longo prazo, para o incremento do fluxo turístico na região, tendo em vista a proteção das culturas indígenas e dos recursos naturais.

Segundo o diretor executivo da OTCA, Mauricio Dorfler, a organização trouxe para discussão uma proposta de agenda com cinco linhas estratégicas de ação de desenvolvimento do turismo regional: sistematização da informação regional do turismo, criação de circuitos integrados transfronteiriços, desenvolvimento do turismo comunitário, fortalecimento da imagem turística da Amazônia e criação de mecanismo de financiamento regional do turismo.

Durante o encontro os países membros se comprometeram a compartilhar informações sobre ações e projetos específicos desenvolvidos em cada região. A ideia é apoiar o desenvolvimento dos circuitos turísticos integrados entre os países.

Sobre a OTCA

A Organização do Tratado da Cooperação Amazônico (OTCA) é um organismo intergovernamental que reúne oito países que compõem a Região Amazônica: Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela. Com sede permanente em Brasília (DF), a Secretaria Permanente da OTCA foi estabelecida em dezembro de 2002, para implementar os objetivos do Tratado de Cooperação Amazônico (TCA), assinado pelos países em 1978. Na época, os países membros assumiram o compromisso comum da preservação do meio ambiente e uso racional dos recursos naturais da Amazônia. Para mais informações acesse www.otca.info.

Ataque irresponsável de Serra à Bolívia pega mal e prejudica relações fronteiriças

Vamos às notas da Chancelaria Boliviana :

En La Paz, la Cancillería, a través de un comunicado oficial, calificó de “desaprensivas” las palabras que pronunció el miércoles el candidato a la presidencia de Brasil del
Partido de la Social Democracia Brasileña (PSDB) y añade que son “atribuibles, probablemente, a intencionalidades político-electorales de absoluta incumbencia de su candidatura”.

“Al tratarse de afirmaciones que no reflejan la realidad, el Ministerio de Relaciones Exteriores manifiesta que los gobiernos de Bolivia y Brasil vienen realizando acciones conjuntas en la lucha contra el flagelo del narcotráfico en el marco de la II Estrategia de Cooperación”, añade el comunicado.

Por su parte, el jefe de la Fuerza Especial de Lucha Contra el Narcotráfico (Felcn), Félix Molina, calificó de “sumamente temeraria” la acusación de Serra.

Do jornal “Los Tiempos”, de Cochabamba

NR:  A palavra usada “desaprensiva” tem o significado de inescrupulosa e imoral. Este tipo de gafe diplomática e grosseria costuma prejudicar os pequenos comerciantes dos dois lados da fronteira. A tucanagem deve estar em polvorosa. Vai aqui um comentário que apareceu em outro portal : ” Uma piada, obedecendo a analogia do gande pensador José Serra, seria justo eu pensar que sendo a Bolívia o produtor numero um da cocaina consumida no Brasil e o Governo Boliviano sendo conivente, São Paulo e seus governos (16 years by PSDB) são coniventes com o processamento da cocaina para produção do crack, estado campeão em consumo e venda do produto. Então chegamos de uma forma muito simples ao final da equação. Não votando no PSDB (ou seus aliados) resolveremos o problema do crack em São Paulo e provavelmente no Brasil. ” Comentário de José Ribas, no Portal Luis Nassif. É o que dizia o velho “deitado” : Quem fala demais dá bom dia a macaco.

Festa do Divino Espírito Santo no Vale do Guaporé, Rondônia , Brasil

A Festa do Divino Espírito Santo no Vale do Guaporé , na fronteira de Rondônia com a Bolívia, é uma das maiores, senão a maior, manifestação do Patrimônio Imaterial da região. A Irmandade fez o pedido de Registro como Patrimônio Cultural Brasileiro  junto ao IPHAN.  O Batelão conduzindo os símbolos sagrados do Divino chegou a Remanso, Bolívia nesta terça-feira, dia 18 de maio, às 4 da tarde. Enquanto durar a festa, que vai até o domingo, dia 23 de maio deixaremos este vídeo na primeira página.

Monte Roraima – Terra de lendas e plantas exóticas

Como todos os tepuis desta região, o Monte Roraima começou a ser desenhado há quase dois bilhões de anos, quando nem sequer os continentes apresentavam seus contornos atuais. O topo do Roraima é um lugar sinistro, sem referências geográficas em qualquer outra região da Terra. O exército de pedras escuras do platô, com formas e dimensões distintas que variam conforme a luz seria capaz de instigar a imaginação até do mais duro e cético dos escritores. Muitos trechos dos seus quase 90 km de área permanecem ainda intocados, seja pela dificuldade de acesso ou pelas crenças indígenas que os isolam. Para ser ter uma idéia, somente em 1976 é que o primeiro homem (o escritor venezuelano Charles Brewer-Carias) desvendou o impressionante Vale dos Cristais, local próximo ao ponto que marca a tríplice fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana. Já as lendas mantidas vivas pelos índios fazem com que visitantes e estudiosos jurem ter visto criaturas pré-históricas, ou ouvido urros estranhos e horrendos quando alojados na área do Monte Roraima. Mas os únicos seres vivos devidamente registrados no topo do Monte são alguns insetos, entre eles a peculiar borboleta-tigre e o sapo de nome científico Oreonphynella Quelchii (é um sapinho preto da barriga vermelha, do tamanho da unha do dedão). Estima-se que pelo menos 400 tipos de bromélias e mais de 2.000 tipos de flores e samambaias compõem a diversidade da flora. Isoladas ao longo de milhões de anos, forçadas a adaptar-se por causa da falta de nutrientes do solo, elas evoluíram em novas espécies – as bromélias, por exemplo, criaram surpreendentes hábitos carnívoros, alimentando-se de insetos.

Guerra fria pela água

Começou a guerra fria pelo tesouro H2O : O maior aquífero do mundol surge no Pará e justifica transformação de Porto Velho em base guerreira

Com Nelson Townes,  NoticiaRo.com,  www.ufpa.br, www.betobertagna.com,  www.cetesb.sp.gov.br e www.wikipédia.org

A transformação de Porto Velho numa cidade militar  dotada desde sábado (17) de uma das mais poderosas Bases Aéreas do continente, decorre não apenas de sua localização fronteiriça estragégica, como ponto geográfico central da América Latina, mas para proteger a soberania nacional, entre outras coisas, sobre tesouros que já são os mais cobiçados do planeta e num futuro próximo poderão causar guerra, água doce.

Apesar do ceticismo de algumas autoridades e de parte da mídia, é um problema que existe, virtualmente mascarado por outras questões relevantes que assolam a Amazônia. A própria Câmara dos Deputados , através da  Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional vai realizar uma audiência pública para debater as denúncias de tráfico de água doce da Amazônia. A audiência aprovada nesta quarta-feira (14) ainda não tem data marcada, mas deverão participar representantes da da Polícia Federal além dos  ministros da Defesa e do Meio Ambiente, o diretor-presidente da Agência Nacional de Águas, Vicente Andreu Guillo, o diretor-presidente do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, Adalberto Val, e o coordenador de Ações Estratégicas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, Estevão Monteiro de Paula.

As empresas alegam que se baseiam em tratados internacionais para captar a “água de lastro” http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81gua_de_lastro , que por si só já é um problema exponencial, pela degradação biótica e pelo risco de contaminação das águas por espécies invasoras.

A Organização Marítima Internacional (IMO) e a Organização Mundial de Saúde (OMS) reconheceram oficialmente que a descarga da água de lastro e de sedimentos transportados por navios pode permitir a entrada de organismos aquáticos nocivos e agentes patogênicos (bactérias, algas, larvas de invertebrados, etc) nos diversos portos internacionais, ameaçando o equilíbrio ecológico da vida aquática existente e podendo causar doenças epidêmicas.

ONG´s ambientalistas alegam que a água de lastro deveria ser despejada e captada somente no mar, ou seja ,com água salgada.  Isto diminuiria o risco de poluição por espécies invasoras e seria um “freio” ao contrabando de água doce.

A própria Marinha do Brasil reconhece a necessidade de reforçar as suas bases nestas paragens para controlar o tráfego cada vez mais intenso de embarcações de grande porte.

Porto Velho está eqüidistante dos maiores aqüíferos do mundo, o Aquífero Guarani, que era o maior do mundo, no Paraná, e outro aqüífero maior ainda, anunciado por pesquisadores da Universidade Federal do Pará, o de Altér do Chão.

A praia santarena de Alter do Chão, na região do Tapajós, no Pará, já levou o título de melhor praia do Brasil pelo jornal inglês The Guardian.  Agora, o “caribe brasileiro” pode receber um status ainda mais valioso: o de possuir a maior reserva de água doce subterrânea do mundo, diz o site da UFPA.

Até agora, o maior manancial de água doce subterrânea do mundo conhecido era o Aquífero Guarani . Ocupa 1,2 milhões de Km² entre o Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina. É hoje uma importante reserva estratégica para abastecimento e atividades econômicas.

O aquífero de Alter do Chão possui uma área de 437.500 km2 e uma espessura de 545 metros.

Pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA) pretendem comprovar que o aquifero – de Alter do Chão possui uma capacidade de água muito maior e com qualidade melhor do que o do Guarani e pode produzir uma capacidade de água quase duas vezes maior.

“O aquifero de Alter do Chão pode ser bem menor em termos de área, porém, possui uma espessura maior e uma capacidade de produção de água ainda mais intensa”, explica para o site da UFPA o geólogo Milton Matta.

Segundo ele, ainda faltavam dados e estudos mais específicos para provar a real capacidade do aquífero paraense, mas segundo fontes extra-oficiais consultadas por “NoticiaRo.com”, o geólogo Milton Matta conseguiu a confirmação que precisava.

Ainda não foi possível ouvir Matta. Ele e seu grupo  estavam elaborando um projeto para o Banco Mundial.

Matta disse que o Estado do Pará poderá ganhar muitos benefícios se ficar cientificamente comprovado que o maior aqüífero do mundo está na Amazônia.

Mas, ele faz uma alerta: “Não adianta apenas termos quantidade de água. Precisamos saber usá-la. A água subterrânea é a mais importante que existe em nosso planeta, o problema é que muita gente não sabe como fazer disso um bem”, pondera o geólogo.

O QUE SÃO AQUÍFEROS

Aquifero é uma formação geológica. Rochas permeáveis permitem o acúmulo de grandes quantidades de águas subterrâneas. Veja outra definição no Wikipédia  http://pt.wikipedia.org/wiki/Aqu%C3%ADfero

O Aqüífero Guarani é o maior manancial comprovado de água doce subterrânea transfronteiriço do mundo. Está localizado na região centro-leste da América do Sul, entre 12º e 35º de latitude sul e entre 47º e 65º de longitude oeste e ocupa uma área de 1,2 milhões de Km², estendendo-se pelo Brasil (840.000l Km²), Paraguai (58.500 Km²), Uruguai (58.500 Km²) e Argentina (255.000 Km²).

Sua maior ocorrência se dá em território brasileiro (2/3 da área total), abrangendo os Estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Veja também : http://betobertagna.com/2010/02/18/navios-tanques-estao-roubando-agua-da-amazonia-para-levar-para-o-exterior/