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Minha relação com os bancos escolares e universitários

foto:Paulo Fonteles Filho

Por Ismael Machado

Minha relação com universidades é intensa. Tenho duas graduações, além de um mestrado e três especializações. Mas também deixei por concluir pelo menos dois cursos. Mas sempre considero meus anos mais importantes os que envolvem minha primeira passagem universitária, como estudante de Psicologia (esse é um dos cursos inconclusos). Foi o mais marcante. Entrei na Universidade Federal do Pará (UFPA) em 1986. O ano, por si só, já é emblemático. Foi um dos anos mais interessantes daquele efervescente rock nacional da década, com discos fundamentais no período (só para lembrar: Legião Urbana 2, Cabeça Dinossauro, Vivendo e Não Aprendendo, Pânico em SP, Mercenárias, O Concreto já Rachou e muitos etc).

É difícil explicar o que foram os anos 80 para quem não os viveu, mas não é à toa que ele se tornou tão mítico na memória nacional. Entrei na universidade e ali o nome universidade fez sentido. Conheci pessoas que marcaram minha vida, entre professores e colegas. Não demorou e entrei numa chapa de Centro Acadêmico, como diretor cultural. A chapa era a Ensaio Geral e tinha uma moçada da Convergência Socialista na cabeça, gente como o Serginho Darwich e a Miriam, por exemplo. Tinha o Marquinho, o Fernando, a Celina etc. E nós éramos o sanguinho novo, mesmo sem coloração partidária. Éramos eu, Mylena, Adelaide, Fran, Bia, a turma da psicologia.

Mas tinha tanta gente cheia de energia. Roger Paes, Valéria Nascimento, Vânia Torres, Luciana Medeiros, Lula, Tatá Ribeiro, Valter Sampaio, Tereza Lobato, Walcir Cardoso, Bel, Assis Lúcio,  Cris, Ilma, Fran, Valzete Sampaio…de cursos diversos, de origens variadas.

Esse foi o período em que, por exemplo, houve a luta pela meia passagem. Com passeatas e enfrentamentos com a polícia. O ano de 1987 foi marcante nisso. Era o período dos últimos momentos do Projeto Pixinguinha. Vimos shows de Cida Moreira, Vitor Ramil, Zizi Possi, entre tantos outros, ali na UFPA, preço super bacana. Organizamos festas, shows, exposições ao longo desses anos. Nos divertimos, namoramos, crescemos em meio a crises pessoais, geracionais etc. E tendo alguns professores que amávamos e outros que detestávamos (na psicologia quem não foi perseguido por Maiolino Miranda? hahaha- eu fui). Mas havia professores como Alice Moreira que nos levava para fins de semana em sítios onde fazíamos coisas ligadas a biodança, ioga etc. Ou professoras como Marilice, ídola de quase todos nós. Zé Carlos, Cacá, Olavo Galvão. Professores que estavam ali, acessíveis, trocando ideias, discutindo etc.

Em sala de aula lembro de discussões bacanas em aulas de Filosofia, Antropologia Cultural (com a Carmen…que morava em São Braz e abria o apartamento para aqueles meninos e meninas irem ouvir música, conversar, discutir, namorar). Tenho sempre a imagem antiga de Mylena dançando ao som de Bolero, de Ravel, como uma das mais emblemáticas da década para mim.

O pôr do sol na beira do rio se misturava a bater cabeça para tentar compreender os textos em original de Descartes, por exemplo. Ou de Malinovski, ou de Vigotsky.

Quando vejo nos dias atuais esse ataque claro ao que representa a universidade, ao que representa o saber vivido e vívido, tenho nojo e pena. Nojo de quem está produzindo esse desserviço ao futuro do país e pena do país que está sendo comandado por alguém tão perverso, mas que representa milhões de pessoas tão perversas quanto.

Li hoje cedo que, por conta de fanatismos religiosos que são contra a ciência, algumas doenças extintas no país estão voltando com força total. Sangramos por dentro com tanta loucura sendo produzida em tão pouco tempo.

Volto minha lembrança para os anos de 1982 a 1984. Nesses três anos fiz o meu ensino médio em um colégio chamado Avertano Rocha. Foi ali que graças a um professor chamado Everaldo (homossexual, diga-se de passagem), ouvi falar a primeira vez de um dramaturgo e escritor chamado Antônio  Bivar. E foi graças a uma indicação dele que pela primeira vez pus os pés no teatro Waldemar Henrique, para assistir a peça Alzira Power, com Salustiano Vilhena e Henrique da Paz. E olha só, a peça era de Bivar. E minha vida mudou. Fiquei próximo de Salustiano, conhecido como Saluzinho, filho de um representante militar na Vila Sorriso, o Salu, chefe dos escoteiros. E Saluzinho afrotando a tudo isso, com sua verve e postura gay, a nos encher de referências como André Gide e Jean Genet, falando com brilho nos olhos de uma montagem da peça o Balcão, vista por ele lá no auge da ditadura.

Professores e Professoras que trouxeram referências literárias, artísticas, culturais etc que nunca esqueci. Que me indicaram livros para ler, filmes para ver (muito obrigado Everaldo por me falar do filme Blade Runner que estava em cartaz), músicas para ouvir. Que me fizeram perceber que sentar em um banco escolar (seja no ensino médio ou na universidade) é muito mais do que aprender a fazer conta, ler e escrever, como prega esse desvairado que chamam de mito.

Perdi a conta de quantos livros li na vida, de quantos discos ouvi, filmes que assisti, exposições e peças que vi. Volto minhas lembranças para o grupo cultural que criamos na universidade, o Vevecos, Panelas e Canelas, para a banda de rock que montei, para a peça teatral que ajudei a montar (o cego ouvido mudo), para as festas que eu e Roger Paes planejamos juntos, para as viagens feitas (coisas como ir de bicicleta até o Marajó, com Adelaide e Mylena como companheiras de aventura), para as reuniões na casa de Walcyr, com aquela coleção maravilhosa de discos de vinil.

Quando os nossos primeiros filhos começaram a nascer, tentamos, cada um de nós, dar a eles e elas uma possibilidade de mundo diferente. Mais solidário, mais comunitário e mais humano.

Muitos deles estão aí e nos dão orgulho pelas pessoas que se tornaram. Estão espalhados no mundo e atendem por nomes como Lui, Manuela, Ian, Dhavid, Tiê, Aruan, Gabriel, Sofia, Luana, Rafael, tantos…

Há um futuro sendo destruído hoje. Lembro do passado para tentar evitar que isso não ocorra.

Educação não é para aprisionar. É para libertar.

Não está fácil pra ninguém

Texto e foto de Valéria del Cueto

Duas coisas me fazem sacar o caderninho que uso para registrar as crônicas. A primeira é a paz na terra na beira de um mar que não pode ser um qualquer. Essa “saída o corpo”, mesmo no cenário paradisíaco que frequento, ultimamente na ponta do Arpoador, nem sempre acontece e se condiciona a certos fatores. Entre eles está a segurança do entorno.

Foi justamente ela que me impediu de sacar o caderninho na última passagem pela praia. Em plena tarde de um sábado com uma lotação até agradável, sob um sol ameno de outono.

Depois de fazer algumas fotos e vídeos dos ambulantes que circulavam anunciando seus produtos, num pedaço pouco frequentado entre a Pedra do Arpoador e o posto 8, em Ipanema, me preparei para puxar a caneta e abrir o caderno.

Antes de começar a escrevinhar chamaram minha atenção dois ambulantes que confabulavam nas proximidades. Entre uma negociação para a troca de um pouco de gelo para o isopor por produto e a avaliação das vendas do dia, o assunto passou pela ação de ladrões que estavam atuando na areia, prejudicando ainda mais a féria do dia. Que já não estava das melhores.

Ligada no bate papo e sempre prevenida, fechei a bolsa, pedi licença e entrei na conversa querendo entender o movimento local. Argumentei que era estranho e fora de época. As férias e a alta temporada já tinham terminado e, na praia vazia, não havia “clientela”, a não ser os locais, como… eu!

“É que ainda não avisaram ao “bloco” que o carnaval já acabou.” A resposta veio em meio a risadas pela metáfora criada por um dos rapazes. O outro explicou: “Isso aqui está largado, dona, a gente sai de perto para não ser confundido com eles.” “Você devia tomar cuidado”, alertou o mais velho, “por isso vim para esse lado”.

Enquanto conversávamos comecei a me “situar” melhor no entorno. Sempre procuro ficar num local com visibilidade ampla e rotas de fuga. Apesar de estar na parte mais estreita da ligação de Ipanema com o Arpoador, onde o paredão é mais alto e, portanto, impossível de ser escalado, montei meu point próximo a duas barracas que, coladas nos grafites que enfeitam a “muralha”, produziam e distribuíam caipirinhas e outros drinks para diversos vendedores que volta e meia passavam para reabastecer as bandejas.

Aliás, essa foi uma das razões que me atraiu para aquela posição. A possibilidade de ampliar as fotos que estou fazendo sobre os ambulantes que passeiam oferecendo seus produtos. A outra foi a escada que dava acesso rápido ao calçadão. Foi o que expliquei para o vendedor que ficou papeando comigo enquanto o outro seguia para a “zona de confronto”, como chamou a caminhada em direção a Ipanema.

Foi ali que fiquei sabendo que os “blocos” podiam ser da área ou de fora e que, provavelmente, só os primeiros respeitam (um pouco) os locais.

Não fiquei chateada quando o vendedor se aproximou e, puxando seu celular, explicou que trabalhava na construção civil. Me mostrou, cheio de orgulho, várias fotos de trabalhos que havia realizado.

Disse que era da Pavuna e que tinha descido para a Zona Sul para deixar seus cartões de visita com um amigo que havia contado que estavam abrindo vagas por aqui na segunda-feira. Que era regularizado e, inclusive, tinha MEI. O problema era ter “capital” para pagar o contador. Aliás, era isso que ele estava fazendo ali. Tentando melhorar o caixa, que andava no negativo.

A conversa continuou até a volta do amigo que foi mais claro em relação a necessidade financeira do parceiro: “Vamos nessa, ainda dá para fazer mais umas duas voltas e, pelo menos, juntar o troco da pensão alimentícia. Se chegar com algum pode ser que a ex patroa não procure a justiça. Você já sabe onde vai parar…”. Imaginem a rapidez com que meu novo amigo se levantou, se despedindo.

A segunda possibilidade de puxar o caderninho, (lembra? Foi assim que a crônica começou) é quando estou numa espera. No caso foi bancária. Contar essa história me fez viajar para um lugar muito mais agradável do que onde me encontro, aguardando para falar com o gerente do banco. Não está fácil pra ninguém…

*Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Da série “Arpoador”, do SEM   FIM…  delcueto.wordpress.com

 

Textim em construção. Aceito reparos e adições, mas mantenham a linha!

Por José Leme Galvão Jr.

Justo na semana após o desastre do interlúdio do “serial coup” tive que me apresentar no banco para a prova de vida anual. Sem ela me matam. Ou pelo menos começam suspendendo meu salário de aposentado federal. Danei-me a pensar: OK, provo que vivo, mas como vivo? Digo, que tipo de vida tenho que me aprove ou reprove?
Para uma boa análise e diagnóstico (báideuêi sou agnóstico noturno também) achei por bem, claro, fazer exames gerais – nem clínicos nem cínicos – começando com o famigerado exame de consciência, na verdade bem complexo e dependente do nosso meio social e natural, inclusive por ações e relações moral e politicamente incorretas, com maior ou menor comprometimento no trato com semelhantes. Também com os dessemelhantes (comer ou não animais e tampouco usar seus nomes em vão, burro e anta por exemplo.). Enfim, exame através de imagens e de coisas que disse ou escrevi nesta minha vida adulta (crianças e adolescentes são cruéis pré-pagos), passando por quitações de dívidas e dúvidas, valores e amores apenas possíveis, mas diáfanos ou encarnadamente perigosos, desaforos de todo tipo etc.
Tomograficamente encontrei placas de desacatos vários, manchas persistentes de desaforos, mossas de desencontros e pancadinhas de amizades e outras relações que foram mal construídas ou sobre bases movediças. Vi também apêndices que poderiam ter sido extirpados, vírus e bactérias exóticas aguardando uma chance de se manifestar… Enfim, coisas normais. Mas nada, nada, de monta ou que possa me embaraçar ou comprometer.
Então porque tanto ódio se nos aplica ou respinga ou separa? Seríamos irmãos, primos e amigos no lugar e na hora errados?
Na radiografia política de uma clínica à rua direita fui (fomos) diagnosticado como petralha esquerdopata, com sinais antigos e riscos de desenvolvimento de contagiosa sociopatia comunista (entendida pela boçalidade descerebrada como maladia. Fico perplexo). Parti para um segundo diagnóstico que indicou inalterada radicalidade xiita a favor da preservação da memória cultural (há outros muito amis xiitas que radicais), mas na verdade foi verificada forte intolerância à determinados bestialidades tais como burrice adquirida (sim, existe), maus caráteres desvelados sob máscaras de gente fina, ladrões de casaca, colarinhos brancos, procuradores que só acham o que querem, promotores que só promovem o caos, juízes de piso à soldo etc. Enfim, corrompidos e corruptores travestidos de cidadãos justos, capazes e merecedores do poder que compraram ou usurparam. Nada foi constatado quanto a manter confiança em políticos, advogados, sacerdotes e outros “profissas” em estrito senso, assim como na sociedade e nas pessoas em geral. Ufa!
Mas – sempre o mas – há ainda substratos sob esses vetores de intolerância. Um primeiro é pleno de grupos opostos e displásicos, que invertem os textos intentando reverter modos e argumentos, senão a própria realidade. Assim os pobres diabos que nada sabem seríamos nós. Seríamos nós os desonestos, os desviados da normalidade, da moral e da ética. Prática bastante comum entre os fundamentalismos de qualquer tipo, inclusive de esquerda. Causam horror e terror.
Abaixo, outro substrato abriga grupos milicianos, formais ou não. Observamos sem reagir e ao longo do tempo seu surgimento, armamento e consolidação, tipo o exército de “gondor”. Descerebrados de todo tipo pululam. Covardes atávicos compactuam-se na violência física e na caça a quaisquer privilégios inter-pares. Boçais abissais.
E chegamos à expressão privilégio. Nenhuma outra resume tão bem as ambições e metas dos caçadores de poder. Nem me refiro ao “bozo”, eleito já tantas vezes. Apesar de obscuro e mentalmente raso ele é de certo modo um conquistador, como Hitler foi, entre outros que a história apresenta. Me refiro à maioria dos malfeitores que vem golpeando o país e a democracia. À soldo ou autônomos agregados, buscam elevar-se pelo tripé dinheiro – poder – privilégios. Não tem ou não pode ter para todos, seria uma contradição. Não há equilíbrio aí. Trata-se de uma superfície sulfurosa, caótica, tóxica, em sucessões mais rápidas do que a própria vida humana.
Por isso a minha intenção inicial não atingiu a graça de mostrar o lado ridículo disso tudo.

Dependência afeta profundamente as mulheres

 

Por Alice Schuch

A psicóloga argentina Clara Coria alerta para a necessidade de compreensão das questões que afetam profundamente as mulheres. De acordo com o filósofo e economista britânico Stuart Mill, já em 1806, o primeiro e indispensável passo para a emancipação das mulheres é a educação de modo a não necessitarem do pai ou do marido para manter-se, posição esta segundo o autor, que em nove entre dez casos as convertem em joguete ou em escravas daquele que as alimenta, e no caso número dez, em sua humilde amiga e nada mais.

“Convém sermos vigilantes porque quanto em nosso interior descobrimos alguém que nos freia, somos nós que o escolhemos e o queremos, pois ao interno de cada uma a decisão é pessoal”, explica a doutora e pesquisadora Alice Schuch.

Como refere a obra O Em Si do homem: “se o sujeito não se desenvolve em crescimento, perde a memória, o traçado e a forma segundo o tipo de privação que sofreu em cada sucessiva interação que o fez regredir”.

Em sentido positivo, ao aperceber-se de uma presença vital, a inteligência feminina deseja e escolhe aquela relação para crescer. “Essa é a lógica da vida: busca um comportamento de permanente adaptação a cada realidade de contato enriquecedor, útil e funcional ao próprio devir”, diz Alice.

Como refere Maslow, todo o ser humano porta dentro de si dois conjuntos de forças. Um deles apega-se a segurança e a defesa e tende a regredir, temeroso de correr riscos, de colocar em perigo aquilo que já possui, receoso da liberdade e da separação. O outro impulsiona para a totalidade, para a individualidade, para a ação plena e para a confiança em relação ao mundo externo.

“O igual não existe no mundo da vida, cada uma de nós é diversa por como se constrói. Nascimentos são constantes para aquelas que crescem e realizam. Por isso, investir no pessoal desenvolvimento me torna mais eu, mais real, mais bela e muitíssimo mais feliz. Calma, ma fare subito ou: Calma, mas faça logo!”, sugere Alice Schuch.

O silêncio do suicídio

por Aline Rodrigues

Você já pensou em pôr fim à sua vida? Pode soar de forma agressiva, mas se trata de uma pergunta que tem rondado os pensamentos dos brasileiros mais do que imaginamos.

Outra questão é: Você conhece alguma pessoa que suicidou? Acredita que essa pessoa efetivamente suicidou ou que foi um acidente ou morte natural?

A sinceridade em assumir esta realidade é extremamente importante. Porque, a negação deste comportamento é um dos grandes fantasmas que potencializam seu aumento.

Como iremos tratar algo que não consideramos existente? E assim, negando sua existência, mais e mais pessoas colocam fim em suas vidas por não conseguirem mais suportar ou lhes dar sentido.

Dados estatísticos revelam que, anualmente, 800 mil pessoas suicidam no mundo. Sua maior incidência acontece na faixa etária de 15 a 29 anos. E, segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), o Brasil apresenta um registro de 12 mil mortes por ano. Um dado assustador.

Diante deste cenário, podemos abrir inúmeras discussões. Atenho-me apenas a uma reflexão: todos que atentam contra a própria vida o fazem por estar vivendo um quadro de doença psíquica? Afinal, este é o discurso que ouvimos a todo instante. De fato, isso precisa ser questionado, visto que a dimensão psicológica não é a única que norteia o ser humano.

É válido ressaltar que somos um ser biológico, psicológico, social e espiritual. Que dentro da dimensão biológica, pode se notar alterações neuroquímicas e hormonais que estão relacionadas diretamente ao quadro de humor da pessoa, um dos fatores que implicam no comportamento suicida.

Outra dimensão é a psicológica. Claro que esta é a que mais atinge esse público, inegavelmente. O aumento de doenças psíquicas como depressão, ansiedade e tantas outras patologias, tem gerado o que chamamos de “adoecimento coletivo”. Atrelado a essas patologias, podemos notar que o ser humano tem ficado perdido quanto à sua identidade.

Muitas vezes, não reconhece o seu lugar, valor e missão no mundo. O que gera confusão e sensação de falta de sentido. Não entro aqui na discussão de casar ou não, ter filhos ou não, trabalhar ou não. Falo das frustrações e decepções vividas, do sentimento de abandono e desamparo sofrido. De olhar para si e não reconhecer nenhum sentido na própria vida.

Uma outra dimensão que potencializa esse sofrimento humano é a social. A sociedade tem violentado o ser humano, pois ele não consegue freá-la, nem dar respostas saudáveis. Vive no automático, respondendo a uma cultura de massa, que tira toda a sua individualidade. Exigindo, muitas vezes, um comportamento e uma forma de pensar muito diferente do que é dele. E uma vez que não consegue encontrar o seu lugar nesta sociedade, perde o sentido da vida. Essa dimensão é como um gatilho no revólver que é a nossa estrutura psíquica.

Essas dimensões humanas são como os pés de uma mesa: se uma está doente, é como se o pé quebrasse. Um pé da mesa quebrado, o que acontece? A mesa fica “manca”. Esteja atento, reconheça essas dimensões nos integrantes de sua casa, olhe para a dor do outro que está perto O suicídio é real, fruto de uma realidade doentia de alguma das dimensões da nossa vida.

Temos uma geração fraca, que não sabe lidar com as frustrações, decepções e os NÃOS que são próprios da vida. Aprenda a dizer não! Auxilie seus filhos a lidarem com as decepções e frustrações. Mostre às pessoas que você ama que é possível achar o equilíbrio, enfrentar e superar o problema que tem gerado essa dor momentânea.

*Aline Rodrigues é psicóloga, especialista em saúde mental, e missionária da Comunidade Canção Nova. Atua com Terapia Cognitiva Comportamental; no campo acadêmico, clínico e empresarial.

Alta performance na vida: o poder do silêncio

Por Fernanda Surian

“Pra mim, o silêncio é uma higiene mental. É com ele que começo meu dia, sempre que possível, e é ele quem me salva quando a mente já está saturada de informação, barulhos e precisa de calma para pensar” A frase é da atleta de alta performance Fernanda Surian, quatro anos de Crossfit e que compartilha em suas redes sociais a busca pela dobradinha resultado e qualidade de vida. Pode parecer simples demais, mas o silêncio é artigo raro nos dias de hoje, especialmente nas grandes cidades. Já nos acostumamos com os barulhos dos carros e das buzinas, mas experimente perguntar a alguém que vive em outro lugar: nós temos barulhos demais!

E como estamos acostumados a eles, e a músicas, conversas, televisão, rádio e tudo mais que emita som, não parece que isso possa ter efeitos tão nocivos ao nosso bem-estar. Sobre sua experiência de aumentar períodos de silêncio na rotina, Fernanda revela: quando comecei a prestar atenção a essas pausas no meu dia, em que me proponho apenas a silenciar, percebi que há uma energização, as ideias clareiam, é algo que costumo fazer quando preciso me concentrar para estudar, por exemplo, ou quando estou em um momento do dia em que dá vontade de dizer CHEGA!”. Para ela, o silêncio é uma espécie de “basta” pra esse zunzunzum que acaba trazendo estresse, irritação, ansiedade.

A atleta cita duas coisas bem importantes que aprendeu sobre o silêncio:

Estamos acostumados a reagir diante das situações. O que isso quer dizer? Alguém fala/questiona/ataca e a gente já tem que ter resposta na ponta da língua, certo? Bem, nem sempre. Às vezes, silenciar antes de reagir pode nos trazer outra perspectiva das situações, nos fazer agir com mais clareza e evitar confrontos desnecessários. E, se eles precisam acontecer, que seja de cabeça fria e argumentos concretos, não é mesmo?

Ansiedade e estresse são falta de estar no presente. Há algo de muito poderoso em silenciarmos, olharmos em volta e vermos que, agora, está tudo certo. Quanta ansiedade passamos por coisas que nem chegam a acontecer? E quanto estresse por situações que já terminaram, e que só continuam em looping na nossa mente? O silêncio é uma ferramenta incrível para estar no presente.

Fernanda lembra que, com o silêncio, aprendemos a entender também os movimentos que estão no pensamento e que normalmente não percebemos: “observar os próprios pensamentos permite ter mais clareza sobre as situações, nos dar conta do que realmente nos preocupa ou estressa”. Segundo ela, ouvir o que pensamos é enriquecedor.

Gente que encontrei por aí… Frans Krajcberg (in memorian)

Ao fundo a Cachoeira de Sto Antônio / Porto Velho

Frans Krajcberg      (Kozienice, 12 de abril de 1921 – Rio de Janeiro, 15 de novembro de 2017) foi um pintor, escultor, gravador, fotógrafo e artista plástico nascido na Polônia e naturalizado brasileiro

Da quintessência de Z

‘Aviso da Lua que Menstrua’, de Elisa Lucinda, lido por Z. Santos

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Quintessência (quinta essência) é uma alusão à Aristóteles, que considerava que o universo era composto de quatro elementos principais – terra, água, ar e fogo-, mais um quinto elemento, uma substância etérea que permeava tudo e impedia os corpos celestes de caírem sobre a Terra.  A dinamicidade é a propriedade mais atraente da quintessência. O maior desafio de qualquer teoria de energia escura é explicar o fato de ela existir na medida exata: numa quantidade não tão grande para impedir a formação das galáxias no universo primordial, e nem tão pequena que não pudesse ser detectada agora. A energia do vácuo (a constante cosmológica de Einstein), é totalmente inerte, mantém a mesma densidade o tempo todo. Portanto, para explicar a quantidade de energia escura hoje, os valores da constante cosmológica deveriam ter sido muito bem sintonizados na criação do universo para ter o valor adequado com as observações de hoje. Em contraste, a quintessência interage com a matéria e evolui com o tempo, de forma que se ajusta naturalmente aos valores observados na época atual.

Guitarrista e fundador da banda gaúcha Cachorro Grande, Marcelo Gross é demitido

A banda gaúcha Cachorro Grande demitiu o seu membro fundador guitarrista Marcelo Gross, O músico é o autor de sucessos como  “ Sinceramente”, “ Hey Amigo” e “ Lunático”. Para Beto Bruno, vocalista e também fundador da banda que completa 19 anos este ano, o processo de separação já estava visível, a relação estava por um fio, devido ao afastamento de Gross do processo criativo das músicas e por conta de sua carreira-solo.

Em entrevista para o jornal Folha de São Paulo o vocalista disse que para o lugar do músico, a banda convocou o guitarrista Gustavo X, que trabalha como roadie de guitarras no circuito de rock e é próximo do grupo. ” Neste primeiro momento, o Gustavo será o substituto do Gross. Ele foi a primeira opção por já ter uma certa ligação conosco. Nos conhecemos há anos”, disse Bruno.

Procurado pela reportagem, o guitarrista Marcelo Gross disse lamentar a situação, mas enxerga o momento com cautela. “Pode ser um período ruim, mas quem sabe um dia possamos voltar a tocar juntos. A Cachorro Grande sempre foi minha vida”, diz.

A banda gaúcha segue em turnê nacional com a divulgação do seu primeiro disco ao vivo, intitulado “Clássicos”.

Não me falaram…

 Na escola não me falaram.
Da Lua e das suas fases,
Da Terra e dos seus ciclos,
Não me falaram sobre a morte.
Como Nascimento,
Não me falaram sobre a sexualidade.
Como Sagrada,
Não me falaram do corpo.
Como um templo emocional.

Falaram-me em adaptar-me.
De se encaixar,
Falaram-me de sentar.
Sempre no mesmo banco.
E ver repetidamente um só
Ângulo das coisas.

Me qualificaram com números,
Fizeram-me sentir às vezes mais.
Mas quase sempre menos do que outro.

Às vezes merecia,
Outras vezes não.

Disseram-me que era distraída.
Rebelde desrespeitosa
Disseram-me para me calar.
Que estude até o que eu não goste
E que tire uma folha
Como uma ameaça.

Me quiseram dar medo
Me quiseram submissa
Me quiseram sistêmica
Quiseram-me sem questionar.
Me quiseram obediente
Queriam-me bem.

Mas nunca ninguém quis.
Que me descobrisse.

Ninguém me esperou.
Ninguém me perguntou
Ninguém parou para olhar para mim.

Quando vai existir uma escola
Que olhe para nós.
A cada um.
Pausada
Mente?

Quando vamos deixar
De querer ser
Todos iguais?

Até aqui chegamos.
Com este método.

Somos lobos batizados de cães.

Quero uivar para a lua.
Sem que me digam louca,
Quero viver ao meu ritmo.
Sem agendar metas.

Quero sentir-me sem medo.

Dou-te a minha estrutura.
Dou-te a minha produtividade.

A mim deixa-me
Livre,
Criativa,
E mesmo que não gostes,
E mesmo que te incomode,
Deixa-me também.
Selvagem

por Samira Lemes

Guaraná

Guaraná = mé= = abre-bondade = abre-coração = abrideira = abridora= aca= aço= acuicu= a-do-ó= água= água-benta= água-bórica= água-branca= água-bruta= água-de-briga= água-de-cana= água-de-setembro= água-lisa= água-pé= água-pra-tudo= água-que-gato-não-bebe= água-que-passarinho-não-bebe= aguardente= aguarrás= agundu= alicate= alpista= alpiste= amarelinha= amorosa= anacuíta= angico= aninha= apaga-tristeza= aquelazinha= a-que-incha= aquela-que-matou-o-guarda= a-que-matou-o-guarda= aquiqui= arapari= ardosa= ardose= ariranha= arrebenta-peito= assina-ponto= assovio-de-cobra= azeite= azougue= azulada= azuladinha= azulina= azulzinha=bafo-de-tigre=baga= bagaceira= baronesa= bataclã= bicarbonato-de-soda= bichinha= bicho= bico= birinaite= birinata= birita= birrada= bitruca= boa= boa-pra-tudo= bom-pra-tudo= borbulhante= boresca= braba= branca= brande= branquinha= brasa= braseira= braseiro= brasileira= brasileirinha= brava= briba=cachorro-de-engenheiro= caeba= café-branco= caiana= caianarana= caianinha, calibrina, camarada, cambraia, cambrainha, camulaia, cana, cana-capim, cândida, canguara, canha, canicilina, caninha, caninha-verde, canjebrina, canjica, capote-de-pobre, cascabulho, cascarobil, cascavel, catinguenta, catrau, catrau-campeche, catuta, cauim, caúna, caxaramba, caxiri, caxirim, caxixi, cem-virtudes, chá-de-cana, chambirra, champanha-da-terra, chatô, chica, chica-boa, chora-menina, chorinho, choro, chuchu, cidrão, cipinhinha, cipó, cobertor-de-pobre, cobreia, cobreira, coco, concentrada, congonha, conguruti, corta-bainha, cotréia, crislotique, crua, cruaca, cumbe, cumbeca, cumbica, cumulaia, cura-tudo,danada, danadinha, danadona, danguá, delas-frias, delegado-de-laranjeiras, dengosa, desmanchada, desmanchadeira, desmancha-samba, dindinha, doidinha, dona-branca, dormideira,ela, elixir, engenhoca, engasga-gato, espanta-moleque, espiridina, espridina, espírito, esquenta-aqui-dentro, esquenta-corpo, esquenta-dentro, esquenta-por-dentro, estricnina, extrato-hepático, faz-xodó, ferro, filha-de-senhor-de-engenho, filha-do-engenho, filha-do-senhor-do-engenho, fogo, fogosa, forra-peito, fragadô, frinha, fruta, garapa-doida, gás, gasolina, gaspa, gengibirra, girgolina, girumba, glostora, goró, gororoba, gororobinha, gramática, granzosa, gravanji, grogue, guampa, guarupada, homeopatia, iaiá-me-sacode, igarapé-mirim, imaculada, imbiriba, incha, insquento, isbelique, isca, já-começa, jamaica, januária, jeriba, jeribita, jinjibirra, juçara, junça, jura, jurubita, jurupinga, lágrima-de-virgem, lamparina, lanterneta, lapinga, laprinja, lebrea, lebréia, legume, levanta-velho, limpa, limpa-goela, limpa-olho, limpinha, linda, lindinha, linha-branca, lisa, lisinha, maçangana, maçaranduba, maciça, malafa, malafo, malavo, malunga, malvada, mamadeira, mamãe-de-aluana, mamãe-sacode, manduraba, mandureba, mangaba, mangabinha, marafa, marafo, maria-branca, maria-meu-bem, maria-teimosa, mariquinhas, martelo, marumbis, marvada, marvadinha, mata-bicho, mata-paixão, mateus, mé, melé, meleira, meropéia, meu-consolo, miana, mijo-de-cão, mindorra, minduba, mindubinha, miscorete, mistria, moça-branca, moça-loura, molhadura, monjopina, montuava, morrão, morretiana, muamba, mulata, mulatinha, muncadinho, mundureba, mungango, não-sei-quê, negrita, nó-cego, nordígena, número-um, óleo, óleo-de-cana, omim-fum-fum, oranganje, oroganje, orontanje, oti, otim, otim-fifum, otim-fim-fim, panete, parati, parda, parnaíba, patrícia, pau-de-urubu, pau-no-burro, pau-selado, pé-de-briga, péla-goela, pelecopá, penicilina, perigosa, petróleo, pevide, pílcia, pilóia, pilora, pindaíba, pindaíva, pindonga, pinga, pingada, pinga-mansa, pinguinha, piraçununga, piribita, pirita, pitianga, pitula, porco, porongo, preciosa, prego, presepe, pringoméia, pura, purinha, purona, quebra-goela, quebra-jejum, quebra-munheca, quindim, rama, remédio, restilo, retrós, rija, ripa, roxo-forte, saideira, salsaparrilha-de-brístol, samba, santa-branca, santamarense, santa-maria, santinha, santo-onofre-de-bodega, semente-de-arrenga, sete-virtudes, sinhaninha, sinhazinha, sipia, siúba, sorna, sumo-da-cana, sumo-de-cana-torta, suor-de-alambique, suor-de-cana-torta, supupara, suruca, tafiá, talagada, tanguara, teimosa, teimosinha, tempero, terebintina, tiguara, tindola, tíner, tinguaciba, tiguara, tiquara, tira-calor, tira-juízo, tira-teima, tira-vergonha, titara, tiúba, tome-juízo, três-martelos, três-tombos, uca, uma-aí, unganjo, upa, urina-de-santo, vela, veneno, venenosa, virge, virgem, xarope-de-grindélia, xarope-dos-bebos, xarope-galeno, ximbica, ximbira, xinabre, xinapre, zuninga

fonte: Confraria Goiana da Cachaça, da qual pretendo ser Cônsul Honorário em São Paulo (ainda em análise pelo Conselho) kkkkkkkkk

Marca, mas segue , mergulha e volta

Marca profunda
que sai no instante como lâmina
Corta à força/ vida, que exige domínio.
Segue em frente, agora que já sabe
que a integridade é para poucos.
Agora que sabe como ser
e arrasta o que não serve pra ser carregado.
Não carrega, joga fora!
Descarta aquilo que não tem peso
E vai pra frente, inteiro e firme!

Permanece, fica.
Sente a linha do silêncio, ouve o escuro.
Mergulha no absoluto,
nada, voa, corre e volta pra ser (de) novo.
Agora inteira, com a consciência do profundo mergulho.

Solta o riso e expande.
Vai pra cima,
Pega o astro que passa ao seu lado,
engole e vira cosmos.
Frequência de onda/ultrapassa o compreensível
Intenso limite, rompe
e integra o infinito,
onde as barreiras não atingem o que já se conheceu
e a energia se sente em casa,
como se soubesse que nunca mais voltaria a por os pés no chão!

por Fernanda Castanho

Médico especialista em sono dá cinco dicas para dormir bem

foto: Alessandro Zangrilli/Wikipédia

As pessoas dormem em média 8 horas por dia, o que resulta em cerca de um terço da vida em cima de um colchão. Esse tempo deve ser de qualidade, recuperar as energias e promover a manutenção da saúde corporal e mental. Privado do sono, o corpo tende a apresentar sinais de cansaço, falta de atenção, estresse, desmotivação e até mesmo doenças virais e bacterianas.

“Há importantes acontecimentos durante o sono: aumento da capacidade cerebral, retenção de aprendizados, fortalecimento da memória, regeneração muscular e produção de hormônios essenciais como a leptina, capaz de controlar a sensação de saciedade; o GH, responsável pelo crescimento; e a serotonina, ligado ao prazer”, explica Salomão Carui, médico Otorrinolaringologista especialista em Medicina do Sono, que acaba de inaugurar uma clínica multidisciplinar com um conceito inovador em São Paulo em parceria com o clínico geral Roberto Zeballos, a Clinical Care.

De acordo com o especialista, há diversos problemas ligados ao sono, mas um deles causa mais preocupação. “Quem sofre com apneia tem uma diminuição da oxigenação no sangue e no cérebro nos momentos em que não respira. Com isso, não chega a todos os estágios do sono nem descansa bem, já que a produção dos seus hormônios fica desregulada. Essas pessoas ainda têm maior chance de ter hipertensão, diabetes, colesterol alto, AVC ou enfartar”, aponta o médico.

E para detectar se o paciente sofre com esse ou outros distúrbios ligados ao sono, um dos exames realizado pela sua clínica é a polissonografia domiciliar. O exame monitora uma noite de sono em casa e é feito com um aparelho que se assemelha a um relógio de pulso, com um microcomputador, três sensores que captam frequência respiratória, roncos e posições do corpo e um dedal com sensor de tonometria, que mede tonicidade do dedo, oxigenação tecidual e cerebral, frequência cardíaca, arquitetura e fases do sono.

“O resultado do nosso exame é muito fiel, já que mantém a rotina do paciente de alimentação, horários e hábitos e não requer acompanhamento profissional para ser realizado. O paciente se conecta sozinho ao aparelho, o retira no dia seguinte e nos devolve para analisarmos os dados”, explica Dr. Salomão, que é membro do corpo clínico-cirúrgico do Hospital Israelita Albert Einstein e do Hospital Sírio-Libanês.

Dicas para dormir bem

Para ajudar na missão de melhorar a qualidade de sua noite, o Médico Otorrinolaringologista especialista em Medicina do Sono, Salomão Carui, lista cinco atitudes da chamada Higiene do Sono – que deve ser praticada diariamente, assim como as higienes orais e do corpo:

  1. Só se deite com sono, mesmo que costume ir para cama sempre na mesma hora. Se estiver deitado sem dormir há mais de 20 minutos, levante e relaxe. Caso esteja com preocupações, anote-as para deixar para o outro dia;
  2. Se precisar de um cochilo durante o dia, que seja por uns 20 minutos e nunca até tarde da noite. Procure acordar durante a luz do sol, os ritmos circadianos vão te agradecer;
  3. Acostume o cérebro a relacionar cama com sono. Estabeleça um conjunto de comportamentos que apontam o ato de dormir – como escovar os dentes, ler ou ver algo fora do quarto e preparar a roupa do dia seguinte – e deixe o local arrumado, com temperatura agradável e sem demasiada luz e barulho;
  4. Não tome substâncias estimulantes antes de dormir, como café, refrigerantes a base de Cola, chá e álcool, nem use tabaco. Se estiver com fome, tome um pouco de leite ou uma infusão relaxante, mas nada de chocolate;
  5. Não leia em tablets ou celulares, já que a luz brilhante dificulta o sono, nem se exercite à noite. Como a prática ativa o organismo, a atividade física ajuda a dormir se for feita no mínimo 2 a 3 horas antes de deitar.

 

Marielle no Washington Post : “símbolo mundial na luta contra a violência”

 

O jornal Washington Post, um dos mais respeitados do mundo, dedicou uma longa coluna nesta desta terça-feira (20) à ativista e vereadora do PSOL/RJ Marielle Franco, friamente executada no Rio de Janeiro. Segundo o jornal Marielle se torna agora um símbolo global na luta contra a violência a discriminação racial. A a reportagem questiona o mito da “democracia racial” e destaca o genocídio praticado contra a população negra, pobre e periférica no Brasil. Em outro ponto, o jornal também ressalta que o crime até agora não foi esclarecido.

O jornal também deu destaque às manifestações internacionais em memória da vereadora, como a homenagem feita no Parlamento Europeu.

O Washigton Post também citou que  só há políticos brancos no comando de ministérios em Brasília ,segundo o jonal um  indício de falta de representatividade dos negros na política.

Uma mulher é assassinada a cada duas horas no Brasil, Ligue 180 para denunciar casos de violência contra a mulher, a ligação é anônima, gratuita e qualquer um pode fazer! #MulherMudaTudo

Fábrica das icônicas guitarras Gibson pode estar à beira da falência

O problema tem uma escala mundial: as vendas de guitarras cairam no mundo inteiro e há rumores que a Gibson, icônica fabricante de guitarras e violões, estaria à beira de uma possível falência.

As fontes do Nashville Post indicam que boa parte do problema surgiu com a saída de Bill Lawrence, o chefe de finanças da companhia. Lawrence teria deixado a empresa em maus lençóis, uma vez que “375 milhões de dólares em dívidas e 145 milhões de dólares em empréstimos” estariam alcançando seu “vencimento”, caso não sejam refinanciados até Julho.

Além disso, a Gibson também saiu de Nashville, cidade que era sua sede há mais de 30 anos. Agora, o futuro da empresa está nas mãos de Henry Juskiewicz, o dono da empresa, mas será uma batalha difícil: Juskiewicz estaria “enfrentando uma luta contra credores por conta de decisões comerciais ruins”, como aponta o Dayton Daily News, e uma das opções para resolver a situação financeira seria decretar a falência da empresa.

Fundada em 1902, estima-se que a Gibson arrecade cerca de 1 bilhão de dólares por ano. A companhia possui alguns dos modelos mais icônicos de guitarra já lançados na história, como a Les Paul, SG e Flying V.