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Livros para entender Rondônia – Mad Maria, de Márcio Souza

MAD MARIA - INSPIROU MINISSÉRIE DA TV GLOBO - MÁRCIO SOUZA CAPA

‘Mad Maria é um romance sem complacência, uma llíada proletária onde os deuses são substituídos por políticos corrompidos. Norte-americanos rapinantes. Chefes sem piedade. E seria errôneo acusar Márcio Souza de maniqueísmo: nenhum de seus personagens redime o outro. Finnegan, o mais confiante, o mais idealista, o mais fraternal, acabará na pele de um assassino.

Assim são as coisas em uma Amazônia que deveria inspirar coesão, solidariedade, mas que exacerba egoísmos, multiplica suscetibilidades e conflitos, sacrifica o melhor pelo pior…
Há algo de Zola e de jack London em Mad Maria. O importante não é este ou aquele personagem, mas a vitória do sistema. Ninguém sai ileso. Aqueles que tentam escapar terminam em bordéis ou, mais radicalmente, acabam decapitados.
Com Mad Maria, Márcio Souza assinou um romance amargo e vingador, sarcástico às vezes. Porém, para dizê-lo cinicamente, o que pode uma flecha de curare contra um exército de bulldozers?”

Jacques Meunier
Le Monde,2l de agosto de 1986 

Márcio Souza nasceu em Manaus em 1946. Formado em Ciências Sociais pela USP começou a vida profissional no cinema, como crítico, roterista e diretor Tem uma sólida carreira como dramaturgo, autor de péças como Ação entre amigos e Tem piranha na Pirarucu, Galvez Imperador do Acre marca a estréia literária em 1976. Sua carreira como escritor já conta com mais de vinte títulos, entre eles O fim do terceiro mundo, Lealdade, Desordem e Entre Moisés e Mocunaíma. 

Livros para entender Rondônia – “O alferes e o coronel”, de Paulo Cordeiro Saldanha

o alferesO livro “O alferes e o coronel” é um romance, baseado em fatos. Na realidade, o ‘herói’ tem para a história das regiões nomeadas como Roraima e Rondônia a mesma importância política que um Galvez e um Plácido de Castro tiveram para a história acreana. Na narrativa, produto do conhecimento real do terreno por onde trilharam o alferes e o coronel, buscou-se transportar para a imaginação do leitor, a visão dos cenários que a natureza de Roraima oferece.

Livros para entender Rondônia – “Esperança, 50 anos depois”, de Paulo Cordeiro Saldanha

esperança 50 anos depois“Esperança : 50 anos depois” é uma ficção, inspirada nas pesquisas do Professor Abnael Machado de Lima sobre um seringal que é implantado e dá inicio a um feudo liderado por uma família visionária. Nesse ínterim parte da história da EFMM é contada, nos passos em que a humanidade vai concretizando diversas conquistas, assim como perdas, como as guerras mundiais. É narrada uma história de amor.

Livros para entender Rondônia – A mulher em Rondônia, de Lúcio Albuquerque

A MULHER EM RONDÔNIA - LÚCIO ALBUQUERQUE CAPA

José Lúcio Cavalcanti de Albuquerque  é jornalista profissional. Trabalhou nos seguintes veículos: Jornal A Notícia (Manaus); O Estado de São Paulo, Agência Estado e Correio Braziliense (correspondente); Alto Madeira, A Tribuna e Estadão do Norte (Porto Velho)

Livros imprescindíveis para entender Rondônia – O Outro Braço da Cruz, de Paulo Nunes Leal

” O livro do Coronel Paulo Nunes Leal, ex-governador de Rondônia retrata o nascimento, nos idos dos anos 60, da rodovia BR-29, hoje BR-364. O que representou a estrada para a região pode ser bem avaliado pelo progresso atual de Rondônia, que passou de um inexpressivo Território Federal, com escassos 100.000 habitantes, ao atual Estado pujante.”(palavras do então governador de Rondônia, Jorge Teixeira de Oliveira,o “Teixeirão” no lançamento do livro que “coincidiu” com a inauguração do asfaltamento da BR-364.

Na contra-capa o autor reproduz um trecho de conversa com o então Presidente Juscelino Kubitschek.

– “Sr. Presidente, o sr. já ligou Brasília a Belém e a Porto Alegre e a está ligando à Fortaleza. Por que não completa o outro braço da cruz, construindo a Rodovia Brasília-Acre?

-Uai, Paulo. E pode?

-Pode, Presidente, mas é negócio para homem.

-então vai sair. ”

Anúncio do Ministério dos Transportes veiculado em jornais e revistas da época

Livros imprescindíveis para entender Rondônia – Rondônia, de Edgard Roquette-Pinto

RONDONIA - ANTHROPOLIGIA - ATHNOGRAPHIA - EDGARD ROQUETTE - PINTO - CAPA

Edgard Roquette-Pinto: médico, sonhador, antropólogo, educador, radialista, escritor, cineasta bissexto, brasiliano. Num homem só, dos trópicos tórridos, único de sua época, raro em qualquer tempo. Criador do rádio educativo no Brasil. Grande impulsionador do cinema educativo. Médico e indigenista. Buscou mostrar o Brasil profundo para os de seu tempo. Talvez não seja exagero afirmar que Rondonia, possivelmente seu livro mais importante, foi um dos pontos de partida dessa linda, comovente e produtiva mistura!
Paulo Marchiori Buss
Presidente da Fundação Oswaldo Cruz

Leia Também : CD “Rondônia 1912” com Gravações Históricas de Roquette Pinto está disponível para download

Livros para entender Rondônia – Terras dos Karipunas

Terra dos Karipunas é uma obra que focaliza a trajetória histórica de diversos povos indígenas da Amazônia, principalmente dos que ocuparam e ainda ocupam terras de Rondônia, considerando suas lutas e formas de exploração, a que foram submetidos.
Na elaboração tomamos como ponto inicial dos confrontos, o Forte do Presépio, a sua fundação em 1616, quando as tribos que encontravam-se ao longo dos grandes rios passaram a serem exploradas e escravizadas.
Durante o primeiro ciclo econômico, o índio fora o principal agente coletor- produtor proporcionador do desenvolvimento econômico, e participante na formação sócio- cultural da sociedade Amazônia.
Na Segunda metade do séc. XIX, iniciava-se uma nova ordem econômica que proporcionaria grandes mudanças e enfrentamentos entre índios e civilizados. Ao iniciar-se o séc. XX, surgia a figura do Cândido Mariano Rondon, e a criação do S.P.I. que contribuira decisivamente para uma nova ordem de relação, entre civilizados e índios.

Livros para entender Rondônia – Rondônia, de pedaço em pedaço uma história, de José Valdir Pereira

RONDÔNIA - DE PEDAÇO EM PEDAÇO, UMA HISTÓRIA! - JOSÉ VALDIR PEREIRA - CAPA

O poeta e escritor José Valdir Pereira é autor de três livros de poesia e de dois livros técnocientíficos. Com larga experiência na área de planejamento e finanças da educação, é bastante conhecido no meio cuItural e educacional dos Estados de Rondônia e Ceará. Em Rondônia, exerceu os cargos de Coordenador de Planejamento da Educação, sub-Secretário de Estado da Educação, Diretor do Centro de Ensino Superior de Rondônia CESUR, Presidente do Conselho Estadual de Cultura, Pró-Reitor Acadêmico da Universidade Federal de Rondônia, membro do Conselho Estadual de Educação de Rondônia e Coordenador do Programa Monhangara – V Acordo MEC/Banco Mundial/Governo de Rondônia.
No Ceará, foi Assessor de Planejamento da Delegacia do MEC no Ceará, Coordenador de Planejamento da Secretaria de Educação do Estado e Coordenador do II Projeto de Educação Básica para o Nordeste, Acordo MEC/Banco Mundial e Governo do Ceará. Atualmente, além de se dedicar à literatura, José Valdir Pereira é Consultor Técnico em Planejamento e em Financiamento da Educação e membro titular do Conselho Fiscal da Associação nacional de Política e Administração da Educação. É membro, também, da Academia de Letras de Rondônia e da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra/ADESG-RO.
Obras do autor:
Nascente- Livro de poesia
Momentos -Livro de poesia
Em Fragmentos – Livro de poesia
Educação: Análise e Perspectivas – Livro técnico-cientifico
Do Financiamento da Educação no Brasil . Livro técnico-científico

Livros para entender Rondônia – Vocabulário Popular de Porto Velho

VOCABULÁRIO POPULAR DE PORTO VELHO - BETO BERTAGNA CAPA

Beto Bertagna, cineasta premiado, mostra com seu Vocabulário Popular de Porto Velho que não é somente com as câmeras que sabe captar o colorido das ruas de uma cidade cosmopolita como a Capital do Rondônia.
Este Vocabulário oferece ao leitor a riqueza de imagens e sons de uma linguagem que tem todos os sotaques do Brasil. E possivel que algum acadêmico mais empombado fique amuado por não encontrar aqui o formalismo dos dicionários tradicionais ou o pedantismo com que certos abestados tentam mostrar erudição.
O melhor deste vocabulário é exatamente a simplicidade, o estilo de crônica jornalística com que foi escrito. Isso lhe dá clareza, precisão, honestidade e autenticidade.
É evidente o carinho e o encanto de Bertagna diante de cada palavra. Ele conversou até mesmo com crianças.
Ouviu-as falando sobre papagaios que queidam, abatidos pelo cerol nas batalhas aéreas das melhores tardes desta cidade do sol.
Este pequeno livro é um arregaço, negócio pai d´égua para quem pesquisa ou quer escrever com colorido regional. E quem não gostar só pode ser alesado. 

Nelson Townes de Castro 

Jornalista