Arquivo diários:12/04/2012

Afogado em lixo digital? Você não está sozinho (via Observatório da Imprensa)

Por Melinda Beck

Mark Carter admite que, no mundo digital, ele é um hoarder.

A palavra não tem tradução direta em português, mas seu sentido não tem fronteiras: alguém que não consegue se desfazer de nada, nem das coisas mais inúteis. Esse americano de 42 anos estima que tenha 24.000 arquivos MP3, 4.000 livros digitais, 2.000 CDs, 3.000 fotos de família em DVDs e pelo menos 1.300 emails gravados, inclusive alguns de 20 anos atrás. “São ótimos para ajudar a memória”, diz o gerente de inventário de um supermercado Wal-Mart no Estado de Illinois. “Eu guardo essas coisas principalmente porque tenho medo que elas possam desaparecer da internet ou que eu possa precisar delas quando não estou conectado”, diz ele.

Hoarder é aquela pessoa que acumula compulsivamente coisas úteis ou não. A definição geralmente se aplica a objetos como roupas e bugigangas, mas pode ser usada para arquivos digitais, que são menos visíveis que itens físicos. “A tralha digital não atrai ratos nem atrapalha as pessoas que andam pela casa”, diz Kit Anderson, ex-presidente do Instituto para o Desafio da Desorganização, uma organização sem fins lucrativos do Estado do Missouri que estuda a inclinação a acumular coisas. “Mas é mais insidiosa porque ninguém vai insistir para que você procure ajuda.”

A proliferação de dispositivos, a explosão de informação e a abundância de meios de armazenagem baratos vêm tornando tentador demais para algumas pessoas acumular mais emails, mensagens de texto, vídeos caseiros e séries inteiras de televisão do que elas jamais poderão usar ou manter organizados. “Acúmulo digital é um problema enorme. Há tantos meios de armazenagem disponíveis, nós não temos mais que tomar decisões”, diz David D. Nowell, um neuropsicólogo do Estado de Massachusetts especializado em distúrbios de atenção. “O problema não é que isso torna o seu computador lento – isso torna o seu cérebro lento”, alerta ele, já que cada uma dessas fotos, links e pastas de arquivos demandam alguma energia mental.

Continue Lendo via Observatório da Imprensa em 10/04/2012 na edição 689 /que reproduziu o Valor Econômico, 3/4/2012; intertítulos do OI

Nem a mais, nem a menos : tabelas de serviço e mão de obra para projetos culturais

Apesar de haver algumas discrepâncias nas tabelas e preços quando for colocar no papel algum projeto da área cultural que pretenda incentivo, como a lei Rouanet, vale a pena consultar os indicadores da cultura, com valores de 225 ítens de serviços e mão de obra rotineiramente usados na área da produção cultural. O estudo foi realizado pela FGV (Fundação Getulio Vargas) e incluiu pesquisas em 6 capitais brasileiras :  Belém, Recife, Brasília, Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro. Foram consultadas as tabelas de sindicatos e associações, de fornecedores e taxas de serviços públicos. Evidentemente alguns estados do Norte, como Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima e Amapá terão preços completamente diferenciados, pela distância e carência de mão de obra especializada.  Pela proposta, esta primeira relação de valores teve como base o mês de agosto de 2011.  Vá diretamente aos arquivos através dos links em PDF >  Mão de obra  e  Serviços

Divulgada lista de serviços audiovisuais Plano Brasil Maior

A Nomenclatura Brasileira de Serviços, Intangíveis e outras Operações que Produzam Variações no Patrimônio (NBS), e suas Notas Explicativas (NEBS), foram publicadas no dia 2 de abril, através do Decreto nº 7.708. A NBS classifica nacionalmente os serviços e possibilita a elaboração, fiscalização e avaliação das políticas públicas de forma integrada. O capítulo 25 da Nomenclatura descreve os serviços de apoio à produção audiovisual e relacionados, que são definidos como aqueles que contribuem para a realização da obra, conforme a seguinte lista : Serviços de gravação de som / Serviços de gravação de som em estúdio / Serviços de gravação de som ao vivo / Serviços de produção de programas de rádio e televisão, videoteipes e filmes / Serviços de produção de programas de televisão, videotapes e filmes / Serviços de produção de programas de rádio / Serviços de pós-produção de obras audiovisuais / Serviços de edição de obras audiovisuais/ Serviços de duplicação e transferência de obras audiovisuais / Serviços correção de cor e restauração digital de obras audiovisuais/ Serviços de efeitos visuais em obras audiovisuais/ Serviços de animação / Serviços de legendas, títulos e dublagem em obras audiovisuais /Serviços de projeto e edição de som em obras audiovisuais / Outros serviços de pós-produção em obras audiovisuais / Serviços de agenciamento pela comercialização de obras audiovisuais / Serviços de projeção de filmes

NEBS apresenta o detalhamento de cada um dos pontos acima citados, apontando inclusive os itens que não podem ser enquadrados nos referidos serviços.  O objetivo do plano para o audiovisual é investir e fortalecer as cadeias produtivas e proteger a indústria nacional, atuando em formação e qualificação de mão de obra, buscando desonerar os elos da atividade do setor e desburocratizando todos os processos e entraves ao desenvolvimento do audiovisual no Brasil.  Confira aqui mais informações sobre o Plano Brasil Maior.