Uma ideia sobre “

  1. norma7

    É verdade. A gente viu e continua a ver isso tudo (não precisa nem de mídia. é só olhar para lado)

    Agora, eu vi (acho que vi – rs) uma cena, meio de soslaio, – como uma pequena cunha, como uma pequena marca colocada ali e só sabida por quem a pôs e que incomodou.

    Sou muito bissexta para acompanhar novelas e folhetins, mas p/mim foi assim:

    Os 2 famintos retirantes encontram-se com Gabriela e seu tio. Há pouca comida e nada a ser compartilhado. O tio sucumbe à tísica. A beleza de G. mexe com um dos jovens (porque a ‘sujeira/poeira’ cinematográfica é sempre pior do que a real?). Os retirantes comprometem-se a respeitá-la (ou algo assim).
    (…)

    Corta a cena e G. aproxima-se do mais jovem. Não como uma submissa: “Dia útil ele me bate, dia santo ele me alisa. Longe dele eu tremo de amor, na presença dele me calo. Eu de dia sou sua flor, eu de noite sou seu cavalo …”, nem como uma deusa pré-história, que trazia o enigma de ser capaz de gerar outro minúscuclo ser, portanto, ser a ‘dona’ e dele dispor e levá-lo embora.

    Uma igual (igual é igual – em nada diferente).
    Ele sentado (deitado?), ela em pé. E assim ele a vê: com iguais dizeres e queres. Idêntica. E ambos, cônscios e desejosos… Uma fêmea daquele macho e vice-versa. Um casal da espécie.
    (olhar tipo: berçário de estrelas . tudo está nascendo naquele exato momento).

    Ele ACORDA e a vê, distante, ao lado do tio que agoniza. A expressão do rosto foi: meu mundo quebrou (não há diálogo). Fosse grego teria um Corifeu a seguir!

    A beleza presente foi trazida pelo homem que despido de toda a bagagem de convenções, envolveu-se na sua essência e viu que não era igual, era o mesmo, sem tirar nem por.

    Foi uma cena rápida, muito bem arrumadinha e creio que “proposital” (torço pra isso!)

    Fiquem Bem,

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