Navegandante II

Por José Leme Galvão Jr.

Os ermos servem aos calangos em
longos olhares, rompidos aqui e ali em esgares
observantes – simulacros de galhos enfermos.

Os termos provincianos que me habitam
me tem em versos memoriais sob secos mares.
Nem desespero nem esperança me limitam.

Memento mori me galga em nostalgias
dos álacres simplórios meninos que fomos,
havidos em grande importância e gritarias.

Cada vez que palavras me poetam me voltam.
Não sabendo do futuro a não ser pelo passado,
oferendo as sombras que ainda me amam.

Os termos, sendo limites, além são ermos
populados no mais de calangos, marcando sendas,
sutis em movimentos, contidos, estafermos,
alúmines nanodragos, esmeraldinas oferendas.

Universo terral ocupado demais em lides florais,
em organizar pedras, escolher caminhos das águas.
Tem-nos por incômodos viageiros, desiguais,
em intensa preparação de fogos e descaminhos.

Adonde nasci sofria por sombras animais, mistérios.
Donde fui criança haviam seres vogais, consoantes
as gentes enfermas de dessaberes sobre impérios.
Onde vivo hão vales e chapadas mareais, errantes.

Os gerais são de alcance se os habito de cocais,
se me calango, me serpenteio, me espojo em caliça.
Os gerais me frutam em pomares dezembrais.
Se rente me avôo, perdiz, me pouso em preguiça.

Daí, o que você acha disso ?