Arquivos da categoria: Livros para entender RO

Livros imprescindíveis para entender Rondônia – 11 – Two boys in South-American jungles

Só a frase final já elucida um bom pedaço da nossa história…

Livros imprescindíveis para entender Rondônia : Os Desbravadores, de Vitor Hugo

Em seus mais de 40 anos de vivência em Rondônia, o autor, Prof. Vitor Hugo  fez estudos superiores em  S. Paulo, Rio de Janeiro e no exterior. Ocupou a cátedra do magistério tanto a nível médio, quanto a nível superior, foi o primeiro Secretário do Estado de Rondônia para a Cultura, o Esporte e o Turismo, além de ter criado a Rádio Caiari, implantado o automatismo telefônico em Porto Velho, onde nos anos 60 — também colocou a primeira imagem televisionada. Com a autoridade de profundo conhecedor da região e dos homens que habitam a Rondônia de Roquette Pinto, lhe foi possível acompanhar passo a passo o progresso que a envolve, com seus complexos problemas, a partir da eclosão migratória aos problemas ecológicos, ambientais e do índio, todos vistos sobretudo sob o aspecto social.

Livros para entender Rondônia : The river that god forgot, de Richard Collier

Livros para entender Rondônia – Caiari, lendas, proto-história e história, de Emanuel Pontes Pinto

Emanuel Pontes Pinto, com o livro “Caiari”, envereda por rumos controversos e áridos no estuário do conhecimento, tentando avivar os vestígios deixados por navegantes antigos provindos da Asia Menor na região que o etnólogo Roquette Pinto denominou de Rondônia. Eles buscavam os tesouros acumulados, há mais de três mil anos, nas cabeceiras do Rio Caiari, conhecido atualmente “pelo nome português de Rio Madeira” .
É mais um mistério da Amazônia, exumado de noite do tempo por filólogos e pesquisadores, que caçaram nos desvãos do passado, as nossas tradições, mitos e lendas.

Livros para entender Rondônia – Tudo que você precisa saber sobre Arqueologia (para nunca passar vergonha)

“Datando de 1953, Paul Bahn decidiu, em tempos remotos, fazer da arqueologia um meio de vida. Quando criança cavou buracos no jardins dos fundos de sua casa em Hull, encontrando fragmentos de cerâmica.Estes se revelaram imitação de cerâmica chinesa, e não romano antigo, mas a emoção da descoberta permaneceu intacta.

Mais tarde, estou arqueologia em Cambridge, obteve seu Ph.D., e adotou a aparência regulamentar dos arqueólogos (barba e roupas deselegantes), mas a despeito de semanas de desbravamento das selvas sul-americanas em busca de sítios perdidos, não conseguiu adquirir gosto nem por tabaco nem por álcool.

Passou a se dedicar como escritor freelance aos aspectos que considera mais interessantes na área, como dentes de cavalo e gravuras de genitálias (vide: Chocante:Cavalos atrelados no paleolítico ? ou Sem sexo por favor, somos aurignacianos).

O último livro de Paul Bahn, o profusamente ilustrado Imagens da Era Glacial, é altamente conceituado em certos círculos obscuros, e o público também gostou . Entre seus passatempos estão as sepulturas dos famosos, especialmente em Holywood, sobre as quais discorre ocasionalmente para pessoas que compartilham esse interesse mórbido. Infelizmente, seu Guia-Mapa Para os Túmulos das Estrelas, que costumam chamar de Cadáveres Célebres, está disponível somente nos EUA.

Felizmente todo este trabalho requer uma certa quantidade de pesquisa e viagem, que é o motivo pelo qual este livro não foi escrito num sítio arqueológico enlameado, mas numa praia em Figi. “

Livros para entender Rondônia – Os Milton:cem anos de história nos seringais

“Com efeito, falar d´Os Milton começa a perder sentido, ao menos para eles. Quando souberam desta nova edição do livro, chegaram a me propor que o título do mesmo fosse alterado para os Kuntanawa, auto-designação étnica que assumiram enquanto descendentes deste povo. Argumentei que a alteração por eles proposta não seria conveniente, que o livro era um documento histórico e antropológico reconhecido e era uma herança da nossa parceria anterior. No livro, expliquei, o grupo contava sua história a partir do que, naquele momento mesmo em que me narravam suas vidas , avaliavam como relevante e constitutivo da sua trajetória e identidade. Mas o livro não pretendia uma determinação sobre o porvir da trajetória do grupo – e dos seus sentimentos de pertencimento. E nem isso seria jamais possível.”

Livros para entender Rondônia – Migrantes Amazônicos – a trajetória da ilusão, de Francinete Perdigão e Luiz Bassegio

FRAN

Do que trata o livro.

Segundo Vanubia Sampaio dos Santos em sua pesquisa para o mestrado  “O PROCESSO DE OCUPAÇÃO DE RONDÔNIA E O IMPACTO SOBRE AS CULTURAS INDÍGENAS ” – “A distribuição de terras foi realizada nos “moldes das capitanias hereditárias e sesmarias segundo Bassegio e Perdigão (1992, p. 38), no início do século, ou seja, foram realizadas sem a discussão, a participação e o consentimento dos povos indígenas, que eram os verdadeiros proprietários do espaço geográfico”. A presença dos índios nas terras passou a ser vista como um obstáculo à política desenvolvimentista de integração nacional, principal meta do governo federal. Por isso, foram submetidos a um agressivo plano de ‘pacificação’, atração, concentração demográfica e redução territorial.”

Segundo Perdigão e Bassegio (1992, p. 76-77), em 1964 duas colonizadoras privadas conhecidas como Calama S/A (em Ji-Paraná) e Itaporanga S/A (em Espigão do Oeste) iniciaram os projetos de colonização, que gerou muitos “conflitos porque a área que ambas ocuparam era bem superior ao que realmente lhes pertencia, invadindo seringais e terras indígenas”. Tais projetos reduziram os espaços indígenas e resultaram direta e indiretamente na dizimação de diversos povos. Para os autores, o processo de distribuição de terras em Rondônia, protagonizado pelas empresas citadas e por outras como a Guaporé Agroindustrial S/A, GAINSA e Ramon Chaves, se desencadeou de maneira anárquica e ilegal, através de colonizações de má fé e de grilagem. (Op.cit. p. 77).

Disponível nas boas livrarias do ramo.

Livros para entender Rondônia – Tristes Trópicos, de Claude Lévi-Strauss

Mestre da Antropologia contemporânea, na qual introduziu uma nova metodologia — a análise estrutural —, Claude Lévi-Strauss está inquestionavelmente ligado ao Brasil através de Tristes Trópicos. Nesta obra, Lévi-Strauss — chegado ao Brasil em 1935, para exercer a função de professor de Sociologia na Universidade de S. Paulo — não se limita a descrever a sua vivência com os índios brasileiros — Cadiueus, Bororos, Nambiquaras e Tupi-Cavaíbas: faz também uma descrição do Brasil da época, da sua história e de tudo quanto observou nas suas expedições de estudo às zonas do Paraná, do Pantanal, da Amazónia e do Sertão, entre outras.

Livros para entender Rondônia – Rondon, de Todd Diacon

Aos 35 anos de idade. Cândido Mariano da Silva Rondon recebeu do governo brasileiro a tarefa de construir as linhas telegráficas que ligariam o estado de Mato Grosso ao Amazonas, território então pouco explorado, cuja comunicação com o centro administrativo do país era precária. De 1900 a 1915, O marechal cuidou de efetivar seu projeto e deu a ele ares de uma verdadeira “missão”.
E dessa figura tida ora como herói desbravador, um autêntico defensor dos indígenas, ora como agente violento de expansão do autoritarismo do Estado — que trata este livro. Sem desprezar esses vários lados, Todd A. Diacon procura entender a atuação do marechal como um projeto político de integração nacional. Para tanto, enfatiza pontos até agora pouco examinados da trajetória desse personagem, como a presença decisiva das idéias positivistas. Ao discutir os feitos e os fracassos do militar e apresentar os aspectos simbólicos que constituíram sua carreira, o autor dá nova atualidade ao tema, e revela como “a invenção e reinvenção de Rondon continuará a acompanhar a invenção e reinvenção da nação brasileira”.

Livros que ajudam a entender Rondônia – A malária e o malaeiro

“Os que nos precederam deixaram para nós um mundo bem melhor. Devemos fazer o mesmo para os que nos sucederão.”

A condição de país tropical com características de continente, dá ao Brasil a possibilidade de possuir regiões caracterizadas por significativas diferenças e até bem pouco tempo atrás, em função da insalubridade, de ser um campo fértil para o desenvolvimento de muitas doenças endêmicas. Dentre estas, selecionei que representou durante muitos anos um verdadeiro flagelo no mundo, no Brasil e em Rondônia. A malária, adoecia milhões e levava milhares de pessoas à morte todos os anos, prejudicando radicalmente a economia da família e o desenvolvimento do país. No Brasil as duas fases de combate a essa doença, se caracterizaram pelo desconhecimento da sua epidemiologia até o início da década de quarenta e do seu conhecimento com base científica a partir daí, inclusive com a criação da CEM em 1958. A instalação da CEM em Rondônia, ocorreu em 1962. Em princípio, a instituição iniciou suas atividades com um quadro formado por vinte quatro servidores. Em 1995, quando me afastei em razão da aposentadoria, esse mesmo quadro ultrapassava aos dois mil e cem funcionários.

Crescendo e se modificando junto com o seu órgão empregador, o ‘malaeiro” que sempre deteve a condição de trabalhador anônimo, ao longo desses anos todos, sofreu bastante, foi injustiçado, humilhado, mal remunerado e principaimente desvalorizado. Todavia, analisando profundamente a nossa vida profissional e os obstáculos que encontramos pelo caminho, ainda assim achamos que valeu a pena.
Portanto, mesmo depois de comer o pão que o diabo amassou, o malaeiro conseguiu pela força de vontade e de dois fatores primordiais, alcançar grande parte de seus objetivos e dessa forma melhorar a sua vida e de muitas outras pessoas.

Foi graças à participação e ao esforço desse humilde brasileiro (o malaeiro), e aqui eu me reporto não apenas a Rondônia, mas a todo o Brasil, que o país conseguiu atingir o estágio atual de controle absoluto das chamadas grandes endemias ou endemias de massa. Acrescente-se aqui, a importante e efetiva participação de grandes sanitaristas e malariologistas que nortearam este trabalho no campo, dando à população brasileira a oportunidade de produzir mais e viver melhor.

Na realidade, sabe-se que algumas endemias, embora de forma controlada, ainda persistem no país. Entretanto, com o uso de novos meios e técnicas que estão surgindo constantemente, e a adição de investimentos no setor, espera-se que em breve, a presença dessas doenças deixe de ser um problema.

Livros que ajudam a entender Rondônia – 20 – A Amazônia de Euclides

Livros imprescindíveis para entender RO – 14 – The River that God Forgot

Numa edição da E. P. Dutton & Co, Inc, de Nova Iorque, o livro de Richard Collier é um clássico sobre a história do boom da borracha no Norte e Noroeste do Brasil. Ano da edição : 1968. Ele ainda brinca com um suposto provérbio brasileiro: Não existe nada debaixo do Equador...

Livros que ajudam a entender Rondônia – 20 – Decálogo de la geohistoria guayaramirense

O livro do comunicador e historiador Juan Carlos Crespo Avaroma, ex-diretor da TV Católica de Guayara-Merin ajuda a mapear os traços geopolíticos e históricos que formaram o povo da fronteira , e principalmente, do Departamento do Beni e das duas cidades irmãs , a brasileira Guajará-Mirim e a boliviana homônima. Editora Plural, 2007

Livros que ajudam a entender Rondônia – 19 – História do Pensamento Arqueológico

Esta tradução nos chega em boa hora: não são poucos aqueles leitores que se interessam pela Arqueologia, porém buscando mais os resultados obtidos por longa tradição de pesquisas de campo de que o entendimento profundo e acertado do “pensamento arqueológico”, suas teorias e métodos, seu nível de reflexão, seu discurso próprio e diferenciador.

Este livro de Trigger vem, pois, preencher uma lacuna em nosso meio, atendendo tanto a leigos quanto a estudantes e pesquisadores dessa área.

Livros que ajudam a entender RO – 19 – Arqueologia da Amazônia

A Amazônia costuma ser considerada uma área inóspita que sempre foi escassamente povoada. A ocupação humana da região, no entanto, tem milhares de anos. As populações que aqui viveram deixaram inúmeros testemunhos materiais de sua história, modificando inclusive o meio ambiente. Este livro defende que a investigação desse passado pode ajudar no planejamento de um futuro sustentável para a região. Eduardo Góes Neves é doutor em Arqueologia pela Universidade de Indiana (EUA) e professor do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP e do programa de pós-graduação em arqueologia da mesma faculdade. É também professor do programa de pós-graduação em arqueologia na Universidade do Centro da Província de Buenos Aires, na Argentina. O conheci durante sua passagem por Rondônia, por ocasião do início dos trabalhos arqueológicos da UHE Santo Antônio. Ele trabalha desde 1986 com arqueologia na Amazônia e desde 1990 no Estado do Amazonas, onde tem feito pesquisas nas bacias dos rios Negro e Solimões. Tem organizado exposições e publicado sobre este tema no Brasil e exterior e acredita que a Amazônia ainda tem futuro e que o entendimento do passado pode ajudar nesse processo. É isto aí, Eduardo !

Livros que ajudam a entender Rondônia – 18 – Tudo que vc precisa saber sobre Arqueologia para nunca passar vergonha

Datando de 1953, Paulo Bahn decidiu, em tempos remotos, fazer da arqueologia um meio de vida. Quando criança, cavou buracos no jardim dos fundos de sua casa em Hull, encontrando fragmentos de cerâmica. Estes se revelaram imitação de cerâmica chinesa, e não romano antigo, mas a emoção da descoberta permaneceu intacta.  Mais tarde, estudou arquelogia em Cambridge, obteve seu Ph. D. e adotou a aparência regulamentar dos arqueólogos (barbas e roupas deselegantes), mas a despeito de semanas de desbravamento das selvas sul-americanas em busca de sítios perdidos, não conseguiu adquirir gosto nem por tabaco nem por álcool. Passou a se dedicar como escritor free-lance aos aspectos que considera mais interessantes na área, como dentes de cavalo e gravuras de genitálias (vide: Chocante : Cavalos atrelados no paleolítico?  Sem sexo, por favor, somos aurignacianos). O último livro de Paul Bahn, o profusamente ilustrado  Imagens da Era Glacial, é altamente conceituado em certos círculos obscuros, e o público também gostou. Entre seus passatempos estão as sepulturas dos famosos, especialmente em Hollywood, sobre as quais discorre ocasionalmente para pessoas que compartilham esse entusiasmo mórbido. Infelizmente, seu Guia-Mapa para os Túmulos das Estrelas, que costumam chamr de Cadáveres Célebres, está disponível apenas nos EUA.  Felizmente todo esse trabalho requer uma certa quantidade de pesquisas e viagens, que são o motivo pelo qual este livro não foi escrito num sítio arqueológico enlameado, mas numa praia em Figi. Imperdível ! Entusiásticamente recomendado por este blog !!! 5 Estrêlas !!!!

Livros que ajudam a entender Rondônia – 17 – Livro de Ouro da Amazônia

Amazônia é mais falada que conhecida, mais discutida que vivida, mais mito que realidade. A situação é gravíssima. A história da Amazônia é um suceder de erros enormes. A ganância não mede as conseqüências. Em cinco séculos dizimamos 96% dos índios e 20% da floresta.

É impossível fingir que há controle sobre o que se passa na Amazônia. Por que, por exemplo, insistir na pecuária bovina extensiva, que destruiu a mata atlântica e a caatinga e consome o cerrado?

Na Amazônia conseguimos transformar em pasto sujo uma área superior a toda a região Sul acrescida de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Para quê? Para gerar 0,4% da renda (PIB) do Brasil. Para criar 34 milhões de cabeças de gado e beneficiar menos de 20 mil famílias de pecuaristas diante de 20 milhões de moradores da região. Apesar disso o sonho de mais de um milhão de famílias é se tornar pecuarista.

O futuro da Amazônia necessita de carinho, cuidado e dedicação. Por que não a saúde e a educação, o eco-turismo, a energia a partir do babaçu, o couro vegetal, as calorias do açaí, o selênio da castanha-da-Amazônia, a farmácia da floresta, os peixes da aqüicultura e a madeira do manejo florestal sustentável?

É preciso estar com coração e mente abertos, é preciso ter vontade de mudar. Nada fácil no dia-a-dia corrido que nos impomos, em que vale mais economizar para comprar uma nova TV do que pensar sobre os efeitos de consumir carne ou madeira da Amazônia.

A Amazônia é essencialmente jovem. Mais de 2/3 da população tem menos de 25 anos. Valorizar a sua auto-estima é a única saída. Depende de sua vontade, da minha vontade, da nossa coragem de assumi-Ia. Não somos cidadãos do planeta Carne ou do planeta Soja. Somos os únicos cidadãos do planeta Terra.

João Meirelles Filho  nasceu em São Paulo e formou-se em administração de empresas pela FGV-SP. Há 20 anos se dedica ao terceiro setor e ao movimento ambientalista. Desde 1998 dirige o Instituto Peabiru (www.peabiru.org.br). É autor de livros de poesia, guias de ecoturismo e co-autor da obra Mobilização de recursos para o terceiro setor (Fundação Konrad Adenauer & Instituto Peabiru, 2005).

Livros imprescindíveis para entender RO – 13 – The Sea and the Jungle

O livro é uma narrativa da viagem do autor, H. M. Tomlinson, no vapor Capella atravessando o mar até Belém do Pará e depois até a Cachoeira de Santo Antônio, onde iria trabalhar na EFMM. A seguir , a volta para a Jamaica e finalmente, Tampa, na Florida, onde passou o resto dos seus dias. Tudo se passa entre 1909 e 1910 . A primeira edição é de 1912. Tomlinson deixa uma dedicatória impagável logo no início do livro : “Dedicado àqueles que não voltaram…”.

Livros que ajudam a entender Rondônia – 15 – História Social da Borracha

Em registros marcados por grande impacto e sensibilidade, o fotógrafo revela a solidariedade existente entre pessoas que enfrentam desafios cotidianos no combate ao analfabetismo, na defesa dos conhecimentos tradicionais e na manutenção de um modo de vida que valoriza a convivência pacífica com os recursos naturais.

Dessa forma, o autor coloca o público frente à existência de mundos paralelos e bastante distintos do conhecido nas cidades. Aliando rigor na técnica fotográfica e riqueza de informações, o trabalho mostra a vida na floresta e a organização da cadeia produtiva extrativista, tradicionalmente baseada na borracha e castanha-do-pará e a incorporação de novos produtos florestais.

A temática amazônica não é nova para Carlos Carvalho. Em 1985, durante uma reportagem feita para o jornal Washington Post sobre os danos ambientais causados pela BR-364, em Rondônia, os conflitos pela propriedade da terra e os desafios para a manutenção da integridade da floresta amazônica despertaram seu interesse profissional. A partir daí, o cotidiano das organizações e dos seringueiros da Acre entraram em sua pauta.

Vencedor do Prêmio Leica-Agfa de 2005, na categoria preto e branco, Carlos Carvalho possui trabalhos nas coleções Masp/Pirelli e FINEP/RJ. Também em 2005 participou da exposição “Citzens”, inaugurada em Londres e que seguiu por todo Reino Unido e também Palestina.

O livro  ‘História Social da Borracha – Seringueiros do Acre’ é uma excelente amostra do desenvolvimento de seu trabalho criativo e é apresentado por Marina Silva e pelo fotógrafo e pesquisador Pedro Karp Vasquez.

Livros que ajudam a entender Rondônia – 2 Amazônia, Último Paraíso Terrestre

Há uma riqueza imensa na Amazônia, não só na terra e nas águas, mas também na plantas e animais. Tudo está cheio de vida e muita vida ainda desconhecidas. Os cientistas se encontram, cada passo, diante de muitas novidades. Dentro de uma folha de árvore ou das entranhas de um sapo pode estar cura de uma doença rebelde.

Entretanto, constata-se pouca sabedoria nos homens que chegam aqui para trabalhar; alguns querem fazer da Amazônia a terra do boi, outros, a terra da soja.

Ninguém vê que a Amazônia é rica assim como ela está.

Nós somos míopes e caolhos: só vemos riquezas no ouro, na cassiterita, na soja e no boi… A Amazônia é rica  em tesouros… Quem abrirá nossas mentes e nossos olhos e, principalmente, nosso coração, para termos a sensibilidade e o dom da sabedoria para não destruí-la.

José Joaquim Pillon, professor emérito da Universidade Federal de Santa Maria, RS, onde exerceu o magistério por quase 25 anos, com dedicação especial à História da Filosofia da Arte, matéria que lecionou também no Colégio Máximo Palotino e Faculdade Nossa Senhora Conceição, na mesma cidade.
Em Rondônia desde 1982, tanto em Porto Velho, como na FIAR de Ariquemes, prosseguiu no magistério superior, lecionando Introdução à Filosofia, Antropologia Filosófica, Ètica Filosófica, Geologia e ministrando inúmeras palestras sobre Educação e Ecologia. Mas foi na freqüente convivência com a natureza, índios e seringueiros que se apaixonou pelo estudo e defesa da Amazônia.

Livros imprescindíveis para entender Rondônia – 6

Livros que ajudam a entender Rondônia – 1

CUIABÁ - DE VILA A METRÓPOLE NASCENTE-

Este álbum fotográfico reúne algumas centenas de imagens de Cuiabá, organizadas segundo um critério espaço-temporal, com a proposta de permitir um passeio pela cidade, desde as suas origens até os ultimos anos da década de 1960.
Esse momento foi crucial no processo de transformaçao urbana da cidade, que passou a receber grande fluxo migratório, em decorrência dos projetos oficiais e particulares de colonização para a expansão e ocupação da fronteira agrícola na Amazônia brasileira.

É uma importante fonte de informações para pesquisadores. acadêmicos e profissionais que pensam ou planejam a cidade, para os que constróem e interferem no seu traçado urbano.

Livros imprescindíveis para entender Rondônia – O último titã, de Charles A. Gauld

A edição brasileira do livro de Charles Gauld traz novas fotos e informações importantes sobre o idealizador de Porto Velho

Livros imprescindíveis para entender Rondônia – 4

Anthropologia e Ethnographia de Edgard Roquette-Pinto

Edgard Roquette-Pinto: médico, sonhador, antropólogo, educador, radialista, escritor, cineasta bissexto, brasiliano.

Num homem só, dos trópicos tórridos, único de sua época, raro em qualquer tempo. Criador do rádio educativo no Brasil. Grande impulsionador do cinema educativo. Médico e indigenista.

Buscou mostrar o Brasil profundo para os de seu tempo.

Talvez não seja exagero afirmar que Rondonia, possivelmente seu livro mais importante, foi um dos pontos de partida dessa linda, comovente e produtiva mistura!

Livros imprescindíveis para entender Rondônia – 3

REVELANDO PORTO VELHO , do fotógrafo e documentarista Luiz Brito

No jogo do claro-escuro das imagens, Luiz Brito refaz com este livro o antigo sonho da infância perdida de muita gente. O resgate cristalino e autêntico da construção da imagem + ética = imagética de Porto Velho, uma cidade que já nasceu sob o signo da esperança, bafejada por ares cosmopolitas.

Fruto de um trabalho fatigante e teimoso do autor na busca incessante de negativos, slides e cópias em papel, resultaram neste livro rico em detalhes de um passado visualmente delicioso. O resgate fotográfico de uma cidade que se desfigura a cada dia. Que vê desbotar a sua identidade na indiferença e no esquecimento histórico.

É preciso que se defenda nossa história. Que se revele o que fomos às gerações atuais. Que se faça justiça aos pioneiros. E que se mantenha viva a nossa memória, sem o asco dos que se consideram donos da verdade, esqueceram num passado distante que no bom jornalismo tem que ouvir as versões dos fatos, na história oral, segundo ALC,  há a cápsula narrativa e que antiguidade só funciona em quartel : no mundo da informação tem que ter é qualidade e pouca, ou nenhuma, soberba. Parabéns Luiz Brito ! Este humilde blog rende-se ao seu profissionalismo. E vamos em frente, às novas produções, indiferentes às dores-de-cotovelo inevitáveis dos que se achavam caciques só porque colocavam as respectivas bundas em cima de papéis mofados à espera de graus de nobreza feitos de lata.

Livros imprescindíveis para entender Rondônia – 2

Livro do Ten.Cel Amilcar Botelho de Magalhães foi publicado pela Livraria do Globo, de Porto Alegre em 1930 e reúne artigos escritos para o Diário de Notícias (hoje extinto) e o Correio do Povo, comprado pelo Grupo Record, empresa de comunicação controlada pela Igreja Universal do Reino de Deus