Arquivos da categoria: Ao Norte

Tchurma da pesada

Da esquerda para a direita, Stela Penido Oswaldo Cruz, Beto Bertagna, Manuel Rodrigues Ferreira, Marcos Santili e Luiz Brito.

O dia que Cassol virou candidato a Presidente do Brasil

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O assassinato do artista de rua uruguaio Matias Ziatriko em Ji-Paraná/RO

foto: Samira Lemes

Era 8 horas da manhã, do sábado (8 de abril) e ele (Matías Galindez Rodríguez ) estava contente. Conversando sobre política e outras questões da vida nas ruas num posto de gasolina na região norte do Brasil, Matias acabou irritando um jovem, que estava passando de carro no local. A discussão terminou com 10 tiros a queima roupa e o assassinato intolerante e xenofóbico do uruguaio, que viajava trabalhando com a arte circense pelo Brasil e pela América Latina.

A artista Samira Lemes, que têm ajudado a família a conseguir os recursos para levar Matias ao Uruguai, conta que ele era um jovem de muita paz e serenidade, e servirá de inspiração para  muitos. “Ele semeava amor. E temos que mostrar que esses artistas de rua são os anjos do mundo. São os ‘busca vidas’. Se doam para mudar essa realidade do mundo.”

Filho de família humilde, ele perdeu a vida aos 29 anos em Ji-Paraná/Rondônia, no noroeste do Brasil  enquanto falava sobre ser artista de rua, profissão da qual conheceu já adulto, após ter trabalhado em muitas outras e ter descoberto e aperfeiçoado seu dom ao longo dos últimos 10 anos.

Leia a matéria completa em Jornalistas Livres 

O mistério do sumiço de Bruno e dos livros criptografados do Acre

Uma estátua de Giordano Bruno, o teólogo, cosmólogo e filósofo italiano nascido em 1548 e queimado vivo na fogueira pela inquisição romana em 1600. Giordano Bruno também era perito em mnemotécnica, a arte de desenvolver a memória.

Nas paredes , de forma totalmente simétrica – no teto e chão do quarto muitos escritos criptografados feitos à mão .

Este é o cenário do quarto de Bruno Borges, um jovem de 24 anos, estudante de psicologia que saiu de casa e sumiu em Rio Branco, capital do Acre, no noroeste do Brasil.

Bruno Borges, em foto de família.

Bruno falava de um projeto que iria revolucionar o mundo e a forma de pensar dos seres humanos. O dinheiro, possivelmente para adquirir a estátua de Giordano Bruno, foi conseguido com o seu primo, o médico Eduardo Veloso que lhe emprestou R$ 20 mil, baseado nas conversas iniciais que teve com Bruno sobre o projeto misterioso.

Rivasplata e Bruno durante a produção da escultura.

A estátua de Giordano Bruno, uma réplica da existente no Campo de Fiori, em Roma , onde ele foi queimado na fogueira é de autoria do artista peruano Jorge Rivasplata de La Cruz . o “Rivas”,  de 84 anos que chegou a Rio Branco na década de 80 e nunca mais saiu. Por seus trabalhos filantrópicos como uma escolinha de artes para crianças recebeu da Assembléia Legislativa do Acre os títulos de Cidadão Riobranquense e Cidadão Acriano

Desaparecido há dias, ele deixou algumas chaves para quebrar a criptografia. Baseado nessas informações, sua irmã mais velha já descobriu que um dos livros supostamente é chamado de “A teoria da absorção do conhecimento” e um outro “A busca da verdade absoluta”.

Nesses momentos , as teorias pipocam nas redes sociais. Giordano Bruno, o teólogo italiano era acusado dentre outras coisas de “reivindicar a existência de uma pluralidade de mundos e suas eternidades.”.

Um site foi lançado na internet http://decifreolivro.com/ para tentar descriptografar os escritos e sinais deixados nas paredes e livros.

O site de tecnologia Tecmundo procurou dois experts em criptografia, Rincon e Renoir que colocaram os caracteres criptografados sobre um teclado físico para entender melhor como o padrão de criptografia. Segundo Renoir, a ideia agora é “centralizar todos esses documentos, quebrar a criptografia e disponibilizar a todos”.  O diretor da Antecipe, plataforma de gerenciamento de vulnerabilidades, Igor Rincon, e o líder de desenvolvimento, Renoir dos Reis, montaram o site para ajudar a descriptografar outras páginas que venham a surgir.

Na Internet também foi divulgado o número de telefones caso alguém encontre Bruno ou sabe onde ele está:  (68)9 9985 2775 ou (68)9 8401 1151

Uma nova teoria sobre os códigos chama atenção para a semelhança com “O Manual do Escoteiro Mirim”, HQ com aventuras de Huguinho, Zezinho e Luisinho, sobrinhos do Pato Donald.As investigações do caso permanecem em sigilo pela Polícia Civil do Acre e nós do blog desejamos que o Bruno volte logo prá casa de seus pais com saúde . E que as teorias de conspiração não transponham os limites da Internet.

Ou se revelem de vez.

por Beto Bertagna.

NR: O blog sofreu um ataque hacker nesta madrugada e saiu do ar por algumas horas. A equipe de suporte já identificou o IP criminoso que é da região de Porto Velho. Não é a primeira vez que isso acontece. Conseguimos colocar o blog no ar novamente, suprimindo algumas funcionalidades por motivo de segurança, pelo qual pedimos desculpas. Em breve, teremos o blog com todas os seus recursos normalmente. 

Na beira do Madeira

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Bares do Raul

Este fica na cidade de Cacoal, Rondônia

Arquitetura em Porto Velho

Por Giovani Barcelos

A arquitetura de Porto Velho merece uma discussão mais aprofundada, pois mistura estilos americano, inglês, europeu e, claro, local, com suas características vernaculares riquíssimas. Faço aqui uma colocação bem superficial, devendo ser aprofundada com tempo.
A arquitetura de Porto Velho começou o seu caminho com a construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. Construções em madeira, adaptadas ao clima da região, fazem parte das primeiras imagens da cidade, somando-se a construções efêmeras executadas para dar suporte à construção da linha férrea. No meu entender, de alguém que mora aqui há pouco tempo, sem as láureas de muitos que tratam disso, é a principal referência de arquitetura local, somando-se aos ribeirinhos, com suas casas também em madeira totalmente adaptadas ao local.
Depois desse momento, mais local e adaptado à região, temos os estilos tardios que construíram a imagem arquitetônica que a maioria tem da cidade. Chamo de estilos tardios, pois quando chegam aqui no século XX, já não são mais os estilos utilizados nos locais que servem de imagem aos que aqui chegam. Nesse conjunto, destaco os prédios com referências neoclássicas e ecléticas. Ainda fazem parte dos estilos utilizados no Brasil no século XX o neocolonial, ainda guardando as raízes da colonização brasileira e sendo um dos estilos utilizados por Lúcio Costa antes de aderir as linhas modernas. Anterior ao modernismo temos o Art Decó (presentes em prédios na Av. Sete de Setembro) e o Protomodernismo (que observamos no Prédio do Relógio e na Escola Carmela Dutra).
A arquitetura contemporânea em Porto Velho não possui uma linha de elementos que possam caracterizá-la. Existem construções que seguem modismos com fachadas envidraçadas, inclusive voltadas para o oeste, bem como edificações que já estariam prontas, mas o profissional insiste em encher de elementos, enfim, exageros. Gosto da arquitetura residencial produzida aqui, pois mescla soluções que se adequam à região. Os conjuntos habitacionais, assim como em outras cidades, se proliferam, onde a quantidade não é acompanhada pela qualidade.
A fase mais rica que considero da arquitetura Portovelhense refere-se ao período associado a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, mas é uma discussão para outra oportunidade.

Uma prece para Manuel Messias Viveiros

Quem me conhece sabe que  não sou muito de pedir essas coisas. Mas acontece que eu também reconheço a força que as preces tem, independente da religião ou credo.

E essa prece, que poderia ser solitária , é compartilhada com o imenso número de amigos em comum que temos e vai para um grande companheiro que partiu por complicações do diabetes, o Messias, da Samf.

Vibremos positivamente em favor desse magistral ser humano, que a todos encantava com seu violão e seu papo bem humorado.

A sua amiga Helenice Guimarães assim escreveu no Facebook : ” Compreender os propósitos de Deus, realmente pode ser uma tarefa bem difícil, principalmente quando perdemos amigos queridos. Hoje a tristeza bate mais uma vez na minha porta anunciando a perda de mais um amigo Manuel M. Viveiros Viveiros. ”

Na foto, Messias faz um show no Mercado Central, durante o lançamento do meu Vocabulário Popular de Porto Velho, em 1997.

Que seus novos caminhos sejam iluminados, Messias !

Pelas ruas de Belém…

Bengui Belem do Pará foto: Fernando Leitão Jr.

Na beira do Amazonas…

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foto : Fernando Leitão Jr.

Pelas ruas de Rio Branco…

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Gameleira – Centro de Rio Branco foto: Michel Wirlle

Pelas ruas de Belém…

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Bairro do Comércio – foto: Fernando Leitão

Gente que encontrei por aí…Madrinha Peregrina

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Porto Velho, por aqui sempre umas poucas e boas (I)

tataPor Altair Santos (Tatá)

Um certo João Alves, apelidado de João Canarinho, por gostar muito de assoviar, era um fagueiro, enxerido, falante, bebedor de cachaça e até mesmo álcool 97º ou Leite de Rosas, afinal tudo valia e servia na falta da carraspana. Certa noite embarcou num “motô” na Boca do Rio Maici, abaixo de Calama, rumo a Porto Velho. Na manhã seguinte, bem cedo, antes de atracar no Cai N´água, confidenciara a uma senhorita, também passageira daquela nau de agosto de 1970, ser ele um homem de negócios, um bem sucedido que trabalhava com vendas.
Quando o barco exibiu a sua proa lá na ponta d´água, já quase na altura do complexo da EFMM ele, mais do que apressado se arrumou todo e, desconfiado, tirou de dentro de um enorme saco de pano uma enorme pasta tipo presidente, de couro, a qual abriu em segredo e, dentro dela, alojou um conteúdo esquisito, suspeito até. Depois, em galanteio, aproximou-se e detidamente fitou a jovem dama, fundo nos olhos, fez um riso com o canto da boca e, conquistador, piscou praquela tímida e visivelmente receptiva. A senha fora dada, se ela topasse o canarinho, malandro como ele só, assoviaria em gorjeios aos seus ouvidos, alma, coração e corpo inteiro. Mas atento, o pai da moça imediatamente chegou e desfez o flerte, o trololó.

Mal o barco encostou, o João canarinho de pasta em punho saltou em terra e olhou pra trás pra ver se, pela destreza, a encantadora moçoila o assistira admirada. Em seguida o representante de vendas ganhou a cidade barranco cima. Já no plano urbano andava de um lado pro outro, montado em alta boçalidade, a ponto de ser visto a uns duzentos metros, anunciado pela ultra-reluzente camisa amarela que usava e pelo escandaloso balançar dos braços e, claro, ornado pela enorme pasta que empunhava e sacudia em descompasso ao movimento cadenciado dos tradicionais homens de negócios da capital como o seu José Oceano Alves, José Saleh Moheb, Hortêncio Simplício, Boanerges Lima, João Vitaliano Neto (o João Maranhense) e outros.

Quando aquela tarde de calor infernal exigia do povo refrescar-se de alguma maneira, ele chegou à calçada do Bar e Sorveteria Café Santos onde alguns senhores também portavam pastas tipo presidente. Pronto, ali a coisa era alta patente, era no padrão de como queria, afinal a maioria era como ele, executivos alinhados. Pra melhorar avistou a moça do barco com seu pai numa das mesas se empanturrando de sorvete de graviola e guaraná. Nisso, todo na pose, tratou de ir ao balcão e, sobrando em panca acotovelou-se, pediu uma cerveja, soltou umas duas piadas para ser notado, serviu seu copo e bebeu numa só golada e fitou a jovem que, ao menor descuido do pai, lhe dispensava intercalados olhares de soslaio, enviesados e coloridos com certo ar de riso. Ela estava gamada, seduzida!

Um dos assíduos freqüentadores da casa, minucioso, prestava atenção naquele cidadão novato ao meio e cheio de curvas, gingas e balançados. Aproximou-se e com ele teve assim: boa tarde meu bom rapaz, como vai, seja bem-vindo, pelo visto você é recém chegado na cidade, não me lembro de tê-lo visto por aqui outras vezes, de onde vens, trabalhas com quê, veio pra morar, trouxe a família, ou estais de passagem? Era a vez do João Alves debulha, ao conhecimento daquela platéia, o seu currículo e aptidões e se fazer ouvir pela jovem presente no afamado point, o Café Santos.

Sem perder tempo agasalhou a pasta sobre quina do balcão, dobrou a manga da camisa até o plano três quartos, sacou do bolso um cigarro continental com filtro que ficou entre seus dedos e com voz empostada tascou: veja bem meu amigo, muito prazer, eu sou o João Alves seu criado, solteiro, sou paraense de Santarém, mas estou vindo do Amazonas, trabalho com venda de peças nacionais e importadas para motocicleta, carro e motor marítimo, caso o senhor precise posso lhe visitar em sua loja ou escritório, eu nem vim a passeio e nem pra ficar, estou aqui para conhecer a praça.
A informação soou útil por demais ao interlocutor que trabalhava numa loja de baterias automotivas e seria levada como boa nova ao seu chefe que na época, cremos, teria sido o senhor Henrique Pullig. No balcão após cumprimentos e alguns goles, o curioso voltou a perguntar: e o que tens aí na pasta, alguma novidade pra nos mostrar? A resposta: não, aqui só alguns tipos de rolamentos pra carro e moto, mas são pra uns modelos que aqui e Porto Velho não tem, são encomendas que vou mandar pra amigos em Manaus. Ah entendi disse outro!

Adiante, já rodeados por alguns interessados na prosa, o João Alves, pra desconversar, tascou: vamos beber umas e outras meus amigos hoje é por minha conta. Pediu mais duas e disse podem deixar que lhes sirvo os copos. Foi aí quando pegou a garrafa e, na desatenção, esbarrou-a na pasta que, em após queda alta, espatifou no chão e abriu-se toda, fazendo esparramar e rolar pelo salão e por entre as mesas, cadeiras e pés dos clientes e transeuntes na calçada, o farto conteúdo de três ouriços de castanha macetas, dois cacaus que se partiram em bandas e umas quatro ou cinco dúzias de tucumãs madurinhos.

Assustado e intrigado o seu amigo de conversa gritou: eeeiiita porraaaa hein, esses carros e motos de Manaus são muito modernos, usam até rolamentos de frutas! Nisso sem ter como se explicar, o João Canarinho empreendeu fuga saindo em disparada pela direita na Prudente de Moraes, outra vez dobrou a direita já na Natanael de Albuquerque e quase fora atropelado pelo Jipe do Sebastião Resky, atravessou a Praça Marechal Rondon e sumiu pra nunca mais voltar. No bar, a pasta, os ouriços e alguns tucumãs, ficaram como penhora em quitação à conta não paga.

tatadeportovelho@gmail.com

Pelas ruas de Belém…

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Bengui foto: Fernando Leitão

Pelas ruas de Belém… Auto do Círio

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foto: Fernando Leitão

Luiz Brito apresenta a exposição “Queimadas” em Porto Velho/RO

A exposição Queimadas pendura nas paredes do palácio do governo estadual de Rondônia imagens de 20 anos do trabalho do fotógrafo Luiz Brito. Lá estava ele: filho de uma mulher de 90 anos, que cresceu num seringal pra dentro desse rebolado de mato todo, na beira do Guaporé, rio que teima em se insinuar como uma sucuri enrolada em frondosas castanheiras, samaúmas, e terrenos alagados, que mais parecem cultivados por ciumentos jardineiros. Luiz sabe disso. A gente não falou de eleições, a gente não falou de poder, nem de esquerda e nem de direita. A gente falou de suas fotos, não de todas. A gente falou daquelas fotos. Contou-me ter chegado por centenas de vezes no dia seguinte às queimadas. A sola do pé estrondava de calor, a fumaça invadia as ventas, as vísceras ardiam. “É o horror!” ele me disse. “Parece um cemitério”. A imagem feito um radiofone. Dava pra escutar os gritos dos pássaros desesperados, voando, em chamas, deixando para trás seu ninho e a prole. Uma preguiça, que não morreu queimada, mas tentando atravessar um deserto sem água e sem alimento. Os rastros de pequenos animais, que já não existiam. As formas geométricas dos troncos abatidos pelo fogo e pela motoserra, se equilibrando uns sobre os outros. Isso tudo ele me contou. “É o horror”, ele repetiu. “São corpos. Estão incinerados”. Não duvidei. Lembrei do relato autobiográfico de Primo Levi, um homem que foi oprimido até o fundo num campo de concentração durante a segunda Guerra Mundial. Ali, a lógica rigorosa de humilhação, tortura e aniquilação se revela com tanta força, que já não é possível terminar a leitura sem ter sentido vergonha, e uma centena de náuseas. “Estão incinerados”, dizia-me Luiz. E a fumaça me invadiu.

Nicole Soares

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A exposição acontece a partir do dia 3 de outubro, na Galeria do Edifício Pakaas Novas (térreo) , Palácio Rio Madeira em Porto Velho, capital de Rondônia. Queimadas em Rondônia. Uma realidade protagonizada pela ignorância e ganância de alguns que lucram com esta tragédia que mata sem piedade a vida. Uma das fotos da exposição, abaixo, em p & b processo analógico (filme) . Local do registro , municipio de Porto Velho

Pelas ruas de Belém…

Bairro do Telégrafo foto: Fernando Leitão

Bairro do Telégrafo foto: Fernando Leitão

Túnel do Tempo : Madeira-Mamoré em 2011

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Estação da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré em Porto Velho/RO

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Túnel do Tempo : Madeira-Mamoré em 2011

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Pelas ruas de Belém…

Bairro de Fátima foto; Fernando Leitão

 foto; Fernando Leitão

Rondônia terá primeiro longa de ficção

Uma trama que mistura corrupção política, suspense sobrenatural e ‘road-movie’, tendo a Amazônia como cenário principal. Esses são os ingredientes que formam aquele que pode vir a ser o primeiro longa-metragem de ficção realizado por uma produtora rondoniense. A Espaço Vídeo, coordenada pelos documentaristas Jurandir Costa e Fernanda Kopanakis, foi a única vencedora nortista do edital de produção de cinema Prodecine 1. O resultado, divulgado no dia 31 de agosto, contemplou 34 novas produções cinematográficas de todas as regiões do Brasil.

O filme rondoniense se chama ‘Perdidos’, um roteiro original escrito pelo jornalista e roteirista Ismael Machado. Ex-editor do jornal ‘O Alto Madeira’ nos anos 1990, o roteirista criou uma história onde uma caçadora de recompensas com poderes sobrenaturais sai em perseguição a um casal para recuperar uma alta quantia de dinheiro roubado de um deputado. Mas como na história ninguém é totalmente inocente, o dinheiro roubado é fruto de uma falcatrua do político. O confronto final se dá numa comunidade de remanescentes quilombolas cercada por uma floresta conhecida por sinistros acontecimentos sobrenaturais.

‘Perdidos’ é o primeiro roteiro de ficção de Ismael Machado a ir para uma produção efetiva de cinema. Morando há um ano e meio no Rio de Janeiro, o jornalista, vencedor de 11 prêmios jornalísticos na carreira, está envolvido no roteiro e co-direção de mais quatro produções, todas no terreno dos documentários. ‘Soldados do Araguaia’ um longa-documentário que aborda a guerrilha do Araguaia sob o ponto de vista dos soldados que combateram nas matas paraenses nos anos 1970, tem filmagens previstas para o primeiro semestre de 2017, assim como ‘Marcadas para Morrer’, série documental que conta a história de mulheres que lutam pelos direitos à posse da terra na região e que vivem sob ameaça de morte.

Além dessas produções, o roteirista também assina como roteirista a produção amapaense ‘Mad Scientists-Cientistas que ninguém quis ouvir’, do diretor Gavin Andrews, recentemente vencedora do Prodav 8, com produções direcionadas às TVs públicas.

“Perdidos” também será a primeira produção longa-metragem de ficção de Jurandir Costa. Um dos mais conhecidos documentaristas de Rondônia, Jurandir Costa produz curtas e médias metragens desde o início dos anos 90, em Porto Velho, com diversas premiações ao longo da carreira. Ao lado de Fernanda Kopanakis, Jurandir também é o coordenador do Cineamazônia, o festival de cinema ambiental que há mais de uma década já faz parte do calendário cultural da capital rondoniense.

“Não podemos errar”. Essa tem sido a frase mais comum repetida por Jurandir em relação à produção do filme em questão. ‘Perdidos’ terá a direção de Leopoldo Nunes, que tem no currículo seis curtas-metragens e um longa documentário.

(Re)conhecendo a Amazônia Negra : fotografias evidenciam participação dos negros na formação de Rondônia

A exposição “(Re)conhecendo a Amazônia Negra: povos, costumes e influências negras na floresta”, da fotógrafa Marcela Bonfim, já foi vista por milhares de pessoas na galeria Palácio, localizada no Palácio Rio Madeira, em Porto Velho, onde permanece até 31 de agosto, e no Espaço Cultural Cujuba, onde esteve de maio a julho. Para a fotógrafa: “a mostra vem cumprindo seu maior objetivo, que é dar visibilidade à participação dos negros na formação populacional, cultural e religiosa no hoje Estado de Rondônia”. “A exposição faz parte de um projeto sobre a influência dos negros na Amazônia e tem motivado uma reflexão a este respeito entre os visitantes e também nas redes sociais”, comemora a artista.

Confira o site marcelabonfim.com

Monitora da exposição no Cujuba, Vera Johnson relata que os visitantes se mostraram surpresos com o tema da mostra “A maioria das pessoas dizia não ter conhecimento sobre a influência dos negros na formação da população de Rondônia e muito menos que existem quilombos no Estado”.

Ativista da causa negra em Rondônia, Orlando Souza acredita que a exposição “é um dos eventos mais importantes, dentro deste recorte de gênero e de raça, que atualmente ocorre em Rondônia, até porque é uma iniciativa pessoal da artista e, contra todas as barreiras e dificuldades que a gente entende que existe, ela consegue dar visibilidade a um tema que por muitos anos ficou esquecido”. O superintendente estadual de Cultura do Estado, Ilmar Esteves, também elogia a mostra. “É a nossa gente. São as nossas raízes retratadas”, ressalta.

Um dos criadores do Projeto de Criação Cabeça de Negro (movimento de defesa da cidadania do negro iniciado na década de 1980 em Porto Velho), Jesuá Johnson – ou Bubu, como é mais conhecido, considera que a “exposição vem dar continuidade ao trabalho já realizado pelo movimento negro em Rondônia. Marcela faz da fotografia um instrumento de militância. A exposição veio chamar a atenção do poder público para a importância deste segmento populacional na nossa sociedade. É a luta da nova geração.”, afirma ele.
Descendente dos caribenhos, conhecidos por barbadianos, que trabalharam na construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, Robinson Holder ressalta que a exposição “Amazônia Negra” chamou a atenção para a participação do negro nas raízes da população de Rondônia, com as imagens das populações dos quilombos do Vale do Guaporé, nos primórdios da história do Estado. “Surpreendente, ela faz um apanhado com imagens e relata a origem negra do nosso Estado, retratando barbadianos, negros do quilombo do Guaporé, e também do norte, com imagens de quilombo do Maranhão”.

A exposição (Re)conhecendo a Amazônia Negra vai permanecer na Galeria Palácio até 31 de agosto e depois será montada nas regionais do Sesc no interior do Estado. O Sesc é patrocinador da mostra e o coordenador de Cultura do órgão, Fabiano Barros, informa que o trabalho também será levado pela curadoria da entidade, com a finalidade de participar do projeto “Sesc Amazônia das Artes”, com itinerância nos estados da região Norte. Para Fabiano, “[a exposição] tem que ser vista por toda a comunidade, porque trata de um assunto muito importante, que é esta questão da presença negra na Amazônia, para a qual a Marcela lançou o seu olhar e extraiu este trabalho tão significativo”.  

A mostra é composta de 33 imagens impressas em madeira, que retratam representantes de diversos segmentos negros que povoam o Estado. Na galeria Palácio, outras 33 imagens foram agregadas em intervenções nos corredores do palácio Rio Madeira. A exposição conta com o apoio do Sesc e deverá permanecer no local até 31 de agosto.
Serviço

Exposição fotográfica “(Re)conhecendo a Amazônia Negra: povos, costumes e influências negras na floresta”. Fotografias inéditas e outras já publicadas de Marcela Bonfim
Período de visitação: Até 31 de agosto de 2016, das 7h30 às 13h
Local: ‘Galeria Palácio’ – Prédio Pacaas Novo do Palácio Rio Madeira, avenida Farqhuar, bairro Pedrinhas, Porto Velho.

via  Amazônia da Gente

Dounia Bouchabki : a beleza e a força da mulher rondoniense brilha em Manaus

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fotos : reprodução Facebook

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fotos: reprodução/Facebook

dounia A rondoniense Dounia Bouchabki se classificou para o Campeonato Brasileiro de Fisiculturismo que irá acontecer em São Paulo, nas dependências do Ginásio Anhembi nos dias 29,30 e 31 de julho. Dounia concorreu no Campeonato Amazonense de Fisiculturismo, na categoria por altura até 1,63  garantindo a classificação para o brasileiro.

Na rede social Facebook Dounia postou :

Aconteceu em Manaus nos dias 25,26 de junho
Campeonato amazonense de fisiculturismo
Estou em êxtase neste momento. Para quem não sabe eu,desde dezembro, estava me preparando para ir ao campeonato amazonense de fisiculturismo. Amei e amo este esporte às vezes tão descriminado por muitos, amo este esporte onde fazemos sacrifícios às vezes desumanos para podermos entrar nos padrões determinados pela IFBB e claro, subir no palco no melhor shape! Dei o meu coração, dei minha raça, minha determinação. Abdiquei de muitas coisas para subir neste palco, bem sei que falta muita maturidade muscular ainda, sei que não estou totalmente pronta mas obtive minha classificação para estar no campeonato brasileiro! Agora o momento é de foco e de mais garra para estar dentro do meu sonho !
Quero agradecer de coração primeiro ao meu marido Ronaldo Teixeira Ramires, minha filhinha Laura ambos tiveram toda a paciência do mundo para me aturar nesses meses onde os nervos estão à flor da pele, agradecer ao meu coach Rodrigo Junqueira que me deu vários puxões de orelha, aquele que sendo duro comigo e que me fez chorar várias vezes, pois achei que não fosse conseguir obrigada mesmo!! Obrigada ao meu grande amigo Marcos Silva por ele ter me mostrado este esporte tão lindo que me apaixonei, meus amigos que acreditaram em mim sempre! Meu campeonato começou aos 41 anos de idade! Vamos lá ainda dá tempo!!!

Agora é hora de aparecer patrocinadores para impulsionar a carreira da atleta que representa o Estado neste esporte por vezes relegado a um segundo plano.

Em frente, Dounia !

Começa em julho a 2ª etapa do Cineamazônia Itinerante 2016

Já saiu o  calendário com o trajeto da segunda etapa do Cineamazônia Itinerante 2016!
Novamente Brasil, Bolívia e Peru estarão interligados com cinema, circo, poesia e fotografia. Dessa vez, porém, a viagem é pelo rio Guaporé! Olhem aí por onde passará o Cineamazônia.cineamazonia

Com atraso, Rússia entrega em Porto Velho o simulador do helicóptero de ataque MI-35m

sabreNesta última quarta-feira (23) um avião cargueiro Ilyushen 76 pousou na Base Aérea de Porto Velho, capital de Rondônia, no noroeste do Brasil transportando o simulador de vôo dos helicópteros de ataque MI35-m (chamados pela FAB de AH2-Sabre) , uma das máquinas de guerra mais poderosas e eficientes do mundo na sua categoria e que equipam o Esquadrão Poti, ( 2º/8º GAV ) sediado em Porto Velho.sabre 2

O Esquadrão Poti opera 12 helicópteros MI-35, recebidos a partir de 2009.  Além de comandantes de esquadrilha, que envolve 4 helicópteros, os pilotos sediados em Porto Velho realizaram em 2015 treinamentos para elevar o nível operacional para comandantes de esquadrão, envolvendo de 8 a 16 helicópteros, em ações de ataque, defesa, escolta, supressão da defesa aérea inimiga, varredura e apoio aéreo.

Cada AH-2 conta com um canhão de 23 mm capaz de disparar até três mil tiros em um minuto. Para se ter uma ideia, cada tiro de 23mm causa o mesmo impacto de quase 100 tiros de uma arma calibre 7,62mm, como os fuzis utilizados por tropas no solo.

Os mísseis embarcados são capazes de perfurar até 80 cm de aço de um sítio radar ou uma estrutura de comando e controle, por exemplo.

Com peso de 12 toneladas, os helicópteros têm blindagens em partes essenciais, como no tanque de combustível. A cabine dos pilotos, além de blindada, também é vedada para o caso de contaminação química ou biológica.

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Leia também : Geopolítica – O Esquadrão Poti agora é aqui

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fotos : 

A compra, formalizada em outubro de 2008, envolve um pacote formado por 12 helicópteros, mais armamentos e suprimentos para manutenção por cinco anos, ao custo de US$ 363,9 milhões.

Como compensação comercial, os russos investirão metade do valor da compra na instalação de ferramentas, bancadas e treinamentos parta manutenção, que será feita majoritariamente no Brasil, e treinamento de pilotos e mecânicos, além de um simulador de vôo.

O valor da compensação, quando multiplicado por pesos aplicados de acordo com a relevância de cada tecnologia transferida, sobe para mais de 100% do valor da compra, devendo chegar a 160%, segundo parâmetros da FAB.

Seguindo as diretrizes da Estratégia Nacional de Defesa, de 2008, outro Esquadrão, o Zagal (5º/1º GCC), responsável por operar um radar de aproximação que atua na vigilância do espaço aéreo brasileiro, está em fase de conclusão da mudança de Fortaleza (CE) para a Base Aérea de Porto Velho (BAPV), em Rondônia. Definitivamente, a região amazônica é prioridade das Forças Armadas.sabre 6

Toca Raul !

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Em Cacoal, Rondônia.

Planeta Beradelia, o som sem fronteiras

contracapa cd beradeliaEste é o CD Planeta Beradelia, da banda Beradelia, de Porto Velho, um grupo que surgiu da dissolução de algumas bandas da capital rondoniense (Bicho du Lodo, Quilomboclada e Recato). Alguns integrantes dessas bandas se encontraram pra fazer um som e daí surgiu a Beradelia, que vem com uma bandeira em punhos: levar a ideia beradera para o mundo, mostrando o folclore, a floresta e principalmente a urbanidade amazônica, falando sempre do cotidiano amazônida.
O CD foi gravado no home studio Line Rec. A produção foi viabilizada através de uma parceria, resultando numa gravação colaborativa. A Beradelia integra o Coletivo C.A.O.S ( Cultura e Arte Organizando o Social), ponto de articulação do Fora do Eixo em Rondônia.
O que os integrantes falam sobre o nome escolhido para a banda?

– Em Rondônia temos o costume de dizer que somos BERADEIROS, da beira do rio, o que achamos que reflete bem a cultura do Norte, já que o rio é nossa fonte de riqueza, transporte, diversão, vivência… “estrada de caboco é o rio“. BERADELIA é a junção de BERA (beirada) + DELIA (manifestação), ou seja: BERADELIA (Manifestação da Bera).

E por que o nome Planeta Beradelia para o CD?

– Batizamos o disco com este nome, porque ele mostra mais ou menos o que a banda pode abraçar em termos de sonoridade e idéias, ou seja, ele é uma mostra do que pode vir pela frente. Mostra um planeta e sua musicodiversidade, e as mutações que podem ir surgindo. A banda tem influências do metal ao samba, do carimbó ao reggae. Absorvemos tudo e traduzimos em uma sonoridade própria.

Beradelia é:

Rafael Altomar – guitarra e voz
Rodolfo Bártolo – bateria
Giovani Viecili – sopros, efeitos e voz
Cleyton Lira – percussão
Dennis Oliveira – baixo
B.O.C.A (Beradero Organizado Com Atitude) – voz

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O pacote de download inclui as 11 músicas, capa, contra-capa e o Manifestejo (Manifesto Beradero), que você pode ler no Som do Norte.

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“O Número”, um curta de Beto Bertagna neste domingo na TV Cultura do Pará

Neste domingo,11, de Círio de Nazaré, a TV Cultura do Pará apresenta o programa Cultura.Doc. às 21h com a exibição de dois filmes  que foram apresentados durante a Mostra de Cinema da Amazônia. Um dos filmes é “O Numero”, de Beto Bertagna, produzido em Porto Velho em 16 mm e transformado em digital.

Um homem troca de nome até conquistar um, definitivo… Baseado em conto do livro Babel, de Alberto Lins Caldas. Um curta-metragem brasileiro com Othon Bastos, premiado em Festivais de Cinema. Direção de Beto Bertagna. Filmado em 16 mm numa sala em construção da Faculdade Uniron, na cidade de Porto Velho/RO. Diretor de Fotografia, “Ruda”Rodolfo Ancona Lopez  Negativo, Fuji Câmera, Eclair

A TV Cultura do Pará integra a Televisão América Latina (TAL) e a Associação Brasileira de Emissoras Educativas e Culturais (ABEPEC), que mantém a Rede Pública de TVs no Brasil (RPTV). É a única TV do Brasil que produz um programa infantil com temática amazônica, o “Catalendas”, exibido em rede nacional. É a maior produtora de clipes musicais na Amazônia e a que mais transmite ao vivo ou exibe gravações de shows de música brasileira na região. O atual diretor da TV Cultura é o jornalista Tim Penner.

Leia mais : O Número”, de Beto Bertagna, entra em cartaz no Curta Petrobras

Se alguém perguntar por mim, fui montar um barracão por aí…

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Túnel do Tempo – Parabéns Porto Velho !

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Vistas de Santo Antônio do Madeira e da nascente Porto Velho .

Túnel do Tempo – EFMM em 1977

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Doenças Tropicais : Rio Madeira recebe as cinzas do pesquisador Luiz Hildebrando

Por Alexandre Almeida

O Ipepatro (Instituto de Pesquisas em Patologias Tropicais de Rondônia) realizou na tarde do último domingo (16) a solenidade de entrega das cinzas do professor Luiz Hildebrando Pereira da Silva, que faleceu em setembro do ano passado. O evento ocorreu na sede da Fiocruz Rondônia, em Porto Velho.

A solenidade foi conduzida pelo diretor do Cepem (Centro de Pesquisa em Medicina Tropical), Mauro Tada, juntamente com os filhos do homenageado: Luiz Awazu e Sônia, os quais relembraram a trajetória do pesquisador Luiz Hildebrando no período em que desenvolveu seu trabalho no Estado de Rondônia. Ainda na oportunidade, Luiz Awazu doou à Fiocruz Rondônia a placa em homenagem ao pai, que foi entregue durante a realização da 67ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) em São Carlos (SP).

Para Mauro Tada, o professor Luiz Hildebrando sempre exerceu seu trabalho com metas. “Ele foi e hoje ele retorna, pois temos que seguir aquilo que ele plantou”, destacou. Já Luiz Awazu Pereira da Silva agradeceu a atenção de todos. “Vou sentir falta do amigo, não só da relação de pai para filho, mas também de amizade e isso é o que faz falta. Temos que olhar para frente e fazer com que a vida avance”, acrescentou.

O vice-diretor de Serviços de Saúde e Pesquisa Clínica da Fiocruz Rondônia, Juan Miguel Villalobos Salcedo, declarou se sentir honrado por ser um herdeiro do professor. “Vamos em frente, vamos fazer juntos e encamparmos isso com coragem, com vontade de continuarmos. Ele nos deixou aquela semente e aquela honestidade da forma como ele sempre se expressava”, frisou.

“Ele transmitiu a oportunidade de dar espaço a outras pessoas”, destacou a pesquisadora Najla Benevides Matos. “Foi um exemplo de seriedade, honestidade e caráter. Uma pessoa que dizia o que estava pensando”, relembrou a vice-diretora de Ensino, Informação e Comunicação da Fiocruz Rondônia, Carla Freira Celedonio Fernandes.

“Foi um dos maiores articuladores para esta fundação de pesquisa (FAPERO). Sabemos que ele vai estar nos apoiando espiritualmente. Deixou uma herança científica importantíssima”, finalizou o diretor científico da Fapero (Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia).

No final da tarde, parte das cinzas foram despejadas por seus filhos no Rio Madeira durante um passeio de lancha.

Geólogos classificam túneis de animais extintos na região amazônica como paleotocas

A paleotoca existe há pelo menos 10 mil anos e tem, no mínimo, 100 metros de extensão

A primeira toca de preguiças gigantes da região amazônica, extintas há milhares de anos na América do Sul, foi classificada no último mês por pesquisadores do Serviço Geológico do Brasil.

A caverna já era conhecida por moradores da região de Ponta do Abunã, em Rondônia, mas não havia sido classificada como paleotoca, ou seja, cavada por animais extintos.

A paleotoca existe há pelo menos 10 mil anos e tem, no mínimo, 100 metros de extensão. A toca tem marcas de garra que indicam que foi escavada por espécies de grande porte.

Serão feitos estudos complementares na região para buscar novas tocas, além de detalhar a paleotoca descoberta e determinar sua extensão total. Também serão feitas escavações de pequeno porte em busca de evidencias fósseis dos antigos moradores do local.

via Agência Brasil

Empresa que construiu barragem de PCH que rompeu em Rondônia acusa Eduardo Cunha de corrupção

Milton Toufic Schahin na Câmara dos Deputados foto: Zeca Ribeiro

Milton Toufic Schahin na Câmara dos Deputados foto: Zeca Ribeiro

A construtora Schahin foi contratada para construir a pequena central hidrelétrica (PCH) de Apertadinho, em Rondônia. Formou um consórcio com a EIT. Quando entregou a obra, a barragem rompeu, causando danos ambientais e obrigando cerca de 200 famílias a deixarem suas casas de forma preventiva.

Veja Matéria Completa no O Globo

Da Coluna do Nelson

Nelson Townes de Castro, jornalista premiado, falecido em 2011,  escrevia com a ajuda de um colaborador anônimo a “Coluna do Nelson”no jornal Estadão do Norte, de Porto Velho (RO) . Veja um trechinho de uma destas:

Pérolas comerciais
Mais algumas “pérolas” de comerciais de TV veiculados em Porto Velho. Num deles lê-se que determinado produto tem “autíssima qualidade”. Com “u”. Outra divulga o endereço de uma “funeilaria”. Faz sentido. Deve ser cruzamento de funerária com funilaria. Conserta o carro acidentado e enterra a vítima.

Barbaridades
Um carro anuncia “Mestiço Brasil brevimente”. Com “i”. Pior mesmo é ver aqueles monótonos, sem criatividade, sempre iguais, péssimos comerciais de supermercados anunciando que está em promoção o “leite condençado”. Com “ç”. E a gente na sala pedindo desculpas às visitas e mudando de canal. Com o risco de ver barbaridades maiores ainda.

Colorido
Mas, quem disser que a publicidade na TV não melhorou em Porto Velho nos últimos 20 anos esquece-se do tempo em que a televisão mostrava anúncios que só aqui poderiam aparecer nos intervalos da novela das 8. Bem na hora do jantar, você à mesa com a família, comendo e vendo o comercial de uma firma limpa-fossas mostrando cocô a cores.

Pitoresco
A história da publicidade em Rondônia tem histórias pitorescas. No início da década de 70, a Funerária Raposo, que ficava na av. Presidente Dutra, centro, contratou o então Padre Vitor Hugo, fundador e diretor da rádio Caiari, para participar de um comercial pela emissora. O anúncio transformou Vitor Hugo no primeiro garoto propaganda daqui.

Eficaz
O anúncio começava com uma música sinistra e a voz rouca do Padre Vitor Hugo falando num tom cavernoso autoritário: “Da morte ninguém escapa!” Em seguida ouvia-se um locutor (salvo engano o Osmar Vilhena) num tom jovial, alegre, falando da qualidade e dos ótimos preços dos caixões da Funerária Raposo, “bem ao lado da Panificadora Raposo”.

Sem papas na língua
Nelson também era conhecido por ser um gentleman, apesar de não ter papas na língua. Certa ocasião, mandou um repórter e editor de um site da cidade às favas . ” Os seus grunhidos parecerem vindos de um porco branco “, pois o aludido repórter vocifera “com o focinho enterrado enterrado na lama” – escreveu Nelson. E o porcalhão balançou seu rabinho torto e se enfiou de vez no lama e no pó.  Onde parece continuar até hoje.

Leia Também : Abecedário delas : atualizado até a letra O, de aqui prá você , Ó

Deu no G1: Sucuri de 5 metros é encontrada em RO

Uma cobra sucuri de aproximadamente cinco metros de comprimento foi encontrada em um igarapé no bairro Nova Esperança, na Zona Norte de Porto Velho, na última terça-feira (19). Trabalhadores faziam a limpeza do canal com retroescavadeiras, ao lado de um campo de futebol, quando encontraram o animal, pesando cerca de 80 quilos. O réptil foi capturado por moradores e depois devolvido à natureza pela Polícia Ambiental.

Veja a matéria completa aqui

“Rondon foi o homem certo, no local certo”, afirma professor de história sobre o patrono de Rondônia

Selo será lançado no dia 5, no Porto Velho Shopping

Selo será lançado no dia 5, no Porto Velho Shopping

Por Montezuma Cruz

Único estado que homenageia um personagem da história nacional, Rondônia lembrará, neste dia 5, os 150 anos de nascimento do marechal Cândido Mariano Rondon e o centenário da conclusão dos trabalhos da comissão por ele chefiada, rumo à Amazônia Ocidental Brasileira.

“Rondon foi o homem certo, no local certo. O modernizador na transição entre o Império e a República”, disse o professor de história da Universidade Federal de Rondônia, Edinaldo Bezerra de Freitas.

Além de Roquette Pinto, autor de “Rondônia, a Terra de Rondon”, o professor Freitas menciona a escritora Laura Maciel, autora de “A Nação Pelo Fio”, pelo qual, segundo ele, é possível avaliar a fortuna crítica e fundamentos do marechal.

Freitas também elogiou o governo de Rondônia pelo apoio à recuperação do legado do marechal. “O estado vai dar mais importância à história a partir da criação do Memorial, na Vila de Santo Antonio, que espero seja um local onde todos possam acessar documentos e material de pesquisa a respeito de Rondon”, afirmou.

No dia 5 de maio, o governo de Rondônia promoverá diversos eventos, entre os quais uma mostra de painéis, no Porto Velho Shopping. Na ocasião, ainda será lançado pelos Correios o selo comemorativo.

A autoria do nome do ex-Território Federal, antes conhecido por Guaporé, foi do etnólogo, antropólogo, médico e ensaísta, Edgar Roquette-Pinto (1884-1954), durante conferência no Museu Nacional do Rio de Janeiro, em 1915, três anos depois de percorrer a floresta rondoniense. Aqui ele estudou o comportamento e colheu a fala dos índios Nambiquaras e Parecis.

O nome dado por Roquette Pinto designa a região compreendida entre os rios Juruena e Madeira. “Um território cortado pela estrada de Rondon”, argumentava ele na época, reforçando que “sendo esse território riquíssimo em elementos geológicos, botânicos, zoológicos, etnográficos, entre outras características, isso permitia já considerá-lo uma província autônoma.

Em 2008, visitando uma aldeia Nambikwara, na região do Alto Guaporé, o professor Freitas emocionou-se ao ouvir de um indígena idoso respeitosa referência ao personagem. “Aquele homem que se vestia de ferro”.

Rondon foi duas vezes indicado para o Prêmio Nobel da Paz,  em uma delas pelo físico Einstein. foto: Ascom/RO

Rondon foi duas vezes indicado para o Prêmio Nobel da Paz, em uma delas pelo físico Einstein. foto: Ascom/RO

Estréia “Jaci – Sete Pecados de Uma Obra Amazônica” : a conferir.

Assista ao trailler :

 

Paixões, revolta, mortes, ambição. O novo documentário da Repórter Brasil: Jaci – Sete Pecados de Uma Obra Amazônica revela as entranhas da construção de uma das maiores usinas do Brasil .O filme está na seleção oficial do festival “É Tudo Verdade”, um dos mais prestigiados do gênero e também deverá estar presente no Curta Amazônia e no Fest Cineamazônia, em Porto Velho.

Ao longo de quatro anos, os produtores seguiram as aventuras de trabalhadores que saíram de diversos estados para erguer a hidrelétrica de Jirau. Depoimentos de autoridades e especialistas, além das diversas pessoas que tiveram suas vidas transformadas pela obra, ajudam a pintar um retrato em cores vivas dos impactos sociais, ambientais e trabalhistas da construção da usina que tem o terceiro maior potencial hidrelétrico do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). Mais de 30 tipos de câmeras foram usadas no documentário, que conta com imagens internas que só os operários poderiam captar.

A direção é de Caio Cavechini e Carlos Juliano Barros. A duração é 102 minutos.

Cerimônia marca enterro de sangue Yanomami em aldeia

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Fotos: Leonardo Prado/ PGR

Roraima- RR,  Em uma cerimônia que durou pouco mais de três horas, 2.693 frascos de sangue foram pacientemente derramados em um buraco cavado em um dos pilares da Yanoa (maloca na língua yanomae). Os Yanomami honraram os seus antepassados que, entre as décadas de 1960 e 1970, tiveram o sangue coletado por pesquisadores estrangeiros sem a autorização das lideranças do povo.

Navio Hidroceanográfico “Rio Branco” vai apoiar a criação de hidrovia de 1.076 km no Rio Madeira

foto: Inace

O Navio Hidroceanográfico “Rio Branco” foi entregue em Manaus. foto: Inace

A embarcação entregue hoje (2) foi desenvolvida pela Indústria Naval do Ceará (Inace), e irá aumentar a segurança da trafegabilidade dos rios amazônicos.  Com investimentos de R$ 48 milhões em equipamentos – financiados pelo Ministério da Defesa por meio do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) -, o “Rio Branco” irá realizar o levantamento cartográfico e mapear o leito dos rios para detectar bancos de areia que causam acidentes náuticos, desobstruindo as estradas fluviais.

A entrada em operação do “Rio Branco” deverá baratear os custos de transporte na região. Atualmente, para navegar de  Manaus a Tabatinga, é necessário a contratação de uma lancha ao custo de R$ 60 mil para detectar os bancos de areia e evitar acidente com a embarcação.

O projeto do Navio Hidroceanográfico “Rio Branco” foi concebido pelo Centro de Projetos de Navios da Marinha e desenvolvido pelo estaleiro construtor, a Indústria Naval do Ceará (INACE). Com 70% de conteúdo nacional, o projeto do navio gerou um incremento na capacidade tecnológica em construção de navios militares e de pesquisa.

O navio Rio Branco se incorporá à frota do 9º Distrito Naval, onde outras duas embarcações menores que já trabalham na cartografia da maior bacia hidrográfica do mundo – que é a do Rio Amazonas.

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Surf noturno na Pororoca ilumina a noite no rio Capim, no Pará

São Domingos do Capim- PA, Brasil- As pranchas estavam cobertas de LEDs e o Mirante do Barriga – de onde o fenômeno pode ser visto – iluminado para a espera da onda. fotos: Sidney Oliveira/ AG Pará

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Amazônia conectada

 

Foto: Divulgação/Amazônia Conectada/Exército Brasileiro

Foto: Divulgação/Amazônia Conectada/Exército Brasileiro

O plano é construir infovias de 7,8 mil km pelos rios Negro, Solimões, Purus e Juruá. O custo estimado é de R$ 1 bilhão e a previsão de conclusão é 2017. O objetivo é levar conexão para o interior do Amazonas. Hoje, a solução é o acesso via satélite – instável e caro. A tecnologia de fibra ótica permitirá conexões de até 100 Gigabit por segundo: capacidade usada para atender também o governo do Amazonas e órgãos como Receita Federal e Ibama.

O custo estimado é de R$ 1 bilhão e a previsão de conclusão é 2017. O objetivo é levar conexão para o interior do Amazonas. Hoje, a solução é o acesso via satélite – instável e caro. A tecnologia de fibra ótica permitirá conexões de até 100 Gigabit por segundo: capacidade usada para atender também o governo do Amazonas e órgãos como Receita Federal e Ibama.

Segundo a RNP, 94% das 7,5 milhões de pessoas que poderão ser atendidas pelo projeto são ribeirinhas.

Ao Norte : um show de imagens de Luciana Macêdo !

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Depois da enchente, família volta prá casa e encontra cobra de 3 metros

foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros do AC

foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros do AC

Uma família que abandonou a casa com a enchente provocada pela cheia do Rio Acre , na capital Rio Branco foi surpreendida ao voltar prá casa, no bairro Aeroporto Velhoe encontrar uma cobra de 3 metros  no quintal da residência. Segundo o dono da casa Raimundo Almeida da Silva, de 64 anos, a cobra já tinha comido um galo quando ele a encontrou. O Corpo de Bombeiros foi acionado para fazer a captura do animal, que foi levado para o 4º Bis.

União reconhece estado de calamidade pública sumária no Acre

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fotos: Pedro Devani/Sérgio Vale/Gleilson Miranda/Secom

 

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Bainha, o homem que comeu cera

ataPor  Altair Santos (Tatá)
Para: Luciana Oliveira, agradecido pela deixa

Já vem de certo tempo a nossa amizade com o compositor, intérprete, carnavalesco e ritmista Waldemir Pinheiro da Silva, o popular e querido Bainha, por quem nutrimos alargada admiração, respeito e carinho. Sem exageros o temos como um dos maiorais, dentre os maiorais do samba local e do nosso carnaval.
Durante esse mal engendrado carnaval de 2015 pudemos privar da companhia honrosa do Bainha em alguns eventos: tocamos e cantamos no Samba Autoral junto ao povo alegre do Asfaltão, madrugamos no Mocambo com o Bloco Até Que Noite Vire Dia, fomos ao Bar do Pernambuco no Concentra Mas Não Sai, brincamos no Calixto & Cia com o amigo Toninho Tavernard e tantos outros e saímos na Banda do Vai Quem Quer. A nossa agenda findou por aí. Já o irrequieto Bainha, por seu turno fez a via sacra completa!
Um dia desses, ao calor da organização do Bloco Pirarucu do Madeira, momentos antes do desfile, houvemos de relatar pra amiga Luciana Oliveira, algumas proezas desse jovem com quase 76 anos nos costados, fazendo ressalte para o que mais chama a atenção nele, a cintilante alegria e a energia em altíssima voltagem que o rapaz carrega consigo, além, é claro, da sua inegável e espraiada competência poético-melódica.
Pois bem, dentre tantas sobre o Bainha, uma passagem sempre se aviva em nossa lembrança, como vejamos: certa vez, quando por aqui ainda rolavam os carnavais fora de época, com os trios e bandas da Bahia fazendo aquelas apresentações grandiosas, lá Avenida Jorge Teixeira, estávamos na beira da calçada, sentados bebericando algo e apreciando o movimento, até que a efervescente apresentação do grupo Chiclete com Banana se aproximasse.
Quando o grande e festivo cortejo chegou onde estávamos nos pusemos olhar tudo. Após passarem os brincantes vestidos com os abadás, eis que na divisa fronteiriça entre a corda e a pipoca, na primeira fila, nossas vistas bateram em cima de um certo baixinho, cambota e serelepe, trajando bermuda branca sandália de couro, camiseta no ombro e uma bandana a lhe cobrir a careca. Na mão como providencial adereço, uma inseparável lata de cerveja. Era o Bainha!
Naquele montueiro de gente ele vinha bem na frente, dando as cartas e ditando o ritmo, parecia Zé Pereira, o Rei da Folia, tirando uma de mestre sala ou comissão de frente daquela numerosa e frenética pipoca. Na segunda volta do trio no circuito, a cena se repete com o incansável Bainha liderando o fuzuê dos foliões pipoqueiros, pulando e sacudindo os braços em movimentos coreograficamente ordenados. Ao seu redor os jovens brincavam e parecia serem abastecidos pelos volts intermináveis da sua bateria.
Mais tarde, por volta de duas da madrugada, lá pros rumos do Bairro Nossa Senhora da Graças, paramos num certo botequim pros goles derradeiros antes de ir pra casa. Numa das mesas, rodeado de amigos bem mais jovens lá estava o energizado, o turbinado e eletrizado Bainha, fagueiramente a prosear.
Cremos que o moço é um ungido a esbanjar essa vitalidade toda, por haver herdado receitas miraculosas de ancestrais mui distantes como antigas e remotas tribos da cordilheira do Himalaia. Se não de tão distante, talvez a sua receita seja daqui mesmo da Amazônia, preparada com os óleos, folhas, raízes e desconhecidas seivas extraídas por velhos Pajés.
Após ouvir atentamente o que discorremos, a Luciana deu um trago no cigarro, soprou a fumaça, lançou um olhar pro espaço e disse, em tom moderado: Parece que ele comeu cera!
tatádeportovelho@gmail.com

Tragédia das águas do rio Acre atinge Xapuri

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Às 13 horas desta quinta-feira, 26, o nível do Rio Acre em Xapuri alcançou a marca de 18,16 metros, quase cinco metros acima da cota de transbordamento. O número de famílias que precisam deixar as casas cresce a cada hora. 138 famílias estavam em quinze abrigos públicos e 508 em casas de parentes e amigos.

Com a vazante do Rio Acre apresentada em Brasileia, a estimativa da Defesa Civil é de que nos próximos dias o nível das águas em Xapuri se eleve ainda mais. Em 2012, o rio alcançou a marca histórica de 15,57 metros, que até o presente momento já foi ultrapassada. A casa onde Chico Mendes morou e a igreja São Sebastião, edificações históricas da cidade, foram alcançadas pela cheia.

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fotos : Deyvesson Gusmão

Em Brasiléia/AC , cheia do Rio Acre bate novo recorde

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Segundo medição da Defesa Civil, o nível do Rio Acre em Brasileia atingiu a cota de 14,85 metros às 16 horas desta segunda-feira, 23, ultrapassando a marca da enchente histórica de 2012, com medição de 14,72 metros. Parte da telefonia móvel no município está comprometida.

O prédio da operadora Oi!, localizado no Centro da cidade, foi atingido pela enchente, interditando o serviço de internet na região. Nesta manhã, a prefeitura decretou estado de calamidade pública. A informação é de que 577 famílias já foram desalojadas e desabrigadas, atingindo cerca de 1.880 pessoas. Ao todo, 13 bairros foram atingidos diretamente pela enchente.

Em Epitaciolândia, a prefeitura viabilizou quatro abrigos públicos. A enchente desabrigou e desalojou 198 famílias. Uma sala de situação foi montada em Brasileia, na semana passada, para monitorar o nível das águas e coordenar as ações de assistência aos atingidos pela enchente.

A operação conta com o apoio de mais de 100 homens do Corpo de Bombeiros, 130 soldados do Exército, 92 policiais militares, 250 funcionários da prefeitura, voluntários e servidores públicos do governo do Estado.

fotos: Gleilson Miranda via Agência de Notícias do Acre