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Pelas ruas de Belém… Auto do Círio

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foto: Fernando Leitão

Pelas ruas de Belém…

Bairro do Telégrafo foto: Fernando Leitão

Bairro do Telégrafo foto: Fernando Leitão

Pelas ruas de Belém…

Bairro de Fátima foto; Fernando Leitão

 foto; Fernando Leitão

Céu na terra

Belém 150915 119  Mangal das Garças ave laranjaTexto e foto sobre Belém, de Valéria del Cueto

Belém do Pará é um lugar multifacetado e isso é apenas uma de suas seduções. Outubro, o mês de sua maior festa, o Círio de Nazaré. A cidade se engalana para receber os romeiros e devotos da santa.

Antes do início da festa, no intervalo após o Festival de Ópera do Theatro da Paz, Belém é deliciosamente calma. Bem diferente do agito social frenético que domina as festividades religiosas.

Um ótimo momento para explorar o Mangal das Garças! Era desejo antigo guardado para quando tivesse tempo sobrando para sintonizar e realinhar as energias com a natureza exuberante. O espaço, aberto em 2005, ocupa 40 mil metros quadrados na margem do rio Guaná, ponta da Cidade Velha, ao lado do Arsenal de Marinha.

O Memorial Amazônico da Navegação apresenta os elementos dominantes no meio de transporte que forjou Belém: o militar(Marinha), o comercial(ENASA) e o regional. A estrutura do prédio, em Ipê, e seu telhado de palha se integram com os objetos exibidos. Destaque para as peças refletidas em espelhos e enquadradas pelas laterais vazadas da construção. Um divertido exercício fotográfico, antes de uma mudança radical nas dimensões exploradas.

É no alto do Farol de Belém, outra das atrações pagas, assim como as demais visitas monitoradas, que temos uma ideia do espaço geográfico onde está encravado o Mangal.

O rio, o projeto arquitetônico do Parque Naturalístico (capitaneado por Paulo Chaves Fernandes, secretário estadual de Cultura) e a cidade de Belém, dominada por suas maravilhosas mangueiras, se descortinam de 47 metros de altura, no topo da torre da caixa d’água que abastece todo o complexo.

Os Lagos Cavername, da Ponta e o minizoológico, onde os animais interagem ou ignoram solenemente os visitantes, são os recantos referenciais do espaço gratuito concebido para apresentar as matas de terra firme, de várzea e os campos: componentes do ecossistema amazônico.

Aberto das 9h às 18h de terça a domingo, a partir das 7h está liberado para caminhadas. Também é possível acompanhar diversas atividades relacionadas ao cotidiano local como alimentação de peixes, tartarugas e garças, no Recanto da Curva, e soltura de borboletas, no Borboletário.

Se a sintonia for fina, a energia boa e a paciência muita, é possível “dialogar” e clicar garças, maguaris, socós, marrecos, tartarugas, iguanas que “ocupam” o espaço.

Dois viveiros, um de pássaros, outro de beija-flores e borboletas, podem ser visitados. No dos pássaros, conta seo Carlos, o encarregado, estão abrigadas espécies recolhidas pelo IBAMA e ainda incapazes de voltarem para a natureza. Do órgão também vem a madeira apreendida nas operações contra o desmatamento utilizada na conservação e manutenção do parque e seus equipamentos. Pelo menos uma vez por ano, por causa das chuvas, parte das estruturas de madeira tem que ser substituída para segurança dos visitantes: aves, animais e turistas.

O restaurante Manjar das Garças, com um visual incrível, e o Mirante do Rio, projetado sobre o Guaná no final de uma passarela de 100 metros sobre os mangues com sua vegetação típica, o aningual, são outras atrações a serem exploradas. Tudo num tempo próprio, onde a luz modifica o ambiente e cria efeitos diferentes no correr do dia. O Armazém do Tempo, no galpão de ferro da ENASA, Empresa de Navegação da Amazônia S/A, usado como oficina mecânica e de reparo de embarcações, transformou o ambiente restaurado num espaço de exposições e venda de produtos indígenas.

Criado há dez anos, o Mangal das Garças é, sem dúvida, um referencial urbanístico brasileiro. Integra a comunidade, permite a interação homem/natureza e explora de forma sustentável as belezas da Amazônia.

* Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Crônica da série “No Rumo” do SEM   FIM…  delcueto.wordpress.com

Ao Norte : um show de imagens de Luciana Macêdo !

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EICTV,de San Antonio de los Baños, anuncia especialização em Tv e Novas Mídias em Cuba

A EICTV de San Antonio de los Baños, Cuba, está lançando uma nova especialização, TV E NOVAS MÍDIAS, a partir de seu curso regular 2012 – 2015.   Serão selecionados 5 alunos, que vão cursar o primeiro ano de polivalência e o segundo e terceiro anos de especialização, como os demais estudantes das outras sete cátedras já existentes (Direção de Ficção, Direção de Documentário, Edição, Produção, Som, Roteiro e Fotografia). A escola entende que a TV é o meio mais próximo dos cidadãos e sua transformação digital a converte em um dispositivo em expansão, que integra diversas novidades tecnológicas. A EICTV busca, com a criação desta especialização, complementar sua alta experiência e qualidade no ensino dos ofícios de cinematografia, com a incursão na televisão e novos meios digitais. O processo de seleção para estudantes brasileiros vai acontecer em cinco cidades: Belo Horizonte, Florianópolis, Recife, Goiânia e Belém, nos dias 16 e 17 de março de 2012.  As inscrições começam no final de janeiro.  O Coordenador dos exames da EICTV no Brasil é o Guigo Pádua. O fone para contato é(31) 9635-1026

Nestlé reinventa o comércio “regatão” na Amazônia. Mas escambo não vale mais…

Por Beto Bertagna

De olho em novos mercados, a Nestlé Brasil está lançando o primeiro supermercado flutuante para atender as populações ribeirinhas da Amazônia. O barco “Nestlé Até Você a Bordo”, iniciará as operações em 1º de julho. Sairá do porto de Belém, percorrerá 18 municípios(Barcarena, Soure, Salvaterra, Cachoeira do Arari, Ponte das Pedras, Muaná, Limoeiro do Ajuru, São Sebastião da Boa Vista, Curralinho, Oeiras do Pará, Bagre, Breves, Melgaço, Portel, Gurupá, Porto de Moz, Almerim e Santarem) que compõem a região da Ilha de Marajó até a região do Baixo Amazonas, e retornará a Belém. Todo o percurso será feito em torno de 18 dias e a embarcação permanecerá um dia em cada cidade. A estimativa é atender um público de 800 mil pessoas/mês.
Para que seja reconhecida durante todo o trajeto, a embarcação possui a identidade visual da Nestlé e conta com acesso para pessoas com necessidades especiais e idosos. Onze pessoas, entre funcionários do supermercado e tripulantes, trabalharão diretamente no barco de 27,5 metros de comprimento, que conta com três áreas de estoque, além do espaço da loja de 100 m².
É a volta da velha figura, disfarçada, industrializada e repaginada , do “regatão”, que chegou a ter fluxo intenso no norte do  Brasil, entre 1870 e 1913. Hábeis vendedores, eles se dedicaram ao comércio ambulante  especialmente na Amazônia. Vendiam de tudo nos “barrancos dos rios”, através de embarcações entulhadas de mercadorias . Mas hoje não vale escambo, o pagamento tem que ser em dinheiro, ou quem sabe, cartão de crédito via GPRS.

Por quê na Amazônia nenhum deputado ousa propor o uso do biodiesel B-100 nos ônibus ?

Nem Rio Branco, nem Porto Velho, nem Boa Vista, Manaus, Belém, Macapá… Nada. Nas capitais e principais cidades amazônicas ninguém propõe, corajosamente, que as frotas de ônibus usem o biodiesel B-20 ( concentração de 20 % de biodiesel produzido por matrizes renováveis) ou mesmo o B-100, o biodiesel puro, que reduz as emissões de gás carbônico em até 90 %.

Porto Velho e seus distritos, por exemplo, por conta do transporte dos trabalhadores das usinas se entupiram de ônibus que queimam diariamente o pior tipo de diesel, o mineral, liberado para venda a pequenas cidades ou campo e que dispersam na atmosfera uma quantidade absurda de enxofre.

Não se ouviu um pio vindo da Assembléia Legislativa de Rondônia, propondo a adoção do biodiesel B-20 neste caso e até no transporte rodoviário urbano de passageiros nas cidades de Rondônia, que hoje enfrentam o caos do trânsito por conta das dezenas de obras implantadas pelo PAC .

Os deputados nem precisariam muita criatividade, como costumam se gabar nas propagandas de mau gosto da ALE. Bastaria seguir o exemplo da Coca-Cola e da Man Latin America, que se uniram num projeto inédito de motores com injeção inteligente movidos a biodiesel B-100, sem qualquer perda da capacidade e potência. Em março de 2009, a MAN completou a compra das operações brasileiras da Volkswagen Caminhões e Ônibus, criando a MAN Latin America.

Inédita no País, a tecnologia Dual Fuel contribui para a redução das emissões de CO2 em até 90%, além de emitir menos material particulado. Gerenciado eletronicamente, sem a adição de qualquer aditivo especial, o novo sistema permite o monitoramento de sua operação, ajustando o fornecimento do combustível apropriado para o motor a cada momento – biodiesel ou óleo diesel comum –, por meio de uma unidade dosadora.  Hoje , através de norma da ANP, é obrigatória a adição de 5% de biodiesel, o chamado B-5.

Quem sabe algum, em algum estado, tenha alguma preocupação puramente ecológica…Tem até usina pronta sendo vendida em Rolim de Moura, veja só.