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Junto com o velho Olímpico vai um pedaço de mim

Meu neto Théo no Olímpico

Meu neto Théo , em pleno Olímpico

Corria o cinzento ano de 1964… Acho que neste ano fomos tri na sequência que levaria ao hepta ! O time era (me corrijam se estiver errado) Arlindo, Altemir, Airton, Paulo Souza e Ortunho. Cleo e Sergio Lopes. Paulo Lumumba, Joãozinho, Alcindo e Vieira. O treinador do Grêmio era o “Capitão” Carlos Froner, ex-treinador do Aimoré, de São Leopoldo. Acho que pela primeira vez uma equipe de futebol gaúcho profissional teve um preparador físico,(até então chamado de “fisicultor”) o Major Mário Doernt, auxiliar de Froner no Aimoré, e que tinha umas idéias revolucionárias a respeito da preparação física dos atletas de futebol .  ( Na verdade, Doernt, tinha completado seu curso superior na EsefEx e estava pioneiramente implantando as modernas técnicas de treinamento desportivo). Foi o ano também que o famoso massagista “Banha” , novinho, vinte e poucos anos (e depois com seus mais de 120 kg) chegou no Grêmio, sendo responsável pelo relaxamento muscular dos juvenis e depois auxiliar de Ataíde Carvalho.

Acontece que eu era vizinho do Mario Doernt e as famílias eram e são até hoje, amigas. ( Nilza, ainda morando em Ipanema(viúva) e os filhos Márcio Doernt (médico), a Líquia(Márcia – arquiteta) e  a Marilza (médica) .

Daí para zanzar pelo Olímpico foi um pulo. Imagina para um garoto de 7 anos ficar perto dos seus ídolos e às vezes até participar dos treinos !

Os jogadores corriam de uma lateral a outra do gramado, e a função de nós, moleques, era levantar uma bandeirinha para que o tempo fosse cronometrado. Assim passava o Alcindo, o Airton, o Sérgio Lopes. Quer glória maior ? Além disso os jogadores viviam na casa do Mário, em Ipanema. Um hábito que ele sempre cultivou .  Depois o Maj Doernt, como profissional,  se mudou de mala e cuia para os Eucaliptos e começou a minha outra fase de Olímpico .

Foi com seu Ivo Marques, que tinha uma cadeira cativa e levava todo mundo no seu fusca azul em dia de jogo. Não sei como ele fazia, mas ele procurava um cambista chamado Careca, e chegava na roleta das Sociais e botava todo mundo prá dentro dizendo alto “tudo gremista, deixa passar que é tudo gremista !” O Ivan Marques, o Marco Herrman, o Mauro e o Olyntho devem se lembrar desta época !

Depois mil outras histórias, o chope no gramado suplementar e a Cristina me resgatando das comemorações da conquista do Mundial, a Lê, a Vivica, o Michel (meus filhos) conhecendo o Olímpico, o Renan e o Luizinho Duval na final da Libertadores contra o Boca, o Levy e o Jurandir numa semi da Libertadores decidida nos pênaltis contra um time paraguaio, depois o Michel adulto companheirando o Mercadinho Santo Antônio numa Polar à espera de um Gre-Nal.

Resumindo: só sei que quando começarem a derrubar o velho Olímpico vai junto um pedaço de mim, um grande pedaço feliz.