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Deu no G1 : Jacaré é flagrado cruzando avenida movimentada de Porto Velho, capital de Rondônia

O bichinho , em foto exclusiva do meu amigo Danilo Curado, o paparazzo do reino animal selvagem

Ao G1, o arqueólogo Danilo Curado, que fotografou o animal, contou que diariamente pratica caminhada no local com a esposa e, na noite de sábado, notou um movimento de pessoas na lateral da pista, próximo ao aeroporto. No local havia um jacaré, aparentemente filhote, de cerca de um metro de comprimento, que tentava subir pela proteção de uma área verde, pertencente a Base Aérea de Porto Velho. “Ele [o jacaré] estava bastante assustado. Quem estava na hora disse que ele atravessou a pista, saindo do igarapé”, relata Curado.

O arqueólogo relata que não é a primeira vez que animais silvestres são vistos no local. “Já vimos um jiboia adulta e um tamanduá bandeira ainda filhote”, conta Danilo.

NR : Este cara tem imã para animais silvestres. Mora em Porto Velho há menos de 3 anos e já flagrou tudo isto? Para quem só frequentava o Shopping Flamboyant tá bom demais, sô .

Quer ver a matéria completa?> G1 Rondônia

Olhar junguiano na Amazônia

Por Elisabete Christofoletti

É o ano de 1910. Pelas palavras de Vitor Hugo e Manoel Ferreira nos é apresentada uma cidade: Porto Velho, em Rondônia na Amazônia.
Gente de todo mundo não acabava de chegar, – fazia anos! – à margem da primeira cachoeira inferior, no Rio Madeira.
Brasileiros vindos de quase todos os pontos do país, ingleses em quantidade, italianos buliçosos, espanhóis, bolivianos, peruanos, gregos, alemães, judeus, barbadianos e chineses.
Uma população ondulante, instável, de aventureiros aliciados para um trabalho que oferecia todas as probabilidades da desventura. Fracassados na vida, audaciosos, viciados, aumentavam ao sabor das condições econômicas. O dia escoava-se ao ritmo do trabalho; a noite, ao ritmo da algazarra, da música, dos gritos e discussões em uma dúzia de línguas nos botequins, casas de jogo e de tolerância. Estas eram numerosas: as francesas, chegadas de Paris, alinhavam-se com as brasileiras, as barbadianas, as espanholas e bolivianas, de permeio aos homossexuais e pederastas.
Bebia-se champanhe, cerveja e aguardente. Comiam-se peixes do Rio Madeira e as mais finas conservas nacionais e estrangeiras.
Quando a friagem enregelante e úmida chegava de súbito, de junho a agosto, apareciam cá e acolá caras peliças, enquanto a morte dizimava os enfraquecidos pelo álcool ou pelo trabalho, e os moradores das humildes barracas, abertas a todos os ventos.
As brigas eram freqüentes, os crimes, comuns … (HUGO, 1959 p.215, 216)
A Vila não tem esgoto, nem água canalizada, nem iluminação de qualquer natureza. O lixo e todos os produtos da vida vegetativa são atirados às ruas, se merecem este nome vielas esburacadas que cortam a infeliz povoação. Encontram-se colinas de lixos apoiadas às paredes das habitações. Grandes buracos no centro do povoado recebem as águas das chuvas, e na cheia do rio transformam-se em pântanos perigosos, donde se levantam aluviões de anofelinos que espalham a morte por todo o povoado. Não há matadouro. O gado é abatido em plena rua, à carabina, e as porções não aproveitadas: cabeças, vísceras, couro, casco, etc., são abandonadas no próprio local em que foi a rez sacrificada, jazendo num lago de sangue. Tudo apodrece junto às habitações, e o fétido que se desprende é indescritível. (HUGO, 1959 p. 212)
Passados em torno de quinze anos…
-“A agitação febril da população heterogênea, que formiga de sol a sol; e a fisionomia predominante e quase coletiva do peão, que parece ter chegado e já parece pronto a partir, além de outras características, denunciam a urbs das mágicas, alevantada ao toque das fadas tutelares”. (FERREIRA, 1961 p. 86)
…E custa caro crer que o seu desenvolvimento tenha tido lugar ao longo dos anos que marcaram a dramática crise que se abateu sobre a Amazônia.
Porto Velho nasceu, inegavelmente, para ser uma base de irradiação de progresso e civilização desta região da Amazônia.
Estamos aqui nesta cidade, observando a sua vida atual, tudo o que é o seu presente e faz adivinhar o seu futuro. (FERREIRA, 1961 p. 87)
Mais tarde, às onze da noite, quando a usina a óleo diesel que fornece energia elétrica é paralisada, a cidade é envolvida pela escuridão e por um profundo silêncio. Esta quietude sugere agora repouso e descanso. Parece pois impossível que tivesse sido este o teatro daquela extraordinária história. (FERREIRA, 1961 p. 87)
Entramos no hotel, que nos impressiona bem. No andar superior, instalamo-nos num apartamento com sanitário e chuveiro privativos. Colchões de molas. Em seu conjunto, o hotel é confortável e moderno.
Podemos ver o Palácio do Governo ao lado, e a parte central da cidade, situada em terreno mais baixo. Para a outra banda, vemos correr mansamente o Rio Madeira, bem próximo, a cerca de trezentos metros talvez.
No terraço do andar térreo, espalham-se mesas e cadeiras, confortáveis, em estilo moderno. Na tarde calma e quente, sentados ao redor das mesas, conversam e tomam seus aperitivos alguns seringalistas, o diretor do jornal, o promotor público, um padre salesiano professor de história no colégio local, o médico-operador … Diariamente chegam e saem hóspedes. Alguns são fixos …
Mas os itinerantes são a maioria. Uns vêm a negócios. São viajantes procedentes de Belém, Manaus, Rio, São Paulo. (FERREIRA, 1961 p. 79, 80)
C. G. Jung dizia que o homem, todo o homem, carrega dentro de si toda a humanidade. Assim, podemos também pensar que todo homem carrega dentro de si todos os lugares por onde passou, e como cantam Sá e Guarabira, nossa casa é onde estão os nossos sapatos, mesmo que velhos, esquecidos ou abandonados.
Quando recebemos um amigo, um convidado na cidade em que moramos, impreterivelmente escolhemos os lugares que entendemos poder dar-lhe uma melhor idéia de como é este espaço. Por vezes escolhemos o belo, ou o que caracteriza o local, ou ainda o que compõem a fantasia de nosso amigo visitante.
Em Porto Velho, será difícil encontrar alguém que não tenha ido ou acompanhado um amigo à Estrada de Ferro Madeira Mamoré. Alguns contos, histórias, cantos foram entoados em sua homenagem, e sonhos a ela foram atribuídos. A dama, a rainha, impressiona, é majestosa e valente vertendo do meio da mata.
A pequena é bela, parece muito forte, mas é indefesa, frágil, vulnerável, além de carregar em sua bagagem o mito de que durante sua construção (da Madeira Mamoré), tantas foram as mortes que para cada dormente assentado pode-se considerar um homem morto. Tão bela, tão frágil, mas causadora de tantas mortes, e morta está. Sua fragilidade é visível nas cores em tons de cobre, marrão esfarelando, pernas e pés atrofiados, engolidos pela terra e mata.
Do centro da cidade para o Bairro de Santo Antônio (referência de origem da cidade e o primeiro cemitério) … quantos pedaços … a máquina desfeita, quebrada, pedaços soltos, toda fragmentada, dividida, rompida … encontramos o cemitério; tantas Marias ali deixadas à própria sorte.
Quase em frente, outro cemitério, que o mato comeu, engoliu e a memória esqueceu. Ali muitos homens ficaram; mal uma cruz avisa que ali está. Impossível não pensar: será que estes homens encontraram o que vieram buscar? Chegar, partir, vir buscar.
A viagem pelo colo da menina dama é lembrança doce. Entramos na casa das pessoas sem pedir licença; ela é a dona do pedaço, rompe o limite entre o público e o privado. Associações formam-se em torno dela, concreta e imaginariamente continua a haver agrupamento em torno.
Mas será mesmo este o mito, ou houve uma sedução pela pequena dama? Toca-nos a alma, ou nos habituamos a pensar que a alma deve ser tocada por ela?
Pela imponência da pequena dama, pelas histórias que permeiam o imaginário, somos docemente levados a defender que ela seria “o mito de origem”. Será? Muito Romântico…
O imaginário garante espaço seguro para fazer da estrada de ferro e da Maria Fumaça função e sentido, e não é difícil ser seduzida por ela prova maior, estas linhas até aqui escritas a seu respeito. Frágil, imponente, como um pássaro de ferro nos leva e traz, assim como nossos sonhos, desejos mais secretos e outras vezes nem tanto.
Mas ultrapassando a fumaça da chaminé, acreditamos que o mito fundador não é a pequena dama, mesmo que simbolicamente remeta ao destino que carrega cada um, que trouxe cada um a este PORTO, onde se busca o caminho.
Cai-se numa armadilha, onde com voz bem alta e clara compreende-se que a Estrada de Ferro, a Madeira Mamoré, não é o Mito Fundador, mas sim o PORTO.
A origem de Porto Velho não está vinculada à industrialização, à racionalização inglesa, à locomotiva, mas à chegada e à partida de tantos.
O PORTO pode ser de chegada e/ou partida, partida da evolução, das atividades materiais, físicas, espirituais. Muitas direções são possíveis, mas é preciso tomar aquela que convém; ou ainda, é um centro de circulação intensa em todas as direções, podendo evocar o Self, ao mesmo tempo que diz que chegamos a uma etapa do destino de cada um.
PORTO abandonado, como a Madeira Mamoré e as Marias Fumaças, PORTO que para ser construído tantas mortes gerou. PORTO que nasce da morte-vida-morte.
Quando os Ingleses chegaram em Porto Velho para trabalhar da Estrada de Ferro Madeira Mamoré, construíram três caixas d’agua de ferro, grandes, como chaminés que durante algum tempo serviu de depósito de água para abastecimento da cidade. Imponente em uma praça que leva seu nome, tornou-se símbolo da cidade.
Somos um povo de muitas Marias, fálica também nossas três Marias, resistentes, sobreviventes, como os trabalhadores que colocaram graxa no miolo da rotunda para que pudessem um dia voltar a ser parte do PORTO de idas e vindas, para que o PORTO voltasse a cumprir seu papel.
Nosso Porto é de resistência – sobrevivência.
O Porto da chegada onde nunca se desejou chegar, porque nunca se desejou sair. Há aproximadamente vinte anos atrás Minton Nascimento cantava:
Mande notícias do mundo de lá, diz quem fica/ me dê um abraço, venha me apertar,
Tô chegando.
Coisa que gosto é melhor partir sem ter plano/ Melhor ainda é poder voltar quando quero
Todos os dias é um vai e vem/ a vida se repete na estação/ tem gente que chega pra ficar/ tem gente que vai pra nunca mais/ tem gente que vem e quer voltar/ tem gente que vai e quer ficar/ tem gente que veio só olhar/ tem gente a sorrir e a chorar/ e assim chegar e partir/ são só dois lados da mesma viagem/ o trem que chega é o mesmo da partida … a hora do encontro é também despedida, a plataforma desta estação é a vida desse meu lugar/ é a vida desse meu lugar/ é a vida…
(Encontros e Depedidas de Minton Nascimento/ Fernando Brant)
A sedução mais uma vez está feita, afinal, “quem bebe da água do Madeira, retorna”. Rio da proteção, rio do alimento, rio escuro, carregando a madeira caída, rio traiçoeiro, rio sujo, rio que muitos levou e a muitos trouxe.
Acredita-se nisso também: o que garante o “ser” especial, é ter um belo e imenso rio que impõem respeito não apenas um riacho. Mas lembramos que o dito acima é comum a todas as cidades com rio.
Porto Velho, lugar de realizar o sonho ou escrever o pesadelo.
Lugar onde tudo é possível, onde é possível ao sujeito realizar-se, onde a sombra ganha liberdade sem saber que é ela, lugar de vitória e derrota.
Conta a história que há muitos anos atrás, os navegantes desta região quando passavam por onde hoje é Porto Velho, faziam uma parada na casa de um velho. Pouco a pouco (talvez pela generosidade e disponibilidade do velho) ele tornou-se referência; lá os recados eram deixados, os encontros marcados e realizados. Pela necessidade de referencial para o trânsito e para a vida, este lugar de PASSAGEM é chamado de “lá no velho, lá no Porto do Velho, lá do Porto Velho no Porto”. No resgate da história popular é assim seu nascimento.
Ficava no meio do caminho; portanto, não era esperado que algo fosse edificado. Em lugar de passagem não se fincam raízes. Um PORTO de passagem, lugar onde não se constrói, não se cuida, não há responsabilidades, não há envolvimento afetivo profundo, afinal a qualquer hora pode-se ir embora.
Conviver com a transitoriedade significa que alguém, os amigos, sempre estão indo, e para poder ir, o desligamento precisa ser feito, enquanto outros sofrem por permanecer…
A compreensão como lugar de passagem pode nos transformar no Pedro Pedreiro do Chico Buarque:
Assim pensando o tempo passa e a gente vai ficando pra traz, esperando, esperando…esperando o sol, esperando o aumento, o trem, o aumento, esperando a festa, a sorte, e pra esperar também a mulher do Pedro espera um filho pra esperar também…mas no fundo espera alguma coisa mais linda que o mundo, maior que o mar, mas pra que sonhar…Pedro pedreiro quer voltar atrás, ser só pedreiro e nada mais, sem esperar o sol, o trem, o aumento, o filho, a festa, a sorte, a morte, o norte, o dia, da esperança aflito, bendita, infinita do apito de um trem.
(Pedro Pedreiro de Chico Buarque)
Tudo isso, apesar de se estar em terra. Coração em terra provisória não se entrega, não se envolve, não ama, não é criativo, não enxerga com nitidez o sonho, não o realiza – escreve o pesadelo e Pedro Pedreiro.
Porto do Velho – Porto Velho – Porto – AeroPORTO
O PORTO “Cai N’água”, é improvisado, ultrapassado quase, sem investimentos com a perspectiva de torná-lo mais organizado, com maior conforto. Guarda o ritmo, o cheiro, o movimento, a postura e o padrão estético do lugar.
Nos grandes barcos, em dia de partida, logo cedo começam os movimentos, as redes vão tomando espaço, desenhos se formam num grande colorido. O vai e vem dos que moram na beira do rio, nas comunidades com acesso fluvial. Chegam e partem as mensagens, recados, muitos alimentos típicos da região. Neste porto, disse um barqueiro que era melhor carregar banana que gente.
Porto do Velho – Porto Velho – Porto – AeroPORTO
PORTO das mensagens. Nos seringais os encontros, os recados, as novidades chegam com a água. Para marcar um encontro, por exemplo, demorava-se em torno de um mês, pois dependia-se da chegada de alguma embarcação para levar o recado, depois de outra para trazer a resposta, da seguinte para confirmar o que havia sido proposto. Porto de chegada das notícias, das esperanças da notícia do nascimento do filho, da esposa que estava doente, do professor que foi buscar o salário e faz um mês que não retornou. Porto das Esperanças.
Porto do Velho – Porto Velho – Porto – AeroPORTO
O pássaro de ferro sobrevoa quase rasteiro e pousa. Quando abre suas portas, um bafo avisa o destino alcançado.
Afinal, a esperança, em tempos modernos, nem mesmo em terra de rio vem dele. “A esperança não vem do mar, vem das antenas de TV”. A esperança não vem daqui, mas vem de fora, chega pelo aeroPORTO, da possibilidade de realizar-se , a si-mesmo; traz o artista preferido, as novidades, a moda, o conhecimento, o sonho.
Nosso PORTO Aeroporto, o PORTO moderno, de chegada e partida, era um galpão, igual à cidade, igual à Explanada das Secretarias (que frágil identidade: explanada – o desejo de ser grande, reproduzindo aquilo que em outras terras parece importante, o centro do poder desejado e tantas vezes encontrado aqui), ar da coisa provisória.
Em um uroborus circulavam as bagagens que chegavam, pedaços dos lugares deixados para traz: Lugares que expulsou? Não acolheu? Não deu oportunidade? Não reconheceu? Não permitiu o reconhecimento e que fosse possível a busca do que de fato se é? Houve a necessidade de vir em busca de um porto para os sonhos e desejos de realização.
Uroborus, que gira em torno de si mesmo, não se renova, sempre o mesmo no mesmo movimento e sentido, que de tanto que gira, gira, fica rangendo, som doido aos ouvidos.
O antigo aeroPORTO guardava a temperatura do lugar. Nos meses de julho, e dezembro em especial, lá se encontrava grande parte da cidade, todos indo ou retornando.
A cidade ganha um novo aeroPORTO, moderno, maior, sofisticado. Bonito de se ver, de se estar, de se chegar. “Agora dá gosto chegar em Porto Velho”, comenta-se no sagão do aeroPORTO, que apresenta particularidades: é espaço de lazer, lembra a área de alimentação de um shopping. Lá é espaço seguro; os pais sentem-se muito mais tranqüilos para levar as crianças. É um PORTO afinal, não mais provisório (será que agora é possível a entrega, a permissão para se embebedar desse Porto?). Os adolescentes encontram refúgio no “milk shake” ou nos jogos, e os adultos, sentindo-se seguros neste também porto, aproveitam a boa bebida e boa comida. A novidade que chega pelo porto, neste caso, está na arquitetura e no conforto, não há mais incomodo ou vergonha, também porto de aceitação, de segurança.
Um caminho é tortuoso, sinuoso, silencioso, com árvores, antigo, vai direto ao centro, ao coração. O outro é amplo (como a cidade), moderno, tendo tripla função, caminho que nos leva ao também moderno aeroporto; espaço alternativo. Como alternativa, foi a chegada a este Porto? A classe média caminha, além de ponto de encontro para os jovens durante a madrugada, espaço de lazer para crianças no domingo à tarde. Continua-se a caminho do aero-PORTO.
Caminha-se na estrada do aero-porto, que fica próximo ao Porto, na representação da chegada e a saída da cidade, chegada e saída de novidades, não só as que trazemos nas malas, mas tantas outras que nem se tem consciência.
Lembro-me do Jazz; afinal, neste Porto a banda Coronel Church (nome de uma das muitas Marias Fumaça) faz música. Pois bem, o jazz nasce em uma cidade que também é porto; nasce no Delta com o Mississipi, onde as novidades chegam, os vários ritmos, piratas, artistas mambembes, foragidos, desiludidos, desanimados desprovidos de alma, e, igualmente, os esperançosos, os que tem desejo do desconhecido. Ali se dava o encontro, a mistura da melodia tocada nas igrejas com os ritmos do Caribe, que eram tocados no Porto.
O Jazz nasce com jeito próprio, desqualificado, safado, coisa de quem não valia muito ou não levava a vida muito a sério. Assim como o jazz nasce no porto por onde tudo e de tudo podia e chegava, a possibilidade da cada um realizar-se, o desejo, aproximação intensa com o que se é.
Quantos tiveram e têm a possibilidade de realizarem-se, “sem passado”, com o passado escolhido, memória adquirida, apostando no caminho aberto pelo Porto. A sombra emerge protegida pela floresta, pelas árvores grandes, úmidas, escuras, quentes, como um útero; mas o útero também tem uma temperatura que excede, também desconfortável. O parto ocorre no porto, como possibilidade de Nascimento.
Porto do Velho – Porto Velho – Porto – Porto Seguro – Seguro – Útero – Mãe -
Porto Mãe.
Cabe à mãe ajudar a encontrar nosso lugar no mundo.
O Portugal que nos “descobriu” – Porto que recebe e vende ilusão, esperança.
Há sensação de proteção neste PORTO? De que? De quem? Quais os fantasmas? O que se veio buscar? A si próprio?
Necessidade de realizar-se, acreditando nas possibilidades, descobrir o que existe do outro lado do país, como uma enorme força do ego, uma concentração imensa de energia. Muitos guerreiros, vencedores.
Sendo movido por dois impulsos, um de buscar e o outro de criar, que são duas forças formadoras da vida do ser humano, mitologicamente falando, dessa forma o PORTO simboliza sempre a possibilidade de chegada e partida, não só nossa, mas das novidades, novidades trazidas e criadas por cada um.
No canto que não mais é rondoniense, Bado reza:
Quem te vê assim, Porto das Esperanças, o barranco onde os Cabrais enfincam ancoras em busca de uma história …
(Porto das Esperanças de Bado)

elisabete.christofoletti@gmail.com

Depois da evangélica Hyzby, agora é a vez da eCatholicus, a rede social oficial da Igreja Católica estrear na net

Depois da rede social evangélica Hizby estrear no mundo virtual, chegou a vez da eCatholicus,  voltada para o público católico que se prepara para o maior evento religioso a ser realizado no Brasil em 2013, a Jornada Mundial da Juventude (JMJ 2013) entrar na net. Para se cadastrar na Rede é necessário acessar o site http://www.ecatholicus.com.br e seguir as instruções.

A  eCatholicus é uma parceria da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e do CERIS – Centro de Estatísticas Religiosas e Investigações Sociais. Entre os cadastrados encontram-se padres, bispos, religiosos(as), diáconos, além de leigos e leigas. Isso sem falar nas paróquias e comunidades da Igreja Católica em todo o Brasil, atualizadas pelo Censo do CERIS.  Todos que curtem a Jornada poderão se encontrar antes na eCatholicus, e se preparar para o grande encontro com o Santo Padre no Rio de Janeiro. Quem não for participar da JMJ Rio 2013 também poderá acompanhar a movimentação pela eCatholicus e se relacionar com peregrinos do mundo todo que vão para o Rio de Janeiro.

Todas as paróquias do Brasil estão cadastradas na Rede Social eCatholicus Brasil com base no Censo Anual da Igreja do Brasil, CaicBr. Perfis de leigos e integrantes do clero podem ser encontrados com facilidade. Na rede social católica, meios consagrados de expressão, como a postagem de fotos, vídeos e atualização de status são recursos disponíveis. Também há as opções ‘curtir’ e ‘compartilhar’ os conteúdos postados.

Volta ao governo FHC será proposta de Aécio Neves (via Prof. Hariovaldo Almeida Prado)

Os homens bons estão com um sorriso largo pela escolha

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Alvíssaras! O novo líder dos homens bons, Aécio Neves, já assume a campanha vitoriosa rumo às grimpas do Planalto Central, com grande entusiasmo, propondo a volta ao bom governo do período de FHC como uma forma de recuperar a nação dos danos causado pelo petismo destruidor. É preciso retomar o progresso alvissareiro e sepultar de vez a era Vargas no Brasil, implementando as reformas do estado para adequá-lo ao mercado soberano, levando o país a se equiparar às nações progressistas do norte, que já realizaram a operação e seguem em ótimas condições.

Aécio acertou em cheio nessa diretiva, pois a população clama pela volta de Fernando Henrique há muito tempo. Governo honesto, popular, gerador de emprego e garantidor dos aumentos salariais, qualificador do serviço público federal com inúmeros concursos, sem falar na afirmação e não submissão brasileira no exterior, aquilo sim que era governo.

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Internauta poderá anexar dinheiro no Gmail (via Byteextreme)

Os anexos de emails não serão mais limitados a arquivos, como documentos em Word, Excel, fotos ou músicas. Daqui alguns meses, o Google tornará possível enviar dinheiro via mensagem eletrônica. Segundo o The Verge, os usuários terão disponível em seu Gmail um botão de anexar dinheiro.

A novidade usará o sistema de transferência da Google Wallet e o internauta terá de pagar uma taxa de 2,9% por operação. O valor mínimo a ser enviado – mesmo para emails que não sejam do Gmail - é de US$ 0,30, que pode ser pago com cartão de crédito ou débito – cadastrados na carteira virtual.

A ferramenta estará disponível para usuários do Gmail já nos próximos meses.

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Conheça algumas das novas doenças da ‘Bíblia da psiquiatria’ (via Blog Psicologia e Relações Humanas)

Diversas atitudes e sentimentos até agora considerados normais passarão a ser classificados como doença mental pela nova edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, ou DSM-5, na sigla em inglês), conhecido como a “Bíblia da psiquiatria”, que será lançada neste fim de semana pela Associação Americana de Psiquiatria (American Psychiatric Association, ou APA, na sigla em inglês).

Usados por médicos do mundo todo, inclusive do Brasil, o DSM traz uma lista de sintomas relacionado a cada doença e estabelece quantos são necessários para que um paciente seja diagnosticado com determinado transtorno mental.

Segundo críticos, a nova edição reduz o número de sintomas para o diagnóstico de alguns transtornos, além de ampliar o número de doenças, o que aumentaria os diagnósticos e, consequentemente, o uso de medicamentos e o mercado para a indústria farmacêutica.

Enquanto algumas alterações no manual – que está em sua quinta edição, a primeira desde 1994 – têm sido recebidas de maneira positiva, ou pelo menos indiferente, muitas vêm provocando críticas e discussões exaltadas.

Uma das mudanças mais polêmicas está relacionada ao diagnóstico de depressão. Na edição anterior do DSM, pacientes que estavam em luto eram excluídos do diagnóstico, mesmo que apresentassem os sintomas, a não ser que o comportamento persistisse por mais de dois meses. Agora, após duas semanas, mesmo em luto, o paciente poderá receber diagnóstico de depressão.

Outra alteração controversa diz respeito aos critérios para o diagnóstico de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade.

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Golpe comunista 2014 – A reação virá dos Shoppings (via Prof. Hariovaldo Almeida Prado)

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Começa a Pátria a se levantar da letargia indolente na qual foi deitada pelos malévolos asseclas do bolchevismo petista durante a usurpação ilegítima do poder iniciada pelo despreparado sr. Lula da Silva, assustada pelo perigo do golpe comunista que já se faz notar no horizonte e que poderá mergulhar o país em trevas definitivas se nada fazermos agora para evitar este mal maior. A hora é crucial para o estabelecimento de nossas trincheiras democráticas, de nossos batalhões em defesa da família cristã e da propriedade, contra os grilhões do marxismo escarlate satânico que já marcham ao nosso encontro.

Mas eis que a juventude consciente se levanta primeiro, erguendo o brado retumbante diretamente de seu lugar tenente, mobilizando milhões em um exército juvenil, transformando-os aguerridamente em muralhas do Brasil contras as ideologias vermelhas que agita as massas sublevadas desrespeitosamente pela camarilha fétida do partido dos trabalhadores infames, o qual tenciona dar mais um passo rumo a implantação da ditadura total marxista. Levantai jovem, levantai, que nossa força estará convosco nesta difícil, mas gloriosa batalha contra o comunismo.

Das praças de alimentação de todo país sairão, não só os milhões de soldados dessa luta, mas a consciência febril de que o golpe precisa ser evitado. Já tomaram seus espaços nas faculdades, hoje conspurcadas pelo Prouni, Enem, cotas raciais e outras bobagens socialistas,  agora só vos resta reagir do único quartel general não dominado pela gentalha ignara do PT, convertendo esse espaço em um berço democrático, uma casa da liberdade, do capitalismo e da livre empresa brasileira. Vossas armas serão o celular que grava vídeo HD, o WiFi do shopping e as redes sociais. O comunismo no Brasil já está com os dias contados. Alvíssaras!

Veja Mais via Prof. Hariovaldo 

Aplicativo para Android deixa empregadas domésticas “baterem o ponto” via celular

Um aplicativo chamado “Ponto Doméstica“, lançado pela B4H Serviços em Computação Ltda, permite às profissionais que “batam o ponto” pelo celular.

O aplicativo indica a localização do celular no momento do uso e computa os horários de entrada e saída das domésticas.  Tudo é armazenado no site www,pontodomestica.com.br , que fica acessível gratuitamente ao empregador.

O sistema, disponível para download no Android Market ou Play Store,  funciona em celulares com Android 2.1 ou superior, com acesso à internet via telefonia ou wi-fi.

Como diria minha amiga Kaia, de Pipa: “Mas báh, tchê !”

Shutdown Facebook (via Farinha de Mandioca)

Foto: Juliana Garcias

Depois de não acreditar na felicidade supérflua e fake do Facebook.Depois de encontrar o link mais escondido do mundo, o “Cancelar minha conta”, consegui sair da Matrix. Saravá. Acredite: as pessoas offline são muito mais interessantes.

Esta foto de @juligarcias é uma prova disso: no Parque Güell de Gaudí, em Barcelona, os casais colocam seus nomes no cadeado e o prendem nessa grade. Muito melhor do que ter um “Relacionamento Sério” no Facebook, né?

A partir de agora, minha rede social é a mesa de bar, meu poke é por telefone e a vida meu mural. O primeiro benefício é ninguém saber com quem estou, onde vou e, principalmente, o que eu penso. Tomei minha privacidade de volta, minha gente.

Facebook roubou da gente a coisa mais gostosa de conhecer uma pessoa nova: o mistério. Basta acessar o perfil dela e saber o que ela curte, ouve, vê, pensa e até o que come.

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O wi-fi falsificando a experiência vital

Por Paulo Rosenbaum

Zonas de Exclusão Digital

(Datiloscrito encontrado na pasta do ativista anticibernético Zenave Jáfoz, hoje em exposição no Museu de Tecnologia de Manaus)

Isso não é testamento, desabafo ou carta de despedida, apenas uma mensagem para gente do futuro.
A vida virtual teve sua parcela de culpa no atual mal estar da civilização, não porque imitaria a vida, exatamente pelo contrário. Poderia ter sido a revolução na educação, mas, na prática, especialmente sob as redes sociais, tornou-se apenas o espelho da ilusão, o narcisismo absoluto. Claro que reconheço que tinha potencial, mas a educação de qualidade deveria preceder a criação de instrumentos tão poderosos.
Do jeito que esteve formatada nos últimos anos a onda digital deixou sequelas, restringiu perspectivas e tolheu habilidades. Potencial que teríamos alguma chance de ter desenvolvido se ainda tivéssemos acesso a uma vida lúdica fora do mundo cibernético.
Parece contraditório mas não é. O cárcere psicológico criado pelo vício da web transformou nossas vidas num falso playground. Baudelaire nomeou o mundo que fica fora do mundo de paraísos artificiais. A globalização do mundo virtual tornou-se uma epidemia pior, de proporcões mundiais. Depois que a rede rostodig se associou aos governos, a informação privada se tornou propriedade dos governos. Foi quase um efeito colateral, um bônus inesperado que essa mania tenha ajudado os Estados a melhor controlar politicamente as pessoas.
O resultado prático é que estamos todos fichados.
Mas talvez isso nem seja mesmo o pior. A substituição de vivências reais pela sensação de que a vida e os relacionamentos podem ser manejados via wi-fi, falsificou a experiência vital.
Os centros de tratamento “para educar usuários a usar a rede com parcimônia”começaram a aparecer em 2015. Em 2016 estavam já espalhados pelo mundo. Fui internado em vários webcômios e escapei de todos. No último, de segurança máxima, depois de passar dias à fio sendo obrigado por instrutores humanos que falavam como robos a navegar — fiquei limpo por quase dois anos – e também forçado a enviar milhares de mensagens inúteis. Fora ter que voltar a preencher meio milhão de vezes aquela ficha ridícula “o que você está pensando”. Juro, cheguei a imaginar que eles tinham razão. Para que lutar contra a massa? Sim, devíamos viver dia e noite num mundo idealizado e apartados da realidade. Era isso ou os antidepressivos. Na verdade, para a maioria, os dois juntos. Sim, havia o vazio, a falta do contato físico. E daí? Para que se aborrecer com mazelas sociais, a realidade e a chatice do quotidiano?
Depois de uma noite sem ver aquela maldita tela, o velho bibliotecário preso na ala norte, Quino Barra, me arrastou para sua sala de refúgio e me fez acordar do pesadelo com leituras de livros físicos clandestinos que escondia na sala de máquinas descartadas.
Dias depois, eu e mais três pessoas, refuses como eu, escapamos para a única zona de exclusão digital que sobrou no hemisfério sul, a 45 kilometros a noroeste da cidade de Manaus. (simbolos ininteligiveis – sinais criptografados?)
Hoje, 3 de fevereiro de 2017, e ainda vemos várias gerações completamente à merce dessa tecnoadição. Ninguém se ocupa do perigo político que isso representa. Só lucram os de sempre: donos dos megaoligopólios que detém as ações das redes sociais.
O número de internados neste vício tão incurável quanto o jogo é perturbador. Não divulgam, mas pode chegar a quase um bilhão. Podemos fazer muito pouco. Nosso trabalho fica limitado a alertar pessoas.
No lugar de mais inclusão, precisamos espalhar zonas de exclusão digital.
Lutarei…

Os erros grosseiros de Dilma na economia estão causando a desgraça de muitos (via Prof. Hariovaldo Almeida Prado)

Dilma finge que não vê a crise brasileira e o sofrimento da classe média com a inflação

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Decidida a manter o poder a todo custo, mesmo que isso cause a ruína da economia nacional, Dilma adota práticas nefastas  na direção do país e ignora os bons princípios da administração pública adotados no governo FHC, fazendo assim uma gestão temerária e irresponsável, voltada apenas para a manutenção dos privilégios dos mensaleiros e outros parasitas bolchevistas, além do Lula, do Genoíno e do Zé Dirceu.

Por isso, nosso país ainda amargará a crise econômica quando a Europa e os Estados Unidos  já estiverem com um desempenho pujante por terem adotados as medidas de austeridade preconizadas pelos maiores economistas mundiais, cujos efeitos na população dos países afetados serão salutares, dando grande impulso ao emprego e à prosperidade individual.

Veja,(eca) Mais via Prof Hariovaldo

Comentário da leitora Muarina da Santa Inocência Hilária

MESTRE e demais confrades e confradas, URGENTE! Consta no blog sujíssimo o Esquerdopata (que Deus me perdoe por acessar tal sítio diabólico, mas foi necessário) que Cuba vai enviar seis mil guerrilheiros para tomar o poder no nosso Bananal! Tudo está perdido, mudemo-nos para o Paraguai enquanto é tempo! Debandar!

Chomsky e as 10 Estratégias de Manipulação Midiática (via Instituto João Goulart)

O lingüista estadunidense Noam Chomsky, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, o MIT,  elaborou a lista das “10 estratégias de manipulação” através da mídia:

1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO.

O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto ‘Armas silenciosas para guerras tranqüilas’)”.

2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES.

Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO.

Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO.

Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE.

A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê? “Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestão, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver “Armas silenciosas para guerras tranqüilas”)”.

6- UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO.

Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos…

7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE.

Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossível para o alcance das classes inferiores (ver ‘Armas silenciosas para guerras tranqüilas’)”.

8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE.

Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto…

9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE.

Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E, sem ação, não há revolução!

10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM.

No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.

Colaboração da leitora Norma de Andrade Cardoso via  Instituto João Goulart

Moto-aventura : Do Atlântico ao Oceano Pacífico, as lições do Atacama

Ninguém vai roubar minha cabeça agora que eu estou na estrada novamente
Oh, eu estou no céu de novo, eu tenho de tudo
(Deep Purple, em Highway Star)
Galleta Pabellón de Pica/Ruta 1/Chile

Galleta Pabellón de Pica/Ruta 1/Chile

Aqui...

Aqui…

Talvez os momentos mais difíceis de uma grande viagem de moto são os dias e as horas que antecedem a largada. Não tem jeito ! Bate aquela ansiedade, um pouco de aflição, os pensamentos vão e vem atordoando a nossa mente. Dará tudo certo desta vez ? Depois dos primeiros quilômetros, o vento batendo no corpo tudo parece ficar mais fácil. Como diria Chico Science : Um passo à frente e você não está mais no mesmo lugar… Esta moto-aventura começa novamente em Porto Alegre/RS mas tem o destino final em outro Porto, o Velho, em Rondônia. Começa exatamente na Toca da Coruja, na Cidade Baixa , em Porto Alegre, onde nos empolgamos tanto com a cerveja extra-viva que acabamos perdendo a máquina Sony que iria documentar a viagem no outro dia. Paciência, mas viagem assim não dá prá tirar foto toda hora mesmo e o jeito é ir de celular. Lá vamos nós !

Dia 1 – Porto Alegre / São Miguel das Missões via BR 386/BR 285 – 500 km

POA-MISSOES

Clique nos mapas para ampliar ou clique com o botão direito do mouse e use a opção “Abrir link em nova janela”

A idéia é entrar na Argentina por Porto Xavier, passando assim por São Miguel das Missões,  Patrimônio Cultural da Humanidade,  no RS.  São 500 quilômetros da capital, e cruzamos com vários grupos de motos fazendo o mesmo trajeto, indo ou voltando. Tivemos pouquissimo tempo em POA  para preparação da moto, na verdade poucas horas para ajeitar as coisas nos alforges e no bauleto. Foi ligar e pegar a estrada, numa manhã ensolarada de primavera. Neste primeiro trecho a fonte de alimentação do GPS Nuwi 255w, que tava ligada numa Gambitech improvisada de 12 volts, já apresentou problema. Na verdade é a primeira vez que viajo de moto com GPS (nunca mais sem a partir de agora, o ganho de tempo no cruzamento das cidades já compensa tudo !). Carreguei à noite e no outro dia só ligava quando tinha necessidade para poupar a bateria. Mas o primeiro dia foi bom, uma tocada boa, depois ainda pegamos a inauguração de um restaurante em São Miguel das Missões, com bom atendimento e música gaúcha de primera, tchê ! Caiu um temporal tão forte que acabou com nossa pretensão de assistir ao famoso espetáculo de Luz e Som das Missões. Mas o lugar é fascinante, visita obrigatória para conhecer a nossa história.

Rota das missões

Dia 2 – São Miguel das Missões/Porto Xavier/RS BR 285 e RS 168 125 km /balsa sobre rio Uruguai/San Javier / Ituzaingó (Corrientes/Argentina) RP 2/RP 10/RN 14/RN 120  210 km Total : 335 kmsan-javier---corrientes Em Porto Xavier, por um erro de planejamento meu, perdemos a balsa que faz a travessia do rio Uruguai. Era um sábado. E tivemos que esperar até às 16:30 parados. Aproveitamos para trocar o mapa do GPS pelo ProyectoMapear com mapas da Argentina e Chile. Como o banco Erê que eu havia comprado não encaixou direito , por questão de segurança o deixei de lado. Assim, compramos um pelego para amenizar a dureza do banco da XT 660, um acessório que pode parecer estranho mas que é show de bola , em praticidade e conforto. Feito os câmbios, trâmites normais de entrada na Argentina, agora é pegar estrada ! Conseguimos neste dia chegar em Ituzaingó.

Primeira dica : O veículo tem que estar no seu nome, ou se estiver alienado, com uma carta da financeira liberando a saída do Brasil com firma reconhecida em cartório. 

Em nenhum dos países do Mercosul é necessário a PID (Permissão Internacional para Dirigir) mas vale a pena fazer e levar, é baratinho, cerca de 50 reais no Detran mais próximo de você.

Um detalhe que muita gente desconhece, é que a PID tem que ser emitida no DETRAN de origem da CNH. Ou seja , se sua CNH é do Rio Grande do Sul, por exemplo, a PID tem que ser emitida no RS.

Um pelego prá amenizar os mais de 7.000 km

Um pelego prá amenizar os mais de 7.000 km

Dia 3 – Ituzaingó a Salta RN 16 1.060 km

Este é um trecho brabeira. Cruza o Chaco, você possívelmente será explorado pela Polícia em Corrientes e em Resistência (lembra aquela cidade do jogo que não teve Brasil X Argentina ?). Pois é lá.

Ituizangó-a-Salta

Nas duas tem uma avenida marginal, e prá evitar o tal achaque, se vc está de moto trafegue por elas. Há uma placa minúscula no acesso à ponte avisando que motos tem que ir pela avenida paralela (colectora) e somente entrar na ponte no final da avenida, bem onde tem um posto da polícia que vai tentar te explorar. É incrível ! Como você não conhece bem o lugar , vai tentando achar a entrada da tal via Colectora e …pimba, cai na mão do guarda.  Ele tentou aplicar o tal “Pago Voluntário” que daria um desconto de 50 % na multa, e coisa e tal… mas fiquei com cara de paisagem e pedi que ele multasse. Ele olhou os documentos, olhou a placa, disse que então teria que pagar no Banco de La Nacion, eu insisti que multasse, conversou com o outro guarda e disse que então eu pagaria a multa na saída da Argentina , na Aduana. Pura conversa ! É um teatrinho prá lá de ridículo. Acho até que meu manjado adesivo “Prensa Latina” ajudou em alguma coisa, afinal nestas horas você combate com o que tem na mão. Pedi um recibo da tal multa e ele só confirmou que eu pagaria na saída, na aduana entre Argentina e Chile. Quá ! Agora, não vá fazer isto à noite ou em local isolado porque o bicho pode pegar.  Era meio-dia, sol a pino, e só cai nesta porque segui outras motos menores que estavam circulando.Imaginei, se eles podem, eu também posso. Seletivamente, o guarda só encrencou comigo.

Na saída de Resistência, pelo mapa do Projecto Mapear você vai parar num beco cheio de cães modorrentos, cansados de ver grandes motos passarem perdidas. Não se acanhe ! É por ali mesmo, acaba dando certo . Só não tente fazer isto à noite. Não sei se foi um erro de quem colaborou com o Projecto ou foi sacanagem mesmo.

Passando Corrientes e Resistência, siga até Pampa del Infierno, que justifica muito bem o seu nome. Faz um calor danado e é muito úmido, mas nada que assuste quem mora na Amazônia como nós. Nas imensas retas , bandos de aves no asfalto que revoavam a cada buzinada.

Salta é uma cidade deslumbrante, não é a toa que seu apelido é “La Linda”. Cheia de monumentos, igrejas, pontos históricos. Meio clichê, mas imperdível o passeio no Complejo Teleférico Salta, que sobe o cerro San Bernardo.  Dá prá tomar uma Quilmes bem gelada lá em cima, observando a beleza da cidade encravada no vale.

Dia 4 – Salta

Segunda Dica : Compre adaptadores de tomada para carregar celular, Gps, iPad. Na Argentina é de um jeito ( tipo Australiano) , no Chile de outro (tipo Europeu) e no Peru, diferentemente se encontra o tipo Europeu e o tipo Americano. Prá completar, agora no Brasil também temos esta encrenca !

foto : mochileiros.com

foto : mochileiros.com

Dia 5- Salta a Purmamarca via San Salvador de Jujuy (El Carmen)  RN 9 160 km Estrada estreita linda

salta---purmamarca

Reparem na proporção como a estrada é estreita !

A estrada só aceita um carro por vez, tem que diminuir a velocidade cada vez que há um cruzamento. Caminhão aqui nem pensar !

A chegada em Purmamarca é fantástica. Vale uma foto com o Cerro de Las 7 Colores ao fundo.

Cardápio do dia !

 Terceira Dica : Leve um iPad ou um Netbook . O Netbook (ou um tablet Samsung) tem a vantagem da entrada USB e de ler páginas em Flash(coisa irritante no iPad..) Isto lhe dá uma boa independência na hora de precisar de Internet.

Dia 6- Purmamarca/AR a San Pedro de Atacama/Ch

O único posto de gasolina até o posto YPF em Paso de Jama(4.320 m.s.n.m), na fronteira Argentina/Chile é em Susques. Você precisa abastecer antes em Pastos Chicos (Susques) . O posto fronteiriço argentino Paso de Jama é novo (2012) e confortável. Lá há um  YPF com internet , café quente e até uma pousada se precisar pernoitar lá , devido à uma ventania com areia forte demais por exemplo. (Encha o tanque, você fará a entrada no Chile cerca de 170 km depois, em SPA)

O frio do deserto

No final de uma grande reta você começa a ter a incrível visão do Salar Grande. A princípio não dá prá entender bem o que é, aquela mancha branca no final do asfalto, parecendo neve. Quando você se aproxima é que tem a exata noção da imensidão que é o salar.

O sal do deserto

Logo após o Paso de Jama tem a fronteira com o Chile. Daí a SPA são mais 160 km. A Aduana chilena fica na entrada de San Pedro. Você rodará estes 160 km de deserto após dar saída da Argentina e antes de dar entrada no Chile, ou seja , no vazio , se é que me entendem ! Mas tudo é muito bonito, a subida ao altiplano, as multicoloridas paisagens de Purmamarca, o Licancabur soberano sobre a paisagem nevada, a fronteira com a Bolívia.

A reta final de descida até San Pedro de Atacama é incrível, são muitos quilômetros numa pista íngreme, que vai dos 4.750 metros aos 2.300 de Atacama em menos de meia hora. Ao lado da pista se vê várias saídas de emergência para caminhões que perdem os freios.

E se tem um conselho que é útil no Chile é o seguinte : respeite a velocidade máxima porque os Carabineros do Chile não perdoam, estão em toda parte, até no deserto tinha uma viatura com radar !

San Pedro de Atacama era um local de parada dos colonizadores espanhóis em sua saga de conquista. O pequeno povoado se formou a partir da Igreja de San Pedro, construída em meados do século 18. O pequeno povoado tem cerca de 2.500 habitantes e muitos, mas muitos “perros” que vão “adorar” ver você montado numa moto em baixa velocidade ! Além de simplesmente bater perna pela Calle Caracoles, a rua principal do povoado, vale fazer todos os passeios anunciados por diversas agências : Laguna Cejar , onde a salinidade é tão grande que você entra na água e não afunda, Valle de la Muerte, Cordillera de la Sal, Laguna Chaxa, Lagunas Miscanti e Miñiques, Geisers del Tatio, Camino del Inca, Toconao ,Tulor e Pucará de Quitor .

Quarta Dica : Se pensa em armazenar gasolina para levar compre um galão adequado. Na Argentina e no Chile eles não vão te vender em garrafa pet.

Dia 7- SPA Era muito cedo e fazia muito frio quando levantamos para que a van nos pegasse na pousada para o passeio até os Gëiseres El Tátio, a  4320 m de altitude, 90 quilômetros ao norte de San Pedro de Atacama, As grandes colunas de vapor saem para a superfície através de fissuras na crosta terrestre, alcançando a temperatura de 85°C e 10 metros de altura. Os gêiseres de Tatio são formados quando rios gelados subterrâneos entram em contato com rochas quentes.

“O pensamento parece uma coisa à toa, mas cumé que a gente voa, quando começa a pensar…”

Pausa para um pastel de queijo de cabra em ....

Pausa para uma empanada de queijo de cabra em Machuca, caminho entre os Geisers e SPA.  Se preferir, tem espetinho de lhama…

Um passeio de moto ao final da tarde pelo Vale de La Luna é tudo de bom !

Um passeio de moto ao final da tarde pelo Vale de La Luna é tudo de bom !

O melhor e mais barato buteco de SPA : não me pergunte o nome !

O melhor e mais barato buteco de SPA : não me pergunte o nome !

Pousada em SPA : preparando para mais uma jornada

Pousada em SPA : preparando para mais uma jornada

Dia 8 – San Pedro de Atacama / Tocopilla (Ruta 23 e 24 – 270 km) / Iquique (Ruta 1 – 230 km) Total : 500

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O verdadeiro oásis no meio do deserto. Ao fundo, o Licancabur

O verdadeiro oásis no meio do deserto. Ao fundo, o Licancabur

Na saída de SPA para Calama, em direção a Tocopilla (Oceano Pacífico) mais deserto, pequenas serras, retões intermináveis e pouco movimento. Calama é uma cidade média, tem aeroporto que opera jatos e postos de gasolina à vontade.

Quinta Dica : Leve mais de um cartão de crédito, porque se um der pau…Não esqueça de avisar o gerente que você vai viajar e diga os países para ele liberar o uso.  Uma boa também é levar um cartão pré-carregado tipo Visa Travel Money em dólares. Além de não pagar os 6 % que o governo brasileiro anda cobrando dos cartões internacionais em uso noutros países, você pode sacar e pagar contas na moeda local, esteja onde estiver. Isto tira um pouco da preocupação com as perdas nos câmbios e no problema de ficar sem dinheiro no meio da viagem. 

E agora, para onde ir?

E agora, para onde ir?

No Chile a parte mais cara da viagem

No Chile a parte mais cara da viagem

Pacíficooo !!!
Iquique, vista de um morro onde é praticado vôo livre.

Iquique, vista de um morro onde é praticado vôo livre.

Companheiro Pasin e Rubia Luz ! Desculpe, acabei não te avisando e furei o encontro. Lembrei de vocês quando “iniciei os trabalhos”. Tenham toda a sorte do mundo nos novos projetos !

O navio-museu Esmeralda, parte importante da história de Iquique e do Chile

O navio-museu Esmeralda, parte importante da história de Iquique e do Chile

Iquique tem uma vida noturna agitada e a Zofri Mall, um grande shopping center zona franca, com preços atrativos e uma infinidade de bons produtos e bugigangas.

Praça de Iquique : “furei” com o amigo Pasin aquela cerveja gelada..

Dia 9- Iquique a Arica (Ruta 5 -311 km)

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Na saída para a ruta 5, no sentido contrário à Arica (ou seja, Antofagasta) há postos de gasolina em Pozo Almonte, que fica a aproximadamente a 5 km da entrada para Alto Hosício/Iquique. Para quem roda de XT 660 é a única alternativa saindo de Iquique, porque depois só Arica (300 km).Você roda  52 km desde Iquique, abastece e então , tirando os 5 km até o trevo de entrada, dá prá rodar até Arica.

Auto-foto à 120 km por hora no deserto

Dia 10 – Arica(Ch) a Tacna(PE) cerca de 50 km.

Tacna é uma cidade muito simpática e limpa. Tem cerca de 260 mil habitantes e é bastante arborizada. O clima é muito seco.

Depois de muito chão começam a surgir os vales verdejantes

Depois de muito chão começam a surgir os vales verdejantes

Sexta Dica : Se for o caso, consiga a Carteira Mundial de Estudante no site http://www.carteiradoestudante.com.br . Ela custa R$ 40,00 , vale até o final do mês de  março do ano seguinte e em muitos locais legais de visitar você terá 50 % de desconto, o que por si só já paga a carteira.

A ferrovia Tacna-Arica é uma ferrovia histórica e foi construída em 1856 pela empresa The Arica & Tacna Railway Co. Na estação de Tacna, acima, existe o Museu da Ferrovia, onde se encontram fotografias e relatos de época.

Como é sempre legal misturar literatura, vale a pena ler A Senhorita de Tacna, de Mario Vargas Llosa

Dia 11 – Tacna a Puno ( Ruta 36) 320 km

tacna-a-puno

Lá vamos nós cruzar a Cordilheira dos Andes novamente, coisa difícil de explicar, de descrever, é uma sensação que se tem que viver pessoalmente. Dia de susto, porque acabou a bateria do GPS e , num movimento brusco, arranquei o plugue do carregador USB. Pronto ! Perdido no meio dos Andes. E prá piorar, tinha uma estrada antiga para Puno, e uma saída para Desaguadero. Mas o que eu queria era a estrada nova para Puno ! Sem placas, sem GPS, vi uma indicação para Puno e entrei. Dei de cara com rípio e parei na primeira casa que vi, cercada de cachorros. Lá um bondoso camponês me explicou que era a antiga estrada para Puno, que era só seguir o asfalto que eu veria alguns quilômetros na frente a ubicación para Puno e Desaguadero. Deu certo, cheguei em Puno já a noitinha. Puno tem um trânsito caótico e foi complicado achar a pousada que eu tinha reservado pela Internet. Mas tudo acaba sempre dando certo !

Dia 12 – Puno

Passeio obrigatório a Ilha de Urcos. Sem mais delongas.

Puno vista da Ilhas de Urcos

Mercado Popular

Igreja Matriz

Tuk-tuk protegido do sol e da chuva

O melhor e mais honesto “classificados” do mundo

Rua central de Puno (Calçadão)

A foto não diz quase nada, mas pior que Puno só Juliaca

A foto não diz quase nada, mas trânsito pior que Puno só em Juliaca

Dia 13 – Puno a Ollantaytambo – Ruta 3S (via Juliaca/Pucará/Sicuani/Calca) 475 km

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Manutenção básica

Em busca de novos caminhos

Em busca de novos caminhos …

Integração com a natureza

 

Motocando em Ollantaytambo

Motocando em Ollantaytambo

Dia 14 – Águas Calientes

Sétima Dica : Se você vai subir  o Huayna Picchu tem que reservar o ingresso com bastante antecedência. Os grupos são limitados em dois, um que sai às 7 hs da manhã com 200 pessoas e outro sobe às 10, com mais 200. O ticket para Machu Picchu e Huyana Picchu é específico.Faça a reserva no site oficial aqui http://www.machupicchu.gob.pe/  . Não esqueça de liberar as janelas pop-up do seu navegador. O site foi melhorado no dia 31 de janeiro de 2012, segundo um comunicado do Ministério da Cultura do Peru. Outra coisa: cara, subir o Huayna Picchu requer um mínimo de condição física e sistema cardio-respiratório em dia. Se você tem algum problema ou está muito fora de forma, não encare. É melhor consultar um médico antes. O preço do ingresso para Huayna Picchu/Machu Picchu é de 152 soles para cada adulto.Quem for estudante (com a carteira da ISIC) só pode comprar ingresso no  Escritório da Dirección Regional de Cultura – Cusco , Av. de la Cultura 238 (em frente ao estadio Universitario), Librería del Ministerio de Cultura (Casa Garcilaso) Condominio Huáscar Cusco – Perú, de segunda a sexta-feira das  8:00 as 16:00 horas ( é a avenida que dá prosseguimento à estrada logo que se chega a Cusco vindo de Puerto Maldonado) e no  Escritório do Centro Cultural de Machupicchu , em Aguas Calientes, já no povoado aos pés de Machu Picchu, de segunda a domingo, das 5:20 às 21 horas. (é pertinho da estação de trem ) Somente para Machu Picchu, o ingresso custa 128 soles e só podem entrar 2.500 pessoas por dia.  Depois de fazer a reserva, você tem duas horas para confirmar o pagamento senão a reserva cai. ( Se estiver já dentro do Peru e não conseguir via On Line, vale a pena enfrentar uma “cola” (fila) enorme no Banco de La Nación del Peru para pagar a confirmação da reserva. O horário de funcionamento dos bancos é das 8:00 às 17:30 hs. Em Iñapari, há uma agência na Plaza de Armas. Em Puerto Maldonado, o banco fica na Calle Daniel Alcides Carrión N° 241-243 - Distrito: Tambopata, telefone 082 571 210. Aos sábados , o banco abre das 9 da manhã às 13 hs. O cartão de crédito aceito no pagamento on-line tem que ter a facilidade “Certified by Visa”. Confira se o seu cartão tem essa facilidade, senão ele NÃO será aceito e vc terá que pagar numa agência do Banco de la Nación . Se estiver na época de alta temporada nem sonhe em deixar para fazer a reserva na última hora, Você não vai conseguir !

Não é preciso dizer nada…

Ai meu Machu Picchu, ninguém segura este meu delírio...

O duo : Ai meu Machu Picchu, ninguém segura este meu delírio…

Valeu, Mestre Ismael !

O uno: Valeu, Mestre Ismael !

Oitava Dica : Faça vacina uns 20 dias antes contra Febre Amarela e leve à Anvisa para receber o Certificado Internacional de Vacinação ( um amarelinho, com data e lote da vacina). Vai que no meio da viagem você resolve entrar na Bolívia, por exemplo.Veja este post com diversas dicas interessantes sobre Machu Picchu.

Dia 15 – Ollantaytambo / Mazuko ( Distrito de Inambari) Ruta Interoceânica Sur 450 km

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O trecho entre Cusco e Iñapari da Carretera Interoceânica Sur : repare as distâncias da placa. Estrada !

Pausa para colocar uma luva cirúrgica por baixo da outra que o frio pegou !

Pausa para colocar uma luva cirúrgica por baixo da outra que o frio pegou !

Dia 16 – Mazuko / Puerto Maldonado (170 km) / Iñapari (230) Assis Brasil / Brasiléia (Acre) 115 km Total: 515 km

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Deu dó sair da aduana brasileira e depois de 50 metros cair numa cratera… Nosso país precisa investir muito ainda em infra-estrutura. Tem que estancar o gargalo da corrupção de alguma forma. O dinheiro que já foi destinado para as BR´s daria para deixá-las numa condição muito melhor do que a gente vê. Quando entrei no Brasil fiquei sem coragem de fazer sequer um trechinho à noite, coisa que fiz nos Andes no meio de chuva ainda, mas com sinalização e segurança.

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Garantizada, la mejor !

Uma pequena visita em Cobija (Bolívia) só prá tomar umas Paceñas. Depois de um monte a confusão na conversão entre pesos argentinos, reales, soles, pesos chilenos. Mas eu tava com a camisa do Grêmio e o garçon era camarada e compreensivo. Deu tudo certo…

Serra de Santa Rosa, no Peru amazônico : lá vem curva !

Serra de Santa Rosa, no Peru amazônico : lá vem curva !

Nona Dica : Nas cidades peruanas não se arrisque a transitar com seu carro ou moto. Pegue um táxi que é baratinho, e é preço fixo, coisa de 2,3 soles por passageiro em qualquer percurso. Cidades como Puno, Juliaca, Cusco tem um trânsito bem maluco.

O Brasil a menos de 150 km

O Brasil a menos de 150 km

Dia 17 – Brasiléia / Rio Branco / Vista Alegre do Abunã (RO) BR 317/BR 364 – 440 km

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Saimos de Brasiléia cedinho para pegar um churrasco no almoço com a Vivica e a Dona Mariá. Dona Mariá não comeu mas conversou prá caramba ! Constatação : uma das melhores churrascarias gaúchas do Brasil fica no Acre !

Décima Dica : Pé na estrada, irmão !

Depois de milhares de quilômetros em boas estradas, o choque do retorno à realidade brasileira, a poucos metros da fronteira com o Peru

Depois de milhares de quilômetros em boas estradas, o choque do retorno à realidade brasileira, a poucos metros da fronteira com o Peru

Abunã, Rondônia, Brasil

Dia 18 – Vista Alegre do Abunã/ Porto Velho (RO) BR 364 – 215 km

Atravessamos a balsa mais segura ( em termos de policiamento) do mundo ! Dois carros da PRF, dois da PM, um da PF … era uma escolta, pelo jeito. O que dói é o bolso : R$    4,00 para atravessar uma moto ! Carro pequeno : R$ 14,00

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Tabela de preços da Balsa do Abunã/Rio Madeira/Rondônia

O pelego se integra à paisagem rondoniense

 

E quem quiser que conte outra…

Não me pediram em nenhum momento a Carta Verde, nem o SOAP no Peru (este eu confesso quenão tinha, fui deixando prá frente, fui deixando e…ôpa, já sai do Peru !). Viagem nunca mais sem um bom GPS. Ele encurta DEMAIS o tempo de passagem entre as cidades, facilitando encontrar as entradas e saídas. Outra grande vantagem desta viagem foi o fato de só ter uma perna de ida, porque o retorno sempre é mais complicado e entediante. Outro mito que precisa ser derrubado , é que dá prá ir com QUALQUER moto ou carro para o Atacama ou Machu Picchu. Neste trecho não tem rípio, na verdade eu detesto rípio. Até de bicicleta dá prá ir, respeitando sempre os limites da estrada , da lei e da natureza, além do próprio corpo é claro. A vantagem de ir numa big trail é poder se aventurar um pouco para fora da estrada, aliás, para isto é que ela foi feita ! Outra coisa : nesta perna,subindo a América, não paguei nenhum pedágio, pois cruzava sempre com o movimento contrário e em alguns países como o Peru e Argentina, moto não paga. As estradas são boas (o susto é quando vc volta para o Brasil !). E fazendo um bom planejamento não tem mais pane seca no deserto ( não é mesmo, Z ?). Tudo o que precisa é você estar bem consigo mesmo, de preferência com quem você ama, ter responsabilidade e respeitar os seus limites físicos e psicológicos, gostar do novo e ser aventureiro, porque sem isto vc não vai mesmo ! Todo o começo e final de viagem é parecido. A ansiedade, a vontade de ir para a estrada no início…. Depois os perrengues, o frio, a chuva…. A hora em que você pensa, ” o que eu tô fazendo aqui ?” . O que nos leva a ficar horas sob uma chuva forte, passando frio, carregando e descarregando alforges com roupa fedorenta, procurando o muquifo mais próximo e barato prá passar a noite ? Mas vai chegando perto de casa, o asfalto zunindo sob seus pés, e não tem jeito. O pensamento voa …. Qual será a próxima ?

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Viagem pela Interoceânica, até Machu Picchu. De moto, até de carro eu vou ! Incrível !

Após Lamborghini, polícia de Dubai exibe Ferrari para patrulhar as ruas (via ScudNews)

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Ferrari foi fotografada patrulhando as ruas nesta quinta-feira em Dubai (Foto: Karim Sahib/AFP)

Depois da Lamborghini Aventador, a polícia de Dubi, nos Emirados Árabes, exibiu nesta quinta-feira (25) uma Ferrari que será usada pelos policiais para patrulhar as ruas da cidade. As autoridades locais adquiriram os supercarros para tornar o patrulhamento mais rápido. A Lamborghini, por exemplo, alcança mais de 300 km/h.

NR: Igualzinho aos Gol 1.0 das PM´s do Brasil.

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Dia da Terra 2013: entenda como surgiu a data e seu significado (via Dompizablog)

O Dia da Terra 2013 - ou, oficialmente, Dia Internacional da Mãe Terra – é uma data criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2009 para marcar a responsabilidade coletiva para promover a harmonia com a natureza e a Terra e alcançar um balanço entre economia, sociedade e ambiente.

O Dia Internacional da Mãe Terra é uma chance de reafirmar nossa responsabilidade coletiva para promover a harmonia com a natureza em um tempo em que nosso planeta está sob ameaça da mudança climática, exploração insustentável dos recursos naturais e outros problemas causados pelo homem. Quando nós ameaçamos nosso planeta, minamos nossa própria casa – e nossa sobrevivência no futuro”, diz mensagem do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

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Cabaço (via Cotidiano e Outras Drogas)

Ele era um atacante ensaboado, driblador, malemolente. Jogava no Campeonato de Ramos desde os 13 anos e nesta temporada ia estourar a idade. Tinha um sério problema: Mesmo com tantos jogos e sendo reconhecido até pelos rivais, nunca tinha marcado um gol.

Pra piorar, não marcava gols nem dentro, nem fora de campo. Aos 13, era chamado pelo nome, William; aos 14, era o Ensaboado, dos 15 em diante, ganhou o apelido que carregava como cruz no calvário: Cabaço. Agora aos 17, continuava virgem, e se acabrunhava.

No ataque do Flamenguinho da Aracati, ao lado de Paulinho Rolimã – que usava mullets ao estilo Paulinho McLaren, de quem herdou o apelido, guardadas as proporções – cansou de consagrar o amigo, mas não tinha jeito, ele mesmo não marcava gol.

E fora de campo, a situação era pior. Cabaço era apaixonado por Chandelle, uma morena de cabelos oxigenados e olhar desafiador, cujo apelido veio do fato de ser “gostosa e cremosa”, nas palavras machistas dos hormônios em ebulição.

Além da altivez e do despacho que assustava os gartotos, Chandelle escolhia seus namoricos ao bel prazer. Era independente desde nova. Seu sorriso chamava a atenção e seus seios pareciam as ondas de Pipeline estampadas nas capas das revistas “Fluir” – que eram recortadas e serviam de capa de fichário do alunado suburbano – de tão grandes e firmes.

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Você é o que aparenta ser.(via Poderia te contar uma história? )

Você é uma casca, sem conteúdo. Não teve passado, e se teve, só é o que todos sabem dele. A noite você não existe, só se você contar a alguém como passou a noite. Se está só e cair em prantos não existiram lágrimas, apenas se a umidade resistir até o outro dia no travesseiro. Você é o que os outros dizem que você é. Não importa o que realmente se passa ai dentro.

E no trabalho você será apenas o vendedor, o publicitário, o delegado ou o advogado. Será uma extensão da vassoura se é um gari, ou uma cornucópia moderna se for um cozinheiro. Você não tem nome, é o que todos contam de você. Não importa o que você pensou de si antes de ir para o emprego.

E no quando casar e ter filhos você vai ser a mulher de sicrano ou o pai de beltrano. E Beltrano vai ser apenas seu filho e Sicrano seu querido marido. No colégio vão te chamar para falar de um aluno, sem rumo. Você será mais um entre tantos pais, não importa sua idade ou que em casa faz. Não importa quantas vidas mudou, se mudou, você só vai ser alguém que mudou vidas.

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Serra denuncia ao mundo a ditadura petista (via Prof. Hariovaldo)

Com extrema coragem, Serra denunciou ao mundo a ditadura do PT e os males que ela já provocou no Brasil

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Após a captura do estado pela ditadura petista, essa força maligna não hesitou em acabar com a democracia e com a alternância de poder, se negando a entregá-lo aos homens de bem, cujo expoente maior foi e ainda é José Serra, pois trata-se de um grupo que não aceita a independência entre os poderes e não aceita a imprensa livre, verdadeiros ditadores totalitários. Por isso, não podemos deixar em hipótese nenhuma que a presidente Dilma Rousseff seja reeleita pois como disse nosso grande líder, com mais um mandato da petista, a democracia e a economia estarão “abaixo do chão”. “A herança  dos governos do PT será nefasta.”

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Ontem, Hoje, Sempre (via Cotidiano e Outras Drogas)

Todo ser humano tem preconceitos. Corrigindo, pré-conceitos. Contra uma, algumas, várias ou todas as coisas. Depende do nível de evolução de cada um evitar que estes pré-conceitos percam o hífen e a vergonha. Às vezes, pequenos detalhes fazem com que isso ocorra.

Quando era pequeno, tive broncopneumonia. Quase morri. Deste episódio que me levou à geladeira hospitalar, guardo duas lembranças: A de que odeio comida de hospital, principalmente quando misturam arroz e macarrão; e de uma grande pessoa, que me ajudou demais.

Ele era cabelereiro, grande amigo da família. Vítima de poliomielite na infância, andava com suas muletas, sem perder a altivez. Virou meu tio de consideração. E se dispôs em vários dias a zelar por mim no hospital, contando estórias para passar o tempo, uma delas a do “menino de ouro”.

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Porno verborragia também é política

A TV Câmara transmitiu essa semana uma discussão de deputados sobre o projeto que dificulta o nascimento de novos partidos. A verborragia rolou solta. O líder do PR, Anthony Garotinho chegou a falar em “leilão” de mandatos parlamentares na Câmara. O ex-presidente do DEMOCRATAS, Rodrigo Maia (RJ), chegou a dizer que seu partido foi estuprado, na hora da debandada rumo ao PSD. E teve mais pornografia verborrágica. Silvio Costa (PTB-PE) olhando pra Câmera da TV, disse que se tem uma CPI que assinaria com o maior prazer, seria a CPI do fundo partidário. mas sabe que ninguém quer atrapalhar a suruba com investigação. Pelos seus números, o Tesouro gasta R$ 350 milhões por ano com o fundo partidário. É desse fundo que sai a grana pro custeio dos partidos, de aluguel de prédios à folha de salários e que existem pequenos partidos que não têm nenhum deputado. Mas recebem R$ 3 milhões de fundo partidário. Outro que se puxou na discussão foi o catarinense Espiridião Amin que chegou a buscar livro na biblioteca do Congresso pra citar uma frase de um assessor econômico do presidente americano JFK….Ao pregar ortodoxia fiscal, nós, dos EUA, ficamos mais ou menos na situação da prostituta que, tendo se aposentado com o dinheiro que ganhou, acha que a virtude pública exige o fechamento da zona. Amin concluiu com suas próprias palavras: “Com a votação desse texto que prega a ortodoxia eleitoral, estaremos fechando a ZONA. Por isso, recomendou o voto ‘sim’. Os ‘não’ sairam em defesa da Câmara dizendo que a casa não é bordel….mas que parece, meu amigo, parece muito. Os que apoiam dificuldades pra criação de novos partidos são maioria, mas ainda não tem o suficiente. Tanto é que essa ZONA volta à pauta na semana que vem.

Via Ipanema Expressa

X9 (via Cotidiano e Outras Drogas)

Ele sempre foi daqueles que gostava de denunciar, de expor, de “desmascarar”, como fazia questão de dizer. Não fazia questão de ter amigos, mas inimigos colecionava com um afã inacreditável, como se fosse seu álbum de figurinhas particular.

Desde pequeno era assim, reconhecido como queridinho das professoras por ser alcagüete e dedo-duro, do colegial à faculdade. A fama ruim já o precedia. Nunca foi confidente de ninguém, mas, para muitos, deveria ser como o inconfidente – enforcado. Assim que se formou, prestou concurso público, virou policial.

Não era necessariamente um sonho, mas suas características o fizeram se adaptar rapidamente ao trabalho. Ao que se propunha, virou caxias. Uniu o útil ao agradável, mesmo sendo desagradável a muitos.

Virou informante. Dos bons. Mapeava e dedurava com extrema maestria. Ganhou merecidos elogios e condecorações. Se sentia mais forte a cada dia, e cada vez mais gostava do seu trabalho. Poucos sabiam seu nome, mas sua alcunha voava com o vento. A letra era X, o número era 9. Ele era X9.

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