Por Erika de Souza Bueno
Há pessoas aprisionadas e amedrontadas dentro de si e que, dia a dia, tentam se acostumar com a ausência da liberdade e da paz. Há aqueles que se negam a dizer a verdade por medo da repreensão e, por isso, vivem amargurados e inseguros. Há aqueles que fogem dos próprios pensamentos, pois estes insistem em apontar fatos dos quais tentam se esquecer. Há gente que não sabe o que é dormir tranquilamente, pois vive em meio a pesadelos com chances razoáveis de tornarem-se reais.
Se desde a infância fôssemos ensinados a dizer somente a verdade, talvez essas pessoas hoje estivessem, simplesmente, felizes. Se tivéssemos aprendido a revelar – em vez de esconder – nossas fraquezas e se, com isso, não tivéssemos sido ridicularizados, talvez as clínicas médicas hoje não estivessem tão cheias de pessoas com enfermidades advindas de angústias do passado.
Infelizmente, nem mesmo a escola conseguiu nos ensinar que a liberdade também depende da nossa coragem e disposição de nos enfrentarmos e de encararmos as consequências dos nossos próprios equívocos. Ainda hoje, há relatos de crianças que, quando tiram notas baixas, são acusadas, acuadas e, consequentemente, acometidas de um sentimento de inferioridade. A partir disso, essas crianças se acostumam, assim como nós, adultos, a maquiar a verdade, a omitir fatos e a não confessar o erro, pois, aparentemente, é mais simples escondê-lo.
Conhecedora de tudo isso, a escola pode fazer diferente. Pode, por exemplo, incentivar uma postura de autoconfiança nos alunos, de modo que entendam que são maiores que o erro e que, por isso, podem vencê-lo. A escola não pode ser omissa quanto a esse assunto, não pode mostrar apenas um lado da moeda, não pode supervalorizar aquele que sempre acerta em detrimento daquele que tem uma postura inadequada.
Na sala de aula, é preciso sensibilidade e clareza por parte dos professores para ensinar que se livrar da culpa e do engano, entretanto, não é tarefa fácil, pois não é unilateral, há mais pessoas envolvidas e não é sempre que se pode contar com a compreensão delas.
De qualquer modo, mesmo que haja poucas possibilidades de se obter o perdão e a compreensão de outra pessoa, é essencial que ele comece com a parte que, por um acaso, tenha errado em relação a alguém. O perdão, assim como tantas outras habilidades, é ensinado pelo exemplo e, por isso, o professor não pode trazer à memória erros que alunos tenham cometido em outras ocasiões na escola.
É necessário aprender que quando um aluno comete uma indisciplina, ele não é para sempre indisciplinado, ele está ou esteve (estado passageiro) em indisciplina, pois, assim como qualquer um de nós, o aluno também precisa de pessoas que estejam dispostas a dar mais uma chance, a não desistir dele.
Com isso, aumentam as chances de dias melhores e de nos envolvermos com pessoas que sabem confessar o erro, pedir perdão e que, beneficiadas dele, sejam capazes de o fornecer sem mágoas e ressentimentos, acreditando que tudo vai, de fato, melhorar.

Beto,
Não tinha ‘algo’ menos complexo, não para um domingo??? –
a) Creio ser do Ziraldo: “Ter filhos é assumir responsabilidades com o Futuro. Candidatos a pais deveriam se submeter a testes vocacionais”, de tão importante que é a tarefa. (ou algo parecido).
b) Vossos filhos não são vossos filhos.
São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma. – Gibran Khalil Gibran
c) Os filhos são do mundo
“Filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem (…) Perder? Como? Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo!” José Saramago.
Como me iludo ao transferir (total e integralmente) à formação de “um outro ser” (tb conhecido como “o meu maior tesouro”), com características semelhantes ou completamente diversas as minhas (aí o ‘perigo’ começa a fazer ninho), delegando e pagando (e exigindo) que sejam passadas todas as condições básicas de ‘responsabilidade social’ (incluindo aí princ. básicos de higiene pessoal e a introjeção das palavrinhas mágicas: por favor, obrigada e desculpe-me), não esquecendo o respeito ao próximo por mais diferente que ele seja e que constituem o famoso “berço”. Primeiro a babá (vizinha/avós/creches), depois a escola. O ensino do: Não posso (ou melhor não devo, pois gera consequências e que poderão ser desagradáveis)!
E não estou falando de tempo dispendido. Falo na qualidade da presença e chamar para si a responsabilidade do “andamento do projeto”. A colocação dos limites deveria vir de quem nos AMA e não em forma de repressão, por alguém que represente a autoridade, no momento do delito.
(vejo isso na criação dos pets. Não só Deus que é agraciado com nossa ‘visão’ antropomórfica. Nossos queridos ‘peludos’ também! Eu já ouvi: ele/ela não gosta de: homens, pretos, velhos, crianças, mendigos, viados… etc… (o lixo que vc joga no chão (ou fala)não, fala, mas diz muito sobre você). Gosta do seu animal? Vao aprender mais sobre ele. O que o faz feliz. Os animais estão ficando neuróticos, també,! É uma verba!
Educar exige amor e tempo = dá trabalho – Um saco! Oi?
Então eu PAGO e EXIJO resultados…)
(‘educar’ vem do latim educare, por sua vez ligado a educere, verbo composto do prefixo ex (fora) + ducere (conduzir, levar), e significa literalmente ‘conduzir para fora’, ou seja, preparar o indivíduo para o mundo.).
Faz muito, mas muito tempo que não vejo um ‘orgulhoso’ pai/mãe contar que o seu rebento já lê ‘direitinho’ ou que vai estar ocupado vendo os cadernos escolares dele.. Transferi tudo. Só quero o feedback…com bons resultados (bote aí se ele se alimenta bem, tb).
Eu gosto do que a Erika escreve, Mas a palavra “verdade” (que hoje em dia, me parece que escorregou para o mundo dos conceitos subjetivos) não seria a minha escolha.
Dizem que SÓ existem 2 sentimentos (emoções… tem caminhões): AMOR e MEDO. Nada mais. Arrogância? Medo de me sentir inferior. Ciúmes: Medo da perda de tudo que usufruo ou penso que é transferido para mim e vai por aí…
Àquela nossa primária ‘plateia’ (pai & mãe) de quem recebemos os nossos primeiros aplausos (partindo da premissa que os recebemos, senão, já é campo de patologia ‘braba’), não nos ensina que ingressamos num mundo no qual o aprendizado é feito por erros e acertos. Que o próximo é muito importante, mas não é ele (ou os seus aplausos que vai dar a ‘justa medida’ de quem somos). De nos incluirmos na lista das pessoas que amamos. De que não há garantias de “escambo’ bem sucedido: Eu faço para você que você fará para mim ( o ‘pobre’ tá ferrado… se os assuntos ditos espirituais forem apresentados por ‘profissionais da área).
Que afeto não pode ser traduzido/substituído por bens materiais. Que para ser feliz eu não preciso ter uma dúzia. Um de cada cor. Que posso errar (estou aprendendo e é assim que ganho vivência. Ouvir em quem se confia é BOM D+, tb) e retornar o caminho, sim. E fazer novas escolhas. O cardápio é grande.
Que SER ainda é mais importante do que TER.
(cabe uma historinha: Uma pessoa (que estava de partida para Roma, onde fixaria residência, só falava na Ferrari amarela (cor original) da qual se tornaria ‘feliz proprietário’ , assim que lá chegasse. Comprou um outro carro. Porque, qdo se tornou ‘minhoca da terra’ descobriu que só (vamos chamar assim) só os ‘rufiões’ locais dirigiam Ferraris e, não era bem, a imagem que queria ver atrelada a sua pessoa ….rs.)
O que não “incomoda”, o que não exige maiores atenções (patologia à parte) – é o que aplaudido, desejado e colocado para pensar na caixinha (e pelo ralo vai embora tanta criatividade, tanto talento…), mesmo na Escola, onde deveria ser ensinado/estimulado a pensar (enfim, lá os ‘responsáveis’ TAMBÉM estão “lutando suas batalhas pessoais – SEJA GENTIL” – Platão, etc…).
O MEDO de não ser bom o suficiente vai me levar mais tarde, a procurar o apoio nos meus pares (que é bom: aprendo pelo exemplo e que pode ser mau: aprendo pelo exemplo … ) Aki urge ‘a BASE’ – a autoestima/o respeito que tenho por mim mesmo, senão a ‘coisa’ se não ficar preta, fica cinza-chumbo…
Acho que devemos aprender e a ensinar a nos Amarmos (sim, somos PRECIOSOS para nós mesmos) e de que é nossa prerrogativa humana – a ‘escolha’ e correção de rumo todas as vezes que se julgar necessário, para o ‘bem’ de todos os envolvidos), para não precisarmos do PERDÃO citado (e lindamente desenvolvido) pela Erika.
Enquanto isso, na Sala da Justiça – muitos parecem ‘resolvidos’, com:
O RJ (p/exemplo) é o Estado campeão em consumo de ansiolíticos ( medicamentos que reduzem a atividade em determinadas regiões do cérebro).
Nada menos que 10 milhões de caixas de Rivotril – nome com o qual é comercializado o ansiolítico produzido a partir do clonazepam – foram vendidas em 2010 no Brasil. (eu não sou ‘resolvido’. eu compro as ‘soluções.
Que vantagem Maria leva??? Se eu não decido por mim, de quem eu cobro o meu direito à parcela de Felicidade?)
Mas, faz parte da minha crença pessoal que a VIDA tende a dar certo… de um jeito ou de outro…um dia o laço aperta e você: muda ou muda! Pisc*
Fique Bem, Norma