Arquivo mensais:junho 2012

Meu gato Fidel mandou dizer que …

é uma bobagem a importância exagerada que se dá aos marqueteiros de campanha política.

Todos surfam na tendência do eleitorado, sendo muito raro o caso em que um marqueteiro, quase sempre com fórmulas genéricas, fixas e desgastadas, consegue reverter uma tendência bem definida.

Aliás, diz Fidel, o mais comum é um marqueteiro jogar no ralo o trabalho político de anos a fio.

Fidel , além que quebrar a criptografia do meu PC  ,agora deu prá emitir opinião política.

É. Tenho que admitir.

Começou a temporada sazonal dos “luas pretas” !

Tarefa escolar

Por Beto Bertagna, para Viviane Fernanda e Mariah

Vivica tem 8 anos. Chegou da escola com uma tarefa, entrevistar o pai.
-Pai, você lembra do dia que você foi mais feliz? A pergunta, armadilha infantil para uma outra muito mais complexa e quase , lembrando o Magri, irrespondível. Como se faz prá ser feliz ?

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Olhei com ternura para seus olhos bonitos e vi as fotos desbotadas de um tempo que nem me lembrava que ainda existia.

Como a gente vende a preço de banana a nossa juventude, às vezes se fazendo de escravo pelas mulheres, trocando as coisas importantes pelas insignificantes, dando dimensão ao que não presta, ao que não vale nada, abusando da timidez, da esperança… Quase parafraseando Santana e o texto atribuído a Jorge Luiz Borges na net, teria me atirado de vez nos vegetais e enterrado o sal e o açucar da alimentação. Em compensação teria confiado muito menos e amado muito mais , dedicando a eterna significação da vida a cultivar os amigos . Em suma, teria muito mais inimigos do que agora, pois bom alcool e companhia são coisas raras.

Esqueceria de vez a verborragia podre da classe política vagabunda e só a lembraria , no dia da eleição, para corrigir as faltas de acento e crase do caráter. Desconfiaria sempre de todos os poderes, menos o do amor. Leria menos notícias e sempre ao contrário , de cabeça prá baixo,  prá oxigenar o cérebro.

Me preocuparia menos com o dia de amanhã, iluminando a prosperidade dos sentimentos contra a pura racionalidade. O mendigo ajuda a alimentar o filho do fabricante de bengalas.

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Digo docemente a Vivica que ainda é muito cedo prá ela tratar destas coisas. Ela não entende direito mas obedece e liga o Cartoon Network.

Afinal só quem tem razão é Deus e , talvez, o Pernalonga.

Igreja Católica continua perdendo força. Piauí é o Estado mais católico do Brasil e Rondônia, o mais evangélico.

A Igreja Católica continua perdendo força entre os brasileiros. Em apenas 50 anos os católicos passaram de 93,1% pra 64,6% da população. Pesquisa IBGE mostra que a queda na proporção de católicos foi acompanhada pelo crescimento dos evangélicos, que em 1960 eram apenas 4% da população e em 2010 alcançaram 22,2%. O IBGE dividiu os evangélicos em grupos: missão (luteranos, presbiterianos, metodistas, batistas, congregacionais, adventistas), pentecostais (Assembleia de Deus, Igreja do Evangelho Quadrangular, Igreja Universal do Reino de Deus, Maranata, Nova Vida) e igrejas evangélicas não determinadas. O número de pessoas sem religião também teve aumento expressivo, passando de 0,6% pra 8% nos mesmos cinquenta anos. Mais detalhes: Hoje a população de baixa renda prefere o LERO dos evangélicos. Piauí é o Estado mais católico do Brasil (85,1% da população do estado) e Rondônia, o mais evangélico (33,8%). Piauí é também o Estado com menor número de evangélicos , com o percentual de 9,7% . São 123 milhões de católicos no Brasil, 42 milhões de evangélicos e menos de 3 milhões que se dizem espíritas. 15 milhões já dizem não ter religião.

via Ipanema Expressa

Curta Amazônia : poesia, música e filmes na Madeira-Mamoré, em Porto Velho

O 3º Festival de Cinema Curta Amazônia fará hoje (29) uma homenagem aos familiares do jornalista Nelson Townes de Castro, falecido no ano passado.  A partir dessa edição a melhor produção rondoniense do Festival  receberá o nome de Troféu Nelson Townes. Hoje também tem  documentários ( “Cinematógrafo brasileiro em Dresden” e “Oswaldo Cruz na Amazônia – a saga das vacinas”) dos cineastas Eduardo Thielen e Stella Oswaldo Cruz Penido . Os filmes foram  produzidos nos estados de Rondônia, Amazonas e Pará e tem imagens e fragmentos do acervo de Oswaldo Cruz, bisavô de Stlella, quando esteve realizando levantamentos e implantando ações de prevenções às doenças tropicais na época da construção da Estrada de Ferro Madeira Mamoré .

Após a exibição dos filmes haverá a cerimônia de premiação do Festival informando os vencedores dessa edição. E, encerrando essa primeira noite do Curta Amazônia na Praça Madeira Mamoré teremos a apresentação das bandas regionais “As Testemunhas” , banda composta por Giovani, Raoni, Nino, Gabi, Elias, Kátia, Eliseu e Edivaldo Viecili. A outra banda regional que se apresentará será a banda “Malcriados” , formada por Dinho Reis,  Tino Lôco Alves, Cláudio Jonhson, Saulo e Bode.

Banda Malcriados se apresenta hoje à noite, no Curta Amazônia (foto:Divulgação)

Banda Malcriados se apresenta hoje à noite, no Curta Amazônia (foto:Divulgação)

No sábado (30) haverá apresentação do Duo Pirarublue da Amazônia, o lançamento do documentário “Madeira Mamoré 100 anos depois – o sonho não acabou!” do diretor rondoniense Carlos Levy e a entrega dos vencedores do concurso de pintura ambiental , encerrando a programação com a projeção dos filmes vencedores de 2012.

O Dia D do meio ambiente urbano

Por Tadayuki Yoshimura

Expira em 2 de agosto próximo o prazo legal para que cada uma das 5.565 cidades brasileiras conclua e apresente o seu Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos. É o que prevê a Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, sancionada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva,que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), cujos princípios mais importantes estabelecem o fim dos lixões em todo o País e sua substituição por aterros sanitários, a adoção da chamada logística reversa (uma corresponsabilidade de fabricantes/importadores, distribuidores e varejistas), a coleta seletiva, correta destinação, reaproveitamento e reciclagem do lixo.

Considerada a relevância dessa lei e o avanço que significará para o Brasil, é preocupante constatar o silêncio da grande maioria das cidades quanto à elaboração dos planos locais para a gestão dos resíduos sólidos, uma competência inalienável do poder público municipal. Será que todas já fizeram a decisiva lição de casa e estão aguardando a data certa para fazer o grande anúncio? Ou estariam apostando na velha prática brasileira de adiamento de decisões e providências, mesmo algumas de alto significado para toda a sociedade?

Casoprevaleça a segunda hipótese, a omissão pode ser um tiro no pé, pois o Ministério do Meio Ambiente já afirmou que o prazo não será prorrogado. E nem deveria,pois já não era sem tempo que o Brasil precisava adotar uma política avançada e eficaz para responder aos desafios relativos ao lixo urbano, um dos mais graves da civilização contemporânea.

Os Planos Municipais de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, segundo determina a Lei 12.305, devem ser compatíveis com a realidade local.  Trata-se de um projeto complexo e detalhado. Assim, os municípios que não iniciaram o trabalho há mais tempo dificilmente terão condições de fazer tudo às pressas, apenas para cumprir o prazo legal. As dificuldades começam no processo de capacitação dos profissionais. Não há condições de prepará-los do dia para a noite de modo que possam atuar de modo eficiente nesses planos.

A elaboração de cada projeto deve considerar três pilares essenciais: o operacional, que delineia as bases da coleta (inclusive seletiva), destinação, reaproveitamento e reciclagem; o econômico, voltado à viabilização do plano; e o jurídico, referente à decisão se sua implantação será feita por meio de  parceria público-privada, concessão à iniciativa particular ou recursos próprios da municipalidade. Ademais, a legislação faculta aos pequenos municípios, cuja dificuldade é maior em apresentar escala suficiente para viabilizar um modelo de negócio sustentável a longo prazo, a formação de consórcios intermunicipais e a elaboração de planos microrregionais.

Sejacomo for, os municípios têm a importante missão social de transformar suas práticas ambientais, e o prefeito é o principal agente dessa mudança. Assim, a Lei 12.305 deve ser vista, muito além de uma obrigação, como oportunidade de elevar as cidades a novos patamares na gestão de resíduos, com impacto direto na qualidade da vida de seus habitantes.

O Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos é, ainda, condição indispensável para que se tenha acesso aos  recursos da União destinados a empreendimentos e serviços relacionados à limpeza urbana e ao manejo de resíduos sólidos, bem como a benefícios, incentivos e financiamentos de organismos federais de crédito para fomento de tal atividade. Ou seja, os municípios que não entregarem o plano até 2 de agosto —  “Dia D do meio ambiente urbano nacional” — terão de arcar sozinhos com os custos de implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Muito mais do que a perda de recursos financeiros, o atraso na implantação desses planos seria muito nocivo ao habitat e às condições da vida dos brasileiros. Além disso, significaria um mau exemplo para a sociedade, cuja educação ambiental deve partir do poder público, de maneira que possamos avançar como nação verdadeiramente desenvolvida. Este, aliás, é um tema muito oportuno para as campanhas eleitorais deste ano, quando serão eleitos prefeitos e vereadores em todos os municípios brasileiros.

Fundo Brasil apoia pela primeira vez projetos em Rondônia

O Fundo Brasil de Direitos Humanos divulgou hoje o resultado do processo de seleção do Edital 2012. Duas iniciativas propostas por organizações da sociedade civil de Rondônia foram contempladas. É a primeira vez que projetos do Estado foram contemplados. As atividades devem começar em agosto.

O Centro de Defesa da Criança e do Adolescente Maria dos Anjos – CDCA-RO está à frente do projeto  ”Fortalecendo a luta por Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes em Rondônia”. A iniciativa prevê atividades de formação para militantes e dirigentes de organizações e movimentos sociais da infância, membros do fórum DCA, para uma atuação mais crítica e qualificada no Sistema de Garantia de Direitos -SGD.

Já o Instituto Madeira Vivo – IMV, com o projeto “Puxirun – Comunicação em defesa dos direitos socioambientais dos atingidos pelo complexo hidroelétrico do Rio Madeira”, dará continuidade ao Programa de Comunicação da Rede de entidades em Defesa da Vida na rádio Caiari  - AM 1430MHz (www.radiocaiari.com). O programa que vai ao ar aos domingos, das 9h às 10h30, tem denunciado violações de direitos socioambientais promovidos com a implantação do complexo hidrelétrico.

Deu na Folha de S.Paulo : Adeptos da pesca encontram boa infraestrutura na região do rio Guaporé, em Rondônia

foto: Pedro Paulo Cardoso/Folhapress

foto: Pedro Paulo Cardoso/Folhapress

Imenso curso d’água que nasce na Chapada dos Parecis, ainda no Mato Grosso, o rio Guaporé é, após unir-se com o rio Mamoré, um dos formadores do rio Madeira -e tem, ao todo, quase 1.400 km de extensão. A região visitada pela Folha fica situada diante do parque nacional boliviano Noel Kempff Mercado (veja texto nesta página) e compreende as cidades brasileiras de Pimenteiras do Oeste e Cabixi, ambas no Estado de Rondônia e na margem direita de quem desce o rio Guaporé. Afeitas à aventura, ambas dispõem de infraestrutura para os adeptos da pesca esportiva e para a prática da modalidade “pesque-e-solte”. Para aqueles que vêm por Vilhena, o ecoturismo se destaca. Até a cidade de Vilhena, é possível ir de avião e seguir 180 km por via terrestre pelas estradas de Rondônia.

Veja a matéria completa na Folha de S.Paulo

Deu no G1:Começa novo ciclo de vida para os quelônios do Rio Guaporé, em RO

Foto: Jácomo Antönio Mediote/Divulgação Ibama

Foto: Jácomo Antönio Mediote/Divulgação Ibama

O Projeto Quelônios do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) de Rondônia tem a meta de recuperar o estoque natural de quelônios no estado, principalmente tartarugas e tracajás. Desde o início do projeto, em 1976, a mudança foi significativa, em uma praia do Rio Guaporé em que desovavam 100 tartarugas e 83 tracajás no ano de 1983, no ano de 2010, desovaram de quatro a cinco mil fêmeas destas espécies.

Veja matéria completa no G1

Gente que encontrei por aí… Renato Pitanga

Ele é um cara da pesada. Um virginiano que faz produção, escreve, é bom câmera e ainda é um puta locutor. Ultimamente dedicado à sua rádio Encanto do Rio FM, em Benjamin Constant, quase fronteira com Peru e Colômbia, pertinho de Tabatinga,  Renato Pitanga briga por suas convicções e opiniões fortes. O conheci em Porto Velho, quando dividimos várias produções, seja editando ou dirigindo algum documentário. Não tive o privilégio, no entanto, de fazer junto alguma campanha política, talvez sua especialidade, num tempo em que eu ainda fazia estas coisas. Pitanga, de dia produzia comerciais nas máquinas JVC de fita magnética da TV Allamanda e depois, com sua voz aveludada, embalava as noites da 94 FM, à base das cartucheiras, afinal não existia mp3 e suas facilidades(e bizarrices) do mundo moderno. Implantou uma nova filosofia na radiodifusão amazônica da época com um senso agudo de ética, que sempre é um artigo raro no jornalismo ensinado nestas faculdades toscas da vida. Nos encontramos vez que outra, coisa de 5 ,6 anos e sempre borbulha papos sobre nossos novos mirabolantes projetos, desfiados entre uma Original e outra junto com  as lembranças de um passado recente (década de 90), uma época feliz em Rondônia, de desafios e conquistas. E nos regozijamos por nunca perdermos de foco nossos ideais.

Para-choque de blog

“ É estupidez esperar por resultados diferentes repetindo os mesmos hábitos todos os dias.”

O comentário da Norma : “Que boa lembrança o resgate dessa frase, Beto. Obrigada!

Ela virou – mexeu é atribuída a Jung e a outros. (alguns a consideram matéria do campo da psiquiatria; deve ser o termo “insanidade’ – Pisc*)

Ela é do Albert Einstein que disse ‘coisas’ – fora de sua área – geniais e desconcentantes ( tiéte? eu? – rs.). tipo:

Não há nada que seja maior evidência de insanidade do que fazer a mesma coisa dia após dia e esperar resultados diferentes. (a da versão do Post)

Queridas crianças. Nós não devemos perguntar “o que é um animal?”, mas sim, “que coisa chamamos de animal?” Bem, chamamos de animal quando essa coisa tem certas características: alimenta-se, descende de pais semelhantes a ela, cresce sozinha e morre quando seu tempo se esgotou. É por isso que chamamos a minhoca, a galinha, o cachorro e o macaco de animais. E nós, humanos? Pensem nisso da maneira que eu propus anteriormente e então decidam por vocês mesmas se é uma coisa natural nós nos considerarmos animais.

Se as pessoas são boas só por temerem o castigo e almejarem uma recompensa, então realmente somos um grupo muito desprezível.

Não consigo conceber um Deus pessoal que influa diretamente sobre as ações dos indivíduos, ou que julgue diretamente criaturas por Ele criadas. Não posso fazer isto, apesar do fato de que a causalidade
mecanicista foi, até certo ponto, posta em dúvida pela ciência moderna. Minha religiosidade consiste em uma humilde admiração pelo espírito infinitamente superior que se revela no pouco que nós, com nossa fraca e transitória compreensão, podemos entender da realidade. A moral é da maior importância para nós, porém, não para Deus. [Sim, porque a moral é humana. O que é cósmico, eterno e imutável é a Ética.]

Não sei por que todos me adoram se ninguém entende minhas idéias.”

Nesta terça tem filme sobre os povos Baniwa e Coripaco no 3º CurtAmazônia

A programação desta terça à noite, 26 de junho no 3º Curta Amazônia traz um filme convidado que retrata a luta e resistência de duas tribos no Amazonas. Imperdível, porque retrata pontos importantes na política públicas de resistência dos povos indígenas em relação as políticas adotadas pelo homem branco. No documentário “HIANHEKHETTI  Sabedoria Baniwa” com tempo de 21 min e finalizado em 2011, foi realizado em Tunuí Cachoeira, rio Içana, lideranças indígenas avaliam 20 anos de luta dos povos Baniwa e Coripaco. O que conquistaram e as mudanças que ocorreram na sua cultura. O momento atual exige reflexão para a retomada do movimento indígena rionegrino. Em março de 2011 a Assembléia Geral Baniwa e Coripaco debate as políticas públicas para a saúde e a  educação e  projetam uma nova estratégia política para o futuro do movimento.

“Vejo a importância deste vídeo tanto para quem não é indígena, para indígenas e principalmente para nós Baniwa e Coripaco. Fico feliz por esse registro tão importante para o momento da nossa história no Brasil. Vamos continuar lutando!!!” diz André Fernando Baniwa.

Com direção, roteiro e produção de Stella Oswaldo Cruz Penido, fotografia e som de Pauliran Freitas, montagem  de Alexandra Carias, trilha sonora original flautas Baniwa, apoio de Videosaude -  ICICT – Fiocruz, CABC – Coordenação de Associações Baniwa e Coripaco, o filme é uma realização da Casa de Oswaldo Cruz – Fiocruz.