Arquivo mensais:abril 2012

30 de abril, Dia do Ferroviário

Oscar Ferreira Lima, mestre de linha e Raimundo Quaresma de Carvalho, motorista de automotriz

Oscar Ferreira Lima, mestre de linha e Raimundo Quaresma de Carvalho, motorista de automotriz, ferroviários da EFMM

Hoje se comemora em Rondônia e no Brasil o centenário da chegada dos trilhos da lendária Estrada de Ferro Madeira-Mamoré a Guajará-Mirim, seu ponto final ao longo dos 366 km de extensão. E também se comemora o Dia do Ferroviário. No dia 30 de abril de 1854 foi inaugurada a primeira linha ferroviária, em uma viagem que contou com a presença de Dom Pedro II : a Estrada de Ferro Petrópolis com cerca de 14 km de trilhos, ligando o Rio de Janeiro à raiz da Serra . Um empreendimento do Barão de Mauá, Irineu Evangelista de Sousa. A ferrovia é uma invenção inglesa que conquistou o mundo. No Brasil, os trens se difundiram de forma avassaladora e marcaram a chegada do progresso e a fundação de inúmeras cidades. Para se ter uma idéia, na década de 50 o país já contava com 40 mil quilômetros de trilhos. Nos fins dos anos 50, com a chegada da indústria automobilística, as estradas de ferro entraram em decadência. A EFMM, berço da criação de Porto Velho e Guajará-Mirim foi declarada extinta em 1966 mas funcionou até 10 de julho de 1972. E os bravos ferroviários, que hoje comemoram o seu dia, ajudaram nesta história de heroísmo e pioneirismo.

Meu gato Fidel mandou dizer que…

o maior culpado pela derrota no Gre-Nal 392 é o sr. Luxemburgo. Afinal, o ilustre treinador com um salário de quase meio milhão de dilmas, vai bater boca com o gandula que não deve ter recebido nem 50 reais prá fazer aquele jogo sujo? Pois bem, no momento do ocorrido, o Grêmio tava visivelmente melhor em campo. Com a expulsão do irado milionário Luxemburgo, o time se desestabilizou e deu no que deu. Multa não deve ser só prá jogador por conduta inconveniente. Tem que ser também para outros desequilibrados.  Tá dito,Fidel,  você é o cara! quer dizer… o gato.

2012 : Festa do Divino Espírito Santo no Vale do Guaporé, Rondônia , Brasil

A Festa do Divino Espírito Santo no Vale do Guaporé , na fronteira de Rondônia com a Bolívia, é uma das maiores, senão a maior, manifestação do Patrimônio Imaterial da região. A Irmandade fez o pedido de Registro como Patrimônio Cultural Brasileiro  junto ao IPHAN.  O Batelão conduzindo os símbolos sagrados do Divino chegará a Piso Firme, Bolívia no dia 23 de maio, após percorrer todos os povoados do Guaporé.  Enquanto durar a festa, que vai até o domingo, dia 27  de maio de 2012 deixaremos este vídeo na primeira página.

Vai sair cara esta Copa !

JÁ ERA…a Previsão oficial de custo dos estádios da Copa. Pelo jeito… TÁ CARO TUDO. As cifras já cresceram em 992 milhões de reais, e 97% é dinheiro Público. Só na Arena Amazônia, o Tribunal de Contas da União denuncia superfaturamento de 86 mihões de reais. A previsão oficial atual do custo total das construções e reformas dos 12 estádios que serão utilizados na Copa do Mundo de 2014 é de R$ 6,904 bilhões. O valor é R$ 992 milhões superior à previsão inicial do Ministério do Esporte, divulgada em janeiro de 2010. O estádio mais caro é o do CURÍNTIA MEU, por enquyanto 890 milhões de reais. A reforma do Maracanã e o estádio de Brasília também são investimentos na casa dos 800 milhões de Reais,,,,até agora.

via Ipanema Expressa

Assim falou Norma ! :

Quousque tandem abutere, Catilina, patientia nostra? (…)
Quem ad finem sese effrenata iactabit audacia?
Marcus Tullius Cicero, pronunciados em 63 a.C.
Até quando, enfim, ó Catilina, abusarás da nossa paciência?
Até que ponto a (tua) audácia desenfreada se gabará (de nós)?
Recolhendo-me ao meu “triclinium”.

Me acorde quando o “modelo” brasilis mudar…          Zzzzzz

Diz a Lenda – Sem Rumo

Por Beto Ramos

Porto Velho amanhece triste.

Com peixes sem rumo quase morrendo afogados.

Lágrimas nos olhos do rapaz, que lê a reportagem.

Ele não sabe que o seu futuro, poderia custar o fim da piracema.

Chegaram os matadores de histórias.

Armas nas mãos.

Máquinas, monstros fora de estrada que modificam tudo.

Pobre rapaz!

– Olha o peixe, do viveiro do futuro!

O rio chora.

– Mãe, me deixa pescar no rio?

– Não, tá muito cheio com o banzeiro muito bravo!

O pobre rapaz veio de longe e não tem noção da tristeza da cidade.

Foi demitido, encontrando-se jogado lá no Campo 13 de Setembro.

Ele quer o peixe para tirar gosto com cachaça.

Pobre rapaz ajudou a destruir e quase foi destruído.

– Mãe, o homem tá chorando lá no campo!

– Ele quer voltar para casa meu filho!

Pobre rapaz, o impacto o atingiu.

O peixeiro segue vendendo o seu peixe de viveiro.

Como o rapaz, os peixes do rio Madeira, estão sem rumo e definhando na natureza que lhes pertencia.

 

Diz a lenda

 

Governador superior é perseguido por bolchevistas (via Prof. Hariovaldo Almeida Prado)

Todo homem bom já nasce com nível superior, nem precisa comprovar, basta o berço.  O resto são meras formalidades. Mas a perseguição Estalinista não deixa os justos em paz nenhum segundo, execrando-os de maneira cruel e dolorosa, como quem não fossem merecedores de todo respeito e obediência por parte dos homens não bons.

Continue Lendo via Prof. Hariovaldo

Encontro fortuito de provas em interceptação telefônica

Por Alexandre Camanho de Assis

Ao contrário das alegações feitas pelos advogados do empresário Carlinhos Cachoeira, a Operação Monte Carlo dispõe de inteira idoneidade e as provas coletadas por meio de interceptações telefônicas são lícitas, ainda que tenham, fortuitamente, revelado diálogos com parlamentares.
Em um cenário em que a criminalidade – crescentemente complexa e organizada- conta, muitas vezes, com a participação de membros do Poder Público para influenciar e direcionar políticas e recursos públicos ao serviço de atividades ilícitas, exige-se dos órgãos responsáveis pela persecução penal expertise, ao menos, equivalente, a fim de gerar resposta estatal proporcional à gravidade dos ilícitos perpetrados.
Daí a importância de medidas como as interceptações telefônicas e as quebras de sigilo bancário e fiscal. Tais sigilos, de cunho constitucional, uma vez cumpridos os requisitos legais, não podem ser invocados como escusa ou forma de garantir a liberdade daqueles que praticam condutas ilícitas e desestabilizam a ordem pública. É a própria Constituição que autoriza a limitação da intimidade nesses casos.
A interceptação telefônica é, pois, indispensável instrumento para a obtenção de provas, no curso de inquérito ou de processo penal. Presta-se, principalmente, a partir de indícios razoáveis da autoria ou participação em infração penal, a revelar o modus operandi e as diversas ramificações de um grupo criminoso. Não raras vezes, é possível que se tome conhecimento de fatos distintos daqueles que deram ensejo a decretação judicial da medida e que, em princípio, não se encontram conexos com o objeto do trabalho investigativo. É o chamado fenômeno da serendipidade (do Inglês Serendipity, “acidente feliz” ou “agradável surpresa”) ou encontro fortuito.

Essas descobertas fortuitas são admitidas – amplamente na jurisprudência, na doutrina e no direito comparado – como fonte de prova, aptas a ensejar o início de um trabalho investigativo. Ou seja, novos indícios criminosos advindos do curso de determinada investigação podem ser utilizados pela autoridade competente para subsidiar futura ação penal.
O Supremo, inclusive, já chancelou a validade de provas ou indícios fortuitamente encontrados.

O Supremo Tribunal Federal, como intérprete maior da Constituição da República, considerou compatível com o art. 5º, XII e LVI, o uso de prova obtida fortuitamente através de interceptação telefônica licitamente conduzida, ainda que o crime descoberto, conexo ao que foi objeto da interceptação, seja punido com detenção

Além disso, recentemente, o mesmo STF reafirmou a validade de provas fortuitamente descobertas, ainda que contra detentores de foro por prerrogativa de função:
Rechaçou-se, ainda, a alegação de invalidade da primeira interceptação telefônica. Registrou-se que, na situação em apreço, a autoridade judiciária competente teria autorizado o aludido monitoramento dos telefones de outros envolvidos em supostas irregularidades em execuções de convênios firmados entre determinada prefeitura e órgãos do governo federal. Ocorre que a impetrante teria mantido contatos, principalmente, com o secretário municipal de governo, cujo número também seria objeto da interceptação. Assim, quando das degravações das conversas, teriam sido verificadas condutas da impetrante consideradas, em princípio, eticamente duvidosas — recebimento de vantagens provenientes da prefeitura —, o que ensejara a instauração do processo administrativo disciplinar.

Acresceu-se que a descoberta fortuita ou casual do possível envolvimento da impetrante não teria o condão de qualificar essa prova como ilícita
Fica claro, portanto, que não é franqueado ao Estado ignorar notícia de crime e que não há qualquer abuso ou intenção no conhecimento fortuito de fatos criminosos. A informação – quando não conexa ao fato investigado – será considerada como legítima notícia crime e, se for o caso, provocará nova investigação, não se tratando de prova ilícita ou derivada de ilícita.
A Operação Monte Carlo tinha por objeto a desarticulação de um esquema de máquinas de jogos, que no curso das investigações descobriu-se acobertado por uma rede de agentes de segurança pública que, em troca de propina, conferiam suporte a seu funcionamento. Ressalte-se que a investigação não se orientou para a apuração de fatos em relação aos detentores de prerrogativa de foro. No curso da interceptação das comunicações telefônicas, devidamente autorizadas, tomou-se conhecimento de fatos distintos daqueles que deram ensejo à decretação da medida e que, em princípio, não guardavam conexão com o objeto do trabalho investigativo.

Não há que se questionar, portanto, a competência do juiz federal que autorizou as escutas que flagraram fortuitamente pessoa que, por sua função, detinha prerrogativa de foro. Se a investigação dirigia-se a pessoa sem foro e, ocasionalmente, chegou-se a alguém com tal prerrogativa, esses elementos colhidos são aptos a autorizar o início de uma nova investigação, promovida, agora, pelo órgão competente para processar a autoridade supostamente envolvida.

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Jornalista maranhense é assassinado na Av. Litorânea, em São Luis

Tá com jeito de vingança encomendada o assassinato do jornalista Décio Sá , que trabalhava no jornal  O Estado do Maranhão , pertencente ao grupo Sarney no Maranhão. Décio também mantinha um blog bem apimentado www.blogdodecio.com.br em que mostrava diariamente assuntos como a prisão de assessores do TJ, bastidores da política local e casos como o do rim desaparecido e do Deputado do Maranhão  condenado pela Justiça do Trabalho por ter aplicado ‘calote’ em cabo eleitoral.

O meu gato Fidel mandou dizer que…

Pois não é que o danado do meu gato Fidel quebrou a criptografia de 512 bits do meu PC e deu prá mexer nos meus arquivos ?  Fidel costuma digitar de mansinho coisas bem interessantes. De qualquer forma , meu gato Fidel já está avisado que se ele escrever “estar” no sentido de “está” ele fica sem ração pelo menos por uma semana. (falo isto brincando, porque sei bem que ele é suficientemente inteligente para jamais cometer uma burrice tolice destas.) Tô selecionando umas escritas do bichano. Aguardem.

Somos Manés II

Por Rud Prado

Há uns tempos atrás escrevi “Somos Manés?” puto da vida com o estado brasileiro que pouco faz pelos brasileiros que tem seu patrimônio levado pela bandidagem, quando não perde também a vida: estava falando, em particular, dos carros  que são “exportados” para o Bolívia e para o Paraguai. O texto da época está abaixo e prefiro não mexer, pois continua atual, mas vou atualizar o papo aqui nesse lead, baseado numa reportagem que vi. A coisa é tão vergonhosa que os bolivianos que têm a “propriedade” de um carro brasileiro que custou para ele uma mixaria, mas pode ter custado a vida de um brasileiro, ficaram revoltadinhos com essa de regularizar. O governo de lá ficou na moita, tipo: deixa pra lá. Mas houve também algum movimento do lado de cá para que carros fossem devolvidos, antes desse “esquentamento oficial”. Mas o que é de enjoar é que botaram num pátio uns quatrocentos carros, quando por baixo, muito por baixo mesmo, existem mais de 15 mil carros nossos lá. E as “autoridades” bolivianas da reportagem se dizem empenhadas em devolvê-los. Um baita de um jogo de cena. Os carros que estão nesse pátio, todos tem donos já localizados no Brasil, no entanto estão se acabando lá por obra e graça desse “empenho” em devolvê-lo que chega a comover. E se devolverem esses 400 carros? Será o suficiente? E os outros que continuam a circular nas mãos de traficantes, empresários, alto militares (como já vimos em inúmeras reportagens) ou de qualquer boliviano comum que curte um carrinho brasileiro, como vai ficar? Vão ficar lá meus amigos, e outros continuarão chegando para fazer companhia a eles. Sabem por quê? Porque falta para nós o tal saco roxo, mencionado no primeiro texto. Nós brasileiros que deviámos sair às ruas e exigir que essa farra medonha acabe. E é claro falta ao Estado Brasileiro,vergonha. Ou não é uma vergonha não cumprir com seu papel de proteger o cidadão do seu País? Esse que paga os impostos. Esse que trabalha para pagar as contas de um estado perdulário e sempre enterrado na corrupção. E não vou falar que falta culhão ao Estado Brasileiro porque seria chuva no molhado. Ainda mais agora que existe um alinhamento “ideológico”, e Evo é tratado a Pão de Ló. Mas tem mais coisa nessa história. Será que as seguradoras querem ver isso se resolver? Na hipótese absurda que o governo resolvesse bater na mesa e dizer: “não vai levar mais carro porra nenhuma”. Caramba fiquei arrepiado, que atitude!  Isso nunca vai acontecer hermanos:quem controla as seguradoras? O sistema bancário meus amigos. E quem cuida dos Bancos? Os políticos, pois como sabem: uma mão lava a outra. E as mãos juntas nos levam tudo. Inclusive o carro que ainda estamos pagando a prestação. Estamos a pé. Continuaremos a ser manés.

Texto da época: “Somos Manés?

Evo Morales é mesmo muito preocupado com as refinarias. Desta vez não é o negro petróleo boliviano que defende com unhas e dentes. Ao legalizar os veículos que estão “sem documentação” que circulam pela pátria boliviana, Morales decreta uma carreira promissora para o tráfico da branquinha e de seus Como sempre porque o presidente narconacionalista só fez carimbar o que, na prática, sempre ocorreu: a criminosa coparticipação do estado boliviano no saque da frota brasileira. E no Paraguai também é por aí. Não tem choro nem vela. A roda tocou o solo dos nossos hermanos, já era: vai trabalhar para comprar outro, Mané! O estado brasileiro faz vista grossa para o problema que há tempos deixou de ser apenas caso de polícia, para ser uma causa diplomática. Mas a causa é sem dono. Nos falta um item de série: culhão. E não vai aqui nenhuma discriminação à presidenta. A falta de culhão é antiga. Nossas autoridades nunca se incomodaram com a permissividade das autoridades vizinhas. O sentimento de impotência do cidadão brasileiro ao se deparar com seu veículo em terras fronteiriças, e não poder fazer nada para recuperar seu patrimônio, parece não mexer com os brios de nossos governantes. Agora Evo Morales dá um tapão na cara dos brasileiros. Será que servirá para alguma coisa? Quem sabe sirva para fazer com que nossos representantes no parlamento saíam em nossa defesa. Talvez o povo vá para rua de carro ou a pé – nunca se sabe – para cobrar uma atitude do estado brasileiro.Quem sabe caia a ficha para a gravidade da situação. Pessoas perdem suas economias quando o veículo é levado. Pessoas perdem a vida todos os dias para que algum aproveitador compre um carro brasileiro a preço de banana, ou em troca de alguns quilos de porcaria. Sem documento mas com dono Sr. Evo Morales! Não quero fazer aqui nenhuma apologia ao criador da frase, mas deixemos de ser Manés: ou o Brasil mostra que tem aquilo roxo – ou viramos pó.

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Comunidade de Porto Alegre perde Olyntho Chagas Filho

foto : reprodução Facebook

foto : reprodução Facebook

O fim de semana marcou a notícia triste da perda do educador Olyntho Chagas Filho aos 60 anos de idade,  professor da rede pública de Porto Alegre, goleiro de handebol e futebol da UFRGS e festeiro convicto.
Olyntho, durante muito tempo, trabalhou na assessoria comunitária e cultural dos governos do PT em Porto Alegre. integrando o projeto Bonde da Cidadania, da prefeitura. Reportagem publicada no jornal Zero Hora, em 2006, contou a rotina de Olyntho a bordo do Bonde da Cidadania. Duas vezes por semana, um ônibus levava meninos e meninas a parques, centros comunitários, museus, cinemas, jogos de futebol, cursos de música e dança, com o objetivo de deixá-los longe das drogas. Quando o veículo abria as portas, o professor convidava:
– E aí, ô dos meus, vamos chegar?
Socialista convicto e militante do PT, Olyntho pautou seu trabalho por respeito às diferenças, luta pela garantia dos direitos humanos e inclusão social.
O corpo de Olyntho foi cremado no sábado.

Máscaras e biombos

Por Osmar Silva

O que mais ouço dos amigos e conhecidos é a pergunta: o que você está achando do quadro político de Porto Velho? Qual o melhor candidato? Ou, quem acha que vai ganhar? Respondo: não sei. E não sei mesmo. Ando tão desencantado com os políticos… Eles estão tão empenhados na corrida eleitoral, nas negociações com seus partidos de aluguel, nos seus interesses pessoais, que nem se dão conta de que o Brasil está mudando. Não percebem que o eleitor está mudando. Recusam-se a crer num Brasil melhor, mais consciente, mais igualitário, mais soberano. Para eles o que interessa é o Brasil do atraso, da ignorância, da miséria, da mão estendida. Pedinte, dependente. Este é o Brasil que atende aos seus propósitos.

Foi idêntico desencanto que levou o escritor baiano João Ubaldo Ribeiro a afirmar em recente artigo: “não lembro um só dia, nos anos recentes, em que uma grande tramóia, um desvio de dinheiro espetacular ou um roubo sem precedentes não seja matéria dos noticiários”. E ele tem toda razão. Estão aí o Carlos Cachoeira e o senador Demóstenes Torres, o foragido Valter Araújo e seus acólitos além de todos os vereadores do Cujubim para não deixá-lo mentir.

Em quem confiar? Na última eleição perdi meu voto para deputado estadual. Macaco velho e gato escaldado, mesmo assim, escolhi errado e ajudei eleger a pessoa errada. Que decepção. Imagina o eleitor de pouca informação! É presa fácil pros bandidos que se escudam nos partidos que selecionam pelas conveniências e não pela qualidade. É ali o primeiro estágio da malandragem. Sobre estas agremiações vejam o que escreveu o ilustre João Ubaldo:

Os partidos políticos não são nada, nem em matéria de crenças e princípios, nem de qualquer outra coisa; não há ideais, há interesses. Não são partidos, são bandos(…), quadrilhas rapineiras que não pensam nos interesses do País, mas na aquisição de poder e influência geradora de riqueza. Mas à frente completa: roubam parlamentares, roubam administradores, roubam funcionários, roubam todos.

Mesmo assim, sou dos que acredita num Brasil melhor. Dos que confiam que o eleitor está, a cada eleição, mais consciente de sua cidadania e do seu papel na construção de uma pátria altaneira. Não foi esta mesma sociedade que construiu a Lei da Ficha Limpa? Não temos uma presidente que enxerga e não tolera o mal feito dos seus ministros e os demite? Não estamos vendo sair do papel uma CPI no Congresso que, no governo Lula iria pra debaixo do tapete? E não vimos a Secretária de Estado Americano elogiar, em conclave público e internacional, a nossa presidente pelo combate que está fazendo à Corrupção?

Estamos começando a enterrar os emblemas por tantas décadas propagadas de “o Brasil não é um País sério” ou “que País é este?” apesar desta turma do atraso, dos políticos com ficha corrida, escondidos atrás de máscaras e biombos. Essa gentalha tem que ser enquadrados nos crimes hediondos. Urge uma medida que inclua os corruptos neste tipo criminal. E os faça apodrecer na cadeia. E uma outra medida acabando esta absurda multiplicidade de partidos que só servem como escola de corrupção e de degradação moral da sociedade.

Osmar Silva
Jornalista
sr.osmarsilva@gmail.com

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As hienas e os corruptos

Por Jacob Fortes

Entre os animais irracionais existem os inofensivos, os peçonhentos, os transmissores de doenças, os asquerosos, e assim por diante. Dentre os últimos, chama atenção, em particular, a desaprumada hiena. Primeiro, pela tendência inata de alimentar-se de carcaças de animais que encontra ou rapina de outros carnívoros; segundo, pela fealdade, de causar repugnância aos olhos; e, terceiro, pela sua fetidez inigualável.

Diferentemente das hienas, há, entre os humanos,  aqueles que, mesmo em aparições raras e fugidias, se fazem notar não apenas pelo perfume que agradavelmente vão recendendo, mas, sobretudo, pelo trajar distinto que os embelezam. Por onde passam lhes são prestados acatamentos e reverências já que suas figuras comedidas e afidalgadas faz parecer tratar-se de pessoas de indiscutível honorabilidade. A plácida postura de cordeiro, que simulam, lhes reforça a crença de serem pessoas de quem não se pode suspeitar. Aludo aos corruptos.

Enquanto as hienas, de hábitos noturnos, se comunicam naturalmente fazendo ressoar, na imensidão da noite, seus ganidos ásperos de efeito pavoroso, os corruptos, de hábitos diurnos, são silenciosamente discretos: não se deixam assobiar nem cantarolar, porém, à boca miúda, são excelentes comunicólogos; se fazem entender por mensagens codificadas. Quando não, optam por balbuciar locuções breves, por vezes monossilábicas, uma espécie de confusa linguagem de papagaio: ininteligível para muitos, mas facilmente entendida por seus acumpliciados. Ao serem flagrados em gravações telefônicas não mostram as suas caras, já que são invisíveis, mas por meio de notas injuriadas, vindas do além, denegam tudo e, principalmente, desqualificam quem as gravou. Por essas notas descobre-se que eles têm verdadeira predileção por certos advérbios, sobretudo o de negação: não conheço, nunca vi, jamais falei, tampouco ouvi.

As hienas, no papel de lixeiras, ao consumirem cadáveres, evitam a disseminação de doenças em favor do equilíbrio ecológico. Os corruptos, com sua insaciável gula de esponja, que ultrapassa o exclamar dos seus estômagos e suas ambições inescrupulosas, drenam os recursos públicos mediante o emprego de manobras fraudulentas. Nesse ofício de gatunagem causam o retesamento das rédeas da prosperidade nacional; alicerçam desabrigos; adoentam áreas consideradas vitais para as camadas mais necessitadas da população: hospitais, escolas, infância, velhice, segurança pública; alargam os caminhos dos presídios, defuntam feições; produzem carcaças fazendo crescer o corpo de voluntários, do submundo, que tem procuração para aplicar a pena máxima. No “solo gentil” não existem as poderosas hienas, das planícies africanas, devoradoras de carcaças, mas no “formoso céu”, de prontidão, os urubus monitoram os morrediços. Além de fazerem a recolha do lixo, de brinde, emprestam sua figura para que os rubro-negros a tornem a mascote flamenguista.

Tais quais os passarinhos, as hienas também são animais gregários. Os corruptos, no entanto, preferem viver solitariamente desacompanhados; despercebidos. Reforgem quando sob olhares fixos; repudiam interpelações. Caricaturados de Lombardi, esses escroques dos impostos do contribuinte, ainda que invisos aos olhos de todos, podem ser vistos, ocultamente, por alguns poucos aparceirados de gabinetes que, no silêncio das desoras,  os ciceroneiam   pelos caminhos  atalhados e obscurecidos que levam aos recursos públicos; tão sedutores quanto evidentemente malcuidados. Recursos que exalam o suor dos trabalhadores brasileiros, e, também, o sangue tupiniquim que tanto atrai os vampiros dípodes, os quais, a exemplo dos morcegos, se esquivam da luz do sol. Com tamanha vocação corruptível, de duas uma, ou o país não é nosso, se fosse já teríamos extirpado essa chaga, ou nós não lhe pertencemos; vestimos o que nos dão.

Ao contrário da postura discretamente recatada que singulariza essa espécie de malfeitores, há uma variedade que prefere viver de de maneira ruidosa. São os caraduras, popularmente conhecidos por  caras-de-pau, que recorrem ao populismo e outros expedientes sagazes para, à cretinice e falsa fé,  insinuar que são legítimos emissários da honradez e da ética. Invariavelmente são encontrados no meio político, mormente no legislativo municipal, estadual e federal. Escudados pela legitimidade de mandato eletivo, e devidamente maquiados pelos efeitos acobertadores do óleo de peroba,  se proclamam, em tom de  austeridade, legítimos guardiões da retidão.  Apesar dos seus discursos eloquentes, em favor da decência, alguns de causar arrebatamentos de fazer inveja às imponentes cachoeiras, proferidos do alto das tribunas, não passam, na substância, de embusteiros; desgraçadamente sufragados pelos eleitores. Para esses promesseiros fementidos, o provérbio secular  adverte: “o gato rude que cuida, disto usa”

Contudo, esperançar é dávida natural da vida. Oxalá possa o astucioso progresso tecnológico, inventar máquinas capazes de identificar e caçar almas, visagens, sombras, fantasmas e silhuetas de contornos não identificado que, tencionando surripiar, vagueiam pela penumbra dos erários.

E enquanto as máquinas caçadoras não chegam, esses seres inabordáveis, agenciadores das desditas do povo, vão esvaziando os cofres públicos. Afeitos à desgraça produzida pela voluptuosiade do absurdo, os contribuintes, afrontados, exauridos e vergados por pesados fardos de impostos, se encarregarão —  até que o jumento se torne profeta — de reabastecê-los, sob o amargo ressaibo de que os salteadores permanecerão impunes, inclusive porque a punibilidade não alcança seres espectrais. No entanto, já que o brasileiro tem forte apego a crendices, superstições, mandingarias e benzeduras, que tal o país, unido, valer-se desses expedientes para ver se afugenta esses fantasmas ratoneiros?

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a= apolíneo
d= dionisiaco
Se d≥a= caos, d≤a= cosmos
Σ d²-a(√7-½d).(1+a¹º) = ∞ …
Se o vinho me ilumina
Só a matemática me traduz
Então transmuto entre todos os valores
e em suas dízimas paralelas

d²-3d+a=0
Abro todas as portas
Cavoco brechas nos muros
Vislumbro os delírios e os edifícios
E todas as dimensões me devoram
Fazem meu corpo desejar
(feito volúpia de elétrons
loucos pra copular)

{a-(3+d).(a³+d²-1º)}
Não desvendo essas incógnitas
São só fractais de universos
Mitos de passagem
(Não qero dominar nenhum caminho)
Só qero … transitar!
de med o e êxtase, gritar
sentir dor, depois esqecer, adormecer
sentir calor, depois despertar, compreender…
até aprender a amar todos os meus fragmentos!

As teorias explicam, mas não compreendem
Se não consigo levitar
É porqe posso dissolver a matéria no qal me deito
Se crio algo é para ser superado
Pois a obra nunca termina
… ∞

Cer9

Kestões de Necessidade (Será que precisamos disso?)

Não nos basta transportar o lixo, reciclar as coisas, separar resíduos sólidos nem delimitar mais aterros. O que queremos e não produzir o lixo!!!!
Nos ensinam; “não jogue o lixo no chão!”, nós aprendemos: “Não produza o lixo!”
Jamais resolveremos a questão do lixo empurrando os detritos para “outro lugar!”. Este “outro lugar” não existe. É aqui mesmo na Terra, entre nós. O lixo orgânico de Bangladesh ou o lixo atômico de Chernobyl, todos foram aterrados no mesmo planeta, o nosso! O lixo é de todos nós, dos que o produzem e dos que o aceitam. Se não há como lutar contra o lixo… há como não produzi-lo.
Então se faz emergente uma Cultura de Não Produção de Lixo.

Mas para isso é preciso nos confrontar, encarar as nossas necessidades. É necessidade nossa digerir refrigerantes? É mesmo necessário devorar tantas embalagens simbólicas? É de nossa natureza depender dos recipientes plásticos?
Se não kestionarmos essas necessidades jamais escaparemos do eterno retorno do processo de reciclagem.
É nossas “necessidades” que devem separadas, transportadas, compactadas e soterradas muito além de nossa memória.
São nossas latas de futilidades, sacolas de prazeres passageiros, caixas de emoções previstas que devem ser incineradas.
É a nossa vontade incontida de “possuir” que deve ser lacrada e carimbada como radioativa.
São nossos indispensáveis “desejos” que devem ser descartáveis, lixo hospitalar, resíduo tóxico…
É nossa alienação que deve ser carbonizada.
Senão nossa falta de bom senso ainda haverá de assalariar mais catadores de lixo.

Ninguem nos obrigou a beber cocacola!
Quem foi que aceitou-a?
Para enfrentar o inimigo, é preciso enfrentar a nós mesmos…

Que o caos esteja conosco

CCP

Brasil e Bolívia estudam parcerias no campo do combate ao tráfico ilícito de bens culturais

Teve início  a realização de missão técnica do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) ao Ministério das Culturas do Estado Plurinacional da Bolívia, dando continuidade às atividades de cooperação no âmbito do Projeto de Cooperação Técnica PCT Brasil-Bolívia. De acordo com o Assessor de Relações Internacionais (ARIN- IPHAN), Marcelo Brito, a Coordenadora Geral de Bens Móveis e Integrados do Departamento de Patrimônio Material e Fiscalização do IPHAN, Vandi Falcão, estará em La Paz, no período de 18 a 20 abril de 2012.

Entre as ações que serão trabalhadas na missão técnica estão a discussão de propostas de estratégia conjunta para combater o tráfico ilícito de bens culturais, prevendo a organização de informações específicas e a definição de procedimentos e diretrizes comuns para a implementação de banco de dados relacionado com o assunto. O objetivo é favorecer uma atuação entre os dois países, facilitando o desenvolvimento de um plano conjunto de intervenções com vistas à prevenção e combate ao tráfico ilícito de bens culturais.

Outro ponto importante será a avaliação da oportunidade de aplicação do Selo MERCOSUL Cultural para o caso de bens culturais protegidos. Essa iniciativa foi tirada em acordo entre os dois países, com apoio da Comissão do Patrimônio Cultural do MERCOSUL (CPC), considerando as decisões do Conselho do Mercado Comum (CMC / MERCOSUL) para a instituição e implementação do Selo. Será também considerada nessa avaliação a legislação e os instrumentos aplicáveis pelos países da região sobre a autorização temporária da saída do país de obras de arte e a gestão do combate ao tráfico ilícito de bens culturais protegidos, tendo como base de referência os casos do Brasil e da Bolívia.

O desenvolvimento dessa missão técnica conta com o apoio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

O que existe dentro de você?

Por Erika de Souza Bueno 

Na vida, tudo depende do que há dentro de você, tudo o que, de uma forma ou de outra, um dia entrou e ocupou espaço em seu interior. As nossas prioridades regem os nossos desejos e aquilo que, consequentemente, somos ou queremos ser.

Por causa de conteúdos não-administrados, muitas vezes não há palavras e conselhos que sejam capazes de nos impedir de fazermos alguma coisa. Alguém já disse que somos a segurança do nosso não e o resultado do nosso sim, ou seja, somos o que nos permitimos ser.
Dentro de você, há pensamentos e considerações que, advindos de circunstâncias com intenções duvidosas, podem levá-lo a caminhos tortuosos nos quais nem os pés mais habilidosos conseguiriam andar.

São conceitos que vêm de trechos de filmes, de conteúdos insanos de novelas, de aplausos pela morte fria e lenta de um vilão, de frases impensadas de pessoas que “explodiram” em ira, de cenas em que a violência não pareceu tão séria ou foi até mesmo justificada. Enfim, há em você muito mais do que se pode à primeira vista imaginar e, por isso, é necessária uma autoadministração.
São significados que, na maioria das vezes, não foram objetos de muita atenção, pois não se queria naquele momento se envolver com eles. Aliás, parece que sempre temos coisas mais importantes para nos ocupar do que simplesmente com o que ouvimos e aceitamos de “relance”. Contudo, querendo ou não, estão dentro de nós e, quando menos se percebe, podem refletir em ações e nas formas como as coisas são vistas e consideradas.
As inseguranças, os temores, os receios, as saudades, a vontade de gritar… O desejo de ter uma vida diferente; a insatisfação pela rotina vivida hoje; a ausência que não se aceita; o fim que não encontra um recomeço; a dor que parece não acabar; as noites maldormidas. São, enfim, conceitos, considerações e pensamentos que povoam nosso interior em busca de evasão, os quais desde já precisam de moldagem, de trabalho, de administração pessoal.

Não estamos acostumados a refletir, não temos tempo para isso, parece que vivemos por viver, tal como robôs programados a uma determinada tarefa. Seguimos nossa rotina e não esboçamos nenhuma reação diante das lágrimas e sofrimentos de outras pessoas. Estamos neutralizados, acostumados à violência, principalmente quando ela não bate em nossa porta.
Se não tivermos tempo para nós, para darmos tratamento a tudo o que ouvimos e vemos, tudo isso chegará a ocupar mais lugar dentro de nós do que pensamentos bons e desejo de dias melhores para nossas crianças.

A esperança dará lugar ao pessimismo, o amor simplesmente não existirá, a lei do “olho por olho; dente por dente” ganhará formatos nunca antes imaginados, a violência será corriqueira e não causará nenhuma compaixão. Tudo pelo fato de termos, simplesmente, nos acostumados a conceitos que entraram em nós por meios tão tênues, mas que agora tomaram espaços muito maiores em nós.

O que assusta é que já vemos reflexos deste mal em nosso meio. Muitos conseguem assistir aos violentos noticiários enquanto jantam após um dia cansativo de trabalho.
É preciso dar um basta, o silêncio diante de uma inverdade é tão prejudicial como a negligência diante da necessidade de socorro de alguém. É preciso alimentar nosso interior com desejo de justiça, com esperança no ser humano e, ainda mais do que isso, com disposição para buscarmos a paz em nosso meio.
É preciso dar um basta, um ponto final em tudo aquilo que quer tomar o lugar dos bons conselhos dados pela nossa família, pelos nossos professores, por aquelas pessoas que, de fato, querem o nosso bem.