Arquivos da categoria: Túnel do Tempo

Túnel do Tempo : filmagem do documentário “Povo Amondawa”

foto : Luiz Brito

Fazendo a fotografia do filme “Povo Amondawa”, do diretor Luiz Brito. produzido entre 1992 e 1997.

A nação indígena Amondawa, ramificação dos Uru eu wau wau,  como tantas outras existentes em Rondônia, foi mais uma das vítimas do avanço da civilização através dos projetos de colonização  ocorridos no estado, a partir do final da década de 70.

Uma das principais características vividas em Rondônia naquela  época foi  o intenso fenômeno da migração trazendo consequências sociais profundas não só para as sociedades indígenas.

O filme documentário “Povo Amondawa”   com 12 minutos registrou um pouco desse processo que teve como meta principal  o progresso a qualquer custo, e que foi maléfico para os Amondawa e outros povos indígenas que não tiveram  tempo e nem direito de se pronunciar como cultura  amazônica no processo.

foto : Luiz Brito

Túnel do Tempo : Locomotiva Cel. Church da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré

ft_01 ft_02 ft_03 ft_04A velha locomotiva nº 12, a “Coronel Church” , nome dado em homenagem ao coronel norte-americano George Earl Church, que em 1872 idealizou a ferrovia, foi a primeira máquina a chegar na Amazônia, trazida pela firma “P & T Collins” em 1878. Após a desativação em 1972, a locomotiva permanecia nas dependências do 5º Batalhão de Engenharia e Construção – o 5º BEC. (em Porto Velho, capital de Rondônia) de onde foi removida para o museu, ganhando nova pintura nas cores originais. Ano de 1981

Túnel do Tempo : monomotor Junker W 34 no TF do Guaporé

tarauaca

O avião monomotor Junker W 34 , com o nome de “Tarauacá” , prefixo desconhecido, teria sido o primeiro monomotor a pousar em solo hoje rondoniense.  O modelo alemão, muito utilizado por companhias e forças aéreas de diversos países nas décadas de 30 e 40 é muito sólido e seguro, permitindo operações em campos e terrenos adversos. Pela sua simplicidade, recebeu uma par de esquis, se transformando num modelo de hidroavião.

junker

A turma do Ricardo Aronovich na UnB

GALERA-CURSO-UNB

Com a ajuda providencial do Nélio Ferreira Lima, vamos identificando as “figuras” da foto : Em pé, da esquerda para a direita : Alfredo Viana, Geraldo Vieira da Silva, eu, Denise Fontoura, André Macedo (atrás), Ricardo Aronovich, David Pennington (o mais alto, atrás), o professor francês de vídeo e som Jean Paul Beyer,   Jaques Cheuiche e Walter Carvalho (com o fotômetro  na mão), no meio deles e atrás, o assistente francês Olivier Le Gurun, ao lado o falecido Jaiminho Shwartz (de óculos escuros), Nélio Ferreira, João Vargas Pena (carinhosamente apelidado de “com o olhar de Bette Davis”), o querido Sabonete – Marco Bottino (já falecido), um amigo que não lembro o nome e ao lado o Rojer Madruga.

Sentados da esquerda para direita: Alexandre Riulena, Elza Ramalho, Simone, Jane Malaquias, Tucker Marçal, André Luiz da Cunha, Marcus Vilar, 3 colegas e o Fernando Duarte.
aronovitchAcima, a galera que participou do Curso de Direção de Fotografia de Cinema da FEMIS: Institut de Formation et de Enseignement pour les Metiers de L’Image et du Son / Polo de Cinema de Brasilia/UnB, na década de 90. Quem puder, ajude a identificar as pessoas.  Lembro do Nélio, do Sabonete, Alexandre Riulena, Tucker Marçal, Jane Malaquias, Jacques Cheuiche, David Pennington, Walter Carvalho, o André Luiz da Cunha, Rojer Madruga, a Elza , André Macedo, Fernando Duarte….são tantas pessoas… Abaixo, eu e o cineasta paraibano Marcus Vilar entrevistando o mestre Ricardo Aronovich, do FEMIS.

Túnel do Tempo : EFMM, 2010

foto: B. Bertagna

foto: B. Bertagna

Em 2010 estava em curso a maior e mais abrangente revitalização que a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, situada em Porto Velho, capital de Rondônia, jamais havia recebido. Com os 2 galpões recuperados, e com o início das obras da Grande Oficina, para dotar a EFMM de condições para a manutenção das locomotivas previstas para trafegarem de Porto Velho a Santo Antônio, num passeio turístico de 8 quilômetros. Os urubólogos de plantão se contorciam de raiva. E as andorinhas vinham festejar nas árvores do pátio agora revitalizado.

Túnel do Tempo : EFMM , 2011

Turistas observam a movimentação dos ferroviários operando a velha locomotiva 18. Ao lado, se vê a litorina, em pleno processo de restauração pela Cootrafer, Cooperativa dos Ferroviários da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré e Iphan . Corria o ano de 2011, e mesmo com vários urubólogos de plantão a ferrovia renascia…

foto: B.Bertagna

foto: B.Bertagna