Dogville (Lars von Trier, 2004) (via Cinetoscópios)

Por Cindy Lohana

Lars Von Trier, cineasta enigmático, excêntrico e muitas vezes incompreendido tanto por seu público, quanto pelos críticos, fundou o movimento Dogma 95, que consiste em filmes mal iluminados, sem trilha sonora e com imagens tremidas e distorcidas, dando a ideia de algo independente, fora do padrão comum de Hollywood. E é exatamente isso que ele faz em Dogville. Quebra todas as barreiras do cinema usual e transforma a experiência do expectador em algo único, abrindo mão do cenário e outros recursos cinematográficos normalmente usados para aprimorar uma obra. Entretanto, Lars Von Trier, ambienta uma história passada na Grande Depressão dos anos 30 ao teatro televisionado dos anos 70, fazendo um misto entre o lúdico e a vida real, imaginário e concreto.

Grace (interpretada por Nicole Kidman em uma de suas melhores atuações) após fugir de mafiosos perigosos que a perseguiam, chega a Dogville, pequena cidade com um número menor ainda de habitantes. Acolhida por Tom (Paul Bettany), personagem introspectivo e crucial para seu envolvimento com os habitantes do lugar, Grace ganha abrigo em troca de pequenos favores aos moradores, que no começo se mostram afáveis e amigáveis. Com o passar do tempo, contudo, os residentes de Dogville passam a mostrar seu lado sombrio, fazendo de Grace uma escrava do local e de seus egoísmos. A partir de então, ela percebe que Dogville lhe causa muito mais sofrimento do que aqueles que antes a perseguiam.

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