“Não me segue que eu tô sem rumo…” - Anônimo
Arquivo diários:08/06/2012
Deu no site G1 : Smartphones protegem reserva indígena Suruí, em Rondônia
Rondônia é uma parte do Brasil onde o desmatamento avança em diferentes frentes. Além dos canteiros de obras das hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira, há as plantações de café, o crescimento rápido da pecuária e a exploração ilegal de madeira. Por tudo isso, não deixa de ser curioso que aproximadamente nove etnias indígenas permaneçam até o momento isoladas no estado.
Não foi assim com os índios paiter-suruí. O primeiro contato com eles aconteceu durante a construção da BR-364 (Cuiabá-Porto Velho) no final da década de 1960. Uma história dramática que deixou marcas profundas na trajetória desse povo. Quase toda a aldeia foi dizimada pelo vírus do sarampo. Aproximadamente 5 mil índíos morreram, e entre os 299 sobreviventes restaram poucos adultos com perfil de líder. Em meio a essa tragédia, Itabira, com apenas 16 anos, foi eleito o novo cacique. Testemunhou a drástica redução do território suruí, a marginalização de seu povo, a desagradável e inédita dependência de ajuda do governo brasileiro, e a necessidade de vender madeira da reserva para a própria subsistência da comunidade.
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