Em 30 minutos, “pobre” Grêmio entrega jogo para o Millonarios e dá adeus à Sulamericana

foto L. Uebel/Divulgação

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Por Beto Bertagna

Bastou 30 minutos para o Grêmio desmoronar frente ao Millionários, da Colômbia . O jogo, disputado no Estádio El Campin, em Bogotá tinha todos os ingredientes favoráveis ao tricolor. Quando o Grêmio fez 1 X 0, no início do jogo sinalizou uma vaga garantida nas semifinais contra o São Paulo, pois o adversário precisaria então fazer 3 gols para chegar à classificação. Mas o futebol tem na sua magia e no seu encanto o imponderável. Usando dois filósofos, (Heráclito e Decartes) dá prá entender o que aconteceu no jogo, que segundo um terceiro filósofo “só acaba quando termina”. A entrada equivocada de Kleber, sem condições, foi um exemplo. O outro foi a “vista grossa” do árbitro equatoriano Carlos Vera em relação ao marginal Ramirez, que parecia estar mais numa luta da UFC que num jogo de futebol quando agrediu literalmente Zé Roberto e André Lima, que acabou o jogo com a cabeça enfaixada. Vamos ver se ao menos agora baixa o topete do técnico Luxemburgo e ele caia na real em relação a salários. E o Grêmio pare com esta história de contar com o ovo no c… da galinha e de relembrar a Batalha dos Aflitos.Até porque se perdesse, a galera do Millonarios não iria ficar lembrando que já teve em seus quadros o lendário Di Stefano.  A música de Lulu Santos é Heráclito puro e pode ajudar a desvendar o mistério :

“Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa, tudo sempre passará
A vida vem em ondas como o mar
Num indo e vindo infinito
Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente viu há um segundo…”

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