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Tragédia das águas do rio Acre atinge Xapuri

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Às 13 horas desta quinta-feira, 26, o nível do Rio Acre em Xapuri alcançou a marca de 18,16 metros, quase cinco metros acima da cota de transbordamento. O número de famílias que precisam deixar as casas cresce a cada hora. 138 famílias estavam em quinze abrigos públicos e 508 em casas de parentes e amigos.

Com a vazante do Rio Acre apresentada em Brasileia, a estimativa da Defesa Civil é de que nos próximos dias o nível das águas em Xapuri se eleve ainda mais. Em 2012, o rio alcançou a marca histórica de 15,57 metros, que até o presente momento já foi ultrapassada. A casa onde Chico Mendes morou e a igreja São Sebastião, edificações históricas da cidade, foram alcançadas pela cheia.

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fotos : Deyvesson Gusmão

Em Brasiléia/AC , cheia do Rio Acre bate novo recorde

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Segundo medição da Defesa Civil, o nível do Rio Acre em Brasileia atingiu a cota de 14,85 metros às 16 horas desta segunda-feira, 23, ultrapassando a marca da enchente histórica de 2012, com medição de 14,72 metros. Parte da telefonia móvel no município está comprometida.

O prédio da operadora Oi!, localizado no Centro da cidade, foi atingido pela enchente, interditando o serviço de internet na região. Nesta manhã, a prefeitura decretou estado de calamidade pública. A informação é de que 577 famílias já foram desalojadas e desabrigadas, atingindo cerca de 1.880 pessoas. Ao todo, 13 bairros foram atingidos diretamente pela enchente.

Em Epitaciolândia, a prefeitura viabilizou quatro abrigos públicos. A enchente desabrigou e desalojou 198 famílias. Uma sala de situação foi montada em Brasileia, na semana passada, para monitorar o nível das águas e coordenar as ações de assistência aos atingidos pela enchente.

A operação conta com o apoio de mais de 100 homens do Corpo de Bombeiros, 130 soldados do Exército, 92 policiais militares, 250 funcionários da prefeitura, voluntários e servidores públicos do governo do Estado.

fotos: Gleilson Miranda via Agência de Notícias do Acre

O homem do peixe

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Carroça carregada com peixes de várias espécies no Vale do Guaporé em Costa Marques/RO

 

Imagens de Rondônia : “Jerico”

cena-CM (2)Um “jerico” parrudo, levando algumas toras de madeira na BR 429, perto de Costa Marques/RO

 

Pirarucu do Madeira: Bloco desfila de graça e sem cordas no domingo, em Porto Velho/RO

O novo estandarte confeccionado pela artista plástica Lu Silva já está pronto para o desfile do bloco mais democrático do carnaval de Porto Velho.

O Pirarucu do Madeira quer manter a tradição de arrastar seus foliões de graça, sem cordas separatistas e com marchinhas e frevos que integram o acervo cultural brasileiro.

Será dia 08, excepcionalmente, domingo, a partir das 16 hs, na Pinheiro Machado com Presidente Dutra.

O bloco fundado em 1993 pelo advogado Ernande Segismundo (na foto) é mantido sem fins lucrativos, prega o carnaval de paz e a exaltação à cultura popular.

Esse ano, elege como homenageado o compositor regional Zezinho Maranhão que emprestou sua voz pra primeira marchinha do bloco.

O artista plástico Pedro Furtado é o responsável pela confecção de adereços de mão que darão um colorido especial ao desfile em meio aos bonecos gigantes.

Os dirigentes convidam os parceiros da imprensa, os representantes dos demais blocos e agremiações carnavalescas e a comunidade em geral a prestigiarem esse movimento festivo que simboliza a resistência da cultura.

via Amazônia da Gente

Livro sobre a 2ª tentativa de construção da EFMM em 1878 está disponível para leitura on-line

Deu no blog da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré EFMM100anos.wordpress.com :

Clique na imagem para ir ao livro on-line

Escrito pelo americano Neville B. Craig, a “Estrada de Ferro Madeira-Mamoré: história trágica de uma expedição”, publicada originalmente em Filadélfia em 1907,  encerra detalhado relato da tentativa de uma empresa dos Estados Unidos de construir, em 1878, uma ferrovia na fronteira Brasil-Bolívia. O projeto envolveu quase mil operários e técnicos norte-americanos, mais de 200 dos quais morreram em consequência da malária e de naufrágios, enfrentou toda ordem de dificuldades na floresta amazônica e foi paralisado por conflitos com o governo boliviano e entre os próprios acionistas. A iniciativa pode ser considerada a pré-história da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, afinal construída entre 1907 e 1912.

LIVRO NA ÍNTEGRA >

http://www.brasiliana.com.br/brasiliana/colecao/obras/137/estrada-de-ferro-madeira-mamore-historia-tragica-de-uma-expedicao

Preservação cresce, mas contrabando ameaça tartarugas na fronteira de Rondônia com a Bolívia

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Com cuidados e técnicas de manejo, o projeto “Quelônios do Guaporé” começa a alcançar metas. Ambientalistas da Ecovale estimam que a taxa de sobrevivência subiu de menos de 1% para 12 e 15% em média. Esse resultado é animador, observa o ambientalista José Soares Neto, Zeca Lula.

Em 15 anos, apoiada por brasileiros e bolivianos. a Ecovale devolveu à natureza aproximadamente dez milhões de filhotes de tartarugas e tracajás. “Dependemos de maior estrutura para fiscalizar”, ele se queixa. Contrabandistas conhecem cada entrada e saída no Vale do Guaporé e capturam espécies adultas para vender a R$ 300,00 cada.

A estudante do quinto período de Biologia da Faculdade São Lucas em Porto Velho, Queitiane Johns Santiago não conhecia o projeto, mas participou de todas as etapas da soltura, a partir da remoção dos filhotes dos tanques de incubação para a voadeira, reidratação e soltura na rampa de areia. “Uma experiência única e que vale pelo aprendizado de todo o curso”, disse.

Segundo Zeca Lula  o aumento do percentual conservacionista é o maior indicativo do êxito do, embora ainda não seja possível afirmar que os rios da região estejam repovoados.

Ao primeiro barulho de motor da voadeira fogem pelas trilhas dos alagados. O ambientalista lamenta a ausência do poder público nas ações de controle ao desmatamento ilegal e abate de espécies, entre as quais, a tartaruga.

Empreendimentos fixados na região vendem a R$ 40, para turistas, a refeição preparada com carne de tartaruga.  O único órgão público que atua na região com estrutura de fiscalização, mas sem poder de polícia, é a Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron).

De acordo com Zeca Lula, isso resulta no avanço de pontos de desmatamento dentro da reserva extrativista e a instalação de empreendimentos irregulares, inclusive a construção de casas.

Quelônio chora na desova

O acordo de cooperação com a Bolívia, por meio do Parque Departamental do Departamento (Estado) do Beni, foi assinado em 2003, prevendo a cessão de guardas-parque, agentes comunitários e guarnições militares nas ações de controle e fiscalização dos rios e praias que servem de berçário para postura e eclosão dos ovos de tartarugas e tracajás.

Uma espécie de espetáculo que começa em outubro com o fenômeno da desova, seguido da eclosão dos ovos e nascimento dos filhotes, e devolução à natureza no mês de dezembro.

Até 2 mil tartarugas chegam a desovam numa só praia do Rio Guaporé e seus afluentes. A falta de espaço é por causa da ameaça dos contrabandistas. As espécies escolhem as praias com maior segurança para desovar. Chegam a “botar” entre 160 e 180 ovos, cada.

Grandes bancos de areia atraem visitantes e turistas. “As tartarugas permitem até ser tocadas; chegam a escorrer lágrimas do olhos de tanta dor durante o ato da desova”, explica Zeca Lula.

Em 15 anos foram soltos nos rios da região cerca de dez milhões de filhotes de tartarugas e tracajás. O projeto nasceu da necessidade de conscientizar a população local para não consumir carne e ovos de espécies ameaçadas de extinção, nem praticar caça predatória.

Ribeirinhos, maiores parceiros

O projeto “Quelônios do Guaporé” conquistou a confiança da população ribeirinha, integrada atualmente às coordenações locais de fiscalização e preservação das espécies. “Tudo indica que estamos apenas no caminho certo, pois outra meta é a geração de emprego e renda para os nativos”, diz o ambientalista.

Jorge Félix Calazans, 57 anos, é um dos 12 ribeirinhos contratados pela Ecovale para atuar como piloto de voadeira na fiscalização das praias. Por falta de recursos, a entidade foi obrigada a reduzir a folha de pagamento de 36 para os 12 atuais empregados.

Calazans garante que acompanha o trabalho da Ecovale desde 2003, quando a entidade assumiu a coordenação do projeto “Quelônios do Guaporé”, e diz gostar  muito do trabalho que realiza. Quando a reportagem perguntou o que é um dia triste para ele, a resposta foi objetiva: “quando se perde covas de ovos com a cheia do rio”.

Crocodilos atendem pelo nome

O jacaré-açu chamado Negão mora há 14 anos próximo ao tapete de algas aquáticas que circundam a pequena ilha onde foi construída a sede da Ecovale. Em poucos minutos, ele atende aos chamados de Zeca Lula.abdo

Outros dois crocodilos, Chicão e Felipão desfilam nas imediações do porto, num espetáculo diferente dos protagonistas ferozes de filmes que se tornaram recordes de bilheteria no mundo.

Chamam tanto a atenção dos visitantes que raramente alguém sai da Ecovale sem uma foto ou um vídeo dos três. Felipão, o menos dócil, fica agressivo com Negão e Chicão, quando algum visitante joga n’água iscas de carne.

Entregues por órgãos ambientais à Ecovale, as antas (tapir) Bernadão e Liza vêm se readaptando  à região e também se tornaram atrações. Saem pela manhã para a mata próxima e retornam no final do dia para dormir.abdo7

Bernardão, com três anos de idade chega a passear pela varanda da sede da entidade, e há pouco tempo ganhou a companhia de Liza, de um ano e seis meses de idade.

A Distribuidora Coimbra anunciou no dia 28 de dezembro de 2014 o aumento de 100% da quota de apoio. Segundo Zeca Lula, normalmente quando o empresário ou qualquer outro visitante visita a entidade e conhece mais o projeto, também adere à causa.

A Ecovale recebe ainda apoio da Noma do Brasil, fabricante de carrocerias para veículos; da Noma Motors, ambas de Maringá (noroeste do Estado do Paraná); do Centro Universitário Unicesumar e da Concessionária Mitsubishi de Veículos LF, em 2013. O Governo de Rondônia doou uma lancha voadeira para às atividades de fiscalização.

Por Abdoral Cardoso com fotos de Rosinaldo Machado e José Soares Neto / Decom-RO

Leia também > Soltura de filhotes de tartarugas, um “aulão” ecológico no Rio Guaporé, em Rondônia

Soltura de filhotes de tartarugas, um “aulão” ecológico no Rio Guaporé, em Rondônia

tartaTransformou-se num “aulão” de educação ambiental e consciência ecológica para crianças e adultos a devolução à natureza de mais um lote de 100 mil filhotes de tartarugas da Amazônia, domingo (28), no vilarejo boliviano Versalles, margem esquerda do Rio Guaporé na fronteira brasileira com a Bolívia.

Eram 9 h, quando os últimos dos 2,2 milhões de filhotes salvos da cheia do Rio Guaporé, ainda nos ninhos da praia da Tartaruguinha, dia 9 de dezembro de 2014, começaram a ser transportados das voadeiras para uma rampa de areia de onde mais tarde foram soltos e correrem em direção à água.

No barranco próximo à rampa já os aguardavam mais de dez crianças bem penteadas e vestidas ansiosas por manusearem e posarem para fotografias com exemplares das tartaruguinhas, ora para os aparelhos celulares dos pais, ora para as câmeras fotográficas semiprofissionais dos familiares.

Pareciam aprender ali a dura lição de que se nada mais for feito para ajudar entidades como a Associação Comunitária Quilombola e Ecológica Vale do Guaporé (Ecovale) elas poderão chegar à idade adulta com o registro de um quelônio apenas na memória. Filhos das 35 famílias que moram no vilarejo, as crianças permaneceram três  horas na rampa de soltura dos filhotes numa brincadeira de adultos para ajudar a proteger as tartaruguinhas do sol e reidratar.

A professora Lola Salvatierra coordena o projeto na localidade e se emocionou ao discursar antes da soltura. Disse da necessidade de os dois países darem maior atenção aos projetos e programas de preservação dos ecossistemas da Amazônia.

Apontou como uma das prioridades o projeto de manejo de quelônios, pois são espécies que não têm nacionalidade. “É dever de brasileiros e bolivianos protegê-los, pois são indispensáveis ao equilíbrio da cadeia alimentar e sobrevivência também das aves, répteis e peixes que habitam o chamado Santuário Ecológico Vale do Guaporé”, disse.

Segundo o presidente Ecovale, José Soares Neto, “Zeca Lula”, a praia da Tartaruguinha foi a única das oito onde eram monitoradas 38 mil covas de ovos de tartaruga na qual se alcançou algum êxito em 2014. A cheia atípica dos rios nessa época do ano inundou as praias e destruiu filhotes que haviam nascido, mas ainda estavam dentro dos ninhos.

O ambientalista conta que equipes da entidade formadas por brasileiros e bolivianos, e voluntários, inclusive empregados de fazendas liberados pelos proprietários para ajudar, promoveram um mutirão e conseguiram salvar 5 mil recém-nascidos numa das praias onde a expectativa de resgate era de 12 mil tartaruguinhas.

Fazendeiro “empresta” empregados

Paulo Carvalho foi o primeiro fazendeiro da região de São Francisco do Guaporé a dispensar os empregados da Estância Benagouro para participar do mutirão. Ele apoia o projeto desde o início. “Liberei os empregados pelos simples prazer de ajudar a salvar as ‘bichinhas’ que pertencem tanto aos brasileiros quanto aos bolivianos”, afirmou.

Após o resgate, as tartaruguinhas passam entre 30 e 40 dias em incubação nos tanques da (Ecovale). Na incubadora, os filhotes se fortalecem para fugir de predadores que dependem da mesma cadeia alimentar para sobrevivência, entre eles o jacaré, garça, gaivota, mergulhão, tuiuiú, piranha, tambaqui, pirapitinga, pirarara, surubim, traíra e outras espécies que se alimentam dos filhotes de tartarugas e tracajás.

Transformou num “aulão” de educação ambiental e consciência ecológica para crianças e também adultos a devolução à natureza de mais um lote de 100 mil filhotes de tartarugas da Amazônia, domingo (28), no vilarejo boliviano Versalles, margem esquerda do Rio Guaporé na fronteira brasileira com a Bolívia.

Eram 9 h, quando os últimos dos 2,2 milhões de filhotes salvos da cheia do Rio Guaporé, ainda nos ninhos da praia da Tartaruguinha, dia 9 de dezembro de 2014, começaram a ser transportados das voadeiras para uma rampa de areia de onde mais tarde foram soltos e correrem em direção à água.

No barranco próximo à rampa já os aguardavam mais de dez crianças bem penteadas e vestidas ansiosas por manusearem e posarem para fotografias com exemplares das tartaruguinhas, ora para os aparelhos celulares dos pais, ora para as câmeras fotográficas semiprofissionais dos familiares.

Pareciam aprender ali a dura lição de que se nada mais for feito para ajudar entidades como a Associação Comunitária Quilombola e Ecológica Vale do Guaporé (Ecovale) elas poderão chegar à idade adulta com o registro de um quelônio apenas na memória. Filhos das 35 famílias que moram no vilarejo, as crianças permaneceram três  horas na rampa de soltura dos filhotes numa brincadeira de adultos para ajudar a proteger as tartaruguinhas do sol e reidratar.

A professora Lola Salvatierra coordena o projeto na localidade e se emocionou ao discursar antes da soltura. Disse da necessidade de os dois países darem maior atenção aos projetos e programas de preservação dos ecossistemas da Amazônia.

Apontou como uma das prioridades o projeto de manejo de quelônios, pois são espécies que não têm nacionalidade. “É dever de brasileiros e bolivianos protegê-los, pois são indispensáveis ao equilíbrio da cadeia alimentar e sobrevivência também das aves, répteis e peixes que habitam o chamado Santuário Ecológico Vale do Guaporé”, disse.

Segundo o presidente Ecovale, José Soares Neto, “Zeca Lula”, a praia da Tartaruguinha foi a única das oito onde eram monitoradas 38 mil covas de ovos de tartaruga na qual se alcançou algum êxito em 2014. A cheia atípica dos rios nessa época do ano inundou as praias e destruiu filhotes que haviam nascido, mas ainda estavam dentro dos ninhos.

O ambientalista conta que equipes da entidade formadas por brasileiros e bolivianos, e voluntários, inclusive empregados de fazendas liberados pelos proprietários para ajudar, promoveram um mutirão e conseguiram salvar 5 mil recém-nascidos numa das praias onde a expectativa de resgate era de 12 mil tartaruguinhas.

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Por Abdoral Cardoso com fotos de Rosinaldo Machado e José Soares Neto / Decom /RO

Leia Também > Preservação cresce, mas contrabando ameaça tartarugas na fronteira de Rondônia com a Bolívia

Ramón de Baños , o verdadeiro pioneiro do cinema na Amazônia

Ramón de BanosRamon de Baños. Um dos pioneiros do cinema na Amazônia e um dos personagens principais deste filme. Ramon viveu em Belém entre 1911 e 1913 e foi o primeiro cineasta a produzir, filmar, montar e exibir filmes em Belém. Junto com Joaquin Llopis, o primeiro empresário de cinema de Belém, dono do Cine Ódeon no Largo de Nazaré, fundou a primeira produtora da cidade chamada Pará Films, e juntos produziram importantes filmes da história do cinema regional, como “Desembarque do Eminente Dr. Lauro Sodré”, “Os Sucessos de Agosto”, “Dia de Finados em Santa Isabel”, “O Círio de 1911”, entre muitos outros. A produção foi  até Barcelona, sua terra natal, para desvendar os caminhos que o trouxeram a Belém e saber um pouco mais de sua história.

Mais de 10 anos de pesquisa, inúmeras viagens e visitas a museus, filmotecas, bibliotecas e acervos públicos e privados, e um incansável trabalho de filmagens e entrevistas, Olhos d´Água  é um filme que conta a história do pré-cinema no Brasil, em especial na Amazônia, e tendo a cidade de Belém como protagonista dessa história. O filme “Olhos d´Água – Da Lanterna Mágica ao Cinematographo” busca as origens do pré-cinema brasileiro através dos ambulantes que “fizeram as américas”, e aqui chegaram por um dos portos mais importantes do mundo à época, fazendo história na efervescente e agitada capital paraense. O filme faz um panorama sobre a Belém do século XIX e início do século XX, e seu papel de vanguarda no cenário cultural mundial.  A conferir no filme de Eduardo Souza , que proclama ser Ramon de Baños o verdadeiro pioneiro do cinema na Amazônia.

Túnel do Tempo : EFMM, em 2012

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Tunel do Tempo : Monumento aos Migrantes, em Porto Velho 1992

MONUMENTO AO MIGRANTE - TREVO DO ROQUE1 MONUMENTO AO MIGRANTE-DETALHE MONUMENTO AO MIGRANTE - TREVO DO ROQUE2

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Nilson Santos lança Seringueiros da Amazônia : Sobreviventes da Fartura, no próximo dia 11 de dezembro

Convite Nilson

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“A experiência essencial que Nilson Santos nos convida a empreen­der neste livro não é mais um momento acadêmico, mas uma “expe­riência interior”. Isso quer dizer que não saímos iguais depois dessa experiência. Os seringueiros de Nilson latejam da mais pura vida. Eles sentem e lutam e reivindicam não como con­ceitos ou fragmentos de discursos montados pelo pesquisador, mas enquanto plenitudes essenciais. Livro raro não apenas para quem quer conhecer de perto a vida nos seringais da Amazônia, mas um acontecimento para todos que desejam enfrentar o outro na dimensão do outro, sem a perigosa fantasia que produz um outro escalpelado e domado.”
Alberto Lins Caldas (prefácio)

“O seringal é o cerne – mas Nilson insiste em que não se trata de uma imagem abstrata, simplificada. Seu conjunto forma a vida no seringal, com traços em comum, porém com múltiplos atores e facetas; cada destino per­faz um sentido único, alarga a compreensão de um Brasil ignoto.”
Betty Mindlin (apresentação)

“O livro que se tem a mão é forte por retraçar his­tórias pessoais, narrativas de grupo no encalço do respeito, tudo sem desmentir os fundamentos de uma necessária história pública, expressão em um tipo de narrativa eficiente e moderna que, a um tempo alarga o conhecimento e o põe a mostra como formuladora de políticas cidadãs.”
José Carlos Sebe Bom Meihy (introdução)

Parabéns, Porto Velho !

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Bolívar Marcelino, poeta já falecido, gentilmente cedeu à época, nos anos 90, sua poesia “Porto Velho Antiga” , com a qual inicio um vídeodocumentário chamado “Porto Velho, Cidade do Sol” . Considero um dos maiores hinos de amor à essa terra, a qual homenageio nesta data, reproduzindo a sua bela poesia…

Porto Velho da minha infância e da minha adolescência, das barrancas do rio, do velho trapiche do Aripuanã… do ponto inicial da Madeira-Mamoré.

– Debruço-me no teu passado e vejo na retina dos meus olhos: A favela, A Rua-da-Palha, A Ladeira do João-barril, o velho coqueiro solitário da Baixa da União E me perco em memórias e recordações…

Porto Velho das reuniões do Bar-Central, da velha ponte Guapindaia, do Parque Municipal, do “buraco” do Aníbal e do Chico do “buraco”; das velhas casas de madeira dos ingleses, Casa Seis, Três, Hotel-Brasil, do Paraíso e do Clube Internacional.

Porto Velho do Igarapé-Grande, de águas brancas, cristalinas, murmurejantes… do Beco do Mijo, da Ponte do Suspiro, da Vila Confusão.

Porto Velho cosmopolita, de espanhóis, portugueses, ingleses, barbadianos, nordestinos, colonizadores.

Porto Velho do Pedro do Rádio, do Macedo telegrafista, do professor Carlos Costa, do Buttioni, do Aluízio, como dizia o Getúlio,

Porto Velho das figuras populares: Zé Quirino e Tainha da política apaixonada: cutuba e pele-curta,

Porto Velho dos diminutivos: Ferreirinha, Oliveirinha, Teixeirinha, Freitinhas…

Porto Velho do “gabarito” da Fifi Lorotoff, do Nuno IV, do João do Vale,

Porto Velho do “footing” da Praça Rondon, de mil lembranças que trago dentro do peito, na minha saudade; berço de minhas filhas, dos meus filhos, de minhas ilusões.

Porto Velho que dia a dia cresce a retorcer-se num canto do meu coração…

Parabéns, Sinaira !

Miss RO

foto: Divulgação Miss Brasil 2014

Prainha do Arroto, no Rio Madeira

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A Veraneio da fé…

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História de Rondônia

Essa teleaula produzida por Beto Bertagna é resultado de um projeto pioneiro, o de levar à rede pública de ensino um pouco da história de Rondônia, de forma didática e interativa. A ocupação do Vale do Guaporé e a construção do Forte Príncipe da Beira, são marcos da nossa história. Uma obra da engenharia militar portuguesa no Brasil Colonial que nos remete às nossas origens, à nossa identidade. Esse trabalho foi feito com muita ousadia, pois à época os recursos para produzi-lo eram bem precários, perto do que dispomos hoje. Foram quase oito horas ininterruptas de gravação, sem TP, vários dias de edição, mas sobretudo meses de intensa pesquisa. O vídeo que foi apresentado nas escolas está disponível no youtube e já tem mais de 36 mil visualizações. Uma rica fonte de consulta, única e por isso mesmo, pioneira.

Luciana Oliveira

Foi um prazer gravar com a Luciana, jornalista e apresentadora de primeira, possuidora de uma capacidade incrível de guardar textos na memória. A idéia era continuar a série, apresentando mais detalhadamente o Real Forte Príncipe da Beira e a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em outros módulos. Infelizmente o projeto não seguiu avante por falta de patrocinadores. Mas segue firme o nosso orgulho de fazer coisas boas para Rondônia. Os arquivos digitais, pesquisas, filmes e originais estão guardados. E quem sabe um dia não role a segunda tele-aula.

Beto Bertagna

betobertagna@yahoo.com.br
https://www.facebook.com/beto.bertagna
https://twitter.com/betobertagna

Deu no G1: 70 % da água tratada de Porto Velho é desperdiçada

O site G1 informou que cerca de 70 % da água tratada de Porto Velho é desperdiçada. Nesta estatística triste só Macapá ganha da capital rondoniense. O ranking foi divulgado pelo Instituto Trata Brasil que pesquisou as 100 maiores cidades brasileiras. Os dados do estudo são do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), do Ministério das Cidades. 

ideram o ranking do saneamento básico das 100 maiores cidades do país Franca (SP), Maringá (PR), Limeira (SP), Santos (SP) e Jundiaí (SP). A maioria das cidades que estão nos 20 primeiros lugares no ranking já universalizaram o abastecimento de água, a coleta e o tratamento de esgoto.

No outro extremo estão Porto Velho (RO), Ananindeua (PA), Jaboatão dos Guararapes (PE), Belém (PA) e Macapá (AP), com os piores resultados.

Veja aqui a matéria completa no site G1

Lembrando…

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Em 2011 estava assim.

Tambaqui de 32 quilos é pescado em Humaitá/AM

O peixe de mais de 32 quilos foi vendido por Assunção Pescador, o autor da proeza, pela bagatela de R$ 480,00 (cerca de R$ 15 o quilo). Na região , antigamente era comum a captura desta espécie com até 40 quilos. Hoje, é um feito raro. Humaitá é uma cidade no sul do Amazonas. É banhada pelo rio Madeira e tem cerca de 45.000 habitantes.

via Jornal de Humaitá

Bolívia amplia voos para o Brasil. Porto Velho e Rio Branco ficam para 2015

A partir do final deste mês, os turistas bolivianos terão mais uma opção para viajar ao Brasil. A Amaszonas Línea Aérea está inaugurando dois voos diretos saindo de Santa Cruz de La Sierra com destino à Campo Grande (MS) e Cuiabá (MT), cidade-sede da Copa. 

Os aeroportos brasileiros nunca receberam tantos passageiros quanto em 2013, de acordo com levantamento feito pelo Ministério do Turismo. Foram cerca de 89 milhões desembarcando de voos domésticos e 9,4 milhões descendo no país a partir de voos internacionais em 2013, os maiores números desde o início da medição. 

As aeronaves da Amaszonas Línea Aérea  são cinco Bombardier CRJ200 , ( capacidade para 50 passageiros ) que farão três voos semanais para cada destino: terças, quintas e domingos para Cuiabá; e segundas, quartas e sextas para Campo Grande, a partir de 22 de maio.

Segundo o gerente da empresa no Brasil, Dardo Gómez, a previsão é que ainda este ano sejam lançados mais dois voos, com destino à Brasília e Foz do Iguaçu. “Nossa expectativa é ampliarmos nossa oferta, até março de 2015, para Porto Velho, Rio Branco, Manaus, Rio de Janeiro, Florianópolis e Porto Alegre”. 

Parabéns , Guajará-Mirim ! Aos 85, esta cidade é 10 !

Estação final da centenária Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, momentaneamente tomada pelas águas.

Pérola do Mamoré, parabéns pelo seu aniversário.

Um abraço em todo(a) guajaramirense que ama, de fato, esta terra ! Leia mais sobre Guajará-Mirim aqui .

Conversa com o Rio Madeira : Ê Rio Madeira, se puder, faz assim não nego véio!

Por Altair Santos (Tatá)

“De um beradeiro sobre a força das águas que não toleram burrices, alagam cidades e vilas, devastando hipócritas e afogando hipocrisias.”

Exímio no caniço e na tarrafa, conhecedor das correntezas e das tantas cheias e vazantes do Madeira, hábil na canoa e no remo, experimentado ao sazonal levantar e descer o assoalho da casa e esperto na retirada, no êxodo pra terra firme, o caboclo, ao lume da intrigante estranheza do seu velho conhecido, o Rio Madeira, num certo entardecer nublado de época chuvosa, depois de singrar o inquieto leito, resolveu, ao seu modo, quiçá em oração ou mera prosa, se pôs a conversar, ter com as águas numa intimidade só deles. O semblante impávido denunciava o espanto e a dúvida de quem, atônito, debulhava o seu rosário de indagações, assim:

Ó Rio Madeira, meu amigo véio de todas as épocas, porque tu ta assim, tão ligeiro, apressado, tão brabo? Diz aí homi, vai! O que te fizeram lá pra cima, nas cabeceiras, pra que agora tu venha assim em nossa direção tão enfurecido e danado? Há muito os que jogavam mercúrio já se foram. Deles, exceto as marcas, quase nem lembramos! Porque tuas águas, mãe nossa e berço dos cardumes, agora, agora estão vorazes e engolem barrancos, tragam plantações, invadem casas com furor insano, como nunca visto? Sabe meu Rio Madeira, já andamos nas tuas tantas praias de águas rasas e vivemos contigo nas muitas e grandes cheias sem nunca te maldizermos ou reclamar.

Sempre estiveste ali, há muitos ou poucos metros do barranco e até acima dele, vieste até os nossos assoalhos de “tauba”, paxiúba ou chão batido, fizemos malabarismo, nos dependuramos junto com a patroa, os curumins e até os bichos de estimação. Demos o nosso jeito, mas estávamos ali, juntos! Fomos cúmplices e compreensivos, generosos e mútuos no dar e receber. Em ti banhamos a nós e nossos filhos e até nadamos em molecagens e travessuras. Em condições naturais és nossa fonte de vida e subsistência, caminho, passarela do ir e vir. E assim, sempre te dispensamos cuidado, carinho, admiração, amor e respeito, sempre! Agora apressado e mais eufórico como nunca dantes visto, já não sobra tempo para a prosa e tu corre e te balança todo nas tuas novas tarefas, enquanto eu remo pra escapar de ti, justo fugindo de quem sempre me acolheu e tudo me deu. Uma noite dessas, daqui da janela, te vendo assim, todo barulhento e “aguniado”, quase jogo em ti um bule de chá de cidreira, só pra ver se te acalmava! Hum, quase mermo!

Nesse disse me disse todo, falam muito e misturam tudo, confundem nossas já atrapalhadas mentes ao dizerem que essas gigantescas novidades trazidas com o acelerado desenvolvimento te “intopem” nas tais represas te fazendo transbordar o leito e alagar tudo. Por aqui, além das tuas muitas águas, com as quais aprendemos e sabemos conviver, atracam uns tantos alardeadores de desgraças, desfeitores dos nossos saberes e desdizentes dos nossos hereditários costumes e modus!

Esses transeuntes do asfalto que por aqui atracam, são os patrocinadores da tua fúria. Eles se achegam arregalados, amedrontados e atordoados, esbaforidos e apressados, tentando remediar seus mea-culpa! Engraçado, criam monstrengos e depois vivem pesadelos diurnos se assombrando com suas próprias invencionices. Se não entendem, sequer, de cidade com asfalto, muros e calçadas não é sobre pé de macaxeira e nem de tipiti, nem de cambito e, muito menos de rio e de ribeirinhos que vão entender tão cedo!

Responde pra mim, meu Rio Madeira: é verdade que lá na cidade tu já corres nas ruas, por onde andavam os carros? E “ulha já”, dizem que já lambes mais que os pés da capital e que tão com medo de ti porque tu ta desenfreado, sem eira nem beira, e não respeita placas e sinais luminosos, isso é verdade? Como os nossos conterrâneos que saíram daqui, levados pra lugares na improvisada vida urbana estão se atando?

Parece que pra longe tangeram teus botos e mandis. Tuas gaivotas foram espantadas e sabe-se lá por que céus cantam e revoam. Chegam por aqui missivas de que os filhos da beira do trilho debandaram lá pra cidade alta e parecem, cada vez mais, distantes e órfãos dos silvos daquela locomotiva, é verdade? Soube que uns subiram o morro do Triângulo e se vêem praticamente ilhados com tuas águas cercando o Areal e Ramal São Domingos, outros se agasalharam nos longes doutros bairros, isso também é do vera?

Os teus prévios sinais, lentamente enviados, foram um a um desprezados e já não valem mais. Ignoraram tua força, pagaram pra ver a tua resposta na régua do centímetro por centímetro e agora, numa infrutífera discussão de jogo de culpa, se afogam de lero-leros e nadam perdidos nas tuas revoltosas, abundantes e incontroláveis águas. Nessa bagaceira diluviana, nos atingem indefesos, mas nesse chororô e tremor do frio alagadiço, não somos nós os errantes, nem os únicos aperreados! Então, que se virem pra saber se o degelo das cordilheiras e as fortes águas do Beni e do Madre de Diós, se turbinas em movimento ou acúmulos de represamento e seus feitos de jusante derramados na bacia da incompetência, do atraso e descaso governista, de parte a parte, nos darão como sobras, ao menos, sermos chamados e tratados como gente!

Os “maluvidos” de toda ordem, os sabedores tudo e entendedores do nada a ver, vomitam a todo o instante seus prognósticos sobre mais cheia ou vazante, como fosse isso uma loteria e a vida, a saúde, o bem-estar, a história e a cultura do nosso povo, um objeto a ser bolinado em aposta. Ó meu rio madeira, desafiaram a tua juventude e força de rio em formação. Ficaram no “vai não vai” e sequer foram prévios na orientação e acudimento de famílias.

Mais que os socorros, nos devem e queremos o respeito da verdade na fala direta, na informação e orientação precisas. Jogaram fora a ciência herdada e aprendida com a natureza e os seus sinais e nos empurram temporais e maquinários que afugentam peixes e humanos. Não fomos talhados e forjados na esquisitice da mediocridade e da “enganocracia desumana”, perversa. Os caras-de-pau e hipócritas de todas as horas, ordens e tez, tem, na trágica sacanagem aqüífera, um cheio prato para os seus apelos de escrotas bondades e bandidos aproveitamentos.

Ademais resta uma discussão pra mais de metro sobre essa parte da Amazônia cabocla, onde alguns locais viraram Veneza às avessas e expelem agonia e incerteza, numa dantesca e desproporcional e feia cena. Após a baixa das águas, os desatentos e incrédulos da demora terão de migar e mascar o ensopado e insosso tabaco da re-organização habitacional, educacional, de saúde, de agricultura… num charco em forma de clamor social e que cobrará resposta convincente ao abalado e sentido peito cidadão.

O contexto das inobservâncias e os pelotões das ações de provimento aos danos e reparações sociais nem de longe foram diligentes e precisos na antecipação da defesa de gaivotas, mandis, botos e gente! Resta remediar o mal maior e se agarrar na fé e na esperança futura de que isso aqui, ao curso dos anos e das águas não se torne uma Atlântida karipuna.

tatadeportovelho@gmail.com

Site acreano AC24HORAS publica vídeo no YouTube sobre a cheia do rio Madeira

O vídeo do site AC24HORAS foi publicado na conta do YouTube de Willamis França e ilustra muito bem o que está acontecendo na região de abrangência do Rio Madeira. O endereço do vídeo é http://www.youtube.com/watch?v=GksEPcK97zw

Mais perigo no rio Madeira : Riberalta, na Bolívia, está sob “alerta bacteriológico”

fonte : El Deber

Após o transbordamento de 7 lagoas de oxidação do sistema de tratamento de esgotos  a cidade boliviana de Riberalta, distante 93 km de Guayaramerin, na fronteira com Rondônia e o Brasil , decretou estado de “alerta bacteriológico”.

“É uma tragédia de saúde pública – disse uma autoridade boliviana ao jornal El Deber. “Há uma série de riscos bacteriológicos. As águas servidas e ex-potáveis estão misturadas. Os peixes estão dividindo espaço com parasitas altamente infecciosos.”

Riberalta é uma importante cidade industrial da Bolívia, localizada no departamento de Beni. Com cerca de 80.000 habitantes é a segunda cidade com maior população do departamento de El Beni, depois de Trinidad. Está localizada na confluência dos rios Beni e Madre de Díos.

O rio Beni, por sua vez, junto com o Mamoré é um dos formadores do Rio Madeira.

com El Deber

As águas do Madeira…

Fotos de Luiz Brito –  13/2/2014

O Acre na Marques de Sapucaí

Junior Schall membro da Comissão de Carnaval,, Wilsinho Alves, Presidente da Escola e o governador Tião Viana – Foto: Divulgação

“A parceria não envolve aporte financeiro por parte do governo acreano, mas um reconhecimento pelas ações da Unidos de Vila Isabel no âmbito sustentável desde a preparação para o desfile de 2013.”

Confesso que não entendi o que isto acima quer dizer. Não vai ter grana no meio ? É uma parceria “Caracu” ?

“Além disso, a Azul e Branco do bairro de Noel levará para a Avenida em 2014 o enredo ”Retratos de um Brasil plural”, que apresentará importante citação ao ativista ambiental e líder seringueiro Chico Mendes.”

fonte :  Galeria do Samba

Corpo de Zezinho Maranhão será velado a partir de 19h na sede do Santo Daime (via Amazônia da Gente)

O cantor e compositor Zezinho Maranhão foi brutalmente assassinado na manhã deste sábado, na casa da família, no bairro Santa Bárbara, centro de Porto Velho. Ele dormia quando, por volta de 7h, uma mulher de 25 anos, sobrinha da ex-esposa do artista e moradora antiga da rua onde ambos viviam, entrou na casa pela porta da frente, que estava aberta, e chegou no quarto por um pequeno corredor. Ela deu três facadas, na boca, coração e peito. O irmão de Zezinho, professor Chiquinho, que estava trabalhando no quintal da casa, ouviu os gritos de socorro e quando chegou no quarto teve que lutar para tirar a assassina da cama. Zezinho ainda agonizava quando foi levado para o hospital, mas não resistiu. O velório será feito no Centro do Santo Daime, na avenida Rogério Weber, nº 663, próximo ao 5º BEC.

A assassina de Zezinho Maranhão foi presa e advogados amigos da família estão se mobilizando para acompanhar o inquérito do crime. Moradores da rua informam que a assassina era usuária de droga e tinha uma vida “problemática”. Na noite anterior, ela já teria comentado em uma roda de pessoas, que estava disposta a matar alguém.

Com 55 anos, Zezinho deixou três filhos e uma imensa saudades no meio artístico, onde era conhecido como uma pessoa voltada para o lado bonito da vida. “Era uma pessoa do bem, incapaz de fazer uma maldade”, afirma o músico Júlio Yriante.

Leia Também > Emoção e saudades no adeus a Zézinho Maranhão em cerimônia do Santo Daime

via Amazônia da Gente

Cena rondoniense

tama

Simulado de desastres naturais irá treinar 300 pessoas em Porto Velho

Os moradores de Porto Velho (RO) serão treinados para agir em situação de emergência. A Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec), do Ministério da Integração Nacional, organiza a ação em parceria com a Defesa Civil Estadual e Municipal, por meio do simulado de preparação de desastres naturais, que acontece neste sábado (23), no bairro Triângulo. 

Durante o treinamento, será emitido um alerta de inundação pela coordenadoria municipal de Defesa Civil de Porto Velho (Comdec) ao Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad) e à Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec). Em seguida, a liderança comunitária do local atingido receberá o aviso.

 Oficinas

Entre terça e sexta-feira desta semana (19 a 22), a Secretaria Nacional de Defesa Civil realizou também, em Porto Velho, oficinas de preparação para Desastres, em parceria com a Defesa Civil Estadual e Municipal. O objetivo foi capacitar cerca de 40 técnicos e gestores para trabalhar na comunidade residente em áreas de risco e atuar preventivamente em situação de desastre, consolidando procedimentos e conteúdos para a criação de um sistema permanente de monitoramento.

A oficina foi realizada em duas etapas. A primeira de conteúdo teórico, com duração de 32 horas/aula e a segunda parte do curso com a aplicação dos conteúdos na prática, por meio da realização do exercício simulado de preparação para desastres.

8ª Mostra Cinema e Direitos Humanos acontece entre os dias 30 de novembro e 5 de dezembro, em Porto Velho

O que vemos e o que nos olha quando a condição humana irrompe em imagens na sala escura? Como reinventar a vida e afirmar uma ética da existência na temperatura do encontro da política com a arte? A 8ª edição da Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul, realizada pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, em parceria com o Ministério da Cultura, alinha imaginação e pensamento na projeção de 38 filmes por todo o território nacional, entre os dias 26 de novembro e 22 de dezembro de 2013.

São curtas, médias e longas-metragens em formato digital que circulam, alternadamente, pelas 27 capitais brasileiras e interior do País, alcançando mais de 600 pontos extras de exibição através de cineclubes, pontos de cultura, institutos federais de educação profissional, científica e tecnológica, universidades, museus, bibliotecas, sindicatos, associações de bairros, telecentros, entre outros. Em cada cidade, a programação se estende por seis dias, totalmente aberta ao público.

Em sua oitava edição, a Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul se desdobra em Mostra Competitiva; retrospectiva em homenagem ao cineasta Vladimir Carvalho e Mostra de Realizadores Indígenas. E as plateias é que elegem os melhores filmes, através de uma votação livre a cada final de sessão. Iniciada em dezembro de 2006, em alusão ao aniversário da Declaração dos Direitos Humanos,

– Mostra Competitiva de longas, médias e curtas

Mais de 150 inscrições. Pelo crivo da curadoria da Mostra Competitiva, formada pelo cineasta e curador das edições anteriores, Francisco Cesar Filho, além de um coletivo de estudantes da UFF, passaram 24 filmes de diferentes países da América do Sul, sendo 13 longas, 07 médias e 04 curtas. Os filmes selecionados abordam livre e criativamente diversos temas relacionados aos Direitos Humanos, como inclusão das pessoas com deficiência, diversidade sexual, direito à memória e à verdade, população de rua, preconceito racial, direito ao trabalho digno, entre outros, sempre primando pela qualidade cinematográfica. Com um foco em comum: o fortalecimento da educação e a da cultura em Direitos Humanos, o respeito às diversidades, o exercício da cidadania, o compartilhamento da responsabilidade social e o agenciamento coletivo de forças afirmativas da dignidade humana. Unindo originalidade estética e apuro técnico, a Mostra conduz assim o debate crítico, político e transversal que o tema enseja.

– Mostra Homenagem – Vladimir Carvalho

Nascido em Itabaiana, na Paraíba, e radicado em Brasília, Vladimir Carvalho fez do cinema uma forma de pensar e intervir no mundo. Nos últimos 50 anos, dirigiu filmes sempre implicados com os destinos do país e de seu povo. Como poucos, Vladimir fez do documentário um ato político e frequentemente poético. Nesta homenagem, cinco de seus mais de 20 filmes serão apresentados: Conterrâneos Velhos de Guerra (1991); Brasília Segundo Feldman (1979); O País de São Saruê (1971); Barra 68 – Sem Perder a Ternura (2001); O Evangelho Segundo Teotônio (1984).

– Mostra Cinema Indígena

Nos últimos anos, a produção imagética realizada por cineastas indígenas cresceu no país, marcada por abordagens estéticas e políticas. O cinema desses realizadores contribui para o fortalecimento das lutas pelos Direitos Humanos dos indígenas. Os quatro filmes escolhidos pela curadoria para a 8ª MCDH na América do Sul são exemplares contundentes da renovação de sua luta política a partir da apropriação da tecnologia por diversas etnias que constituem os povos indígenas no Brasil.

Além dos filmes constituintes de cada categoria, serão exibidos títulos convidados, compondo o Programa Especial, como é o caso do documentário produzido pela SDH -Paredes invisíveis: Hanseníase Região Norte – e dos filmes produzidos pela ONU: Os Descendentes do Jaguar, Transformer: AK, Colombia: Wayuu “Gold” e Argentina: Dreaming of a Clean River.

SERVIÇO:

8ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul
data: de 30 de novembro a 05 de dezembro
Local: Porto Velho (RO) Cine SESC Rondônia
Av. Pres. Dutra, 4175 – Pedrinhas – Porto Velho (69) 3229-5882 – ramal 238 e 239 Programação completa: www.sdh.gov.br/mostracinemaedireitoshumanos — com Michele Dos Santos Saraiva.

Começa o 11º Festcineamazônia edição 2013

Por Ismael Machado/Foto: Gabriel Ivam

Teatro lotado, discursos emocionados e a chuva amazônica. A noite de abertura do Festcineamazônia edição 2013, teve todos os ingredientes necessários para ficar na memória. Mais maduro, o festival se tornou uma das principais ferramentas de divulgação positiva do Estado de Rondônia para o Brasil e o mundo.

Na primeira noite, com apresentação da atriz Cristina Lago, artista que abraçou Rondônia como ponto de partida, Fernanda Kopanakis e Jurandir Costa, organizadores do Festcineamazônia, lembraram a trajetória dos 11 anos do festival. Num tom emocionado, enfatizaram as dificuldades de percurso e as vitórias alcançadas até então. Foram aplaudidos intensamente por todo o Teatro Banzeiros.

Era a estreia de Cristina Lago como mestre de cerimônia do festival. Nos dois últimos anos o ator Gero Camilo apresentou as noites do Festcineamazônia. A atriz lembrou ter sido premiada na edição 2012 do festival.

Se houve espaço para a emoção e para celebração,a primeira noite do festival também reservou lugar para a denúncia, a tomada de consciência ambiental, uma das missões do Festcineamazônia. O filme convidado exibido, ‘Democracy’, mostra ângulos diferentes de projetos hidrelétricos em países distantes como Brasil e Turquia, mas trazendo as mesmas características. Impactos ambientais superiores aos benefícios e a voz do capital falando mais alto.

A música se fez presente com o show da cantora Simone Guimarâes, que surpreendeu os que não a conheciam ainda e empolgou os que vem acompanhando as mais de duas décadas de carreira da cantora.
A mostra competitiva inicia a partir desta quarta-feira, com exibições de filmes à tarde e à noite.

Veja aqui a Programação Completa

Diz a lenda – Linha divisória

tremPor Beto Ramos

Eu te amo Porto Velho…
Meu Dengo.
Porto, velho porto recordações…
Na moldura a ferrovia…
O instrumento a poesia.
Da Candelária eu vi o trem passar.
Você precisa ver para saber como é que andava o trem na Madeira Mamoré.
Cuidado que nas esquinas do tempo tem a nossa história.
Sou caboclo, beiradeiro, filho deste chão
Porto Velho é meu orgulho
Minha paixão…
Assim como o Asfaltão…
Olha menino eu sou moleque atrevido sou pior que bandido
Eu me criei no areal…
No Eldorado uma estrela brilha
Em meio à natureza, imortal:
Porto Velho, cidade e município,
Orgulho da Amazônia ocidental…

Eu te amo Porto Velho…
E tenho orgulho da minha canela tuíra.
Por ti Porto Velho do meu coração, eu jamais poderia virar as costas pra nossa história.
Como diz o amo lá do Tracoá…
Vamos colocar numa mesa tudo quanto é tipo de peixe… Se o caboco não conhecer pelo menos três, volta pro rabo da fila.
Eu te amo Porto Velho.
E choro por ti quando te vejo dilapidada por oportunistas de plantão.
Tu não deverias ser amante de ninguém…
Deverias sim ser o amor primeiro e derradeiro de muita gente que diz te carregar no coração, mas que adora ver o teu nome no chão.
Porto Velho cresceu do Madeira pra lá…
E não de lá pra cá.
Tem meia dúzia por aí que merecia ser convidado para uma conversa a umbigo de boi.
Mas eu te amo Porto Velho…
E se alguns, ainda imaginam que existe a LINHA DIVISÓRIA, vão ser atropelados pelo trem da história da cultura beradera.

Diz a lenda

arte-oficial---sem-corte

Franciney em Grandes Mestres e a Amazônia na Casa de Cultura Ivan Marrocos, em Porto Velho

imDesabrocha, entre nós, um artista. FRANCINEY, senhor de uma técnica riquíssima.
Sua excelente pintura resulta de sua sensibilidade. FRANCINEY começou sua trajetória nos anos 80, quando foi convidado a pintar a Catedral de Santa Clara, em Santarém. A partir desse trabalho não parou mais, sempre se aperfeiçoando, aprendendo, estudando.
A princípio, autodidata. Um predestinado, em sua essência. Nessa exposição, FRANCINEY faz uma homenagem a grandes mestres da pintura como: Salvador Dalí, Leonardo da Vinci, Van Gogh, Frida Khalo, Tarsila do Amaral e Anita Malfati em uma viagem imaginária pela Amazônia. Na releitura de importantes obras, Franciney coloca sua visão e sua alma transborda amor pela Amazônia, pelo Brasil e pelos já citados Mestres. Usando acrílica sobre tela, FRANCINEY prepara, há meses, com muita dedicação, essas telas de grandes dimensões, com refinamento, talento e técnica. Você não pode perder a oportunidade de ver traços do consagrado nesse fértil espaço amazônico.
Esse florescer está acontecendo aqui nessa terra pujante, farta de beleza natural e de Arte.
Um imenso prazer será viajar e sonhar com FRANCINEY em: Grandes Mestres & A Amazônia.

Angella Schilling
curadora

Cena urbana em Porto Velho

cena-urbana

foto : Zane Santos

Arte Pará divulga selecionados para sua 32ª edição : Gabriel Ivan representa Rondônia

foto: reprodução Facebook

foto: reprodução Facebook

Foram inscritos 600 artistas de todo o País e 25 tiveram suas obras selecionadas para o Salão que será aberto no dia 10 de outubro. Vinte e cinco artistas de todo o País foram selecionados para o 32º Salão Arte Pará, dentre eles Gabriel Ivan Soeiro Bicho, representando Porto Velho – RO.

O júri foi formado por cinco profissionais ligados à arte e cultura nacional :  a historiadora Janaína Melo, do Museu de Arte do Rio de Janeiro; a curadora Cristiana Tejo, do Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães – de Recife, o curador geral da mostra, Paulo Herkenhoff, a professora Marisa Mokarzel e a fotógrafa Walda Marques julgaram os trabalhos inscritos para esta edição.

As mostras desta edição acontecerão no Museu do Estado do Pará, Museu de Arte Sacra-Galeria Fidanza, Museu Paraense Emílio Goeldi – Rocinha e Casa das Onze Janelas.

Trata-se da maior mostra de arte contemporânea produzida na Amazônia e, nesta edição, cada artista selecionado receberá R$ 1.500 para a produção das obras e traslado para Belém. A curadoria geral é do crítico de arte Paulo Herkenhoff e se dá a partir dos artistas convidados e selecionados. O Salão Arte Pará 2013 tem como artistas convidados Federico Herrero, Arthur Omar, Pablo Lobato, Otoni Mesquita, Jonathas Andrade e Thiago Martins. O artista paraense Alexandre Sequeira é convidado homenageado e terá uma publicação sobre sua trajetória artística, além da exposição de seus trabalhos no Arte Pará.

Premiação – O Primeiro Grande Prêmio receberá R$ 25.000,00; O Segundo, R$ 7.500,00; e o Terceiro R$ 7.500,00. A premiação e divulgação das obras premiadas acontecerão no dia 09 de outubro, véspera da abertura do Arte Pará, quando a exposição já estiver montada, assim o júri verá toda a potencialidade do trabalho do artista no espaço expositivo.

Conheça melhor Gabriel Ivan > “Fases e Frases” – Colocando Gabriel Ivan em saia justa

Durante 15 dias , Festcineamazônia Itinerante percorreu 13 comunidades brasileiras e bolivianas

cine“Estou esperando o calor tropical que ainda não veio”. Em tom de brincadeira o escritor português José Luís Peixoto reclamava da baixa temperatura de frios cortantes na cidade boliviana de Guayaramerin. Com menos de 15 graus centígrados, a friagem pegou toda a equipe do Festcineamazonia de surpresa. O receio que poucas pessoas arriscassem sair de casa para assistir à programação era real, mas mostrou-se infundado. A Praça do Cavalo, no centro da cidade, lotou. Era apenas a segunda noite da itinerância.

Música, poesia, arte circense e cinema. Nessa ordem. Assim foi a programação da etapa Amazônia 2013 do Festival de Artes Integradas-Festcineamazônia Itinerante. Música, circo, cinema e literatura integraram o cardápio cultural da programação. A ideia, no papel, parece simples. Levar, em alguns casos, a comunidades afastadas, um tipo de atividade cultural distante do universo cotidiano de cada uma delas. Na prática, subir o Vale do Guaporé, rio que banha e separa comunidades bolivianas e brasileiras, é uma tarefa complicada. Desde o enfrentamento a mosquitos, como superar as dificuldades de navegar por um rio em período de baixa maré com pedras e bancos de areia desafiando habilidades dos pilotos. Não é tarefa fácil.

A itinerância do Festcineamazonia existe desde 2008. É a extensão cada vez maior de um braço do festival de mesmo nome, que vai completar onze anos de existência em Porto Velho, capital de Rondônia. Começou com a ida a países como Peru e Bolívia. Nos primeiros anos, apenas apresentações de filmes. Aos poucos, o leque foi sendo ampliado. Outros lugares foram incorporados e mais possibilidades artísticas surgiram. África e Portugal passaram a ser destinos certos. E todas as capitais amazônicas também. Uma coisa levou a outra.

 Agora fazendo parte do circuito de Artes Integradas, o Festcineamazônia Itinerante amplia ainda mais o leque de locais a serem alcançados. No total, em 2013 percorrerá cinco países e contemplará mais de 20 cidades com cinema, circo, literatura e música, mantendo o foco inicial de sempre estar em comunidades com dificuldade de acessos formas diferentes de arte. “Nesses locais a presença do Festcineamazonia Itinerante sempre é aguardada, onde a arte circense e do cinema, são sempre novidades”, diz Jurandir Costa, um dos organizadores do Festcineamazônia. Os países que receberão o festival itinerante são Bolívia, Peru, Portugal e Cabo Verde na África, além de cidades amazônicas.

A etapa do Vale do Guaporé teve início no dia 08 de agosto. No plano inicial, a presença em 13 comunidades. Oito brasileiras e cinco bolivianas. No dia 07, a equipe saiu de Porto Velho em direção ao município de Guajará-Mirim, fronteira brasileira com a Bolívia. Foi o único local onde a chegada se deu por via terrestre. Com uma população de mais de 40 mil habitantes e um dos municípios de maior atrativo turístico e histórico de Rondônia, Guajará-Mirim deu a partida para a itinerância.

O que chamava a atenção era a possibilidade multicultural que seria proporcionada ao longo dos dias. Estavam no mesmo espaço o músico rondoniense Bado, o artista de circo argentino Martin Martinez, o poeta português José Luís Peixoto e a seleção de curtas do Festcineamazonia, que engloba várias regiões brasileiras.

A ideia de unir artistas de diferentes vertentes tem sido uma das principais novidades dos últimos eventos produzidos pelo Festcineamazonia. Ao celebrar a diversidade cultural, une pontos que poderiam ser considerados não convergentes ou de realidades opostas.

É o caso do escritor português José Luís Peixoto. O texto intimista do poeta foi levado a comunidades ribeirinhas a partir não só de ‘contação’ de histórias a crianças nas escolas, mas também com a distribuição de um pequeno livro produzido especialmente para essa edição itinerante. Ao conhecer a proposta do Festcineamazonia, Peixoto fez questão de ver de perto a realidade dos rios e estradas amazônicos que se descortinam a cada itinerância.

No sábado, 10, a caravana cultural atravessou o rio e foi até a cidade boliviana de Guayaramerin. A Praça do Cavalo foi o local escolhido para a apresentação cultural. A partir daí, o Vale do Guaporé foi o destino.

Depois de mais de um dia subindo o rio, a primeira parada. O distrito rondoniense de Surpresa, uma pequena comunidade vizinha a aldeias indígenas, como a de Sagarana, dos índios Uruari. Nessa noite, espantados os mosquitos com a borrifação de um ‘fumacê’, produto usado para espantar insetos, a expectativa era para a exibição do filme ‘O Homem que matou Deus’, uma produção de um francês chamado Noé, que utilizou praticamente toda a equipe técnica e de atores das comunidades indígenas e de Surpresa. “Foi uma boa experiência, mas ainda precisamos de mais apoio para filmar”, disse o índio Celso Suruéu, assistente de direção do curta, selecionado para a Mostra Internacional de São Paulo.

O ponto seguinte foi o Forte Príncipe da Beira, dois dias depois. Construído pelos portugueses em 1777, o forte pertencia ao que hoje é o estado de Mato Grosso. Com 910 metros quadrados e 53 canhões, é considerada a maior obra de arquitetura militar portuguesa. Foi erguida por Dom Albuquerque de Melo e Cáceres a pedido do Marquês de Pombal. Tombada em 1950 como patrimônio histórico brasileiro, o forte ainda atrai turistas de várias partes do mundo.

Pelo menos cem das 500 pessoas moradoras do distrito assistiram à programação. A similaridade histórica foi lembrada pelo escritor português José Luís Peixoto. “Portugal ergueu esse forte e eu vim de lá para encontrar vocês”, lembrou.

Buena Vista fica na Bolívia. Costa Marques em Rondônia. Mas o que as separa é apenas o rio. Uma fica em frente a outra, a apenas cinco minutos de travessia de barcos, que encerram expediente pontualmente às 18h30. Buena Vista é um curioso aglomerado de casas de madeira que servem basicamente a um único propósito, o comércio de bugigangas eletrônicas e outros produtos. À frente de uma praia, estabelece uma simbiose automática com o município de Costa Marques.

Em Costa Marques, a equipe do Festcineamazonia teve uma das principais surpresas de toda a itinerância. Um trio de cantores e músicos mirins, os ‘irmãos Vulcão’ pediu para se apresentar durante o evento. Com média de nove anos de idade, os irmãos, duas meninas e um garoto, executa músicas folclóricas, guarânias e cancioneiros caipiras.

Duas comunidades quilombolas marcaram os próximos trechos rondonienses da jornada. Santo Antonio e Pedras Negras têm na extração de castanha um dos pontos fortes da economia local. E ambas tem uma forte presença de moradores jovens. Santo Antonio possui apenas 13 casas, de madeira e cobertas por palhas. A produção de farinha também é forte. A apresentação à noite foi feita próxima a uma frondosa mangueira e teve, inclusive, a participação de um morador, que escreveu uma poesia especialmente para a ocasião.

Do lado boliviano, Versalles e Mateguá foram as duas próximas comunidades. Mateguá tem como característica principal o fato de ser uma comunidade praticamente dividida entre os que professam uma religião chamada por eles de Israelita, onde os homens usam longas barbas e cabelos e as mulheres vestem-se com longas batas e cobrem os cabelos como freiras e os que não seguem essa religião. Durante muito tempo os dois grupos praticamente não se entrosavam, embora convivessem num espaço minúsculo. O Festcine fez com que sentassem lado a lado. Riram com o palhaço Martinez, balbuciaram as canções desconhecidas de Bado, emocionaram-se com o poeta Luís Peixoto e assistiram com atenção aos filmes exibidos.

Remanso foi a última comunidade boliviana da itinerância. Como um sinal, foi onde o público superou expectativas, sendo necessário acrescentar mais cadeiras para satisfazer a demanda de plateia. Como em outras comunidades o cantor Bado apresentou ‘Ciranda de quintal’, uma composição feita durante a itinerância e lapidada aos poucos nos intervalos de apresentações durante o período de navegação.

Já Porto Rolim e Pimenteiras d’Oeste encerraram a etapa rondoniense. A proximidade com Pimenteiras reservaria as surpresas embutidas em uma viagem pelos rios amazônicos. Encalhes, quebras de leme e choque com uma pedra que arrebentou a hélice da embarcação foram alguns dos problemas enfrentados pela equipe. As apresentações encerraram dia 25 de agosto. Menos de dez dias depois, a equipe do Festcineamazonia já encarava novo desafio, as estradas peruanas. Mas isso é outra história.

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Em Porto Velho, projeto de reabilitação de apenados apresenta “O topo do mundo”

O Topo do Mundo reflete o anseio da humanidade pelo grande encontro do ser com a “perfeição”. O espetáculo é parte do projeto “Reabilitando pela arte: cultura da paz-pela não violência” é realizado pela Secretaria de Justiça de Rondônia– SEJUS em parceria com a Associação Cultural do Desenvolvimento do Apenado e Egresso – ACUDA. Traz em seu contexto a eterna batalha da humanidade entre o bem e o mal, evidenciando as diferentes prisões do ser; um desafio travado a partir das historias dos reeducandos com respaldo da metodologia do Eneagrama, o autoconhecimento: estudo da personalidade, através da descrição detalhada do caráter humano e suas dinâmicas internas, ressaltando as nove maneiras básicas do pensar, sentir e se comportar no mundo.

Mostra Brecht no Cinema acontece em Porto Velho, capital de Rondônia

Em Porto Velho, RO o CineSesc, CineOca e a UNIR oferecem nos dias 21, 22 e 23/08 a partir das 19h30, no Auditório da UNIR Centro, a “Mostra Brecht no Cinema” que reúne os principais trabalhos no cinema do dramaturgo Bertolt Brecht (1898-1956), um dos grandes pensadores de nosso tempo.

“O Sesc e CineOca já tinham uma parceria exitosa, agora com a chegada da universidade, Porto Velho só tem a ganhar”, explicou Michele Saraiva do CineSesc. Simone Norberto, do CineOca, é outra entusiasta do projeto. “No Cineclube sempre propomos a discussão dos filmes exibidos. Nada melhor que os próprios professores da Universidade, formadores de opinião, para qualificar ainda mais os debates”, comentou. É o caso de Júnior Lopes, professor de teatro do curso de artes da Unir e que será um dos convidados para o bate papo. Além dele também são debatedores os professores Marcelo Sabino, Verônica Aguiar, Ednaldo Bezerra, do departamento de história e Paulo Morais, do departamento de psicologia.

Segundo informou Rubens Vaz, pró-reitor de cultura da Unir, os convidados não se restringem ao quadro de professores. “Já tivemos aqui realizadores, diretores e profissionais que tenham a ver com a temática das produções exibidas”, esclareceu. Assíduo frequentador das sessões cineclubistas, o também poeta Rubens Vaz, o Binho, fez poemas sobre as produções exibidas e publicou em uma página do facebook que divulga o cinema alternativo, o cine flutuante.

Programação:
As sessões são gratuitas e abertas a todos os interessados.

21/08 – Kuhle Wampe (1932)
Hora: 19h30
Local: Auditório da UNIR Centro
Sinopse: História de uma família operária durante uma crise econômica na Alemanha. Marco do cinema político-social.

21/08 – Como vivem o trabalhador berlinense (1930)
Hora: 19h30
Local: Auditório da UNIR Centro
Sinopse: Realizado antes de Kuhle Wampe, este curta de Slatan Dudow mostra através de imagens e sem nenhum som como viviam os trabalhadores berlinense em 1930. Temas como fechamento das fábricas, o aumento do aluguel e o despejo.

22/08 – Os Carrascos também morrem (1943)
Hora: 19h30
Local: Auditório da UNIR Centro
Sinopse: Um nazista é assassinado na Tchecoslováquia ocupada. Como represália, a Gestapo começa uma sangrenta caçada. Obra-prima de Fritz Lang. Roteiro de Bertolt Brecht

23/08 – A Vida de Bertolt Brecht (2006)
Hora: 19h30
Local: Auditório da UNIR Centro
Sinopse: Premiado documentário de Joachim Lang que traça um retrato apaixonado de Brecht, a partir de raras imagens de arquivo e entrevista. O filme aborda mais aspectos da carreira e de suas ideias políticas. Conta com depoimento de duas de suas filhas, já idosas, assim como depoimento de vários de seus atores no grupo teatral em Berlim.
Acompanhe as ações e novidades do cinema na Universidade no facebook.com/cineflutuante

 

Na fronteira de Rondônia com a Bolívia, imenso jacaré-açu assusta população

Em 2010, um outro jacaré-açu atacou uma criança. foto: Divulgação/Polícia Militar Ambiental de Rondônia

Em 2010, um outro jacaré-açu atacou e matou uma criança. foto: Divulgação/Polícia Militar Ambiental de Rondônia

Um jacaré enorme, presumivelmente com mais de 5 metros , tem tirado o sono da população da tranquila cidade rondoniense de Guajará-Mirim,situada a cerca de 350 quilômetros de Porto Velho,  na fronteira com a Bolivia, no noroeste do Brasil. Os ribeirinhos tem evitado sair à noite para o rio, evitando novas tragédias como a que aconteceu em 2010, quando uma menina de 11 anos foi morta por um jacaré da mesma espécie. Moradores suspeitam que o jacaré que aparece atualmente seja a fêmea do jacaré abatido naquela vez,  após matar a menina.

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A Polícia Militar Ambiental de Rondônia já alertou a população para evitar banhos e a presença de crianças nos igarapés e praias das redondezas. foto:B.Bertagna

Começa hoje, em Porto Velho,capital de Rondônia, o Festival de Teatro Amazônia Encena Na Rua

 

Começa nesta terça-feira (23) em Porto Velho o Amazônia Encena na Rua, o maior festival de teatro de rua do Brasil. Durante 6 dias, artistas de oito Estados brasileiros vão se apresentar na Arena Madeira Mamoré, com 19 espetáculos, 3 oficinas de capacitação artística e 3 rodas de debates.

A programação é variada e compõe-se de peças de teatro, circo e dança. A abertura acontece com o tradicional cortejo de artistas e público, que se encontrarão na Praça das caixas D’água às 17h e de lá seguirão para a Estrada de Ferro Madeira Mamoré, que novamente será palco para as apresentações. Às 19h acontece a abertura oficial do evento e logo em seguida inicia-se a programação com 3 espetáculos de teatro.

O Grupo Maria Cutia, de Minas Gerais, é o primeiro a se apresentar com a peça “Concerto em Ré”. A banda de rock n’ roll (e de palhaços) Maracutaia toca para seu grande público um show divertido e inesquecível. De trás pra frente, esse concerto começa no bis e acaba na passagem de som. Em seguida é a vez do Grupo Nativos Terra Rasgada, de São Paulo, que vem com o espetáculo “Ditinho Curadô” e conta a história de Ditinho, o retrato de um costumeiro caipira, que belo dia foi agraciado com o dom de falar com santos através das fitas da bandeira do divino. E para fechar a primeira noite do Festival, o grupo gaúcho Oigalê volta a Porto Velho com a peça “O Negrinho do Pastoreio”, a lenda que fala da vida de um negro escravo que é culpado pela perda de uma corrida de cavalos onde o seu senhor apostou muito dinheiro.

O Festival chega agora em sua sexta edição e já se tornou uma parte importante do calendário cultural da região Norte, trazendo grupos e companhias de todo o Brasil para uma semana intensa de apresentações e trocas. Até o dia 28 de julho, treze grupos de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Amazonas, Pará, Mato Grosso, Distrito Federal e Rondônia se apresentarão todas as noites a partir das 19h.

A realização da sexta edição do Festival Amazônia Encena na Rua é do O Imaginário, Sesc Rondônia e Fecomércio, com patrocínio da Caixa Econômica Federal.

Operação Apocalipse : A batalha das Notas Oficiais

Nota Oficial do Poder Judiciário do Estado de Rondônia – TJRO

Nota Oficial do Ministério Público do Estado de Rondônia – MPE

Nota Oficial da Associação dos Magistrados do Estado de Rondônia – AMERON

Nota Oficial da Associação do Ministério Público de Rondônia -AMPRO 

Nota Oficial do Sindicato dos Delegados de Polícia Civil de Rondônia – SINDEPRO

E durma-se com um silêncio desses…

 

Festcineamazônia 2013 homenageia cultura nordestina

É com apelo nas tradições nordestinas que o Festcineamazônia foi buscar inspiração para o cartaz da edição especial de 2013. Dessa vez foi o conhecido xilogravurista J.Borges o convidado para elaborar o cartaz da 11ª edição do festival, que ocorre entre os dias 5 e 9 de novembro em Porto Velho, capital de Rondônia.

Com tons amarelos e o tema ‘Um filme de amor à natureza’, o cartaz criado por J.Borges remete a uma cultura nordestina estilo cordel e arte primitiva (naif), característico da obra de Borges. Se desde criança já engatinhava em alguns trabalhos artesanais como fonte de sobrevivência, foi quase aos 30 que decidiu ser escritor de cordel. Deu certo. Mas como não tinha dinheiro para ficar pagando ilustrador, decidiu assumir essa função também. Já ilustrou ele mesmo mais de 200 cordéis que lançou ao longo da vida.

Aos poucos o trabalho de J. Borges passou a ser reconhecido por colecionadores de arte. Ganhou fama ao desenhar a capa de ‘As Palavras Andantes’, de Eduardo Galeano, ainda na década de 1970. Anos mais tarde, gravuras de Borges foram usadas na abertura da telenovela Roque Santeiro, da Rede Globo.

Já expôs na Europa e nos Estados Unidos e recebeu do presidente Fernando Henrique Cardoso a comenda de Ordem do Mérito, além do prêmio UNESCO na categoria Ação Educativa/Cultural.

Ter artistas consagrados elaborando a arte de divulgação do Festcineamazônia é uma das atrações a cada ano do festival. Em 2012 foi a vez de Ziraldo emprestar talento para a criação do cartaz com a figura central do mito Mapinguari.

Para se inscrever na 11ª edição do Festcineamazônia acesse http://www.cineamazonia.com/festival/inscricao/

Cena Rondoniense

foto: B. Bertagna  Jerico" carregando "toras" na BR 429

foto: B. Bertagna
Jerico” carregando “toras” na BR 429

Túnel do Tempo – Usina de Força em Porto Velho

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A arte de Luiz Brito

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Cena Rondoniense

foto : B. Bertagna  "Tratando" um tambaqui no rio Guaporé

foto : B. Bertagna
“Tratando” um tambaqui no rio Guaporé

Festcineamazônia abre inscrições para a 11ª edição

Um dos mais importantes festivais de cinema da Região Norte, o Festcineamazonia está com as inscrições abertas para a 11ª edição. Até o dia 2 de agosto, podem concorrer produções com duração máxima de 26 minutos.

O Festcineamazônia aceita todos os gêneros de produção, para concorrer aos 18 troféus Mapinguari em disputa nas categorias documentário, animação, ficção, experimental e reportagem ambiental, essa categoria voltada especificamente para as TVs. O festival será realizado na capital rondoniense de Porto Velho, entre os dias 5 a 9 de novembro de 2013. 

Além da mostra competitiva, o Festcineamazônia homenageia produtores, diretores e atores que contribuem com a cultura nacional e possuem relevância nas questões ambientais e de direitos humanos. “É importante destacar que podemos fazer o debate ambiental em toda produção audiovisual, não necessariamente em produções acadêmicas ou etnográficas. O ambiente é um todo e o que queremos é diversidade na abordagem”, diz Jurandir Costa, um dos coordenadores do festival.

Plural e democrático, o Festcineamazônia aceita produções de qualquer parte do planeta, finalizadas a partir de 2010 com legendas em português. Este ano o Festcineamazônia Itinerante incorporou-se ao Festival de Artes Integradas. Com isso, o projeto percorrerá cinco países e contemplará mais de 20 cidades com cinema, circo e música, mantendo o foco inicial de sempre estar em comunidades que não tem acessos a bens culturais.

> Acesse aqui o regulamento e a ficha de inscrição