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Odair Cordeiro e nós outros

Por Jorge Streit

Acordei sobressaltado no último dia 16, com uma mensagem de celular que me informava da morte de Odair Cordeiro. Morrera naquela madrugada uma das figuras mais importantes da política de Rondônia, apesar de jamais ter exercido um mandato eletivo.

Trinta anos se passaram até que aquele minúsculo grupo liderado por ele e José Neumar se transformasse num dos partidos mais fortes do Estado. E não houve um único dia, em todos esses anos, que ele não tenha se dedicado a esse sonho.

Desde 2003, com minha mudança para Brasília, encontrei-me poucas vezes com Odair. Talvez umas seis ou sete vezes. Em uma de minhas últimas estadas em Porto Velho, tentei fazer-lhe uma surpresa, indo à sua casa na Avenida Getúlio Vargas, sem avisar. Porém, ao chegar, deparei-me com uma empresa funcionando no local e, por fim, acabei não conseguindo encontrá-lo.

Nas nossas brincadeiras eu o chamava de Velho e ele me tratava por Alemão. Há poucas semanas ele me ligou à procura de um volume contendo várias revistas do Asterix que havia me emprestado havia mais de dez anos. Foi a última bronca que ouvi daquele turrão incorrigível. Ao final, conversamos um pouco sobre os filhos e marcamos encontro para minha próxima ida a Rondônia.

Convite chegou dentro da agência

Além de companheiro na política desde 1982, fui seu companheiro de copo por muitos anos. No antigo Bar Bangalô ou sob o pé de jambo de sua casa, fizemos inúmeras reuniões etílicas. Quando parei de beber, em 1996, recebi dele uma reprimenda nos seguintes termos: “Alemão, a pessoa que tem uma cara de bêbado como você não pode parar de beber. Você não tem o direito de desperdiçá-la”. Outras vezes, se me queixasse de algum problema de saúde ouvia dele o seguinte: “Não te falei para não parar de beber? Nunca te vi doente nos tempos de farra…”.

Após sua morte, troquei um e-mail com o jornalista Montezuma Cruz para comentar sobre o assunto e para cumprimentá-lo por ter resgatado informações preciosas sobre o trabalho de Odair nos primórdios do PT em Rondônia. Naquele momento, me lembrei de um dia do ano de 1982, quando ele foi à agência do Banco do Brasil em Ariquemes para me convidar a entrar no PT. Em suas andanças pela cidade como representante comercial, ouvira falar de um grupo de jovens bancários que organizava protestos e que acabara de lançar um jornal estudantil. Percebeu que ali poderia estar um ponto de contato para a criação do Partido naquela poeirenta e inóspita Ariquemes, um embrião de cidade que vivia a euforia da colonização implementada pelos militares, já nos estertores do regime.

Na linha do PRC, outros caminhos

Velho deixou em minhas mãos um maço de folhetos mal impressos com os nomes dos nossos candidatos às eleições daquele ano. José Neumar era candidato a deputado federal e Montezuma a estadual. Fizemos uma votação pequeníssima, mas protagonizamos o início do Partido numa época muito difícil para qualquer movimento de oposição em Rondônia.

Nos anos imediatamente seguintes trilhei caminhos diferentes de Odair dentro do PT. Nos meus primeiros tempos de Partido, coloquei-me como independente e até como oposição em relação à direção estadual representada por Odair e Neumar. Na época, alinhei-me com militantes que iniciavam o MST e que se identificavam com o antigo PRC – Partido Revolucionário Comunista. Nosso foco era o apoio às ocupações de terra e a criação dos primeiros sindicatos.

Para nós, incendiados pela paixão militante, as práticas de Odair levariam a um PT conciliador e restrito à via eleitoral. Em 1986 apresentamos uma chapa de oposição ao diretório estadual e vencemos. Montamos uma direção executiva sem Odair e Neumar, com integrantes espalhados pelo estado e não conseguimos “tocar” o Partido. Por muitos anos depois Odair me “zoou” por causa disso.

Depois, já no final dos anos 1980, comecei a me aproximar de sua casa e a trocar ideias. Nessa época eu já começava a me firmar como dirigente sindical e passava a ter mais humildade para perceber o quanto poderíamos aprender com a experiência daquele homem.

Por várias vezes, nas minhas refregas sindicais com a polícia, era ele o primeiro a chegar ao quartel com o advogado dentro do carro dirigido pela Lúcia. Também nessa época muitos outros jovens militantes passavam pela sua casa para ouvir suas estórias e conselhos, embora muitas vezes não admitíssemos publicamente. Josias Gomes, Inácio Azevedo, Roberto Sobrinho, Ernandes Segismundo, Edineide Arruda, Eduardo Valverde, Fátima Cleide, Daniel Pereira, Bernardo e muitos outros.

Tempo das alianças

Até o início dos anos 1990 vivemos um período de afirmação do PT em Rondônia, tocando as atividades com o dinheiro das feijoadas feitas por Odair e Lúcia. Até então, o Partido ainda não era alternativa de poder. A partir daí, com o crescimento, começaram a se colocar diante de nós as propostas para formação de alianças com outros partidos. Foi aí que Odair encarnou a figura de articulador político, recebendo os ônus e os bônus desse papel.

Para os militantes mais à esquerda, virou alvo de muitas críticas, sendo responsabilizado por uma “política de conchavos”. Para outros, inclusive eu, representava a figura de hábil articulador, sempre atento às melhores opções para o PT.

Foi assim que se deu a aliança com José Guedes em 1992, quando PT e PSDB ainda não eram inimigos figadais. Foi assim também a tentativa de aliança com Raupp no primeiro turno em 1994, pouco depois desautorizada pelo Diretório Nacional do PT pelo fato de o PMDB não constar da política de alianças aprovada nacionalmente.

Nesse processo tive que abrir mão de uma candidatura a deputado federal com grandes possibilidades e virei candidato a governador numa campanha meio quixotesca, na companhia de Eduardo Valverde e Israel Xavier. Anos depois avaliei que eu devia ter “batido o pé” mesmo contra a opinião de Odair e do restante da articulação e lançado uma candidatura a deputado.

Mas quem somos nós para, tanto tempo depois, querermos julgar atitudes tomadas no calor daquelas disputas e sob circunstâncias muito particulares daquele momento.

“Deixe de ser xiita, você não tem mais 20 anos”

Enfim, até 1998 estive muito próximo de Odair pude compartilhar de suas engenhosas construções políticas. O vitorioso desenho que levou o PT a eleger Fátima Cleide para o Senado, além de dois deputados federais em 2002, foi pensado e executado por ele com maestria. Na época eu estava fora da direção do PT e me dedicava ao Banco do Brasil e a uma tardia universidade.

Cheguei a torcer o nariz contra a ideia de aliança com Gurgacz, sobretudo pelas minhas históricas relações com os sindicalistas do setor de transportes, principalmente Hermínio Coelho e Claudio Carvalho, hoje importantes nomes do PT. Ainda assim ouvi dele algo assim: “Alemão, deixe de ser xiita que você já não tem mais 20 anos”.

Depois disso ainda tivemos as vitórias de 2004 e 2008 para a Prefeitura da Capital, ambas com forte participação dele na articulação política e na montagem dos programas de TV. Nesse período eu já vivia em Brasília e não acompanhei seu trabalho.

Mas fiquemos assim, meu Velho. Lá em cima, com sua camisa vermelha e estrelinha no peito, tente juntar os nossos companheiros que também já estão por lá – o Chico Cezário, Fernando, Hemerson Teixeira, Piau, Pedrinho Oliveira, Tiãozinho da CUT, Jasmo e Fatinha Alves. Se bem os conheci, Cezário e Fernando já se engalfinharam várias vezes e o Jasmo, Tiãozinho, Pedrinho e Piau já organizam uma reforma agrária nos campos celestes. Se precisar de ajuda, procure o Padre Ezequiel Ramin, que a essas horas já deve estar muito bem entrosado lá em cima.

E quanto a nós, amigos e familiares, embora já saudosos das suas incontáveis manias e de seus conselhos valiosos, tentemos ver sua morte de uma forma diferente daquela a que fomos ensinados no ocidente. Vejamos como parte do ciclo da vida, numa seqüência vida-morte-vida ou, como diz o rabino Nilton Bonder, como parte da nossa necessidade de pausas, constituindo-se na maior de todas elas.

Deu no G1: Iphan amplia lista de Patrimônio Cultural do Brasil

Novos bens passaram a fazer parte do Patrimônio Cultural que é protegido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Os conselheiros do Iphan estiveram reunidos no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (10), para definir os itens tombados. Entre eles estão quatro embarcações tradicionais brasileiras, os centros históricos de Natal e São Luiz do Paraitinga (SP), além do conjunto urbanístico e paisagístico de Cáceres.

Veja abaixo a lista dos bens que se tornaram Patrimônio Cultural:

Patrimônio Naval
Foi aprovado o tombamento da Canoa de Tolda Luzitânia, da Sociedade Sócio-Ambiental do Baixo São Francisco, em Sergipe; da Canoa Costeira de nome Dinamar, da Baía de São Marcos, no Maranhão; do Saveiro de Vela de Içar de nome Sombra da Luz, do Recôncavo Baiano, e da Canoa de Pranchão do Rio Grande, de nome Tradição, do Rio Grande do Sul; e do Museu Nacional do Mar, em São Francisco do Sul, Santa Catarina, incluindo o seu acervo.

Centro Histórico de Natal
O Centro Histórico mescla uma malha urbana colonial com um conjunto arquitetônico de todas as épocas. A área conserva edifícios com representatividade histórica, apesar das intervenções modernas que recebeu ao longo dos anos. O tombamento engloba a Cidade Alta e parte do Bairro da Ribeira, além de reforçar a importância do rio Potengi para a cidade.

Igreja Positivista
A Igreja Positivista, no Rio de Janeiro, serviu como sede do apostolado positivista no Brasil. Sua construção teve início em 1890 e foi concluída em 1897. As concepções arquitetônica e ornamentais foram de Miguel Lemos. O monumento foi o primeiro edifício construído, no mundo, para difundir a doutrina criada pelo filósofo francês Augusto Comte.

Conjunto Histórico do Município de Paracatu (MG)
A área ocupava uma localização estratégica e era ponto de convergência dos diversos caminhos que ligavam o litoral e os sertões. Era também pouso de tropeiros, que buscavam o ouro nas cidades goianas como Luziânia, Pirenópolis, Corumbá, Jaraguá, Pilar de Goiás.

Conjunto Urbanístico e Paisagístico do Município de Cáceres (MT)
A cidade desempenhou importante papel para a definição e proteção de fronteiras entre terras brasileiras e bolivianas, sendo considerada um documento da história urbana do país.

Centro Histórico de São Luiz do Paraitinga (SP)
A delimitação da área de tombamento do conjunto urbano abrange mais de 450 imóveis e inclui a preservação visual do entorno. Em 2011, o Iphan planeja comprar um imóvel para implantação de uma Casa do Patrimônio no centro histórico da cidade.

Festa de Sant’Ana em Caicó (RN)
Foi a quarta manifestação cultural a ser inscrita do Livro das Celebrações como Patrimônio Cultural do Brasil. Ocorre há mais de 260 anos e reúne diversos rituais religiosos e manifestações culturais.

Serra da Piedade (MG)
O Iphan aprovou a extensão de tombamento do conjunto arquitetônico e urbanístico da Serra da Piedade em Minas Gerais. Protegido pelo Iphan desde 1956, o monumento natural é ameaçado pela ação de mineradoras que atuam na área. A área de entorno inclui as cidades históricas  de Sabará, Caeté e Raposos. O Iphan também vai atuar de forma mais efetiva na fiscalização permanente das mineradoras em parceria com o Ministério Público de Minas Gerais.

Do blog do Confúcio : Nomes do governo (ATUALIZADO 24/12/2010)

” Vamos ao que interessa, os nomes que me ajudarão a governar Rondônia entre os anos de 2011 a 2014. O quadro ainda não está completo devido alguns partidos aliados ainda não me entregaram os seus representantes no governo. A medida que forem aprovados pelo MP e por mim, aí sim anunciarei diáriamente.  Estou ainda aguardando a informação do MP até mesmo dos nomes abaixo, caso tenha qualquer restrição serão substituídos.
1. POL. MILITAR  /Cel.l Paulo César de Figueiredo  – Sub: Cel. Antonio Carlos Tomazzoni
2. CASA MILITAR / Maj Mauricio Marcondes Gualberto
3. SEFIN /Dr. Benedito Antonio Alves  – Adj: Wagner Luiz de Souza
4. DETRAN /  Airton Gurgacz – Adj. :Cel. João Maria de Sobral Carvalho
5. SESAU / Dr. Alexandre Carlos Muller
6. SUPEL / Márcio Rogério Gabriel
7.REP. EM BRASILIA / Elizete Lionel
8. CORPO DE BOMBEIROS / Cel. Lioberto Ubirajara Caetano de Souza
9. DEOSP / Engº. Abelardo Castro Neto
10.SEDAM /Nanci Maria Rodrigues da Silva – Adj: Cel. Josenildo do Nascimento
11. SEDUC/Jorge Alberto Elarrat Canto – Adj. : Neila Pires Myrria
12. CGE/Juliana Furini Reginato
13. SEJUS/ Mirian Speráfico –Adj.: Zaqueu Vieira Ramos
14. SEPLAN/George Alessandro Gonçalves Braga –Adj.: Avenilson Trindade
15. SETUR/ Júlio Olivar
16. CAERD/Sérgio Rubens Castelo Branco Alencar
17. DECOM/Fred Perillo
18. DER/ Lúcio Antonio Mosquini
19. SESDEC/ Marcelo Nascimento Bessa – Adj: Ricardo Rodrigues
20. SEAS/ Cláudia Lucena Aires Moura
21.IPERON /Walter Silvano Gonçalves Oliveira
22.SOPH /Mateus Santos Costa
23.SEDES /Edson Luiz Vicente – Adj: Allan James França Benjamim
24. SECEL /Francisco Leilson Celestino de Souza Filho
25.SEAS Adj: Márcio Antônio Félix Ribeiro
26. PGE /Valdecir Silva Maciel : Adj. Maria Rejane Sampaio  Santos
27. SEAD /Vera Lúcia Paixão
28. IPEM/Osni Ortiz –Vice: Francisco Batista da Silva (Pantera)
29. CASA CIVIL/ Ricardo Sá Vieira Adj: Basílio Leandro de Oliveira

30. SEAGRI/ Anselmo de Jesus -Adj: Antonio Deusemínio
31. POLICIA CIVIL /Diretor Geral : Claudionor Soares Muniz  – Adj. :Sandro Luiz Alves de Moura

Boa sorte a todos e que Deus nos ajude.”

O tempo

Por Pe. Júlio Antônio da Silva

O tempo constitui uma dimensão essencial da criatura humana. Está presente em tudo. É no tempo que construímos nossa história. Porém, nossa vida oscila entre a certeza de coisas experimentadas no presente e a incerteza do futuro que escapa ao nosso controle absoluto. Vivemos nesta dupla tensão entre um passado que já era e um futuro que é um devir.

A sucessão dos tempos, ou o tempo histórico, abre-nos para uma forma de conceber a história como experiência que nunca se repete. Mergulhamos no mar do passado para um imenso e misterioso futuro. E nesse mergulho deparamos com a vida a ser construída.

Na construção da vida deparamos com o limite dado pelo tempo, qual camisa de força, a nos encerrar num circuito limitado, a marcar nossa incapacidade de acelerar ou atrasar, um segundo sequer, o relógio da vida. Foi essa a angústia vivida por grandes pensadores, como por exemplo, Santo Agostinho, o Mestre do Ocidente, no século quarto. Para ele, o tempo será sempre algo enigmático. Entende que tudo e todos são reduzidos ao instante indivisível, chamado de presente, que coloca tudo em movimento.

Sem descurar do presente, a pregação de Jesus Cristo apontou um novo caminho para o tempo presente. Ele aponta o futuro como realização plena de sua proposta de vida, o Reino de Deus. Mas um futuro diferenciado, sem aquele escatologismo barato e infundado de alguns profetas do mau agouro.

O futuro do Reino de Jesus visa à construção de um mundo alternativo, moldurado pela paz, pela serenidade e alegria, que começa aqui e agora, mas ainda não em plenitude, devido a  transitoriedade das coisas. Essa visão e posição do cristianismo é uma força que ajuda a superar o velho passado. Coloca-nos diante da difícil tensão entre o “já” e o “ainda não”. Cristãos não podemos simplesmente olhar para o futuro, afinal Cristo Jesus está vivo na história que fazemos. Ele é o referencial, através da Igreja, dos bens futuros.

O nosso “já”, ou melhor, o presente que nos é reservado, ainda é imperfeito. Ainda padecemos em meio a tantas lutas e limites, sobretudo o pecado e a injustiça. Por isso, sonhamos com uma nova sociedade a ser construída. Esperamos ainda mais. Buscamos uma mudança nova e decisiva, que faça a história dar um salto qualitativo para chegar ao Absoluto, que faz história com as pessoas humanas e que se mistura ao tempo presente para fazê-lo “tempo da graça”, o kairós bíblico.

Portanto, esse futuro não tem nada de tenebroso; ao contrário, é um futuro-presente construído no amor e na esperança, pelo poder da fé. É um tempo santificado pela presença viva de Nosso Senhor Jesus Cristo, começo e fim de tudo, Senhor do tempo. Esta verdade não deixa ninguém desesperar-se diante do presente. Mas dá certeza da gestação de “um novo céu e uma nova terra” (Is 65, 17; Apoc 21,1).

via Arquidiocese de Maringá

A importância da educação financeira nas empresas

Por André Massaro


André Massaro é especialista em finanças do Moneyfit

Vivemos um momento curioso no Brasil. Crédito nunca foi uma das coisas mais abundantes por aqui, mas, recentemente, com a relativa estabilização da economia e da moeda, aspessoas estão começando a se sentir mais à vontade para se endividar e, por sua vez, os agentes financiadores perceberam que, para poderem ganhar dinheiro, terão que fazer aquilo para o que foram originalmente concebidos: financiar. Os efeitos dessa recente flexibilização do crédito são visíveis. Comércio extremamente aquecido, pessoas consumindo como nunca e a preocupação primordial de muitas pessoas “mas será que a parcela cabe no meu orçamento”?, que prenuncia o desastre financeiro.  Os níveis de endividamento do brasileiro médio estão crescendo de forma perigosa. Alguns políticos e burocratas do governo dizem que nossos níveis de endividamento são baixos em relação aos outros países (o que é verdadeiro). Mas essa informação, se analisada isoladamente, pode nos levar a conclusões equivocadas. O índice de endividamento médio do brasileiro é, de fato, menor que o de um americano ou europeu, por exe mplo. Mas é importante termos em mente que os brasileiros pagam juros muito superiores aos que os americanos ou europeus pagam. Apenas para termos um exemplo, a taxa que o brasileiro paga pelo crédito rotativo de seu cartão de crédito é, em média, dezessete vezes superior àquela paga por um americano. Isso significa, na prática, que apesar de ter um endividamento menor, o brasileiro “quebra” muito mais rápido, por conta do efeito devastador de nossas taxas de juros insanas. O índice de endividamento, nesse caso, não nos diz absolutamente nada. É um endividamento menor, mas potencialmente muito mais nocivo.O que as empresas e os empregadores têm a ver com isso? Em princípio, nada. A obrigação da empresa é pagar, em dia e corretamente, seus funcionários. O que cada funcionário faz com seu dinheiro é problema dele. Mas essa é outra conclusão, assim como a questão dos índices de endividamento, deve ser colocada em perspectiva. Hoje não só o consumo está aquecido, o mercado de trabalho também está. A maioria dos trabalhadores, de alguma forma, percebe isso, e eles estão bastante confortáveis para assumir dívidas e tratar suas finanças de forma mais pródiga. Mas como será no dia em que essa “lua de mel acabar”.Depois da euforia, vem a ressaca… Vem a constatação de que as finanças domésticas estão completamente comprometidas por ?parcelas que cabiam no orçamento?, pequenas dívidas que viraram encrencas monumentais e coisas do gênero. Nesse momento, aquilo que, inicialmente, não era um problema do empregador, vira um problema (e dos grandes…). Começam as pressões sobre o departamento de pessoal, por adiantamentos e “vales”. O empresário acaba descobrindo que, sem querer, está virando banqueiro. E pior! Não está ganhando nada com isso… A produtividade cai, decorrência do stress causado pelo desequilíbrio e pelas pressões financeiras. Acontece o fenômeno conhecido como presenteísmo, no qual o funcionário vai para a empresa, cumpre seu horário, ocupa seu local físico, mas não consegue exercer plenamente sua capacidade de trabalho (por estar com a cabeça em outro lugar, possivelmente pensando em dívidas e cobranças). Existem estudos que indicam que o presenteísmo representa, para as empresas, um custo maior que o absenteísmo puro e simples. Funcionários desatentos e desmotivados têm maior inclinação a cometer erros e sofrer acidentes de trabalho. Isso custa, e adivinhem para quem vai essa conta? Para o empregador, naturalmente…Em um mundo ideal, a empresa pagaria o salário aos empregados (integralmente e tempestivamente) e esses usariam os recursos recebidos da forma mais racional e sensata possível, e tudo estaria resolvido. Mas no mundo real, os empregadores precisam começar a se preocupar com a forma como seus empregados administram suas próprias finanças, sob o risco de acabarem gerando um problema (inclusive financeiro) para elas mesmas.

Onda lilás e vermelha conquista país !

Uma verdadeira onda nas cores vermelha e lilás vem tomando conta do país neste mês de setembro . O  tsunami chamado Dilma vem contagiando todas as classes, pobres e ricos, jovens e idosos, homens e mulheres do Sul ao Norte do Brasil.

Segundo o Professor titular da Escola Nacional de Ciências Estatísticas – ENCE/IBGE, José Eustáquio Diniz Alves ” as teorias que sustentavam a existência de diferenças irreconciliáveis de classe, espaciais, educacionais, geracionais e de gênero não se sustentaram ao longo do processo de definição do voto. Na verdade, a provável vitória de Dilma Rousseff deverá ser ampla, geral e irrestrita, como ainda não havia acontecido na história do Brasil.”

A tsunami lilás e vermelha também entusiasmou as campanhas  dos candidatos do PT  Eduardo Valverde,  a governador de Rondônia e da Senadora Fátima Cleide, que busca sua reeleição.  A lógica é simples: quem volta em Dilma, vota em Fátima e Valverde. Porto Velho, hoje administrada pelo prefeito Roberto Sobrinho, do PT vive hoje uma verdadeira revolução em urbanidade, trabalho e  conquistas sociais, que pode ser estendida pelo Estado inteiro, com o apoio dos parlamentares petistas. O Estado não pode perder a chance de avançar 40 anos em 4, com a vinda de recursos e parcerias federais.A nível paroquial a soma é mais ou menos esta : quem vota , para o Senado, em Raupp não vota em Cassol. Quem é eleitor de Expedito Jr. não vota em Cassol nem a pau. Os eleitores de Expedito, na prática observada no dia a dia, também estão ao lado de Fátima Cleide.  Os professores , tanto em nível estadual quanto municipal, não devem votar em Cassol, que despreza a educação e a cultura e foram  massacrados por uma política salarial e de perseguição nas escolas sem precedentes. Para ele, a educação parece não ter valor, afinal o mesmo apregoa aos ventos dos quatro cantos de Rondônia que ficou rico sem precisar de educação. Ao contrário de Fátima, presidente eleita por unanimidade da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) do Senado Federal, demonstrando o pleno conhecimento do setor e o total prestígio dos seus colegas senadores.

O peso nesta eleição dos gays e  simpatizantes deverá ser decisivo.  O eleitorado homossexual está todo ao lado de Fátima, uma árdua defensora dos direitos humanos. Nestes segmentos, o homofóbico Cassol não deverá ter nenhum voto. Por tabela, o Cahola também não.

Valverde, que reuniu os produtores culturais de Rondônia esta semana para mostrar seu plano de governo no setor, é um defensor da cultura e do patrimônio histórico material e imaterial.  E não é de agora, que é candidato ao governo do Estado. Em todas as suas ações ele tem o carinho com a gente daqui. Valverde disse que vai criar o IEPHA/RO, Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Rondônia e estabelecer um fundo cultural para as atividades teatrais, audiovisuais, artes plásticas e literárias. Valverde  esteve no Real Forte Príncipe da Beira, acompanhando o início dos estudos para a revitalização do monumento, mesmo com o sol queimand0 e os piuns quase engolindo os técnicos.  Valverde também deve se beneficiar dos esqueletos no armário dos adversários. Afinal, por trás de Cahola está Cassol, e ficaria tudo como dantes na terra de abrantes. Expedito Jr. vem sendo cozido em forno brando no STF e, mesmo que vencesse,  correria  o risco de não sentar na cadeira. Dilma, Fátima e Valverde  farão Rondônia ter o avanço que merece.  Caso contrário, poderemos nos lembrar desta eleição de 2010 como aquela que elegeu um político que virou  chacota nacional no Senado.

Tacacá, de segunda a sexta

Das 17:00 às 21:00 , de segunda a sexta, na Av. Farqhuar 3214 (esquina com rua Pe. Pasquale) , próximo à CONAB o tacacá que deu certo, do gaúcho com a cearense. Agora também com churrasquinho, salgados e refrigerantes.  Pode também pedir para entrega pelos fones 9213 1385 e 8433 9501. Mas, báh, tchê ! Capaz !

Reflexão não muito profunda, sobre sites vagabundos de fo-focas

” Matéria jornalística vagabunda é que nem adesivo : não promove, não gruda e ainda emporcalha o veículo.”

Comentário do Jornalista Nelson Townes :

Caro Beto,
Quando alguma desinformação ou canalhice é publicada por qualquer meio de comunicação não diga que é matéria jornalística. A matéria jornalista tem que ser o mais fiel possívell aos fatos e, OBRIGATORIAMENTE E PARA TODO O SEMPRE ouvir os dois lados, ou deixar claro que não o fez, e interpretar (que é diferente de comentar) o fato. Se um ente público está intervindo num bem público a pergunta óbvia é por que? O foco principal da notícia é o motivo da intervenção. A partir daí o jornalista tem o restante para oferecer ao seu público a informação honesta e manter a relação de boa fé que qualquer mídia deve ter com todos. Principalmente com o leitor ou espectador. Se não for assim, NÃO É MATÉRIA JORNALÍSTICA. Portanto, caríssimo Beto, não existem matérias jornalistas vagabundas. Existem vagabundos que se intitulam jornalistas e até conseguem diplomas, graduação acadêmica e registro como profissionais de imprensa para o mercado de trabalho. Mas, efetivamente, não são jornalistas, repito. Deveriam ser defenestrados, expurgados da categoria, ter o diploma, os títulos acadêmicos, o registro no Ministério do Trabalho, tudo cancelado. E expostos à execração pública como os vagabundos, picaretas, desonestos que enganam a opinião pública fraudando o bem mais precioso que desde os nossos mais remotos ancestrais temos para lutar pela sobrevivência de nossa espécie em nosso planeta: A INFORMAÇÃO. O fato é que conheço a imprensa de Rondônia há anos e nunca a vi em tão má fase. Se a Internet é um oceano, o que temos em Rondônia é um mar poluído por esgoto. Felizmente, há exceções que navegam em aguas limpas.

Diante deste comentário, deste Jornalista com J maiúsculo e vergonha na cara, devemos mudar nossa reflexão para :

“Site de fo-foca vagabundo é que nem adesivo de terceira : não promove, não gruda e ainda emporcalha o veículo e a sociedade decente à sua volta.”

E o tal caminhão-báu levado prá Bolívia?

Queimou mesmo ? Nem uma fotinho da fumaça, nada ? Alguém viu pegando fogo ? Quem ? O que tinha dentro do caminhão  ? O seguro pagou ? Quando queima ( se queimou ) não sobra nem a carcaça ? Jornalismo estranho, muito estranho… a Bolívia é ali, a Antártida é logo ali.

Livros imprescindíveis para entender Rondônia – 12 – Os Desbravadores

Vitor Ugo, autor de “Os Desbravadores”, fez estudos superiores em São Paulo, Rio de Janeiro e no exterior. Em seus mais de 40 anos de vivência em Rondônia, ocupou a cátedra do magistério de nível médio e superior. Foi o primeiro Secretário de Estado de Rondônia para a Cultura, Esporte e Turismo – SECET, além de ter criado a Rádio Caiari, implantado o automatismo telefônico em Porto Velho, onde, nos anos 60, também colocou a primeira imagem televisionada.  Com a autoridade de profundo conhecedor da região e dos homens que habitam a Rondônia de Roquette Pinto, lhe foi possível acompanhar passo a passo o progresso que a envolve, com seus complexos problemas, a partir da eclosão migratória aos problemas ecológicos, ambientais e do índio., todos vistos sobretudo sob o aspecto social.

Tive o privilégio de conhecer e trabalhar com o prof. Vitor Ugo e com o Prof. Isaías dos Santos, implantando o CEPAV – Centro de Produções Audiovisuais Pe. Landell de Moura, embrião da TVE – Madeira Mamoré, canal 2, emissora educativa filiada ao SINRED ( Sistema Nacional de Rádio e TV Educativas). A TVE, canal 2 chegou a ter um telejornal diário de 30 minutos de duração e funcionava embaixo das arquibancadas do Estádio Aluisio Ferreira. A sua antena superturnstyle, ainda está em cima da caixa dágua da Caerd ao lado do hotel Aquarius, como testemunha deste tempo. E tínhamos retransmissores em Ji-Paraná e Vilhena. Tudo sucateado em nome da politicagem rasteira e inócua. Quanto recuo, quantas trevas este Estado ainda precisa clarear . Poderíamos ter uma TV Educativa forte hoje…não temos nem uma fraquinha, nem um alto-falante de poste educativo, nada ! E dê-lhe feira agropecuária.

Bad Trip

Por Valéria del Cueto

Juro que daria tudo para não estar escrevendo este relato. São 18 horas em Cuiabá, 19 no Rio de Janeiro. Se o céu da minha trip fosse de brigadeiro estaria a 3 horas da Casa da Gávea, onde o curta metragem História Sem Fim do Rio Paraguai será exibido e comemorado o aniversário da Denise del Cueto, mulher do del pai.

Qual o que, meu sofrer  começou no balcão da cia. aérea, onde fui informada que o vôo que embarcaria havia sido cancelado. Isso mesmo.

Oh, meu santo protetor dos passageiros enganados, vilipendiados e traídos, onde estavas quando o senhor Jean gerente da enrolação e da quebra de contrato me dava a opção de embarcar num vôo de outra companhia , uma hora e meia depois, com destino a Guarulhos e, depois de um pit stop de mais de 2 horas, seguir num vôo para Teresina, com uma escala redentora no Galeão? Talvez muito ocupado, com justíssima razão, com as cinzas do vulcão europeu que ora provoca um efeito dominó na malha viária do velho continente e adjacências.

Enfim, estávamos, eu e mais outros tantos otários, com um bilhete que nos prometia desembarcar às 22 horas e 27 minutos no aeroporto Santos Dumont, na entrada da baía de Guanabara, sendo remanejados  para um vôo de uma companhia amiga, com destino a Ilha do Governador. A chegada esta(va) prevista para a  00 horas e 40 minutos. Começava a bad trip me impede de chegar ao Santos Dumont e  ainda por cima desembarca o pacote há dezenas de quilômetros do destino desejado.

Havia outra opção? Sim,  perder o filme e o feriado aguardando a voada do dia seguinte.

Avisar os otários do desastre, anunciado pelo menos uma hora antes, de acordo com a atendente, e o dobro do tempo, segundo o gerente Jean, não pareceu uma ideia plausível para o último, que arregalou os olhinhos e tascou a pérola:
– Não temos tempo para isso. Disse-o,  como quem declara que o problema não é dele mas, sim, dos trouxas que com um simples aviso poderiam reorganizar suas vidas, procurar outras opções ou, simplesmente, mandar-los catar coquinhos.

Fiquei pasma quando descobri que éramos apenas 15 vítimas, destinadas a trocar, entre outras coisas, o conforto alimentar da companhia que escolhemos pelas 8 minguadas bolachinhas que nos couberam no ágape da substituta. Isso sem falar na diferença básica da dimensão das poltronas.

A novela estava apenas começando. O capítulo seguinte  reservava outra surpresa. Não é que o vôo até Belo Horizonte, com escala em Goiânia existia? Atrasado, mas aguardado pelo restante dos passageiros.

Bom, fúria é pouco. Ampliada pelo fato de que cada “mala viajen” com sua solução capenga serve para considerar cumprido o contrato firmado no bilhete. Que serviço porco, quanto descaso com os bobalhões que escolheram voar pela dita companhia…

Tempo, tempo, tenho tempo. Horas no confortabilíssimo aeroporto internacional Marechal Rondon. O suficiente para procurar os meus direitos. Não, não é piada!

Piada foi chegar no balcão da empresa e pedir para usar o telefone para fazer a reclamação via 0800.
– A senhora quer o que? Pergunta a gentil, porém intrigada atendente.
– Usar o telefone, expliquei, para fazer uma reclamação.
– Pelo nosso telefone? Não entendi…
Relatei a situação e pulei para a próxima mocinha, esta, do lado de lá da linha.
– Trip reservas, boa tarde.
– Boa tarde para você também, quero registrar uma reclamação.

E começou a lenha. Pois, na concepção da moça Renata, eu não tinha motivos para isso. Arranquei a ferro e fórceps o número do protocolo e resolvi ampliar a área de protesto, procurando a ANAC. Ela sim, a que fica no desembarque, no barraco decadente ao lado.

Chegando lá, outra surpresa. Foram-se os tempos em que um gentil funcionário descia com a gente e ia na companhia averiguar o problema e tomar uma providência imediata. O funcionário em questão, muito gentil, por sinal, ainda está lá, há 26 anos, diga-se de passagem. Mas reclamações, só pelo site.

Quanto a soluções para os problemas dos passageiros, bem, é mais ou menos como reclamar com o bispo. Por essas e outras é que as bad trips pululam impunemente por mais de 70 destinos, anuncia o banner, diante do balcão às moscas, para onde retornei desolada.

Bom, conseguimos, finalmente, decolar com mais outros 20 minutos de atraso. E daí? A espera em Guarulhos se arrastou por mais de duas horas. Falo só para constar, por que isso não faz diferença mesmo, né? Estamos no trecho.
Só espero que o tal santo protetor dos passageiros enganados, vilipendiados e traídos esteja mais liberado (o que é claro, não aconteceu). Achava, e com razão, que precisaria – e muito – da ajuda dele quando, depois da meia noite, virasse abóbora e tivesse que ser repatriada para o Leme, da Ilha do Governador, via Linha Vermelha.

Quanto a meu compromisso, sorry espectadores, perdoe-me aniversariante, mas, além de bad, o trem da trip não conseguiu sair da estação da incompetência e, graças ao desempenho exemplar da parceira aérea, acabei desembarcando em solo carioca mais ou menos a 1 e 40 da madruga. Falhei, sim, mas com um serviço desses, quem pode me culpar?

* Valéria del Cueto é jornalista, cineasta e gestora de carnaval. Este artigo faz parte da série Parador Cuyabano, do SEM FIM           http://delcueto.multiply.com

Rondônia “unido” contra a dengue

Neste out-door, alguma coisa irritou os mosquitos da dengue. Acho que foi a concordância...

Neste out-door,  para não irritar ainda mais os carapanãs transmissores da dengue que são sensíveis e  andam bravíssimos picando todo mundo por qualquer coisa, acharia mais coerente que colocassem ou “Estado de Rondônia unido contra a dengue” ou “Rondônia unida contra a dengue”.

O que vocês acham ? … Sai prá lá, carapanã da muléstia….