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	<title>Beto Bertagna a 24 quadros</title>
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	<description>News,política,cultura. Cada um com seu cada qual.</description>
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		<title>Ó de casa?!</title>
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		<pubDate>Sat, 25 May 2013 18:52:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bertagna</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas certeiras]]></category>

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		<description><![CDATA[Texto e foto de Valéria del Cueto Vamos cair na real: não será hoje. Mas quase ontem. A Copa está aí. Alguma novidade? Talvez para quem nunca comeu melado. Por que, ao contrário do ditado, é justamente quem já comeu que está se lambuzando. E o faz de caso pensando, por que sabe que é [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><span style="line-height: 1.714285714; font-size: 1rem;"><a href="http://i0.wp.com/betobertagna.com/wp-content/uploads/2013/05/cop-val.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-29559" alt="cop val" src="http://i0.wp.com/betobertagna.com/wp-content/uploads/2013/05/cop-val.jpg?resize=625%2C351" data-recalc-dims="1" /></a>Texto e foto de <strong>Valéria del Cueto</strong></span></p>
<p>Vamos cair na real: não será hoje. Mas quase ontem. A Copa está aí. Alguma novidade? Talvez para quem nunca comeu melado. Por que, ao contrário do ditado, é justamente quem já comeu que está se lambuzando. E o faz de caso pensando, por que sabe que é agora&#8230; ou já! As comportas estão abertas e jorra dinheiro para tentar fazer em alguns meses o que não foi executado em anos.</p>
<p>Lembro-me sim, do dia em que saiu o resultado das cidades escolhidas para serem sedes da Copa de 2014. Meninos eu, vi, estava voltando (de novo) para Mato Grosso e uma das tarefas do retorno era registrar em vídeo a agitação da Praça do Chopão, onde Cuiabá em peso se reuniu para assistir a declaração da FIFA.</p>
<p>Acompanhei colada com os “artistas” que ali estavam para, mais que comemorarem, mostrarem à gente brasileira, por um link ao vivo da rede Globo, o que Cuiabá tinha para oferecer ao mundo: cururu, siriri, o boi e, como todo o Brasil, o samba.</p>
<p>Lembro que havia uma tenda vip, para as autoridades. Só que a reação desse povo a “conquista” não me interessava, já sabia qual seria. Preferi me encostar nos cururueiros que afinavam, nervosos, as violas de cocho e arranhavam insistentemente seus ganzás. Ali, sentia a tensão do povo de Cuiabá para a realização de um sonho, apenas de um sonho: o de que a Copa do Mundo chegasse àqueles que teriam  imensas dificuldades na vida para irem até ela.</p>
<p>Para o trabalho, havia várias câmeras espalhadas: Na tenda, na área das apresentações ao lado da praça. A subida da Getúlio havia sido impedida e um trio elétrico ocupava a rua. Imagina a briga que era pra saber que iria subir no caminhãozão. Muita gente conseguiu sair na foto, mas claro, o espaço não foi suficiente para tanto ego. Do lado de fora do Chopão, o povo. Lá dentro, meia sociedade cuiabana, que aquela não era festa pra perder. Só comemorar. Faz quatro anos no dia 31 de maio!</p>
<p>Não quero ser derrotista, por que acredito na capacidade de organização e, apesar de não ser devota, nos milagres capazes de serem realizados pelo Santo RDC (Regime Diferenciado de Contratação, pra quem não ligou a sigla ao seu bolso), mas a coisa mais pronta que pude ver nesse período, é o trabalho do mesmo grupo Flor Ribeirinha que rodopiou cheio de alegria e emoção para nos representar para o mundo naquela praça.</p>
<p>Pois não é que a Domingas, mãe, pai, tia e madrinha do projeto de excelência, nascido no São Gonçalo Beira Rio, soube pilotar sua canoa com maestria e organização e, um ano antes do evento, mostrou para os cuiabanos como o cururu e o siriri os apresentará para o planeta? Ocupou com maestria todos os espaços que pode e fez sim, um lindo trabalho, levando sua trupe das águas do seu Cuiabá para mares e oceanos distantes. Claro que enfrentou corredeiras e calmarias, mas dá gosto ouvir falar do seu sucesso.</p>
<p>Pena que nem todo mundo esteja jogando aberto como a artista Domingas. Li que o Tribunal de Justiça suspendeu a licitação organizada pela SECOM/MT para escolher as agências de propaganda que atenderiam a SECOPA. O mandado de segurança foi impetrado com o argumento do o não cumprimento da Lei 12.232/2010 e do uso em uso em vão do nome, ao que parece do Santo RDC!</p>
<p>Indica que já estamos no período do pega pra capar e  do Deus nos acuda! Tem gente rodopiando  e dançando qualquer ritmo e batida para levar de lambuja uma beira da nossa festa&#8230;</p>
<p>*Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Essa crônica faz parte da série “No rumo”,  do SEM FIM&#8230; <a href="http://delcueto.wordpress.com/" target="_blank">delcueto.wordpress.com</a></p>
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		<title>Aula aberta no IICS : Novas tendências do Jornalismo Digital</title>
		<link>http://betobertagna.com/2013/05/24/aula-aberta-no-iics-novas-tendencias-do-jornalismo-digital/</link>
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		<pubDate>Fri, 24 May 2013 12:20:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bertagna</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ao Sul]]></category>

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		<description><![CDATA[As novas tendências do jornalismo nos meios digitais serão tema da aula aberta com o Professor Hugo Pardo Kuklinski, que o IICS promove no próximo dia 3 de junho, segunda-feira, às 14h. Você deve fazer sua inscrição on-line aqui. Uma boa oportunidade para quem está em São Paulo. Local: IICS – Instituto Internacional de Ciências [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" alt="" src="http://i2.wp.com/www.iics.edu.br/wp-content/uploads/2013/05/Hugo-Pardo.jpg?resize=407%2C407" data-recalc-dims="1" />As novas tendências do jornalismo nos meios digitais serão tema da aula aberta com o Professor Hugo Pardo Kuklinski, que o IICS promove no próximo dia <strong>3 de junho</strong>, <strong>segunda-feira, às 14h.</strong></p>
<p>Você deve fazer sua<strong><a href="http://www.iics.edu.br/index.php/departamento-de-comunicacao/aulas-abertas-comunicacao/aula-aberta-novas-tendencias-do-jornalismo-digital/#usermessage6a"> inscrição on-line aqui.</a></strong></p>
<p>Uma boa oportunidade para quem está em São Paulo.</p>
<p>Local: IICS – Instituto Internacional de Ciências Sociais<br />
Rua Martiniano de Carvalho, 573 – Bela Vista – São Paulo Estacionamento pela Rua Santa Madalena, 75  O evento é gratuito e confere certificado de participação</p>
<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..<br />
<strong style="line-height: 1.714285714; font-size: 1rem;">*Hugo Pardo Kuklinski</strong><span style="line-height: 1.714285714; font-size: 1rem;">, PhD, é fundador e diretor geral de Outliers School. Diretor de Imagine PostDigital 2012. Doutor em Comunicação pela Universidad Autónoma de Barcelona. Investigador do Laboratori de Mitjans Interactius (LMI) da Universidade de Barcelona e professor visitante na Stanford University (2007-2009). Autor dos livros “Geekonomía – un radar para produzir en el postdigitalismo”(2010) e “Planeta web 2.0 – Inteligencia colectiva o medios fast food” (2007). Produz digitalismo.com.</span></p>
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		<title>Movimento popular em Ji-Paraná/RO pede a preservação da Catedral São João Bosco</title>
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		<pubDate>Thu, 23 May 2013 22:41:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bertagna</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ao Norte]]></category>
		<category><![CDATA[Ji-Paraná]]></category>
		<category><![CDATA[patrimônio cultural]]></category>
		<category><![CDATA[patrimônio histórico]]></category>
		<category><![CDATA[preservação]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption alignnone" style="width: 737px"><a href="http://www.avaaz.org/po/petition/Em_defesa_da_Catedral_Sao_Joao_Bosco_e_da_Praca_Central_de_JiParana/?rc=fb&amp;pv=2"><img class=" " alt="" src="http://i1.wp.com/sphotos-a.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-prn1/p480x480/923069_452205408200277_2027610093_n.jpg?resize=625%2C413" data-recalc-dims="1" /></a><p class="wp-caption-text">Clique na Imagem para ir à petição on-line</p></div>
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		<title>Túnel do Tempo &#8211; Vila de Rondônia,1977</title>
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		<pubDate>Thu, 23 May 2013 13:33:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bertagna</dc:creator>
				<category><![CDATA[Túnel do Tempo]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_29542" class="wp-caption aligncenter" style="width: 910px"><a href="http://i1.wp.com/betobertagna.com/wp-content/uploads/2013/05/jp-anos-80.jpg"><img class="size-full wp-image-29542" alt="BR 364, em frente ao Colégio Mal Rondon 1977 foto: B.Bertagna" src="http://i1.wp.com/betobertagna.com/wp-content/uploads/2013/05/jp-anos-80.jpg?resize=625%2C397" data-recalc-dims="1" /></a><p class="wp-caption-text">BR 364, em frente ao Colégio Mal Rondon 1977 foto: B.Bertagna</p></div>
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		<title>Angelina e a prevenção na sociedade patofóbica</title>
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		<pubDate>Thu, 23 May 2013 12:12:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bertagna</dc:creator>
				<category><![CDATA[Efêmeras Divagações]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Paulo Rosenbaum Reavaliando preconceitos e aversões, celebridades têm mesmo seu valor. A atriz Angelina Jolie expandiu drasticamente sua fama com a notícia da mastectomia total bilateral à qual se submeteu depois de detectar, através de exames genéticos, alto risco de desenvolver neoplasia maligna na mama. A decisão provocou corrida aos exames genéticos e intermináveis [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><span style="line-height: 1.714285714; font-size: 1rem;">Por </span><strong style="line-height: 1.714285714; font-size: 1rem;">Paulo Rosenbaum</strong></p>
<p><span style="line-height: 1.714285714; font-size: 1rem;">Reavaliando preconceitos e aversões, celebridades têm mesmo seu valor. A atriz Angelina Jolie expandiu drasticamente sua fama com a notícia da mastectomia total bilateral à qual se submeteu depois de detectar, através de exames genéticos, alto risco de desenvolver neoplasia maligna na mama.</span></p>
<p>A decisão provocou corrida aos exames genéticos e intermináveis polêmicas, mas, pelo que se lê e ouve, estamos distantes de qualquer consenso, sequer de um debate racional. Como sempre, alvoroços opinativos se transformam em posturas sectárias e apriorísticas: “eu também faria, tem toda a razão” ou “que absurdo, ela deve ter tido razões ocultas para tomar essa decisão”. Assim é que não se vai muito longe. A verdade é que exames de mapeamento heredo-genético ainda estão em fase de pesquisas. Neste estado embrionário, bem poucas cidadãs podem se esclarecer ouvindo e lendo as discussões travadas na mídia.</p>
<p>Vamos voltar um pouco para tentar reconstituir as razões, o contexto e os parâmetros científicos que costumam nortear decisões terapêuticas.</p>
<p>Toda a ideia da epidemiologia clínica sempre foi tentar esclarecer e distinguir os fatores que expõem (com potencial para impactar negativamente a saúde) daqueles que protegem o sujeito (deixar o organismo menos vulnerável). Como saber? Tenta-se estabelece-se uma linha de risco. O risco é uma fronteira subjetiva, ainda que possa ser transformado em índice matemático sob dados estatísticos. A saber, existem procedimentos clínicos, nutritivos, hábitos de vida, e ambientais que protegem a pessoa, assim como aqueles que a tornam mais vulnerável.</p>
<p>Então de onde emerge a subjetividade e toda a assim chamada “arte” em medicina?<br />
A medicina não é ciência stricto sensu, no máxima ciência operativa como alguns epistemólogos ousaram classificar. A arte mencionada se deriva da necessidade de ponderar cada caso em seu devido contexto de individualidade e peculiaridade. Isso torna as regras clínicas mais flexíveis. Alguns reclamam deste caráter relativizador que a medicina adota. Ainda bem que ele existe! Na verdade, trata-se de um importante esteio de segurança para que a pessoa enferma não seja reduzida a mero protocolo.</p>
<p>Em outras palavras, todas as decisões terapêuticas: do parto via cesariana ao transplante cardíaco, dependem pois de criteriosa avaliação do médico, dos cuidadores, da família, da história pregressa, das condições e contextos da pessoa enferma.</p>
<p>Se Angelina têm mais chances de desenvolver a doença neoplasia mamária, e há um exame que detecta esta predisposição e ponderadas todas as variáveis, ela junto com o marido, médicos, agentes da saúde e família, tomou a decisão, esta deve ter sido acertada. Isso não significa que outra pessoa, nas mesmíssimas circunstâncias e com o idêntico exame em mãos, deva ou possa reproduzir o que a atriz acaba de fazer. Por que não?</p>
<p>Exatamente porque a análise de risco envolve aspectos que estão para além da medicina e, às vezes, o que vale para um pode não valer para outro. Quanto a mulher pode suportar a idéia da mutilação? Quais os impactos psíquicos? Com que tipo de companheiro/família ela poderá contar na fase que se chama convalescença? Ela sabe que resta uma chance de 10% de que mesmo tendo se submetido ao procedimento pode desenvolver o câncer? Sabe que podem haver complicações cirúrgicas, como aderências, má cicatrização e infecções? Qual será a influencia da cirurgia no seu futuro, nos projetos que desenvolve, nas atividades profissionais? E, por último, decerto o mais importante, como lidará com a informação de que haviam chances de jamais desenvolver o tumor maligno?</p>
<p>Para compreender isso melhor será importante recuperar os esquecidos e quase abandonados conceitos de predisposição e susceptibilidade. Não seria má idéia que o público tivesse acesso aos textos do pai da medicina para entender isso melhor. Sim senhores, uma medicina “antiga” como a hipocrática ainda pode nos indicar caminhos e evitar trilhar nos desastres dos excessos de diagnósticos.</p>
<p>Polêmica mas cabível, é a tese desenvolvida pelo médico americano Gilbert Welch “Overdiagnosed”, livro que tráscríticas razoavelmente fundamentadas aos incontáveis abusos de técnicas da propedêutica armada (exames laboratoriais). Welch, não descarta o valor do diagnóstico ou propõe modelos alternativos para a saúde, mas enfatiza o questionamento à indústria das doenças que o excesso de tecnologia costuma construir.</p>
<p>Em uma sociedade com características patofóbicas (pathos – paixão ou doença, phobos – medo) e alarmável por tudo, agravado pela velocidade on-line de informações impossíveis de seres processadas, nossa tendência é consumir procedimentos e seguir acriticamente o que se noticia como in e up-to-date. Há uma moda em saúde também.</p>
<p>Para desenvolver uma moléstia (complexo de alterações funcionais e morfológicas, de caráterevolutivo, que se manifestam no indivíduo submetido à ação de causas estranhas, contra as quais ele reage) é preciso “poder” desenvolve-la. Em termos práticos isso significa que só se existe um terreno genético há chances de desenvolvimento da patologia. Chances não significam certeza. São dados condicionais, não mandatórios. Se soubéssemos de todas as nossas chances de adoecer, viveríamos melhor? Para que alguém adoeça, devem se mesclar condições suficientes, necessárias, sobretudo fatores desencadeantes. Em geral são multifatoriais.</p>
<p>Exemplo: uma crise de bronquite alérgica pode afetar alguns sob três condições simultâneas: verão, muita umidade e abuso no consumo de chocolate. Em outros (considerando que o sujeito tenha a mesma predisposição genética e a mesmíssima patologia) só desenvolverá seu potencial no outono, ar seco e a noite. Ainda há aqueles que só precisam da decepção financeira para desencadear broncoespasmos. É esta ampla, quase imponderável variabilidade que torna a medicina um campo curiosamente inexato.</p>
<p>Voltando ao caso Jolie, é necessário prudência, responsabilidade e cuidado. O risco é que, sem todos os dados, o cenário se torne corredor de direção única, como aliás têm sido a epidemia de cirurgias plásticas e bariátricas. Isso é particularmente importante neste caso, e, por isso, trago o tema à tona. Questão de saúde pública. A tendência dos colonizados é agir por cópia e a cópia costuma ser um equivoco. O que serve para Jolie pode não servir para as outras mulheres e vice versa.</p>
<p>Qualquer decisão que envolva este grau de radicalidade e intervenção, merece esmiuçamento e seria aconselhável estar clinicamente amparada, de preferência, por duas opiniões de equipes médicas e transdisciplinares.</p>
<p>Uma vez formulada a decisão, aposte que essa foi a melhor dentre todas as possibilidades sem esquecer que nada é inexorável.</p>
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		<title>Pós-usinas ou pós-ruínas ?</title>
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		<pubDate>Thu, 23 May 2013 11:34:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bertagna</dc:creator>
				<category><![CDATA[Efêmeras Divagações]]></category>

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		<description><![CDATA[Por José Armando Bueno A eterna fuga dos despreparados: a correria atrás do prejuízo. No dia 8 de julho de 2009, portanto há quase três anos, publiquei este artigo: Porto Velho em 2020 poderá ter esta cara: 1) Eliminação imediata de cerca de 15 mil postos de trabalho (até 2012), com o encerramento das obras [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://i1.wp.com/betobertagna.com/wp-content/uploads/2012/04/bueno.png"><img class="alignleft size-medium wp-image-22237" title="BUENO" alt="" src="http://i1.wp.com/betobertagna.com/wp-content/uploads/2012/04/bueno.png?resize=260%2C300" data-recalc-dims="1" /></a>Por <strong>José Armando Bueno</strong></p>
<p><em>A eterna fuga dos despreparados: a correria atrás do prejuízo.</em></p>
<p>No dia 8 de julho de 2009, portanto há quase três anos, publiquei este artigo:</p>
<p>Porto Velho em 2020 poderá ter esta cara:</p>
<p>1) Eliminação imediata de cerca de 15 mil postos de trabalho (até 2012), com o encerramento das obras das hidrelétricas, caso não ocorra nenhum acidente de percurso que impeça a conclusão. O impacto microeconômico para diversos segmentos será muito significativo, incrementando este número em cerca de mais 8 mil postos de trabalho, no mínimo.</p>
<p>2) Cerca de 20% das unidades habitacionais (casas e apartamentos) serão desocupadas, gerando um estoque que, irremediavelmente, não será comercializado, apesar da fortíssima queda nos preços vigentes.</p>
<p>3) Cerca de 400 empresas, criadas exclusivamente para alimentar a boca larga do consumo das hidrelétricas, serão fechadas, elevando de forma significativa o impacto microeconômico em Porto Velho.</p>
<p>4) Todos os segmentos econômicos sofrerão perdas significativas e inúmeros negócios vão fechar ou quebrar.</p>
<p>5) Carreatas, passeatas, caravanas a Brasília, fóruns, debates, combates e embates públicos serão realizados, no afã belicoso para buscar uma solução que não chegará. Os políticos serão pressionados, muitos vão perder suas posições e outros vão surgir do anonimato, aproveitando-se da ignorância popular diante da desgraça premeditada, mas não olhada.</p>
<p>6) Entidades de representação de empresários, de empregados, do funcionalismo etc etc etc vão se mobilizar, mas nada de concreto vão alcançar.</p>
<p>7) A queda extrema na arrecadação paralisará inúmeros serviços públicos, a começar pela coleta de lixo. Porto Velho se verá 30 anos no passado, quando a cidade fétida era invadida por ratos a plena luz do dia, e nada se fazia; o sistema de saúde estará à beira do caos.</p>
<p>8) O desemprego crescente e a falta de perspectivas, aliado à enorme distância do centro-sul do país e os proibitivos custos de deslocamento, farão com que as ruas sejam invadidas por desempregados, desocupados, famílias inteiras famintas e miseráveis à procura de uma ajuda qualquer, que não chegará, jamais.</p>
<p>9) Igrejas serão invadidas e tomadas por novos fiéis, desesperados para encontrar uma resposta, uma solução, uma benção à desgraça desumana que baixará sobre Porto Velho, como se Deus fosse responsável por tamanho abandono. Portanto, igrejas sempre serão um bom negócio, especialmente nas crises, e também farmácias, psicólogos e numerólogos de todas as vertentes.</p>
<p>Esta é uma pequena amostra de como poderá estar Porto Velho até 2020, uma cidade que fora estuprada, usada e abandonada. Abandonada não por empreendedores que aqui estão desembarcando para realizar seus negócios milionários. Porto Velho já está abandonada em 2009, pelos políticos de plantão e lideranças de toda ordem, mais ocupados e preocupados com os seus ganhos de hoje do que com a desordem de amanhã.</p>
<p>Porto Velho (e Rondônia) não têm um projeto de longo prazo que possa estabelecer novos padrões de desenvolvimento sustentado, para eliminar a excessiva dependência que as hidrelétricas já estão criando em nossa economia e que vão se alargar sobremaneira. Cidades como a nossa, que tiveram obras gigantescas durante longo período, sofreram baques significativos de toda ordem, podendo chegar a uma queda violenta de 30% a 40% de todo o PIB local. A desorganização econômica e o caos social vão se instalar em Porto Velho.</p>
<p>E uma pergunta não quer calar: o presente define o futuro ou o futuro define o presente? Canso de perguntar aos empreendedores e, invariavelmente, a resposta é: o presente define o futuro. Lamento. Jamais o presente definirá o futuro. Políticos e lideranças no nosso país jamais se preocuparam com o futuro, o que dirá os de Rondônia, terra devassada pelos oportunistas de plantão.</p>
<p>Alternativas estratégicas macroeconômicas não são sequer consideradas nos planos miseráveis que, vira e mexe, enchem relatórios delirantes para arrancar mais verbas de Brasília, para nada ou apenas para encher os bolsos dos mais espertos.</p>
<p>O velho e cansado Peter Drucker, o maior pensador de gestão da história humana, já dizia: se não podemos decifrar o futuro, então ele pode ser criado. Deve ser criado. Com a palavra, os senhores políticos e lideranças.</p>
<p>Então meus amigos, leitores, críticos e detratores, agora ressurge a conversa mole de mais um movimento sem futuro, codinome “Pós-Usinas”. Membros “importantes” desse movimento natimorto, alguns bem posicionados na economia local, foram acessados por mim, pessoalmente e de forma insistente, para que dessem atenção aos meus persistentes alertas sobre o futuro que agora chegou. Sorrisos amarelos, comentários evasivos, e nada fizeram. Governantes, lideranças empresariais, todos fizeram ouvidos de mouco aos meus apelos recorrentes. Recebi apenas UM apoio formal, do maior incorporador do estado de Rondônia. Nada mais.</p>
<p>Estive pessoalmente com o presidente DE DIREITO da FIERO, no dia 11 de agosto de 2011, para tratar do assunto “pós-usinas”. Ele estava “ocupadíssimo” como sempre, envolvido em suas viagens telúricas, vorazes consumidoras de diárias para justificar o injustificado. Pediu que eu falasse com o presidente DE FATO da instituição. Não falei. Estão todos muito ocupados com suas agendas que não produziram um prego e não trouxeram um centavo de investimento para nosso estado. Só blá-blá-blá pra encher relatórios insípidos e listas de ações maquiadas que começam no nada e levam a lugar algum. Tudo para justificar o uso e abuso de milhões de recursos provenientes de nossas empresas, que não geram nada a não ser fofoca e maçaroca de papel.</p>
<p>Do dia 5 ao dia 10 de junho de 2006, portanto há quase seis anos, realizei em Porto Velho um Seminário de Posicionamento Estratégico para cerca de 50 empreendedores. O primeiro de três. Nesses eventos, tracei claramente as oportunidades e os riscos para a economia de Rondônia até 2016. Nesse evento de junho de 2006, estava presente um sócio do atual presidente DE DIREITO da FIERO. Falou de peito estufado, que estavam para lançar o “primeiro grande shopping de Rondônia”, em Porto Velho, o Porto Madeira Shopping. Perguntei se o plano de negócios havia previsto competidores para um empreendimento dessa envergadura. Respondeu o cidadão de peito estufado: “Bueno, quem em Rondônia tem R$ 40 milhões para um investimento desses?” Argui: Teu concorrente não precisa ser de Rondônia. Acrescentei, de forma enfática, que era imperativo considerar no plano de negócios concorrentes (como todo plano de negócios com alguma seriedade), pois isso poderia gerar muita hostilidade e surpresas desagradáveis para o sucesso do empreendimento. Um ano depois, foram colhidos pela surpresa. Um concorrente global construiu o Porto Velho Shopping em prazo recorde. Os fatos estão aí, senhores. O tal shopping não decolou, os R$ 40 milhões nunca existiram e o resto vocês já sabem.</p>
<p>De lá para cá e desde 2004, conversei com muitas lideranças empresariais, quase todas envolvidas em suas lutas fratricidas em busca de espaço político para suas carreiras pessoais. Rondônia não está na lista de suas prioridades. Apenas quando há uma janela de oportunidade para deitar verborragia opinativa sem qualquer lastro de conhecimento da realidade, eles aparecem serelepes para ocupar a mídia. São papagaios de pirata desta mesma realidade e, num futuro próximo, vão se tornar os abutres a voar sobre a carniça podre da falta de iniciativa. Abutres comem carne podre para sobreviver até a próxima desgraça. Assim são eles, todos, políticos e lideranças de plantão.</p>
<p>Não desejo má sorte para esse grupo do “pós-usinas”. Ao contrário. Precisamos de mobilização. Mas falta-lhes metodologia própria para a construção de cenários, falta visão de futuro e competência para gerenciar grupos muito heterogêneos com metas de trabalho específicas. Falta-lhes o principal: iniciativa com ACABATIVA.<br />
Começam tudo, não terminam nada. A Agência de Desenvolvimento Econômico do Governo Norte-Americano (USAID) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), já haviam mapeado na década de 80: nós latino-americanos somos péssimos planejadores. Sabendo dessa falha histórica, já deveríamos ter aprendido que, sem planejamento, sem olhar pra frente, não adianta tanta energia pra realizar, fazer acontecer. Planejar é pensar no papel. E também errar no papel, que é mais barato. Agora tudo, tudo vai sair muito, muito mais caro. Três trimestres consecutivos de maus resultados desde junho de 2011, não foram suficientes para chamar a atenção dos que agora correm. Esperavam que março sinalizasse melhoria no cenário. Não aconteceu. O que aconteceu foi mais caos, desordem, baderna, e falta de ação de governos e lideranças.</p>
<p>Nosso futuro não é incerto. Ele simplesmente não existe. O que existe é uma ânsia doida pra correr atrás do prejuízo. É a eterna fuga dos despreparados. A parte mais sensível do corpo humano é o bolso. Por enquanto, o do governo está cheio, com arrecadação recorde persistente. Mas isso vai acabar. Até lá, todo mundo dormindo o sono dos desocupados e despreocupados de plantão. Ainda acreditam nessa mixaria de projetos eleitoreiros e midiáticos do peixe e do agronegócio de quintal. PÓS-USINAS não me parece uma identidade própria para esse movimento que pretende ser formado esta semana. PÓS-RUÍNAS me parece mais apropriado. Corra moçada, pois se ficar o bicho come, e se correr o bicho pega. Esta é minha pequena contribuição para este momento. Reflitam em suas inconsciências.</p>
<p><em>Quer falar comigo? Escreva para: buenoconsult@gmail.com</em></p>
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<p>Opiniões expressas por terceiros e colaboradores não refletem necessariamente a opinião do blog.</p>
<p><em>NR: O artigo do consultor José Armando Bueno é muito lúcido e deverá provocar a reflexão da sociedade portovelhense.  Vem numa hora em que matérias  bem escritas e fundamentadas são &#8220;artigos&#8221; raros, desculpe o trocadilho . Ele prenunciou, já em 2008, o que deverá inundar a mídia nos próximos dias, meses, anos. As carpideiras chorosas, que não se pronunciaram antes , certamente à espera de uma &#8220;boquinha&#8221; , mas que agora vão invadir nossas praias como &#8220;profetas salvadores do apocalipse&#8221;. </em></p>
<p><strong>Este artigo foi publicado originalmente em 2012, mas continua atual.</strong></p>
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		<title>Livros para entender Rondônia &#8211; Vocabulário Popular de Porto Velho</title>
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		<pubDate>Wed, 22 May 2013 13:09:19 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Beto Bertagna, cineasta premiado, mostra com seu Vocabulário Popular de Porto Velho que não é somente com as câmeras que sabe captar o colorido das ruas de uma cidade cosmopolita como a Capital do Rondônia. Este Vocabulário oferece ao leitor a riqueza de imagens e sons de uma linguagem que tem todos os sotaques do [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://i0.wp.com/betobertagna.com/wp-content/uploads/2013/02/VOCABULÁRIO-POPULAR-DE-PORTO-VELHO-BETO-BERTAGNA-CAPA.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-28164" alt="VOCABULÁRIO POPULAR DE PORTO VELHO - BETO BERTAGNA CAPA" src="http://i0.wp.com/betobertagna.com/wp-content/uploads/2013/02/VOCABULÁRIO-POPULAR-DE-PORTO-VELHO-BETO-BERTAGNA-CAPA.jpg?resize=511%2C750" data-recalc-dims="1" /></a></p>
<p>Beto Bertagna, cineasta premiado, mostra com seu <b><i>Vocabulário Popular de Porto Velho </i></b>que não é somente com as câmeras que sabe captar o colorido das ruas de uma cidade cosmopolita como a Capital do Rondônia.<br />
Este <b><i>Vocabulário </i></b>oferece ao leitor a riqueza de imagens e sons de uma linguagem que tem todos os sotaques do Brasil. E possivel que algum acadêmico mais <i>empombado </i>fique <i>amuado </i>por não encontrar aqui o formalismo dos dicionários tradicionais ou o pedantismo com que certos <i>abestados </i>tentam mostrar erudição.<br />
O melhor deste vocabulário é exatamente a simplicidade, o estilo de crônica jornalística com que foi escrito. Isso lhe dá clareza, precisão, honestidade e autenticidade.<br />
É evidente o carinho e o encanto de Bertagna diante de cada palavra. Ele conversou até mesmo com crianças.<br />
Ouviu-as falando sobre <b><i>papagaios que queidam, </i></b>abatidos pelo <i>cerol </i>nas batalhas aéreas das melhores tardes desta cidade do sol.<br />
Este pequeno livro é um <i>arregaço, </i>negócio <i>pai </i>d´égua para quem pesquisa ou quer escrever com colorido regional. E quem não gostar só pode ser <i>alesado. </i></p>
<p><b style="line-height: 1.7;"><i>Nelson Townes de Castro </i></b></p>
<p><i>Jornalista </i></p>
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		<title>Para-choque de blog</title>
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		<pubDate>Wed, 22 May 2013 12:44:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bertagna</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Deus abençoe a todos que me apoiam ou que querem meu mal” &#8211; Vitor Belfort]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>&#8220;Deus abençoe a todos que me apoiam ou que querem meu mal”</strong> &#8211; Vitor Belfort</p>
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		<title>Deu no G1 : Jacaré é flagrado cruzando avenida movimentada de Porto Velho, capital de Rondônia</title>
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		<pubDate>Wed, 22 May 2013 01:37:21 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Delírio Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[jacaré]]></category>
		<category><![CDATA[Porto Velho]]></category>
		<category><![CDATA[Rondônia]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao G1, o arqueólogo Danilo Curado, que fotografou o animal, contou que diariamente pratica caminhada no local com a esposa e, na noite de sábado, notou um movimento de pessoas na lateral da pista, próximo ao aeroporto. No local havia um jacaré, aparentemente filhote, de cerca de um metro de comprimento, que tentava subir pela proteção [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption alignnone" style="width: 730px"><img alt="" src="http://i1.wp.com/m.ak.fbcdn.net/sphotos-c.ak/hphotos-ak-frc1/p480x480/385303_389152101199684_1603752307_n.jpg?resize=625%2C417" data-recalc-dims="1" /><p class="wp-caption-text">O bichinho , em foto exclusiva do meu amigo Danilo Curado, o paparazzo do reino animal selvagem</p></div>
<p>Ao <strong>G1</strong>, o arqueólogo Danilo Curado, que fotografou o animal, contou que diariamente pratica caminhada no local com a esposa e, na noite de sábado, notou um movimento de pessoas na lateral da pista, próximo ao aeroporto. No local havia um jacaré, aparentemente filhote, de cerca de um metro de comprimento, que tentava subir pela proteção de uma área verde, pertencente a Base Aérea de Porto Velho. “Ele [o jacaré] estava bastante assustado. Quem estava na hora disse que ele atravessou a pista, saindo do igarapé”, relata Curado.</p>
<p>O arqueólogo relata que não é a primeira vez que animais silvestres são vistos no local. “Já vimos um jiboia adulta e um tamanduá bandeira ainda filhote”, conta Danilo.</p>
<p><strong><em>NR : Este cara tem imã para animais silvestres. Mora em Porto Velho há menos de 3 anos e já flagrou tudo isto? Para quem só frequentava o Shopping Flamboyant tá bom demais, sô .</em></strong></p>
<p><strong><em>Quer ver a matéria completa?&gt;<a href="http://g1.globo.com/ro/rondonia/noticia/2013/05/jacare-e-flagrado-cruzando-avenida-movimentada-de-porto-velho.html"> G1 Rondônia</a></em></strong></p>
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		<title>Olhar junguiano na Amazônia</title>
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		<pubDate>Tue, 21 May 2013 12:32:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bertagna</dc:creator>
				<category><![CDATA[Delírio Cotidiano]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Elisabete Christofoletti É o ano de 1910. Pelas palavras de Vitor Hugo e Manoel Ferreira nos é apresentada uma cidade: Porto Velho, em Rondônia na Amazônia. Gente de todo mundo não acabava de chegar, &#8211; fazia anos! – à margem da primeira cachoeira inferior, no Rio Madeira. Brasileiros vindos de quase todos os pontos do [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img class="alignleft" alt="" src="http://i2.wp.com/m.c.lnkd.licdn.com/media/p/1/000/18c/26d/2bc43ea.jpg?resize=335%2C335" data-recalc-dims="1" />Por </strong><strong>Elisabete Christofoletti</strong></p>
<p>É o ano de 1910. Pelas palavras de Vitor Hugo e Manoel Ferreira nos é apresentada uma cidade: Porto Velho, em Rondônia na Amazônia.<br />
Gente de todo mundo não acabava de chegar, &#8211; fazia anos! – à margem da primeira cachoeira inferior, no Rio Madeira.<br />
Brasileiros vindos de quase todos os pontos do país, ingleses em quantidade, italianos buliçosos, espanhóis, bolivianos, peruanos, gregos, alemães, judeus, barbadianos e chineses.<br />
Uma população ondulante, instável, de aventureiros aliciados para um trabalho que oferecia todas as probabilidades da desventura. Fracassados na vida, audaciosos, viciados, aumentavam ao sabor das condições econômicas. O dia escoava-se ao ritmo do trabalho; a noite, ao ritmo da algazarra, da música, dos gritos e discussões em uma dúzia de línguas nos botequins, casas de jogo e de tolerância. Estas eram numerosas: as francesas, chegadas de Paris, alinhavam-se com as brasileiras, as barbadianas, as espanholas e bolivianas, de permeio aos homossexuais e pederastas.<br />
Bebia-se champanhe, cerveja e aguardente. Comiam-se peixes do Rio Madeira e as mais finas conservas nacionais e estrangeiras.<br />
Quando a friagem enregelante e úmida chegava de súbito, de junho a agosto, apareciam cá e acolá caras peliças, enquanto a morte dizimava os enfraquecidos pelo álcool ou pelo trabalho, e os moradores das humildes barracas, abertas a todos os ventos.<br />
As brigas eram freqüentes, os crimes, comuns &#8230; (HUGO, 1959 p.215, 216)<br />
A Vila não tem esgoto, nem água canalizada, nem iluminação de qualquer natureza. O lixo e todos os produtos da vida vegetativa são atirados às ruas, se merecem este nome vielas esburacadas que cortam a infeliz povoação. Encontram-se colinas de lixos apoiadas às paredes das habitações. Grandes buracos no centro do povoado recebem as águas das chuvas, e na cheia do rio transformam-se em pântanos perigosos, donde se levantam aluviões de anofelinos que espalham a morte por todo o povoado. Não há matadouro. O gado é abatido em plena rua, à carabina, e as porções não aproveitadas: cabeças, vísceras, couro, casco, etc., são abandonadas no próprio local em que foi a rez sacrificada, jazendo num lago de sangue. Tudo apodrece junto às habitações, e o fétido que se desprende é indescritível. (HUGO, 1959 p. 212)<br />
Passados em torno de quinze anos&#8230;<br />
-“A agitação febril da população heterogênea, que formiga de sol a sol; e a fisionomia predominante e quase coletiva do peão, que parece ter chegado e já parece pronto a partir, além de outras características, denunciam a urbs das mágicas, alevantada ao toque das fadas tutelares”. (FERREIRA, 1961 p. 86)<br />
&#8230;E custa caro crer que o seu desenvolvimento tenha tido lugar ao longo dos anos que marcaram a dramática crise que se abateu sobre a Amazônia.<br />
Porto Velho nasceu, inegavelmente, para ser uma base de irradiação de progresso e civilização desta região da Amazônia.<br />
Estamos aqui nesta cidade, observando a sua vida atual, tudo o que é o seu presente e faz adivinhar o seu futuro. (FERREIRA, 1961 p. 87)<br />
Mais tarde, às onze da noite, quando a usina a óleo diesel que fornece energia elétrica é paralisada, a cidade é envolvida pela escuridão e por um profundo silêncio. Esta quietude sugere agora repouso e descanso. Parece pois impossível que tivesse sido este o teatro daquela extraordinária história. (FERREIRA, 1961 p. 87)<br />
Entramos no hotel, que nos impressiona bem. No andar superior, instalamo-nos num apartamento com sanitário e chuveiro privativos. Colchões de molas. Em seu conjunto, o hotel é confortável e moderno.<br />
Podemos ver o Palácio do Governo ao lado, e a parte central da cidade, situada em terreno mais baixo. Para a outra banda, vemos correr mansamente o Rio Madeira, bem próximo, a cerca de trezentos metros talvez.<br />
No terraço do andar térreo, espalham-se mesas e cadeiras, confortáveis, em estilo moderno. Na tarde calma e quente, sentados ao redor das mesas, conversam e tomam seus aperitivos alguns seringalistas, o diretor do jornal, o promotor público, um padre salesiano professor de história no colégio local, o médico-operador &#8230; Diariamente chegam e saem hóspedes. Alguns são fixos &#8230;<br />
Mas os itinerantes são a maioria. Uns vêm a negócios. São viajantes procedentes de Belém, Manaus, Rio, São Paulo. (FERREIRA, 1961 p. 79, 80)<br />
C. G. Jung dizia que o homem, todo o homem, carrega dentro de si toda a humanidade. Assim, podemos também pensar que todo homem carrega dentro de si todos os lugares por onde passou, e como cantam Sá e Guarabira, nossa casa é onde estão os nossos sapatos, mesmo que velhos, esquecidos ou abandonados.<br />
Quando recebemos um amigo, um convidado na cidade em que moramos, impreterivelmente escolhemos os lugares que entendemos poder dar-lhe uma melhor idéia de como é este espaço. Por vezes escolhemos o belo, ou o que caracteriza o local, ou ainda o que compõem a fantasia de nosso amigo visitante.<br />
Em Porto Velho, será difícil encontrar alguém que não tenha ido ou acompanhado um amigo à Estrada de Ferro Madeira Mamoré. Alguns contos, histórias, cantos foram entoados em sua homenagem, e sonhos a ela foram atribuídos. A dama, a rainha, impressiona, é majestosa e valente vertendo do meio da mata.<br />
A pequena é bela, parece muito forte, mas é indefesa, frágil, vulnerável, além de carregar em sua bagagem o mito de que durante sua construção (da Madeira Mamoré), tantas foram as mortes que para cada dormente assentado pode-se considerar um homem morto. Tão bela, tão frágil, mas causadora de tantas mortes, e morta está. Sua fragilidade é visível nas cores em tons de cobre, marrão esfarelando, pernas e pés atrofiados, engolidos pela terra e mata.<br />
Do centro da cidade para o Bairro de Santo Antônio (referência de origem da cidade e o primeiro cemitério) &#8230; quantos pedaços &#8230; a máquina desfeita, quebrada, pedaços soltos, toda fragmentada, dividida, rompida &#8230; encontramos o cemitério; tantas Marias ali deixadas à própria sorte.<br />
Quase em frente, outro cemitério, que o mato comeu, engoliu e a memória esqueceu. Ali muitos homens ficaram; mal uma cruz avisa que ali está. Impossível não pensar: será que estes homens encontraram o que vieram buscar? Chegar, partir, vir buscar.<br />
A viagem pelo colo da menina dama é lembrança doce. Entramos na casa das pessoas sem pedir licença; ela é a dona do pedaço, rompe o limite entre o público e o privado. Associações formam-se em torno dela, concreta e imaginariamente continua a haver agrupamento em torno.<br />
Mas será mesmo este o mito, ou houve uma sedução pela pequena dama? Toca-nos a alma, ou nos habituamos a pensar que a alma deve ser tocada por ela?<br />
Pela imponência da pequena dama, pelas histórias que permeiam o imaginário, somos docemente levados a defender que ela seria “o mito de origem”. Será? Muito Romântico&#8230;<br />
O imaginário garante espaço seguro para fazer da estrada de ferro e da Maria Fumaça função e sentido, e não é difícil ser seduzida por ela prova maior, estas linhas até aqui escritas a seu respeito. Frágil, imponente, como um pássaro de ferro nos leva e traz, assim como nossos sonhos, desejos mais secretos e outras vezes nem tanto.<br />
Mas ultrapassando a fumaça da chaminé, acreditamos que o mito fundador não é a pequena dama, mesmo que simbolicamente remeta ao destino que carrega cada um, que trouxe cada um a este PORTO, onde se busca o caminho.<br />
Cai-se numa armadilha, onde com voz bem alta e clara compreende-se que a Estrada de Ferro, a Madeira Mamoré, não é o Mito Fundador, mas sim o PORTO.<br />
A origem de Porto Velho não está vinculada à industrialização, à racionalização inglesa, à locomotiva, mas à chegada e à partida de tantos.<br />
O PORTO pode ser de chegada e/ou partida, partida da evolução, das atividades materiais, físicas, espirituais. Muitas direções são possíveis, mas é preciso tomar aquela que convém; ou ainda, é um centro de circulação intensa em todas as direções, podendo evocar o Self, ao mesmo tempo que diz que chegamos a uma etapa do destino de cada um.<br />
PORTO abandonado, como a Madeira Mamoré e as Marias Fumaças, PORTO que para ser construído tantas mortes gerou. PORTO que nasce da morte-vida-morte.<br />
Quando os Ingleses chegaram em Porto Velho para trabalhar da Estrada de Ferro Madeira Mamoré, construíram três caixas d’agua de ferro, grandes, como chaminés que durante algum tempo serviu de depósito de água para abastecimento da cidade. Imponente em uma praça que leva seu nome, tornou-se símbolo da cidade.<br />
Somos um povo de muitas Marias, fálica também nossas três Marias, resistentes, sobreviventes, como os trabalhadores que colocaram graxa no miolo da rotunda para que pudessem um dia voltar a ser parte do PORTO de idas e vindas, para que o PORTO voltasse a cumprir seu papel.<br />
Nosso Porto é de resistência – sobrevivência.<br />
O Porto da chegada onde nunca se desejou chegar, porque nunca se desejou sair. Há aproximadamente vinte anos atrás Minton Nascimento cantava:<br />
Mande notícias do mundo de lá, diz quem fica/ me dê um abraço, venha me apertar,<br />
Tô chegando.<br />
Coisa que gosto é melhor partir sem ter plano/ Melhor ainda é poder voltar quando quero<br />
Todos os dias é um vai e vem/ a vida se repete na estação/ tem gente que chega pra ficar/ tem gente que vai pra nunca mais/ tem gente que vem e quer voltar/ tem gente que vai e quer ficar/ tem gente que veio só olhar/ tem gente a sorrir e a chorar/ e assim chegar e partir/ são só dois lados da mesma viagem/ o trem que chega é o mesmo da partida &#8230; a hora do encontro é também despedida, a plataforma desta estação é a vida desse meu lugar/ é a vida desse meu lugar/ é a vida&#8230;<br />
(Encontros e Depedidas de Minton Nascimento/ Fernando Brant)<br />
A sedução mais uma vez está feita, afinal, “quem bebe da água do Madeira, retorna”. Rio da proteção, rio do alimento, rio escuro, carregando a madeira caída, rio traiçoeiro, rio sujo, rio que muitos levou e a muitos trouxe.<br />
Acredita-se nisso também: o que garante o “ser” especial, é ter um belo e imenso rio que impõem respeito não apenas um riacho. Mas lembramos que o dito acima é comum a todas as cidades com rio.<br />
Porto Velho, lugar de realizar o sonho ou escrever o pesadelo.<br />
Lugar onde tudo é possível, onde é possível ao sujeito realizar-se, onde a sombra ganha liberdade sem saber que é ela, lugar de vitória e derrota.<br />
Conta a história que há muitos anos atrás, os navegantes desta região quando passavam por onde hoje é Porto Velho, faziam uma parada na casa de um velho. Pouco a pouco (talvez pela generosidade e disponibilidade do velho) ele tornou-se referência; lá os recados eram deixados, os encontros marcados e realizados. Pela necessidade de referencial para o trânsito e para a vida, este lugar de PASSAGEM é chamado de “lá no velho, lá no Porto do Velho, lá do Porto Velho no Porto”. No resgate da história popular é assim seu nascimento.<br />
Ficava no meio do caminho; portanto, não era esperado que algo fosse edificado. Em lugar de passagem não se fincam raízes. Um PORTO de passagem, lugar onde não se constrói, não se cuida, não há responsabilidades, não há envolvimento afetivo profundo, afinal a qualquer hora pode-se ir embora.<br />
Conviver com a transitoriedade significa que alguém, os amigos, sempre estão indo, e para poder ir, o desligamento precisa ser feito, enquanto outros sofrem por permanecer&#8230;<br />
A compreensão como lugar de passagem pode nos transformar no Pedro Pedreiro do Chico Buarque:<br />
Assim pensando o tempo passa e a gente vai ficando pra traz, esperando, esperando&#8230;esperando o sol, esperando o aumento, o trem, o aumento, esperando a festa, a sorte, e pra esperar também a mulher do Pedro espera um filho pra esperar também&#8230;mas no fundo espera alguma coisa mais linda que o mundo, maior que o mar, mas pra que sonhar&#8230;Pedro pedreiro quer voltar atrás, ser só pedreiro e nada mais, sem esperar o sol, o trem, o aumento, o filho, a festa, a sorte, a morte, o norte, o dia, da esperança aflito, bendita, infinita do apito de um trem.<br />
(Pedro Pedreiro de Chico Buarque)<br />
Tudo isso, apesar de se estar em terra. Coração em terra provisória não se entrega, não se envolve, não ama, não é criativo, não enxerga com nitidez o sonho, não o realiza – escreve o pesadelo e Pedro Pedreiro.<br />
Porto do Velho – Porto Velho – Porto – AeroPORTO<br />
O PORTO “Cai N’água”, é improvisado, ultrapassado quase, sem investimentos com a perspectiva de torná-lo mais organizado, com maior conforto. Guarda o ritmo, o cheiro, o movimento, a postura e o padrão estético do lugar.<br />
Nos grandes barcos, em dia de partida, logo cedo começam os movimentos, as redes vão tomando espaço, desenhos se formam num grande colorido. O vai e vem dos que moram na beira do rio, nas comunidades com acesso fluvial. Chegam e partem as mensagens, recados, muitos alimentos típicos da região. Neste porto, disse um barqueiro que era melhor carregar banana que gente.<br />
Porto do Velho – Porto Velho – Porto – AeroPORTO<br />
PORTO das mensagens. Nos seringais os encontros, os recados, as novidades chegam com a água. Para marcar um encontro, por exemplo, demorava-se em torno de um mês, pois dependia-se da chegada de alguma embarcação para levar o recado, depois de outra para trazer a resposta, da seguinte para confirmar o que havia sido proposto. Porto de chegada das notícias, das esperanças da notícia do nascimento do filho, da esposa que estava doente, do professor que foi buscar o salário e faz um mês que não retornou. Porto das Esperanças.<br />
Porto do Velho – Porto Velho – Porto – AeroPORTO<br />
O pássaro de ferro sobrevoa quase rasteiro e pousa. Quando abre suas portas, um bafo avisa o destino alcançado.<br />
Afinal, a esperança, em tempos modernos, nem mesmo em terra de rio vem dele. “A esperança não vem do mar, vem das antenas de TV”. A esperança não vem daqui, mas vem de fora, chega pelo aeroPORTO, da possibilidade de realizar-se , a si-mesmo; traz o artista preferido, as novidades, a moda, o conhecimento, o sonho.<br />
Nosso PORTO Aeroporto, o PORTO moderno, de chegada e partida, era um galpão, igual à cidade, igual à Explanada das Secretarias (que frágil identidade: explanada – o desejo de ser grande, reproduzindo aquilo que em outras terras parece importante, o centro do poder desejado e tantas vezes encontrado aqui), ar da coisa provisória.<br />
Em um uroborus circulavam as bagagens que chegavam, pedaços dos lugares deixados para traz: Lugares que expulsou? Não acolheu? Não deu oportunidade? Não reconheceu? Não permitiu o reconhecimento e que fosse possível a busca do que de fato se é? Houve a necessidade de vir em busca de um porto para os sonhos e desejos de realização.<br />
Uroborus, que gira em torno de si mesmo, não se renova, sempre o mesmo no mesmo movimento e sentido, que de tanto que gira, gira, fica rangendo, som doido aos ouvidos.<br />
O antigo aeroPORTO guardava a temperatura do lugar. Nos meses de julho, e dezembro em especial, lá se encontrava grande parte da cidade, todos indo ou retornando.<br />
A cidade ganha um novo aeroPORTO, moderno, maior, sofisticado. Bonito de se ver, de se estar, de se chegar. “Agora dá gosto chegar em Porto Velho”, comenta-se no sagão do aeroPORTO, que apresenta particularidades: é espaço de lazer, lembra a área de alimentação de um shopping. Lá é espaço seguro; os pais sentem-se muito mais tranqüilos para levar as crianças. É um PORTO afinal, não mais provisório (será que agora é possível a entrega, a permissão para se embebedar desse Porto?). Os adolescentes encontram refúgio no “milk shake” ou nos jogos, e os adultos, sentindo-se seguros neste também porto, aproveitam a boa bebida e boa comida. A novidade que chega pelo porto, neste caso, está na arquitetura e no conforto, não há mais incomodo ou vergonha, também porto de aceitação, de segurança.<br />
Um caminho é tortuoso, sinuoso, silencioso, com árvores, antigo, vai direto ao centro, ao coração. O outro é amplo (como a cidade), moderno, tendo tripla função, caminho que nos leva ao também moderno aeroporto; espaço alternativo. Como alternativa, foi a chegada a este Porto? A classe média caminha, além de ponto de encontro para os jovens durante a madrugada, espaço de lazer para crianças no domingo à tarde. Continua-se a caminho do aero-PORTO.<br />
Caminha-se na estrada do aero-porto, que fica próximo ao Porto, na representação da chegada e a saída da cidade, chegada e saída de novidades, não só as que trazemos nas malas, mas tantas outras que nem se tem consciência.<br />
Lembro-me do Jazz; afinal, neste Porto a banda Coronel Church (nome de uma das muitas Marias Fumaça) faz música. Pois bem, o jazz nasce em uma cidade que também é porto; nasce no Delta com o Mississipi, onde as novidades chegam, os vários ritmos, piratas, artistas mambembes, foragidos, desiludidos, desanimados desprovidos de alma, e, igualmente, os esperançosos, os que tem desejo do desconhecido. Ali se dava o encontro, a mistura da melodia tocada nas igrejas com os ritmos do Caribe, que eram tocados no Porto.<br />
O Jazz nasce com jeito próprio, desqualificado, safado, coisa de quem não valia muito ou não levava a vida muito a sério. Assim como o jazz nasce no porto por onde tudo e de tudo podia e chegava, a possibilidade da cada um realizar-se, o desejo, aproximação intensa com o que se é.<br />
Quantos tiveram e têm a possibilidade de realizarem-se, “sem passado”, com o passado escolhido, memória adquirida, apostando no caminho aberto pelo Porto. A sombra emerge protegida pela floresta, pelas árvores grandes, úmidas, escuras, quentes, como um útero; mas o útero também tem uma temperatura que excede, também desconfortável. O parto ocorre no porto, como possibilidade de Nascimento.<br />
Porto do Velho – Porto Velho – Porto – Porto Seguro – Seguro – Útero – Mãe -<br />
Porto Mãe.<br />
Cabe à mãe ajudar a encontrar nosso lugar no mundo.<br />
O Portugal que nos “descobriu” – Porto que recebe e vende ilusão, esperança.<br />
Há sensação de proteção neste PORTO? De que? De quem? Quais os fantasmas? O que se veio buscar? A si próprio?<br />
Necessidade de realizar-se, acreditando nas possibilidades, descobrir o que existe do outro lado do país, como uma enorme força do ego, uma concentração imensa de energia. Muitos guerreiros, vencedores.<br />
Sendo movido por dois impulsos, um de buscar e o outro de criar, que são duas forças formadoras da vida do ser humano, mitologicamente falando, dessa forma o PORTO simboliza sempre a possibilidade de chegada e partida, não só nossa, mas das novidades, novidades trazidas e criadas por cada um.<br />
No canto que não mais é rondoniense, Bado reza:<br />
Quem te vê assim, Porto das Esperanças, o barranco onde os Cabrais enfincam ancoras em busca de uma história &#8230;<br />
(Porto das Esperanças de Bado)</p>
<p><em id="__mceDel">elisabete.christofoletti@gmail.com</em></p>
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