Somos Manés II

Por Rud Prado

Há uns tempos atrás escrevi “Somos Manés?” puto da vida com o estado brasileiro que pouco faz pelos brasileiros que tem seu patrimônio levado pela bandidagem, quando não perde também a vida: estava falando, em particular, dos carros  que são “exportados” para o Bolívia e para o Paraguai. O texto da época está abaixo e prefiro não mexer, pois continua atual, mas vou atualizar o papo aqui nesse lead, baseado numa reportagem que vi. A coisa é tão vergonhosa que os bolivianos que têm a “propriedade” de um carro brasileiro que custou para ele uma mixaria, mas pode ter custado a vida de um brasileiro, ficaram revoltadinhos com essa de regularizar. O governo de lá ficou na moita, tipo: deixa pra lá. Mas houve também algum movimento do lado de cá para que carros fossem devolvidos, antes desse ”esquentamento oficial”. Mas o que é de enjoar é que botaram num pátio uns quatrocentos carros, quando por baixo, muito por baixo mesmo, existem mais de 15 mil carros nossos lá. E as “autoridades” bolivianas da reportagem se dizem empenhadas em devolvê-los. Um baita de um jogo de cena. Os carros que estão nesse pátio, todos tem donos já localizados no Brasil, no entanto estão se acabando lá por obra e graça desse “empenho” em devolvê-lo que chega a comover. E se devolverem esses 400 carros? Será o suficiente? E os outros que continuam a circular nas mãos de traficantes, empresários, alto militares (como já vimos em inúmeras reportagens) ou de qualquer boliviano comum que curte um carrinho brasileiro, como vai ficar? Vão ficar lá meus amigos, e outros continuarão chegando para fazer companhia a eles. Sabem por quê? Porque falta para nós o tal saco roxo, mencionado no primeiro texto. Nós brasileiros que deviámos sair às ruas e exigir que essa farra medonha acabe. E é claro falta ao Estado Brasileiro,vergonha. Ou não é uma vergonha não cumprir com seu papel de proteger o cidadão do seu País? Esse que paga os impostos. Esse que trabalha para pagar as contas de um estado perdulário e sempre enterrado na corrupção. E não vou falar que falta culhão ao Estado Brasileiro porque seria chuva no molhado. Ainda mais agora que existe um alinhamento “ideológico”, e Evo é tratado a Pão de Ló. Mas tem mais coisa nessa história. Será que as seguradoras querem ver isso se resolver? Na hipótese absurda que o governo resolvesse bater na mesa e dizer: “não vai levar mais carro porra nenhuma”. Caramba fiquei arrepiado, que atitude!  Isso nunca vai acontecer hermanos:quem controla as seguradoras? O sistema bancário meus amigos. E quem cuida dos Bancos? Os políticos, pois como sabem: uma mão lava a outra. E as mãos juntas nos levam tudo. Inclusive o carro que ainda estamos pagando a prestação. Estamos a pé. Continuaremos a ser manés.

Texto da época: “Somos Manés?

Evo Morales é mesmo muito preocupado com as refinarias. Desta vez não é o negro petróleo boliviano que defende com unhas e dentes. Ao legalizar os veículos que estão “sem documentação” que circulam pela pátria boliviana, Morales decreta uma carreira promissora para o tráfico da branquinha e de seus Como sempre porque o presidente narconacionalista só fez carimbar o que, na prática, sempre ocorreu: a criminosa coparticipação do estado boliviano no saque da frota brasileira. E no Paraguai também é por aí. Não tem choro nem vela. A roda tocou o solo dos nossos hermanos, já era: vai trabalhar para comprar outro, Mané! O estado brasileiro faz vista grossa para o problema que há tempos deixou de ser apenas caso de polícia, para ser uma causa diplomática. Mas a causa é sem dono. Nos falta um item de série: culhão. E não vai aqui nenhuma discriminação à presidenta. A falta de culhão é antiga. Nossas autoridades nunca se incomodaram com a permissividade das autoridades vizinhas. O sentimento de impotência do cidadão brasileiro ao se deparar com seu veículo em terras fronteiriças, e não poder fazer nada para recuperar seu patrimônio, parece não mexer com os brios de nossos governantes. Agora Evo Morales dá um tapão na cara dos brasileiros. Será que servirá para alguma coisa? Quem sabe sirva para fazer com que nossos representantes no parlamento saíam em nossa defesa. Talvez o povo vá para rua de carro ou a pé – nunca se sabe – para cobrar uma atitude do estado brasileiro.Quem sabe caia a ficha para a gravidade da situação. Pessoas perdem suas economias quando o veículo é levado. Pessoas perdem a vida todos os dias para que algum aproveitador compre um carro brasileiro a preço de banana, ou em troca de alguns quilos de porcaria. Sem documento mas com dono Sr. Evo Morales! Não quero fazer aqui nenhuma apologia ao criador da frase, mas deixemos de ser Manés: ou o Brasil mostra que tem aquilo roxo – ou viramos pó.

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Uma ideia sobre “Somos Manés II

  1. norma7

    Para essa corja, só pedindo ‘ajuda’ a: Salve São Jorge! Ogum Iê Meu Pai! – aproveitando o dia dele.
    “Agora lembrei de um dia, no Corujão da Poesia, do Letras e Expressões e a coisa mais carioca do mundo:
    Uma certa madrugada Jorge Ben, coordenador do projeto, começou a cantar Jorge da Capadócia, e saiu da livraria cantando pelas ruas e as pessoas atrás dele. Você estava lá, não???”
    (*) Apesar de habitué nesse dia, em particular, não estava, mas me contaram com riquezas de detalhes, snif! (fechou livraria…virou farmácia… mais sniff, Flor!)
    Mas, vi Caê (de pertinho – por 2 vezes – Vixê, arrepiei! – aki e em SVD) cantando pro “Jorge” dele (rs) . Então, São Jorge, ajuda aí que a ‘coisa’ tá feia…
    Fique bem, Norma

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