Efeito Manada (via Epimenta)

Televisão ligada no programa Saia Justa, no momento fala uma menina graciosa chamada Maria Ribeiro. Ao mesmo tempo, empreendo uma faxina na timeline do Facebook.

Uma boa faxina é aquela que te livra de coisas que têm o potencial de produzir efeito manada. Rebaixar alguns amigos para o status de conhecidos, a fim de deixar de receber suas mensagens.

As coisas que as pessoas compartilham sem pensar não são tão inofensivas quanto parecem. A maioria delas é bem-intencionada e por isso são passadas adiante. Mas são verdadeiras?

A meu ver, as pessoas agem assim porque acham que estão construindo um mundo melhor, porque libera dopamina, alivia a culpa e constrói entre os amigos uma imagem de “pessoa do bem”. Será?

Exemplo de mensagens-manada são as platitudes de felicidade e/ou religião. São quadradinhos beges com arabescos emulando papel de carta. Contêm uma frase genérica a respeito da imensa felicidade que é viver. Não dá. Para começo de conversa, felicidade não existe.

Aspas edificantes atribuídas a Clarice Lispector, Caio Fernando Abreu, Luís Fernando Verissimo e Arnaldo Jabor. Já vi grafarem “Linspector” e “Jabur”. Não há nada mais fajuto e analfabeto.

Pessoas Guarani Kaiowá. Com essas, todo cuidado é pouco. São todas “do bem”. Lembra quando aquele monte de gente adotou o sobrenome indígena como forma de fazer um desagravo virtual a um grupo de aborígenes do Mato Grosso do Sul? Pois é, a história não era bem assim.

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3 pensou em “Efeito Manada (via Epimenta)

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  2. norma7

    Certas experiências se partilham só com gente da mesma raça. O que não significa nem cor, nem formato de olho, nem tipo de cabelo, mas o indefinível parentesco da Alma!
    – Lya Luft

    Foram esquecidos os ‘haters’ – odiadores irão odiar -, expressão que tem origem na música Players Gon’ Play

    The playas gon’ play
    Them haters gonna hate
    Them callers gonna call
    Them ballers gonna ball

    Grata, Norma

    Obs.: Ainda, procurando pontos em comum entre os telespectadores do “Saia Justa” e a faixa etária (interesses) do público alvo da revista “Gloss”, onde a matéria foi originalmente publicada. Há que se ter ‘tato’ ao se retirar/condenar algo. Opção ‘melhor’ deverá ser NECESSARIAMENTE oferecida em troca, certo? Não basta apenas condenar, afinal, a coisa toda começa LÁ atrás, nos bancos escolares. Com a palavra, os Senhores Formadores de Opinião e outros que tais …à ação!

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