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Mostra de fotografias Amazônia Negra, de Marcela Bonfim, impressas em madeira, surpreende o público no Espaço Cultural Cujuba, em Porto Velho/RO

AMAZONIAPor Ana Aranda

A abertura da exposição de fotografias “Amazônia Negra”, de Marcela Bonfim, no sábado (21 de maio), com apoio do Sesc, reuniu um público diversificado numa celebração à cultura e ao papel dos descendentes de africanos na colonização de Rondônia. Mais de 300 pessoas participaram do evento e se emocionaram com o trabalho da artista. “Marcela já é uma personagem da cidade”, definiu o poeta e ativista Carlos Dias Macedo – Mado. Uma das retratadas, a ativista e educadora popular Ana Maria Ramos observou que a seleção de 33 imagens “retratou personagens importantes da ancestralidade africana, a exemplo dos quilombolas e praticantes de religiões afrobrasileiras”.

“A exposição convida a uma reflexão sobre as especificidades da negritude da  Amazônia, assunto que ainda precisa ser estudado e analisado. Muito já foi dito sobre os descendentes dos africanos que povoam o nordeste e o sul do país, mas quase nada sobre os negros do Norte”,  analisou o jornalista Antônio Serpa do Amaral – Basinho .

As 33 fotografias inéditas e outras já publicadas, impressas diretamente na madeira, ganharam uma nova dimensão e  surpreenderam ao público. A escolha do Espaço Cultural Cujuba para a exposição também foi elogiada. O espaço começou a ser gerado há cerca de quatro anos, com o objetivo final de ser um centro de formação artística e propagador da chamada cultura beradeira, característica dos habitantes mais antigos de Rondônia. “Iniciar as atividades do Cutuba com a exposição da Marcela Bonfim foi uma iniciativa brilhante”, elogiou o poeta Mado.

Quilombola de Pimenteiras, no vale do Guaporé, dona Tomásia de Brito, 88 anos, uma das fotografadas da Mostra disse que a exposição “ajuda a lembrar” a existência dos quilombolas de Rondônia, um segmento  que vive esquecido  no Vale do Guaporé, na divisa do Estado com a Bolívia. “Precisamos conhecer a nossa história e os nossos direitos”, ressaltou.

“A fotógrafa Marcela Bonfim tem o olhar do migrante que se integrou na cidade, no reconhecimento de sua negritude, que oferece uma colaboração antropofágica.

Trouxe para Porto Velho a cultura de  fora, que a população local absorve e transforma”, segundo o jornalista Basinho.

A exposição foi aberta com o vídeo experimental do projeto com edição de imagens da fotógrafa Michele Saraiva, mais  intervenção do poeta Dom Lauro e do artista plástico Hely Chateaubriand. A artista plástica Margô Paiva e a arquiteta Regina Morão fizeram a ambientação.  As  bandas Três de Nós, Manoa e Tuer Lapim, os músicos Júnior, Bubu Johnson e  Basinho,  a bateria da Escola de Samba Asfaltão e a discotecagem de Leonardo Felizardo, além do artista plástico Bototo, participaram da festa de abertura da exposição.

Espaço Cultural Cujuba

A exposição de fotografias “Amazônia Negra” tornou pública a existência do Espaço Cultural Cujuba, localizado no centro histórico de Porto Velho, na divisa do Centro da cidade com dois bairros tradicionais de Porto Velho – Mocambo e Areal. Nas margens do igarapé Guapindáia e próximo do cemitério dos Inocentes, o espaço é o resultado de um trabalho de quatro anos de muita dedicação e idealismo do poeta Dom Lauro, que pensa em transformar o local em um centro de estudo de artes. O espaço ainda está em construção, mas já é uma referência e ponto  de encontro de artistas de Porto Velho.

Vice-presidente da Fundação Municipal de Cultura da Capital, Rafael Altomar conta que acompanhou  o trabalho de Dom Lauro para a construção do espaço desde que surgiu a ideia de fazê-lo. “Sei que ele dedica a vida para o Cujuba”. O casario, que antes era um espaço comercial, aos poucos está se transformando com o uso de material reciclado, argila, palha, plantas e madeirame trazido pelo rio  Madeira e o talento de artistas plásticos, com destaque para o trabalho de Hely Chatobriant.

O espaço Cujuba inclui uma editora alternativa de livros artesanais e uma produtora de vídeos. Dom Lauro também pesquisa e produz instrumentos musicais inéditos. O nome Cujuba foi trazido de outro espaço cultural construído por Dom Lauro na beira do rio Madeira, que foi levado pelas águas turbulentas da grande cheia do Madeira de 2014.

Para Altomar, a abertura das portas do Cujuba para a população com a exposição de fotografias da Marcela Bonfim “foi muito forte e muito significativa”. Pró-reitor de cultura da Universidade Federal de Rondônia (Unir), Rubens Vaz Cavalcante – Binho – considera que a exposição foi o start para realização de outras atividades culturais no Cujuba. “Agora a população já conhece o espaço”. Ele elogia a iniciativa de Dom Lauro “uma pessoa que apoia a cultura popular” e propõe a elaboração de projetos para dar dinamismo ao Cujuba, inclusive com o apoio da Unir.

Serviço

Exposição fotográfica “(Re)conhecendo a Amazônia Negra: povos, costumes e influências negras na floresta”. Fotografias inéditas e outras já publicadas de Marcela Bonfim

Período de visitação: Até 20 de junho no Cujuba. No final de junho e mês de julho a mostra ficará na galeria do Sesc – Avenida Presidente Dutra subesquina com avenida Sete de Setembro – Centro Histórico da Capital

Horário comercial

Local: Espaço Cujuba, na rua Prudente de Moraes, 2449, nas proximidades do cemitério dos Inocentes / Porto Velho – RO

1776 : a Lei que ninguém conhecia

Ana Aranda, jornalista respeitada e admirada pela defesa da cultura amazônica jogou luz no debate sobre o nosso patrimônio histórico. Aranda com a imparcialidade que sempre a caracterizou e sem a despreocupação de “desagradar” algum poderoso, estarreceu os seus leitores com informação responsável ao esclarecer sobre a famigerada lei que fragilizou ainda mais a defesa da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré e seu acervo. A lei 1776 , de 10 de agosto de 2007 é de uma precisão cirúrgica, e dificilmente foi criada pelos deputados que a apresentaram, pois a sua redação exige conhecimentos técnicos complexos e como se vê, é de um oportunismo e cinismo ímpar. Mais irônica só se fosse publicada no dia 1º de agosto.

Dia a matéria da Ana Aranda :

“Gloriosa Madeira-Mamoré – Na apresentação do projeto de lei aos demais deputados, os deputados Neodi Carlos e Alex Testoni alegaram a necessidade de alterar o tombamento “de uma pequena parte da gloriosa Estrada de Ferro Madeira-Mamoré [que] deverá ser atingida pela construção das usinas, fazendo-se necessário, portanto, com o apoio dos Pares, aprovarmos o incluso projeto de lei, que preserva o tombamento desse verdadeiro símbolo rondoniense e nacional, mas altera a área de tombamento. Isso garantirá a união de dois valores essenciais a Rondônia, a preservação de nossa história e o desenvolvimento econômico de nosso Estado”.

Seria interessante ouvir as versões dos próprios deputados signatários, dos secretários da SECEL na época e do ex-governador Ivo Cassol. Leia aqui (ou faça download) o Proj. Lei 091 / 07  e a  LEI 1776-2007 RO .  Vale ler a matéria completa no site Amazônia da Gente

Projeto Cinco e Meia leva Bado e Trio do Norte ao tradicional Mocambo, em Porto Velho

Por Ana Aranda

Os projetos “Cinco e Meia” e “Acordes na Praça” retornam neste sábado (10/12) à praça São José, no bairro Mocambo, berço da boêmia de Porto Velho, com  apresentação do compositor e cantor Bado e do grupo de música instrumentalTrio do Norte”.  “A receptividade do trabalho foi muito grande e a expectativa é de que o sucesso se repita neste sábado”, considera o produtor do Cinco e Meia, Bubu Johnson.

Bado é considerado um dos melhores compositores da região Norte e apresentará no Mocambo um repertório que mescla músicas autorais e de grandes nomes da MPB . Ele canta com banda formada por Ronald Vasconcelos (guitarra), Mauro Araújo (teclados), Júnior Lopes (bateria), Sérgio Santos (contrabaixo),  Cleiton Esquerdo (contrabaixo), David (flauta e saxofone) e Bia Melo (percussão).

Com a participação dos músicos Paulo Araújo (contrabaixo), Mauro Araújo (teclados), Júnior Lopes (bateria) e  Telêmaco (bateria), o Trio do Norte é um grupo instrumental com repertório variado formado por músicas do cenário nacional e internacional, sendo que no Mocambo o grupo vai dar maior ênfase à música regional.

Bairro do Mocambo, em Porto Velho, recebe projeto Cinco e Meia

foto :Ana Aranda/Divulgação

foto :Ana Aranda/Divulgação

Por Ana Aranda

O bairro Mocambo, berço da boêmia de Rondônia, será palco nesta sexta-feira de uma festa cultural, com a apresentação de grandes nomes da música regional. O grupo “Choro entre Amigos” vai iniciar a programação, às 20h. Em seguida Heitor Almeida apresentará  o festejado show “Eternamente Cartola”. O evento será finalizado com o som contagiante da Banda Sambolero, sob o comando de Orismildo. A programação também inclui a mostra de  artesanato “Feira do Sol”, a partir das 16h, na praça São José, e pratos regionais, como vatapá, galinha picante e tacacá. A tarde-noite cultural desta sexta no Mocambo é uma realização dos projetos Cinco e Meia e Acordes na Praça, com patrocínio da Secretaria Estadual de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) e apoio da Fundação Municipal de Cultura Iaripuna e da Associação de Moradores e Amigos do Mocambo. O grupo Choro entre Amigos que se apresenta no Mocambo será formado por Nicodemus (violão sete cordas), Válber (pandeiro), Válber (cavaquinho e bandolim), Paulo Humberto (flauta) e Nélson (clarinete). A participação de músicos talentosos, que já dominam seus instrumentos, promete uma grande apresentação musical. O show “Eternamente Cartola” produzido e apresentado por Heitor Almeida foi criado em 2009 e incluído no Movimento Gente da Mesma Floresta, sendo considerado um dos melhores trabalhos apresentados recentemente na região Norte. O trabalho terá a participação de Heitor Almeida (voz e percussão), Bosco (saxofone), Nei (cavaco), Júnior Lopes (bateria) e Ênio (surdo, voz e violão). O grande compositor Cartola, que dá nome ao trabalho, dispensa comentários. Formado por antigas famílias de Porto Velho, o bairro Mocambo abriga descendentes de trabalhadores da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, Soldados da Borracha e outros nordestinos que se transferiram para a Amazônia na primeira metade do Século XX. O bairro abriga poetas, músicos, artesãos e artistas plásticos. Criado há seis anos, o bloco de carnaval de rua “Até que a Noite Vire Dia”, formado no Mocambo, já é considerado o terceiro maior da cidade e no Carnaval de 2011 reuniu 30 mil pessoas.

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