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Filmes para entender Rondônia – Porto Velho, cidade do sol

capas Filmes Beto 001Um vídeo com ares turísticos sobre a capital de Rondônia, mostrando muitos aspectos de sua cultura, seu folclore e as cores da sua gente. Produzido no começo dos anos 90, este vídeo fez o maior sucesso na época que era comercializado em Vhs no aeroporto do Belmont. Foi para todos os continentes divulgando a cidade. Tem no seu conteúdo poemas de Bolívar Marcelino, a narração de Celso Ferreira, a trilha sonora do CD Amazônia em Canto, e mostra uma cidade que não existe mais. A foto da capa é de Carlos Ruiz. Foi o primeiro de uma série de documentários produzidos naquela época. Depois viriam outros, já no fim dos anos 90,com o apoio do Ruy Motta e do Flávio Carneiro. Roteiro de Nelson Townes e realização e direção de Beto Bertagna.

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Filmes para entender Rondônia – 6 – Desafio no Inferno Verde : A Ferrovia do Diabo

Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. Imigrantes e aventureiros do mundo inteiro tombaram ao longo dos 366 kms de trilhos que levaram quatro décadas para serem assentados. Vitimados pelas doenças tropicais, os trabalhadores enfrentavam a natureza hostil e os índios que surgiam de repente do inferno verde. É uma história de coragem e heroísmo, de tragédia e de sangue dos pioneiros que fundaram Porto Velho. Não se apaga da memória de um povo um fato histórico que determinou suas origens. O vídeo traz um pouco do passado que ainda ecoa através dos apitos, quando alguma máquina passeia pelos trilhos e dormentes de “ouro” da Madeira-Mamoré, a ferrovia do diabo. Produção em Betacam SP de 1997, roteiro de Nelson Townes e direção de Beto Bertagna. Vencedor do Tatu de Prata, melhor vídeo da XXV Jornada Internacional de Cinema da Bahia em 1998.

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Filmes para entender Rondônia – 3 – Nas cinzas da floresta

foto: Adrian Cowel

A partir da construção da BR 364 em Rondônia e estradas vicinais que a ligavam, este filme de Adrian Cowel (já falecido) e Vicente Rios traça um panorama abrangente, apresentado pelo ambientalista gaúcho José Lutzemberger (já falecido) , de como a política do governo brasileiro para a ocupação da Amazônia na década de 80 levou à degradação de enormes áreas de floresta neste Estado.

” Nas Cinzas na floresta” tem 52 minutos , foi produzido em 16 mm no ano de 1990.

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Filmes para entender Rondônia – 2 – O destino dos Uru Eu Wau Wau

Foto : Adrian Cowel

Três décadas depois de “Na trilha dos Uru Eu Wau Wau” , Cowell reencontra alguns dos personagens. O líder Tari, que raptou a criança branca de Na Trilha …teve sua própria irmã raptada, por brancos, quando tinha 6 anos. O filme proporciona um encontro inesperado dos irmãos e nos mostra como os Uru Eu Wau Wau puderam lidar com as transformações em seu mundo, ao longo dessas décadas.

Conheci Tari, quando estava junto com Luiz Brito produzindo o filme ” Povo Amondawa” , no Posto Trincheira em Mirante da Serra.

Ficamos uma semana na aldeia Amondawa, junto com  Cleide Bezerra e a linguista Wanny Sampaio. Tari ainda foi personagem de uma propaganda do Banco do Brasil na década de 80.

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Filmes para entender Rondônia – 1 Na trilha dos Uru Eu Wau Wau

Foto : Adrian Cowel

Um filme de Adrian Cowel, um chinês de Tongshan que estudou na Austrália e na Inglaterra, e que acabou se formando em História pela Universidade de Cambridge. Este filme, em que Adrian divide a direção com Vicente Rios,  faz parte da série A Década da Destruição e mostra o primeiro contato com os índios Uru Eu Wau Wau, pressionados pelo desenvolvimento em Rondônia, que atraía cada vez mais agricultores do Paraná e do Rio Grande do Sul para a Amazônia. Impulsionados a penetrarem na floresta, os colonos se aproximavam cada vez mais da tribo. Nesta conjuntura, o rapto de uma criança branca pelos Uru Eu Wau Wau aumenta o rancor dos colonizadores contra os índios, vistos como uma barreira ao desenvolvimento. Paralelamente, a Funai organiza uma expedição para contactá-los e protegê-los do avanço dos brancos sobre o seu território. O filme foi feito em 1990 e tem 52 minutos de duração, que é uma janela internacionalmente aceita pelas emissoras de televisão para a exibição. (assim como filmes de 26 minutos). Imperdível, mas difícil de achar cópia para ver. Contatos : Instituto Goiano de Pré-História e Antropologia/UCG, fone (62) 3946 1150 e-mail: igpa@ucg.br  e Departamento de Arquivo e Documentação – Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, fone (21) 2590 3690 e-mail: dadcoc@coc.fiocruz.br .

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