Arquivos da categoria: Ao Norte

Carnaval : 500 mil prá São Paulo

Por Altair Santos (Tatá)

O que é isso? Eis aí outra pedrada no quengo das nossas escolas de samba, a turma anda grogue até agora, rodopiando nas esquinas, quase indo a nocaute e ter que beijar a lona. Alheias aos nossos interesses, pessoas se dizendo ligadas ao fazer cultural daqui, lançam os pés pelas mãos, e saem por aí, paulicéia a fora, movidas por suas próprias vontades, agindo ao sopro de suas próprias ventas, regateando e comercializando o nome de nossa cidade, promovendo verdadeira feira de liquidação, tendo como oferta, os 100 anos da cidade porto. O centenário da capital que, presume-se, venha a ser tema do nosso ainda indefinido e já atrasado carnaval vindouro, segundo matéria publicada na mídia local, é tema acertado com a Escola Tom Maior da terra da garoa. Para cantar Porto Velho no sambódromo do Anhembi em fevereiro de 2014, a Tom Maior, única das dez escolas a serem contatadas e que aceitou o desafio, receberá da Prefeitura de Porto Velho a singela quantia de R$ 500.000,00. Aí se fala numa contrapartida de 60 fantasias para pessoas daqui, camarote com bebida e comida para 20 pessoas, participação dos compositores locais na disputa do samba de enredo, etc. O que dói e machuca nisso tudo é que as escolas de samba locais fizeram, neste ano, verdadeiras romarias, incansáveis peregrinações, sofridas idas e vindas em busca de garantir recursos para os seus carnavais, sem nada conseguir. Sequer tiveram uma só moeda para produzirem os seus desfiles neste ano de 2013 e ainda andam às tontas por aí, tentando se organizar para o incerto certame carnavalesco do ano que vem. Essa coisa de vender lá fora o nosso produto histórico como forma de evidenciar e divulgar a cidade e suas coisas é cantiga barata, isso não se faz assim, é conversa vencida e atitude antipatriota como o nosso carnaval local e, convenhamos não nos dá esse retorno promocional tão cantado pelos interessados, pois segundo se sabe a agremiação de São Paulo desfilará num horário de baixíssima audiência, além do próprio carnaval paulistano não ser transmitido para os mais importantes estados da própria região sudeste. Mais, a Escola Tom Maior corre risco de rebaixamento e, de carona, levaria nesse abismo momesco o nome de nossa capital centenária. Quem nos quiser como tema que o faça, pesquise, escreva, temos a nossa trajetória histórica e política, os nossos ciclos de desenvolvimento, as nossas riquezas e belezas naturais, temos as artes e a cultura, somos uma cidade onde brilha a miscigenação, somos um Brasil de diversidade. Pronto, isso é tudo! Venham, estamos de portas abertas pra colaborar, pra somar, somos e seremos sempre hospitaleiros, agora doar recursos pra bancar o enredo de lá, é tirar de quem não tem, é negar duas vezes pra nossas próprias produções e ainda nos colar na testa a insígnia de otários. E se tem pra dar porque não o fizeram aqui? Chamaram o cabôco pra briga e como dito pelo personagem “percoço” da novela das oito, “assim tão querendo respingar o meu linho e o bicho pega!” Justo, nas nossas barbas, debaixo dos nossos bigodes, mandar 500 mil prá lá, enquanto aqui os segmentos urram por um recurso desses para tocar parte das suas atividades, é realmente total falta de compromisso, cuidado e zelo.  Repassar recurso para a agremiação postulante de São Paulo que, notadamente, atravessa também séria crise política interna é sim, um duro golpe e dever ser refutado. Queremos ver o nosso centenário cantado e encenado aqui, por nossas escolas, com produção dos nossos carnavalescos, artesãos, artistas plásticos, aderecistas, costureiras, queremos os nossos compositores fazendo seus sambas sobre o centenário, o comércio local vendendo seus artigos e produtos de carnaval, o transporte público, hotéis, bares, restaurantes e similares tendo as suas atividades aquecidas, gerando arrecadação pro município, vamos organizar e fortalecer nossas escolas e a sua federação ou liga, ou associação. O momento é propício, vamos de uma vez por todas, construir em definitivo os braços de sustentação da nossa cultura popular e provar que ela pode evidenciar nossa capital e nosso estado, lá fora, sem negociações soturnas, desavisadas. A realização do carnaval de 2013, em plano meia-boca, ainda repercute negativamente, o que faz com que carnavalescos e dirigentes se façam incrédulos e inseguros quanto ao futuro.  Nunca vimos isso com bons olhos, vivenciamos uma histórica dificuldade em estabelecer práticas que promovam o ânimo do segmento produtor de carnaval. A turma daqui sofre pra manter viva a tradição da cultura popular. Aí, sem ter nem porque, alguns bonitinhos consignam lá fora, apoios daqui, pra uma escola de samba da cidade mais rica do país. Eis mais um assunto pra nossa turma da revolução cultural apreciar e se manifestar, não podemos silenciar e assistir submissos a uma coisa dessas!

………………………..
O autor é músico e produtor cultural
tatadeportovelho@gmail.com

“O Número” será exibido na IV Mostra de Cinema da Amazônia

A “Mostra de Cinema da Amazônia” é um festival de cinema itinerante que utiliza o cinema como ferramenta de intercâmbio cultural entre a Amazônia e o mundo. O projeto consiste em divulgar os filmes amazônicos para os mais diversos públicos e trazer o cinema independente contemporâneo para a Amazônia.

Em 2013 realizaremos a quarta edição do evento que já passou por 14 cidades e 5 países em quase 10 anos de existência. Desta vez a Mostra acontecerá no Brasil e Europa, resultando em 60 dias de debates, encontros, fóruns e exibições de curtas, médias, longas, documentários e animações de todos os países envolvidos no projeto.

No Brasil a mostra percorrerá durante o mês de maio de 2013 as capitais dos estados do Pará, Amazonas, Acre, Rondônia, Amapá e Roraima através de parceria firmada com os coletivos integrantes do Circuito Fora do Eixo.

Em junho a mostra atravessa o oceano e aporta em Portugal com uma programação que envolve shows musicais, intervenções, exposições e feira gastronômica em 3 cidades portuguesas. As inscrições estão abertas para produções amazônicas (produzidas e filmadas na Amazônia) no período de 16 de março à 16 de abril de 2013, e devem ser realizadas exclusivamente no site do Instituto Cultural Amazônia Brasil.

Os interessados em participar devem atentar ao regulamento no site e preencher um formulário de inscrição online. As obras deverão ser enviadas pelo correio cumprindo as normas estabelecidas pelo regulamento.

A Mostra existe para dar espaço e visibilidade nacional e internacional para o cinema independente produzido na Amazônia, estabelecer o intercâmbio cultural entre os países envolvidos, e também fomentar parcerias e relações comerciais de co-produção entre artistas, produtoras e instituições nacionais e internacionais.

Pachamama – Cinema de Fronteira participa do Festival de Buenos Aires

O Festival Internacional Pachamama – Cinema de Fronteira, representado pelo seu diretor Sérgio de Carvalho e pelo produtor Marcelo Cordero, da Bolívia, foi convidado para participar do Festival de Cinema Independente de Buenos Aires, o Bafici, um dos mais importantes da América Latina.

Nos seus 15 anos de vida, o festival argentino possui cerca de 400 filmes em sua programação, revelando o que há de mais inovador em termos de linguagens e propostas cinematográficas. Sendo um ponto de encontro entre produtores, diretores de festivais, diretores de cinema, atores, entre outros profissionais da área, promovendo, assim, uma grande rede de intercâmbio e negócios cinematográficos.

Convidado por ser considerado um festival inovador, o Pachamama – Cinema de Fronteira está se consolidando no meio cinematográfico internacional, em 2012 foi convidado para participar do Bolivia Lab, na cidade de La Paz, compondo a mesa redonda “Festivais do Futuro” e para o Festcine Amazônia, em Rondônia, além de ter realizado uma Mostra na cidade de Cusco, no Peru, a convite do museu Qorikancha.

Durante o Bafici, o Pachamama – Cinema de Fronteira reuniu-se com os diretores do Festival de Cinema de Valdívia, Chile, para discutir uma parceria entre os dois festivais. O Pachamama nasceu com o objetivo de promover a integração cultural na área da tríplice fronteira acreana (Brasil, Bolívia e Peru) e, desde o ano passado, estende sua proposta com ações em toda a América Latina, por meio da participação de filmes e convidados dos mais diversos países, como Colômbia, Argentina, Chile e Uruguai. Ampliando, então, seu alcance e a discussäo sobre o amplo e complexo tema de fronteiras.

Inscrições para o 4º Curta Amazônia vão até o dia 20 de abril

DSC_0007O Festival de Cinema Curta Amazônia, que acontece em Porto Velho, capital de Rondônia,  completa sua quarta edição com exibições de filmes nos formatos de curta, média e longas metragens, nos gêneros ficção, animação, documentário, experimental e vídeo-clipe, com entrada gratuita em todas as suas sessões. Janela alternativa independente de exibição, abrindo espaço para diretores estreantes quanto diretores consagrados, estimulando a formação de público, seja exibindo obras contemporâneas ou resgatando obras históricas. As Mostras ocorrerá no período de 3 a 8 de junho de 2013, em Porto Velho no SESC Rondônia ( 3 a 7) e na Praça Aluizio Ferreira (7 e 8). A inscrição de filmes para o 4º Festival de Cinema Curta Amazônia é gratuita e pode ser feita até o dia 20 de abril no site www.curtamazonia.com.

Parceria de resultados SESC Rondônia e Curta Amazônia

A parceria de resultados entre a organização do Festival Curta Amazônia e do SESC Rondônia que faz parte do Sistema Fecomércio, mostra cada vez mais que é possível realizar ações culturais que tragam benefícios à todos os envolvidos, quer seja a classe comerciária e o público em geral. Para o diretor regional do SESC Rondônia Waldy Fernando, “estimular e criar o hábito de assistir filmes brasileiros feitos por brasileiros, para nós do SESC Rondônia é fundamental apoiar iniciativas como o Festival de Cinema Curta Amazônia que sempre traz novidades em sua grade de programação a cada edição e forma junto a classe comerciária e o público de Porto Velho o hábito de ver bons filmes”. Para o diretor de Cultura do SESC Rondônia Fabiano Barros, “também foi fundamental criarmos o Núcleo de Cinema aqui em Porto Velho , aproximando e oportunizando a classe comerciária e o público em geral, criando alternativas de assistir filmes gratuitos nas sessões propostas com parceiros e por iniciativas do próprio SESC Rondônia”. Já a responsável pelo Núcleo de Cinema, Michele Saraiva, “fortalecer o hábito do debate através das artes cinematográficas e ao mesmo tempo criar o hábito cultural nas “cabeças das pessoas” é fundamental na vida do cotidiano do cidadão e da cidadã em nossa cidade”.

Endereço para o envio dos Filmes:
Associação Curta Amazônia – 4º Festival de Cinema Curta Amazônia
Rua Raimundo Cantuária, 712-B, Baixa União, Cep: 76.805-862, Porto Velho – RO.
(69) 3224-7077 – Email: festival@curtamazonia.com  -   www.curtamazonia.com

Parabéns , Guajará-Mirim ! Esta cidade é 10 !

Estação final da centenária Estrada de Ferro Madeira-Mamoré,  Pérola do Mamoré, parabéns pelo seu aniversário. Um abraço em todo(a) guajaramirense que ama, de fato, esta terra ! Leia mais sobre Guajará-Mirim aqui .

Divino, Cem Vezes Divino

A magnífica manifestação de fé que acontece no Vale do Guaporé, na fronteira de Rondônia com a Bolívia, sob a ótica do cineasta Beto Bertagna. Um vídeo histórico, realizado no centenário da festa,em Pedras Negras, no ano de 1994. Produção em Betacam/SP. Também dirigido por Luiz Brito. Narração de Celso Ferreira. Trilha Sonora, Marcelo Pereira. Roteiro de Nelson Townes. 24 minutos

Deu no G1 – Sucuri gigante é encontrada no Rio Abunã, na fronteira do Acre com a Bolívia

Uma cobra Sucurujuba (a popular sucuri), medindo aproximadamente 10 metros, foi fotografada no último sábado (2) por um caçador no momento em que se movimentava pelo leito do rio Abunã, na fronteira do Brasil com a Bolívia, na região do município de Acrelândia, situado a 111 km de Rio Branco, capital do Acre. (Foto: Samuel Dominguez/Arquivo pessoal) fonte : G1 Acre

Veja também : Motorista tenta desviar de cobra sucuri na BR 364, em Rondônia. Acidente causa 5 mortes

Porto Velho recebe encontro de caravanas teatrais na EFMM

Neste sábado (09) a Arena Madeira Mamoré da Estrada de Ferro Madeira Mamoré , em Porto Velho, capital de Rondônia, será palco para o encontro de duas Caravanas Teatrais de grupos da Região Norte em circulação pelo Brasil, que farão três apresentações para celebrar o acontecimento da melhor forma.

A “Caravana Nas Trilhas de Rondon – 100 anos de história”, realizada pelo grupo portovelhense O Imaginário, teve início no dia 13 de Fevereiro e percorreu mais de 3 mil km, 2 Estados (RO e MT), 2 Capitais, 17 Cidades, apresentando intervenções, espetáculos, oficinas, convivências e trocas para um público de mais de 12 mil pessoas . Já o grupo acreano Visse e Versa de ação cênica iniciou um “Circuito Teatral” que vai levar seu espetáculo Comédia Del’Acre a 13 cidades, atravessando o Brasil de Noroeste ao Nordeste.

O ator e diretor Chicão Santos, fala do sucesso e descreve: fizemos o caminho inverso que o Rondon fez, no início do século XX, foram mais de 20 dias, mais de 12 mil pessoas nas trilhas rumo à Chapada dos Guimarães. Levando apresentações, oficinas e intervindo na vida das cidades e do seu público, superamos todas as metas e ampliamos o diálogo sobre as artes públicas e a cena contemporânea.

Para Lenine Alencar, da Cia. Visse e Versa, levar um espetáculo e artistas acreanos para se apresentar em outros estados é uma oportunidade de crescimento única. “É importante para divulgar a produção teatral do estado do Acre, bem como, promover o intercâmbio de nossos artistas com as mais diferentes culturas, processos criativos e atividades continuadas de grupos”, ressalta.

O encontro foi idealizado pelos grupos O Imaginário (RO) e Cia. Visse e Versa de Ação Cênica (AC), e os projetos receberam o patrocínio do Governo Federal, Ministério da Cultura e Funarte, através do Prêmio Myriam Muniz de Fomento ao Teatro.

Veja aqui : A programação desse encontro começa às 19 horas e conta com 3 espetáculos que vão da comédia ao drama na EFMM

1ª Mostra Experimental de Comunicação Visual acontece em Rio Branco, Acre

A ideia é simples, levar à público o conhecimento aplicado dentro da Universidade. Com esse princípio, 30 alunos, 1 professor e várias ideias surgiram para concretizar essa mostra. São 34 técnicas e no total, 66 fotografias embasadas em teorias e aprendizado. Tá no Facebook da minha amiga Amanda Borges.

Fona, poeta Mado!!

fonaPor Antônio Serpa do Amaral Filho (Basinho)  

 Interpretando texto de sua própria autoria, o poeta Mado (Carlos Dias Macedo) dá o bote e volta ao palco do Teatro Banzeiros (em Porto Velho, Rondônia), de onde ele nunca deveria ter saído, depois de passar uma temporada ocupando cargo burocrático na Fundação Cultural Iaripuna, na administração Roberto Sobrinho. Na assistência de direção: Natália Lima; som: Elizeu Braga; iluminação de Seu Ozias, com o apoio do fotógrafo Beto Ramos.
Menino criado sem cueca nos confins do bairro Olaria, o artista desfolha, no tablado da ribalta, um conjunto de reminiscências à guisa de inventário do mundo pretérito que aos poucos vai se desmilingüindo e se exaurindo na memória dos nativos destas barrancas caiari.
Bem à moda chapliniana, com todas as caras e bocas que essa escola exige para o fiel cumprimento de seu mister cênico, o poeta Mado, como é mais conhecido o ator, se aventura numa empreitada heróica e alvissareira, se não quixotesca: recosturar a colcha de retalhos das lembranças esfareladas na falta de identidade da gente Guaporé, munido apenas da palavra e sua força expressional, como um tresloucado personagem de Shakespeare a predizer aos autóctones em vernáculo gringo modernista: tupy or not tupy, that is the question. E já que os nativos não são tudo aquilo que gostariam de ser, no atual cenário político, cultural e econômico desta página histórica contemporânea, então o jeito é relembrar como éramos há quatro décadas passadas, quando o jornalista Inácio Mendes, desfilando no bloco “Rei das Selvas”, do carnavalesco Waldemar Cachorro, exibia o letreiro “não dou meu quati”, carregando sob o ombro o animal possuidor de nome tão propício ao jogo de palavras. Escrachado e corajoso, Inácio Mendes postou a manchete no jornal “O Combatente”: “Fantasiado de veado com bigode postiço”, se referindo ao ex-senador Odacir Soares – seu arquiinimigo. Confundido com comunista que comia criancinhas, como se acreditava no apogeu da Guerra Fria, teve seu jornal empastelado pela Polícia Federal e seu corpo torturado nos porões da Ditadura Militar de 64. Exceto no livro “Brasil Nunca Mais”, sua memória anda meio perdida por aí, feito as almas penadas que perambulam no prédio da Unir-Centro, antigo Porto Velho Hotel.
E se muitos migrantes não sabem, saibam agora que tínhamos mesmo entre nós um maluquinho de deus chamado Morcego, cuja especialidade era fazer sexo com as mulheres em sono de morte, prostradas no necrotério do Hospital São José, hoje Policlínica da Polícia Militar. Tínhamos também a figura do Pacato, assim popularmente chamado o herói de guerra que andava irrepreensivelmente fardado, exibindo todas as condecorações militares ganhas por atos de heroísmo em batalha ou por bons serviços prestados às tropas de Duque de Caxias. Nossos curumins eram criativos, sim. Inspirados em Bacu, Meireles e Gainete, com o coco do tucumã fabricavam o salotex para praticar aquilo que os garotos paulistas chamavam de futebol de botão, enquanto denominávamos bombom o que diziam ser caramelo, e peteca o que eles pronunciavam bolinha de gude. Nas asas das casquetas vadias e dos papagaios empinados em céu de brigadeiro, criam ser ícaros travessos testando cerol com solução de bateria.
No discurso poético-teatral de Mado não poderia faltar o boi-bumbá de Catirina e Cazumbá, pai Francisco e diretor dos índios. Daí porque, durante o espetáculo, na presença do Levantador de Toada Sílvio Santos, ele posa de amo, cantarola toadas e remete a platéia aos tempos em que a pajelança cabocla reverenciava o Corre Campo, o boi Mimoso e o Caprichoso, dentre outros contrários famosos, ressaltando a matança como um dos pontos chaves daquele auto popular, bem diferente do hoje homérico festival de Parintins. E assim, entrelaçando personagens, locais e tradições, costumes e crendices que se perderam na poeira do tempo e do espaço, o poeta-ator dá o seu recado, aparentemente pregando no deserto, como um palhaço circense dando cambalhotas para cegos e contando piadas para surdos. Uma onda de imenso saudosismo memorialista permeia seu monólogo, suas falas estão impregnadas de nativismo, mas seu fazer teatral é honesto, autêntico e politicamente oportuno, ainda que por vezes seja propositalmente farsesco – o que não quer dizer absolutamente nada para quem bebeu na fonte libertária do “Teatro do Oprimido”, tendo como professor o mestre Augusto Boal. Fona, poeta Mado!!

Inscrições para o 4º Curta Amazônia podem ser feitas até 20 de abril

Estão abertas as inscrições para o 4º Festival de Cinema Curta Amazônia em Porto Velho, com tema ‘Extinção da arara azul no Brasil’. As inscrições podem ser feitas até 20 de abril e os filmes devem ser encaminhados em mídia digital para a Associação Curta Amazônia. O festival acontece de 3 a 8 de junho. Para concorrer a Mostra Competitiva, os filmes devem ser produzidos a partir de 1º de janeiro 2008, sendo do tipo curta, média e longa-metragem. Os gêneros podem ser de animação, experimental, documentário, ficção e videoclipe com produção de até cinco minutos.
Os filmes de curta-metragem devem ter a duração até 15 minutos incluindo os créditos, média-metragem com duração até 69 minutos e os de longa-metragem acima de 70 minutos até 90, padrão adotado pela Agência Nacional de Cinema (Ancine). Os filmes podem ser nacionais e estrangeiros.
Segundo a organização do evento, o objetivo do festival deste ano é contribuir para a preservação do meio ambiente e alertar sobre a importância da extinção da arara azul. Os vencedores da Mostra Competitiva de receberão o troféu “Arara Azul”.

Preencha a ficha de inscrição aqui .

Motim em prisão da Bolívia deixa um brasileiro morto

Um dos internados, Odailton Barbosa da Silva foto: El Deber

Um dos internados, Odailton Barbosa da Silva   foto: El Deber

 

Um motim ocorrido durante o carnaval no presídio modelo Villa Busch , cerca de 20 km de Cobija, (cidade boliviana do Departamento de Pando  que faz fronteira com Brasiléia, Acre ) deixou pelo menos um brasileiro morto: Alexandre Bezerra Montenegro, de 38 anos, que foi assassinado  a golpes de facão na cabeça.  Montenegro estava preso por ter assaltado a agência regional de um banco de microcrédito em Cobija, em novembro de 2012. Há relatos de uso de drogas e alcool naquela noite de carnaval na cela. O comandante departamental da Policía de Pando, coronel José Sánchez, reconheceu que na noite do crime o consumo de alcool ficou incontrolável.

Familiares do preso tentavam, até a tarde desta quarta-feira, transladar o corpo para o Brasil, temendo que o mesmo fosse enterrado na Bolívia como indigente.

A situação dos brasileiros nas prisões bolivianas é praticamente desconhecida das autoridades brasileiras. “Ao Governo  cabe garantir as articulações necessárias e manter as relações amistosas na região de fronteira”, afirmou o secretário de Estado de Segurança Pública do Acre, Reni Graebner

Houve um enfrentamento entre mais de 100 presos bolivianos e um grupo de seis brasileiros, todos armados com “chunchos”, pedaços de pau e barras de ferro.

Pelo menos 5 feridos foram hospitalizados no Hospital Roberto Galindo, em Cobija. Segundo o médico Adolfo Mitre, eles estavam bastante machucados, alguns com múltiplas fraturas, mas nenhum dos cinco corria risco de morte. Dois deles já receberam alta  e voltaram a Villa Busch.

Os outros três permanecem internados na ala de cirurgia, sob escolta policial.

Villa Busch tem apenas 23 policiais para controlar e atender 261 detentos, que incluem 21 mulheres e pelo menos 12 brasileiros e três peruanos.

Veja mais fotos em Sol de Pando.com (cuidado : imagens fortes )

Com ABr/El Deber

Rio Branco e Brasiléia em estado de alerta : Rio Acre pode transbordar nas próximas horas

foto: Sérgio Vale/SECOM

O Rio Acre começou a dar sinais de que pode transbordar nas últimas 48 horas. Na segunda-feira (11), o rio que banha Rio Branco atingiu a marca de 14,12 metros, o que levou a Defesa Civil da capital acriana a executar o plano de contingência para os casos de cheias e a retirar famílias de bairros ribeirinhos como o Airton Sena, Baixada Habitasa e o da Base.

Em situação de alerta, a Defesa Civil retirou seis famílias – 27 pessoas – desses bairros e as abrigou no Parque de Exposição da cidade.

Como a época das águas na região vai até abril, a Defesa Civil manterá a situação de alerta, em parceria com diversos órgãos, para acionar as medidas de segurança caso o Rio Acre torne a elevar seu nível a ponto de colocar a população em risco. Hoje, foi suspensa a retirada de famílias dos bairros potencialmente arriscados.

“De ontem (12) para hoje o rio baixou 34 centímetros. Nós estamos preparados para receber, até o momento, 102 famílias no Parque de Exposição caso seja necessário”, disse o coordenador da Defesa Civil em Rio Branco, George Luiz Santos

Municípios do Alto Acre onde os riscos de enchentes são maiores, como Assis Brasil, Brasileia e Xapuri apresentam situação de normalidade para esta época do ano.

Em 2012, ano da maior cheia da história do Acre, Brasileia foi a cidade mais afetada de todo estado. O município de 22 mil habitantes teve cerca de 6 mil pessoas afetadas. Toda parte baixa da cidade foi alagada. Em alguns pontos próximos ao rio, lojas e casas de Brasileia foram totalmente cobertas.

O comandante-geral da Defesa Civil,Carlos Gundim alerta que “os adultos devem evitar que as crianças tomem banho nas águas de áreas alagadas e principalmente no rio onde há descida de muitos balseiros e isso pode causar afogamentos. Também é importante que evitem contato com equipamentos condutores de energia e fios da rede elétrica em áreas atingidas pela água. Os moradores precisam evitar o contato com a água que se contamina com esgotos e principalmente, que pode trazer animais peçonhentos para as casas” , finalizou Gundim.

foto: Gleilson Miranda/SECOM

Com ABr e SECOM/AC

Grupo O Imaginário refaz a trilha do Marechal Rondon e leva teatro às cidades da BR 364

Fazendo o caminho inverso que  o Marechal Cândido Rondon fez no início do século XX  ao desbravar o oeste do país,  instalando milhares de quilômetros de linhas telegráficas, mapeando os terrenos e estabelecendo relações cordiais com os índios, o  grupo teatral O Imaginário parte de Porto Velho numa jornada de 18 dias rumo à Chapada dos Guimarães com apresentações de espetáculos, vivências, oficinas, trocas e convivências com o público, artistas e grupos de teatro de Rondônia e Mato Grosso.

Essa não é a primeira vez que o grupo parte numa caravana teatral: em 2010, no projeto Banzeirando, as estradas foram as águas dos rios Madeira e Amazonas, numa jornada de 30 dias de Porto Velho a Manaus, com espetáculos, oficinas e vivências, partilhados com a população ribeirinha de cada localidade onde atracavam. Em 2007, o tema “trilhas de Rondon” surgiu para o grupo pela primeira vez através da realização de uma caravana que levou o espetáculo O Mistério do Fundo do Pote Ou de Como Nasceu a Fome a cidades do Acre, Rondônia e Mato Grosso.

A caravana teatral “Nas trilhas de Rondon – 100 Anos de História” será realizada em uma única etapa, que terá início dia 13 de fevereiro na cidade de Porto Velho, com duas apresentações da peça A Ferrovia dos Invisíveis – Narrativas do Outro Lado. Logo depois, a viagem se inicia rumo ao interior de Rondônia, passando por Candeias do Jamari, Itapuã do Oeste, Ariquemes, Jaru, Ouro Preto do Oeste, Ji-Paraná, Presidente Médici, Cacoal, Pimenta Bueno e Vilhena. Seguindo pela BR 364, as próximas paradas são Comodoro, Pontes e Lacerda, Porto Esperidião, Cáceres e Cuiabá, finalizando na Chapada dos Guimarães.

Serão 17 cidades, mais de 3 mil quilômetros percorridos e 2 Capitais, para um público estimado de 7 mil espectadores, levando o teatro a praças, quadras de escolas e centros culturais. Este projeto foi aprovado pelo Edital Funarte Myriam Muniz de Fomento ao Teatro de 2012.

Os espetáculos apresentados fazem parte do repertório do grupo: A Ferrovia dos Invisíveis – Narrativas do Outro Lado, criada em 2012, Memórias de Guerra, uma intervenção urbana apresentada no VII FESTCAL em São Paulo, e Psiu – O Quarteto Tá Chegando!, sua mais recente criação e estreia do grupo nas artes circences e de palhaçaria.

Veja aqui a Programação Completa do Grupo O Imaginário

Diz a lenda – Sonho do menino

Por  Beto Ramos

- Acorda menino, vai lavar este rosto, teu olho tá cheio de remela!
- Desata este mosquiteiro e guarda esta lamparina!
- Mas, mãe…
- Cuida, levanta e vai comprar quatro pães massa grossa.
E aquele cheiro da casa da gente impregnando a saudade.
O menino levanta, olha aquela rua cheia de barro, com casas sem pintura.
Caminha lentamente.
Abre a porta, desce o batente.
Cachorros latem atrás de uma carroça.
Atracado na beira do rio Madeira, o Augusto Montenegro.
Vai o menino com os pés no chão.
No pensamento, a vontade de dar uma azulada lá pra beira do Igarapé Grande.
Com os cabelos sem pentear, o menino vai coçando a cabeça, talvez tenha recebido a visita dos bois do Carrasquinho.
Sentados em bancos na beira da calçada, dois homens comentam que o Gervásio jogou bem demais pelo Madureira.
- Este Gervásio vai longe!
Assim, o menino segue seu caminho para comprar os pães massa grossa.
A Maria Bico de Brasa passa toda faceira.
Logo em seguida também passa, a senhora que abria o guarda chuva no Lacerda na hora do filme Spartacus, achando que os trovões e raios eram do vera.
Ele consegue soletrar Magistral em algo caído no chão, na beira da rua.
Passam dois garotos e gritam que no fim de semana irão furar no circo.
Distante, ele ouve o trem passar.
Café com pão, café com pão, café com pão massa grossa.
E sorrindo ele responde: – Se eu me apressar peia não, peia não!
Ele não sabia que logo o trem calaria o seu apito para sempre.
Mal ele sabia, que na ladeira Comendador Centeno, o prédio da antiga Prefeitura ficaria abandonado, sendo jogados a devaneios fantasiosos de promessas não cumpridas.
Vem o menino.
Caminhando ao encontro do futuro.
Ao fechar os olhos, ele acordou de sua realidade, e não viu o pão em suas mãos.
Noé, Raposo, Parra, Garcia.
Tudo era apenas um sonho.
O passado há muito tempo havia ficado para trás.
Mas, o menino sentia o cheiro do café, do pão quentinho.
O menino transformou-se em sonho.
Basinho, cadê você?
Onde posso encontrar um Marau?
Meu velho poeta, vamos caminhar por nossas ruas, vamos rever os velhos álbuns, mexer nos guardados da nossa história e gritar que ainda somos meninos.
Vem o menino dentro de todos nós.
Com olhos cheios de remela.
Pés no chão.
Ainda com cheiro da fumaça da lamparina.
O menino da esperança nos traz este brilho nos olhos.
O menino escreve deste jeito, pois apenas é um menino.
Pedro Struthos,
Amém, amém!
Vamos reclamar para quem?

Diz a lenda

Deu na Folha : Haitianos criam ‘pequena Porto Príncipe’ nas ruas de Porto Velho

Imigrantes haitianos que se aventuraram em busca de melhores condições de vida no Brasil acabaram se aproximando entre si e criaram redutos em Porto Velho (RO).

A capital de Rondônia é um dos principais destinos dos haitianos que chegaram após o terremoto de 2010, que devastou o país caribenho.

Hoje, a capital de Rondônia já tem ruas em que a maioria dos moradores é de haitianos, instalados no centro e em bairros da periferia.

Eles dividem imóveis como quitinetes pelo aluguel médio de R$ 500 e costumam se reunir à noite nas ruas, que se transformaram em “pequenas Porto Príncipe”, uma referência à capital do Haiti.

Veja matéria completa aqui.

Lúcio Flávio Pinto lança “Amazônia em Questão: Belo Monte, Vale e Outros Temas” nesta terça, em Belém

Nesta terça, (27), às 19h, na Livraria Saraiva, em Belém (PA), o jornalista Lúcio Flávio Pinto lança o livro Amazônia em Questão: Belo Monte, Vale e Outros Temas, editado pela B4Editores.   O livro trata de questões cruciais para a manutenção da sustentabilidade da região mais rica do país – a Amazônia –, que contribui bastante com as suas riquezas naturais na balança comercial brasileira, mas pouco mudou a realidade da população que lá vive, e por onde passa o destino do Brasil. Da exploração dos minérios por aquela que é uma das maiores companhias de mineração do mundo, a Vale, à construção polêmica das hidrelétricas – como Belo Monte –, aos problemas provocados por Carajás, até o desmatamento da floresta e os dilemas sociais, as análises do autor esmiúçam de maneira esclarecedora muitas interrogações que pairam em torno dos projetos que se estabelecem na região, revelando inúmeros aspectos distantes do conhecimento, e que aqui encontram a capacidade de fazer ressoar o alerta do mais importante jornalista investigativo quando se fala da Amazônia.

Mais informações no site da editora.

Nesta sexta começa a 7ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos , em Porto Velho

O grande homenageado do evento em 2012 é o brasileiro Eduardo Coutinho, considerado um dos mais importantes documentaristas da atualidade em todo o mundo. Seu trabalho é reconhecido pela sensibilidade e pela capacidade de ouvir o outro, registrando sem sentimentalismos as emoções e aspirações das pessoas comuns. Estão programados o clássico “Cabra Marcado Para Morrer” (1984), premiado no Festival de Berlim, “Santo Forte” (1999), um mergulho na intimidade de católicos, umbandistas e evangélicos de uma favela carioca, e “O Fio da Memória” (1991), mosaico sobre a experiencia negra no Brasil a partir da figura de um artista popular. Coutinho tem encontro com o público no dia 24/11, sábado, às 16h30, na Cinemateca Brasileira (São Paulo).
A programação traz ainda uma série de títulos inéditos no circuito comercial, como os longas-metragens “Hoje”, de Tata Amaral, e “O Dia Que Durou 21 Anos”, de Camilo Tavares. O documentário “O Dia Que Durou 21 Anos” revela documentos secretos que confirmam articulações de governos norte-americanos para a derrubada do presidente João Goulart, seguida pela instauração da ditadura militar brasileira (1964-1985). “Hoje”, por seu turno, aborda reflexos atuais de fatos ocorridos durante essa mesma ditadura e tem no elenco Denise Fraga e o ator uruguaio Cesar Troncoso. O filme foi o grande vencedor do Festival de Brasília, onde acumulou cinco premiações, inclusive de melhor filme e de melhor atriz.
Também inédito comercialmente no país, o colombiano “Chocó”, de Johnny Hendrix Hinestroza, foi lançado pelo Festival de Berlim deste ano e transformou-se em grande sucesso de público: meio milhão de pessoas assistiram ao filme na Colômbia. A obra destaca os problemas do desemprego, do desalojamento e da violência doméstica
Com sua estreia mundial também promovida pelo Festival de Berlim, o indicado oficial pelo Uruguai ao Oscar de Filme Estrangeiro “A Demora” mostra uma mulher, de família pobre, que não consegue internar seu idoso pai em um asilo e acaba tomando uma atitude drástica. Assinado pelo cultuado diretor Rodrigo Plá, o longa é inédito nas salas brasileiras.
Maior bilheteria de um documentário em cinemas do Equador, “Com o Meu Coração em Yambo” tem sua estreia brasileira na 7ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul. Trata-se da história de uma família colombiana que foge da violência política de seu país e acaba tendo dois de seus filhos sequestrados e desaparecidos no Equador. A filha caçula María Fernanda Restrepo é a diretora do filme e nele realiza uma viagem pessoal misturada à memória de todo um país marcado por sua história.
Longa-metragem inédito no Brasil, o paulista “Último Chá”, de David Kullock, focaliza um solitário que vive em um velho casarão em demolição e cujo filho foi assassinado pela ditadura militar. Bruno Perillo e Antonio Petrim lideram o elenco.
Duas obras focalizam a lei Maria da Penha, que alterou o Código Penal Brasileiro, permitindo que agressores de mulheres no âmbito doméstico sejam presos em flagrante ou tenham a prisão preventiva decretada: o média-metragem “O Silêncio das Inocentes”, de Ique Gazzola, e o curta “Maria da Penha: Um Caso de Litígio Internacional”, de Felipe Diniz. A lei leva o nome da biofarmacêutica cearense que ficou paraplégica após ser baleada pelo marido.
Na programação está ainda “Elvis & Madona”, longa vencedor do Prêmio da Associação de Correspondentes Estrangeiros (ACIE) nas categorias melhor ator (para Igor Cotrim, melhor atriz (para Simone Spoladore), melhor diretor (para Marcelo Laffitte) e melhor filme segundo o júri popular. O divertido enredo acompanha o envolvimento de uma travesti com uma jovem entregadora de pizza.
Já “Batismo de Sangue”, dirigido por Helvécio Ratton, trata da participação de frades dominicanos na luta clandestina contra a ditadura militar brasileira, no fim dos anos 1960. Adaptado do livro homônimo de Frei Betto, vencedor do prêmio Jabuti, o filme foi vencedor dos prêmios de melhor direção e melhor fotografia no Festival de Brasília e tem no elenco Caio Blat, Daniel de Oliveira, Cássio Gabus Mendes e Ângelo Antônio.
As projeções da 7ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul acontecem nas seguintes cidades: Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Boa Vista, Brasília, Campo Grande, Cuiabá, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Macapá, Maceió, Manaus, Natal, Palmas, Porto Alegre, Porto Velho, Recife, Rio Branco, Rio de Janeiro, Salvador, São Luís, São Paulo, Teresina e Vitória. Em todos os locais há acessibilidade a pessoas com deficiência e as sessões contam com sistema de audiodescrição e de closed caption (voltadas a deficientes visuais e auditivos, respectivamente.
Veja aqui a Programação Completa para Porto Velho que acontece no CineSESC Rondônia, que tem 130 lugares e fica na Av. Presidente Dutra, 4175. O evento é produzido em Porto Velho por  Emanuela Palma,Simone Norberto, Adriel Diniz e Michele Saraiva (produtores).

Público lota Teatro Banzeiros, em Porto Velho, para conhecer os vencedores do 10º Festcineamazônia

Os músicos Eliakin Rufino e Princezito encerraram a 10ª edição do Festcineamazônia com um show que contagiou o público com músicas dançantes, regionais, africanas e um duelo de poesias.

Princezito, natural de Cabo Verde, é compositor, estudioso das várias vertentes do batuku (gênero musical cabo verdiano) em que aborda a canções tiradas das histórias, contos e provérbios populares. Já Rufino é poeta, cantor, escritor, professor de filosofia, produtor cultural e jornalista. Faz shows de música e poesia, com os quais já vem percorrendo o Brasil e diversos países há mais de 20 anos.

Os jurados da mostra competitiva foram a comunicóloga e produtora Samira Pereira, o cineasta Joel Zito Araújo, o ator e roteirista Thoamas Stravos, o produtor cultural Celso Brandão e produtor de cinema Wilsson Austurizag. Os jurados da categoria vídeo reportagem ambiental foram os jornalistas Solano Ferreira, Fred Perillo e o diretor de Cinema, Marcelo Cordeiro Quiroga.

Continue Lendo via Cineamazônia

Poesia domina o último dia do Festcineamazônia, em Porto Velho

“Artista que tem de início a pretensão de ser artista já me causa desconfiança”. A provocação feita pela escritora e compositora Alice Ruiz abriu o debate ‘É de poesia que o mundo precisa’. Ao lado do escritor Marcos Quinan, do poeta Thiago de Melo e do músico africano Princezito, Alice Ruiz conversou durante cerca de duas horas com estudantes do ensino médio de escolas públicas de Porto Velho, nesta sexta pela manhã, no Teatro Banzeiros, centro da capital rondoniense.  O debate fez parte da programação paralela da décima edição do Festcineamazônia e foi mediado pelo poeta e professor Carlos Moreira. A discussão foi baseada ‘no fazer da poesia’ e a importância da arte e cultura para o mundo contemporâneo hoje. Vindo de Cabo Verde, o cantor Princezito explanou sobre as dificuldades em se produzir arte num país financeiramente pobre, além de contar a relação que teve a origem humilde dele próprio com a visão que possui hoje de cultura. “Isso está presente na minha música”, disse.   O cantor faz show de encerramento do festival ao lado do músico de Roraima Eliakin Rufino. No último dia da mostra competitiva foram exibidos 18 filmes. Entre eles, o paraense ‘Matinta’, de Fernando Segtowick, com Dira Paes no papel principal.  Este ano o Festicineamazônia trouxe como novidade a mostra Cinema e Samba, como filmes com temática sambista exibidos em uma escola de samba. o cineasta Aurélio Michilis, diretor de “O cineasta da selva” foi o homenageado da noite. O festival encerra no sábado, com a premiação dos vencedores do troféu Mapinguari e o show musical de Eliakin Rufino e Princezito.

Show de José Miguel Wisnik abre hoje a 10ª edição do Festcineamazônia, em Porto Velho

Com ‘Nas Palavras das Canções’ José Miguel Wisnik abre hoje a 10ª edição do Festival Latinoamericano de Cinema e Video – Festcineamazônia. A mistura de aula e show acontece às 19 horas, no Teatro Banzeiros, em Porto Velho, capital de Rondônia. Wisnik tem várias canções gravadas por artistas famosos, como Zizi Possi, Vânia Bastos, Edson Cordeiro, Ná Ozzetti e Eliete Negreiros.

Além de músico é compositor, ensaísta brasileiro e doutor em teoria literária. Realizou trabalhos com Tom Zé e Caetano Veloso. Para o cinema, escreveu a trilha sonora do filme “Terra Estrangeira”, de Walter Salles Júnior e Daniela Thomas, de 1996.  Em 1998 compôs “Assum Branco”, uma elogiada reconstrução de “Assum Preto”, clássico de Luiz Gonzaga, que acabou fazendo parte do repertório do disco “Aquele Frevo Axé”, lançado naquele mesmo ano por Gal Costa.

O festival que acontece de 6 a 10 de novembro vai exibir 51 produções cinematográficas de todas as regiões do Brasil e da América do Sul. Os filmes concorrem na mostra competitiva de curta-metragem e reportagem ambiental.

Veja aqui a Programação da Mostra Competitiva e Filmes Convidados

Comitê “Juntos pelo Direito à Paisagem” faz abaixo-assinado em prol do Parque dos Beradeiros, em Porto Velho

foto : B.Bertagna

foto : B.Bertagna

Na recente convenção Rio+20, os prefeitos das principais cidades do mundo apresentaram propostas, pactuaram investimentos e um cronograma de ações que vão contribuir com a melhoria da qualidade de vida em suas cidades e com a sustentabilidade do planeta. O fizeram por entenderem que o Homem mora nas cidades, nos municípios, e é ali que tem o dever de interferir em favor da construção de um ambiente melhor, para viver hoje e no futuro.
Confiantes de que este é o caminho, e aproveitando o ano do centenário da Estrada de Ferro Madeira Mamoré que, junto com o Forte Príncipe da Beira, constituem os símbolos mais importantes da Nação Rondoniense, convidamos você para vir e trazer quantos puder, para salvar e preservar um outro grande símbolo da nossa identidade: a mata ciliar da margem esquerda do Rio Madeira que, de agora em diante, chamaremos de Parque dos Beradeiros.
Nova Iorque se orgulha do Central Park, Paris dos Campos Elísios, Rio de Janeiro do Jardim Botânico, da Mata da Tijuca e da Cinelândia, Belo Horizonte do Parque Municipal encravado no coração da cidade e Boa Vista do Parque Anuá com lago e praia. E nós? Que ambiente natural estamos deixando para lembrar nossa origem e para orgulhar nossos descendentes? Por estes exemplos e razões, queremos você, que ama por nascimento ou adoção esta terra, fazendo parte deste abaixo assinado em favor da criação e preservação do Parque dos Beradeiros na margem esquerda do Rio Madeira. Essa iniciativa é fundamental para garantir que aquela área de proteção permanente, de fato, permaneça lá, visto que com a construção da ponte na região da balsa, o acesso à margem esquerda do Rio Madeira ficará fácil. Por conta disso, já se anuncia e já se inicia uma grande especulação imobiliária. E a floresta, que teima em existir, está ameaçada de sucumbir. A ocupação daquela mata ciliar já existe. Mas esse processo tende a ser muito mais acelerado agora. O que se vislumbra é um prejuízo para esse patrimônio natural e para a cultura e a história de um povo. O pôr-do-sol mais lindo do mundo deixará de existir com a supressão da mata. A identidade cultural beradeira está ameaçada.Corremos o risco de não deixarmos esse legado aos nossos filhos.
O que se busca é mostrar a necessidade de garantir que o patrimônio paisagístico, que pertence a todos, não desapareça. Cabe às autoridades municipais, estaduais e federais tomarem as iniciativas legais para que isso aconteça. E a nós provocar, manifestar nossa vontade. O Parque dos Beradeiros será, portanto, uma reserva horizontal, do trecho que faz frente com o complexo da Estrada de Ferro Madeira Mamoré até, pelo menos, 2 km abaixo do local da ponte. O parque é um instrumento para valer como Área de Preservação Permanente (APP). Essa área seria dotada de infraestrutura para fiscalização e visitação por parte da população, com pistas de caminhada, academias ao ar livre, etc. O mais importante é que o Parque dos Beradeiros garantiria a não supressão da mata, o não desaparecimento desse patrimônio paisagístico, que tanto nos orgulha e que a todos encanta. Por todo o exposto, o convidamos para assinar o presente abaixo assinado.